Mannequin Trees mescla psicodelia e ares oitentistas no EP “Cavalo Sessions”

Mannequin Trees mescla psicodelia e ares oitentistas no EP “Cavalo Sessions”

13 de setembro de 2017 0 Por João Pedro Ramos

Unindo a atmosfera da música dos anos 80 com ares da retomada da psicodelia atual, a banda Mannequin Trees é um projeto solo do compositor, guitarrista e vocalista sergipano Ícaro Reis que lançou neste ano seu primeiro EP “Cavalo Sessions”, com quatro faixas gravadas ao vivo na Cavalo Estúdio: “Daydream”, com destaque para a linha de baixo, “Remember”, que conta com toda a vibração do rock oitentista, “Tonight”, que fala sobre o futuro em meio à synths, e “Chances and Changes”, com momentos de violência e calmaria.

Para a produção do álbum, Ícaro chamou Gabriel Olivieri (O Grande Babaca), Teago Oliveira (Maglore), Leon Perez e Marco Trintinalha, que se revezaram nos instrumentos. O trabalho teve mixagem do próprio Ícaro. “As letras foram baseadas no meu dia a dia. São rotineiras e contam a história de duas garotas. Tudo sob o ponto de vista do cotidiano de uma pessoa comum. Não pensava em tocar ao vivo. Era apenas para ter o material gravado, mas fui mostrando a amigos e todos foram gostando e apoiando. Com essa resposta, resolvi reunir uma banda”, contou ao site Bolha Musical.

– Como a banda começou?

Comecei a compor as músicas, fui gravando e mostrando pra amigos. eles foram dando apoio, incentivando a formar a banda, e aí resolvi reunir a galera.

– De onde surgiu o nome da banda?

O nome veio a partir de uma visão minha, da padronização de coisas que nasceram pra ser diferentes, diversificadas!


– Quais são as suas principais influências musicais?

John Frusciante, Supertramp, Homeshake.

– Me fale um pouco sobre o material que já lançaram até o momento.

Lançamos 4 vídeos inéditos, ao vivo no Cavalo Estúdio. São musicas que farão parte do nosso primeiro CD, e que apresentam um pouco do que a banda é.

– Este trabalho pode ser visto como uma ópera-rock, por contar a história de duas garotas?

Não creio que seja uma ópera rock. São apenas letras que tem ligação uma com a outra.

– A internet ajudou a unir a cena independente mundial ou atrapalha por oferecer muitas opções para quem quer ouvir música?

Ajuda! Tem espaço pra todo mundo. se detalharmos nossa busca pela internet, encontraremos bandas bem especificas pro que procuramos… acho isso muito bacana. Você escuta o que você quiser.

– A mudança na forma das pessoas ouvirem música, preferindo serviços de streaming à discos físicos, ajuda ou atrapalha a música, na sua opinião?

Acho que um pouco dos dois… o processo de impressão do disco físico é bem caro. Mas é onde a banda consegue ter algum lucro, vendas de CD e vinil. Por outro lado, os serviços de streaming são muito mais fáceis de manusear, e de encontrar qualquer banda que queira. 

– Como a mídia poderia ajudar a dar mais força para a cena independente hoje em dia, com a queda das grandes gravadoras?

A mídia poderia focar menos nas bandas que já são autossuficientes, e investir na nova geração. Não digo apenas no quesito música, mas todos que fazem arte. Ligamos a TV e vemos os mesmos rostos há mais de 25 anos. Pra o som independente se manter, não é preciso apenas sair em jornal/revista/site. É necessário união de todas as bandas, das que já estão há muito na estrada, e das que acabaram de começar.

Mannequin Trees

– Quais os próximos passos da banda?

Vamos lançar clipe, lançar CD. ainda não temos datas definidas, mas já tá quase tudo pronto.

– Recomendem bandas e artistas (de preferência independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Homeshake é o meu vício há mais de 1 ano (risos). E é claro o som dos amigos: Giovani Cidreira, Maglore, Alaska