Quarteto de Phoenix Fairy Bones prepara o sucessor de “Dramabot” e busca novos caminhos

Quarteto de Phoenix Fairy Bones prepara o sucessor de “Dramabot” e busca novos caminhos

28 de novembro de 2016 0 Por João Pedro Ramos

Depois de um hiato para gravar seus dois novos singles, “8 Ball” e “Pink Plastic Cups”, o Fairy Bones voltou a excursionar pelos Estados Unidos mostrando a sua mistura de glam rock, grunge, rock alternativo e punk. Depois de receberem o título de “Melhor Banda Local” pelo jornal Phoenix New Times, o quarteto formado por Chelsey Louise (vocal, guitarra), Robert Ciuca (guitarra), Ben Foos (baixo) e Matthew Foos (bateria) procuram agora por um selo para lançar seu próximo álbum, que está em fase de composição.

A banda tem um disco no currículo: “Dramabot”, de 2015, produzido por Bob Hoag (The Format, Scary Kids Scaring Kids, The Ataris) e gravado no Flying Blanket Studio. “Foi incrível excursionar com este disco pelo tempo que fizemos”, diz Chelsey, “porque tivemos tempo de executá-lo e manipular as músicas em novas versões de si mesmas ao vivo. Acho que isso nos ajudou a entender o que queremos fazer para avançar”.

Conversei com Chelsey sobre os novos singles, o disco “Dramabot”, machismo no mundo da música, incentivei sem querer a descoberta de um pouco de rock brasileiro e falamos sobre planos da banda para o futuro:

– Como a banda começou?

Eu estava cumprindo 5 anos por extorsão, Robert estava por narcotráfico e Ben e Matt estavam por cafetinagem na Califórnia, mas foram extraditados para a mesma prisão do Arizona em uma acusação de lavagem de dinheiro a partir de 2008. Começamos a tocar música no almoço com as bandejas e penicos de metal e continuamos quando todos saímos.

– Como surgiu o nome Fairy Bones?

“Pixies” já tinha sido usado.

– Quais são suas maiores influências musicais?

Nirvana, Queen, David Bowie, Blondie, Frank Zappa, musicais, o som que os saltos altos fazem não asfalto em filmes de terror.

– Conte-me um pouco mais sobre o material que vocês lançaram até agora.

“Dramabot” é o nosso único álbum full lançado até agora, está em todo o lugar. Foi a nossa primeira tentativa de um álbum, e, em geral, estamos muito satisfeitos com ele porque ajudou a nos empurrar na direção que estamos seguindo. Nos ajudou a encontrar uma identidade mais sólida como banda. Os dois novos singles – “8 Ball” e “Pink Plastic Cups” – são todos levados pela guitarra (o que costumava ter sintetizadores / pianos), e estou particularmente orgulhosa de onde chegamos como compositores. Estas canções mostram definitivamente maturidade, e os nossos amigos ficaram com a gente – vindo para os nossos shows, ouvindo a nossa música – nós curtimos muito como eles ajudam, continuando conosco.

Fairy Bones

– Como você definiria o som da banda?

Letras tristes com acordes felizes.

– Você já tocaram com alguns monstros de rock. Como é essa experiência? Como você se sente quando compartilha o palco com bandas que você ama desde que era adolescente?

Nós terminamos uma tour com o Highly Suspect recentemente, o que foi definitivamente um sonho. É isso que a paixão parece, foi inspirador os assistir noite após noite. Foi também adorável ver como eles tratam a sua equipe, como todos envolvidos são uma família. Esperamos vê-los novamente em 2017. Mother Mother também foi muito humilde, tão adorável, tão talentosos – especialmente como vocalistas e compositores interessantes!

– Vocês são uma banda com uma frontwoman. Vocês acham que o sexismo ainda é forte na indústria musical?

Ainda rola, bem forte. O sexismo é forte na vida cotidiana. Eu acho que é particularmente fácil de lidar, porque eu não me importo. Eu faço esta merda continuar, eu trabalhei incrivelmente duro construindo esta banda do zero com absolutamente nenhuma ajuda de selos, de empresários, de agentes de booking – eu faço tudo. Eu sei o que eu valho, e isso é o que é importante no final do dia. Você não vai curar o sexismo da noite para o dia. Você nunca vai curar o mundo dos imbecis. Mas você pode provar que estão errados noite após noite no palco, e isso é uma sensação muito legal.

– Podemos esperar ver você tocando para nós no Brasil algum dia? Você conhece alguma música brasileira?

Eu não tive a sorte de conhecer bandas brasileiras ainda – mas desde que você me perguntou, eu mergulhei em busca de rock brasileiro, e agora estou REALMENTE curtindo Hateen e Ludov. Então, obrigado por esta pergunta, agora eu tenho alguma música nova pra ouvir! Temos tocado com uma grande banda chamada Capsula da Argentina, é o mais próximo de experiência real que eu cheguei (e ainda foi com um país vizinho)!

Fairy Bones

– Quais são os próximos passos de Fairy Bones?

Estamos procurando um selo para lançar um álbum em 2017. MUITA turnê .. talvez no Brasil? Vamos pensar em algo!

– Recomende bandas que chamaram a sua atenção ultimamente, especialmente se são independentes!

Playboy Manbaby está destruindo em Phoenix, punk rock com chifres e muita energia e letras de diversão. Se você gosta de Muse, você vai gostar dessa banda de LA chamada Madus. Se você gosta de teorias de conspiração e musicalidade estelar, confira Captain Squeegee. WASI de Los Angeles. Highly Suspect, obviamente. Estão lançando um novo álbum, é ESTELAR!