Conheça o Yokohama Café, o supergrupo de formação camaleônica de Allan Yokohama

Conheça o Yokohama Café, o supergrupo de formação camaleônica de Allan Yokohama

14 de março de 2016 0 Por João Pedro Ramos

Allan Yokohama (Poléxia, Terminal Guadalupe, Narciso Nada, Humanish e Rapha Moraes) começou neste ano seu novo projeto, Yokohama Café. A ideia é um tipo de “supergrupo” de músicos brasileiros que lançará em 2016 12 faixas criadas por bandas diferentes, tendo Allan como único elemento fixo, e disponíveis a cada mês para download gratuito.

O single de estreia foi “Asfalto”, com Rodrigo Medeiros (ex-Narciso Nada), o baixista Be Müller (também ex-Narciso) e Gustav Schimmer (guitarra, sintetizador, violino, bateria, piano e produção). O segundo e mais recente lançamento é “Inventar O Agora”, com Marano (A Banda Mais Bonita da Cidade, Humanish, Charme Chulo, Terminal Guadalupe) no baixo, Fabiano Ferronato (Humanish, Charme Chulo, Terminal Guadalupe) na bateria, Diogo Soares (Los Porongas) no vocal e composição, Igor Amatuzzi (Humanish, OAEOZ) como técnico de gravação e saxofonista, João Borghi (Locomotiva Duben e Black Cherry) no teclado e Gustav Schirmer (Estúdio Schirmer) na mixagem e masterização.

Conversei com Allan sobre o projeto, seus singles e tentei arrancar nomes que participarão dos próximos sons (sem muito sucesso):

– Me fale um pouco mais sobre o projeto Yokohama Café. Como ele vai funcionar?
Yokohama Café é música feita com amigos, parceiros, músicos que compartilham da vontade de criar, de fazer o som rolar. Cada música é uma história diferente. Cada música tem seus integrantes, seu estilo. Yokohama Café está aberto para a criação, para os experimentos musicais. Durante este ano de 2016, será lançada uma música por mês, sempre na segunda quinzena, até o fim do ano. “Asfalto” foi o primeiro single, o segundo, lançado no final de fevereiro chama-se “Inventar o Agora”  .

– Pode revelar alguns nomes que irão participar das próximas músicas?
Muitas pessoas foram convidadas, gostaria que todas participassem. Aliás, a intenção do projeto é expandir cada vez mais para músicos de diferentes estilos e influências, não quero criar “panelinha” nenhuma. Quanto aos nomes, melhor esperarmos para não acabar com a surpresa…(risos)

– Conte mais sobre “Inventar o Agora”, o segundo single lançado.
“Inventar o Agora” foi uma música composta e gravada em um dia, ou melhor, em 11 horas. A guitarra inicial já estava rondando meus pensamentos por um tempo, mas nada de concreto era feito. Quando nos juntamos em estúdio para desenvolvê-la, ela era apenas um riff de guitarra e uma ideia de melodia cantarolada. Baixo, bateria, guitarra e voz, a canção estava sendo estruturada. O processo foi intenso, a busca pelo melhor timbre, as melhores palavras, o arranjo mais interessante. Esquecemos até de parar pra comer. Tudo isso rolou em fevereiro de 2015, no estúdio Old Black Records, em Curitiba (PR).

Yokohama Café

– Como foi trabalhar com Diogo Soares? Como rolou esse contato?
Diogo e eu somos amigos de longa data, já tocamos em muitos festivais juntos, cada um com sua banda. Sempre nos encontramos na estrada, nos shows e sempre naquela promessa de que um dia faríamos algo juntos. Em fevereiro de 2015, eu o convidei para passar 3 dias aqui em Curitiba fazendo música. Ele aceitou e compusemos duas canções, em parceria com o Marano, d’A Banda Mais Bonita da Cidade que também tocou baixo nas faixas e dois bateristas, um para cada faixa, Fabiano Ferronato, que toca em “Inventar o Agora” e João Taborda, da Trombone de Frutas, que tocou na outra faixa chamada “Sucesso Danado” (ainda sem previsão de lançamento).

– Teve uma galera de diversas grandes bandas que participaram desse som, certo?
Na verdade, todos nós já tocamos juntos em outras bandas, já dividimos muitos palcos e estúdios por aí. Além do Diogo Soares, do Los Porongas, a música teve participação do Marano, baixista d’A Banda Mais Bonita da Cidade, que também já tocou comigo e com o baterista Fabiano Ferronato em bandas como Humanish e Terminal Guadalupe. Igor Amatuzzi, que também tocou na Humanish, e em bandas curitibanas importantes como Todds e Íris, gravou saxofone e comandou a captação do som, as teclas ficaram por conta de João Borghi, que foi integrante de bandas como Black Cherry e Locomotiva Duben.

– O projeto tem data para terminar? Quantas músicas serão lançadas?
Yokohama Café é um projeto pra vida inteira, mas é sempre bom colocar prazos neles para não nos perdermos. Por enquanto, ele vai até o fim do ano, com uma música sendo lançada por mês, totalizando 12 músicas.

– Estas músicas serão lançadas em disco?
A intenção é lançar um disco cheio de músicas extras depois que as doze forem lançadas. Vai ficar pra 2017.

– Recomende bandas e artistas independentes que você acredita que todo mundo deveria ouvir.
Sou um grande fã de Charme Chulo, Rapha Moraes, Lemoskine, Trombone de Frutas, Apanhador Só, Rodrigo Medeiros, Marrakesh, Los Porongas… Galera, tem que pesquisar, ouvir, prestar atenção, pois tem muita coisa boa rolando de som nesse Brasilzão. Chega dos mesmos 😀