Garimpo Sonoro #7 – Mete o dedo nesse órgão: 5 sons fodásticos de Hammond

Garimpo Sonoro #7 – Mete o dedo nesse órgão: 5 sons fodásticos de Hammond

3 de dezembro de 2015 0 Por Pedroluts

John Medeski considera o órgão elétrico como “a big band do pobre”. Criado por Laurens Hammond e John M. Hanert nos anos 30, o órgão Hammond tinha como público-alvo igrejas que precisavam de um órgão mais barato do que os gigantes usuais. Nos anos 50, porém, o instrumento ganhou espaço no jazz, sendo depois difundido para outros estilos.

O instrumento hoje ganhou releituras tal qual guitarras, com inserção de efeitos e distorções. Um aliado do Hammond com tanta fama quanto o próprio é a caixa Leslie, com falantes rotativos que criam um som trêmulo muito louco.

Listo aqui 5 músicos fodões que vieram a minha cabeça como referência do Hammond:

1) Jimmy Smith: juntando o jazz com o groove do funk, Jimmy Smith trouxe não só uma nova sonoridade, mas também uma malandragem muito interessante para o jazz. Saca só:

2) Booker T Jones: outra referência fodástica do Hammond. Aqui, temos um Booker T solitário, sem seus MG’s, mostrando boa parte do potencial do Hammond a partir do seu talento. Outra parte foda do vídeo abaixo é ver o instrumento despido, só, e em ótima resolução tanto de som quanto imagem.

3) Não um, mas dois! Orgel Vreten é o mais recente que conheci. Como são alemães, não sei se são um duo ou uma banda completa, mas o resultado sonoro é uma porrada instrumental com groove, peso e malandragem, espalhados em dois órgãos, baixo, bateria e até trombone.

4) Ari Borger: a parcela brazuca é muito bem representada por Ari Borger e seu quarteto, que misturam jazz, samba e soul para fazer um instrumental fodástico, mesmo que sem usar um Hammond original.

5) Medeski, Martin & Wood é um trio que experimenta sons, ritmos e riffs a partir de um groove sem igual. Eles já se juntaram com o guitarrista John Scofield, produzindo algo tão bom quanto quando são trio.

Tem alguma dica de “organeiros” bons? Manda pra cá!