The Darts, o supergrupo do underground que aposta no Do It Yourself em seu estado mais puro

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The Darts

The Darts é uma banda de garage-psych-rock formada por Nicole Laurenne (The Love Me Nots, Motobunny, Zero Zero), Rikki Styxx (The Two Tens, The Dollyrots, Thee Outta Sites), Christina Nunez (The Love Me Nots, Casual Encounters, The Madcaps) e Michelle Balderrama (Brainspoon) que desde o ano passado está detonando com seu som único e barulhento. Depois de assistirem às bandas umas das outras por anos, Nicole e Michelle perceberam que seria ótimo começarem a compor juntas. Com seis músicas na bagagem, chamaram Rikki e Christina e os resultados podem ser conferidos no primeiro EP da banda, cheios de garage rock com o fuzz ligado no máximo e o órgão farfisa dando o tom, sempre com a bateria animalesca acompanhando.

Os singles que saíram deste trabalho, “Running Through Your Lies”, “Revolution” e “Take What I Need”, começaram a tocar bastante nas rádios americanas, com a última sendo nomeada “Coolest Song In The World” pela rádio Sirius e um veredito de “very cool” em um tweet do grande autor Stephen King. Agora parte do cast da Dirty Water Records de Londres, o quarteto prepara seu primeiro álbum, que deve sair ainda este ano, com turnê já agendada pelos Estados Unidos e Europa.

Conversei com Michelle sobre a carreira da banda, a influência dos outros trabalhos no som do quarteto, suas influências e a cena independente atual:

– Como a banda começou?

Somos grandes fãs das habilidades musicais umas das outras faz anos. Um dia nós apenas decidimos: ‘hey, vamos escrever algumas músicas juntos, gravá-las e cair na estrada!’ Imediatamente houve uma grande química musical entre nós quatro e isso só tem crescido desde então.

– Como vocês decidiram pelo nome The Darts?

Estávamos à procura de algo que só as meninas estão acostumadas a ouvir sobre, ou lidar com, que não fosse muito repugnante ou inapropriado, é claro… Aí percebemos que apenas as meninas têm as costuras do busto em suas camisas, que são chamadas de “darts” nos Estados Unidos. Parecia um bom jogo de palavras.

– Quais são suas principais influências musicais?

Tem tantas influências nesta banda! Mas apenas para citar algumas: Thee Tsunamis, Ty Segall, Wavves, The Trashwomen, Bleached, The Cramps, Billy Childish, The Headcoatees, Nick Cave, The Stooges, The Chesterfield Kings, The Ventures, Q65

– A banda é como um supergrupo do underground, com membros de bandas incríveis como The Two Tens, The Love Me Nots e Brainspoon. Como suas bandas refletem sobre o som do The Darts?

Essa é uma excelente pergunta! Nossas outras bandas estabeleceram uma base sólida para o som do The Darts. Na verdade, várias das músicas de nossos dois primeiros EPs foram faixas que escrevemos para nossas outras bandas ao mesmo tempo, mas nunca foram usadas. Então você definitivamente tem um gosto dos sons de nossas outras bandas combinadas em um único disco – o que nós achamos muito legal.

The Darts

– Conta mais sobre o primeiro álbum da banda.

Bem, o nosso primeiro EP de seis canções quase aconteceu por acidente, quase como uma gravidez inesperada (risos)… Mas muito melhor do que isso! Começou com Nicole e eu escrevendo algumas músicas juntas, “Revolution” e “Running Through Your Lies”, e então nós duas criamos mais músicas nos próximos meses porque estava tudo indo muito bem. Enviamos as demos para a banda para que todas gravassem suas partes (em duas cidades diferentes, nunca todas na mesma sala). O que conseguimos foi um EP de seis músicas, chamado de ‘The Darts”. Recebemos uma tonelada de atenção inesperada de lugares realmente legais, como o rádio Sirius XM e a Dirty Water Records.

– Como você descreveria a cena independente do rock hoje em dia?

Bem, nos últimos 20 anos, a tecnologia mudou imensamente o negócio da música, eu descreveria a cena rock independente com um tipo de abordagem “vai lá e faça sozinho”. E você agora realmente tem a liberdade de gravar um registro completamente em seu próprio país, se gerenciar e pegar a estrada, sem qualquer outra pessoa precisando se intrometer ou aprovar. É muito punk rock! Nós amamos isso. Descobrimos tantas bandas e pessoas e ideias em nossas carreiras musicais por causa de todos os DIY-ers por aí. Não queremos isso de nenhuma outra maneira.

The Darts

– Vocês são uma banda de garotas. O sexismo ainda está forte no mundo musical? Isso atrapalha para que mais mulheres formem bandas?

Eu diria que ser um bom músico tocando rock’n’roll é uma abordagem de marketing mais forte hoje em dia do que ser um homem, embora eu nunca tenha categorizado músicos por gênero. Mas para aqueles que o fazem, The Darts não são portadoras dos típicos estereótipos da música pop feminina. Nosso som não é o que o público espera ouvir quando vê as quatro entrarem no palco de vestidos e batom. Nós amamos apenas ser quem somos, e trazendo um pouco de mistério – para que as pessoas não sejam capazes de prever o que vem de nós.

– Vocês estão trabalhando em material novo?

Sim, estamos sempre trabalhando em material novo! Na verdade nós acabamos de gravar seis novas músicas para o nosso novo álbum e vamos gravar mais seis no início de maio! Definitivamente muito material quente chegando! Nicole e eu estamos constantemente escrevendo, é uma doença. Estamos sempre olhando para o próximo projeto.

– Quais são os próximos passos da banda?

Somos abelhas ocupadas! Além de gravar outro disco completo que estamos criando nesta primavera, temos um novo lançamento oficial de clipe e uma turnê européia começando no final de maio, seguido por mais viagens pelos EUA no verão e outono com algumas grandes bandas. Estamos esperando ter o novo álbum lançado pela Dirty Water Records em setembro. Gostaríamos de chegar ao Japão de alguma forma, mas ainda não sei como, ainda. Está vindo, entretanto!

– Recomendem bandas (especialmente se forem independentes!) que chamaram sua atenção ultimamente!

Playboy Manbaby, Mean Motor Scooter, White Hills, Death Valley Girls, Shovel, Escobar, Wand, Holy Wave, Temples, Weird Omen, Electric Children, The Two Tens, The Dollyrots, Fu Manchu, Fat White Family e The Sold And Bones.

30 bandas e artistas que o Crush em Hi-Fi entrevistou em 2015 e você deveria estar ouvindo AGORA

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The Love Me Nots
The Love Me Nots

O Crush em Hi-Fi entrou no ar em janeiro de 2015 com a ideia de falar de música fugindo do que todos os outros grandes sites e blogs falam. E, em algum tempo, estávamos entrevistando bandas e artistas de todo o mundo, sendo elas independentes ou medalhões em suas respectivas regiões, com extensas discografias ou ainda preparando sua primeira demo. Com isso, descobrimos diversas pérolas sonoras que estavam ali, escondidinhas, e que merecem brilhar com toda a força e ganhar o mundo e seus ouvidos.

Para começar 2016 com o pé na porta, compilamos 30 desses entrevistados. São 30 bandas e artistas que merecem ser ouvidos. Com certeza algum deles vai fazer a sua cabeça neste ano!

Skating Polly

Skating Polly

As irmãs Kelli MayoPeyton Bighorse, de Oklahoma, formam o duo Skating Polly (entrevista aqui) se alternando na bateria, vocais, guitarra, baixo, teclados e todos os instrumentos que elas souberem (ou não) tocar. A dupla está preparando um novo disco para o início de 2016, sucessor dos ótimos “Taking Over The World” (2012), “Lost Wonderfuls” (2013) e “Fuzz Steilacoom” (2014). Não se engane pela pouca idade (Kelli tem 15 anos e Peyton, 19) das garotas: o som é de primeira qualidade e já foi elogiado por gente como Rosanne Cash, Kat Bjelland e Lori Barbero (Babes in Toyland, com quem as irmãs estão em turnê), Sean Lennon, Donita Sparks (L7), Kate Nash, John Doe (X), DJ Rodney Bingenheimer e até do ator Viggo Mortensen.

Screaming Females

Screaming Females

Formado por Jarrett Dougherty (bateria), King Mike (baixo) e a grande cantora e guitarrista Marissa Paternoster, o Screaming Females (entrevista aqui) surgiu em New Jersey e já tem seis álbums na bagagem  (“Baby Teeth”, “What If Someone Is Watching Their TV?”, “Power Move”, “Castle Talk”, “Ugly”, “Live at The Hideout” e, finalmente, “Rose Mountain”, lançado ano passado) e elogios de gente como Shirley Manson, do Garbage, banda com a qual gravaram uma versão de “Because The Night” para o Record Store Day de 2013. “Temos o som clássico de um trio. Todo mundo traz algo bastante integral para a mistura”, explica Jarrett.

Thee Dirty Rats

Thee Dirty Rats

Conheci a dupla Thee Dirty Rats  na Sensorial Discos, em um show da banda australiana Los Tones. Ao ver o cigar box feito à mão do Luis Tissot (voz e cigar box) e a batida primal de Fernando Hitman (bateria), fui obrigado a ir atrás dos caras para entrevistá-los (entrevista aqui). A dupla já lançou dois EPs: “The Fine Art Of Poisoning Vol. 1 e 2” e “Perfect Tragedy”. “O Dirty Rats flerta com o Garage 60’s back from the grave numa roupagem New Wave 80’s meio robótica. Tem bastante Devo, Buzzcocks, Gun Club… a gente tenta fazer músicas bem simples, curtas, quase infantil, baseada em um riff ou uma melodia de vocal apenas como um mini mantra de 1 minuto e meio”, descreve Luis.

Purple

Purple

O trio texano Purple mistura a distorção e falta de compromisso em se adequar a um estilo do rock alternativo com o ritmo hip hop e ânsia por diversão dos Beastie Boys. (entrevista aqui) O primeiro disco deles, “409”, lançado no final de 2014, demonstra bem isso, com músicas como “Leche Loco”, “Target”, “Thirteen” e “DMT”. Seu último lançamento até o momento é o clipe de “Mini Van”, mas eles já estão trabalhando em novas músicas. “Nós apenas queremos construir uma grande base de fãs e poder tocar em todo o mundo!”

Moriaty

Moriaty

O “filthy dirty blues” do duo Moriaty me chamou a atenção assim que apareceu ali do lado direito nas “sugestões” do Youtube (entrevista aqui). A banda de Devon formada por  Jordan West (vocal e guitarra) e Matthew Partridge (bateria e vocais) faz um som bem característico cheio de punch e ritmo, trazendo suas fortes influências de blues à tona misturados ao rock alternativo e britpop. Na bagagem, dois EPs (“Lord Blackwood” e “Esperanza”) e um disco (“The Devil’s Child”). A banda já está em estúdio preparando mais músicas para lançar em 2016. O último som até o momento é o single “Bones”:

The Hunted Crows

The Hunted Crows

Vou ter que repetir o que falei na entrevista com o The Hunted Crows: Quando dei o play em “Sniff You Out” pela primeira vez, jurei que era alguma banda que já estava nas paradas de sucesso. Afinal, o barulho dos australianos não deve nada ao do Royal Blood, que ganhou notoriedade após um elogio de Dave Grohl. Com o EP “The Hunted Crows” esbanjando riffs vigorosos e bateria violenta, o duo de Melbourne promete dominar o mundo em breve. A banda já trabalha em seu segundo EP e prepara um disco completo.

Petit Mort

Petit Mort

O Petit Mort é formado por argentinos, mas pode considerar o trio brasileiro, se quiser. Afinal, eles já fizeram mais de 100 shows por aqui e moram em Florianópolis (entrevista aqui). Na estrada desde 2007 e formada por Michelle Mendez na guitarra e vocal, Juan Recio no baixo e Jacques Blasetti, a banda lançou no ano passado seu ótimo quarto disco “Bite The Hook”, produzido pelo alemão Sebastian Benthin. Rock alternativo com pitadas de punk e grunge pra nenhum fã dos anos 90 botar defeito!

Los Chicos Problema

Los Chicos Problema

Quem precisa de uma guitarra quando um baixo cheio de fuzz se apresenta? Essa é a fórmula da dupla Los Chicos Problema, do México (entrevista aqui). O duo, formado por Ana (bateria e voz) e Geo (baixo e voz) já lançou os discos “Los Chicos Problema”, de 2012, e “Estremécete y Rueda”, de 2013, ano em que passaram pelo Brasil e tocaram no Astronete, uma das poucas casas da mítica Rua Augusta que ainda aposta em shows de bandas autorais. O som, um garage rock sujo e cheio de distorção, faz qualquer um dançar:

The Hyena Kill

The Hyena Kill

A dupla de Manchester The Hyena Kill (entrevista aqui) traz um som mais sujo que o lado de trás da privada do CBGBs em 1978. Com dois EPs lançados (“Gush” em 2012 e “Scrape My Bones”, em 2013), o duo formado por Steven Dobb (vocal e guitarra) e Lorna Blundell (bateria) é PhD em riffs grudentos, batidas retas e certeiras e refrões sujismundos da melhor qualidade. A banda está na ativa, fazendo shows pela Europa e em breve gravará mais sons para um novo EP.

Marcello Gugu

Marcello Gugu

Veloz nas rimas e nas referências e com batidas que vão do soul ao rock, Marcello Gugu impressiona em seu primeiro disco, “Até Que Enfim, Gugu” produzido por DJ Duh, Léo Cunha, Rodrigo Chiocki, DJ Caique, Jhow Produz e pelo próprio rapper, que pode ser baixado gratuitamente em seu site. Hoje em dia ele está preparando seu segundo trabalho, “Azul Índigo”, ainda sem previsão de lançamento, e continua rimando pelo Brasil afora. Foi uma bela entrevista com o cara. Leia aqui!

The Chuck Norris Experiment

The Chuck Norris Experiment

Gene Simmons declarou algumas vezes que “o rock está morto”. Para os suecos do The Chuck Norris Experiment, “Gene Simmons é só um velho rico e cuzão” (leia a entrevista completa aqui). Talvez você não concorde com a declaração, mas ouvindo o som do quinteto, dá pra ver que na Suécia o rock vive e muito bem. Rockão com o pé no acelerador como é necessário, sem medo de ser feliz. Qual não foi minha surpresa, depois de um mês da entrevista, receber o último disco da banda até o momento, “Right Between The Eyes”, em minha casa, com camiseta e autógrafo do vocalista Chuck Ramson!

Hurricane Love

Hurricane Love

O Hurricane Love é mais uma banda sueca, mas completamente diferente da mencionada acima (entrevista aqui). O grupo de Malmö, formado por NinaRasmusJohanna, TobiasMagnus e Robin, se define como “pop de arena”. Entre as bandas que são influência para as cinco músicas de seu EP de estreia estão Sigur Rós e ColdplayVale a pena ouvir e se perguntar: porque diabos músicas como “Nowhere To Go” ainda não estão tocando nas chamadas “rádios rock” do Brasil?

Muzzarelas

Muzzarelas

Esta aqui vocês já deveriam estar ouvindo faz tempo, mas em vez de dar puxão de orelha, vou recomendar novamente para os desavisados: os Muzzarelas (entrevista aqui) são uma das melhores e mais divertidas bandas de punk rock do Brasil. Com seis discos no currículo (sendo o mais recente “We Rock, You Suck”, de 2009), o quinteto campineiro mostra em seu som como pode-se falar de cerveja, aliens, insanidades, pizza, hippies mutantes, nudez, chá de cogumelo e muito mais em músicas que fazem seu cérebro chacoalhar.

The Vanjas

The Vanjas

Mais uma banda sueca. Sim, parece que acontece alguma coisa praqueles lados, já que brotam bandas bacanas do chão. The Vanjas, formada Vanja Lo nos vocais, Bon-Ton no baixo, Mr Magnatone na guitarra e Swingin’ Zack na bateria, está em turnê divulgando seu primeiro disco, “The Vanjas Sings And Plays Rock’n’Roll” (leia entrevista completa aqui)Um dos lugares que o grupo adoraria visitar? Isso mesmo, o Brasil. “Em meus sonhos já estou aí. Diga a todos sobre nós e diga-nos quem contatar no Brasil e estaremos aí mais cedo do que você imagina”, disse a líder do grupo, Vanja Lo.

Molho Negro

Molho Negro

Vem aí o terceiro disco do Molho Negro (entrevista aqui), banda nascida nas garagens do Belém do Pará. O sucessor de “Lobo” (2014) manterá a identidade do grupo, com muito rock garageiro. “Nada de rock cabeça. O negócio aqui é o melhor do estilo, na linha dos pioneiros como Chuck BerryLittle Richards, o objetivo é ser sedutor para os quadris e fazerem todos sacudirem com o som poderoso”. Quem disse que o som do norte é só tecnobrega e aparelhagens?

The Two Tens

The Two Tens

Los Angeles é um dos berços de bandas incríveis nos Estados Unidos, e também é o lar do The Two Tens (entrevista aqui), dupla que busca trazer a simplicidade elétrica do rock and roll em seu som. Formada por Adam Bones (guitarra/vocal) e Rikki Styxx (bateria) em 2014, a banda já lançou quatro EPs neste um ano de carreira (chamados, logicamente, “Volume 1”, “Volume 2”,“Volume 3” e, finalmente, “Volume 4”) e está preparando mais sons para 2016. “Garage punk em seu melhor”, disse o  Huffington Post. É, eu concordo.

Motobunny

Motobunny

“Tentamos juntar o poder energético e cru do rock’n’roll dos Stooges com uma pitada de glitter do pop”, diz Christa Collins, vocalista do Motobunny. Além de Christa (aka Roxy Moto), a banda também conta com Nicole Laurenne (aka Violet Moto) também nos vocais, Michael Johnny Walker (guitarras) e Rik Collins (baixo). Em maio de 2014, eles lançaram seu primeiro disco, auto-intitulado, gravado e produzido em Detroit por Jim Diamond, pela Rusty Knuckles Music. Confira a entrevista com o quarteto aqui!

BBGG

BBGG

Essa banda não é fraca: seu primeiro single, “Slippery Blonde” (que está prestes a ganhar um belo videoclipe), foi elogiado por ninguém menos que Shirley Manson, vocalista do Garbage! Formado por Ale Labelle (voz e guitarra), Dani Buarque (voz e guitarra), Joan Bedin (baixo) e Mairena (bateria), o grupo aposta na mistura do som riot grrrl dos anos 90 com guitarras grunge e uma cozinha de respeito. A banda já está pronta para gravar seu primeiro álbum completo e participou da segunda coletânea da Motim Records com seu mais recente som, “It’s Not Me, It’s You”. Confira a entrevista do BBGG aqui.

Horror Deluxe

Horror Deluxe

A banda escolhida para a primeira edição da festa Crush em Hi-Fi no Morfeus Club (aguardem a segunda!) saiu de lá com todos os presentes apaixonados loucamente. O Horror Deluxe (entrevista aqui), formado por Prix Overkill (bateria) e Rogerio Ucraman (guitarra e vocal) bebe na fonte dos Cramps, Misfits e das pragas do dia do Zé do Caixão com toda a simplicidade punk possível. Vale a pena ouvir “Cabeça Zumbi” e ficar com a música grudada como um chiclete na cabeça pelas próximas horas.

Paula Cavalciuk

MPB, pop, rock nacional… tanto faz o rótulo: o EP “Mapeia”, estreia da cantora Paula Cavalciuk, merece ser ouvido. A faixa “Maria Invisível”, que fala das agruras de uma doméstica, possui uma letra triste que ganha ares de tragicomédia graças à adição de um kazoo. “Passa a mensagem e ao mesmo tempo é dançante, isso faz com que cada um tenha uma impressão diferente”, explica ela. “Cantei uma coisa que veio do coração e entrou pelos ouvidos da pessoa. Se um dia isso vai se transformar num tapa na cara, depende só da consciência de cada um”. Confira o papo com a cantora aqui.

Bike

Bike

A psicodelia cheia de LSD do BIKE está estourando por aí (entrevista aqui). Aliás, seu disco “1943”, masterizado por Rob Grant (responsável por trabalhos do Tame Impala e Pond), mostra perfeitamente as influências do da banda, que vão do Pink Floyd a Walter Franco. Formada por Julito Cavalcante, do Macaco Bong (guitarra e voz), Diego Xavier (guitarra e voz), Rafa Bulleto (baixo e voz) e Gustavo Athayde (bateria e voz), a banda promete o segundo disco para o semestre deste ano.

GASH

Gash

O GASH é uma banda punk com temática sadomasoquista (entrevista aqui). Não pense que é só nas letras: o grupo tem um show que é uma verdadeira sessão BDSM, contando inclusive com uma dominatrix fixa e um “bichinho de estimação” em sua formação! Formada por Tibbie X (vocais) por A.J Delinquent e Hit Cunningham (guitarras), Travis Travesty (baixo), Domme Stephxecutioner (dominatrix) e Chris Wiz (“bichinho de estimação”), a banda está preparando seu primeiro disco, “Astral  Liberation”, para este mês. O sucessor do EP “Subspace” estará disponível em seu site oficial www.gashofficial.com

Monique Maion

Monique Maion

A cantora Monique Maion mistura jazz com blues desde 2005, quando começou sua carreira no Syndikat Jazz Club, em São Paulo. Suas performances dramáticas, cheias de personalidade e atitude glam rock a levaram a ganhar muitos elogios, chegando a ser chamada pela revista Rolling Stone de “a nova voz paulistana”. Sua voz pode ter um timbre jazzy, mas a atitude é totalmente rocker. A cantora está preparando seu novo disco: “tenho material novo para mais de 5 álbuns”, diz. Confira a entrevista com ela aqui.

The Aquadolls

the aquadolls

Queridinhos de Kate Nash desde que sua vocalista Melissa Brooks invadiu o camarim da cantora, o The Aquadolls tem um EP e um disco (“We Are Free”, de 2013, pela Burger Records, e “Stoked On You”, de 2014) na bagagem e prepara o segundo álbum com o produtor de Hollywood Aaron Greene para o início deste ano. Confira a entrevista com a banda e ouça o psychedelic surf punk ensolarado que conquistou Nash e fez com que ela os convidasse para abrir seus shows:

Aletrix

Aletrix

Em seu primeiro disco, “Herpes Aos Hipsters”, Aletrix desferiu farpas certeiras aos hipsters (lógico), fãs de UFC e ex-BBBs. Formada por Alexandre Lemos (guitarra), Mia (baixo) e Ed Avian (baterista), a banda prepara seu segundo disco para este ano e desta vez, os alvos devem ser os famosos comentaristas de notícias de grandes portais. Homofóbicos, racistas e machistas receberão os pesados socos sarcásticos com guitarras noventistas que remetem ao rock alternativo. Confira a entrevista com a banda aqui.

The Love Me Nots

The Love Me Nots

Nicole Laurenne (vocal e órgão), Michael Johnny Walker (guitarra), Christina Nunez (vocal e baixo) e Jay Lien (bateria) possuem uma bela discografia no currículo do The Love Me Nots (entrevista aqui): In Black & White (2007), DETROIT (2008), Upsidedown Insideout (2009), Thringle (2011), The Demon and The Devotee (2011), Let’s Get Wrecked (2011) e, finalmente, Sucker (2014). Hoje, a banda continua fazendo o que faz de melhor: estudar o pop para usá-lo a favor do rock em seu próximo disco, que está em produção e deve sair ainda este ano.

Tits, Tats & Whiskers

Tits Tats & Whiskers

O Tits, Tats and Whiskers é uma verdadeira mistureba multicultural/multinacional: formada por um italiano, um americano e uma filipina, fazendo barulho na cena underground do… Japão. Formada por Ponzi (o americano) na guitarra e vocais, Mattia (o italiano) na bateria e Astrid (a moça das Filipinas) no baixo e vocais, o Tits, Tats and Whiskers lançou seu primeiro disco, “All The Things”, em 2014, e o ótimo sucessor, “Laugh, Dance & Cry”, em 2015. A entrevista com o trio você confere aqui.

Donna Duo

Donna Duo

A dupla Dani Zan e Naíra Debértolis define seu som como “pop milongueiro” (entrevista aqui). A mistura de MPB, pop, rock e milongas as levou a serem finalistas do reality show do Canal Sony Breakout Brasil e ao seu primeiro disco, lançado em 2015 patrocinado por um bem sucedido crowdfunding. “O duo surgiu sem direcionamento do que íamos fazer, como um hobby, um projeto parelelo das duas, experimentamos muita coisa, fizemos tudo o que queríamos e naturalmente nos tornamos um caldeirão musical”, explicou Naíra.

Deb & The Mentals

Deb and the Mentals

O Deb and The Mentals é quase um supergrupo formado por grandes nomes da cena underground paulistana: Deborah Babilonia (vocal, ex-Debbie and the Rocketeers), Stanislaw Tchaick(baixo, Water Rats), Guilherme Hipólitho (guitarra, irmão de Chuck Hipólitho, do Vespas Mandarinas) e G.G. Di Martino (bateria, ex-Veronica Kills). O som da banda é calcado no rock alternativo noventista, com toda a amplitude (e barulho) que o gênero permite. Seu primeiro EP, “Feel The Mantra”, foi lançado no ano passado e recebeu muitos elogios, aparecendo em muitas listas de “Melhores de 2015”. Confira a entrevista com eles aqui!

 

The Love Me Nots preparam o sucessor de “Sucker” e dizem estudar o pop para usá-lo a favor do rock

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Formado em 2006, o quarteto do Arizona The Love Me Nots se diz muito garage pra ser chamado de rock’n’roll e muito rock’n’roll pra ser chamado de garage. Por isso, definem-se apenas como uma banda de rock que não tem preconceitos com o pop, desde que ele atue a favor de suas guitarras rasgadas e influências punks.

Nicole Laurenne (vocal e órgão), Michael Johnny Walker (guitarra), Christina Nunez (vocal e baixo) e Jay Lien (bateria) possuem uma bela discografia no currículo: In Black & White (2007), DETROIT (2008), Upsidedown Insideout (2009), Thringle (2011), The Demon and The Devotee (2011), Let’s Get Wrecked (2011) e, finalmente, o elogiado Sucker (2014), mais recente trabalho do grupo.

Conversei com Nicole sobre a trajetória da banda, o estudo da música pop e uma possível vinda ao Brasil:

– Quais são suas principais influências?

The Seeds, The Animals, The Yardbirds, The Dead Kennedys, X, The White Stripes.

– Fale um pouco mais sobre a discografia do The Love Me Nots.

Nós lançamos 5 álbuns, além de um disco de best of e remixes. O som da banda e a formação mudou a partir do terceiro disco, e nós propositalmente tentamos escrever algo mais pop para ele também. Os outros quatro álbuns são todos envoltos em riffs pesados ​​de garage rock, órgãos e alguns elementos do punk e do rock ocasionalmente. Nós gravamos os quatro primeiros com Jim Diamond, de Detroit. Ele tem um som muito característico. O último disco foi gravado por Bob Hoag em Phoenix, a pessoa que assume as baquetas quando estamos em turnê. Michael fez toda a arte para todos os registros e lançamos todos de forma independente em nosso selo Atomic A Go Go, com a ajuda de amigos de outros selos nos EUA e na França.

– Como é seu processo criativo?

Normalmente eu ouço o Michael tocar algum riff de guitarra que eu goste, ou eu tenho um pedaço de uma letra e melodia que eu quero construir. Com isso como o primeiro bloco de construção da música, Michael e eu sentamos com o ProTools e construímos versos, refrões, linhas de baixo, partes de bateria, harmonias … até que tenhamos um conceito de canção concluído. Em seguida, levamos isso para a banda e eles acrescentam seu “swag” especial nela. Então nós costumamos considerar a canção pronta. É um processo rápido da banda, normalmente.

– Como você descreveria o seu som?

Rock. É um pouco rock demais pra ser chamado de garage e um pouco garage demais para ser chamado de rock’n’roll, por isso estamos chamando apenas de ROCK no momento.

The Love Me Nots

– Vocês estão em turnê, certo? Onde é o melhor lugar onde vocês já tocaram?

Estamos sempre voltando de algum lugar ou prestes a ir para algum outro lugar. Nosso mais recente local favorito é em Dijon, na França, em uma caverna de pedra subterrânea chamada Deep Inside. Também amei tocar nas pistas de boliche em Asbury Park, Nova Jérsei, em Asbury Lanes. Mas realmente não há nada como tocar na Europa; festivais gigantes e grandes salões antigos sempre nos surpreendem.

– O rock and roll ainda está vivo ou, como disse Gene Simmons, está morto?

Está vivo. Bandas atuais como Tame Impala, Le Zets, Dead Sara e Crash Kings são puro rock e escrevem canções incríveis. O último disco de Jack White é fantástico. As pessoas ainda amam o poderoso e sincero rock primitivo – é irresistível.

– O que você acha sobre a música pop hoje em dia?

Nós amamos pop. Nós também amamos rap, jazz, country clássico, Chopin, Bjork e muitos outros gêneros para mencionar. Mesmo no que parece ser o mais insano pop top 40 das rádios, você pode sempre encontrar algo engenhoso sobre isso – a produção, as batidas, as letras, o fraseado, o som dos instrumentos – nós gastamos muito tempo ouvindo e aprendendo com todos que podemos, sempre tentando entender o que dá a uma canção um apelo de massa. A música pop é o melhor lugar para estudar isso. Além disso, Michael ama as Spice Girls, Madonna e Alicia Keys, e eu amo Ke$ha, Rihanna e Tove Lo, por isso mesmo quando não estamos estudando o pop, isso rola em segundo plano.

– Quais são os próximos passos do The Love Me Nots?

Estamos começando a trabalhar em nosso sexto álbum, apenas coletando idéias para construir as músicas juntos neste outono e possivelmente gravar no inverno. Estamos indo para o Canadá para uma pequena turnê e um punhado de datas ao redor do sudoeste, perto de casa. Vamos certamente estar de volta a Nova York novamente em breve e estamos esperando convencer a nossa gravadora francesa a nos levar de volta para a Europa na primavera.

The Love Me Nots

– Diga-nos algumas bandas que chamaram sua atenção ultimamente.

Benjamin Booker, Hanni El Khatib, Courtney Barnett, Ty Segall, The Aquadolls, Tame Impala, Portugal The Man.

– Podemos esperar uma visita de vocês no Brasil em breve?

Provavelmente não em 2015, mas nunca se sabe. Se a oferta certa aparece em nosso caminho, nós quase sempre aceitamos. Gostamos de ver novos lugares.