Supervibe aposta em letras em português em seu psicodélico segundo EP, “Autóctone”

Supervibe aposta em letras em português em seu psicodélico segundo EP, “Autóctone”

25 de setembro de 2017 0 Por João Pedro Ramos
O trio Supervibe surgiu na conturbada capital de nosso país, mas foge do rótulo “rock de Brasília” que se criou nos anos 80. O embrião da banda nasceu em 2013, quando Sand Lêycia (bateria) e João Ramalho (guitarra e vocal) se conheceram na faculdade e formaram um duo de garage rock. Em 2015, decidiram que era hora de reformular o projeto, incluindo, depois de muitas jams, o baixista Deivison Alves.
O power trio de Gama, cidade satélite de Brasília, acaba de lançar seu segundo EP, “Autóctone”, sucessor de “Clarão”, de 2015. Agora somente com letras em português, o novo trabalho conta com cinco faixas que mostram as influências diversas da banda, que vão de Jimi Hendrix a Warpaint, passando por Bruno Mars e The Doors, o que demonstra um pouco a diversidade musical que Brasília possui hoje em dia. “Hoje aqui tem banda de tudo quando jeito! Tem experimental, instrumental, neo-psicodélico ao psicodélico 70, folk, indie, shoegaze. Tá um caldeirão doido”, conta Sand.
– Como a banda começou?

João Ramalho (vocal e guitarra) e eu (bateria) nos conhecemos na faculdade, tínhamos e temos muita afinidade nas bandas. Na época, em 2013 éramos um duo, bem garage rock. Só em 2015, que decidimos reformular tudo, nome, som, idealizamos outra banda, e com essa nova proposta veio a necessidade de colocarmos um baixo porque nos show improvisamos bastante, rola jams, daí com o Deivison (baixo) conseguimos alcançar o que almejávamos.

– De onde surgiu o nome Supervibe?

Pense numa coisa que somos péssimos pra criar: nome de banda (o outro era pior (risos)). Gostávamos muito de um pedal de efeito de chorus na Marshall, o nome era Supervibe, foi daí que veio o nome,

– Quais as suas principais influências musicais?
A banda em comum de nós três é o Jimi Hendrix Experience. João gosta bastante de bandas grunge, o Deivison tem um pé no pop Bruno Mars, Skrillex e tals, e eu gosto de banda esquisita (risos), mas posso citar Warpaint, The Smiths e The Doors.
– Como é o processo de composição da banda?

Nosso maior meio de fazermos as canções são por meio de jams, depois pensamos nas melodias vocais e letras.

Supervibe
– Me falem um pouco mais sobre o material que já lançaram.
O “Clarão”, nosso primeiro EP, saiu um pouco diferente do que somos hoje, tem muito mais efeito, algumas letras em inglês e tals. Eles nos abriu muitas portas, tocamos duas vezes no PicNik, no Groselha ao lado de Carne Doce e Black Drawing Chalks. O ‘Clarão” nos mostrou pro DF. Este ano lançamos o “Autóctone”com cinco faixas e todas as letras em português.

– Vocês lançaram um webclipe de divulgação para uma das faixas. Os clipes ainda são importantes, mesmo com o fim da vitrine musical de clipes que era a Mtv Brasil?

Cara, o Youtube tá aí pra provar que é a nova videoteca do planeta. Pras bandas é ainda mais importante, se você é do Norte e quer ouvir um som do Sul, é por meio do Youtube que vai conhecer a banda, a estética, o visu e tudo. Investir no Youtube é primordial!

– Brasília é um lugar que sempre fervilhou de bandas e artistas de projeção nacional. Como anda a cena por aí?

Anda linda! Na época do Legião, Aborto Elétrico, Capital e todas as outras, a gente via as bandas seguiram um mesmo caminho sonoro. Hoje aqui é BSB e no DF em geral é diferente, tem banda de tudo quando jeito! Tem experimental, instrumental, neo-psicodélico ao psicodélico 70, folk, indie, shoegaze. Tá um caldeirão doido.

– Como é a vida de banda independente em Brasília?

Difícil, já que pouquíssimas são as casas de show. Mas isso não impede as bandas de tocarem, a gente toca na rua, em teatro, em parque.Tá surgindo festivais maneiríssimos como o PicNik, Groselha, CoMa… fora o Porão que já tem décadas de existência. Isso é o maneiro de irmos contra a corrente, a gente busca um outro jeito de divulgar o som.

Supervibe

– Quais os próximos passos da banda?
Queremos sair pra tocar no Brasil. Tomara que ele consiga abrir muitas portas pra gente. Queremos tocar e divulgar cada vez mais o nosso som.

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.
Cara, tem Tertúlia na Lua, Kelton, Oxy, Joe Silhueta, Pollyana is Dead, Toro, Lista de Lily, Vintage Vantage, Quarto Astral e mais uma porrada.