Quarta edição da Semana Internacional de Música de São Paulo ocorre entre 7 e 11 de dezembro

Quarta edição da Semana Internacional de Música de São Paulo ocorre entre 7 e 11 de dezembro

30 de novembro de 2016 0 Por João Pedro Ramos

A Quarta edição da SIM – Semana Internacional de Música de São Paulo ocorre entre 7 e 11 de dezembro, contando com uma ampla programação de shows e palestras. O evento vai ocorrer no Centro Cultural São Paulo com conferências, meet-ups e showcases, além de diversas apresentações em casas de show da cidade. Nesse ano, a SIM tem uma nova regra: metade da programação de showscases e palestrantes terá de ser com mulheres para reforçar seu espaço no meio artístico e no mercado de trabalho.

Durante o SIM haverá diversos shows, entre eles Allie X (Canadá), The Baggios (BR), As Bahias e a Cozinha Mineira (BR), Bareto (Peru), Deb And The Mentals (BR), Ezequiel Borra (Argentina), FingerFingerr (BR), Iara Rennó (BR), Jéf (BR), La Dame Blanche (França/Cuba), Jack Nkanga (Angola), Maglore (BR), Ogi (BR), Random Recipe (Canadá), Molina y los Cósmicos (Uruguai), Ventre (BR), Céu (BR), INKY (BR) e muitos outros. Confira a programação completa aqui.

Serviço geral:
SIM SÃO PAULO 2016
Data: 7 a 11 de dezembro
Venda no site oficial: http://www.simsaopaulo.com/pb/inscricoes-abertas/

Conversei um pouco sobre  o evento com Fabiana Batistela, diretora da SIM São Paulo:

– Conta um pouco de como será o SIM deste ano.

Estamos chegando na quarta edição da SIM São Paulo em um formato muito maior. É um crescimento não somente físico, mas também conceitual. O mercado da música se desenvolve muito de um ano para o outro e a SIM é um reflexo disso. Neste ano, mais uma vez, o evento tem como base o Centro Cultural São Paulo, que abriga a parte de showcases diurnos e também as palestras, workshops e rodadas de negócios. Já a programação noturna se espalha pelas casas de shows da cidade.

– Qual é o propósito do evento?

A SIM São Paulo é um evento para o mercado da música. O foco do evento é conectar pessoas de vários estados e países que trabalham na cadeia produtiva e criativa da música. Para isso, trabalhamos com três pilares: 1) SIM Live, que é a exposição de tendências musicais do Brasil e de outros lugares do mundo; 2) Convention: é a parte de conferência, que focada em informação, capacitação e profissionalização do mercado por meio de palestras, workshops e debates; 3) Network & Business: são atividades geradas para incentivar a conexão entre pessoas e artistas, além de incentivar novas parcerias e negócios.

– Você acha que faltam eventos como este, que enaltecem a música autoral brasileira?

Acho mais do que enaltecer o mercado de música autoral, a SIM São Paulo fortalece a música autoral brasileira. A SIM foi o primeiro evento neste formato em São Paulo. Eu frequentava vários eventos nos mesmos moldes em outros lugares do mundo e não via o porquê não ter um na minha cidade. A SIM pretende colocar a música brasileira em outro patamar, já que um dos nossos focos é a exportação da música brasileira. Sempre trazemos profissionais de fora, de jornalistas a produtores, selos, distribuidores. Só neste ano, serão mais de 60 profissionais de outros países.

– O que você acha da cena independente brasileira hoje em dia? A SIM tem olhos para a música autoral independente?

A gente fala com toda a cadeia da música, não há restrição de estilo musical. A gente trabalha com música autoral, geralmente independente, e abraça tudo que tiver afim de ser abraçado. A velocidade com que a SIM cresceu nos últimos quatro anos é um reflexo de como o mercado independente vem se desenvolvendo rapidamente também. Um, dois anos é muita coisa no mercado da música. Hoje, vemos eventos inspirados na SIM pipocando pelo Brasil, além de novas bandas, coletivos, enfim… Tá todo mundo focado em se organizar e fazer o mercado evoluir.

– Qual a sua opinião sobre as paradas musicais brasileiras hoje em dia?

Eu nem sei quais são as paradas musicais atualmente. É um grande erro pensar em mercado e sucesso hoje em dia tendo top 10 e parada de sucesso como parâmetro. Atualmente, o conceito de sucesso na música é poder fazer o que você quer para um público específico, que pode ser de 200 pessoas ou 200 mil pessoas. O sucesso é alcançar o que você quer. Tem banda que se mantém no mercado há anos com um público fiel sem nunca ter entrado numa parada de sucesso ou ter uma nota publicada em um veículo de grande circulação.

– Pra finalizar, uma dúvida mais existencial: a música pode mudar o mundo?

Pensa no seguinte cenário: deleta música do mundo e imagina como ele seria. Dá pra viver sem isso? Não consigo enxergar um mundo sem música.

Ouça esta playlist que fizemos especialmente para o SIM São Paulo 2016, com os artistas que você poderá ouvir no evento: