Wasadog deixa o nome Moondogs pra trás e continua levando seu rock’n’roll pra frente

Wasadog deixa o nome Moondogs pra trás e continua levando seu rock’n’roll pra frente

23 de abril de 2018 0 Por João Pedro Ramos

“Se não deu certo para os Beatles, imagina para a gente!” Essa é a justificativa de Johnny Franco (vocalista e guitarrista) para o abandono do nome The Moondogs e o início da jornada como Wasadog. A banda, também formada por Gabriel Gariani (baixo e vocal), Victor Prado (guitarra e vocal) e Gabriel Borsatto (bateria e vocal), esclarece que o som continua o mesmo. A mudança foi puramente para se diferenciar das diversas outras bandas que usam o mesmo nome. Tem um trio de jazz da Itália, uma banda da Suécia, mais algumas no Brasil…

“Gravamos quase tudo ao vivo no Dissenso, ali no Bom Retiro”, conta Johnny, “Não tem click e nem autotune. Tem músicas minhas, com a minha voz, minha guitarra, a guitarra do Cabrito (Victor), o baixo do Véio (Gariani), a batera do Birél (Borsatto) e os teclados do Pedroso (Pedro Montagnana). E na caminhada, tivemos a sorte de ter o Leo Ramos, da Supercombo e Scatolove, nas mixagem”, completa. Conversei com ele sobre a mudança de nome, o novo disco, os singles já lançados e mais:

– Primeiramente, como rolou essa mudança de nome da banda?

Na época do Superstar a gente descobriu que existiam mais um monte de Moondogs pelo mundo. Aí o problema começou a ficar mais sério quando os outros Moondogs começaram a lançar singles e Albums, porque de repente nosso Spotify tinha um monte de coisa que não era nossa. Não podemos reclamar também, porque o som dos caras é bom.. Quem quiser, dar uma conferida tem um trio de jazz da Itália, com um álbum chamado “Outin'” no nosso Spotify e uma banda da Suécia, ou algum lugar desses, que ta lá também. O disco deles chama “No Space For Rockets”, coisa boa.
Enfim mudamos, Moondogs não deu certo nem com os Beatles mesmo… Imagina com a gente.

– Mas a mudança foi só no nome ou inspirou novas direções no som também?

O que estamos lançando é o que a gente tava tocando quando foi a hora de voltar pro estúdio. Não tem um conceito ou inspirações marcantes. Um dia conseguimos juntar um dinheiro pra gravar um disco, daí eu terminei umas músicas, a gente marcou os ensaios e agendou a data. Gravamos quase tudo ao vivo no Dissenso, ali no Bom Retiro. Podia ter qualquer nome…

– Conta mais sobre esse disco!

Não tem muitas faixas, nem muitos instrumentos. Não tem click e nem autotune. Tem músicas minhas, com a minha voz, minha guitarra, a guitarra do Cabrito (Victor Prado), o baixo do Véio (Gabriel Gariani), a batera do Birél (Gabriel Borsatto) e os teclados do Pedroso (Pedro Montagnana).
E na caminhada, tivemos a sorte de ter o Leo Ramos, da Supercombo e Scatolove, nas mixagem. Queria adicionar um adendo aqui, porque apesar das músicas serem minhas. O melhor riff do álbum, da música “Back Up Closer” (nosso próximo single), é do Véio. O bixão é tenebroso nas quatro corda.

– Quais as principais influências do Wasadog? (Além de Beatles, claro.)

Então, a banda só existe porque eu queria fazer tudo que os Beatles fizeram. Mas agora que crescemos um pouco, e eu estou menos prepotente, fazemos o que podemos e gostamos do que fazemos. As influências da Wasadog, estão mais pra The Moondogs (de São Paulo), Alabama Shakes, Mad Caps, Talking Heads e Don Cavalli.

– E como foi esse começo da banda?

Foi em 2011, eu tinha lido a biografia do Paul e depois a do John, uma em seguida da outra, aí quis por a fantasia. Sabe, igual quando a gente é criança e assiste um filme de super-herói. Tive a sorte de ter outros três amigos na mesma pira, quando aconteceu comigo. A princípio a banda era só pra tocar rockabilly e tomar milk shake. Mas ao passar dos anos, umas músicas foram saindo, uns entorpecentes foram entrando e o Gustavo Riviera apareceu na nossa vida. Aí o jogou virou, fomos apresentados pro Roy Cicala e lançamos nosso primeiro disco. Foi mais ou menos assim…

– E quando vem o próximo trabalho da banda, já com o novo nome? Já tem sons prontos?

Na verdade já saiu. Dois singles. “Messing With Me” e “Where And When”, aos poucos mais músicas vão saindo e mais pra frente o álbum completo.

– E o que podemos esperar do álbum completo?

Hits. Sucesso. Vamos arrasar esse ano.

– Como vocês veem a cena independente brasileira atualmente?

Ao vivo. Muita musica boa pra todo lado. Sinistro. A gente torce pra que fique cada vez mais cheia de artista e de gente pra assistir.

– Quais os próximos passos da banda?

Faustão, Silvio Santos, Tonight Show e Jools Holland. Estamos na busca de parceiros ou parceiras do cinema pra produzir uns videoclipes, parceiros ou parceiras bookers pra ajudar na agenda, parceiros ou parceiras bandas pra fazer jam às terças etc.

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram a sua atenção nos últimos tempos!

Lemon Twigs, Mad Caps, Riviera Gaz do Gustavo Riviera, Quasydarks dos parceiros (Murilo Sá e Wallacy Willians), o disco do Pedro Pastoriz e o Adam Green… Coisas que recentemente tocam quando estamos juntos.