Molodoys apresenta seu primeiro disco, “Tropicaos”, com as bençãos de Sérgio Dias

Molodoys apresenta seu primeiro disco, “Tropicaos”, com as bençãos de Sérgio Dias

14 de setembro de 2016 0 Por João Pedro Ramos

“Mistura quântica. Do ácido-terroso. Resultado volátil da fusão instável entre a improbabilidade do caos e a liberdade musical, exposto à mais alta temperatura da brasa dos trópicos distópicos. Tropi-caos. Sobre os males e mares do mundo moderno, sobre a vida e o universo, sobre a morte e a consciência, sobre este solo”. Acho que a própria descrição dos Molodoys em sua página no Facebook é a melhor forma de tentar descrever a mistura psicodélica cheia de criatividade brasileira e camadas etéreas e deliciosamente roucas de Leonardo Fazio (guitarra e vocal), Camilla Merlot (baixo e vocal), Vítor Marsula (guitarra e vocais) e Jairo Camargo (bateria).

Formada em 2012, a banda tem como proposta resgatar elementos da cultura brasileira e fundi-los a experimentações sonoras utilizando-se de diversas referências como a psicodelia sessentista, o vaporwave, a tropicália e o movimento manguebeat. Em julho de 2014 saiu seu primeiro EP, “Metamorphic Fragments”, seguido por dois singles (“Blues do Cangaço” e “Ácido”) e finalmente, no mês passado, o primeiro disco. “Tropicaos” foi lançado em 1 de set de 2016 e foi produzido pela própria banda com co-produção e mixagem de Gustavo Coutinho e masterização por Humberto ‘RMNY‘ Fernandes. O grupo de São Paulo recebeu elogios (e até direcionamentos e ensinamentos no estilo Mestre Yoda) de Sérgio Dias, d’Os Mutantes.

Conversei com Léo e Camilla sobre a carreira da banda, o disco “Tropicaos”, o encontro (e apadrinhamento) por Sérgio Dias e muito mais:

– Como a banda começou?

Camilla: Começou em 2012. Eu, o Léo e o Wesley fundamos ela lá na minha cidade (Amparo-SP)

Léo: Wesley é antigo guitarrista/vocalista.

Camilla: O Léo e o Wesley eram muito amigos e gostavam muito de tocar juntos, eu sempre tive uma ligação muito forte com musica e tava curtindo muito a ideia de ter uma banda. Aí descobri um primo que tocava bateria e depois do primeiro ensaio fundamos a Molodoys.

Léo: Depois de alguns shows aqui e acolá nós decidimos reunir as composições que cada um tinha na época, daí saiu o nosso primeiro material de estúdio, o EP “Metamorphic Fragments”, gravado lá em Amparo com nosso amigo e co-produtor Gustavo Coutinho (que também trabalhou conosco no disco “Tropicaos”).

– E de onde surgiu o nome Molodoys?

Léo: Na época nós estávamos lendo o livro Laranja Mecânica, do Anthony Burgess, quando criamos a banda nós fomos atrás de algumas palavras no dicionário de Nadsat, que é um vocabulário de gírias usadas pelas personagens daquele mundo. Escolhemos algumas palavras e a que mais gostamos no fim das contas foi “Molodoy”, que significa “jovem”. Nos identificamos bastante por causa do contexto, no livro os “molodoys” são os jovens de um mundo distópico, que é basicamente como nós nos enxergamos.

– Quais as principais influências musicais da banda?

Camilla: Da banda como um todo acredito que os principais são Os Mutantes, Pink Floyd na fase Syd Barret, Chico Science e Nação Zumbi, Tom Waits e Velvet Underground. Aí tem as influências pessoais também, que cada um traz pra banda.

Léo: Cada membro também traz suas próprias influências de casa, eu costumo ouvir de Nirvana à Cartola, gosto muito de musica infantil como Pequeno Cidadão, também venho sendo bastante influenciado por alguns projetos de sub-gêneros do vaporwave como HKE, 2814 e Blank Banshee… Acho que de um modo ou de outro isso tudo acaba influenciando no nosso som. Vitor tem bastante influência de música étnica árabe e oriental, também bastante de rock progressivo. Jairo tem bastante influência de Beatles, ele basicamente aprendeu a tocar bateria acompanhando os discos dos Beatles, mas também carrega bastante de Bacamarte e Queen.

Camilla: No meu caso, como instrumentista, sou muito influenciada por baião e musica regional. Em geral, ouço de Miles Davis, Fela Kuti e John Coltrane a Chico Science, Mutantes e Cartola. Também, assim como o Léo, piro muito em vaporwave e nesses estilos mais contemporâneos.

– Me contem um pouco mais sobre o material que já lançaram.

Léo: O ‘Metamorphic Fragments’, de 2014, foi nossa primeira experiência em estúdio, estávamos nos descobrindo musicalmente, testando várias ideias e caminhos nas composições que cada um trouxe, portanto é algo bem experimental, literalmente “fragmentos metamórficos”. No fim do mesmo ano começamos a compor músicas em português, foi uma necessidade que veio naturalmente e a gente abraçou totalmente. A primeira letra que compus em português foi “Blues do Cangaço”, que foi lançada como single em Junho de 2015. Vimos que o caminho era esse depois da boa repercussão que teve, e principalmente depois que o Sérgio Dias d’Os Mutantes veio me procurar por causa da música. Em dezembro de 2015 lançamos “Ácido”, nosso segundo single, que antecedeu e preparou o terreno para lançarmos nosso primeiro disco. O nosso novo trabalho, “Tropicaos”, é o resultado de todo esse processo de descobrimento que tivemos durante 2014/2015, na questão sonora tem bastante influência da música brasileira bem mesclada com nossas influências internacionais. Sobre as letras, eu procuro brincar bastante com os sons e significados das palavras. É um álbum bastante critico e também com alguns momentos bem intensos e introspectivos. A música é a nossa forma mais íntima e sincera de expressão, esse disco reflete muito do nosso contexto, do que vivemos aqui hoje em dia no Brasil/mundo pós-moderno, é nossa interpretação de todo esse caos e essa guerra de idéias. São palavras que precisavam desesperadamente serem botadas pra fora.

Molodoys

– Me fala um pouco mais do processo de criação do “Tropicaos”!

Léo: Bom, no início de tudo a ideia era gravarmos outro EP com algumas músicas em português que a gente já tinha trabalhado, só não estava muito certo como e quando faríamos isso, pois a questão financeira pesa bastante pra nós, assim como a questão do tempo. Mas felizmente depois de lançarmos “Blues do Cangaço” fomos convidados pra participar do projeto Converse Rubber Tracks, foi aí que decidimos que seria um disco completo. Ganhamos um dia de gravação livre no Family Mob Studios com os queridos Jean Dolabella (Ego Kill Talent) e Estevam Romera, e lá gravamos 4 músicas ao vivo – “Ácido”, “Venus Almirantii”, “Quebra-Arcos” (que é um tema instrumental de improviso) e regravamos uma do antigo EP – gravamos ao vivo pra aproveitar bem o tempo que teriamos disponível e acabou sendo uma experiência muito legal, tanto que optamos por gravar as outras faixas do mesmo modo. Mas só fomos finalizar o disco no período entre Janeiro e Maio de 2016, gravamos mais duas ao vivo no estúdio Gerência, dos queridos e talentosíssimos Carolina Zingler (Sexy Groove) e Tomás Oliveira (Mustache e Os Apaches) – que acabou fazendo uma participação especial na faixa “Uirapurú” tocando taças de cristal. Depois disso finalizamos o disco gravando os vocais e arranjos no estúdio Abra, do Gustavo Coutinho, que trabalha com a gente desde o começo. Lá também gravamos por inteiro as faixas “Boitatá” e “Tropicaos”. E por último, meio que nos 45 do segundo tempo, fomos chamados pra gravar no estúdio Zastrás pelo projeto Original’s Studio da Levi’s. Foi engraçado, pois estávamos com o disco praticamente pronto e recebemos essa proposta irrecusável, a gravação seria alguns dias depois de termos recebido a notícia, então no dia seguinte nos reunimos em estúdio e começamos a compor algo novo do zero, e o resultado foi “Lira Dos Anos Vinte”. Foi realmente uma epopeia gravar esse disco, rolou muita coisa, teve muita treta no meio, mas também tiveram momentos maravilhosos: conhecemos muita gente legal que faz um trabalho lindo e sincero, acho que isso é impagável. Enfim, eu diria que foi um processo lento mas extremamente necessário pra nós como pessoas e como músicos, nós nos descobrimos ao longo dele e nos desenvolvemos junto com o disco, eu viveria tudo de novo sem sombra de dúvidas.

– Sua voz é muito característica e transforma o som da banda. Como você vê isso?

Camilla: Ai, Léo, essa pergunta é toda tua, mas vou deixar uma pira aqui.

Léo: Deixe.

Camilla: O Léo cantar é um baita ato de superação, porque ele passou a vida toda ouvindo que não poderia cantar nunca e até hoje, não tem um lugar em que a gente vá em que as pessoas não perguntem se ele esta doente, ou que não fiquem surpresas quando dizemos que ele é o vocal.

Léo: Pois é, essa foi sempre uma questão bem delicada na minha vida. A minha voz é assim desde que eu me conheço por gente, e apesar de eu sempre ter tido uma relação muito forte com a música, o uso da minha voz como forma de expressão é algo bem mais recente, é um processo de aceitação que dura até hoje. Já passei por alguns médicos e minha mãe chegou até a me levar em um índio curandeiro pra me benzer (risos). Mas enfim, acho que a necessidade de botar pra fora tudo que tem aqui dentro desse coraçãozinho foi maior, eu definitivamente ainda não me resolvi com esse assunto, pois toda carga que isso carrega e tudo o que eu passei/passo por causa disso ainda me afeta bastante emocionalmente, mas aos poucos eu estou aprendendo a re-significar isso e me aceitar, e a música tem me ajudado bastante com isso, eu não me vejo fazendo outra coisa.

– Mas acredito que sua voz é um dos grandes diferenciais do som, na verdade. Como vocês definiriam o som da banda?

Camilla: Bom, a sonoridade foi una questão de descoberta. No “Metamorphic Fragments”, nosso EP, nós trouxemos composições e as vozes de todos como uma forma de buscar como gostaríamos de soar. Nós meio que “descobrimos” a sonoridade da banda, primeiro com a nossa propria sonoridade como músicos e depois como um conjunto. Ainda estamos nesse processo na verdade, até porque achamos que seja um processo infinito e variável, mas com “Tropicaos” definimos a linha que gostaríamos de seguir e nos orientamos por ela.

– Agora, voltando um pouco: como foi esse contato com o Sérgio Dias?

Léo: Cara, foi bem doido, na real não faço ideia de como ele chegou até nós, mas um dia ele me adicionou no Facebook e pediu pra conversar comigo por Skype, eu achei que era pegadinha do Humberto (nosso amigo especialista em Mutantes) e só acreditei quando vi o rosto dele na tela do notebook. Ele elogiou bastante minha voz, me deu algumas dicas de composição (inclusive regravamos “The Sigh Of A Devil” depois de uns toques dele sobre a letra e a estrutura) e pediu pra eu gravar uma versão de “Tecnicolor” com todos os arranjos de vozes (ficou bem podreira, não sei como tive coragem de mandar pra ele (risos)). Depois disso ele chegou a me convidar pra tocar com os Mutantes em um show em Curitiba, obviamente não rolou por questões de dinheiros, mas valeu pela história e pela intenção (risos). Desde então a gente tem estabelecido uma certa relação de “mestre e pupilo”. Há alguns dias atrás eu passei a madrugada inteira (madrugada no Brasil, pra ele era café da manhã) com ele ouvindo nosso disco e comentando e criticando tecnicamente faixa por faixa, foi bem intenso e divertido, ele é bem exigente e disse que quer nos ver crescer com nossos próprios pés, e disse também que ouve as nossas músicas “comparando com Zappa, Peter Gabriel, pois esse é o meu nível, e também é o seu, só você que não sabe ainda”. Acho que foi o ponto mais alto da minha vida (risos). No fim de tudo, ele compartilhou um segredo pessoal comigo, por isso dediquei “Lira Dos Anos Vinte” pra ele. Enfim, sempre vem aquela dúvida se estamos mesmo no caminho certo, mas só de ter a honra de um dos nossos maiores ídolos ouvindo nosso disco já vale tudo o que fizemos até aqui.

Molodoys

– E como rolou o contato com a Iggy Rose? Como é essa história?

Léo: Com ela é um lance bem engraçado. Eu sou bem rato de internet, costumo ficar zanzando por aí nos grupos de música e etc. Um dia eu conheci uns caras da Grécia que eram amigos da Iggy, eles viram que eu era bastante fã do Floyd e do Barrett e se empolgaram com fato de eu ser tão novo e ser fã, foi aí que me apresentaram pra ela. A gente conversou bastante por texto e por conferência, ela contou várias coisas sobre como era viver na swinging London e sobre toda a cena musical fervilhante da época (e também dos músicos que ela já pegou além do Syd, com alguns detalhes engraçados (risos)). Aos poucos fomos nos tornando bons amigos. Ela se apaixonou pela Camilla em particular, já postou várias fotos de nós dois e até da Molodoys no Facebook dela, acho isso bem engraçado e inusitado. Hoje em dia conversamos com menos frequência, mas às vezes ela aparece pra perguntar se estamos bem e pra falar que ama a gente, ela chegou a ouvir o disco também, disse que não entendeu porra nenhuma do que a gente tava falando mas que adorou ouvir, e deu uma foto atual dela pra colocarmos no encarte do nosso disco, o que eu achei lindo demais. Enfim ela é uma figura, um amor de pessoa!

– Como vocês veem a cena independente atual no Brasil?

Léo: Desde que começamos com a Molodoys a gente conheceu muitas pessoas que trabalham na cena e desenvolvem projetos incríveis simplesmente por amor à música, acho que isso é impagável. Ainda há muitos problemas enfrentados pelos músicos por conta do cenário ainda não ser tão favorável, mas acho que isso é algo que tende a mudar, ainda mais se a gente se unir. As pessoas estão bem mais conectadas umas com as outras e é mais fácil chegar no público, a internet é uma peça chave pra que isso aconteça, apesar de muita gente ainda ter a visão nostálgica de que a internet é algo ruim e aliena as pessoas, na minha opinião é exatamente o oposto, a internet liberta ou pelo menos nos da ferramentas para isso acontecer. Sinto também que as barreiras de gênero musical estão se quebrando, cada banda explorando sua própria sonoridade e apoiando que as outras façam o mesmo, acho que esse é exatamente o caminho, juntos a gente consegue ir bem mais longe. Parece clichê mas é a mais pura verdade. Ah, eu acho que o papel da mídia independente é importantíssimo em meio a isso tudo, então muito obrigado, cara (risos)!

Camilla: A palavra cena pra mim é algo que não faz mais sentido, eu gosto de chamar o que acontece hoje de cenário. A visão de cena é algo meio inadequado, meio exclusivo demais, porque existe uma diversidade muito grande de sons e propostas que dialogam entre si, mas não necessariamente soam parecido e eu não vejo a necessidade de soarem. Pra mim não faz sentido nos fecharmos em um grupinho de tal estilo, se podemos celebrar a diversidade musical latente no nosso país, tem tanta gente fazendo muita coisa boa! Eu fico feliz porque vejo um movimento acontecendo, vejo os músicos a se unindo, se ajudando e fortalecendo esse cenário, além de outros dois fatores fundamentais que ajudam a romper com a herança de panelinhas: 1 – a rua 2 – a mídia independente. A rua é óbvio, mas veículos de mídia independente representam um rompimento muito forte com esses carteis da mídia tradicional e isso é fundamental para o desenvolvimento de algo tão bonito como o que esta acontecendo aqui.

Molodoys

– Redes Sociais, internet e streaming: heróis ou vilões para os independentes?

Camilla: Heróis, heróis, heróis!

Léo: “Modernizar o passado é uma evolução musical”, como diria o mestre Chico Science, os tempos mudam e ele já tava ligado nisso. É obvio que não se ouve mais música como antigamente e isso não é nem um pouco ruim na minha opinião, a gente tem que tentar entender esse admirável mundo novo e aprender a se adaptar, estudar os novos meios e trabalhar com todas as ferramentas que temos disponíveis, ao invés de demonizar e ignorar todo o potencial que ela tem e a liberdade que ela nos proporciona. Camilla e eu nos conhecemos pela internet. Muitas das pessoas que a gente mais admira conhecemos pela internet, e eu acho incrível esse poder que ela tem de conectar as pessoas independente do local onde elas estão. Enfim, eu acho que somos nós quem decidimos como vamos usa-la e se vamos fazer algo bom com isso ou não (assim como qualquer outra ferramenta criada pelo ser humano).

– Como foi participar das Orange Sessions?

Léo: A gente acompanhou esse projeto desde quando era apenas uma ideia dos caras do Minuto Indie, praticamente vimos a coisa toda tomando forma, e participar disso depois de tudo foi uma experiência incrível e com certeza levou a banda pra outro nível, acho que até nos mesmos começamos a nos encarar de outra forma. Somos muito gratos ao Ale e ao Gu por isso.

https://www.youtube.com/watch?v=eQr7SpldiKI

– Quais os próximos passos dos Molodoys?

Camilla: Nosso próximo passo neste momento é desenrolar o projeto de um mini doc que queremos produzir em parceria com duas bandas Argentinas (Knei, Las Sombras) e uma brasileira (Nuvem Leopardo) enquanto as quatro realizamos uma pequena tour aqui no brasil, Argentina e Uruguai no começo do ano vem, convidando diversos outros projetos para tocar conosco e contar um pouco sobre como é ser músico na América do Sul. O objetivo é compartilharmos a realidade, a perspectiva e a experiência dessa galera que faz som aqui no nosso continente e valorizarmos um pouco mais esse cenário sul-americano latente.

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram a sua atenção nos últimos tempos!

Camilla: NOOOOOSSA, que delicia de pergunta! Tem váaarios: Supervão, Nuvem Leopardo, O Terno, Jaloo, As Bahias e a Cozinha Mineira, Antiprisma, Pedro Pastoriz, Wallacy Willians, Murilo Sá, Lucas Cyrne, Mescalines, Bombay Groovy, Mustache e os Apaches, Arara Saudita. O Grande Grupo Viajante é uma banda latina viajada swingada deliciosa, que tem na sua formação duas instrumentistas maravilhosas que fazem as linhas de sopro incríveis do projeto. Vou ficar a vida escrevendo, porque tem tanta coisa boa, mas vou deixar 3 recomendações mais completas aqui:
1: Nuvem Leopardo – É uma pegada stoner, psicodelico e lo-fi que eu acho muito foda, coisa fina mesmo.
2: As Bahias e a Cozinha Mineira – é uma banda conduzida por 2 mulheres trans maravilhosas e o disco delas “Mulher” é uma baita obra.
3: Carne Doce – é outro projeto maravilhoso que conta com a presença de uma mina e o disco deles “Artemísia” me ganhou.

Léo: Sara Não Tem Nome, Kastelijins, Seu Ninguém, MC Linn da Quebrada, Luiza Lian, Moldragon, Música de Selvagem, Os Subterâneos, Picanha de Chernobill, Orquestra Abstrata, Luziluzia, Black Cold Bottles, The Outs, Winter Waves, Stereonova, Grand Bazar, Tatá Aeroplano, Magnólia & RMNY, Tramp Stamp Moose, A 25a Experiência, Monstro Amigo, Inky, Mona, Catavento, Não Ao Futebol Moderno… Não sei se eu lembrei de todo mundo (risos), mas essa galera é a que eu tenho mais ouvido e curtido, que tem lançado material de muita qualidade artística e movimentado bastante cena independente, não vou escolher ninguém pra falar pois não consigo, recomendo fortemente todos os que citei.

Ouça “Tropicaos” no Spotify: