Weekend Recovery mostra que o novo punk rock inglês não tem medo de flertar com o pop

Weekend Recovery mostra que o novo punk rock inglês não tem medo de flertar com o pop

12 de julho de 2018 0 Por João Pedro Ramos

O Weekend Recovery é um quarteto inglês que tem sua origem em uma garagem suja em Kent. O punk rock é a base do som do grupo, que já ganhou elogios da BBC no programa Introducing, além de serem bem falados por veículos como a Radio X e a NME. Recentemente, entraram no time da Headcheck Records e da Super Scurry Music e estão preparando seu primeiro EP, “In The Mourning”a ser lançado em setembro.

Formada por Lorin Jane Forster (vocal/guitarra), Owen Barnwell (guitarra), Josh (baixo) e Marcus (bateria), a banda já tem alguns singles na bagagem: “Focus”, “Don’t Try and Stop Me”, “New Tattoo” “Why Don’t You Love Me”, e dizem não ter medo de mostrar uma veia mais pop em seus próximos trabalhos. “Eu não gosto de coisas que não sejam maleáveis. Boa música é boa música para mim, qualquer que seja o gênero”, explica Lorin.

– Como a banda começou?
Bem, originalmente eu comecei como um artista solo, então eu pensei que algo estava faltando. Decidi pegar alguns músicos enquanto precisava desse crescimento! Então trabalhei com alguns músicos contratados um pouco, mas queria algo um pouco mais sólido – então decidi transformar o que era meu projeto solo em uma banda. Depois de pesquisar e descobrir o que era melhor, me deparei com Owen, Josh e Marcus, e pela primeira vez estou em uma banda com pessoas que entendem e vão dar tudo de si para esse mundo louco da música!

– Como surgiu o nome Weekend Recovery? O que ele significa para você?
É na verdade uma letra da banda The Darkness, da música “Friday Night”. Nós costumávamos ouvi-la muito na turnê e meu antigo guitarrista Jordan disse “sim, este é o nome!”. Eu queria “Ninja Pandas”, mas eu fui vencida!

– Conte suas maiores influências musicais.
Pessoalmente eu amo Paramore e Katy Perry – mas eu também sou uma grande fã do Sonic Youth, The Vines e do incrível White Stripes!

– Me conte mais sobre os singles que vocês lançaram até agora.
Nosso primeiro single foi “Focus”, muito pop, sobre cometer erros e aprender a excluí-los. Então trouxemos “Don’t Try and Stop Me”, que teve uma influência mais rock, que é sobre manter a força quando as pessoas tentam acabar com você, e então veio “New Tattoo”, sobre se apaixonar por alguém e então descobrir que eles estão muito apaixonados por outra pessoa, e finalmente “Why Don’t You Love Me”, que é sobre essa sensação do que todos queremos na vida.

– Vocês estão trabalhando em um álbum completo? A cultura do álbum ainda está viva?
Na verdade, decidimos fazer um EP, no momento. Não tenho certeza se a cultura do álbum está morta, é difícil dizer. Mas acho que uma banda do nosso nível precisa trabalhar para criar um single ou EP, em vez de jogar centenas de libras em algo que pode ou não funcionar… Talvez eu esteja errada, mas prefiro lançar uma música errada do que doze.

– Como vocês veem a cena do punk rock no Reino Unido hoje em dia?
Eu acho que é próspera, com bandas como Slaves tocando no rádio. Eu acho que a cena sempre esteve lá, mas está ficando cada vez menos underground, com muitas bandas incríveis!

– O que você acha sobre as bandas de rock que estão indo em um som mais “pop”, como Weezer, Arctic Monkeys e Imagine Dragons, e deixando as guitarras de lado?
Bem, eu sou fã de pop, então estou amando! Eu acho que é sobre tentar coisas diferentes – as pessoas ficam entediadas tão rapidamente. Especialmente com bandas como Arctic Monkeys, certamente causa uma reação. Se isso é bom ou ruim, eu não tenho certeza, mas as pessoas certamente estão falando e isso está chamando atenção. Eu não gosto de coisas que não sejam maleáveis. Boa música é boa música para mim, qualquer que seja o gênero.

– Vocês estão atualmente trabalhando em novas músicas?
Nós estamos! Estamos prontos para lançar o nosso mais recente EP, “In The Mourning”, no final de setembro.

– Quais são os próximos passos?
Lançar este EP. Temos uma grande campanha de relações públicas por trás que mostra do que se trata… Estamos integrando um estilo ligeiramente diferente em nossa música para isso, então estou muito empolgada!4

– Recomende bandas independentes e artistas que chamaram sua atenção ultimamente.
Oh meu Deus! São tantos para escolher… Healthy Junkies, Minatore, Vertigo Violet, Salvation Jayne e Bexatron são todas muito boas!