20 dos melhores projetos paralelos de membros de bandas que você conhece muito bem

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Tinted Windows

É normal ver músicos de grandes bandas fazerem diversos projetos paralelos. Seja para fazer um som diferente, dar um tempo na banda principal ou mesmo um jeito menos brusco de sair da banda, estes projetos são muito comuns e muitos são ótimos. Existem inclusive os que ganham grande exposição e estouram, como é o exemplo do Gorillaz, que começou como projeto paralelo de Damon Albarn, do Blur, e até hoje está lançando discos e aparecendo no topo das paradas. Conheça 20 projetos paralelos que são muito bons e, para muitos, até superam o trabalho “oficial” dos artistas envolvidos neles:

Kleiderman

Kleiderman

Com Sérgio Britto no vocal e guitarra e Branco Mello no baixo e vocal, o projeto paralelo dos membros dos Titãs contava com Roberta Parisi na bateria e tinha um som mais cru e puxado para o grunge, algo que o octeto de São Paulo havia feito nos discos “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora” e “Titanomaquia”. Lançado em 1994, o disco “Con El Mundo A Mis Pies” foi bem recebido e chegou a ter o clipe de “Não Quero Mudar” exibido na Mtv Brasil e o trio se apresentou em um dos festivais independentes mais importantes historicamente na época, o Juntatribo. Infelizmente, até hoje não tivemos uma reunião do Kleiderman. Que tal, hein, Sérgio e Branco?

Nailbomb

Nailbomb

Nailbomb foi um projeto paralelo breve de Max Cavalera, na época no Sepultura, e Alex Newport, do Fudge Tunnel. O som da banda misturava a porradaria de sempre que Max fazia com elementos eletrônicos e samples. Igor Cavalera e Andreas Kisser foram os responsáveis pela bateria e guitarra da banda em seu primeiro (e único) álbum de estúdio, Point Blank”, lançado pela Roadrunner Records em 1994. O disco contou com participações especiais dos guitarristas Dino Cazares, do Fear Factory e Ritchie Bujnowski, do Wicked Death.

Tinted Windows

Tinted Windows

Uma superbanda com integrantes que ninguém imaginaria juntos: no baixo, Adam Schlesinger, do Fountains of Wayne, na guitarra James Iha, ex-Smashing Pumpkins, Bun E. Carlos do Cheap Trick na bateria e Taylor Hanson, o vocalista do trio Hanson! Em 2009, eles lançaram seu disco auto-intitulado, com canções power pop com pitadas de rock alternativo. Desde seu último show, em 2010, não se ouviu mais do quarteto estrelado.

Mondo Cane

Mondo Cane

Olha, se eu fosse falar de todos os projetos do Mike Patton esse post seria só dele, falando de coisas como o Tomahawk, Lovage, Fantomas e tantos outros. Mas escolhi um dos que eu mais curti e é inusitado demais: no Mondo Cane, Patton canta clássicos do pop italiano dos anos 50 e 60 acompanhado por uma orquestra. Claro, com aquela voz incrível que só ele tem. O disco de 2010 é impecável e esse projeto tocou por aqui no Rock In Rio em 2011, acompanhado pela Orquestra Jovem de Heliópolis.

Thunderbitch

Thunderbitch

Brittany Howard, vocalista e guitarrista do Alabama Shakes, faz no Thunderbitch um rock cru e rascante que foge um pouco do que cria em sua banda original. O disfarce, com peruca lisa e maquiagem exagerada, ajuda a deixá-la mais “incógnita”. O primeiro disco da banda saiu em 2015 e conta com a participação de amigos dela de Nashville, como membros das bandas Fly Golden Eagle e Clear Plastic Masks.

Them Crooked Vultures

Them Crooked Vultures

Mais uma superbanda de um cara que adora fazer projetos paralelos: Dave Grohl. O Them Crooked Vultures é o power trio dos powers trios, unindo ele em seu instrumento preferido, a bateria, com John Paul Jones, do Led Zeppelin, no baixo, e Josh Homme, líder do Queens Of The Stone Age, na guitarra e vocais. O som é uma mistura das bandas dos integrantes, puxando um pouco mais para o stoner rock em 90% do tempo em seu primeiro e único disco, de 2009.

Taylor Hawkins and The Coattail Riders

Taylor Hawkins and The Coattail Riders

O Foo Fighters é formado por pessoas muito talentosas e cheias de projetos paralelos, não tem jeito. O baterista Taylor Hawkins recentemente lançou seu segundo projeto paralelo, The Birds of Satan, mas eu tenho um carinho especial pelo Taylor Hawkins and the Coattail Riders, onde ele faz um som mais puxado para o Rush. Confira no disco de 2004, vale a pena!

Lieutenant

Lieutenant

Tá, juro que esse é o último projeto de integrante dos Foo Fighters dessa lista. Desta vez é obra do baixista Nate Mendel, que lançou em 2015 o disco If I Kill This Thing We’re All Going To Eat For a Week”. O álbum tem muita influência de college rock e do rock anternativo do final dos anos 80 e vale muito a pena ouvir.

Fat Les

Fat Les

O projeto do baixista do Blur Alex James conta com o ator Keith Allen e o artista Damien Hirst, além dos vocais convidados de Lily Allen, Andy Kane, Lisa Moorish e Michael Barrymore. O primeiro som deles, “Vindaloo”, foi criado como hino não oficial da Copa de 1998 e ganhou um clipe parodiando “Bittersweet Symphony”, do The Verve. Em 2000 veio “Jerusalem”, música para o time da Inglaterra na Euro 2000. Em 2012 mudaram o nome para Fit Les e gravaram “The Official Fit Les Olympic Anthem”, para as Olimpíadas. A banda não chegou a gravar um disco, somente singles.

The Creatures

The Creatures

O projeto paralelo de Siouxie e Budgie lançou diversos discos: “Feast” (1983), “Boomerang” (1990), “Anima Animus” (1999) e “Hái!” (2004). O som foi variando de disco em disco, com algo mais exótico no primeiro, uma curva mais espanhola, com toques de flamenco, no segundo, um tom mais urbano no terceiro… Sempre fugindo um pouco do que era feito na banda oficial, Siouxie and the Bansheees.

Banks & Steelz

Banks and Steelz

A improvável colaboração de Paul Banks (do Interpol) com RZA (do Wu Tang Clan) fez um dos melhores discos de 2016, “Anything But Words”. O som é uma mistura do som indie obscuro do Interpol com o hip hop de RZA, e é meio inexplicável o quanto essa união dá certo. Só ouvindo, mesmo.

The Fireman

The Fireman

Paul McCartney não é um cara que consegue ficar parado. Em 1990 ele se juntou com o músico e produtor Youth e e eles criaram The Fireman, que une rock com música eletrônica e lançou três discos: “Strawberries Oceans Ships Forest” (1993), “Rushes” (1998) e “Electric Arguments” (2008).

+44

Na primeira vez que Tom Delonge resolveu brigar com os membros do Blink-182 e sair para criar suas músicas cheias de efeitos a la U2, Mark Hoppus e Travis Barker se uniram com os guitarristas Shane Gallagher (The Nervous Return) e Craig Fairbaugh (Mercy Killers) e formaram o +44. Seu disco, apesar de ter suas similaridades com o Blink, tem mais camadas e elementos eletrônicos, além de temas mais soturnos.

The Network

The Network

Ao mesmo tempo em que preparava o sucesso “American Idiot”, o Green Day colocou máscaras, se uniu com um pessoal do Devo e lançaram incógnitos o projeto The Network. O disco “Money Money 2020” é, para muitos, um dos melhores trabalhos do trio de Billie Joe Armstrong. Ah, até hoje eles nunca se revelaram como o Green Day disfarçado, mas a voz e a movimentação dos membros não deixa dúvidas.

Little Joy

Little Joy

A combinação de Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Binky Shapiro e Fabrizio Moretti (Strokes) não lembra em nada as bandas de origem de seus integrantes, com um som “praiano” que pode ser conferido no único álbum do trio, de 2008. “Brand New Start” chegou a virar um hit e até em comercial entrou.

Ataxia

Ataxia

Uma das muitas colaborações dos super amigos e guitarristas do Red Hot Chili Peppers John Frusciante e Josh Klinghoffer é o Ataxia, que também conta em sua formação com Joe Lally, do Fugazi. A banda escreveu e gravou diversas músicas no período de duas semanas, e elas foram lançadas divididas em dois álbuns: “Automatic Writing” (2004) and “AW II” (2007). O som passeia entre o art rock, o experimental, a psicodelia e o pós-punk.

ZWAN

ZWAN

Billy Corgan é conhecido pela genialidade e pelos chiliques com todas bandas que tem. Durante o período de “fim” do Smashing Pumpkins, ele formou o Zwan, que nada mais era que uma versão da Terra 2 da banda, inclusive com uma baixista mulher e um guitarrista asiático. A banda foi formada por membros de bandas como  Slint, Tortoise, Chavez, e A Perfect Circle e lançou um disco: “Mary Star of The Sea”.

Blakroc

Blakroc

Mais uma mistura inusitada que dá bastante certo: o duo The Black Keys com vários rappers. Vamos ao elenco: Mos Def, Nicole Wray, Pharoahe Monch, Ludacris, Billy Danze do M.O.P., Q-Tip do A Tribe Called Quest, Jim Jones e NOE do ByrdGang, Raekwon, RZA e Ol’ Dirty Bastard, do Wu-Tang Clan. Preciso falar mais? Ouça.

3 na Massa

3 na Massa

O 3 na Massa é um projeto que reúne Dengue e Pupillo, da Nação Zumbi, e Rica Amabis, do Instituto. O disco “Na Confraria das Sedutoras” foi criado com diversas participações femininas nos vocais, como Leandra Leal, Thalma de Freitas, Céu, Pitty, Nina Becker, Cyz, Alice Braga e muitas outras.

The Frustrators

The Frustrators

Se você tem saudades do Green Day em seus dias mais punk, ouça o projeto Pinhead Gunpowder, de Billie Joe Armstrong, e The Frustrators, de Mike Dirnt. O Frustrators puxa mais para o lado Descendents da força, com um punk rock divertido e rápido.

Sim, o trio Hanson está muito vivo (e vai muitíssimo bem, obrigado)

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Hanson

Em 1996, era meio impossível ligar o rádio ou a TV e não ser tomado de assalto pelo fenômeno musical Hanson. O trio de irmãos de Tulsa estourou com “Mmmbop” antes de Zac (bateria), Isaac (guitarra) e Taylor (teclados) completarem 18 anos. Aliás, longe disso: quando a banda começou, em 1992, o baterista tinha apenas 7 anos! A partir daí, veio o primeiro álbum, produzido pelos Dust Brothers, “Middle Of Nowhere”, que estourou e levou o trio a algo próximo de uma neo-Beatlemania. Como todas as boy bands e girl bands dos anos 90, o grupo aos poucos foi sumindo dos holofotes aos poucos depois do segundo disco, “This Time Around”, e foi deixado de lado pela mídia. Mas você acha que o grupo parou? É claro que não!

Apesar de serem colocados na mesma prateleira que os grupos pop dos anos 90, o Hanson tinha um diferencial: além de serem todos músicas, majoritariamente escreviam suas próprias músicas. E isso foi essencial para que eles não parassem, mesmo quando saíram da gravadora Island Def Jam. Afinal, eles saíram de lá procurando maior liberdade criativa, já que a gravadora havia recusado cerca de 80 músicas do trio por considerarem “não vendáveis”. Agora independentes, os Hanson começaram a trabalhar por seu próprio selo independente, o 3CG Records. Então vieram o inevitável disco acústico, em 2003, e “Underneath”, de 2004, que ficou em primeiro lugar na parada de discos independentes da Billboard assim que saiu.

O disco ganhou o single “Penny & Me” que ficou em segundo lugar no Hot 100 Singles Sales e chegou a 10º no UK Top 40. Apesar disso, é até hoje o disco que menos vendeu do grupo. A própria banda diz que durante a turnê via o álbum nas banquinhas de desconto… Já com um som diferente do que eles faziam anteriormente, é um disco de transição, mostrando o amadurecimento musical da banda em letras e arranjos. O disco conta com uma letra de Gregg Alexander, do New Radicals, abrindo em “Strong Enough to Break”.

Em 2007, depois da turnê do disco ao vivo “Live and Electric”, o grupo lançou “The Walk”. Um pouco mais pesado que “Underneath”, o álbum mostra que os garotos que criaram “Mmmbop” haviam ficado pra trás. Suas raízes de R&B, soul, blues e rock & roll aparecem mais no som. “Does it move you/Does it soothe you/Does it fill your heart and soul/With the roots of rock & roll?”, diz a letra de “Been There Before” Sim, as letras sobre amor e etc continuam lá, mas o disco mostra a evolução dos garotos de Tulsa muito mais do que o disco anterior já havia feito.

Em 2009 Taylor Hanson deu uma passeada cantando em um supergrupo de rock alternativo: o Tinted Windows, com James Iha (ex-Smashing Pumpkins) na guitarra, Adam Schlesinger (Fountains Of Wayne) e Bun E. Carlos (Cheap Trick) na bateria. O disco auto-intitulado saiu no mesmo ano e o som é no mínimo divertido:

Em 2010 o grupo se reuniu para o lançamento de “Shout It Out”. O disco foi muito bem recebido e foi inclusive meio como um “comeback” do trio, já que o single “Thinkin’ Bout Something” fez sucesso, mostrando que o Hanson ainda tinha muita lenha pra queimar. O trio se mostrava muito mais funky e cheio de balanço, com naipes de metais e algo meio Jackson 5 (influência dos três desde o começo, em 1992) sendo adicionado em faixas como “Give a Little”. Com todo o cowbell que as músicas pedem!

O último disco do Hanson até o momento é “Anthem”, de 2013. O funkeado do disco anterior se mantém, e “Get The Girl Back” só não entrou nas paradas de sucesso porque… Bom, eu não faço ideia do motivo. Deveria ter sido um dos hits de 2013, sem dúvidas. O Hanson se mostra maduro e mandando bem em pérolas como “I’ve Got Soul” e no power pop “Cut Right Trough Me”.

Atualmente em turnê, o trio está inclusive fazendo algumas covers bem inusitadas… como de The Darkness!

Além disso, em 2015, o Hanson apareceu no disco de ninguém menos que Blues Traveler“Blow Up the Moon”, sendo co-autores da música “Top of the World”. Ah, e eles agora também têm sua própria marca de cerveja, a Mmmhops. Tá bom ou quer mais?