O Afro Samurai do rap nacional, Yannick Hara se apresenta na GUT TRAP

Yannick Hara, o Afro Samurai do rap nacional se apresentará na primeira edição da festa GUT TRAP, nesta sexta-feira dia 6/4 às 22h na Trackers em São Paulo.

A GUT TRAP é um evento que celebra a cultura Trap e cria em um só ambiente, uma atmosfera sensorial, misturando música com outros elementos artísticos, em um espaço com MCs, DJs, performances, pintura corporal, exposição de arte e projeções artísticas.

Trap é nova tendencia de música eletrônica que engloba outros ritmos musicais como rock, hip hop, música dos anos 80 e 90, grime, dubstep e tem agregado cada vez mais seguidores ao redor do mundo, trazendo também uma nova linha de comportamento e estilo de vida. A maior referência global do estilo é o norte americano Travis Scott

A festa começa às 22h, mas a partir das 19h, os organizadores irão colocar uma caixa de som para o lado de fora da Trackers, na Dom José de Barros, para que o público possa se concentrar e apreciar o melhor da música trap antes de entrar na balada.

Paralelo as apresentações musicais, a festa contará com as meninas doPink Mink Mafia Brazil, trata-se de marca mundial de vestuário latino, com inspiração no Rockabilly, Pachuca e cena Gangsta; responsável pela introdução do gênero Rock-a-Chola na moda alternativa, elas estarão circulando no evento, para quem quiser tirar fotos com elas, também terá apresentações de bicicletas customizadas, instalação do artista Alex Hornest e exposição dos quadros do artista Rafael Porto Zanasi. Marina Veneta será responsável pelas pinturas corporais. As projeções visuais serão feitas pelo artista multimídia Guilherme Pinkalsky.

Line up
Dj-kefing Lucas
DJ DIODO
Uilaz
Marcio M

Shows
Yannick aka Afro Samurai
Gudoguetto
Amaru Prodígio mc
Mr.Shakila Sur Trece
Dyamond

Exposição
Alex Hornest
Rafael porto zanasi

O evento terá cobertura da Print Tv.

Gut Trap

Dia: 06 de Abril – sexta-feira
Horário: 22h
Local: Trackers – Rua Dom José de Barros, 337 – Centro – SP (11) 3337-5750
Valor da entrada (apenas dinheiro) : R$ 25,00 até 01h
R$ 35,00 após 01h

Entrada na porta somente em dinheiro, sujeita à disponibilidade para confirmados no evento. O bar aceita todos os cartões de crédito e débito.

Censura: 18 anos

Mais informações no evento: https://www.facebook.com/events/1655174467933983/

Yannick lança mais um novo vídeo clipe da saga “Também Conhecido Como Afro Samurai”.

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O rapper paulistano Yannick Hara lança mais um vídeo de uma das faixas do EPTambém Conhecido Como Afro Samurai”. Desta vez, a faixa-título versão remix, última música do trabalho, ganhou um clipe cheio de efeitos e participações especiais.

Gravado em estúdio, o vídeo apresenta os dançarinos Danilo Martins e Dartlita Double-Lock em performances intercaladas com a presença do próprio artista. O cenário alterna as cores azul, vermelha e branca, gerando uma sensação de drama e suspense, como sugere a letra.

Na concepção da música, Yannick conta com a participação de Dieguito Reis (Vivendo do Ócio) e Petrus (OI Darth Bastard). O remix tem uma pegada trap, com uma roupagem eletrônica e mais pesada do que a original. A faixa apresenta, ainda, novas rimas, que lembram uma apresentação de Freestyle.

O vídeo é o sexto de uma séria de oito. “Irei lançar clipe de todas as faixas do EP até 2018”, explica Yannick. O trabalho é totalmente inspirado no mangá e anime Afro Samurai, cujo o enredo narra a saga de um samurai negro chamado Afro que busca vingar a morte do pai, assinado por Justice.

Assista aqui:

FICHA TÉCNICA

Realização: Live Station

Direção: Seiji Hara e Rodrigo Furlani

Edição e produção: Rodrigo Furlani e Norberto Filho

Beat por Everton Beatmaker

Participação especial de Petrus da Ol´Darth Bastard (@petrus.camargo), Dieguito Reis da Vivendo do Ócio (@dieguitoreiss)

Dançarinos: Danilo Martins (@danilo_kapela) e Dartlita Double-Lock (@darlita.albino)

Figurino: Rose N Crown Brasil (@rosecrownbrasil)

Mixado e masterizado por BlakBone nos estúdios da Live Station (@livestationoficial).

Disco: EP Também Conhecido Como Afro Samurai (2016)

 

YANNICK

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Construindo Yannick Aka Afro Samurai: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som do rapper

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foto por Luís França

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o rapper paulistano Yannick Aka Afro Samurai, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Beatles“I Want You” (She So Heavy)
Essa música eu ouvi por anos na minha infância. Minha mãe é fã de Beatles e quando meus irmãos e eu estávamos fazendo a lição de casa, ouvíamos “Abbey Road” sempre. Esse disco eu conheço de cor.

Jethro Tull“Aqualung”
Na minha adolescência aos domingos pela manhã, meu pai gostava de nos acordar com uma música, ele aumentava no último volume se dirigia ao meu quarto, levantava a persiana e chegava gritando “borá acordar!”. “Aqualung” era uma de suas preferidas, no início peguei “bode” desse som, mas depois passei a ouvir e gostar de Jethro Tull.

Wu-Tang Clan“Wu-Tang Clan Ain’t Nuthing Ta Fuck Wit”
Uma das primeiras paixões musicais, quando eu ouvi Wu-Tang Clan pela primeira vez senti que era isso que eu queria fazer da vida, cantar rap. Pelo fato de ser filho de pai negro e mãe japonesa, ver homens negros cantando rap sob a influência da cultural oriental, me senti representado.

Racionais MC’s“Mano na Porta do Bar
A primeira referência de rap nacional foi Racionais MC’s, o disco “Holocausto Urbano” foi um choque pra mim, e o seguinte, “Raio X do Brasil”, foi algo surreal. Decorei todas as músicas e a partir dai incorporei o rap na minha vida. Lembro que um amigo tinha esse vinil e eu ficava ouvindo em casa, meus pais devem ter pensado “o Yannick vai ser maloqueiro” (risos). Pois é, sou (risos).

Body Count“Body Count In The House”
Musicalmente falando eu comecei a ouvir rock, meu irmão é roqueiro nato, conhece muita banda e claro por influência dele eu conheci essa banda fenomenal, que unia o melhor do rap com o melhor do rock.

Rage Againt the Machine“Killing In The Name”
Outra grande influência do meu irmão, eu queria ser o Zack de la Rocha, pois já gostava de rap e de rock e ele unia toda a levada do rap e a fúria do rock, monstro! Quando fui no SWU e vi esses caras ao vivo eu pensei “Agora posso morrer, pois já vi e senti de tudo”.

Bobby McFerrin“The Voice”
Esse álbum “The Voice” do Bobby McFerrin fez muita diferença na minha infância. Teve um dia em que estava no meu quarto e meu pai, minha mãe e meus irmãos estavam na sala assistindo TV. Eu peguei essa fita K7 coloquei no walkman do meu irmão, coloquei o fone e fiquei pirando e cantando as músicas desse disco que são todas performadas através apenas da voz do cantor. Eu pirei tanto e cantei tão alto que meu pai e meu irmão vieram ao meu quarto e ficaram me olhando por um bom tempo, dando muita risada pois eu estava de olhos fechados cantando “I Feel Good”, tomei um baita susto quando eu abri os olhos e lá estavam eles rindo de mim, foi muito engraçado (risos).

Seal“Kiss From The Rose”
Essa canção é linda, outra grande influência do meu pai. O meu pai é muito fã de Seal e desde a canção “Crazy” eu virei fã também. Mas quando saiu o disco “Seal 1991” e meu pai o comprou eu devo ter ouvindo umas mil vezes. Ouvir Seal me fez enxergar o quão eu era e ainda sou sensível em relação a vozes até hoje eu choro quando o ouço, ele é um grande artista.

Stone Temple Pilots“Plush”
Outra canção da adolescência roqueira que tive, lembro que quando passava esse clipe na MTV eu tentava imitar o timbre do Scott Weiland.

Alice In Chains“Would”
Mano, esse som é de arrepiar! Lembro que quando eu ouvia o baixo eu corria pra frente da TV ou do radio porque a minha vontade era ser o Layne Staley. Às vezes tinha medo dessa música, parecia um invocação do mal (risos)!

M.R.N“Noite de Insônia”
Grande época da radio comunitária Bela Vista FM, ouvi muito esse som, comprei o CD e tudo. Um salve ao Movimento Ritmo Negro! “Charley Baby Brown” era um outro som pesado do grupo.

U2“Kiss Me Thrill Me Hold Me Kill Me”
Antes de entrar na trilha do filme “Batman Forever”, o meu irmão já tinha esse disco, quando eu ouvi falei “U2 é muito foda!”. Essa música é daquelas pra transar com a namorada e ela nunca mais te esquecer (risos).

Boot Camp Clik“And So”
Um dos grupos de rap underground mais fodas do mundo, antes desse som eles já faziam clássicos enquanto muitos no rap queriam fazer hits. Pra mim é uma grande inspiração, gosto e bebo dessa fonte.

Def Squad“Full Cooperation”
Um dos grupos mais fodas do rap, Keith Murray, Redman e Erick Sermon e claro, eu tenho ate hoje esse cd, “obrigaaah” (risos)

Canibus“I Honor U”
Cara, esse é um tipo de som que sempre quis fazer, colocar uma linda voz feminina no refrão e vim arregaçando nas rimas. A “Luto Por Você” do EP “Também Conhecido Como Afro Samurai” é também inspirada nela.

Sean Paul“Gimme The Light”
Teve uma época que mergulhei no ragga através de um amigo, o Guilherme “Presa”, skatista e vídeomaker conceituado. Ele me apresentou esse mundo do reggae roots e do raggamuffin, lembro que quando o Sean Paul veio ao Brasil fomos no show dele e ficamos na primeira fila.

Kamau“Só”
Sempre que preciso entender a seguinte frase “A solidão é a dádiva dos seres excepcionais” eu ouço essa música. Kamau é um desses seres excepcionais. Valeu mestre.

U2 e Pavarotti “Miss Saravejo”
Mano choro sempre que ouço essa música. Lembro que quando a ouvi na adolescência aflorou uma paixão pela ópera e música clássica, porque quando o Pavarotti começa a cantar não tem como não se emocionar.

Tricky“She Makes Me Wanna Die”
Quando a Martina Topley Bird veio a São Paulo e eu perdi esse show, eu literalmente chorei. Lembro perfeitamente ter passado na frente do antigo Studio SP na Rua Augusta, trombei um conhecido e o perguntei o que ia rolar e ele me disse “ah, vai rolar um trip hop”. Não entrei de vacilão que fui, e no dia seguinte li no jornal que esse “trip hop” era a Martina e ela cantou essa canção. Fiquei puto. Anos depois o Tricky veio e eu não podia perder esse show por nada desse mundo. Fiquei 2 horas antes da bilheteria do SESC abrir e comprei o ingresso dos 2 dias. No dia do show eu levei o CD que contém essa música e tive a puta sorte de encontrá-lo, trocamos ideia, ele autografou o meu CD, tiramos uma foto e mano, o cara é muito sangue bom a ponto de me levar ao camarim dele, nunca esquecerei esse dia. Fora os dois shows que foram surreais, botaram o SESC Pompeia abaixo.

Joe Cocker“With A Little Help From My Friends”
Cara eu tenho 33 anos, assisti ao seriado “Anos Incríveis” na TV Cultura, então quem é dessa época, vai entender o porque. Esse som maravilhoso.