5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Dija Dijones, do Loyal Gun, Chabad, Penhasco, O Apátrida e Schwarzenbach

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Dija Dijones, do Loyal Gun, Chabad, Penhasco, O Apátrida e Schwarzenbach

26 de agosto de 2016 0 Por João Pedro Ramos

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje o convidado é Dija Dijones, baixista da Chabad e guitarrista da Loyal GunPenhasco, O Apátrida e Schwarzenbach, além do Stranger Than Fiction (banda que toca canções do Bad Religion), Debaser Pixies Cover Brasil e em um tributo ao R.E.M. Além de tudo isso, Dija também faz parte da Howlin’ Records e tem alguns projetos autorais em curso!

Arcwelder“I Promise Not to be an Asshole”

“Pérola perdida dos anos 90 dotada de título autoexplicativo. A canção é um belo pedido de desculpas e um jeito de expressar sentimentos de uma maneira bem longe de ser considerada piegas. Não sei se é destas coisas que passamos a constatar a partir do retorno de Saturno e toda essa simbologia que acompanha as três décadas de existência, mas sinto falta desta capacidade de demonstrar sentimentos de maneira genuína e de sinceridade nas pessoas em algumas ocasiões. Portanto, façamos como o título da canção. E que não seja apenas uma promessa”.

Sucioperro“The Drop”

“Não é bacana ouvir uma música que te empolgue assim que você acorda? Algo que te ajude a se animar para encarar trânsito, ônibus e metrô lotado, trampo pesado… Pois bem, esta era a música que eu gostava de ouvir em dias que prometiam ser assim, ou seja: todos. Em meio a tanto caos, ter um bom refrão em mente para servir de mantra e nos colocar de volta aos eixos é vital para a saúde mental. Adote um, se ainda não o tem”.

Beezewax“Sign Of Relief”

“Esta é uma banda norueguesa de powerpop dos anos 90. Seu vocalista, Kenneth Ishak, já esteve no Brasil para alguns shows solo e foi um fato inusitado para mim. Geralmente é o fã que fica extasiado de encontrar alguém que admira, mas, neste caso, foi o artista que ficou entusiasmado de encontrar um fã tão longe de casa. Ficamos amigos e isso me fez repensar muita coisa sobre o ideal de um relacionamento artista/fã. É preciso humanizar mais isso, de ambos os lados: o fã não precisa colocar o artista em um pedestal e o artista não precisa estar lá. Todos ganham”.

Tidal Arms“Past Prosperity”

“Sou absolutamente apaixonado por The Sun Exploding, o disco que contém esta canção. Diversas referências podem ser dadas para sugerir a audição deste disco. A mais vaga é o balaio de gatos que chamam de experimental rock. A que tenho em mente é de uma simbiose entre o tal emo revival, o stoner de inclinação mais moderna e talvez algo de post rock. Pode ser também que não tenha nada a ver com isso, mas só o fato de causar este tipo de confusão em relação à sua conceituação, para mim já é um disco digno de atenção”.

Turbo“Gibson”

“Esta é uma das minhas bandas nacionais favoritas atualmente. É rock, é pop e as letras são bacanas, como a desta música que é praticamente parte da história da minha vida, assim como é a história de uma enormidade de pessoas que continuam formando bandas Brasil afora, gastando o que têm e o que não têm em instrumentos, equipamentos, gravação, etc., para fazer um tipo de música que não é popular e tudo isso por um único motivo: por gostar demais de fazer isso. É algo de um romantismo ímpar e, muitas vezes, incompreensível. Pelo mesmo motivo, também é fascinante”.