“O rock vive, mas você precisa ir a shows e festivais para senti-lo 100%”, diz o duo The Monday Project

“O rock vive, mas você precisa ir a shows e festivais para senti-lo 100%”, diz o duo The Monday Project

22 de setembro de 2015 0 Por João Pedro Ramos

The Monday Project se irrita constantemente pois, por ser um duo,  ouve comparações com o Royal Blood e tantas outras bandas que apostam no formato enxuto com apenas guitarra e bateria. “Não somos um clone pegando o rabo do cometa. Somos rockers com um som e personalidade próprias”, dizem. Formada em 2013 em Londres, a banda era originalmente um trio, mas com o tempo perceberam que três era demais e somente com Darius (aka Mr. D) (voz e guitarra) e Luka (aka Duck Face) (bateria e backing vocal) já tinham o som cru, simples e barulhento que queriam.

“O garage blues pesado do TMP, guiado por ótimos riffs, ritmos pesados e batidas retumbantes fala por si só” disse a revista The Blues Mag, sobre as comparações com Black Keys e White Stripes. Com os singles “The Waiting Game” e “London Samba” e o EP “Small Talk” (2015) no currículo, a banda tem tocado “por cervejas” e está louca para trazer sua barulheira para o Brasil.

Conversei com Darius sobre a carreira da banda, a proliferação de duos e a popular morte do rock:

– Como a banda começou?
A banda começou como um trio. Alain (o ex-baterista) deixou o projeto assim que marcamos alguns shows. Luka tomou seu lugar como um favor. Depois de alguns shows e ensaios, ele disse: por que não ficamos como um duo? Foi uma boa idéia… E apostamos nela.

– Qual o significado do nome “The Monday Project”?
O nome The Monday Project é o resultado de meses sem encontrar um nome bom. Nós costumávamos ensaiar toda segunda-feira… Simples assim!

– Porque o formato duo é tão popular no rock hoje em dia?
É popular, mas ainda bastante incomum, nós achamos. Não são muitos os músicos que são “corajosos” o suficiente para pular em um palco sem o terceiro ou o quarto membro da banda. Ser um duo é um equilíbrio muito bom e é muito difícil encontrar esse equilíbrio. A música de um duo é geralmente crua e simples, a gente acha… E os ouvintes gostam.

– Então, vocês estão atualmente tocando por cervejas, segundo sua página do Facebook. Quantas cervejas seria necessário para trazê-los para o Brasil?
Sim, estamos tocando por paixão e cervejas. Clubes em Londres querem trazer a banda para uma multidão e se certificar de que eles tomem umas cervejas com você. Nós adoraríamos ir para o Brasil … só precisamos de alguns shows agendados e começar a economizar 🙂

The Monday Project

 

– Como é seu processo criativo?
O processo criativo do TMP é muito fácil … Nós fazemos uma jam até chegarmos alguns riffs juntos. Decidimos o que é o verso, refrão, ponte e blá blá blá… Vamos para casa ouvir o novo material e criar uma melodia para as letras e, finalmente, as letras no fim! Nossa música “We Are” foi feita em poucos minutos, por exemplo.

– Se vocês pudessem trabalhar com QUALQUER músico, quem seria?
Nós definitivamente gostaríamos de colaborar com The Bloody Beetroots. Ótima mistura de electro e rock.

– O pop matou o rock’n’roll?
Não, o rock’n’roll ainda está muito vivo, está apenas se escondendo por trás do enorme poder da mídia. Rock é a música que você tem que chegar e descobrir… Não é na TV, não é pelas principais rádios… Você tem que levantar a bunda da cadeira e ir a shows e festivais para senti-lo 100%.

– Como você definiria o som da banda?
Nosso som é simplesmente sólido e groovy no estúdio e ao vivo. Fácil!

The Monday Project

 

– Quais são suas maiores influências musicais?
Nós dois gostamos dos grandes riffs de guitarra de Tom Morello e Black Sabbath, a bateria alta e sólida de Tommy Lee e da criatividade dos QOTSA.

– Recomende bandas que chamaram sua atenção ultimamente (especialmente se forem independentes!)
Definitivamente Twin Creator (Irlanda) e Gonzo Morales (Dinamarca). Você pode ouví-los no soundcloud!