Construindo O Apátrida: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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O Apátrida

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano O Apátrida, que indica suas 20 canções indispensáveis. A banda é formada por Santiago Laranjeira (voz/teclado), Dija Dijones (guitarra/backing vocal), Luciano Portela (baixo) e Bruno Duarte (bateria) e está trabalhando em seu primeiro disco.

Sisters Of Mercy“Amphetamine Logic”
Poderíamos dizer que é praticamente impossível para uma banda de pós-punk, gótico, coldwave, darkwave, deathrock ou qualquer gênero ou subgênero musical do tipo não ser influenciada por Andrew Eldritch, Doktor Avalanche (a bateria eletrônica mais famosa do rock) e companhia. Nós não fugimos da regra.

Fellini“História do Fogo”
O “Adeus de Fellini” é um disco de valor sacro no nosso acervo de influências. Além de toda a musicalidade presente no disco, tem um fator muito positivo de ser um disco de pós-punk que só faria sentido cantado em português da maneira como ele foi feito. Como temos uma forte influência literária, era importante ter este tipo de trabalho como referência na hora de produzir nosso trabalho.

Joy Division“Disorder”
Podemos dizer que Joy Division está no mesmo panteão de referências do Sisters Of Mercy: como ouvir “Unknown Pleasures” e “Closer” e não tê-los como discos relevantes na vida? No começo da banda, tocávamos esta música. No entanto, ela tem um caráter tão valioso que resolvemos parar de tocá-la, pois parecia um pecado imperdoável executá-la. É, literalmente, uma canção intocável para nós.

Mercenárias“Inimigo”
Facilmente, uma das bandas brasileiras dos anos 80 e, ao nosso ver, ainda muito subestimada, por mais que sua importância histórica seja reconhecida por muitas das bandas atuantes por aí hoje em dia. Pouco depois que começamos a tocar juntos, fomos todos a um show delas, em um ritual de agradecimento.

The Smiths“Handsome Devil”
Tanto quanto o lirismo das letras de Morrissey, quanto às linhas de baixo de Andy Rourke, a técnica de guitarra que Johnny Marr empregou nas guitarras das canções dos Smiths é uma referência definitiva na hora em que compomos. Os temas, os arpejos e as harmonias inspiradíssimas fazem muito a nossa cabeça.

Magazine“Motorcade”
Também gostamos do Magazine brasileiro (descanse em paz, Kid!), porém o Magazine que é referência para gente é este aqui. Howard Devoto precisava de fato sair do Buzzcocks para nos brindar com este trabalho primoroso. Esta é uma das favoritas por conta da maneira como a banda se diverte com o andamento da música, assim como com os solos tortos e fora da escala da guitarra. Tocar com banda é isso: se divertir, mesmo em um contexto aparentemente sombrio.

Killing Joke “European Super Estate”
Killing Joke é uma das bandas mais fascinantes surgidas nas últimas 4 décadas: seus discos dos anos 80 são pedras fundamentais do pós-punk; mantiveram sua relevância quando migraram para o industrial e flertaram com o metal; retornaram nos anos 2010 com sua formação original, lançando discos excelentes; e o Jaz Coleman continua desaparecendo e aparecendo no deserto, escrevendo ótimas letras e fazendo shows insanos. Um exemplo a ser seguido.

Echo And The Bunnymen “Villiers Terrace”
Falar-se em pós-punk e letras de forte inspiração literária e não citar os homens-coelho é demonstrar pouco conhecimento de causa. Em um mundo ideal, “Crocodiles”, “Heaven Up Here”, “Porcupine” e “Ocean Rain” seriam mais ouvidos do que Cid Moreira fazendo locução de salmos.

Depeche Mode“A Question Of Time”
Certo dia, o Santiago chegou e disse: “eu quero uma música para dançar”. Para ele, nossas músicas não permitiriam este tipo de coisa. No mesmo dia, conversávamos sobre como Depeche Mode é bom e tal… E ficamos com esta música na cabeça, pensando, como seria bom ter uma música como esta em um repertório. Esperamos poder estar neste show, cantando junto com o Dave Gahan. E dançando muito, obviamente.

Gang Of Four“I Love A Man In Uniform”
Nós até tentamos fazer algo dançante inspirados no Depeche Mode, mas nosso fanatismo por Asylum Party (que não está nessa lista por não ter música no Spotify) e outras obscuridades não nos permite algo neste nível. É nessas horas que Gang Of Four acaba soando como a referência ideal de algo para se tocar numa pista de dança. Não sabemos se as pessoas dançam ouvindo-os, mas aqui se dança.

Christian Death“Romeo Distress”
A bíblia do deathrock, “Only Theatre Of Pain”, é disco de alta rotação na nossa discoteca básica. Junto com “Pure Joy In My Heart”, do Asylum Party, e “Disorder”, do Joy Division, “Romeo Distress” era uma das músicas que escolhemos para tocar nos primeiros ensaios para nos entrosarmos. Destas três, paramos de tocar apenas “Disorder”, por motivos já declarados. Agora esta é uma daquelas que é sempre bom poder tocar.

The Cleaners From Venus“Only A Shadow”
Pérola perdida dos anos 80 que aqueles mais antenados que acompanham esta atual geração de bandas revivalistas dos anos 80, sobretudo as bandas da Captured Tracks, já devem ter redescoberto. Mac DeMarco e uma galera de bandas como DIIV, Beach Fossils e Wild Nothing até formaram um grupo, o Shitfather, só para tocar este e outros tesouros desconhecidos dos anos 80.

Finis Africae“Armadilha”
Para alguns, é apenas mais uma banda de um hit só dos anos 80. Para nós, é uma das melhores bandas da geração de Brasília que sucedeu aquela turma que todo mundo conhece (Legião Urbana, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, etc.). Infelizmente, lançaram apenas um full-length, em 1987. Quem puder, ouça-o.

R.E.M.“Feeling Gravitys Pull”
Para 50% da banda, Santiago (vocal/teclado) e Dija (guitarra/backing vocal), R.E.M. é um item essencial no conjunto de influências d’O Apátrida. Tanto que eles até têm um projeto paralelo, onde tocam principalmente músicas da fase pré-Green do quarteto americano do estado da Geórgia.

Holograms“Meditations”
Junto com os americanos do Protomartyr, os suecos do Holograms é destas bandas gringas mais atuais de pós-punk que nós mais ouvimos. Tanto é que, no começo da banda, nós tínhamos incluído “Meditations” numa playlist que usamos como referência para o que tínhamos em mente para constituir uma sonoridade para nossa banda.

The Cure“All I Want”
Seria um tremendo sacrilégio não ter uma música do The Cure nesta lista. No entanto, escolher algo da famosa “trilogia gótica” (“Pornography”, “Disintegration” e “Bloodflowers”) poderia ser um tanto óbvio numa playlist como esta. Por isso, escolhemos uma faixa do “Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me, Kiss Me”, um disco que muito fã de primeira hora não entende e que os fãs mais ardorosos colocam um pouco de lado. Ambos deveriam rever seus conceitos sobre este disco.

Fields Of The Nephilim“Slow Kill”
O roteiro para quem conhece esta banda inglesa costuma ser o seguinte: você conheceu o Sisters Of Mercy e adorou; então o Fields Of The Nephilim é a banda que te indicam como a mais apropriada para este momento trevoso da sua vida. De fato, até é o vocal é muito parecido com o do Andrew Eldritch, um cara que já tem um estilo bem particular de cantar, mas não devemos tirar os méritos destes alunos tão aplicados da escola gótica.

She Past Away “Asimilasyon”
Este duo turco é mais uma banda que bebe e muito da fonte inesgotável de referências típicas do pós-punk e do gótico que é o Sisters Of Mercy. No entanto, o She Past Away cumpre bem também a tarefa de revisitar a coldwave francesa e outras obscuridades dos anos 80. O fato de cantarem em sua língua nativa dá ainda um charme especial às canções.

Kafka “Gregor”
O nome da banda e da música escolhida deixam bem clara a importância da referência: o Luciano Portela (baixo) é escritor (lançou “Carolina Foi Para o Bar Exibir Seus Lindos Pés” em 2014 e agora, em 2017, está lançando seu primeiro romance, “Tudo Que Afeta O Movimento”) e a ideia de formar a banda partiu dele. Daí a simbiose presente entre literatura e música que representa a banda. Kafka, a banda, apesar de não ter emplacado ao menos um grande hit como seus contemporâneos do Finis Africae, tem em “Musikanervosa” uma estreia marcante e influente para nós.

Cocteau Twins“Cicely” 
Das bandas mais instigantes dos anos 80. Os climas ímpares, a sonoridade etérea e até a métrica das letras feitas com as palavras inventadas por Elizabeth Fraser são fascinantes e servem de referência e lição: para fazer música, não é necessária seguir regras ou receitas, basta exteriorizar o que tem em mente e colocar sentimento nisso para que ela tenha significado para você; ter significado para mais alguém é mera consequência.

Construindo Leila: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Leila

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o a banda de Campinas Leila, formada por Bruno Trchmnn no electro-saz e Waldomiro Mugrelise na bateria.

Mattar Muhhamed“Mabruk Alek” (do disco “Belly Dance”)
Dificil escolher uma musica do Mattar, meu grande heroi do buzuq. Tem vários videos dele tocando no youtube, alguns em festas que eu gosto muito. Conheci ele logo que caiu um buzuq em minhas mãos e logo foi a primeira referência que encontrei. Essa é uma musica comum de dança do ventre.. As vezes eu escuto um improviso dele só pra conseguir pegar uns 5 segundos pra tocar depois e esses segundos rendem uma musica de 20 minutos. Eu amo esse cara.

Samira Tawfic“Anin El Naoura” (do disco “Anin El Naoura”)
Samira Tawfic é uma cantora libanesa que canta em um dialeto beduíno da Jordânia. Eu conheci ela em um cassete muito tosco, todo saturado, e ainda hoje acho estranho ouvir ela com um som limpo, porque pra mim era muito pesado (risos). Esse som eu adoro que começa com um buzuq, e a voz dela é linda.

Omar Korshid“Enta Omri” (do disco “Tribute to Om Koulsoum”)
Omar Korshid é um guitarrista, a musica é de Umm Kulthum e Mohamed Abdel Wahab. É apenas a introdução da canção original, e é um tema muito famoso. Omar é o rei da guitarra árabe, e como quase todo músico da época era também ator de cinema. Essa é talvez a única música árabe que eu realmente aprendi a tocar (mal).

Sivam Perwer“Yarê” (do disco “Lê Dilberê”)
Sivan Perwer é curdo, canta e toca o saz Por anos suas fitas foram proibidas na Turquia, Iraque e Síria por serem cantadas em curdo. É musica de luta, é muito direta e muito forte, é lirismo de combate. O saz tem esse som enorme na mão dele é só esse acompanhamento, esse disco tem um som grandioso que eu gosto muito.

Sun City Girls“Sev Archer” (do disco “You Are Never Alone With an Cigarette – Singles Vol 1.”)
Sun City Girls é algo sem volta, eu conheci por acaso um disco de singles “You Are Never Alone with a Cigarette” e peguei pelo nome, e quando ouvi foi um choque. Liberdade pra fazer o som que quiser, como quiser, onde quiser. Esse som tem muito das guitarras da musica árabe, mas o SSG é muito mais, free jazz, Vietnã, Marrocos, Kali, Iraque, espaço sideral, passado, futuro, vodooo, tabaco, ranho de camelo e drinks de vinagre. Sir Richard Bishop, Alan Bishop e Chales Gocher, amém. SSG é minha religião.

The Cure“A Forest” (do disco “Seventeen Seconds”)
Eu nunca passei pelo punk na adolescência, isso veio depois. Eu cai direto no post-punk e essa é basicamente a música que eu mais ouvi na vida. Esse som é perfeito, não é nem um som pra mim, é um lugar. As guitarras, e esse pulso que rola. Foda.

Sonic Youth“Bull in the Heather” (do disco “Experimental Jet Set, Trash and No-Star”)
Sonic Youth pra mim é uma obsessão, cada mês um disco diferente é o meu favorito, então tentei escolher um som sem pensar muito. Gosto do espaço nesse som, é esse lance dele ser tão simples e bastante emotivo para o Sonic Youth. Eu só “aprendi” a tocar guitarra porque li sobre as afinações que eles usam e isso me incentivou a afinar como eu bem entendia e tocar como eu quisesse.

Le Trio Joubran & Mahmoud Darwish“Sur Cette Terre – Faraadees” (do disco “A l’ombre des Mots”)
Mahmoud Darwish é o grande poeta da causa palestina, um dos maiores poetas da poesia árabe moderna. Le Trio Joubran é um trio de oud também palestino. Eu conheço a poesia por traduções, não sei nada de árabe. Esse som eu ouvi primeiro solto, sem o resto do disco, tipo uma pedrada.

Victor Jara “El Derecho de Vivir en Paz” (do disco “El Derecho de Vivir en Paz”)
No começo do Leila (quando chamava Para Leila Khaled) a ideia era alternar entre barulho, drone e canções como essa. Essa fase não tem quase gravações, mas quem foi nos shows deve ter visto um instrumental desse som outras canções como “Bella Ciao”. Inacreditável de bonita.

Stereolab“Crest” (do disco “Transient Random-Noise Bursts With Announcements”)
Stereolab pra mim é catarse e emoção, não sei da onde tiram que é uma banda blasé. O primeiro disco, “Peng!” foi o disco que eu mais ouvi na vida. Guitarra, farfisa, socialismo ou barbárie. A letra dessa musica é a minha favorita do mundo “If there’s been a way to build it, there’ll be a way to destroy it. Things are not all that out of control”.

Markos Varvamkaris – “Taxim Zeimpekiko” (do disco “Ta Matoklada Soum Lampoun”)
Markos Varvamkaris é um dos grandes inovadores do bouzouki grego como instrumento solo, não dá pra falar de bouzouki sem falar do Markos. Esse som é um improviso, com uma canção no final. Dá pra sentir o cheiro de cigarro.

Dariush Dolat-Sahi“Sama” (do disco “Eletronic Music, Tar and Sehtar”)
Ele foi um músico iraniano que estudou música eletrônica em Columbia-Princeton, onde esse disco foi gravado. Eu não sei sobre como essas músicas foram feitas, mas tem uma sensação de improviso que eu gosto muito, e essa colagem de sons. Essa é uma referência bem óbvia pro Leila.

Velvet Underground “European Son” (do disco “Velvet Underground & Nico”)
O Velvet pra mim são os bootlegs, eu coleciono (o que com a internet é bem fácil na real). É alto, é livre, as músicas se estendem por 30 minutos. La Monte Young, Ornette Coleman, Bo Didley, tá tudo ai. Um pouco disso está condensado nessa faixa de estúdio. As guitarras do Lou Reed são incríveis, no disco não dá muito pra sacar quão doidas elas são.

Sun Ra“The Night of the Purple Moon” (do disco “The Night of the Purple Moon”)
Difícil escolher um som do Sun Ra, mas esse é do disco que eu mais ouvi. Sun Ra é algo que posso ouvir a qualquer hora, qualquer dia e sempre vai ser exatamente o que eu precisava ouvir. O que eu mais gosto é como parece um som feito com prazer, não é um improviso cerebral e frio nem mesmo agressivo, é livre e solar (sem trocadilho).

Kamylia Jubran & Werner Hasler“Miraat Al-Hijarah” (do disco “Wameedd”)
Kamylia Jubran é uma artista palestina, e uma das fundadora do Sabreen, um grupo palestino renovador da canção árabe e profundamente envolvido com a causa palestina e a luta política. Nesse disco ela canta e toca oud com Werner Hasler, um suíço que entra com os eletrônicos. Eu não sei muito sobre ele, mas esse disco é maravilhoso. Tudo da Kamilya Jubran é incrível, especialmente o oud, mas essa música tem apenas alguns fragmentos do oud e a voz e é muito forte.

Vibracathedral Orchestra“Magnetic Burn” (do disco “The Queen of Guess”)
Vibracathedral é um grupo de improviso (eles dizem que são mais jams que improvisos na verdade) de Leeds. Eles gravam tudo que tocam e lançam boa parte disso. Um tempo atrás eu tinha até medo de mostrar essa banda pra amigos e ser acusado de plágio, mas tanto faz, sou obcecado por eles.

The Sisters Of Mercy“Temple of Love” (do disco “Some Girls Wander by Mistake”)
Eu disse que caí direto no gótico. Falam que é brega, mas é inveja. Olha esse som, é tipo uma cascata de veludo, como fizeram isso? Se eu fizer algo com um terço dessa textura eu fico feliz. A forma é legal também, esse riff em loop e esses eventos que vão acontecendo em volta. “Temple of Love” é meu “Blitzreig Bop”.

The Raincoats“Only Loved at Night” (do disco “Odyshape”)
Elas trocam de instrumento no meio da música, e tem uma nota que a baixista deixa soando para ter tempo de pegar a kalimba, a guitarrista fica só fazendo um chk-chk e depois tem um micro silêncio e o baixo volta com a linha de guitarra, dá arrepio até.

Colin Newman“But No” (do disco “A-Z”)
Catarse, sempre. Amo esse disco, é pura energia, a forma como esse som vai se construindo. O disco seguinte dele, o “Provisionally Entitled The Singing Fish” é instrumental e poderia ter mais a ver falar dele pelo lance de não ter vocal, mas o que me pega mesmo é a catarse desse som, essas melodias bonitas que ele vai empilhando e depois grita em cima essa letra meio mantra até não poder mais e fim.

Umm Kulthum“Zalamna El Hob Desk” (do disco “Zalamna El Hob”)
A diva do cairo, a voz do egito, o planeta do leste. Eu poderia escolher qualquer musica dela, conhecer sua voz mudou minha vida. Ouvir Umm Kulthum é ouvir uma voz que é amada por muitos, por todo mundo árabe e a diáspora. Essa música talvez eu tenha escutado mais que outras (sim, ela tem 39 minutos e isso é até curto para ela, suas apresentações duravam em torno de 4 ou 6 horas) porque caiu primeiro em minhas mãos, e alguns trechos ficaram gravados na minha mente, em especial alguns que eu sampleei e fiquei trabalhando por horas colando e cortando ouvindo em loop e tocando em cima.

Construindo Warmest Winter: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Warmest Winter

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Warmest Winter, que indica suas 20 canções indispensáveis.

Bloodhail“Have a Nice Life”
Denny Visser: Uma ambiência pesada com praticamente todos os instrumentos distorcidos e vocal profundo.

Galaxie 500“Temperature’s Rising”
Denny Visser: Simples com poucas variações de acorde mas envolvente e com uma melodia que prende na música.

Wild Nothing – “Shadow”
Denny Visser: Instrumentos mais cleans com vocal suave e batida baladinha. Mistura dos synths com efeitos de guitarra clean.

empire! empire! (I was a lonely state) – “The Loneliness Inside Me is a Place”
Denny Visser: O título e a letra da música são os maiores atrativos mais as particularidades da banda com bateria e guitarras com tempo quebrado.

Quiet“This Will Destroy You”
Denny Visser: A mistura de uma calmaria com um peso e agitação, uso do delay e bateria quebrando o tempo.

Siouxsie and the Banshees“Israel”
Luiz Badia: Música hipnótica onde baixo e guitarra banhados em flanger me influenciaram bastante. A bateria segue em expressivas variações e a voz da Siouxsie, sem ter uma grande potência, é minha cantora predileta. A letra sobre frio e desolação criam um universo mágico e sombrio.

Bauhaus“She’s in Parties”
Luiz Badia: Uma banda maravilhosa, cheia de energia agressiva e bela. Seu riff realizado pelo baixo e guitarra me encanta por revelar que bandas podem criar ótimos arranjos quando equilibram as forças de dois instrumentos em vez de enaltecer apenas a guitarra com instrumento principal.

The Cure“Charlotte Sometimes”
Luiz Badia: Robert Smith perambula pela sua melancólica atmosfera com ajuda de teclados chorosos e etéreos

Joy Division“Atmosphere”
Luiz Badia: Triste epílogo de Ian Curtis em seu derradeiro adeus… A bateria e o vocal são marcantes para a Warmest Winter

Interpol“Obstacle 1”
Luiz Badia: A banda resgata o som da primeira geração da cold wave, e esse hit inicial me chamou a atenção quando saiu, Carlos Dengler é uma baixista fantástico, simples e marcante.

Bob Dylan“Idiot Wind”
Tiago D. Dias: O “Blood on the Tracks” talvez seja o disco mais confessional do Dylan, e “Idiot Wind” talvez seja sua canção mais dolorida. A narrativa com quase 8 minutos de duração, na qual diferentes cenas são descritas, demonstra uma miríade de sentimentos do autor em relação a um relacionamento desfeito.

Cartola“O Mundo é um Moinho”
Tiago D. Dias: Nossos sonhos são sempre mesquinhos. E poucos são os que sobrevivem. Cartola sabia dessa triste verdade e escreveu sobre ela de maneira incrivelmente bela. Que a música tenha sido escrita para sua filha, torna tudo ainda mais poético.

Leonard Cohen“Chelsea Hotel #2”
Tiago D. Dias: A história do encontro fugaz entre o escritor/cantor canadense e Janis Joplin nos rendeu uma de suas músicas mais belas. Ambos partiram. Joplin nos anos 70 e Cohen ano passado. E mesmo assim, feios ou não, nós temos a música.

Tom Waits“Martha”
Tiago D. Dias: Martha é uma canção que é ao mesmo tempo datada em suas referências (ligações interurbanas), ela também é extremamente atual. Todos temos aquele relacionamento que não deu certo e sobre o qual nós sempre nos perguntaremos o que teria sido…

The National“Pink Rabbits”
Tiago D. Dias: The National talvez seja a banda que melhor resuma, em suas letras, o dilema entre se acomodar na mediocridade e falhar espetacularmente ao tentar algo acima disso. E “Pink Rabbits” não foge disso. Somos todos uma versão de TV de alguém de coração perdido.

Cream“We’re Going Wrong”
Daniel Vellutini: A primeira vez que eu parei pra ouvir Cream, o som já me virou a cabeça do avesso. A liberdade jazzística com que o Ginger Baker toca me pegou pelo calcanhar. Mudou minha ideia de bateria de rock. Em “We’re Going Wrong” dá pra perceber a importância da dinâmica numa música. Aprendi muito ouvindo esse disco e não canso de ouvir.

Jimi Hendrix“She’s So Fine”
Daniel Vellutini: Eu demorei a entender porque todo mundo falava tanto de Jimi Hendrix. Mas foi com esse álbum (“Axis: Bold as Love”) que aprendi a gostar muito. Aqui tem canções lindas e experimentações de sons que também não canso de ouvir. Mas uma coisa que as pessoas costumam esquecer é da importância da cozinha da Jimi Hendrix Experience. Em “She’s So Fine”, composta pelo baixista Noel Redding, ele e o baterista Mitch Mitchell mostram toda sua potência e carregam a música. Bom pra cacete.

Lô Borges“Trem de Doido”
Daniel Vellutini: Clube da Esquina é uma das coisas mais lindas que já aconteceu. Tem uma certa inocência, ao mesmo tempo que há temas tão complexos trabalhados nas composições de Milton, Lô e cia limitada que dava pra ficar dias falando sobre. Escolhi “Trem de Doido” pra essa lista porque é uma música que demorou um pouco a me pegar, sabe-se lá por quê, mas quando “bateu” pegou em cheio. Acho que é talvez o grande rock do disco. Esse fuzz e essas viradas de bateria sempre me pegam.

Blondie“Heart of Glass”
Daniel Vellutini: Cresci ouvindo rock oitentista, muito baseado na New Wave. E acho que Blondie é uma das bandas da segunda metade dos anos 70 que pavimentou o caminho pra todo o pop-rock dos anos seguintes. A levada dançante e umas quebrinhas de tempo aqui e ali de “Heart of Glass” dão uma aula de consistência sem ser quadradona. E a música toda soa absurdamente atual, mesmo quase 40 anos depois.

Supergrass“Sun Hits The Sky”
Daniel Vellutini: Supergrass é dessas bandas que eu quero saber o que eu tava fazendo que não ouvi antes. Os caras sabiam fazer bons riffs, letras interessantes e alternar entre momentos de segurar o groove e de sentar a mão em tudo. Tenho ouvido muito recentemente e acabo levando muito disso pros ensaios da banda.

Construindo Color For Shane: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Color For Shane

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo Color For Shane, que indica suas 20 canções indispensáveis.

The Strokes“Is This It”
Eu já conhecia Strokes antes, mas só quando eu tinha uns 14, 15 anos e estava na casa de um primo que eu peguei o CD na mão. E acho que o combo encarte e som me hipnotizou de um jeito que até hoje, qualquer coisa que não seja relacionada à música é sem graça pra mim.

Interpol – “Stella Was a Diver and She Was Always Down”
O disco “Turn On The Bright Lights” é tipo um molde de CD para mim. Ele tem o número certo de músicas, a sequência perfeita de sons, a capa é muito legal e o encarte é só uma foto, mas é A FOTO. Eu gosto de todas as músicas do disco, mas a “Stella Was a Diver and She Was Always Down” é responsável, pelo menos para mim, pelo clima do disco. Além de ser o nome que mais se destaca na contracapa.

Radiohead“Myxomatosis (Judge, Jury & Executioner)”
Radiohead é minha banda predileta. Tipo, aquela banda que você gosta quando adolescente que é especial. Eu lembro que qualquer minuto livre era desculpa para ouvir. Esse som fez eu me tocar que grave é muito legal. Até hoje eu tento fazer o timbre da minha guitarra ser uma mistura do riff do Ed O’Brien e o baixo do Colin Greenwood.

Placebo“Haemogoblin”
Foi o primeiro som que vi alguém usando um megafone para cantar. Essas coisas te marcam sabe? Depois disso, sempre pedi pra quem fosse o responsável pela mix de alguma gravação do Color for Shane para colocar pelo menos um pouco de distorção na voz. Além disso, a estrutura desse som também é bem interessante, ele é bem barulhento, mas ao mesmo tempo tem um refrão bem pop que aparece na minha cabeça nas horas mais improváveis.

Sonic Youth“Fire Engine Dream”
Eu costumava ouvir esse som todo dia de manhã no caminho para a faculdade. Era bem legal saber que o som no seu fone era bem mais confuso do que qualquer outra coisa acontecendo ao seu redor.

The (International) Noise Conspiracy“Bigger Cages, Longer Chains”
Na verdade podia ser qualquer música do INC, mas essa foi a primeira que eu ouvi. Ela faz parte da construção do Color, porque até hoje essa banda me da coragem de escrever sobre o que eu quiser e também me ajudou a conhecer vários livros que me inspiram muito.

Primal Scream“Lord is My Shotgun”
Uma das músicas mais legais que já fizeram na história do planeta Terra!

The Clash“Straight to Hell”
Essa música é uma daquelas atemporais. A letra sempre vai ser atual, infelizmente. Mas sabe aquela história de mudar o mundo com uma música? Acho que essa é a que chega mais perto. Por isso, ela sempre vai ser uma inspiração para mim.

The Kills“U.R.A. Fever”
Eu lembro que estava numa Saraiva ou Fnac em 2008, 2009 e adorava pegar CDs que não conhecia e ouvir naqueles fones que você passava o código de barras. Bom, foi assim que conheci The Kills. Eu adorei a capa do “Midnight Boom” e quando coloquei para ouvir começou a tocar “U.R.A. Fever” e… não parei de ouvir até hoje.

The Cure“Lost”
Esse som repete o mesmo riff a música inteira. É tão simples e tem uma letra tão sensacional que é impossível, para mim, não ouvir umas três vezes seguidas. Essa simplicidade me inspira bastante no Color for Shane.

Smashing Pumpkins“Bodies”
“Bodies” é a trilha sonora do meu caminho para casa. Quando eu estava na escola, quase não conseguia ouvir outra coisa.

The White Stripes“The Hardest Button to Button”
White Stripes é uma ótima inspiração para qualquer duo. Não pelo motivo piegas de ser um dos mais famosos, mas porque eles exploravam o que realmente duas pessoas podiam fazer. O que eu gosto nesse som, é que ao vivo, o Jack White parece ser uma cinco pessoas.

KVB“Always Then”
Essa banda tem uma atmosfera própria. Os caras falam que eles são um projeto audiovisual. O primeiro show que vi deles foi no Boiler Room, tem no Youtube, vale muito a pena ver. E essa música faz parte de tudo que eu monto para ouvir.

INVSN“#61”
Eu bati o carro em 2013. Não foi nada muito horrível, mas o bastante para me deixar com um dor de cabeça por um bom tempo. Nessa época minha namorada me indicou a banda por essa música. Eu gostei muito e me ajudou a lidar com todos os problemas que tive que resolver e, lógico, é influência do Color até hoje.

Underground Youth“I Need You”
Não lembro muito bem como conheci Underground Youth. Só sei que não consigo parar de ouvir há uns 2, 3 anos e sempre começo por essa música.

The Raveonettes“She Owns the Streets”
Raveonettes é uma banda que me fez repensar todo o som do Color for Shane. Desde meu set de pedais, linhas de bateria até o jeito que me visto. O Radiohead fez eu me apaixonar por graves e o Raveonettes pelos agudos. “She Owns the Streets” é meu som deles que mais gosto.

At the Drive-in“Mannequin Republic”
Quando eu era mais novo, eu resisti bastante ao At the Drive-in. Foram ‘n’ motivos babacas, mas meu amigo Juan Carlos, que já foi baterista do Color e agora é vocalista do Chá de Vênus, sempre falou que eu ia gostar. Bom, quando eu ouvi, não deu outra. Não consegui parar até agora. E esse som, além de ter participação do Iggy Pop, é muito legal!

The Julie Ruin“Ha Ha Ha”
Eu adoro lo-fi e me inspiro muito no jeito que a Kathleen Hannah canta, Julie Ruin para mim é um prato cheio. Gosto muito dessa coisa de frases grandes e cuspidas. Além disso, as letras dela são muito boas. Esse som tem uma frase muito boa, “just like Jim Jones you’re charismatic”… Muito bom!!

Fugazi“Exit Only”
Eu toco numa banda de rock de garagem lo-fi underground, barulhenta, desafinada e que canta em inglês no Brasil. Fugazi é tipo uma defesa para continuar fazendo o que eu faço.

Velvet Underground“Heroin”
Velvet Underground é uma das maiores influências do Color. No começo era mais óbvio, as mixagens das músicas eram bem trabalhadas para soarem como um Velvet Underground dos anos 2000. A linguagem musical está completamente diferente, a qualidade das gravações tinha que ser melhor. Mas ainda dá para encontrar muitas influências deles no nosso som.

Construindo Sky Down: conheça as 21 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Sky Down

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o Sky Down indicando suas 21 canções indispensáveis. “Mesmo sendo 21 musicas com certeza esta faltando várias coisas ai, como em qualquer lista”, diz Caio, vocalista e guitarrista.

The Stooges“Loose”
Caio: Sky Down começou comigo e com André combinando de ficarmos num estúdio tocando Stooges.

David Bowie“Life On Mars”
André: Colocar uma briga de salão de dança envolvendo marinheiros e “homens da lei” espancando o cara errado, tudo no mesmo caldeirão, transformando isso em uma epopéia digna de um show de horrores.

The Cure“Shake Dog Shake”
Amanda: Acho dançante, acho sensual e é uma das bandas favoritas, né.

Christian Death“Figurative Theater”
Amanda: Nem sei o que dizer, apenas RECEBA essa música como um presente. Esse disco quase furou de tanto que ouvi. Baixo estralano o côro.

Young Marble Giants“Credit In The Straight World”
Caio: Menos é mais.

The Clash“Complete Control”
André: A essência de Joe Strummer e Mick Jones está aqui. Música pra você levantar, pensar e seguir em frente.

CAN“Moonshake”
Amanda: De quando me apaixonei pelo motorik 4/4. Krautlovers.

Pin Ups“Feel So Strange”
Caio: Em algum ponto da adolescência caí no Pin Ups, obviamente pelas coisas que ouvia de rock alternativo, grunge, punk, etc, na época. Entrou no bolo das bandas que mais gosto.

PJ Harvey“Rid Of Me”
Caio: Quando gravamos o “…nowhere” o “Rid Of Me” era uma das referências que tinha na cabeça na época. Uma banda sendo gravada tocando numa sala, cru, meio que mesmo nesse meio digital moderno de hoje, ir pelo caminho do básico.

Plexi“Star Star”
André: Tão controversa é a música da letra, a banda mostra pra gente que é possível misturar um desabafo pesado com uma melodia maravilhosa.
Caio: Tô nessa, e com boa parte desse disco “Cheer Up”. “Peel” pra mim é o ápice deles ali.

Kid Kong and the Pink Monkey Birds  – “Lurch”
Amanda: Melodia bonita, tava numas de melodias lindas e pirei nesse disco.

Wipers“Wait a Minute”
André: A melhor música dessa banda que até hoje não foi sacada.
Caio: Eu ia falar do Youth Of America”, então vou aproveitar o espaço dessa aqui. Acho os três primeiros do Wipers “intocáveis”. Tem show nosso às vezes que escolhemos umas 5 musicas e “Youth Of America” pra ficar uns 10 minutos tocando ela, é uma boa desculpa pra terminar um show. Uma das coisas que gosto no “Youth Of America” também é como ele vai na contramão do que estava sendo feito no punk ou mesmo hardcore que começava a criar corpo na época (1981).

Pixies“Hey”
Caio: Meu objetivo de pop perfeito.

Raul Seixas“Quando Você Crescer”
André: Um tapa na cara da sociedade.

Sisters of Mercy“Alice”
Amanda: Eu amo Sisters of Mercy e nunca vou enjoar.

The Gun Club“Yellow Eyes”
Amanda: Uma linha de baixo triste e linda. Eu amo.

Siouxsie and the Banshees“Israel”
Caio: Rainha.

Jah Wobble“Subcode”
Amanda: Baixista do PIL, fudido. Recomendo demais esse disco com o Bill Laswell, inclusive.

The Brian Jonestown Massacre“Anemone”
Amanda: Ouvia direto esse som no 74club. Achava bonita. Um dia fui lá perguntar o que que era e quando saquei ouvi demais também!

X“Come Back To Me” 
André: Receber a notícia que a sua irmã faleceu momentos antes de subir ao palco e ir ao banheiro escrever a letra dessa música. Não preciso dizer mais nada.

Sex Pistols“No Feelings”
Caio: Gravamos essa lá no primeiro EP em 2012. Parece que toda vez que o assunto cai neles vira uma polemiquinha, vejo que a maior parte da galera vai pelo senso comum (que é uma banda de mentira, montada, etc). A maioria comprou a ideia que o empresário Malcolm vendeu deles (ponto pra ele) e pouco ouviram o que a banda em si diz ou mesmo no (óbvio) impacto que ela teve na cena musical inglesa e posteriormente no resto do mundo. Adoro as letras e o sarcasmo do John Lydon, ele tinha 20 anos quando teve que encontrar sua voz e escrever algo como “God Save The Queen”. Gosto muito do PiL também, que é onde ele realmente se mostrou algo além de alguém que ataca as instituições.

Quando artes convergem: músicas que foram inspiradas na literatura

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Kate Bush
Kate Bush

Sinestesia, por Rafael Chioccarello

O mais lindo do mundo das artes talvez seja como o olhar clínico de seu receptor altera toda a perspectiva sobre algum fato, ato ou história. Isso é mágico e de certa forma quando alguém com um repertório significativo e um universo imaginativo livre de limites e preconceitos compartilha esse conhecimento: se transforma em mais arte.

Hoje vamos viajar pelo mundo fantástico das entrelinhas, não necessariamente no realismo fantástico de Neil Gaiman ou Gabriel Garcia Marquez mas em como o mundo da literatura – na mão de bons compositores – ganha uma nova página na história da música. Nada mais propício após o encerramento da vigésima quarta edição da Bienal do Livro de São Paulo.

literatura

A canção “Killing An Arab” do The Cure foi escrita em 1978 e inspirada pelo livro “O Estrangeiro” (1942) da fase filosófica “absurdista”/existencialista do escritor francês Albert Camus.

A história é simples porém intrigante e atual de certa forma, se vermos os recorrentes conflitos entre França e o mundo árabe. Para quem não sabe, a Argélia é um país onde aconteceu uma dominação/colonização francesa e seus colonizados se tornaram súditos do reino francês. No roteiro, um homem franco-argelino é o protagonista. E dias após o funeral de sua mãe, mata um árabe que estava em um conflito com um amigo.

O personagem, que atende pelo nome de Meursault, é preso e sentenciado a pena de morte. O autor utiliza de um recurso literário interessante – e intrigante – em que a história é a subdividida em duas partes. A primeira contando sua perspectiva e pensamentos em primeira pessoa dos ocorridos antes e outra depois do assassinato.

Um fato interessante é que o livro inicialmente não foi um sucesso comercial, tendo vendido apenas cerca de 4 mil cópias. Mas nada como o livro cair na mão da pessoa certa, não é mesmo?  No caso foi ninguém mais ninguém menos que Jean-Paul Sartre, que escreveu um artigo explicando o livro com suas interpretações pessoais. Depois disso, o livro teve seu sucesso por assim dizer, sendo considerado um clássico da literatura do século XX.

A canção do The Cure é polêmica e gerou certa dor de cabeça para Robert Smith. Tudo isso por pura ignorância de quem leva a canção literalmente ao pé da letra. Alguns alegaram que a faixa promove violência contra os árabes, chegando ao disco de singles, Standing On The Beach” (1986) a ser comercializado com um adesivo alertando sobre o conteúdo “racista”.

Ao saber desse fato ~queima filme~ Smith mandou descontinuar essa prensagem com medo de que as vendas do álbum se tornassem um grande fracasso. Após anos colecionando polêmicas pós-acontecimentos midiáticos como a guerra do golfo e o 11 de setembro, em 2005 eles voltaram a incluir a canção em seus sets porém com a letra modificada para “Kissing An Arab”. Por essa Albert Camus jamais sonharia.

Após o sucesso da trajetória meteórica de Ziggy Stardust por esse planeta e um dos mais incríveis álbuns da carreira de David Bowie, chegávamos ao ano de 1973. E ele continuava na crista da onda, numa fase regada de excessos, purpurina e viagens psicodélicas, a ponto de, conectado ao art rock nova iorquino, se aventurar a fazer um álbum inteiro baseado em um dos maiores clássicos da literatura mundial: 1984″ (1948) de George Orwell.

Claro que este só foi o ponto de partida para Diamond Dogs” (1973), pois ele reimaginou a versão glam pós apocalíptica dos temas totalitários da obra do escritor. Como a maioria das pessoas sabe, Bowie era um artista completo e moda, cinema, teatro e música eram extensões de sua arte. A ideia inicial era fazer uma produção teatral do livro, porém Orwell barrou. Sério gente, que ERRO! Teria com certeza ficado incrível, algo na linha “Rocky Horror Picture Show de 1984.

O álbum também marca o fim da era do personagem Ziggy Stardust. Em seu lugar entra Halloween Jack e teve como um dos primeiros singles a ser lançados “Rebel Rebel”. Preciso descrever o visual de Bowie nessa nova fase? Acho que todos já mentalizaram.

Um detalhe interessante é que a prensagem original do disco termina com o barulho: “Bruh/bruh/bruh/bruh/bruh“, que para quem já leu o livro ou viu o filme do 1984 logo identifica como primeira sílaba de “(Big) Brother” sendo repetida incessantemente. Tão o jeito Bowie de perturbar.

Com certeza você já ouviu “Sympathy for the Devil”, sendo fã dos Rolling Stones ou não. Mas poucos sabem a origem da canção: alguns mais preconceituosos cravam como Jagger vendendo a alma para diabo ou algo do tipo, pois desconhecem a real inspiração para a canção que vem diretamente do mundo da literatura.

A faixa que integra o disco Beggars Banquet” (1968) foi composta pela dupla Keith Richards e Mick Jagger. Originalmente, a canção chamava – durante o período de composição – “The Devil In Me” e Jagger cantava seus versos sendo o diabo em pessoa e se gabava do seu controle sobre os eventos da humanidade. Não sei o que seria do mundo se essa versão tivesse sido a final, mas o caos estaria instaurado, já que na versão mais “light” deu toda a polêmica satanista que temos conhecimento.

Em 2012, Mick Jagger afirmou que na verdade a inspiração para a letra veio de dois escritores: o poeta francês (e tradutor de Edgar Allan Poe) Charles Baudelaire e de “O Mestre e a Margarita” do russo Mikhail Bulgakov, além de creditar o estilo a narrativa do estilo das composições de Bob Dylan. Para deixar a atmosfera mais quebradiça e “torta”, Keith Richards deu a ideia de mudar o tempo da canção e adicionar percussão, assim transformando a antes canção folk em algo perto de um samba feito por britânicos.

O livro russo traz uma curiosidade um tanto quanto diferente. Escrito entre os anos de 1928 e 1940, ele só foi publicado em 1967. Alguns dirão claramente que foi por censura, devido ao teor político bastante forte, já que seu roteiro fala sobre a visita do demônio à URSS durante o período de crescimento do ateísmo na região. Alguns críticos consideram a obra uma das melhores do século XX, muito por conta das sátiras bem humoradas da descrição dos arquétipos soviéticos.

Se você gosta de Florence & The Machine, Cat Power, Bjork, St Vincent, PJ Harvey, Madonna, Ladyhawke, Bat For Lashes e Goldfrapp, deveria agradecer pela existência da Kate Bush. Todas artistas foram influenciadas crucialmente pela artista. A canção “Wuthering Heights” foi o single de estreia da Kate para o mundo em 1978 e foi direto pro topo das paradas do UK.

A composição foi escrita por Kate Bush aos 18 anos e é inspirada num livro de mesmo nome, que em português foi traduzido como “Morro dos Ventos Uivantes”. Mas o que poucos sabem é que até então ela nem tinha tido contato com a obra literária e sim com uma adaptação para mini-série feita pela rede de televisão britânica BBC.

A letra é inspirada nos últimos 10 minutos da adaptação que foi ao ar em 1967. Sim, a letra já tinha 10 anos quando tivemos o lançamento consumado. Depois claro que Kate foi atrás do livro e descobriu um fato: ela faz aniversário no mesmo dia da escritora Emily Brontë, 30 de Julho.

O livro trata-se de um romance do período gótico da literatura, é a única obra da escritora, e foi lançado em 1847. Ou seja: no ano em que Bush assistiu a mini-série na TV a obra estava completando seus 120 anos. Hoje em dia é considerado um dos clássicos da literatura inglesa do século XIX. Em 1993, os metaleiros do Angra regravaram a canção para seu álbum de estreia, Angels Cry”. Repare na apresentadora do programa da Rede Mulher tirando onda com André e Kiko (que fazem um playback  muito do safado, já que o programa não tem nada a ver com a banda).

Vocês com certeza já ouviram falar da Clarice Lispector, mas talvez não da canção “A Hora da Estrela” do Pato Fu. 30 anos depois do lançamento do último livro publicado em vida da escritora, a faixa está presente no álbum, “Daqui pro Futuro” (2007).

Durante entrevista com a banda em 2007 para o portal UOL em que questionaram o fato eles responderam:

“Tem a ver e dá para se fazer uma leitura. Quem conhece a obra dela vai encontrar a história do livro. Mas também tem outra leitura sobre pessoas que querem virar estrelas e fazer sucesso. Elas acham que parece fácil virar a vida em um clique, mas isto exige talento. O livro é uma referência muito preciosa. Sobre a literatura: nós lemos desde Stephen King a Clarice Lispector, de tudo um pouquinho, os temas são muito variados. Como viajamos muito, temos que ter sempre um livro a mão.”

“Epitáfio” dos Titãs teve sua inspiração em um poema de Nadine Stair. O curioso foi que a poetisa americana no momento que escreveu sua prosa tinha 85 anos de idade. Realmente, se pararmos para ler o poema, notamos a similaridade com a composição de Sérgio Britto:

“Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido, na verdade
bem poucas coisas levaria a sério.

Seria menos higiênico, correria mais riscos, viajaria mais,
contemplaria mais entardeceres, subiria mais montanhas,
nadaria em mais rios.

Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveram sensata e produtivamente
cada minuto da sua vida; claro que tive momentos de alegria.

Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque se não sabem, disso é feito a vida, só de momentos.

Não percam o agora.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço no começo da primavera e
continuaria assim até o fim do outono.

Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.

Mas, como sabem, tenho 85 anos
e sei que estou morrendo.” Poema datado de 1935

Um clássico de Marisa Monte, “Amor I Love You” também bebe das fontes literárias. Se você já fez vestibular em algum momento de sua vida provavelmente lembrará do famoso trecho que Marisa homenageia na canção. Afinal de contas, “Primo Basílio” (1878) de Eça de Queiroz é recorrente nas listas de livros obrigatórios para o processo seletivo.

A canção que foi hit no ano 2000 em todo país chegou a ser indicada na categoria de melhor canção brasileira no Grammy Latino, foi tema da novela “Laços de Família” (TV Globo) e teve seu videoclipe premiado na categoria “Melhor Videoclipe de MPB” no VMB.

Na faixa o trecho é recitado pelo Arnaldo Antunes, ex-Titãs, de maneira poética:

“…tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações.”

Para fechar escolhi uma música nada óbvia de um dos grandes artistas do Brasil, Zé Ramalho. “Admirável Gado Novo” (1979), consegue fazer a história da agricultura do interior do país dialogar com logo dois clássicos da literatura mundial: “Admirável Mundo Novo” (Aldous Huxley) e “1984” (George Orwell).

O romance de Huxley narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas.

Assim vemos o tom forte da canção criticando a falta de mobilidade social. A ilusão de que as coisas vão melhorar mesmo trabalhando abaixo de circustâncias sub-humanas. Em “Cidadão”, Zé também mostra o sofrimento e dificuldade da classe operária em conseguir cravar seu espaço na sociedade.

A canção ganhou um fôlego em 1996 quando entrou para a trilha da novela “O Rei do Gado”. Cássia Eller no ano seguinte regravou para o álbum Música Urbana” (1997).

Playlist do ódio: confira as músicas que os DJs não suportam mais tocar (mas as pessoas ainda pedem)

Quando você está na balada e as caixas de som começam a disparar aquele megahit que toca em todo lugar, o público pode estar gritando, falando ~é minha músicaaaaaaaa~, dançando e se descabelando. Mas do lado de lá da cabine do DJ, alguém pode estar contemplando um suicídio a la Didi Mocó mentalmente.

Os DJs, lógico, tocam as músicas que agradam o público. Mas será que eles gostam de tocá-las? A resposta é óbvia: muitas vezes, NÃO. Conheça agora algumas das músicas mais odiadas pelos DJs (Arctic Monkeys está em primeiro lugar disparado):

Leo Buccia Rock Bits (Tex Bar)/Combo Hits (Lab Club)
“Psycho Killer”, Talking Heads
Não aguento mais tocar/ouvir/lembrar que existe: “Psycho Killer” do Talking Heads. Porque tocou em todas as festas que fui nos últimos 7 anos. Mas o que não aguento mais ouvir pedido é outra música da mesma banda que está tocando.

Lorenna Santos LA (Mono Club)
“Psycho Killer”, Talking Heads
psycho killer, porque é uma música que há 5 anos já toco, em 80% dos meus sets rockers, e já ” abusei “. Amo a tal e sei que ela levanta qualquer pista, mas chega uma hora que você toca tanto uma musica que cria um abusinho. Mas logo passa e eu volto a tocar ela com todo prazer desse mundo.

Elijah Hatem #PartyHard/Trends (Blitz Haus)
“Turn Down For What”, DJ Snake feat. Lil Jon
“Porque JÁ DEU! (risos). Mas continuo tocando, porque a explosão da pista é incrivel”

Naty Monteiro Indie Party (Cine Joia)
“Do I Wanna Know”, Arctic Monkeys
“Gosto da banda e do álbum AM, mas pra pista ela é muito chata. E talvez seja a música do AM que a galera mais pede.
Gente, música boa pra dançar do Arctic Monkeys tem de monte. Mas as pessoas só lembram do AM…”

Marcos Paiola Bagaço da Laranja (Inferno)/Manda Nudes Party (Squat)
“Boys Don’t Cry”, The Cure
“Eu nunca fui fã dessa música, embora já tenha dançado muito, e na minha primeira discotecagem, pra não fazer feio, ela tava lá e se manteve por alguns meses. E sempre elogiavam ela, ou vinham me pedir. Eu tenho um certo trauma com essa música. E eu gosto muito dos indies farofas que não podem faltar nas festas, embora eu ache um saco ter que ter sempre “Somebody Told Me” e “Take Me Out”, acho que são músicas saturadas, mas eu ainda gosto e gosto do efeito que elas causam. Agora, “Boys Don’t Cry” eu não aguento mais, porque sempre pedem em 80% das festas e eu nunca quero tocar e sempre acabo tocando ou passando a bola pra outro DJ tocar… Aí eu acabo ouvindo ela msm sem ter tocado!”

Debbie Hell No FUN (Clube Outs)/Gimme Danger (Squat)
“R U Mine”, Arctic Monkeys
“Eu até gosto bastante, só me dá um bodinho a obrigação de ter que tocar. Mas sinceramente, nem levo no case coisas que não suporto mais”

Adan Stokinger Yank (Tex)
“Do I Wanna Know”, Arctic Monkeys
“Porque tem muita musica do Arctic Monkeys BEM MELHOR, mas a galera só conhece essa!”

Raphinha Lucchesi Tiger Robocop 90 (Lab Club)/Rock Bits (Tex)
Todas do Arctic Monkeys
“Eu acho que não é uma música específica, e que fique claro que eu gosto da banda, mas enche o saco toda hora pedirem pra tocar Arctic Monkeys. Sério, pedem quando você tá tocando música black, pedem quando você tá tocando pop, pedem até quando você já tá tocando Arctic Monkeys!”

Dani Cruz Sapatômica (Sambarylove)
“Show das Poderosas”, Anitta
“Não aguento mais, e olha que eu nem odeio a Anitta! Outro dia toquei a música nova dela e vieram pedir pra tocar “Show das Poderosas” TAMBÉM! Eu super rebolo, danço e tudo mais, mas só de ouvir aquela buzina do começo já me dá enjôo…não aguento mais!”

João Alberto Kolling Cucko/Anexo B – Porto Alegre
“Mr. Brightside”, The Killers
“Porque toda festa tem no mínimo 3 pessoas pedindo e no minimo 3 vezes é tocada. Eu até gosto da música”

Beto Artista Veneno e Crush (Casa da Matriz)/Wake Up! (Fosfobox)/Funfarra
“Mr. Brightside”, The Killers
“Quando eu comecei a tocar, a música mais pedida… ou melhor, a banda mais pedida era The Killers. Eu adorava! A pista explodia e muita gente ainda vinha perguntar o que era aquilo! Que som foda! Passou-se alguns anos, e eu percebi que mesmo depois do boom, a galera continuava pedindo a mesma música da mesma banda, ‘Mr. Brightside’ – The Killers. Outro dia aconteceu algo engraçado. Uma moça me pediu a música e respondi “Posso escolher outra música do Killers?” e a pessoa respondia “Aaaaa, tá bem. Mas toca The Killers”. Mandei um Spaceman, a menina me olhou no final da música e falou “É a próxima?” e eu fiquei sem respostas. Então, desde então eu evito tocar ‘Mr. Brightside’, mesmo sendo de longe a música que mais me pedem até hoje”

Julia Bueno Neon Party, Baby (Inferno)
“Smells Like Teen Spirit”, Nirvana e “Bitch Better Have My Money”, Rihanna
“No segmento de rock é uma batalha acirrada. Tem “Smells Like Teen Spirit”: nego não conhece nada do Nirvana que não seja essa e “Rape Me”. Você toca “In Bloom” e chega alguém e “Ow toca Nirvana”. E esse som é Gameshark de pista: tocou bombou, sadly. No segmento de trap/edm é “Bitch Better Have My Money”. Sou apaixonada por Rihanna, mas em 3 meses gastaram tanto nossos ouvidinhos com ela tocando 2, 3, 4 vezes na mesma noite que só de ouvir a intro já me dá vontade de arrancar os cabelos”

Elissa Cirino SuicideGirls Party Brasil
“Smells Like Teen Spirit”, Nirvana
“Não aguento mais tocar ‘Smells Like Teen Spirit’, porque a galera vira ~roqueirona~ do nada e quer fazer mosh onde não dá!”

Geovani Santos Lab Project (Lab Club)/ Please Come to Brazil (Inferno Club)
“I Love It”, Icona Pop
“I Love It” do Icona Pop foi um hit e tudo mais, só que todo lugar toca umas 10 vezes na mesma noite!”

Romani Tiger Robocop 90 e Combo Hits (Lab Club)
“Pretty Fly (For a White Guy), The Offspring e “Song 2”, Blur
“Ao contrário da maioria, eu ainda me divirto tocando uns clichês como “Psycho Killer”, “Killing In The Name” e “Mr. Brightside”, mas por fazer uma festa de anos 90 há quase 5 anos, eu não consigo mais ouvir “Pretty Fly” do Offspring e “Song 2” do Blur. As duas bandas tem muitas outras músicas bem melhores, mas essas são sempre as mais pedidas, e as que acabam agitando mais a pista.

Vanessa Porto Caos Augusta
“Losing My Religion”, R.E.M.
“‘Losing My Religion’ do R.E.M. O motivo é que não curto tanto, apesar da banda ser excelente. Muitos tocam por ser hit, mas tem muitas músicas mais agitadas e interessantes nos álbuns deles!”

Caio Neiva College (Blitz)/Tereza (Tex)
“Mr. Brightside”, The Killers e “R U Mine”, Arctic Monkeys
“Na College, por ser uma festa de indie, parece que a galera acha que vamos tocar todas as músicas do The Killers e Arctic Monkeys pelo menos 5 vezes na noite. (risos) NÃO AGUENTO QUANDO ME PEDEM ‘R U MINE’, SOCORRO”

Quando os Mamonas Assassinas enfiaram Rush e Dream Theater em sua “Bois Don’t Cry”

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Mamonas Assassinas

O sample desvendado de hoje não é exatamente um sample. É mais uma… “inspiração”. Uma “influência”. Ou, se você quer falar o nome certo: um pequeno plágio. Uma chupinhadinha entre colegas de profissão.

Quando o primeiro disco do quinteto de Guarulhos Mamonas Assassinas saiu, em 1995, todo mundo sabia de cor e salteado as letras do grupo. TODAS. Do começo do disco, com a Chili Pepperiana “1406”, até seu final, com o pagode-rock “Lá Vem o Alemão” (com língua presa vinda diretamente do Raça Negra), os Mamonas dominaram as paradas e podiam tocar o disco inteiro na TV sem medo, sempre dando recordes de audiência e rios de dinheiro para os envolvidos.

Em “Bois Don’t Cry”, uma canção que passeava pelo brega e brincava com o maior hit do The Cure em uma letra dolorosa sobre traição, Dinho e seus amigos colocaram metais característicos (que acabaram sendo sampleados em alguns funks como “Agora Eu Tô Solteira”, da Gaiola das Popozudas), vocal chorado com piadas adolescentes e um final mais pesado (como era comum nas composições do grupo):

O sample dos metais foi parar no hit do grupo de Valesca Popozuda. Agora ela é solteira e ninguém vai segurar:

O momento em que a música muda de andamento com a frase “Vejam só como é que é a ingratidão de uma mulher” é literalmente chupado (sem dar crédito, é lógico) do Rush e seu eterno hit e tema da série McGyver “Tom Sawyer”, que toca até cansar em algumas rádios rock brasileiras. É inclusive uma forma de usar o teclado de Júlio Rasec de forma mais ~criativa~ e menos “churrascaria” do que acontecia normalmente:

Já o trecho que vem a seguir é um riff tirado diretamente com boticão de uma música do grupo de prog metal Dream Theater, “The Mirror”. Provavelmente coisa do guitarrista Bento Hinoto, fã de metal em geral e rock progressivo.

E se aquele disco clássico virasse um livro? O designer gráfico Christopher Gowans mostra em “The Record Books”

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E se você pudesse ler os quadrinhos “Master of Puppets“, ou o livro “Brothers In Arms”, ou até a grande obra literária “The Dark Side of the Moon”? Foi isso que o designer gráfico Christopher Gowans imaginou, criando diversas capas para livros, revistas e publicações inspiradas em grandes clássicos da música em seu projeto “The Record Books”. Mesmo as capas mais icônicas, como “Abbey Road” foram “transformadas” para parecerem com capas de best sellers pelo artista.

O mais legal é que ele evita seguir o que você espera se já é conhecedor das obras. “Are You Experienced?”, do Jimi Hendrix Experience, vira um livro empresarial dos mais coxinhas, por exemplo. Já “How To Dismantle An Atomic Bomb”, do U2, vira uma apostila e “Horses”, da Patti Smith, um almanaque infantil sobre cavalos. Ah, em cada “livro” existe a sinopse ou uma pequena descrição de onde ele teria sido encontrado. Dá uma olhada no projeto:

"Arquivo encontrado em um tribunal recentemente em desuso na fronteira francesa/italiana perto de Ventimiglia. Ele estava sendo usado, aparentemente, para parar uma mesa de cozinha de balanço"
“Arquivo encontrado em um tribunal recentemente em desuso na fronteira francesa/italiana perto de Ventimiglia. Ele estava sendo usado, aparentemente, para aparar uma mesa de cozinha que estava balançando”
O trajeto de glória na autobiografia de Bruce Springsteen Reginald Grayson. A história de sua ascensão da miséria até o bronze nos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles e... bem, é um livro bastante chato."
O trajeto de glória na autobiografia de Bruce Springsteen Reginald Grayson. A história de sua ascensão da miséria até o bronze nos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles e… bem, é um livro bastante chato.”
"O polêmico pensador radical dos 60s Kenton 'Sonic' Youth fala sobre a recusa de abraçar a maré de filosofias da Costa Oeste em seu país natal, Papua Nova Guiné."
“O polêmico pensador radical dos 60s Kenton ‘Sonic’ Youth fala sobre a recusa de abraçar a maré de filosofias da Costa Oeste em seu país natal, Papua Nova Guiné.”
"Livro de referência completas e claras para crianças a respeito de todas as coisas sobre eqüinos. Infelizmente, muitas das ilustrações foram desfiguradas por rabiscos e desenhos infantis."
“Livro de referência completas e claras para crianças a respeito de todas as coisas sobre eqüinos. Infelizmente, muitas das ilustrações foram desfiguradas por rabiscos e desenhos infantis.”
"A história de duas irmãs católicas crescendo em uma Grã-Bretanha em transição do pós-guerra. Adivinhem? Ela não termina bem."
“A história de duas irmãs católicas crescendo em uma Grã-Bretanha em transição do pós-guerra. Adivinhem? Ela não termina bem.”
"O carismático whizkid de Harvard, Hendrix tem aqui uma bíblia de auto-ajuda. Um spin-off de seu reality show de sucesso fenomenal  'The Experience'."
“O carismático whizkid de Harvard, Hendrix tem aqui uma bíblia de auto-ajuda. Um spin-off de seu reality show de sucesso fenomenal ‘The Experience’.”
"Thriller rápido de 1958: um condutor sequestra um trem de metrô de Nova York para se vingar de seu rival e ameaçar a vida de sua ex-amante. As últimas 30 páginas estão faltando. Não sei se ela sobrevive."
“Thriller rápido de 1958: um condutor sequestra um trem de metrô de Nova York para se vingar de seu rival e ameaçar a vida de sua ex-amante. As últimas 30 páginas estão faltando. Não sei se ela sobrevive.”
Mais um thriller sangrendo do prolífico Jackson. Neste stalkerfest implacável, detetive particular Dwight Blackman persegue o assassino "Shamone" pela 3ª vez. Irá o psicopata escapar pelos dedos do detetive mais uma vez?"
Mais um thriller sangrendo do prolífico Jackson. Neste stalkerfest implacável, detetive particular Dwight Blackman persegue o assassino “Shamone” pela 3ª vez. Irá o psicopata escapar pelos dedos do detetive mais uma vez?”
"Um pequeno volume de encantamentos ocultistas. Nenhum deles funciona, no entanto."
“Um pequeno volume de encantamentos ocultistas. Nenhum deles funciona, no entanto.”
"Quando uma forma de chuva ácida, causada por um cometa em Urano, parece impedir o crescimento de todos os seres vivos na Terra, a própria existência da humanidade está no fio da navalha. Quando um grupo de pigmeus perceber que o pêssego é a única planta não afetada, eles encontraram uma nova sociedade, com o caroço de pêssego como a sua moeda."
“Quando uma forma de chuva ácida, causada por um cometa em Urano, parece impedir o crescimento de todos os seres vivos na Terra, a própria existência da humanidade está no fio da navalha. Quando um grupo de pigmeus perceber que o pêssego é a única planta não afetada, eles encontraram uma nova sociedade, com o caroço de pêssego como a sua moeda.”
"Mistério de assassinato. O detetive agorafóbico dinamarquês, Jörnn Angstmar, investiga uma série de mortes por veneno em um clube de  palavras cruzadas de Copenhagen."
“Mistério de assassinato. O detetive agorafóbico dinamarquês, Jörnn Angstmar, investiga uma série de mortes por veneno em um clube de palavras cruzadas de Copenhagen.”
"Destinado a crianças com idades entre 8-12, esta encantadora série americana seguiu Rosa em suas aventuras idiossincráticas de coelho. Em Surfer Rosa, ela consegue criar um novo truque que envolve o uso de sua cauda como leme. Outros livros da série mostram a coelhinha em dança de salão e mesmo sendo uma veterinária!"
“Destinado a crianças com idades entre 8-12, esta encantadora série americana seguiu Rosa em suas aventuras idiossincráticas de coelho. Em Surfer Rosa, ela consegue criar um novo truque que envolve o uso de sua cauda como leme. Outros livros da série mostram a coelhinha em dança de salão e mesmo sendo uma veterinária!”
"Manual de instruções para uma marca obscura de computador pessoal. Ligeiramente amarelada, mas completamente sem uso, como a máquina em si, que nunca funcionou. Na verdade, ao abrir-lo para consertá-lo, verificou-se que não têm partes de trabalho de qualquer tipo. Na verdade, continha um tijolo."
“Manual de instruções para uma marca obscura de computador pessoal. Ligeiramente amarelada, mas completamente sem uso, como a máquina em si, que nunca funcionou. Na verdade, ao abrir-lo para consertá-lo, verificou-se que não têm partes de trabalho de qualquer tipo. Na verdade, continha um tijolo.”
"Thriller policial no submundo de Birmingham. O enredo gira em torno de uma quantidade de Quaaludes escondidos em caramelos roubado. E strippers."
“Thriller policial no submundo de Birmingham. O enredo gira em torno de uma quantidade de Quaaludes escondidos em caramelos roubado. E strippers.”
"Dois livros do escritor de crime popular e prolífico May Mercury. Originalmente escritas na década de 1930, essas reedições foram impressas no final dos anos 60. O mordomo não é o culpado em nenhuma das histórias, aliás."
“Dois livros do escritor de crime popular e prolífico May Mercury. Originalmente escritas na década de 1930, essas reedições foram impressas no final dos anos 60. O mordomo não é o culpado em nenhuma das histórias, aliás.”
"Whodunnit sangrento feito por um autor prolífico francês do pano cuja predileção por gore obrigou-o a escrever sob um pseudônimo para que seus leitores - e, na verdade, seus superiores - perdessem a fé nele."
“Whodunnit sangrento feito por um autor prolífico francês do pano cuja predileção por gore obrigou-o a escrever sob um pseudônimo para que seus leitores – e, na verdade, seus superiores – perdessem a fé nele.”
"Manual científico alternativo dos anos 60. Professor californiano Floyd alcançou enorme sucesso com este estudo da influência da Lua sobre o ciclo menstrual. Na verdade, ele foi capaz de fundar sua própria faculdade, especializado no estudo de fertilidade das mulheres. A faculdade não existe mais. Ela foi fechada em 1972, tendo sido arrasada por uma multidão de maridos irritados."
“Manual científico alternativo dos anos 60. Professor californiano Floyd alcançou enorme sucesso com este estudo da influência da Lua sobre o ciclo menstrual. Na verdade, ele foi capaz de fundar sua própria faculdade, especializado no estudo de fertilidade das mulheres. A faculdade não existe mais. Ela foi fechada em 1972, tendo sido arrasada por uma multidão de maridos irritados.”
"Novela sedutora sobre a amizade entre um magnata da imprensa e um rapaz órfão que ele conhece enquanto engraxa seus sapatos. Não o magnata, o rapaz. O rapaz estava engraxando seus sapatos. Os sapatos do magnata. Não seus próprios sapatos, isso não faria sentido. O rapaz estava engraxando os sapatos do magnata. E ele fez amizade com ele. O magnata. Fez amizade com o menino, o rapaz."
“Novela sedutora sobre a amizade entre um magnata da imprensa e um rapaz órfão que ele conhece enquanto engraxa seus sapatos. Não o magnata, o rapaz. O rapaz estava engraxando seus sapatos. Os sapatos do magnata. Não seus próprios sapatos, isso não faria sentido. O rapaz estava engraxando os sapatos do magnata. E ele fez amizade com ele. O magnata. Fez amizade com o menino, o rapaz.”
"Terceira edição de título de curta duração da Elektra Comics. Mesmo para um gênero de fantasia, as histórias eram vistos como exageradas pelo público."
“Terceira edição de título de curta duração da Elektra Comics. Mesmo para um gênero de fantasia, as histórias eram vistos como exageradas pelo público.”
"Spin-off baseado no programa de TV de mesmo nome, onde concorrentes que têm de decidir se mentem sobre suas recentes atividades diárias, sem saber se eles tinham realmente estado sob observação secreta. Hilariante. O livro conta com a participação do mascote do programa, "Ozzy CC ', a câmera de segurança de circuito fechado."
“Spin-off baseado no programa de TV de mesmo nome, onde concorrentes que têm de decidir se mentem sobre suas recentes atividades diárias, sem saber se eles tinham realmente estado sob observação secreta. Hilariante. O livro conta com a participação do mascote do programa, “Ozzy CC ‘, a câmera de segurança de circuito fechado.”

Veja mais livros (ou discos) do artista aqui: http://ceegworld.com/the-record-books/

Conheça as 20 melhores músicas com gatos, bichanos e felinos em suas letras

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A internet está cheia de gatos. Em memes, vídeos, fotos, Instagram, longcats e tudo o mais. E como não sorrir ao ver todos estes gatos sendo fofos na tela de seu computador? Pois é, a música também está cheia de felinos passeando por aí. Desde Katy Perry botando as garras de fora em “Roar” até bandas com nomes como Pantera e Pussycat Dolls.

Selecionei 20 músicas que se lambem pra tomar banho e ronronam quando estão felizes. Prepare o Whiskas Sachê e segura as cabeçadas:

Elton JohnHonky Cat

“Honky cat” é uma expressão que significa “cara legal”, e a música na verdade fala sobre o deslumbramento com a cidade e a vontade de voltar para o interior, onde a vida é mais simples.

SupersuckersGato Negro

Assim, em português mesmo. Uma frase bem aplicável à maioria dos gatos está na letra: “when I’m not sleeping, I’m taking a nap”.

Roberto CarlosNegro Gato

Um clássico do rei Robertão. “Sete vidas tenho para viver / Sete chances tenho para vencer / Mas se não comer acabo num buraco / eu sou um Negro Gato”

Tom JonesWhat’s New Pussycat?

O esquema do Tom Jones é mais “gatinhas” humanas do que felinas, mas enfim. “I’ve got flowers / And lots of hours / To spend with you / So go and powder your cute little pussycat nose!”

Stray CatsStray Cat Strut

A dura vida de um malandríssimo gato de rua contada por Brian Setzer e companhia é uma das músicas mais felinas do mundo. “Stray cat strut I’m a lady’s cat / A feline casanova / Hey man! That’s sad / Get a shoe thrown at me from a mean old man / Get my dinner from a garbage can”

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PoisonLook What The Cat Dragged In

Aquela velha mania dos gatos de dar “presentes” para seus donos (normalmente lixo e bichos mortos) é a origem da expressão “look what the cat dragged in”, que rendeu músicas como esta do Poison.

David BowieCat People

Se você tá lendo esse post, deve ser “cat people”, então apague o fogo com gasolina como Bowie manda.

Johnny CashMean-Eyed Cat

A história de como Johnny Cash cruzou com um bichano de olhar maldoso que nunca mais foi embora de sua vida.

Ugly Kid JoeCats in The Cradle

Uma música sobre um pai ausente. Ah, ela cita gatos.

The CureThe Love Cats

Como não colocar esse clássico em que Robert Smith mia e fala sobre hábitos de gatinhos amorosos o tempo todo?

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Ratos de PorãoOlho de Gato

Um grande cover do Cólera: “Olho de gato / Pele de pato / Almoçando eu vi, Não! / A sua orelha no meu prato”

Balão MágicoTem Gato na Tuba

A história do gato que entrou na tuba do Serafim e a tuba tocou assim: “Pom pom pom MIAU”

https://www.youtube.com/watch?v=oFf0Wiyvgok

SaltimbancosHistória de Uma Gata

A clássica música de Chico Buarque para os Saltimbancos que diz que gatos já nascem pobres, porém, já nascem livres.

Phoebe BuffaySmelly Cat

A música da doidinha de Friends conta como um gatinho fedido é rechaçado por muitos, apesar de não ter culpa. “Smelly Cat, Smelly Cat / what are they feeding you? / Smelly Cat, Smelly Cat / It’s not your fault”

RaimundosGato da Rosinha

O cover de Zenilton feito pelos Raimundos fala do gatinho Danado, que todo mundo acariciava, brincava e adorava.

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The CrampsCan Your Pussy Do The Dog?

Tá, aqui “pussy” é tão trocadilheiro quanto na música dos Raimundos que apareceu ali.

Marina – O Gato

Marina fez uma homenagem aos felinos mais amados do mundo no disco “Arca de Noé”, de 1980.

The CoastersThree Cool Cats

Três gatos bacanudos passeiam por aí na voz do The Coasters. “Three cool cats, three cool cats / Parked on the corner in a beat-up car / Dividing up a nickel candy bar”

PJ HarveyCat On The Wall

“You got me jumpin’ like a cat on a wall”, diz PJ Harvey.

The Presidents of The USAKitty

A música começa com “Meow, meow, meow, meow, meow, meow”. Como deixá-la de fora da lista?

Bonus Track

Fatboy SlimThe Joker

Esta aqui na verdade não fala sobre gatos, mas assista o clipe e perceba como ela merece seu lugar na lista. MEOW!