The Love Me Nots preparam o sucessor de “Sucker” e dizem estudar o pop para usá-lo a favor do rock

The Love Me Nots preparam o sucessor de “Sucker” e dizem estudar o pop para usá-lo a favor do rock

28 de julho de 2015 0 Por João Pedro Ramos

Formado em 2006, o quarteto do Arizona The Love Me Nots se diz muito garage pra ser chamado de rock’n’roll e muito rock’n’roll pra ser chamado de garage. Por isso, definem-se apenas como uma banda de rock que não tem preconceitos com o pop, desde que ele atue a favor de suas guitarras rasgadas e influências punks.

Nicole Laurenne (vocal e órgão), Michael Johnny Walker (guitarra), Christina Nunez (vocal e baixo) e Jay Lien (bateria) possuem uma bela discografia no currículo: In Black & White (2007), DETROIT (2008), Upsidedown Insideout (2009), Thringle (2011), The Demon and The Devotee (2011), Let’s Get Wrecked (2011) e, finalmente, o elogiado Sucker (2014), mais recente trabalho do grupo.

Conversei com Nicole sobre a trajetória da banda, o estudo da música pop e uma possível vinda ao Brasil:

– Quais são suas principais influências?

The Seeds, The Animals, The Yardbirds, The Dead Kennedys, X, The White Stripes.

– Fale um pouco mais sobre a discografia do The Love Me Nots.

Nós lançamos 5 álbuns, além de um disco de best of e remixes. O som da banda e a formação mudou a partir do terceiro disco, e nós propositalmente tentamos escrever algo mais pop para ele também. Os outros quatro álbuns são todos envoltos em riffs pesados ​​de garage rock, órgãos e alguns elementos do punk e do rock ocasionalmente. Nós gravamos os quatro primeiros com Jim Diamond, de Detroit. Ele tem um som muito característico. O último disco foi gravado por Bob Hoag em Phoenix, a pessoa que assume as baquetas quando estamos em turnê. Michael fez toda a arte para todos os registros e lançamos todos de forma independente em nosso selo Atomic A Go Go, com a ajuda de amigos de outros selos nos EUA e na França.

http://www.youtube.com/watch?v=XySc2Oof3H4

– Como é seu processo criativo?

Normalmente eu ouço o Michael tocar algum riff de guitarra que eu goste, ou eu tenho um pedaço de uma letra e melodia que eu quero construir. Com isso como o primeiro bloco de construção da música, Michael e eu sentamos com o ProTools e construímos versos, refrões, linhas de baixo, partes de bateria, harmonias … até que tenhamos um conceito de canção concluído. Em seguida, levamos isso para a banda e eles acrescentam seu “swag” especial nela. Então nós costumamos considerar a canção pronta. É um processo rápido da banda, normalmente.

– Como você descreveria o seu som?

Rock. É um pouco rock demais pra ser chamado de garage e um pouco garage demais para ser chamado de rock’n’roll, por isso estamos chamando apenas de ROCK no momento.

The Love Me Nots

– Vocês estão em turnê, certo? Onde é o melhor lugar onde vocês já tocaram?

Estamos sempre voltando de algum lugar ou prestes a ir para algum outro lugar. Nosso mais recente local favorito é em Dijon, na França, em uma caverna de pedra subterrânea chamada Deep Inside. Também amei tocar nas pistas de boliche em Asbury Park, Nova Jérsei, em Asbury Lanes. Mas realmente não há nada como tocar na Europa; festivais gigantes e grandes salões antigos sempre nos surpreendem.

– O rock and roll ainda está vivo ou, como disse Gene Simmons, está morto?

Está vivo. Bandas atuais como Tame Impala, Le Zets, Dead Sara e Crash Kings são puro rock e escrevem canções incríveis. O último disco de Jack White é fantástico. As pessoas ainda amam o poderoso e sincero rock primitivo – é irresistível.

https://www.youtube.com/watch?v=En3T8NM-PgQ

– O que você acha sobre a música pop hoje em dia?

Nós amamos pop. Nós também amamos rap, jazz, country clássico, Chopin, Bjork e muitos outros gêneros para mencionar. Mesmo no que parece ser o mais insano pop top 40 das rádios, você pode sempre encontrar algo engenhoso sobre isso – a produção, as batidas, as letras, o fraseado, o som dos instrumentos – nós gastamos muito tempo ouvindo e aprendendo com todos que podemos, sempre tentando entender o que dá a uma canção um apelo de massa. A música pop é o melhor lugar para estudar isso. Além disso, Michael ama as Spice Girls, Madonna e Alicia Keys, e eu amo Ke$ha, Rihanna e Tove Lo, por isso mesmo quando não estamos estudando o pop, isso rola em segundo plano.

– Quais são os próximos passos do The Love Me Nots?

Estamos começando a trabalhar em nosso sexto álbum, apenas coletando idéias para construir as músicas juntos neste outono e possivelmente gravar no inverno. Estamos indo para o Canadá para uma pequena turnê e um punhado de datas ao redor do sudoeste, perto de casa. Vamos certamente estar de volta a Nova York novamente em breve e estamos esperando convencer a nossa gravadora francesa a nos levar de volta para a Europa na primavera.

The Love Me Nots

– Diga-nos algumas bandas que chamaram sua atenção ultimamente.

Benjamin Booker, Hanni El Khatib, Courtney Barnett, Ty Segall, The Aquadolls, Tame Impala, Portugal The Man.

– Podemos esperar uma visita de vocês no Brasil em breve?

Provavelmente não em 2015, mas nunca se sabe. Se a oferta certa aparece em nosso caminho, nós quase sempre aceitamos. Gostamos de ver novos lugares.