Manic Pixi mistura grunge, pop punk e rock alternativo em seu primeiro disco, “Sugar Bomb!”

Manic Pixi mistura grunge, pop punk e rock alternativo em seu primeiro disco, “Sugar Bomb!”

24 de setembro de 2015 0 Por João Pedro Ramos

“Nós acreditamos que a performance de um show é uma arte tão forte quanto escrever uma grande música”, diz o Manic Pixi. Misturando pop punk, grunge e rock alternativo, o quarteto do Brooklyn quer preservar o espírito do rock and roll vivo com suas apresentações energéticas e divertidas.

Antes chamada de Sugar Bomb, a banda é formada por Kat Hamilton (vocais), Emmett Ceglia (guitarra)
Marshall Beiver (baixo) e Drew Bastian (bateria). Em 2014, lançaram seu primeiro disco, “Sugar Bomb!”, de forma indepentente, e já estão preparando o segundo álbum, acrescentando alguns elementos de rock progressivo e glam rock à sua mistureba sonora. Segundo eles, o Manic Pixi está em “constante mutação” e seu som se transforma conforme o tempo vai passando. Cada membro tem suas influências musicais e isso se reflete no trabalho do grupo.

Conversei com Kat sobre a carreira da banda, a mudança de nome, seu primeiro disco e a saga de ser um artista independente:

– Como a banda começou?
Emmett e eu nos conhecemos e fundamos a Manic Pixi através do clube de poesia em nossa faculdade. Nós dois queríamos começar bandas punk pop, e, naquele momento, não havia muitas delas em Berklee (College of Music). Na verdade, tivemos um ensaio e, em seguida, entramos em hiato por um ano. Em algum momento, entrei em contato com Emmett novamente e começamos uma reforma no projeto. Uma vez que nos conhecemos Marshall, estava praticamente tudo pronto.

– Como a banda se transformou em Manic Pixi? E de onde saiu este nome?
Estávamos tendo alguns problemas com o nosso nome anterior. Nós não percebemos quão grande a outra banda que já tinha se chamado Sugar Bomb tinha sido até que começamos a aparecer na imprensa. Uma vez nós estávamos aparecendo em mais blogs, era evidente que não poderíamos manter o nosso nome. Muitos fãs ainda se lembrava daquela banda. Era difícil de engolir para todos, mas passamos meses criando novos nomes independentemente. Havia um monte de razões pelas quais acabou sendo Manic Pixi. Todos nós queríamos um nome que fosse semelhante à Sugar Bomb. Algo que conjurou as mesmas imagens e teve a mesma vibração quando falado. Manic Pixi gerou a mesma sensação e eu também gostava que ele já tinha um significado. Parecia um bom desafio para recontextualizar positivamente esse pessoal. Além disso, todos concordamos com o nome, o que já é uma vitória. (risos)

– Me contem um pouco sobre seu lançamento mais recente, “Sugar Bomb!”
Chamamos o disco de “Sugar Bomb” como uma homenagem para o que essa banda era. Porque o Manic Pixi não é realmente a mesma banda que o Sugar Bomb era, apesar de na maior parte ter as mesmas pessoas envolvidas. Nós nos mudamos para Nova York, passamos por muito crescimento pessoal e crescimento como banda. O álbum “Sugar Bomb” é divertido e sarcástico. É uma justaposição muito divertida de otimismo e pessimismo. Tem muitas tonalidades grunge em todas as músicas, mas também o agito do pop punk verdadeiro. “Sugar Bomb” é delicioso, com certeza. Você não podem evitar cantar junto.

– Quais são suas principais influências musicais?
As minhas são principalmente as de estética grunge. Nirvana, The Distillers, Against Me! Hole, No Doubt, The Foo Fighters, etc… Mas eu também gosto de muita coisa de pop punk contemporânea – como ParamoreThe Wonder Years. Uma coisa ótima sobre o Manic Pixi é que nós gostamos de coisas diferentes. Emmett ama Dillinger Escape Plan e hardcore. Marshall agora funk e Andrew está mais na onda do indie. Ultimamente nós todos estamos ouvindo o novo EP do Four Year Strong, Chon, Armor For Sleep e choramos muito ouvindo Death Cab for Cutie.

Manic Pixi

 

– Qual é a melhor e a pior parte de ser uma banda independente?
Melhor: Fazer suas próprias regras.
Pior: Lidar com questões financeiras.

– Se você pudesse trabalhar com qualquer artista no mundo, quem seria?
Caramba, todos nós teríamos respostas diferentes. Eu vou com Laura Jane Grace do Against Me!

– Como você descreveria o seu som?
Nosso som está evoluindo muito, eu costumava descrever como pop-grunge, mas agora eu diria que estamos nos tornando mais progressiva. Progressive-Pop-Grunge.

Kat Hamilton

 

– O que você acha sobre a música que está sendo lançada hoje em dia?
Depende do contexto. Eu não sou fã do que está saindo nas rádios mainstream, mas o que mais há de novo? Eu gosto do som que um monte de bandas menores estão fazendo. Fico triste pelo atual declínio da cultura do álbum. Ninguém usa sua atenção o tempo suficiente para discos completos hoje em dia.

– Por que o rock anda tão sem peso hoje em dia?
Hmm… eu acho que o rock’n’roll será sempre conduzido pelo som da guitarra. Então, talvez a verdadeira pergunta é: “Onde é que está o rock and roll nos dias de hoje?” (risos)

Manic Pixi

 

– Quais são os próximos passos da Manic Pixi?
Nós estamos trabalhando em um novo álbum. Vai ser mais profundo e sair da superfície do que o “Sugar Bomb”. Nós acabamos vendo muita merda, hoje em dia. Parece que a primavera pode ser uma boa temporada de turnê para nós.

– Recomende algumas bandas que chamaram sua atenção ultimamente.
Minhas, pessoalmente: estou ouvindo muito Bully, PUP, MarmozetsSavages. Qualquer coisa com mulheres fortes na frente!

Ouça “Sugar Bomb!” completo aqui: