5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Henrique Cartaxo

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Henrique Cartaxo

23 de junho de 2020 0 Por João Pedro Ramos

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Henrique Cartaxo.

“Dificílimo escolher apenas 5 pérolas. Quando recebi o convite pra listar as minhas, em questão de minutos pularam na minha cabeça milhares de faixas e discos que eu gostaria de comentar. Se fosse falar só de Caetano e Gil já seria difícil escolher 5 discos, resolvi escolher de cada um uma única música. E fui buscando aqui quais são aquelas às quais eu retorno, passeio e retorno, passeio e retorno, que são pra mim uma base, uma sustentação. Ainda ficou uma lista grande, muita coisa boa ficou de fora, mas vai aqui um recorte especial”, explica.

1- “Cantar”, disco de Gal Costa de 1974

Gal é uma intérprete genial. Esse disco tem uma sensualidade serena, uma serenidade sensual, que ela derrama sobre cada faixa, que me deixam entregue, a mercê do deleite. Disco pra balançar na rede numa manhã chuvosa de domingo.

2- “Jokerman”, canção de Bob Dylan cantada por Caetano Veloso no “Circuladô ao Vivo” (1992)

Difícil escolher entre tantas interpretações geniais de Caetano, mas essa tem uma potência transcendental impossível de ignorar. Não só pela força da voz de Caetano, mas pela entrada progressiva da banda, a coisa vai crescendo, é épico. Uma catarse.

3- “João Sabino”, canção de Gilberto Gil, álbum ao vivo de 1974

A obra de Gilberto Gil traz sabedoria, serenidade, espiritualidade, mas sobretudo traz alegria. Alegria é tão importante! Essa faixa, que abre o disco ao vivo, é uma pílula de alegria imediata. Me provoca um prazer profundo, tem um jeito de brincadeira, só dá vontade de rir e dançar. Que coisa boa!

4- “Japanese Food”, disco de Giovanni Cidreira (2017)

Acho que minha relação com Giovanni Cidreira é como a de meu pai com Cazuza: é meu primeiro “ídolo musical” mais novo que eu. E há algo do romantismo de Cazuza nesse disco, bastante de Legião Urbana. A intensidade dos dramas da juventude me transportaram, me fizeram amadurecer. Meu CD literalmente furou e agora só consigo ouvir na internet.

5- “Wild Horses”, dos Rolling Stones (Disco “Sticky Fingers”, 1971)

Não consigo explicar porque essa faixa é tão emocionante. É uma sinergia total: a banda e a voz, parecem carregar a mesma nostalgia. Ela me traz uma imagem de final de festa, amigos em volta da fogueira, gratos pelas coisas grandiosas que viveram juntos. Gosto de ouvir quando me sinto cansado, mas feliz e grato.