The Knickers reforça todo o poder feminino no mundo do rock em novo clipe

The Knickers reforça todo o poder feminino no mundo do rock em novo clipe

2 de maio de 2018 0 Por João Pedro Ramos
Formado em 2007, o quinteto de Fortaleza The Knickers se formou com uma proposta de empoderamento feminino e atitude em seu som, calcado no hard rock e heavy metal com influências de bandas como Girlschool e Runaways.
Em 2009 gravaram seu primeiro disco, “Motherfucker”, o que as levou a fazer diversos shows e participar em 2010 de um dos maiores festivais de rock de Fortaleza, o Forcaos. Em 2016, já como quinteto, a banda lançou o EP “Figth For The Life”, que busca traduzir todo o machismo e feminicídio contra os quais lutam todos os dias, em nome de todas as mulheres.

Formada por Alline Madelon (vocal), Paloma Oliveira (guitarra), Tina Paulo (guitarra), Alessandra Castro (baixo) e Crilainy Aposam (bateria), a banda participou da Seletiva Wacken Open Air (2011), do IV Rock Cordel em Juazeiro do Norte (2012) e fizeram a abertura dos shows da banda Crucified Barbara, da Suécia, em 2012, e da banda Steelwing (também da Suécia), em 2014.

– Como rolou esse novo clipe, “Rock and Roll”?
Tina: Lançamos o EP “Fight For The Life” ano passado, e o clipe é importante pra divulgar e essa música, que é uma bônus track. Falamos com o Maurício e conseguimos o teatro do Cuca Mondubim (equipamento cultural de Fortaleza). Contamos com ajuda dos técnicos e produtores do equipamento. Gravamos o clipe em 3 horas e 1 hora para arrumar equipamento e amamos!

– Vocês são uma banda puramente rock. Como vocês veem o estilo hoje em dia?
Tina: Como sempre foi visto, o que muda é que hoje as pessoas tem mais acesso, mais informações sobre bandas e as próprias bandas são mais independentes. Também acho que muitas bandas hoje em dia se preocupam muito com as mensagens que estão passando. Algumas, né?

– Me falem mais sobre o material que vocês já lançaram.
Tina: Temos dois EPs, O “Motherfucker”, lançado em 2010, quando tínhamos outra formação, e em 2017 foi lançado o Ep “Fight For The Life”, com uma pegada mais pesada e com 5 integrantes, formada somente por mulheres. As letras basicamente falam sobre machismos e rock n’roll.

– Como a banda começou?
Paloma: O inicio propriamente dito foi quando eu e a Aline (vocalista) nos encontramos e conversando, descobrimos que tínhamos a mesma ideia. Montar uma banda de heavy metal composta por meninas. Como desde o inicio, nosso foco era ter um projeto de musicas autorais, começamos a buscar outras garotas interessadas na proposta, como é normal em todas as bandas, até chegar nesta formação sólida atual, mudamos de integrantes pelos mais variados motivos.

– De onde surgiu o nome The Knickers?
Paloma: Sendo fã da banda americana Kiss, vi que em alguns shows haviam lingeries jogadas no palco. Então me veio a ideia de usar o nome The Knickers, que também faz uma alusão a uma banda formada por garotas.

– Como é a cena rock da região? Vocês comentaram que ela anda bem em alta…
Tina: Aqui tem muita banda autoral boa ,com trabalhos legais e bem produzidos, mas o investimento das casas e festivais acabam sendo ainda das bandas covers. Elas estão mais nos bares ganhando cachês. Muitas bandas autorais ainda fazem o fluxo de ir para o Sul, pois sabemos que o mercado é outro, então muitos deles são reconhecidos lá primeiro, mesmo estando muito tempo no mercado da música da nossa região.

– Quais as principais influências da banda?
Tina: Vixen, Crucified Barbara, Girlschool, The Runaways.

– Como vocês veem a globalização da cena independente, com o uso das redes sociais? Ela ajuda a tirar o nicho regional?
Tina: Sim, ajuda bastante. Fazer contatos e manter a comunicação ativa com que curte o som é importante, pois mantém a banda em atividade. Com as plataformas digitais, isso está cada vez mais forte (sobre tirar o nicho regional), e estamos passando por um processo de transição sobre a forma que estamos nos dando com tanta informação.

– Já estão trabalhando em novas músicas?
Tina: Sim, estamos trabalhando músicas inéditas que devem estar no nosso primeiro full-lenght, junto a outras musicas que estão no nosso último EP.

– Recomendem bandas e artista independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos.
Tina: Damn Youth, Facada, Manger Cadaver.