Turnê do Huey pelo Nordeste vira clipe em “Fogo Nosso”, faixa do disco “MA”

Turnê do Huey pelo Nordeste vira clipe em “Fogo Nosso”, faixa do disco “MA”

21 de janeiro de 2019 0 Por João Pedro Ramos

A faixa “Fogo Nosso” do Huey ganhou um clipe inesperado. Afinal, a banda apenas achou que o diretor Estevam Romera ia fazer um registro da turnê do grupo pelo Nordeste para o seu canal no Youtube. Porém, graças às belas paisagens que o Nordeste brasileiro possui e à inspiração sem fim de Estevam, o negócio se desenvolveu para um clipe que mostra muito da passagem pelo Rio Grande do Norte e no Festival DoSol, em Mossoró. A faixa faz parte do disco “MA”, de 2018, que apareceu em diversas listas de Melhores do Ano por aí.

“Sempre somos muito bem recebidos no Nordeste, é a 3ª vez que vamos pra lá. Mas é nossa primeira tour pela região”, conta Thiago Minoru, guitarrista da banda. “Não fomos pra lá com a intenção de ter um clipe, e saímos de lá com um!”

– Como foi gravar esse novo clipe do Huey?

Thiago: A gente convidou o Estevam pra ir com a gente, ele queria fazer um episódio pro canal dele do Youtube sobre a nossa tour. Calhou que o Estevam é uma máquina de trabalho e de bom gosto, a gente tinhas várias locações fodas, tínhamos tudo na mão. Não fomos pra lá com a intenção de ter um clipe, e saímos de lá com um!

– Ou seja: a tour foi um sucesso maior que o esperado, né.

Thiago: Com certeza!

– Por onde vocês passaram nessa turnê?

Thiago: 
25/11 – Festival do Sol (Natal/RN)
27/11 – DoSol TV (Natal/RN)
28/11 – Gravamos o clipe nas salinas (Areia Branca/RN)
29/11 – Lyon Bistrô (Mossoró/RN)
30/11 – El Rock (Natal/RN)
1/12 – Solar na Marquesa (Olinda/PE)
Sempre somos muito bem recebidos no Nordeste, é a 3ª vez que vamos pra lá. Mas é nossa primeira tour pela região. E temos um agradecimento especial aos caras do Heavenless, de Mossoró. Eles receberam a gente como nunca tinha acontecido. Como uma família mesmo!

– E como foi a recepção do público ao novo disco?

Thiago: O público recebe a gente sempre muito bem, é legal que não tratam a gente como uma banda instrumental, mas uma banda como qualquer outra.

– E como vocês diferenciariam uma banda instrumental de outras bandas?

Thiago: Difícil responder. A gente faz música, e somos instrumentais por afinidade mesmo. Não levantamos essa bandeira das bandas instrumentais, a gente quer tocar pra todo mundo e com todo mundo

– Mas as pessoas costumam ter preconceito? Ainda sentem falta de vocais, ou isso já mudou?

Thiago: Já mudou sim! Ainda tem gente que diz que sente falta, mas é muito pouco. Pouco mesmo. E nunca tem preconceito, nunca sofremos com isso.

– Ainda bem! Eu queria que vocês me falassem um pouco mais sobre o disco e a composição dele.

Thiago: A gente tem um processo de composição muito livre. Nossas músicas não tem um dono. Todos nós chegamos com riffs e quase sempre eles mudam. E muita coisa nasce de jams nos ensaios. A gente é muito amigo, além de ser parceiros de banda, isso ajuda muito! Fazemos questão de estarmos sempre juntos, mesmo que não estejamos tocando.

– E como esse disco é diferente dos anteriores? Como foi a evolução musical até ele?

Thiago: A gente amadureceu um pouco, estamos ouvindo coisas novas! Isso influencia bastante. Não largamos as referências clássicas mas tem muita coisa além rock que tem ajudado nas composições! Em preencher os espaços

– Pode citar algumas dessas influências atuais?

Thiago: Edgar, Baco Exu do Blues, Froid, King Gizzard and the Lizard Wizard, Faith No More, Television, Deftones, Smashing Pumpkins, Napalm Death, Fugazi, Interpol, John Coltrane, Rush, Racionais, Bob Marley… Isso é um catadão do que nós 5 juntos temos escutado!

– Quais os próximos passos da banda?

Thiago: E gente ainda quer fazer bastante show com essa tour do MA, temos bastante coisa no gatilho, mas não vamos falar porque ainda não temos datas fechadas. Mas vem um monte de coisa legal pra 2019.

– Ah, uma dúvida que sempre tive e vocês devem estar cansados de ouvir: porque o nome Huey?

Thiago: Vem da expressão “qué no me chingues wey”! lá no México, tanto que é o nome do nosso primeiro EP
esse “wey” a gente transformou em Huey. Mas depois acostumamos em falar RUEI em vez de UEI.

– Recomendem bandas e artistas da cena independente que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Thiago: Molho Negro, Desalmado, Angustia, Heavenless, Decurso Drama, Edgar, Baco Exu do Blues, Froid, Disaster Cities, Test, Ozu.

Ouça “MA”: