“The Song Remains The Same” (1976) – um show de rock e cenas absurdas

The Song Remains The Same
Lançamento: 1976
Direção: Peter Clifton e Joe Massot
Roteiro: Peter Clifton
Elenco Principal: Jonh Bonham, Robert Plant, Jimmy Page e Jonh Paul Jones

 

O filme que recebe o nome da música do Led Zeppelin e também do show gravado no Madison Square Garden, mistura as cenas do show, com cenas ficcionais que funcionam independentemente, meio como se cada uma fosse um clipe da música que acompanha.

Totalmente sem sentido nenhum, as cenas absurdas, psicodélicas e muito chapadas, encaixam muito bem com o estilo absurdo, psicodélico e totalmente chapado do som do Led. Cheios de cores e efeitos visuais, meio que tem um “clipe” pra cada membro da banda, e o resto das músicas acompanham o próprio Madison Square Garden.

“No Quarter”, a que acompanha o John Paul Jones (baixista/tecladista), começa com um trem do metrô chegando numa estação, passa pro show, passa pra ele tocando órgão numa igreja, passa pruns caras com mascaras assustadoras perseguindo pessoas na rua, depois pra ele chegando em casa, brincando com os cachorros e os filhos e depois volta pro show. O ponto é que mesmo isso parecendo no mínimo pouco psicodélico, é definitivamente bastante psicodélico! Os cortes rápidos, as sobreposições de imagens, e mais outros efeitos, fazem da parte visual uma intensificação da viagem lisérgica que é “No Quarter”.

“The Song Remains The Same” e “Rain Song”, são as do Robert Plant (orgasmáticas como ele, por sinal…) e o acompanham no que parece uma espécie de viagem medieval: ele montado num cavalo andando pelas pradarias da Grã Bretanha, entrando num castelo onde luta com espadas, encontro com a princesa e tudo o mais. Novamente talvez isso pareça não psicodélico suficiente, mas novamente, a composição da música muito louca, com efeitos visuais bem lokos, criam o mesmo efeito lisérgico. Vale lembrar também, que “Rain Song”, é uma música que tem uma psicodelia diferente, uma coisa mais suave, que não deixa de jeito nenhum de ser intensa, mas é uma intensidade suave, gostosa, romântica.

“Moby Dick”, o famoso solo de batera de 10 minutos (ou mais, a variar da versão, porque esses cara são tudo doidjo), é obviamente a que dá conta de mostrar o John Bonham (o baterista) em seus loucos carros, pilotando uma moto numa estrada deserta, destruindo tijolos com uma britadeira, cuidando dumas vacas, dançando com sua mulher, tocando bateria com o filho, tocando bateria no show em questão e o mais dahora de tudo, correndo num dragster, um daqueles carros absurdamente rápidos, que dão a largada com uma explosão brutal e freiam com um para-quedas! Essa de fato não conta com nenhum efeito visual lisérgico ou coisa do tipo (acho que em alguma medida isso tem a ver com o fato de ele ser um cara com uma cabeça meio diferente do resto da banda, menos ligado em exoterismos e coisas do tipo), mas dizer que não é uma cena psicodélica seria de qualquer modo ridículo, a começar porque essa coisa que eu to fazendo até agora de dizer “o que é” e “o que não é” psicodélico, é mó caretice da porra, mas também porque mesmo mantendo a caretice da porra, existem outros elementos que compõe a psicodelia no caso. A velocidade muito presente em todas as coisas com motores (e principalmente no dragster), sempre juntas das caretas malucas e felizes do baterista, encaixam lindamente no ritmo frenético do solo e criam uma atmosfera absurdamente maluca.

Por fim, mas não menos importante, “Dazed and Confused” fica sendo a do Jimmy Page (o guitarrista). Essa, claramente doidona, é uma cena noturna, com lua cheia, mago segurando um lampião no topo duma montanha, com rostos que vão se transfigurando e efeitos de luz mutcho crazys. Vale dizer que o som que acompanha, não é “Dazed and Confused” inteira, mas só aquela parte do solo de guitarra tocado com arco de cello (eu acho que é um arco de cello…).

A parte de tudo isso, tenho a dizer somente que é um filme muito sensorial e que sem exageros, assisti-lo é uma experiência única e que te toma por inteiro. Não é o tipo de coisa pra você fazer enquanto lê um livro ou coisa do tipo, isso não dá muito certo…

Segue em link o trailer e a trilha sonora. Valeu!

Trailer:

Trilha sonora:


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