Uma entrevista esquisita e engraçadinha com os mascarados escoceses do The Bucky Rage

Uma entrevista esquisita e engraçadinha com os mascarados escoceses do The Bucky Rage

2 de março de 2016 0 Por João Pedro Ramos

Os escoceses do The Bucky Rage são bem criativos. Não só musicalmente, já que na minha tentativa de entrevistá-los, recebi respostas nonsense e quase nenhuma seriedade dos caras. Mas também, o que esperar de um quarteto mascarado que define seu som como “wrestling rock’n’roll” e define seus shows como verdadeiras apresentações de luta livre mexicanas musicais?

O quarteto se formou em 2005 “como um experimento sônico”. Handsome Al (“guitarra barulhenta e golpes de ombo”), Philthy Collins (“cantor de girl group, bateria de boy group”), Pete Kaos (teclado, ou “emanações eletrônicas, vibrações esquisitas”) e Kyle M Thunder (baixista, ou “All about the bass”) já lançaram um disco (“Under The Underground”, em 2014) e alguns EPs (“Vote for Jesus” (2006), “We’re All Damned” (2007), “Ditchdigger” (2008), “Cut ‘em Down” (2011), “Outta Sight” (2012) e “Panther Adams”, (2013)), prometendo mais um disco completo e um EP para 2016, além de shows insanos e cheios de fuzz, teclados sessentistas, punk rock chicletudo, máscaras a granel e a reputação de ser uma das melhores bandas de festa que já passaram pela Europa.

Conversei (ou pelo menos tentei) com o quarteto sobre sua carreira, discografia, inspiração e shows onde você pode até tratar suas cáries:

– Como a banda surgiu?
A banda começou como a maioria das bandas começa. Quando fomos libertados da prisão, tivemos que juntar dinheiro para salvar o monastério onde fomos criados. Os monges não permitiam que levássemos dinheiro sujo, então tivemos que pensar em alternativas pra juntar grana. Então, Filthy Collins foi no Show do Milhão, ele é um cara esperto, sabe todas as resposta, então com o milhão que ganhamos, compramos instrumentos e aí a grana alta começou a entrar, já que viramos número um na parada de sucessos em todo o mundo.

– Vocês descrevem o som da banda como “wrestling rock’n’roll”. Como é isso?
“Wrestling rock’n’roll” funciona por engano. Caras poderosos sem medo e com um bom senso de diversão. Somos maus perdedores. Mas o negócio não é sobre ganhar, é sobre tocar, e nós tocamos bem.

– Vocês nunca mostram os rostos? Porque usar máscaras?
Usamos as máscaras por motivos religiosos. Nosso Deus exige isso.

– Contem um pouco mais sobre o material que já lançaram.
Nossa discografia é vasta e bulbosa. Gravações de estúdio, canções muito atrativas e progressivas musicalmente, poesia poderosa, música muito poderosa. Música pop com uma qualidade “esfaqueante”.

The Bucky Rage

– Como é o processo criativo da banda?
O processo criativo: todos os dias, Handsome Al acorda com uma grande melodia. Philty cria alguma letra e uma música foi criada. Eles estão fazendo isso por anos e os dois possuem uma mente muito ampla.

– Como vocês descreveriam um show da Bucky Rage pra quem nunca foi?
O show típico da Rage é muito divertido, um monte de fãs bonitos dançando valsa e fazendo o hustle e o boogaloo. Às vezes, um raio aparece e acerta os mais fracos. Algo estranho normalmente acontece. Uma vez, alguém da plateia deve uma dor de dente, subiu no palco e fizemos a obturação. Isso não acontece em todo show, aliás.

– E como criaram o nome Bucky Rage?
É um nome impossível de não amar. Quem poderia resistir? É um nome sólido.

– Quais são os próximos passos da banda em 2016?
Estamos trabalhando duro. Nosso segundo disco sairá este ano e um EP será gravado. Faremos shows para quem tiver a grana para nos pagar. Não trabalhamos por pouco.

The Bucky Rage

– Recomendem bandas e artistas (principalmente independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos.
As boas bandas são:
The Fnords
The Cheating Hearts (de Hamburgo)
The Fat White Family
The Country Teasers