7 Pérolas Musicais escolhidas a dedo pelo artista plástico e grafiteiro Ricardo Tatoo

7 Pérolas Musicais escolhidas a dedo pelo artista plástico e grafiteiro Ricardo Tatoo

19 de fevereiro de 2016 0 Por João Pedro Ramos

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Ricardo Tatoo, grafiteiro, artista plástico e ex-diretor de arte das marcas Cavalera e Vision Streetwear, além de responsável por muitas capas de discos como “Século Sinistro” (Ratos de Porão), “Nation” (Sepultura) e “Transfiguração” (Cordel do Fogo Encantado), entre muitas outras. Ah, ele acabou escolhendo 7, em vez de apenas 5. Dessa vez passa. 😉

Black Sabbath – “Born Again”

“Disco muito mega pesado, pra começar da capa. Se não me engano é uma foto do primeiro bebê de proveta versão ‘From Hell’.
De 9 momentos de curtir a depressão juvenil, 11 eu curti a deprê ouvindo este vinil. ‘Zero the Hero’ é o melhor título de músicas que já conheci’.

Red Hot Chili Peppers – “Mothers Milk”

“O disco mais marcante da minha vida. O cover do Stevie Wonder é bombástico e a épica ‘Knock Me Down’ diz muito pra mim, pela ideia de ser nocauteado caso esteja se achando muito importante, muito acima. A estréia de John Frusciante na guitarra determinou um novo estilo de vida. recheado de músicas intensas e ritmadas”.

No Fun At All – “No Straight Angle”

“Pedrada do começo ao fim. Disco pra ouvir de ponta a ponta. Conheci numa visita à Galeria do Rock. Estava com um amigo, órfãos de música/bandas novas. Fomos atrás de uns CDs dos Misfits pra supri a carência de som (sem som novo, vale resgatar os clássicos), quando meu camarada Ross Checo “sacou” no áudio da loja um hardcore mega ritmado – comprou a fita K7 que é esse disco. ‘Growing Old, Growing Cold’ é uma ladeira sem freio”.

Iron Maiden – “Live After Death”

Disco duplo que ouvia pra dormir quando criança. Lembro que fui à loja com dois vales discos (muito popular na era dos vinis) do meu irmão, que queria um do RPM. Perguntei a ele que se caso não tivesse o do RPM eu poderia trocar os dois vales pelo disco dulpo do Iron e ele disse que sim, SÓ se não tivesses o disco do momento. Claro que engambelei, disse que não tinha e voltei pra casa com o Iron. Não tenho motivo especial, mas a música ‘Revelations’ sempre me vem à cabeça”.

Ramones – “Rocket to Russia”
“O primeiro vinil dos Ramones a gente jamais esquece. Disco todo de proa à popa”.

Porstishead – “Dummy’

“Outra pedrada que marcou uma geração. Muito pesado, sombrio, nebuloso e base de muita música desde então”.

Inocentes – “Garotos do Subúrbio”

Disco completo. Primeiro som punk brazuca que ouvi. Foi na rádio USP quando ainda era pirata. O baterista errava, a qualidade era nitidamente de gravação de garagem e as letras das duas músicas – ‘Ele Disse Não’ e ‘Expresso Oriente’ tocaram por anos no meu toca fitas”.