Duo de Curitiba Subburbia prepara novo disco com som “gótico tropical”/”hip hop noize com drogas”

Duo de Curitiba Subburbia prepara novo disco com som “gótico tropical”/”hip hop noize com drogas”

18 de novembro de 2015 0 Por João Pedro Ramos

“Muito pesado para as pistas de dança, muito eletrônico para os xiitas do rock, muito agressivo para os neohippies, muito performático para os shoegazers…” É, é meio complicado definir o duo curitibano formado por EmilMarina Polly.

Misturando rock, música eletrônica, hip hop, shoegaze e o que mais lhes der na telha, o Subburbia surgiu em 2008 e está atualmente trabalhando no sucessor do EP “Pentagrama”, lançado em 2011. A banda já possui no Youtube alguns vídeos de músicas que devem aparecer no próximo trabalho, como “MaLIFE” e a “Purple Weed”, todos editados inteiramente pela própria Marina. “Os primeiros videos que fizemos com outras pessoas não me deixavam 100% satisfeita, além de não termos dinheiro pra pagar alguém pra fazer, a galera que faz de graça geralmente demora uma eternidade (risos), aí peguei meu notebook e botei brasa na parada. Hoje viciei em fazer e já fiz pra outras pessoas até! Tem video pro Adriano Cintra, pro Boogarins, pra californiana The Blank Tapes…”, explica. Você pode conferir o som do Subburbia ao vivo em SP a partir das 22h de amanhã, 19/11, no Neu Club, onde eles abrirão para Colleen Green em sua primeira turnê pelo Brasil.

Conversei com Marina sobre a carreira da banda, seu som difícil de definir, o próximo disco e os vídeos lisérgicos e viajandões do Subburbia:

Quando a banda começou?

– Cara, a banda começou em 2008, acho… eu entrei na banda em 2011, tocando guitarra e cantando. A banda é do Emil, hoje somos só nós dois.

– E porque reduzir a banda a um duo?

Foi acontecendo… É difícil a galera poder se dedicar à uma banda, porque ocupa muito tempo. Aí sobrou só nós dois, mas isso nos levou a sermos o que somos hoje, algo mais eletrônico por causa da bateria eletrônica, algo que eu gosto mais! (risos)

Subburbia

– Como você definiria o som da banda?

(Risos) Putz, deixa eu pensar… Hum, algo tipo gótico tropical, hip hop com noize com drogas com pop com um toque assustador.

– Quais as suas maiores influências musicais?

Eu queria ser uma mistura de Gwen Stefani com PJ Harvey, mas também me influencio muito por Björk, Mariah Carey, Moby, Thom Yorke e vários outros lokões…

– Como é ser uma banda independente no Brasil hoje em dia? Quais são os prós e contras de ser independente?

Ser independente é fazer tudo por si, acho essa a parte mais difícil, porque eu até consigo fazer tudo, mas eu queria fazer MAIS! No Brasil o mais dificil é marcar show e receber algum dinheiro com isso, acho que sempre foi assim… Depende de você saber chegar nas pessoas, produzir material interessante e divulgar muito. Sempre tento ver o lado bom e no independente pelo menos você é LIVRE!

– De onde surgi o nome Subburbia?

Além do Emil ter crescido no subúrbio, ele também curte muito o Pet Shop Boys, donos da música chamada “Suburbia”.

– Me fala um pouco sobre o material que vocês já lançaram.

A gente lançou o EP “Pentagrama” em 2011 e vários singles e covers em vídeo. Estamos preparando agora uma mixtape chamada “Luv Exorcism”, alguns singles dessa mixtape já saíram, a “MaLIFE” e a “Purple Weed”. (~Uma pulguinha me contou~ que semana que vem sai mais um vídeo!)

– Aliás, falando em vídeos… Você que edita, na maioria das vezes, né? Me fala mais sobre eles!

Eu faço -todos- os vídeos. desde a ideia crua, até a filmagem e edição. Às vezes chamo uns bróders pra me filmarem. Os primeiros videos que fizemos com outras pessoas não me deixavam 100% satisfeita, além de não termos dinheiro pra pagar alguém pra fazer, a galera que faz de graça geralmente demora uma eternidade (risos), aí peguei meu notebook e botei brasa na parada. Hoje viciei em fazer e já fiz pra outras pessoas até! Tem video pro Adriano Cintra, pro Boogarins, pra californiana The Blank Tapes… A galera tem me pedido bastante mas n consigo fazer tantos assim porque tenho que fazer os do Subburbia também, fora toda a imagem visual do Subburbia e do meu selo de fita cassetes Terry Crew onde faço as fitas e às vezes a arte das capas também.

– O que você acha da cena autoral independente hoje no Brasil? Há maneiras de renovar o cenário musical brasileiro que chega à mídia?

Eu vejo que a cena sempre se renova, e acho que tem crescido bastante no underground, tenho visto bastante galera novinha fazendo som em casa, acho isso demais! A internet é o elo principal pra ficar conhecendo toda essa galera. Já a musica de mídia é mais seleta, você tem que estar numa gravadora ou associado a alguém grande aqui no Brasil. Acho que bandas menores tem pouca vez, mas a saída é aquilo que eu falei, tem que correr atrás, ter material interessante, acho que é pra poucos que as coisas caem do céu…

– Recomende bandas e artistas (especialmente se forem independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos.

Do Brasil eu piro no Leo Justi, Jaloo, Tigre Dente de Sabre, Test, Adriano Cintra, Kid From Amazon, Arth.exe, Terrorism, Brvxo Adolescente, Aldo, MC Bin Laden, MC Mayara e na MC Carol muito! (Risos) Ah, descobri esse tempos o Lê Almeida, do Rio de Janeiro, que é beeem daora! Fiquei tentando lembrar mais, tem muitos!