Duo português Fingertips prepara novo EP seguindo seu caminho eletro pop alternativo

Duo português Fingertips prepara novo EP seguindo seu caminho eletro pop alternativo

15 de junho de 2016 0 Por João Pedro Ramos

O duo português Fingertips está conseguindo cada vez mais tocar o coração de seu público com a ponta dos dedos. Com apresentações no Rock in Rio Lisboa, Shanghai West Bund Music Festival e Eurogym 2012, além de abrir para bandas como Queen e Paul Rodgers, The Corrs, George Michael, Nelly Furtado e The Cure, a banda leva seu eletro-pop alternativo a novas alturas e está trabalhando em um novo EP que será lançado ainda este ano.

Formada por Rui (guitarra e synths) e Joana (vocal e synths), a banda se inspira em artistas como David Bowie, U2, Muse e Depeche Mode, caminhando pela música eletrônica com pitadas e rock em um som criativo e desafiador. Conversei com Joana sobre a carreira do duo, a cena independente portuguesa e sua recente visita ao Brasil:

*as respostas foram mantidas na gramática portuguesa.

– Como começou a banda?

A história dos Fingertips é bastante engraçada!! Tem o seu início em 2003 e, por essa altura, eu era apenas uma grande fã da banda. Lembro-me perfeitamente da primeira vez que os ouvi e vi ao vivo. Em 2010, com a saída do vocalista, os Fingertips lançaram um desafio por todo o país, em busca de uma nova voz para a banda. No meio de centenas e centenas de concorrentes, eu venci o desafio! Foi um momento muito emocionante, não é todos os dias que te tornas o vocalista de uma das tuas bandas favoritas! E não é, também, todos os dias que começas a ouvir a tua voz na rádio ou sobes ao palco do Rock in Rio Lisboa! Foi de arrepiar!

– De onde surgiu o nome The Fingertips?

Do facto de querermos tocar o público com as nossas músicas, do mesmo jeito que tocamos o mundo com a ponta dos dedos (fingertips).

– Quais são as principais influências da banda?

Temos muitas e de variados estilos, desde artistas mais antigos a mais recentes. Alguns exemplos são os Depeche Mode, Queen, Pink Floyd, Joy Division, David Bowie, Muse, Arctic Monkeys, Lorde, entre outros.

– Como vocês definiriam o som da banda?

Como algo mais posicionado no Pop-Alternativo.

Fingertips

– Me contem um pouco mais sobre “Out Of Control”.

A “Out of Control” é um grito de revolta contra todas as normas pré-estabelecidas da sociedade. Parece que quando nasces já tens que ser qualquer coisa que alguém pensou para ti. Mas, na verdade, tu tens que ser tu, porque só assim és feliz. Não tens que ser o crânio da tua turma ou a miúda 86-60- 86. É ok seres quem és! Compusemos e gravámos a canção no nosso estúdio aqui em Portugal. Mas, por alguma razão, sentíamos que precisava de algo mais. Um outro tipo de energia que só alguém que tivesse estado fora do processo iria conseguir dar. Foi então que conhecemos o Mark Needham. Fizemos as malas e viajámos para Los Angeles. Foi incrível trabalhar com o Mark!

– Contem um pouco mais sobre a visita de vocês ao Brasil!

Visitamos o Brasil em Setembro de 2014, para dois concertos e vários showcases privados, direccionados para a indústria musical, quer em São Paulo, quer no Rio de Janeiro. Foi bastante produtivo e divertido ao mesmo tempo. Conhecemos novas pessoas, rimos muito, visitámos lugares fantásticos e, acima de tudo, partilhámos as novas canções com um público muito especial. Tivémos um feedback super positivo e, confesso, gostaríamos de voltar. Quem sabe, subir ao palco do Rock in Rio no próximo ano!

– Como está a cena musical independente de Portugal hoje em dia?

Bastante interessante. Mas, acima de tudo, desafiante, pois há imensas bandas e artistas a surgir neste momento em Portugal, numa área mais independente, com imensa qualidade. Acabamos por ter de nos reinventar a todo o momento para conseguir destaque, o que acaba por ser muito positivo ao nível da criatividade.

– Porque cantar em inglês, e não em português?

Por várias razões! Em primeiro lugar, a música, por si só, já fala uma linguagem universal. É como se a melodia contasse histórias sem ter que falar. Em segundo lugar, nós crescemos a ouvir o rock cantado em inglês. As nossas influências, como partilhámos há pouco, expressam-se maioritariamente através da língua inglesa. Logo, isso ficou debaixo da nossa pele ao longo dos anos. Para além disso, com o estilo de música que produzimos e, tendo em vista a sua expansão ao nível mundial, fez sempre mais sentido para nos cantar numa língua que possa chegar a mais gente. O que não quer dizer, no entanto, que não sejamos apaixonados pela língua portuguesa. Porque, de facto, somos!!

Fingertips

– Quais os próximos passos do The Fingertips em 2016?

Depois de termos chegado da Califórnia, onde demos concertos em lugares emblemáticos como o Roosevelt Hotel, regressamos ao estúdio para continuar a compor e produzir canções – a inspiração não tem prazo de validade não é? – e estamos a projectar dois concertos de apresentação das novas canções da banda aqui em Portugal, aquando do lançamento do novo E.P.. Entretanto, vamos dando mais novidades e partilhando o nosso dia-a- dia com os fãs através do Facebook, Twitter e Instagram.

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.

Troye Sivan, Amber Run, Gavin James, Oh Wonder e Best Youth!