[ESTRÉIA] Dy Fuchs destila seu newretrowave no álbum “From Future To Past”

[ESTRÉIA] Dy Fuchs destila seu newretrowave no álbum “From Future To Past”

30 de junho de 2020 0 Por Hara Dias

Dy Fuchs é uma artista trans independente de Newretrowave, natural de Carapicuíba, São Paulo. Com influências claras de bandas como Joy Division, Lebanon Hanover, Black Marble, Molchat Doma, Trevor Something, entre outras. Passeando entre o Postpunk, Darkwave, Synthwave, Synthpop e Newretrowave, Dy acaba de lançar seu disco de estréia, “From Future To Past”, disponível em todas as plataformas digitais. A artista também é co-fundadora do coletivo BadTrip Records, ativo desde janeiro de 2020, onde trabalha com produção audiovisual de outros artistas, principalmente nos estilos de Rap e Trap (até o momento).

Formada em Rádio e Televisão, Dy Fuchs produziu seu próprio disco e uma videoarte de 18 minutos que o acompanha no YouTube, contando com a ajuda de seu sócio e também co-fundador da BadTrip Records, CDR (CaraDeRatto) na mixagem e masterização do disco.

Em “From Future To Past”, a artista procurou “entrar em contato” com os anos 80 (de onde vêm muitas de suas inspirações), buscando passar a mensagem de que o futuro que foi planejado naquela época acabou saindo do controle e terminando em distopia. Mas apesar do cunho político-social, Dy Fuchs também faz paralelos com relacionamentos abusivos – buscando tornar universal o entendimento do público e também representar sua própria relação com seu ser – o que fica claro no álbum audiovisual, quando a artista coloca suas “duas” versões (masculina e feminina) frente à frente, sendo sua faceta masculina representada como algo tóxico que tenta “esfaquear” seu outro lado feminino. Com relação à sonoridade, a artista buscou uma estética “dark” ao mesmo tempo em que usa um ritmo dançante e envolvente, como se fosse possível “dançar ao som do apocalipse” ou das próprias tragédias – elemento muito comum em outros artistas do postpunk, como The Smiths por exemplo.

“From Future To Past” é composto por oito faixas, contando com uma introdução, um interlude, cinco faixas estendidas cantadas em inglês por Dy Fuchs, e uma faixa bônus ao final, cantada em português por CDR. A capa do disco, também produzida por Dy Fuchs, representa um eclipse formado por duas luas – o que além de carregar o significado da Deusa da Lua (Diana), também vem para representar a dualidade da vida da artista, que busca constantemente “alinhar seus astros” para entrar em comunhão.