Construindo Não Não Eu: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Construindo Não Não Eu: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

22 de agosto de 2017 1 Por João Pedro Ramos

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o trio de Belo Horizonte Não, Não Eu falando sobre as 20 músicas que mais influenciaram seu som. Não deixe de conferir a playlist com as músicas no Spotify no final do post!

Boy Harsher – “Morphine”
É um dos duos de eletrônico mais dark, intenso e visceral que já conhecemos. Foi uma grande inspiração mórbida e ao mesmo tempo dançante.

Clans Cassino“I’m God”
Devo ter visto esse clipe pelo menos umas 100 vezes durante o processo de composição do disco. Acho que é a música mais sublime e transcendental que já ouvi. Uma pulsão de morte e um desejo pela vida. E esse clipe com mais de 19 milhões de visualizações foi feito por um fã com cenas do filme “Lost in New York” (1989).

Lucas Santtana“Cira, Regina e Nana”
É um dos artistas brasileiros que mais nos influenciaram. Ele transita pelo eletrônico numa brasilidade, sensualidade e minimalismo com caídas precisas e sempre muito profundo. As melodias são simplesmente sensacionais. O show dele é incrível também! Maravilhosoooooo.

Cidadão Instigado “Besouros e Borboletas”
Eles nos estimularam a pensar no rock de novas maneiras, a fugir do óbvio.

Karina Buhr“Eu Sou Um Monstro”
Ela é uma referência de poder da mulher na música e abriu muitos caminhos para toda uma discussão do papel da mulher da música. Essa relação do feminismo foi uma grande inspiração para o disco também.

Jonathan Tadeu“Quase”
Nosso brother que sempre foi uma inspiração sobre como colocar emoções e muita verdade no som que faz.

CAN“Vitamin C”
Não dá para imaginar que eles faziam esse tipo de som já na década de 70. Eu descobri a banda recentemente e fiquei impressionada.

Kraftwerk“Computer World 2”
Não tem como deixar essa clássico de lado. Suas músicas ainda soam muito contemporâneas e tem uma magia que o tempo não é capaz de apagar

The Organ“Love, Love, Love”
É uma banda de mulheres que me fascina muito. Eu descobri o som no início dos anos 00 e desde então nunca parei de ouvir.

Interpol“Obstacle 1”
Quem nunca chorou ouvindo essa música que atire a primeira pedra!

Portishead“Machine Gun”
Me fascina muito a leveza da voz junto ao beat minimalista. Essa música nos ajudou a assumir e a lançar a música “Máquina”, que soa muito estranha ao mesmo tempo em que o vocal mantem uma linha melódica.

Nico“These Days”
É uma das vozes que eu mais amo e uma inspiração para assumir minha própria forma de cantar e fazer com que respirações, erros, desafinações façam parte de todo o conceito do disco.

Alceu Valença“Punhal de Prata”
Essa música traz novas perspectivas para a música brasileira que transcende o tradicional para uma poética visceral e envolvente. Me marcou principalmente a poesia e a relação com a música.

Siba“Preparando o Salto”
É outra grande inspiração para a poesia, a emoção e a visceralidade dos versos. Foi o disco que eu mais escutei em 2014.

Crim3s“Lost”
Como se fosse uma vertente punk do eletrônico, eles foram uma inspiração para explorar sons “estourados”. O que seria um erro foi incorporado como potência estética.

PJ Harvey“Down By The Water”
Ela é minha musa inspiradora principalmente por cantar sobre desejos, obscuridades e subjetividades que muitas vezes tentamos esconder.

Sofi Tukker“Drinkee”
Essa música é muito dançante, com uma guitarra super minimalista e uns beats muito envolventes. Foi uma descoberta recente muito interessante.

Night Drive“Part Time”
Fico chocada o quanto essa música é simples e maravilhosa.

Céu“Perfume do Invisível”
O “Tropix” ganhou vários prêmios e não foi à toa. Muita sensibilidade e muita precisão de arranjos, letra e melodia.

The Dø“Anita No!”
A Olivia Merilahti é maravilhosa e se reinventou no último lançamento da dupla. Vale muito a pena assistir os vídeos ao vivo.