A zumbilândia carniceira do Zombie Cookbook jorra sangue e tripas no clipe de “Motel Hell”

A zumbilândia carniceira do Zombie Cookbook jorra sangue e tripas no clipe de “Motel Hell”

15 de setembro de 2015 3 Por João Pedro Ramos

A banda de “Dead Metal” de Joinville Zombie Cookbook lançou em dezembro de 2014 seu split com o Offal “Motel Hell”, que ganhou um clipe caprichado cheio de sangue e tripas voando pra tudo que é lado pra deixar qualquer Mojica orgulhoso. Dirigido por Charles da Silva e com efeitos especiais, maquiagem e entranhas criadas por Rodrigo AragãoJorge Allen, o clipe conta a história de vingança sangrenta que ocorre no tal motel encarniçado da letra.

Formada por Dr. Stink (vocal, ou “The Vokills”), Horace Bones (guitarra, ou “Guitarded”), Ed The Dead (guitarra, ou “Undead Guitarded”), Purgy (baixo, ou “Badbass”) e Dr Freudstein (bateria, ou “The Drums Keeper”), o Zombie Cookbook também tem um EP na bagagem (“Cinetrash”, de 2010) e dois singles: “Scared Stiff” e “Outside The Grave” (ambos de 2012). O quinteto está programando mais dois singles e um novo disco para o final de 2015 e começo do ano que vem.

Conversei com Purgy e Dr. Freudstein sobre a carreira da banda, o clipe de “Motel Hell” e como Mozart pode ser uma bela trilha para uma refeição zumbi:

– Como a banda começou?

Dr. Freudstein – Graças as góticos! Se não fosse aquele mal-sucedido ritual satânico, não estaríamos comendo cérebros.

Purgy – De fato!

Zombie Cookbook

 

– Como foi a produção do novo clipe, “Motel Hell”?

Dr. Freudstein – Foi bem sangrenta…. sufocante e animal.

Purgy – Foi leve, comparado com o purgatório…

– Como está sendo a recepção do clipe?

Dr. Freudstein – É igual a comer só cérebros….você sempre quer uma perna ou um braço a mais… então, os acessos são como cadáveres…

– Me fale um pouco mais sobre a discografia da banda.

Dr. Freudstein – Barulho, som alto e aquele sanguinho quente jorrando do meio do pescoço, que mesmo sem dente dá gosto!

Purgy – Nosso primeiro lançamento foi o “Cinetrash”, saiu em EP pela Fudgeworthy Recs (EUA) e depois relançado em K7 pela Old Grindered Days Recs. Aí lançamos o single digital “Scared Stiff” e por seguinte o “Outside”. Depois de um tempo saiu o Split com o Offal e agora temos o disco novo engatilhado e mais dois splits.

– Quais são suas maiores influências musicais?

Purgy – Em geral são Misfits, Danzig, Exhumed, Ghoul, Dismember, Benediction, Death, Autopsy, Morbid Angel. Mas tem mais, com certeza.

Dr. Freudstein – Ah cara, não são só as mais rápidas e bem tocadas. Tem todo um outro som que vem de qualquer parte do mundo… como jazz, músicas típicas de cada local… é de tudo um pouco.

Zombie Cookbook

 

– Quais são seus filmes de terror preferidos e como eles influenciam a banda?

Purgy – Bah, são muitos, cada um de nós tem o seus preferidos, mas com certeza são os filmes sem “pompas”, sabe, negócio feito na criatividade com um clima pesado e podreiras mesmo e isso é total influência pra nós.

Dr. Freudstein – Meu preferido é o Freddy Krueger. A influência parte do medo de ser morto… ou de não ter um cadáver pra comer…

– O que vocês acham dos serviços de streaming?

Purgy – prá nós é uma ajuda na divulgação mais para o exterior, ainda não afeta muito a venda do material físico aqui no Brasil. Mas tem que saber trabalhar com as duas formas.

Dr. Freudstein – Ajuda bastante….só que a alegria mesmo é entregar um CD ou vinil nosso nas mãos da galera que vem pra ver a carnificina… (Cara, tem até fita K7!)

– A internet é vilã ou aliada na divulgação de músicas de bandas independentes?

Purgy – Eu vejo como aliada na questão de que tá fazendo o papel que a Televisão e Rádio faziam há 1, 2, 3 décadas atrás, com bastante programas de web radios e web tvs. Mas é um assunto de horas de conversa.

Dr. Freudstein – Bixo, o que interessa é o som… pode ter toda uma parada no estúdio, mas o baile é o que conta.

– Quais são as vantagens e desvantagens de ser uma banda independente?

Purgy – a vantagem é que não tem rabo preso com ninguém (risos) e desvantagem é que não tem um suporte e não é levado tão a sério quanto bandas com gravadora (risos).

Dr. Freudstein – Vantagens: bira no ensaio, camaradagem (porque no underground não funciona sem isso), e a galera cantando o refrão, e isso não tem Visa que pague! Desvantagens: cirrose ao longo do tempo….perda auditiva e, em consequência, impotência sexual! Mas já que são só podrera de zumbi, não faz diferença.

– Indiquem algumas bandas que chamaram sua atenção nos últimos tempos.

PurgySubterror, Homicide, Warhell, Manger Cadavre?, Regurgimentação Necrovaginal Sangrenta, South Legion, são várias, a safra tá bem boa, as bandas estão levando mais a sério o esquema de fazer uma “de”composição, gravação e shows melhores, mudou um pouco essa idéia que o underground não pode ter qualidade.

Dr. Freudstein – Tem o “Requiem K626” do Mozart, é um requinte pra fincar os dentes numa carne fresca…

Ouça os sons do Zombie Cookbook aqui: