The Vinylos exalam ares sessentistas de garage rock e beat no disco “Blow Me Up”

The Vinylos exalam ares sessentistas de garage rock e beat no disco “Blow Me Up”

26 de março de 2019 0 Por João Pedro Ramos

Amantes da cena dos anos sessenta, Antonio Sosa (bateria), Miguel Molina (baixo), Sebastián Suárez (guitarra) e Sonia González (vocal) formam o The Vinylos, cuja música bebe da fonte do garage rock, beat, power pop e rhythm & blues. Ares sessentistas ecoam em “Blow Me Up”, disco mais recente do grupo das Ilhas Canárias, lançado no final de 2018 em vinil.

O quarteto faz parte do cast do selo Clifford Records, um dos mais prolíficos quando se trata de rock and roll garageiro. “O rock and roll continua, mas agora não é como antes, quando todas as estações tocavam rock. Agora você tem que encontrá-lo. Embora queiram escondê-lo, ele estará sempre vivo”, comenta Sebastián. Conversei um pouco com ele sobre a carreira da banda:

– Como a banda começou?

Atendi ao telefonema de uma DJ da cena mod, Sonia González, pedindo para ajudar em uma festa em que ela precisava de uma banda para tocar as músicas mais queridas do público do evento. Ele então chamou um amigo bem conhecido, Migue Molina e decidiu tocar na festa de Sonia. Quando ele não encontrou uma voz para o projeto, escolheu a própria Sonia para fazer aquele show naquela festa em particular. Espantado com a demanda por mais shows, Sebastian chamou outro músico, parceiro de formações anteriores, Antonio Sosa, e depois de alguns ajustes, o projeto The Vinylos havia começado.

– Como surgiu o nome da banda?
Sempre fomos apaixonados pelo som dos vinis. Quando nós escolhemos esse nome, quase nove anos atrás, o vinil não era tão popular como hoje. Naquela época havia CDs e principalmente o MP3, então nosso nome era uma homenagem e agora é mais real, porque o vinil tem demonstrado que é o mais autêntico formato, embora para nós nunca tenha ido embora.

– Quais são suas principais influências musicais?

Nós nos concentramos principalmente no som dos anos 60. Todo o som britânico, o beat, os mersey sounds… Tudo isso é maravilhoso. A cena mod também é muito importante para a nossa música. Nós amamos Power Pop, Badfinger, Raspberries, o som de Birmingham do The Move, eles são um dos nossos ídolos mais amados. Nós amamos garage, como The Remains, Paul Revere e The Sonics… Gostamos de misturar tudo o que gostamos, o som de The Vinylos é para representar toda a música que amamos, mas dando a nossa identidade.

– Vocês são todos amantes dos anos 60. O que vocês acham do rock and roll hoje em dia?

Nós amamos descobrir novas bandas, especialmente se são inspirados pelos mesmos sentimentos e estilos que nós gostamos. Embora hoje em dia o rock and roll seja um estilo musical para minorias, já que não é música para ouvir e esquecer, que é o que eles fazem agora com música hoje em dia. Realmente o rock and roll continua, mas agora não é como antes, quando todas as estações tocavam rock. Agora você tem que encontrá-lo, mas, embora elas queiram escondê-lo, ele estará sempre vivo.

– Vocês fazem parte da Clifford Records. O que vocês acham da ascensão dos selos independentes na era do streaming?

Amamos estar em um selo, isso nos ajuda e nos dá força. Respeitamos a todos que participam da aventura de ser independente, você não tem nenhum teste e gerencia seu trabalho sozinho. Mas, como é tudo tão bom com a Clifford, não podemos imaginar nossa banda sem esse selo, já que é parte de nós. É também uma parte da nossa família.

– Podem me falar um pouco mais sobre o material que vocês lançaram até agora?

“Blow Me Up” é o nosso último registro, um LP com 13 músicas que tem muitas coisas que amamos, beat, soul, garage rock, baladas … Tudo, claro, com nosso próprio estilo. É também uma evolução no nosso estilo, naquele que seguimos. São 13 músicas onde falamos sobre vida, amor e outras coisas usuais. Antes do “Blow Me Up”, que saiu em novembro de 2018, tivemos nosso primeiro LP, “The Vinylos”, em 2016, e um EP no ano de 2013, “No Trash”.

– Quais são os próximos passos? Vocês estão trabalhando em novas músicas?

Sim, estamos trabalhando e temos material para um novo LP, mas ainda é recente o lançamento de “Blow Me Up”. Nós não estamos com pressa, temos novas músicas, novos sons, muitas coisas interessantes que virão, mas em seu próprio tempo.

– Vocês planejam vir ao Brasil?

Nós adoraríamos viajar para o Brasil. Apesar de vivermos nas Ilhas Canárias e estarmos tão distantes, seria um sonho tocar no Brasil e conhecer bandas no caminho, dividindo palco com elas. Mas as passagens de avião são tão caras! Mesmo assim, queremos viajar para aí algum dia!

– Recomendem algumas bandas independentes que chamaram sua atenção ultimamente!

Nós gostamos de The Cherry Bomb Peppers, Caper Clowns, Slyboots e The Deep Six, eles são ótimos!