Construindo Old Books Room: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Construindo Old Books Room: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

20 de junho de 2017 0 Por João Pedro Ramos

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quinteto de Fortaleza Old Books Room indicando as músicas que mais influenciaram seu som.

Nirvana“Pennyroyal Tea”
Ricardo: Meu primeiro contato com o gênero rock and roll foi ainda criança botar para tocar um antigo disco de 94 do meu irmão mais velho. Pra sorte minha e ruína dos meus pais, ao ouvir pela primeira vez aqueles gritos derretendo pregos, foi paixão por aquele tipo de música que eu nunca tinha ouvido antes. Depois daí Nirvana se tornou influência pra uma vida, que logicamente é refletida nas nossas músicas.

Smashing Pumpkins“Soma”
Ricardo: Como não citar a música que leva meu solo favorito de guitarra. É impossível não se render a essa odisseia sonora que os Abóboras construíram e que culminam num dos solos mais incríveis de guitarra se puxamos pro feeling. Essa música mexe com a gente até hoje e com certeza SP também é parte fundamental no meu crescimento como apreciador de música.

Silverchair“Emotion Sickness”
Ricardo: Lembro de muuuitas tardes de sábado ou sexta que passei a tarde gastando e corroendo o mais foda disco do Silverchair, “Neon Ballroom”. Na época em que alugávamos discos pra piratear e ouvir, esse com certeza rendeu muita grana ao dono da locadora que tinha cadastro. E “Emotion Sickness” é o carro chefe forte pra sintetizar a beleza que esse disco mostrou ao mundo. Um dedilhado forte e comovente, teclados e synths incríveis, ele te transporta pra uma atmosfera sombria que descreveu muito bem aquela agonia que a gente não sabia descrever.

Placebo“Follow The Cops Back Home”
Ricardo: Conheci Placebo pelo último disco lançado por eles até aquele momento. Foi todo um caminho reverso onde só tive mais certeza que aquela voz blasé anasalada cheia de ironia e aqueles riffs de guitarras diferentões iriam marcar a minha maneira de escrever músicas e letras. A atmosfera mergulhada em delay que essa música traz te deixa paralisado e é uma das melhores pedidas para um pôr- do – sol e um suicídio coletivo, brincadeira sobre a parte do pôr-do- sol.

Ride “Dreams Burn Down”
Ricardo: Ride e My Bloody Valentine foram as bandas que nos introduziram ao shoegaze e “Dreams Burn Down” foi a primeira música do gênero que eu e o Reinaldo escutamos. Se nos nos intitulamos uma banda com o som puxado pro estilo, tenha certeza que “Dreams Burn Down” contribuiu pra isso.

My Bloody Valentine “Sometimes”
Ricardo: Depois de Ride veio My Bloody Valentine e como não cair de amores pela linda e incrível Bilinda Butcher e seus comparsas. Nós, virjões que éramos. Brincadeira, mas o violão maroto na frente dessa parede imensa de efeitos de guitarra acalma qualquer espírito.

Slowdive“Mellon Yellow”
Ricardo: Pra fechar a tríade shoegaziana não se podia deixar de fora Slowdive. “Mellon Yellow” também sintetiza o que a atmosfera barulhenta e melancólica pode causar se você não tomar cuidado e fugir. Caímos em um posso de melancolia que atinge nossa música até hoje.

Interpol“The New”
Ricardo: Interpol influenciou profundamente a nossa maneira de ouvir e entender música. Uma das nossas bandas favoritas sem dúvida alguma. “The New” traz poder e suavidade impossíveis de ser separados, onde no começo é um mar de calmaria, e no fim vem à tempestade. Paul Banks e cia escreveram músicas e letras que marcaram nossas vidas.

Verdena“Luna”
Ricardo: Graças a uma prima italiana que sempre passou as férias por aqui, tivemos acesso a essa fantástica banda de rock italiano. Me lembro da minha prima mostrando o videoclipe de “Luna” pra gente, um dedilhado que vai crescendo e ganhando força a medida que os pedais são pisados que posteriormente saberíamos que era marca registrada da banda. Foi um vício de meses, mesmo sem entendermos muito as letras. Mas música às vezes nem precisa de entendimento.

Jeff Buckley“I Woke Up In Strange Place”
Ricardo: Conhecemos o Jeff lá pras bandas de 2007 e desde lá o cara é presença marcante nas nossas playlists de cada dia. Com a voz incrível e um lirismo fodido o cara foi único e essa música é um hino pra galera que gostar de encher a cara e acordar em lugares desconhecidos.

Foals“Red Socks Pugie”
Ricardo: Foals é uma das maiores influências da Old Books Room. O domínio que essas caras têm e a construção das músicas é quase como lapidar um diamante. “Red Socks Pugie” não foge a dessa construção e o casamento perfeito que bateria, guitarradas delayzadas e baixo fazem tornam essa música incrível, um dia a gente chega lá, né…

Sonic Youth“JC”
Ricardo: “JC” é a valsa mais desafinada da história, e isso a torna diferente e barulhentamente linda. Acho que todos que valorizam um pouco de noise já viajaram bastante na voz envolvente da Kim, nós não somos exceção.

Queens Of the Stone Age“Make It Wit Chu”
Ricardo: Um vício que toda vez que toca faz o teu corpo mexer bastante. “Make It Wit Chu” traz uma das levadas mais sensuais da história com um puta solo que de jeito algum poderia ficar fora dessa lista.

Tame Impala“Apocalypse Dreams”
Ricardo: Tame Impala é uma das maiores bandas da atualidade e tem influenciado bastante nosso som, acho que dá pra dizer isso eles se tornaram um porto seguro pra muitas bandas que estão adentrando na nova psicodelia. Cito “Apocalypse Dreams” porque foi onde tudo começou pra gente.

Violins“Sinais de Trânsito”
Ricardo: Muito enganados aqueles que acham que nós não temos influências nacionais. Pra começar, cito a música que me fez conhecer uma das melhores bandas brasileiras. Com letras incríveis e bastante diferentes da maioria das letras clichês que vemos por aí, Violins é um dos principais motivos pra fazermos música em português (spoilers do próximo disco).

Red Run“Hard Shine”
Ricardo: Red Run talvez tenha sido a banda que me colocou no mundo do rock. Por quê? Foi um dos primeiros shows que presenciei e que curti tanto que tive certeza que também gostaria de fazer aquilo que aquele quarteto fazia. Talvez uma das maiores bandas que surgiram em Fortaleza, ficou sendo uma das minhas favoritas. “Hard Shine” é a música que cansei de berrar junto nos becos sujos e quentes da cidade.

2Fuzz“My Device”
Ricardo: Assim como Red Run, 2Fuzz era de Fortaleza City e também foi essencial para começarmos a colocar nossos projetos pra frente. Com uma forte influência de Soundgarden e das outras bandas de Seattle, 2Fuzz fazia shows incríveis. Fica o registro de “My Device” como primeiro e favorito hit que ouvi dos caras.

Bombay Bicycle Club“Always Like This”
Ricardo: Assim como Foals, BBC é uma das bandas prioriza gigantescamente a qualidade do instrumental, e isso nós mostrou bastante o esmero que se tem que ter ao compor os arranjos pra cada canção. Fica aí “Always Like This”, música que embalou muita vibe boa.

Dinosaur Jr. “Out There”
Ricardo: Uma das lendas dos anos 90 que tão nos corres até hoje, não tínhamos como deixar de lado a mágica que o J.(esus) Mascis faz com suas fenders. Que domínio de fuzz e wah wah meus amigos. “Out There” acelera loucamente o peito.

Nine Inch Nails“We’re In This Together”
Ricardo: Pra finalizar a “escuridão” envolvente desses caras é fundamental pra mostrar o caminho que nos synths planejam percorrer. Trent é um gênio que a gente curtiu demais. “We’re in This Together” traz uma energia que não consigo descrever, tente ouvir e ficar parada se puder.