Construindo Amphères: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Amphères

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o trio Amphères que indica suas 20 canções indispensáveis.

Joe Cocker“With a Little Help From My Friends”
Jota Amaral: A versão 1969 de Joe Cocker naquele Woodstock foi a primeira vez que vi a música sair dos poros de alguém.

Pixies“Gigantic”
Jota Amaral: O dia que conheci a Paula ela estava se preparando para ensaiar com uma banda, timbrando o baixo e dedilhando esta música.  “Você gosta de Pixies?”, perguntei… Um mês depois estávamos com uma banda montada e mandando vários covers de Pixies. Era uma banda de fãs. Foi muito maneiro irmos todos juntos num show que teve no Lollapalooza anos depois.
Pink Floyd“Echoes”
Jota Amaral: Comecei a tocar com o Thiago numa banda que ele já tinha, substituindo nosso grande amigo Luizão. O nome da banda era Echoes. Em meados dos anos 90 eles, junto com o baixista e compositor Sansei, gravaram um EP que eu adoro. Uma pena não ter nada disso no Spotify. Posso dizer que esse som me influenciou muito, já que tive que tirar as linhasdoidas de batera do Luiz. As músicas próprias não tinham tanto a ver com essa música do Floyd, mas sempre tinha o momento de tocarmos Echoes nos ensaios.

Caetano Veloso“Jokerman”
Jota Amaral: É muita camada sonora numa única música. O arranjo é construído de forma progressiva. Um entra-e-sai de instrumentos diversos … Vários elementos percussivos somados a textura de um flatless com timbrão de avião mono motor passando longe no céu. Tem características brasileiras mas é universal. Poderia fazer uma dissertação sobre essa versão do Caetano pra canção de mister Bob Dylan.


John Zorn
“You will be Shot”
Jota Amaral: Sempre brincamos nos ensaios com essa coisa da tempestade e calmaria. Da mudança brusca de climas sonoros que John Zorn explora em níveis de insanidade bem altos.

Jorge Drexler“Tres Mil Millones de Latidos”
Jota Amaral: Como baterista, a ideia de subverter o instrumento é um desafio. Tocar pela busca do som que se deseja e não pelas convenções…Se estamos nesse mundo de passagem, porque o chimbal tem que ficar onde fica? porque a caixa tem que ter a esteira sempre ligada? E se meu coração bater apenas três bilhões de vezes? O que me impede de substituir as baquetas pelas mãos? Foda-se! Vou montar uma percuteria e morar em São Tomé.

Astor Piazzolla“Libertango”
Jota Amaral: Pode não parecer, mas isso é uma música de rock com um “vocal” triste e sexy. O bandoneón fala uma língua própria. Ele tem essa propriedade que alguns instrumentos de sopro tem, de conseguir expressar quase que literalmente os sentimentos. O casal batera & baixo vai muito bem, obrigado.

Sex Pistols“Bodies”
Thiago Santos: Se o rock bateu em mim quando pré adolescente, começou mesmo pela simplicidade e agressividade de Pistols e Ramones.
Pink Floyd“Remember a Day”
Thiago Santos: Ainda moleque, depois de ouvir muita música pesada, descobrir o Floyd foi abrir uma nova dimensão sonora e sentimental. Crescendo no fim dos 80, começo dos 90, fiz o caminho inverso do rock, e enjoei da crueza do punk/heavy pra descobrir a psicodelia dos 70.
Sonic Youth“Cinderella’s Big Score”
Thiago Santos: a primeira vez que ouvi achei que tinham me dado a fita por engano, tamanha estranheza… depois de compreender as dissonâncias, Sonic Youth (junto com Pixies) expandiram bem os horizontes.
Chico Buarque“Construção”
Thiago Santos: Ao admitir ouvir samba novamente e redescobrir esse arranjo, imaginava se John e Paul tivessem escutado essa música o que eles comentariam lá em Abbey Road.
Novos Baianos“Tinindo Trincando”
Thiago Santos: Junção perfeita do samba rock, antes dos anos 80 separarem Pepeu, Baby, Moraes e detonar eles individualmente…
Deerhunter“Helicopter”
Thiago Santos: um nova abordagem de efeitos sonoros sobre uma melancolia a la Syd Barrett.
Nação Zumbi“Um Sonho”
Thiago Santos: O Lucio Maia é um dos mais inventivos guitarristas brasileiros e nessa música, num estilo mais balada que o de costume, junto com uma puta letra e o clipe (com a filha do Chico Science e o filho do Jorge Du Peixe), ficaram melhor que nunca.
 

Siouxsie & The Banshees“Happy House”
Paula Martins: Cresci ouvindo o som de bandas inglesas dos anos 80 e essa foi uma das que mais teve influência na minha formação desde muito cedo. Nessa música, uma sonoridade muito particular vem do encontro da voz poderosa da Siouxsie com a cozinha incrível do Steve Severin e do Budgie e ainda,  na versão ao vivo, do álbum “Nocturne”, da guitarra do Robert Smith (The Cure) que é outra influência central dessa época.

Slowdive“Souvlaki Space Station”
Paula Martins: Se fosse para escolher uma só seria essa! Eu costumava ouvir com um amigo querido que morava no último andar de um prédio na Av. Paulista, contemplando a vista e as estrelas que desse para ver. O álbum todo é incrível mas aqui tem uma atmosfera espacial produzida por muito delay e reverb e conduzida por uma linha de baixo hipnótica que faz dela uma influência bem marcante.

Breeders“Cannonball”
Paula Martins: Kim Deal. Não precisa dizer mais nada. O baixo das músicas do Pixies sempre foram uma referência importante, mas essa música, que me fazia pular nas pistas da Der Temple e do Cais, tem pra mim a identidade cativante das composições dela. O baixo icônico aqui é da Josephine Wiggs.

Radiohead“How to Disappear Completely”
Paula Martins: Tem dias que eu chego a pensar que o Thom Yorke tem acesso a informações de um microchip instalado na minha cabeça. Quando ouço essa música é um desses momentos. A melancolia dela é definitivamente uma influência.

Warpaint“Biggy”
Paula Martins: Adoro tudo nessa música, o baixo é maravilhoso, gostaria muito de fazer uma linha um dia que tivesse efeito nas pessoas que essa tem mim! Tudo nela é sexy, em especial letra e vocais.

Jennifer Lo Fi“Bacon”
Paula Martins: Essa é uma descoberta bem recente, mas certamente já tem impacto na produção do nosso som. Em primeiro lugar pela decisão de passar a escrever em português. Mas principalmente por me fazer lembrar onde é possível chegar quando músicos loucos se encontram.

Construindo La Burca: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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La Burca

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo La Burca, que indica suas 20 canções indispensáveis.

L7“Andreas”
Amanda: Um marco na minha pequena vida musical, nunca mais fui a mesma depois que comecei a escutar essas mulheres e as vi pela tela da TV esfregando um modess na cara da sociedade no Hollywood Rock. Tinha uns 12 anos quando comprei o CD “Hungry for Stink”, deixava no repeat sempre. L7 foi uma referência forte na minha construção sonora. Uma tatuagem sonora. Acho que a música “Similar” é um exemplo.

Come“Hurricane”
Amanda: As linhas de guitarra preguiçosas/nervosas e vocal largado-chapado de Thalia Zedek me arrebataram nos anos 2000, época que descobri a banda. Inebriante essa canção. Tem um som inédito “El Topo”, que foi bem influenciado por essa fase, lembro que estava viciada no disco “Near Life Experience” quando compus.

Ramones“53rd e 3rd”
Amanda: Os Ramones construíram toda a minha base para fazer música. Eu pensava, também posso criar, caramba! Esse som é um deles, um épico punk e tem todo o contexto junkie psicótico do Dee Dee. Eu sempre racho o bico na última estrofe porque é absurda e lembro que não podemos nos levar a sério o tempo todo com nossas letras. Bom, tomara que ele não tenha puxado a navalha de fato, né. “Gonzo Truth”, que é uma canção relativamente calma nossa, tem uma batida da bateria em “slow motion” inspirada nesse som, por exemplo.

Wipers“Soul’s Tongue”
Amanda: Esse som me leva para passear por dunas sonoras da alma e me inspira em vários momentos, Greg Sage é uma escola foda. Tem umas linhas de som instrumental livres que faço pra me soltar e que formam sons depois que vem dessa linguagem, bom, pelo menos eu tento e vou continuar tentando! (risos)

Patti Smith“Wings”
Amanda: O que falar dessa mulher e da sua importância na nossa (r)existência musical/ artística como como ser humana? She is a benediction. Obrigada pelas asas & baladas, Patti ❤

Mercenárias“Imagem”
Amanda: Esse som é fantástico e ímpar, gosto muito do tom da voz da Rosália. Aos poucos começo a cantar uns trechos dos sons em português, e Mercenárias me “ajudam” nessa transição. Sempre escuto pra dar um gás no pt/br e lembrar das origens também (risos)!

Durutti Column“Sketch for a Dawn I”
Amanda: Esses dias coloquei pra Duda (nova batera) escutar, e ela falou: “É daí que vem os graves que vc sempre pede”! Os tum-dum-dum dos tons, sempre marcantes na hora de construir as minhas baterias mentais…(risos). Na real, o álbum “LC” do Durutti Column é o meu preferido de todos os tempos. Me pega de um jeito atemporal, adoro a “fragilidade” tão intensa dos sons desse magrinho querido.

The Index“Israeli Blue”
Amanda: Quando decidi assumir o violão folk e esboçava formar a La Burca, vinha escutando incessantemente essa banda psych-garageira. Puta som visceralzão, só lançaram 2 discos no final dos 60´s. Me apaixonei por eles e sempre retorno pra me revigorar no violão, embora o som deles seja com guitarra. Mas faço essa conexão sempre entre Index e violão.

Hazel“Day Glo”
Amanda: Som que me abraça e faz eu voltar no tempo de descobertas sonoras: melódico, pungente e grunge. Puta-que-o-pariu, que trio, ou melhor, que quarteto com o louco dançarino! As linhas de vocal intercaladas entre a baita batera Jody e do guitarrista Pete são fodas demais pro meu coração, muita criação grungística veio daí. Banda muito querida na minha vida.

Dead Moon“Clouds of Dawn”
Amanda: Essas bandas de Portland, vou falar, viu (Wipers e Hazel too)! Passava horas nas tardes distraídas e descompromissadas de minha adolescência ouvindo esse trio maravilhoso! Vi eles no doc “Hype” e chapei no som meio garageiro tosco bem tocado. Gosto muito dos vocais do casal, é muito emocionante. Esse som me acompanha há muito tempo e não abro mão.

The Slits“Dub Beat”
Jiulian Regine: O que me agrada na pesquisa rítmica de Palmolive é a experimentação dentro do gênero post-punk, a cada disco percebe-se fisicamente a liberdade de investigação, rompendo todas as limitações e queimando todas as bandeiras com gosto e bruxaria.

Autolux – “Listen To The Order”
Jiulian Regine: Os grooves de Carla Azar são verdadeiras fontes de inspiração e pegada, muita dinâmica, notas fantasmas e muita precisão. Escuto sempre com a alma toda, com segurança e alegria nas composições dela.

Babes In Toyland – “Hello”
Jiulian Regine: Lori Barbero trás uma pegada que é muito natural pra mim, tanto nos timbres quanto no estilo, que é um flerte ao metal.

Blood Mary Una Chica Band“Take Me”
Jiulian Regine: A Mari me trás uma mistura de influências que vem do blues ao garage fuzz, se decupar o trabalho dela você encontra muita influência que se atravessa e resulta sempre em trabalhos fantásticos. Absorvo sempre a riqueza da simplicidade do que é possível fazer para acompanhar um beat predominante que é o da guitarra, ou violão, no caso da La Burca. E não confunda simplicidade com facilidade!

Deap Vally“Baby Can I Hell”
Jiulian Regine: Julie Edwards me faz investigar a postura corporal, acima de tudo. Uma potência performática!

The Coathangers“Hurricane”
Jiulian Regine: Essa música me faz pensar no timbre, com cadência rápida e suja sem perder a nitidez, chimbal aberto no groove todo com dinâmica sucinta. Tenho a impressão de que Rusty adoraria conhecer La Burca (risos).

Carangi“Seven”
Jiulian Regine: A Carol Doro é um orgulho, além de ser aquariana do mesmo dia que eu (risos) temos muito em comum, incluindo nosso amor pelos batuques. Gosto de como ela soa na bateria, com essa pegada de grunge delicioso que ela trouxe para o Carangi, com essa banda eu fecho os olhos e mergulho nas cores dos timbres dos pratos que ela tanto escolhe com atenção. Em todos os níveis a La Burca me proporciona investigar esses timbres mais abertos de pratos e chimbal, com a caixa mais seca e precisa. A relação é direta.

Sleater-Kinney“Steep Air”
Jiulian Regine: Bom, a Janet me faz querer rudimentos e mais rudimentos, amo a forma como ela traz as viradas pra dentro dos grooves, não só como delimitação das partes mas como composição das frases.

Lava Divers“Done”
Jiulian Regine: A Zump me encanta, quando você a vê tocando você sente todo o amor e toda a forma de expressão através da bateria, eu costumo fechar os olhos e viajar.

Hangovers“V de Vinagre”
Jiulian Regine: Ai ai, Liege. Determinação (se for pra definir e olha que definições não me convém). Pegada forte, dança de bumbos, sempre atenta aos timbres. Poderosa!

Construindo Warmest Winter: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Warmest Winter

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Warmest Winter, que indica suas 20 canções indispensáveis.

Bloodhail“Have a Nice Life”
Denny Visser: Uma ambiência pesada com praticamente todos os instrumentos distorcidos e vocal profundo.

Galaxie 500“Temperature’s Rising”
Denny Visser: Simples com poucas variações de acorde mas envolvente e com uma melodia que prende na música.

Wild Nothing – “Shadow”
Denny Visser: Instrumentos mais cleans com vocal suave e batida baladinha. Mistura dos synths com efeitos de guitarra clean.

empire! empire! (I was a lonely state) – “The Loneliness Inside Me is a Place”
Denny Visser: O título e a letra da música são os maiores atrativos mais as particularidades da banda com bateria e guitarras com tempo quebrado.

Quiet“This Will Destroy You”
Denny Visser: A mistura de uma calmaria com um peso e agitação, uso do delay e bateria quebrando o tempo.

Siouxsie and the Banshees“Israel”
Luiz Badia: Música hipnótica onde baixo e guitarra banhados em flanger me influenciaram bastante. A bateria segue em expressivas variações e a voz da Siouxsie, sem ter uma grande potência, é minha cantora predileta. A letra sobre frio e desolação criam um universo mágico e sombrio.

Bauhaus“She’s in Parties”
Luiz Badia: Uma banda maravilhosa, cheia de energia agressiva e bela. Seu riff realizado pelo baixo e guitarra me encanta por revelar que bandas podem criar ótimos arranjos quando equilibram as forças de dois instrumentos em vez de enaltecer apenas a guitarra com instrumento principal.

The Cure“Charlotte Sometimes”
Luiz Badia: Robert Smith perambula pela sua melancólica atmosfera com ajuda de teclados chorosos e etéreos

Joy Division“Atmosphere”
Luiz Badia: Triste epílogo de Ian Curtis em seu derradeiro adeus… A bateria e o vocal são marcantes para a Warmest Winter

Interpol“Obstacle 1”
Luiz Badia: A banda resgata o som da primeira geração da cold wave, e esse hit inicial me chamou a atenção quando saiu, Carlos Dengler é uma baixista fantástico, simples e marcante.

Bob Dylan“Idiot Wind”
Tiago D. Dias: O “Blood on the Tracks” talvez seja o disco mais confessional do Dylan, e “Idiot Wind” talvez seja sua canção mais dolorida. A narrativa com quase 8 minutos de duração, na qual diferentes cenas são descritas, demonstra uma miríade de sentimentos do autor em relação a um relacionamento desfeito.

Cartola“O Mundo é um Moinho”
Tiago D. Dias: Nossos sonhos são sempre mesquinhos. E poucos são os que sobrevivem. Cartola sabia dessa triste verdade e escreveu sobre ela de maneira incrivelmente bela. Que a música tenha sido escrita para sua filha, torna tudo ainda mais poético.

Leonard Cohen“Chelsea Hotel #2”
Tiago D. Dias: A história do encontro fugaz entre o escritor/cantor canadense e Janis Joplin nos rendeu uma de suas músicas mais belas. Ambos partiram. Joplin nos anos 70 e Cohen ano passado. E mesmo assim, feios ou não, nós temos a música.

Tom Waits“Martha”
Tiago D. Dias: Martha é uma canção que é ao mesmo tempo datada em suas referências (ligações interurbanas), ela também é extremamente atual. Todos temos aquele relacionamento que não deu certo e sobre o qual nós sempre nos perguntaremos o que teria sido…

The National“Pink Rabbits”
Tiago D. Dias: The National talvez seja a banda que melhor resuma, em suas letras, o dilema entre se acomodar na mediocridade e falhar espetacularmente ao tentar algo acima disso. E “Pink Rabbits” não foge disso. Somos todos uma versão de TV de alguém de coração perdido.

Cream“We’re Going Wrong”
Daniel Vellutini: A primeira vez que eu parei pra ouvir Cream, o som já me virou a cabeça do avesso. A liberdade jazzística com que o Ginger Baker toca me pegou pelo calcanhar. Mudou minha ideia de bateria de rock. Em “We’re Going Wrong” dá pra perceber a importância da dinâmica numa música. Aprendi muito ouvindo esse disco e não canso de ouvir.

Jimi Hendrix“She’s So Fine”
Daniel Vellutini: Eu demorei a entender porque todo mundo falava tanto de Jimi Hendrix. Mas foi com esse álbum (“Axis: Bold as Love”) que aprendi a gostar muito. Aqui tem canções lindas e experimentações de sons que também não canso de ouvir. Mas uma coisa que as pessoas costumam esquecer é da importância da cozinha da Jimi Hendrix Experience. Em “She’s So Fine”, composta pelo baixista Noel Redding, ele e o baterista Mitch Mitchell mostram toda sua potência e carregam a música. Bom pra cacete.

Lô Borges“Trem de Doido”
Daniel Vellutini: Clube da Esquina é uma das coisas mais lindas que já aconteceu. Tem uma certa inocência, ao mesmo tempo que há temas tão complexos trabalhados nas composições de Milton, Lô e cia limitada que dava pra ficar dias falando sobre. Escolhi “Trem de Doido” pra essa lista porque é uma música que demorou um pouco a me pegar, sabe-se lá por quê, mas quando “bateu” pegou em cheio. Acho que é talvez o grande rock do disco. Esse fuzz e essas viradas de bateria sempre me pegam.

Blondie“Heart of Glass”
Daniel Vellutini: Cresci ouvindo rock oitentista, muito baseado na New Wave. E acho que Blondie é uma das bandas da segunda metade dos anos 70 que pavimentou o caminho pra todo o pop-rock dos anos seguintes. A levada dançante e umas quebrinhas de tempo aqui e ali de “Heart of Glass” dão uma aula de consistência sem ser quadradona. E a música toda soa absurdamente atual, mesmo quase 40 anos depois.

Supergrass“Sun Hits The Sky”
Daniel Vellutini: Supergrass é dessas bandas que eu quero saber o que eu tava fazendo que não ouvi antes. Os caras sabiam fazer bons riffs, letras interessantes e alternar entre momentos de segurar o groove e de sentar a mão em tudo. Tenho ouvido muito recentemente e acabo levando muito disso pros ensaios da banda.

Construindo Color For Shane: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Color For Shane

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo Color For Shane, que indica suas 20 canções indispensáveis.

The Strokes“Is This It”
Eu já conhecia Strokes antes, mas só quando eu tinha uns 14, 15 anos e estava na casa de um primo que eu peguei o CD na mão. E acho que o combo encarte e som me hipnotizou de um jeito que até hoje, qualquer coisa que não seja relacionada à música é sem graça pra mim.

Interpol – “Stella Was a Diver and She Was Always Down”
O disco “Turn On The Bright Lights” é tipo um molde de CD para mim. Ele tem o número certo de músicas, a sequência perfeita de sons, a capa é muito legal e o encarte é só uma foto, mas é A FOTO. Eu gosto de todas as músicas do disco, mas a “Stella Was a Diver and She Was Always Down” é responsável, pelo menos para mim, pelo clima do disco. Além de ser o nome que mais se destaca na contracapa.

Radiohead“Myxomatosis (Judge, Jury & Executioner)”
Radiohead é minha banda predileta. Tipo, aquela banda que você gosta quando adolescente que é especial. Eu lembro que qualquer minuto livre era desculpa para ouvir. Esse som fez eu me tocar que grave é muito legal. Até hoje eu tento fazer o timbre da minha guitarra ser uma mistura do riff do Ed O’Brien e o baixo do Colin Greenwood.

Placebo“Haemogoblin”
Foi o primeiro som que vi alguém usando um megafone para cantar. Essas coisas te marcam sabe? Depois disso, sempre pedi pra quem fosse o responsável pela mix de alguma gravação do Color for Shane para colocar pelo menos um pouco de distorção na voz. Além disso, a estrutura desse som também é bem interessante, ele é bem barulhento, mas ao mesmo tempo tem um refrão bem pop que aparece na minha cabeça nas horas mais improváveis.

Sonic Youth“Fire Engine Dream”
Eu costumava ouvir esse som todo dia de manhã no caminho para a faculdade. Era bem legal saber que o som no seu fone era bem mais confuso do que qualquer outra coisa acontecendo ao seu redor.

The (International) Noise Conspiracy“Bigger Cages, Longer Chains”
Na verdade podia ser qualquer música do INC, mas essa foi a primeira que eu ouvi. Ela faz parte da construção do Color, porque até hoje essa banda me da coragem de escrever sobre o que eu quiser e também me ajudou a conhecer vários livros que me inspiram muito.

Primal Scream“Lord is My Shotgun”
Uma das músicas mais legais que já fizeram na história do planeta Terra!

The Clash“Straight to Hell”
Essa música é uma daquelas atemporais. A letra sempre vai ser atual, infelizmente. Mas sabe aquela história de mudar o mundo com uma música? Acho que essa é a que chega mais perto. Por isso, ela sempre vai ser uma inspiração para mim.

The Kills“U.R.A. Fever”
Eu lembro que estava numa Saraiva ou Fnac em 2008, 2009 e adorava pegar CDs que não conhecia e ouvir naqueles fones que você passava o código de barras. Bom, foi assim que conheci The Kills. Eu adorei a capa do “Midnight Boom” e quando coloquei para ouvir começou a tocar “U.R.A. Fever” e… não parei de ouvir até hoje.

The Cure“Lost”
Esse som repete o mesmo riff a música inteira. É tão simples e tem uma letra tão sensacional que é impossível, para mim, não ouvir umas três vezes seguidas. Essa simplicidade me inspira bastante no Color for Shane.

Smashing Pumpkins“Bodies”
“Bodies” é a trilha sonora do meu caminho para casa. Quando eu estava na escola, quase não conseguia ouvir outra coisa.

The White Stripes“The Hardest Button to Button”
White Stripes é uma ótima inspiração para qualquer duo. Não pelo motivo piegas de ser um dos mais famosos, mas porque eles exploravam o que realmente duas pessoas podiam fazer. O que eu gosto nesse som, é que ao vivo, o Jack White parece ser uma cinco pessoas.

KVB“Always Then”
Essa banda tem uma atmosfera própria. Os caras falam que eles são um projeto audiovisual. O primeiro show que vi deles foi no Boiler Room, tem no Youtube, vale muito a pena ver. E essa música faz parte de tudo que eu monto para ouvir.

INVSN“#61”
Eu bati o carro em 2013. Não foi nada muito horrível, mas o bastante para me deixar com um dor de cabeça por um bom tempo. Nessa época minha namorada me indicou a banda por essa música. Eu gostei muito e me ajudou a lidar com todos os problemas que tive que resolver e, lógico, é influência do Color até hoje.

Underground Youth“I Need You”
Não lembro muito bem como conheci Underground Youth. Só sei que não consigo parar de ouvir há uns 2, 3 anos e sempre começo por essa música.

The Raveonettes“She Owns the Streets”
Raveonettes é uma banda que me fez repensar todo o som do Color for Shane. Desde meu set de pedais, linhas de bateria até o jeito que me visto. O Radiohead fez eu me apaixonar por graves e o Raveonettes pelos agudos. “She Owns the Streets” é meu som deles que mais gosto.

At the Drive-in“Mannequin Republic”
Quando eu era mais novo, eu resisti bastante ao At the Drive-in. Foram ‘n’ motivos babacas, mas meu amigo Juan Carlos, que já foi baterista do Color e agora é vocalista do Chá de Vênus, sempre falou que eu ia gostar. Bom, quando eu ouvi, não deu outra. Não consegui parar até agora. E esse som, além de ter participação do Iggy Pop, é muito legal!

The Julie Ruin“Ha Ha Ha”
Eu adoro lo-fi e me inspiro muito no jeito que a Kathleen Hannah canta, Julie Ruin para mim é um prato cheio. Gosto muito dessa coisa de frases grandes e cuspidas. Além disso, as letras dela são muito boas. Esse som tem uma frase muito boa, “just like Jim Jones you’re charismatic”… Muito bom!!

Fugazi“Exit Only”
Eu toco numa banda de rock de garagem lo-fi underground, barulhenta, desafinada e que canta em inglês no Brasil. Fugazi é tipo uma defesa para continuar fazendo o que eu faço.

Velvet Underground“Heroin”
Velvet Underground é uma das maiores influências do Color. No começo era mais óbvio, as mixagens das músicas eram bem trabalhadas para soarem como um Velvet Underground dos anos 2000. A linguagem musical está completamente diferente, a qualidade das gravações tinha que ser melhor. Mas ainda dá para encontrar muitas influências deles no nosso som.

Construindo The Bombers: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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The Bombers

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto de punk rock santista The Bombers, que indica suas 20 canções indispensáveis. A banda, que surgiu em 1995, se apresenta neste domingo (26) no SESC Santos. Não perca!

Social Distortion“Winners And Losers”
Mick Six: Social Distortion é uma das minhas bandas prediletas a muito tempo, a escolha dessa musica, devido a letra dessa canção, para mim ser sempre algo atual.

Johnny Cash“I Walk The Line”
Mick Six: A canção que faz com que lembre-se a se segurar, em diversas situações… Na família, trabalho, na rua… ao menos tentar, andar na linha, ali no limite, para não arrumar confusão.

The Slackers“Make Me Smile”
Mick Six: Pra mim é uma musica que muda o meu humor, aquela que eu fecho os olhos e me teletransporto para uma manhã ensolarada numa bela praia.

Flogging Molly“Drunken Lullabies”
Mick Six: Aquela trilha sonora para beber a noite inteira com os amigos.

Hank Williams“I Saw The Light”
Mick Six: Escolhi essa canção também, porque numa daquelas fases tensas da vida me deu forças para dar a volta por cima, aceitar novos desafios, recomeçar tudo do zero, aprender uma nova profissão… E eu sabia que aquela seria uma fase nebulosa. E coincidência ou não, quando essa fase nebulosa passou, eu iniciei uma nova fase em minha nova profissão, trabalhando em um local chamado Barbearia Luz. (Risos) É, de certa forma eu vi a Luz (risos).

Legião Urbana“Faroeste Caboclo”
Trivela: A música tem nove minutos, não tem refrão e é o hit de qualquer luau na praia, com todas as pessoas cantando a letra inteira do começo ao fim.

Ramones“Blitzkrieg Bop”
Trivela: Por mais que os Ramones tenham criado diversos clássicos, nada supera o impacto dessa música.

Robert Johnson“Cross Road Blues”
Trivela: Um dos pioneiros do Blues. O blues da encruzilhada. Com essa música veio a lenda de que o Robert Johnson havia feito um pacto com o diabo em troca de habilidades musicais.

Led Zeppelin“Stairway to Heaven”
Trivela: Mais uma música com supostas mensagens subliminares endereçadas ao obscuro. Uma grande besteira, essa é na verdade apenas uma das canções mais bonita da música contemporânea.

Bob Marley“Redemption Song”
Trivela: O canto do cisne do Bob Marley. A beleza dela esta na simplicidade. Violão, voz e alma.

Iggy and the Stooges“Search and Destroy”
Matheus Krempel: I’m a streetwalking cheetah with a heart full of napalm! Quando eu escuto essa música, sinto uma coisa tão forte, que seria capaz de botar um prédio abaixo.

Guns n’ Roses“Coma”
Matheus Krempel: Uma viagem extremamente pesada, com dez minutos de duração, relatando uma experiência de overdose. Guitarras pra caralho, vocal esgoelado ao extremo e um belo jeito de encerrar um álbum.

Rolling Stones“Rocks Off”
Matheus Krempel: Apenas a música que abre o melhor disco dos Rolling Stones. Urbana para caralho, suja e com uma letra que faz referência, o tempo todo, ao uso de heroína. A parte em que ela desacelera, é uma brisa incrível.

Capital Inicial“Conexão Amazônica”
Matheus Krempel: Coube ao Capital Inicial a missão de resgatar as músicas (as perdidas e as não) da banda mais influente do cerrado, o Aborto Elétrico. Renato Russo era um jovem punk quando escreveu “Estou cansado de ouvir falar em Freud, Jung, Engels, Marx / Intrigas intelectuais rodando em mesa de bar”. Me parece bem atual.

Hey! Hello!“How I Survived The Punk Wars”
Matheus Krempel: Muito simples de explicar a escolha dessa. Se toda porra de banda underground, decorasse essa letra e seguisse a cartilha do que ela prega, não teríamos tanta gente babaca nesse meio.

The Clash“Clampdown”
Daniel Bock: Umas das minhas bandas favoritas de todos  os tempos. Acho que risquei o “London Calling” de tanto ouvir. Posso falar do Clash por horas. Mas o que me marca nessa música foi a vez que eu vi um vídeo VHS deles tocando. Eu era moleque e ver aquilo, foi quase indescritível. Literalmente mudou minha vida.

Marky Ramone and The Intruders“One Way Ride”
Daniel Bock: Eu amo o Ramones e Rancid, mas são bandas que eu nunca vi ao vivo (ainda) e sempre me pareceram distantes. O “Don’t Blame Me” do Intruders me atingiu na hora certa. O álbum todo é incrível, essa música em especial, a mensagem, o instrumental e a produção do Lars.

Shooter Jennings“4th of July”
Daniel Bock: Descobri o Shooter Jennings assistindo o filme “Johnny e June” onde ele aparece em uma cena,  interpretando o pai Waylon Jennings, cantando uma música que compôs para o filme. Essa música é a minha favorita dele. A letra é linda, perfeita para ouvir pegando a estrada.

The Supersuckers“Roadworn & Weary (6/6/6 version)”
Daniel Bock: Lembro de colecionar reportagens sobre o Supersuckers nas revistas de rock. Essa música é uma regravação de uma música deles mesmos, que pra mim, representa a melhor fase dessa que com certeza é uma das minhas bandas favoritas.

Os Excluídos“Plano Perfeito”
Daniel Bock: Para mim, Os Excluídos estão entre as melhores bandas brasileiras. Essa música não foi a primeira que ouvi deles mas foi uma das que mais me marcou pela letra e arranjo.

Construindo Sky Down: conheça as 21 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Sky Down

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o Sky Down indicando suas 21 canções indispensáveis. “Mesmo sendo 21 musicas com certeza esta faltando várias coisas ai, como em qualquer lista”, diz Caio, vocalista e guitarrista.

The Stooges“Loose”
Caio: Sky Down começou comigo e com André combinando de ficarmos num estúdio tocando Stooges.

David Bowie“Life On Mars”
André: Colocar uma briga de salão de dança envolvendo marinheiros e “homens da lei” espancando o cara errado, tudo no mesmo caldeirão, transformando isso em uma epopéia digna de um show de horrores.

The Cure“Shake Dog Shake”
Amanda: Acho dançante, acho sensual e é uma das bandas favoritas, né.

Christian Death“Figurative Theater”
Amanda: Nem sei o que dizer, apenas RECEBA essa música como um presente. Esse disco quase furou de tanto que ouvi. Baixo estralano o côro.

Young Marble Giants“Credit In The Straight World”
Caio: Menos é mais.

The Clash“Complete Control”
André: A essência de Joe Strummer e Mick Jones está aqui. Música pra você levantar, pensar e seguir em frente.

CAN“Moonshake”
Amanda: De quando me apaixonei pelo motorik 4/4. Krautlovers.

Pin Ups“Feel So Strange”
Caio: Em algum ponto da adolescência caí no Pin Ups, obviamente pelas coisas que ouvia de rock alternativo, grunge, punk, etc, na época. Entrou no bolo das bandas que mais gosto.

PJ Harvey“Rid Of Me”
Caio: Quando gravamos o “…nowhere” o “Rid Of Me” era uma das referências que tinha na cabeça na época. Uma banda sendo gravada tocando numa sala, cru, meio que mesmo nesse meio digital moderno de hoje, ir pelo caminho do básico.

Plexi“Star Star”
André: Tão controversa é a música da letra, a banda mostra pra gente que é possível misturar um desabafo pesado com uma melodia maravilhosa.
Caio: Tô nessa, e com boa parte desse disco “Cheer Up”. “Peel” pra mim é o ápice deles ali.

Kid Kong and the Pink Monkey Birds  – “Lurch”
Amanda: Melodia bonita, tava numas de melodias lindas e pirei nesse disco.

Wipers“Wait a Minute”
André: A melhor música dessa banda que até hoje não foi sacada.
Caio: Eu ia falar do Youth Of America”, então vou aproveitar o espaço dessa aqui. Acho os três primeiros do Wipers “intocáveis”. Tem show nosso às vezes que escolhemos umas 5 musicas e “Youth Of America” pra ficar uns 10 minutos tocando ela, é uma boa desculpa pra terminar um show. Uma das coisas que gosto no “Youth Of America” também é como ele vai na contramão do que estava sendo feito no punk ou mesmo hardcore que começava a criar corpo na época (1981).

Pixies“Hey”
Caio: Meu objetivo de pop perfeito.

Raul Seixas“Quando Você Crescer”
André: Um tapa na cara da sociedade.

Sisters of Mercy“Alice”
Amanda: Eu amo Sisters of Mercy e nunca vou enjoar.

The Gun Club“Yellow Eyes”
Amanda: Uma linha de baixo triste e linda. Eu amo.

Siouxsie and the Banshees“Israel”
Caio: Rainha.

Jah Wobble“Subcode”
Amanda: Baixista do PIL, fudido. Recomendo demais esse disco com o Bill Laswell, inclusive.

The Brian Jonestown Massacre“Anemone”
Amanda: Ouvia direto esse som no 74club. Achava bonita. Um dia fui lá perguntar o que que era e quando saquei ouvi demais também!

X“Come Back To Me” 
André: Receber a notícia que a sua irmã faleceu momentos antes de subir ao palco e ir ao banheiro escrever a letra dessa música. Não preciso dizer mais nada.

Sex Pistols“No Feelings”
Caio: Gravamos essa lá no primeiro EP em 2012. Parece que toda vez que o assunto cai neles vira uma polemiquinha, vejo que a maior parte da galera vai pelo senso comum (que é uma banda de mentira, montada, etc). A maioria comprou a ideia que o empresário Malcolm vendeu deles (ponto pra ele) e pouco ouviram o que a banda em si diz ou mesmo no (óbvio) impacto que ela teve na cena musical inglesa e posteriormente no resto do mundo. Adoro as letras e o sarcasmo do John Lydon, ele tinha 20 anos quando teve que encontrar sua voz e escrever algo como “God Save The Queen”. Gosto muito do PiL também, que é onde ele realmente se mostrou algo além de alguém que ataca as instituições.

Construindo Molodoys: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Contruindo Molodoys
Molodoys

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Molodoys, que indica suas 20 canções indispensáveis. ” São músicas que me influenciam bastante no modo como são criadas e no que elas conseguem atingir na questão de criatividade e inovação seja em letra ou em melodia”, explicou Leo Fazio, guitarrista e vocalista. “Eu não uso músicas em especifico para me influenciar na hora de compor pra Molodoys, mas ultimamente quando to compondo to tentando pensar nessas, mais na questão de como se é feita a música do que na sonoridade em si”, esclareceu Vitor Marsula, tecladista .Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Cartola“Preciso Me Encontrar”
Leonardo: Música do Candeia gravada por Cartola em seu segundo disco. Eu a considero uma das músicas mais belas já feitas, seja em arranjo, progressão, letra ou melodia. A primeira vez que a ouvi fiquei completamente obcecado, seu lirismo e todo o sentimento que a letra passa em conjunto com a música já me serviram muito de inspiração quando ela está em falta, minha meta de vida é fazer algo comparável a essa música, (que é algo quase impossível, eu sei).

Pink Floyd“Take Up Thy Stethoscope And Walk”
Leonardo: Talvez minha preferida do Pink Floyd, já bebi muito dessa fonte e acho que dá pra perceber em algumas músicas do “Tropicaos”, nosso primeiro disco. Todo o peso e toda a visceralidade que essa música carrega me influenciam bastante dependendo do que eu estou criando, essas são características que eu gosto muito de trabalhar. E eu também sou apaixonado pela guitarrada do Syd Barrett, acho um estilo único e muito subestimado.

Bob Dylan“It’s Alright Ma (I’m Only Bleeding)”
Leonardo: Uma obra prima, seu lirismo é algo que me influencia profundamente, me inspiro muito em como o Dylan desenvolve a poesia das suas músicas, em como ele consegue usar de temas e fonemas pra te tranportar pra outro lugar enquanto a musica toca.

Chico Buarque“Construção”
Leonardo: O modo como a música vai crescendo e se desenvolvendo envolta dela mesma é genial, ando bebendo muito dessa fonte na hora de criar, atualmente tenho escrito bastante e essa é uma música que sempre me vem à cabeça quando procuro inspiração, tanto em letra quanto em arranjos.

The Velvet Underground“Heroin”
Leonardo: Acho que a Molodoys busca muito por uma boa ambientação nas músicas e a gente tenta trabalhar bastante no modo como elas transmitem as sensações ao ouvinte, e, pelo menos da minha parte, isso tem muita influência desse som do Velvet, totalmente visceral e criativo.

Arctic Monkeys“Still Take You Home”
Jairo: Acho a bateria do Matt Helders incrível, todo o peso e técnica que ela carrega me inspiram muito, e principalmente o fato de ele saber o que usar em diferentes partes da música para passar diferentes sensações, procuro muito isso em minhas baterias.

Queen“Melancholy Blues”
Jairo: Queen tem uma forte influência em mim há anos, acho que em toda bateria que eu crio tem um pouco deles. E esse som mais especificamente mostra como um drama pode ser perfeitamente passado à uma música. Essa em específico me inspira em todo o drama que ela carrega, acho sensacional como ela é trabalhada, é uma grande referência pra mim.

Beatles“A Day In The Life”
Jairo: Eu aprendi a tocar bateria acompanhando os discos dos Beatles, assim como o Queen, acho que é algo que está dentro de mim e das baterias que crio pra Molodoys, Ringo é um dos bateristas mais subestimados que existem, mas pra mim ele é inigualável. Além de que os Beatles servem de inspiração para eu criar em vários campos da música, eles são mestres em diversidade de estilo e sonoridades, foram pioneiros em muita coisa.

Miles Davis“All Blues”
Jairo: Uma das baterias mais lindas e suaves na minha opinião, e ao mesmo tempo carrega um peso tremendo, mas de outra forma, a bateria caminha e dança junto com outros os instrumentos, e isso é algo que eu procuro fazer em minhas composições pra bateria.

Muse“Uprising”
Jairo: Ouvi-la remete a algo importante pra mim, saber compor uma música forte e marcante sem perder a qualidade, acho que é uma grande preocupação pra mim na hora de compor pra Molodoys.

Chico Science e Nação Zumbi“Coco Dub”
Camilla: Eu e Léo somos muito fãs de Nação Zumbi e por isso essa referência partiu de nós, ficamos meses pirando horrores na grande maior parte da discografia, mas a “Coco Dub” tem uma essência experimental e livre. Foi a música que tínhamos como referência para a música “Tropicaos”. Lembro de ter ouvido ela a viagem toda repetidamente, quando fomos gravar em Amparo (interior de São Paulo).

Jupiter Maçã“Act Not Surprised”
Camilla: O baixo dessa musica é uma das minhas maiores referências de arranjo da vida. Eu gosto do jeito que ele é executado, é muito peculiar e até meio bruto, com um groove único. A psicodelia do Júpiter num geral também foi uma referência muito forte para nossas musicas, principalmente as do disco.

Som Imaginário“A3”
Camilla: Baita música dessa banda maravilhosa! Som imaginário é uma baita referência pra nós em questão de misturas de ritmos. Nessa musica, eles criam uma atmosfera tão brasileira mas de uma sonoridade tão futurista e cheia de groove e elementos não convencionais, é uma mistura de elementos muito bonita ❤

Tom Zé“Menina Jesus”
Camilla: Eu e Leo ficamos viciados nela pouco antes de gravarmos nosso segundo single. Acredito que ele se inspirou na letra e no fluxo dela para escrever a letra de “Ácido”. E Tom Zé continuará sendo o maior roqueiro da historia do MPB e maravilhoso.

Mutantes“Ave, Lucifer”
Camilla: Além de Pink Floyd, a mixagem dos Mutantes influenciou muuuito a mixagem do “Tropicaos”, uma pegada mais stereo. A “Ave Lucifer” é um belo exemplo de uma mix que fica perambulando sua cabeça (risos). PS: Use fones de ouvido para uma experiência mais completa!

Moving Gelatine Plates“Breakdown”
Vitor: Do álbum “Removing”, ela consegue ter tudo que uma música completa precisa, tanto na questão da estrutura, do começo, meio e fim, clímax e essas coisas, quanto pela questão do arranjo instrumental e de como eles conseguem conversar com o vocal e com os outros instrumentos.

Vangelis“Movement 1”
Vitor: Pois é uma das músicas que acho que chegou ao ápice do que é necessário para uma ambientação, que é algo que prezo muito.

Los Jaivas“La Poderosa Muerte”
Vitor: Pelo “feeling” que ela passa e por conseguir apresentar uma série de mudanças sem perder a característica principal.

Pink Floyd“Echoes”
Vitor: Por motivos de forças maiores agindo sobre mim.

Nine Feet Underground“Caravan”
Vitor: Pois ela é outra música que considero que tem tudo que uma música precisa.

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Construindo Subcelebs: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Subcelebs
Subcelebs

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Nesta semana a banda convidada é o Subcelebs, de Fortaleza, que indicam suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

The Cardigans“Country Hell”
Uma das nossas bandas preferidas, especialmente os primeiros discos, de sonoridade mais lo-fi, com arranjos criativamente sombrios e pegada disco – como isso é possível, só eles sabem.

Sonic Youth“Incinerate”
O Sonic Youth do começo, da época do “EVOL”, do “Goo”, é bom, mas esse Sonic Youth dos 2000s, mais direto e pop, também é bom demais.

Guided By Voices“As We Go Up, We Go Down”
A música pop perfeita não precisa ter três minutos. O Guided by Voices prova que com um minuto e meio já rola.

Weezer“I Just Threw Out The Love Of My Dreams”
Composta para o álbum perdido do Weezer, “Songs From The Black Hole”, e lançada como lado B, essa tem tudo o que faz sentido para a Subcelebs: synths furiosos, guitarras, ruído e crueza com uma pegada pop.

Steve Harley & Cockney Rebel“Make Me Smile (Come Up And See Me)”
O jeito canastrão de cantar do Steve Harley é muito inspirador.

Jon Brion“Knock Yourself Out”
Da trilha do filme “I Heart Huckabees”, uma das muitas compostas por Brion. Grandes músicas, grandes arranjos e uma voz peculiar.

Yo La Tengo“Little Honda”
Feedback já na intro e levadinha rock and roll sem ser brega.

Pixies“Hey”
Pixies, né, mores?

The Weakerthans“(Manifest)”
Rock canadense em seu melhor!

Erza Furman & The Harpoons“Take Off Your Sunglasses”
Hit do catálogo da Minty Fresh Records, essa serviu de inspiração para “Galera Paia”, pela mesma sequência de acordes que se repete do início ao final, mas você não quer que mude.

CSS“Left Behind”
A banda mais cool do Brasil dos anos 2000. Saudades.

My First Earthquake“Cool In The Cool Way”
Not cool enough in the cool way. É como nos sentimos.

Driving Music“Orange Traffic Cones”
Projeto do Fábio Andrade, que a gente ouve desde a época do Invisibles. Músicas e produção incríveis, apenas isso.

Pavement“Cut Your Hair”
Pessoas que não sabem tocar + pessoas que não sabem cantar = músicas geniais.

Graham Coxon“Bittersweet Bundle Of Misery”
O guitarrista do Blur em sua carreira solo é igualmente genial.

The Thermals“Now We Can See”
Vocais pegajosos já na intro. Não dá pra errar com essa.

Blondie“I’m Gonna Love You Too”
Vocais pegajosos já na intro. Não dá pra errar com essa. (2)

Frank Jorge“Cabelos Cor de Jambo” (Graforréia Xilarmônica não está mais no Spotify :/)
A maior entidade do rock brasileiro. Letras jovens, bem-humoradas, despretensiosas e, por isso mesmo, extremamente poéticas.

The Beach Boys“Good Vibrations”
Bonita, pop, experimental, simples, complexa, tudo em menos de quatro minutos: é Brian Wilson, minha gente!

The Beatles“Only A Northern Song”
“If you’re listening to this song / You may think the chords are going wrong / But they’re not
We just wrote them like that / If you’re listening late at night / You may think the band are not quite right / But they are / The just play it like that”. É isso. Esse é o manifesto.

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Construindo Antiprisma: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som do duo

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Construindo: Antiprisma

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Para começar, temos o duo Antiprisma, de Victor José e Elisa Oieno, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

The Rolling Stones“Street Fighting Man”
Victor: É a minha banda de coração desde criança, e desse tipo de coisa você não se livra nunca, e nem quero me livrar! Acho que para o Antiprisma o disco “Beggar’s Banquet” tem sido uma referência desde o início. A sonoridade acústica que produziram em boa parte desse álbum soa áspera, gasta, meio envelhecida… Ali não tem frescura e nem fofura, e de certa forma é um pouco desse caminho que a gente procura seguir.

The Byrds“Going Back”
Victor: Várias vezes a gente conversa sobre como fazer soar uma música e quase sempre resvalamos em Byrds. Talvez seja nossa influência mais gritante. Não me conformo como é que tem gente que não liga pra essa banda… The Notorious Byrd Brothers” é uma referência muito forte para o Antiprisma.

Stone Roses“Waterfall”
Elisa: Aqui está o representante britpop da nossa lista. Gostamos muito de Stone Roses, especialmente o primeiro álbum, que nos lembra muito o Byrds. Para nós, é um bom exemplo de como fazer coisas novas a partir de suas influências. Nós gravamos e lançamos uma versão desta música “Waterfall”, junto com nosso EP.

Big Star“The Ballad Of El Goodo”
Victor: As melodias te conquistam na primeira escutada. O som é redondinho, com harmonias bonitas, violões e guitarras legais. Parece uma fórmula simples, mas não é. Essa faixa do primeiro álbum explica bem o que é essa banda. Big Star tem um som bonito, e mesmo no terceiro disco, que é meio esquisitão, você reconhece essa qualidade.

Love“Andmoreagain”
Victor: O Love chama atenção porque mescla essa vibe de folk rock com pop barroco com uma capacidade absurda, e Forever Changes é uma obra-prima perfeita de cabo a rabo, não tem como melhorar aquilo. Se conseguisse fazer uma música dessa categoria algum dia me dava por satisfeito. Além disso, a banda sabia impor o peso do rock quando precisava soar agressiva. Arthur Lee foi um baita compositor de música pop.

Bert Jansch “Poison”
Elisa: Esse é daqueles caras que dá até um orgulhinho de ouvir. As músicas dele são essencialmente folk, várias delas muito calcadas na música tradicional escocesa, e com melodias lindas. Isso junto com o violão típico de Bert Jansch e sua pegada blues e jazz, solto e ‘cool’. Me lembro de ter lido em algum lugar que o Bert Jansch está para o violão assim como o Jimi Hendrix está para a guitarra elétrica. Ouvir Bert Jansch com certeza é uma escola para o Antiprisma.

Velvet Underground “All Tomorrow´s Parties”
Elisa: Velvet é uma banda muito importante para o Antiprisma. Acho que o nosso lado mais experimental, o estilo que procuramos em algumas músicas, a liberdade artística que nunca podemos nos esquecer… isso vem muito do Velvet Underground.

Grateful Dead“St Stephen”
Victor: A liberdade que a gente percebe na música do Grateful Dead é inspiradora. Sem contar a capacidade para improvisos e a versatilidade que eles têm para saltar de um gênero para outro. Poucas bandas têm essa personalidade tão forte quanto eles. A cena de São Francisco dos anos 1960 no geral é muito cativante, é algo que sempre escutamos hora ou outra.

Milton Nascimento“San Vicente”
Victor: Essa a gente até já se aventurou a tocar em alguns shows. Milton Nascimento é uma coisa que não dá pra definir. Principalmente na fase dos anos 1970, ele fez discos misturando rock com jazz, música latinoamericana, caipira, progressivo e mais um monte de coisas, mas sempre soando autêntico, sem se perder. É legal quando não dá pra classificar algo coeso, e ele é único.

Kurt Vile“Baby´s Arms”
Elisa: Quando conhecemos Kurt Vile, acabamos nos identificando muito com o som que ele faz. O disco “Smoke Ring For My Halo”, parece ter referências muito parecidas com as nossas, seja nas canções em si ou na escolha de timbres, que passa pelo folk dos anos 60 e pelo pós-punk e anos 90. Aliás, foi por causa de uma entrevista que vi do Kurt Vile, em que ele estava em uma loja escolhendo alguns discos e falando sobre eles, que conheci Bert Jansch e Fairport Convention. A partir disso, eu e o Victor entramos em um período em que descobrimos e ouvimos muita, mas muita coisa mesmo de folk britânico, o que acabou sendo um dos embriões para a formação do nosso som.

John Fahey“On The Sunny Side Of The Ocean”
Victor: Quando a gente começou a tocar junto entramos nessa fase de moldar nosso estilo próprio escutando tudo quanto é referência. E foi daí que veio John Fahey. Desde então me inspiro muito no seu modo de tocar, e por incrível que pareça ele foi um dos motivos para acrescentarmos a viola caipira em algumas canções. Parece estranho, mas muito do que ele faz no violão soa extremamente brasileiro, tipo aqueles violeiros das antigas. Aí existe uma conexão bem estranha.

Bert Jansch – “Winter is Blue”
Elisa: Quando eu conheci o som da Vashti Bunyan, me identifiquei imediatamente. O vocal tranquilo, meio envergonhado e quase sussurrado me inspira bastante, e as canções dela têm melodias fortes e bonitas. O disco “Just Another Diamond Day” é lindo, intimista e sincero, um belo exemplo de álbum folk, se quiser chamar assim. Ela lançou também uma compilação de singles (“Some Things Just Stick in Your Mind”) onde está a “Winter is Blue”, em que as canções têm uma roupagem até mais pop do que folk, muito bom.

Beatles“Norwegian Wood”
Victor: Se você faz música com algum viés pop e valoriza muito as melodias é praticamente impossível não pensar em Beatles em alguma parte do processo de compor. Beatles é uma escola, né. Todas as fases da banda são importantes pra nós, e estudar as gravações também nos ajudou muito desde o comecinho.

Siouxsie and The Banshees“Israel”
Victor: A referência pode não aparecer muito no nosso álbum ou no EP, mas pós-punk é uma coisa bastante forte nas nossas influências. Essa fase que chamam toscamente de “gótica” é muito criativa. Vários discos são realmente muito artísticos, e Siouxsie é uma baita banda foda. É legal ver como uma composição essencialmente punk, de estrutura simples, ganha outro aspecto quando se pensa em arranjos estranhos e sons inusitados. Acho que aprendemos muito com isso.

Cat Power“Nude as The News”
Elisa: O que mais gostamos nas músicas da Cat Power é o fato de elas parecerem super básicas, mesmo não sendo, e isso acaba refletindo talvez na maneira de estruturarmos criações do Antiprisma. Essa canção “Nude As The News” é foda. Tem uma base simples de guitarra que permeia a música inteira, mas mesmo assim a Chan Marshall consegue trazer várias partes diferentes e muita dinâmica.

Simon and Garfunkel“Scarborough Fair”
Elisa: Simon & Garfunkel é uma referência muito importante para o Antiprisma, principalmente o jogo de harmonias vocais que eles fazem. Acabamos sempre tendo eles meio que como um paradigma de qualidade, um ideal a ser alcançado e para nós é muito divertido “estudar” o que eles fazem nas músicas.

Sonic Youth“I Love You Golden Blue”
Elisa: Talvez não apareça tanto no Antiprisma, apesar de muita gente já ter perguntado se gostamos de Sonic Youth. Para mim, é uma inspiração constante. Desde a maneira de tocar, os arranjos e até o estilo dos vocais. Eu adoro esse jeito meio blasé, meio displicente de cantar da Kim Gordon.

Secos e Molhados“Fala”
Victor: Aquele primeiro disco é uma coisa que não tem como evitar. As letras são ótimas, a proposta visual eu acho que nunca vai morrer por completo e as músicas por si só sobreviverão pra sempre. O fato de ser do Brasil algo assim faz a gente lembrar como nosso país é foda na música.

Fairport Convention“Percy´s Song”
Elisa: Essa é uma banda que gostamos muito. O som do Fairport Convention é bastante único, sendo uma banda de rock com identidade forte na música tradicional britânica. As melodias inspiradas no estilo folk tradicional britânico e o uso de guitarras e violões com o efeito “drone” (em que fica soando uma nota constante na música), muito presentes no Fairport, são coisas que gostamos de usar no Antiprisma. Essa música “Percy´s Song”, na verdade é do Bob Dylan, mas gostamos muito dessa versão deles e do jeito de cantar da Sandy Denny (vocalista da banda).

Pink Floyd “Echoes”
Elisa: Escolher só 20 músicas é difícil. Era para ter entrado nesta lista também o Syd Barrett. Afinal, tanto as canções dele solo quanto as do começo do Pink Floyd são influências fortes para nós. Mas tudo bem, escolhemos a “Echoes”, cuja melodia lembra muito o Pink Floyd com o Syd, mas já tem a estrutura “espaçada” e melancólica, típica dos anos seguintes da banda. Com certeza, mesmo sem perceber, acabamos sempre colocando algo de Pink Floyd no nosso som.

Ouça aqui a playlist do Antiprisma e siga o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify:

Reunimos uma porrada de gente pra eleger as melhores músicas nacionais e internacionais de 2016

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Melhores de 2016

Chegou aquele momento do ano em que todo mundo faz suas listas, retrospectivas e tentamos eleger o que aconteceu de melhor nos últimos 365 dias. Aqui no Crush em Hi-Fi eu preferi deixar a tarefa de escolher os grandes sons de 2016 com os próprios músicos, jornalistas, produtores e apaixonados por música. São mais de 50 pessoas que nos contaram quais foram os grandes sons nacionais e internacionais deste conturbado ano.

Na música nacional, Carne Doce, O Terno e Jonnata Doll e os Garotos Solventes foram os mais lembrados pelos entrevistados, enquanto David Bowie, Angel Olsen e Descendents foram os artistas estrangeiros que mais mexeram com o coração das mais de 50 pessoas consultadas. Confira as escolhas e sigam as playlists dos Melhores do Ano 2016 no Spotify do Crush em Hi-Fi!

Gustavo Cruz (Minuto Indie)

Quarto Negro “Filhos do Frio”
Conheci essa banda no projeto Orange Sessions e simplesmente me apaixonei. Respeito o trabalho deles e garanto que se você ainda não conhece, vai viciar.

Lorn“Acid Rain”
Não sei se são independentes, mas conheci recentemente e não consigo parar de ouvir. É a banda que resume o que gosto de encontrar sonoramente. Boa pra vários tipos de vibes.

Jaison Sampedro (RockALT)

Mustache & os Apaches“Time Is Monkey”
Embora eu esteja quebrando um pouco o protocolo, vou me aproveitar de uma falha técnica e falar de um álbum que foi lançado no final de dezembro do ano passado. E embora seja uma banda um tanto conhecida (isso se você dá uns rolês na Av. Paulista) acho que vale muito a pena dar uma conferida no Mustache & os Apaches. A saída do estilo acústico fez muito bem ao grupo paulistano formado em 2011. Com um estilo meio
bluegrass e folk rock, o seu mais recente álbum “Time Is Monkey” tem um som muito divertido, agradável e
descompromissado de se ouvir, algo que na minha opinião ganha uma pontuação elevado em meio a um monte de bandas que se levam a serio de mais e são um tédio completo quando se escuta. Por isso escolho essa banda, em um ano tão desgraçado como o de 2016, nada melhor do que uma banda festiva, alegre e descompromissada.

Sheer Mag“Can’t Stop Fighting”
Acredite em mim, Sheer Mag é do caralho! E sabe por que eu digo isso? Porque essa banda é a mais perfeita combinação do rock dos anos 70 com o estilo e a atitute punk. Formada na Philadelphia no ano de 2014 o grupo lançou até agora três EPs com 4 musicas cada, e não seria exagero dizer que todas, sim eu disse TODAS são muito boas. Vou focar no EP de 2016 o EP “III 7” já que o texto se trata das melhores do macabro ano de 2016, a musica “Can’t Stop Fighting” trata de violência contra mulheres na cidade de Juarez e a exploração econômica e trabalhista da região, é ai que entra atitude punk, as criticas são certeiras e o som é um power pop repleto de riffs que imediatamente te fazer lembrar Thin Lizzy. Outra musica que vale a pena conferir é “Nobody’s Baby”, a ultima canção do álbum, que mostra um pouco da realidade da vocalista Christina Halladay, descrevendo as suas desilusões, decepções e exclusão social em sua adolescência. Por mais que esses temas pareçam sérios, Sheer Mag é uma banda extremamente dançante e quando você escuta pela primeira vez não vai conseguir tirar da cabeça.

Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream)

Vitreaux“Eu Vi Um Beatle Outro Dia”
A também estréia da banda paulista Vitreaux, que é formada por Lucas Oliveira, Guib Silva, João Rocchetti e Ivo Liberato. ‘Pra Gente Poder Passear’ foi lançado em Maio e é um álbum belo que traz notas dosadas de romance, humor e psicodelia. E já que eu não perco oportunidade de fazer uma referenciazinha à Beatles em quase tudo que eu escrevo / falo / penso / respiro, indico a faixa ‘Eu Vi Um Beatle Outro Dia’ para quem quiser conhecer a face mais beatlesca e divertida da Vitreaux.

The Claypool Lennon Delirium“Captain Lariat”
O álbum de estréia da dupla The Claypool Lennon Delirium, formada por Les Claypool e Sean Lennon. ‘Monolith of Phobos’ foi lançado em Junho desse ano e oferece 11 faixas que unem o melhor dos mundos dos 2 músicos: a pegada teatral e o característico baixo de Claypool com a lisergia de Lennon. A faixa ‘Captain Lariat’ é uma de minhas favoritas e resume bem a vibe do álbum.

Marky Wildstone (Wildstone Productions)

Marco Butcher“The Needle”
Primeiro single do álbum solo do Marco Butcher, essa música prova a maturidade que este cantor, guitarrista e compositor atingiu e para onde o garage rock de outras épocas o levou. Com a promessa de uma turnê pelo Brasil em 2017 aguardo ansiosamente para vivencia-la ao vivo, em shows.

The Dirty Coal Train“Heat Spike Sputterin”
Sou suspeito para falar desta banda, já que produzi e toquei com eles na Europa e no Brasil neste ano, mas essa faixa do álbum “Super Scum”, lançado em Março pela Groovie Records de Portugal é simplesmente incendiária, tanto em seu registro de estúdio quanto na performance visceral que a Beatriz apresenta-a em apresentações ao vivo.

Zé Menezes (Thrills and The Chase)

Sabotage“Superar”
Coloca o fone, sai andando e dá o play. Vai estar respondido.

Motosierra“Buzo Nuevo”
Motosierra pesado, sujo e dançante, sim.

Ariel Machado (Incesto Andar)

Raça“Garras”
Pra mim o “Saboroso” é o disco do ano absoluto em escala nacional. Todas suas músicas são hinos, acabei elegendo “Garras” entre todas elas levando o ao vivo como critério. Um dos melhores shows que vi no cenário independente nos últimos tempos. Menos de dois minutos de música conseguem representar toda intensidade e pessoalidade desse segundo álbum. Os novos teclados, sintetizadores e outros elementos adotados enfatizam a mudança desde os registros anteriores. Raça é a maior banda de ‘dream emo’ desse país.

DIIV“Mire (Grant’s Song)”
Umas das muitas favoritas do “Is This The Are”, segundo disco da banda lançado em fevereiro. Sou fã desde o “Oshin” (2012), mas fui pescado de vez pelas melodias desse último álbum. A banda de fora que mais ouvi durante o ano. Por baixo dos riffs e coros de microfonia, Mire é guiada pela voz murmurada do Zachary Cole. Como se o Sonic Youth flertasse com o My Bloody Valentine.

Dija Dijones (Loyal Gun, Chabad, Penhasco, O ApátridaSchwarzenbach)

Jonathan Tadeu – “Ninguém Se Importa”
Essa foi difícil. Comecei a acompanhar com mais afinco algumas coisas de música brasileira e rap e muita coisa formidável foi lançada. Howlin’, Sinewave, TranstorninhoDinamite, Bichano e muitos outros selos lançaram muita, mas muita música acima da média. Me vi em inúmeros dilemas na hora de escolher uma única música e, no fim, acabei optando por não ser nepotista ao escolher uma canção de alguma banda da Howlin’ (selo do qual faço parte, mas ainda sim, recomendo os trabalhos que Gomalakka, Chalk Outlines, Blear, Bufalo, Poltergat e In Venus lançaram neste ano) e nem bairrista, escolhendo algo paulista, e “Ninguém Se Importa”, de Jonathan Tadeu acabou sendo a minha escolha. O disco, “Queda Livre”, deveria ser figurinha fácil em qualquer lista de melhores do ano em âmbito independente. As melodias são belíssimas, os arranjos de muito bom gosto e as letras de dilacerar os corações incautos e “Ninguém Se Importa” é dos grandes cartões de visita do rapaz. Jonathan Tadeu é o Lô Borges da nossa geração.

The Hotelier“Goodness Pt. 2”
“Home Is Like Noplace is There”, do The Hotelier, é um dos meus discos favoritos lançados nesta década. “Goodness”, o sucessor dele lançado neste ano, ao meu ver e ouvir, não o iguala em qualidade, mas trouxe essa canção primorosa: “Goodness Pt. 2”. Essa canção deve ter sido a canção internacional que eu mais ouvi neste ano. O que mais fascina nesta composição é sua estrutura: a bateria inicia os trabalhos com ritmo firme e serve de suporte para uma linha vocal que parece uma súplica; logo, uma guitarra, aparentemente dissonante, faz contraponto até que a segunda guitarra e o baixo dão forma à harmonia e, a seguir, a banda vai apresentando variações disso, até voltar para a bateria
pulsante do início. Fico extasiado quando a história de uma música é contada também no arranjo, não apenas na letra. E “Goodness Part. 2” é um excelente exemplar desta ideia de composição.

Raf F. Guimarães (músico, compositor)

Raf F. Guimarães e Amigas de Plástico“A Última Crisálida do Outono Estará Presa em uma Estrela”
Megalomania? ÓBVIO, mas pelo menos eu sou honesto… Acredito que dentro trabalho que eu estou desenvolvendo, esta música tenha tudo para ser um ótimo cartão de visitas, apesar de estar o mais longe possível do conceito de “single”. A dinãmica dela evolui de forma incrível e eu mesmo me espanto
com o que eu consegui fazer em termos de “dinâmica vs. orquestração”…É absurdo o número de pessoas que me abordam dizendo como que foram pegos com um frio no estômago com uma letra tão especificamente particular a mim…enfim, acho que em termos de composição essa canção é uma daquelas que você
escuta e pensa “putaqueopariu, isso está em OUTRO nível de realidade.

Wolvserpent“Aporia:Kãla:Ananta”
Atualmente, o Wolvserpent é uma das poucas bandas que me fazem ainda entender entender música como Arte. Para quem acompanha o trabalho do duo é mais que claro que eles conseguiram ir além do limite que já tinham alcançado. Para mim, este trabalho vai além de qualquer definição de sub-gêneros na música em que o projeto já foi “rotulado”: ele vai além do drone, do doom, do ambient e do extreme metal. Ele me remete diretamente à mesma ruptura que Strauss e vários outros compositores da 2a Escola de Viena estavam
interessados…

Rafael Chioccarello (Hits Perdidos)

Pollux & Castor“Bruxa do Mar”
Um ano um tanto quanto apocalíptico e cheio de acontecimentos que levaram muitos a perder um pouco da esperança na humanidade: precisava de uma trilha sonora a altura. “Bruxa do Mar” tem uma atmosfera que te remete ao bandas como The XX e Real Estate mas sem esquecer do pós-rock de grupos como Mogwai e Sigúr Ros. As guitarras te levam para outra atmosfera, talvez para as profundezas do mar onde a bruxa se abriga. E ela vem para te buscar com a força da correnteza. O post-hardcore também mostra a força e a fúria do contraste entre o instrumental quase ambient indo de encontro com as guitarradas violentas e viscerais. É o transbordar do copo cheio… A ambição acaba se tornando uma forte ressaca da tormenta proveniente da desilusão.

The White Lung“Death Weight”
Não é difícil ver o White Lung nas principais listas de fim de ano. Mas eu creio que também pelo discurso firme de empoderamento feminino. Se as Coathangers são uma banda que tem subido em qualidade, eu acredito que a White Lung já chegou lá. Prova disso que a Domino Records ao perceber isto em 2014 integrou elas ao casting. E os temas são diversos, desde brigas dentro do lar com seu parceiro a distúrbios alimentares. É um papo reto de mina para mina. Achei foda.

Amanda Mont’alvão (Sounds Like Us)

Huey“Adeus Flor Morta”
Não vou negar minha parcialidade na escolha de uma música do Huey (risos), mas é que “Adeus Flor Morta” sintetiza, sonoramente, os humores de 2016. Que tempos conturbados, sufocantes e que demandam urgência! Mas a resposta não é a velocidade, mas sim, a possibilidade de pausa e contemplação. E o metal instrumental de “Adeus Flor Morta” tem tudo isso, mostrando como a música tantas vezes representa aquilo que tá engasgado na garganta.

Child Bite“Heretic Generation”
O Child Bite é uma banda de Detroit que conheci pela gravadora americana Joyful Noise, em 2013. “Heretic
Generation”, tirada de um dos melhores álbuns do ano, o “Negative Noise”, traz o desespero servido em doses espalhadas, mas não menos incisivas. Tem peso melódico e percussivo criativamente balanceados, e o disco, como um todo, me remete a um dos discos da vida, o “My War”, do Black Flag.

Vina (Sounds Like Us)

The Pessimists“Podridão Invisível”
O The Pessismists passa a impressão de que eles pegaram os instrumentos como quem pega em armas e despejaram um arsenal de músicas diretas e objetivas com base no punk e pós-punk. “Podridão Invisível” é uma das duas músicas em português do disco e também a que mais se destaca pra mim. Grande música!

Neurosis“Reach”
No mundo foi um ano de muita música boa, mas o Neurosis fez o melhor disco e dentro dele, a música mais incrível de 2016: “Reach”. É uma música que me lembra a vibe do “Eye of the Every Storm” e o “Given to the Rising” que são dois discos que eu gosto muito. Peso, melodia e uma opressão, e pressão, sonora absurdamente linda.

Bruno Agnoletti (Dum Brothers)

Muddy Brothers“Sweet Lover”
Pra mim o “Facing The Sky” é o melhor álbum do ano.

Red Hot Chili Peppers“Dark Necessities”
Os caras vieram com tudo nessa musica e mostraram que ainda são muito bons no que fazem.

Bruno Palma (Chalk Outlines)

Mudhill“Not About Survival”
Já tem um bom tempo que conheço o Zeek. Já admirava e acompanhava o cara desde a época do Shed. E o Mudhill é uma baita banda. “Not About Survival” foi um primeiro aperitivo do álbum de estreia da banda, “Expectations”, e veio com características que sempre me pegam: basicamente bastante guitarra e um refrão pra cantar junto. De quebra, a letra é muito do que a gente passa tocando em banda independente, no
underground. I’ts only about feeling alive. É um verdadeiro hino.

Anohni“Drone Bomb Me”
Anohni é a cantora trans que cantava à frente do Anthony and the Johnsons quando ainda se identificava como Anthony Hegarty. “Drone Bomb Me” traz aquela carga de drama pesadíssima já esperada de Anohni, envolta em camadas e camadas de sintetizadores, que dão um ar de mistério e melancolia à faixa. É uma canção fortíssima.

Bruno Carnovale (Black Cold Bottles)

Abacates Valvulados“O Canto Colapso”
Eu escolhi essa música porque ela foi um ponto de surpresa pra mim esse ano. Depois de um pequeno período de reestruturação, o agora trio são-bernardense mostrou que também sabem equilibrar bem o dinamismo de uma melodia com o peso do efeitos que estão à sua disposição. A parte lírica também orna muito bem com a melodia, e eu acho que isso fez com que eu considerasse essa música a melhor do ano na minha humilde opinião (não foi nem um pouco fácil).

Turtle Giant“Orange Grape”
Essa banda que, originalmente é de São Paulo mas que hoje está baseada em Macau (na China) fez o disco que, de longe, foi o que eu mais ouvi no ano. Um disco quase impecável, com uma delicadeza ímpar e arranjos excepcionais. E desse disco incrível, a minha favorita é “Orange Grape”, que é sublime em sua execução. Desde as notas oitavadas no piano até a bateria extremamente bem executada ganham os ouvidos pela excelência, e com certeza é a minha faixa favorita do ano no que se refere à músicas internacionais (e particularmente, é um orgulho poder escolher uma banda brasileira que se destaca mundialmente falando, não é?)

Claudio Cox (Giallos)

Zefa Véia“Sentimento Carpete”
Sou muito fã desses caras, eles conseguem fazer rock sem nenhuma preocupação estética, saca? Punk, garage, surf, aquela coisa toda! o Felipe é um cronista fudido, melhor banda!

MIA“Borders”
Essa mina é foda, trata de assuntos delicados no meio da mesmice da música pop, só por isso já tem minha audiência, mas vai além… Piro no flow dela, batidão pesado, famoso ranca tampa!

Pedro Gesualdi (Danger City)

FingerFingerrr“Quem te Convidou?”
As bandas de rock mais influentes dos anos 2000 não foram Strokes e Interpol; foram o White Stripes e o Death From Above. Resultado: hoje em dia, tem várias duplas afiadas que botam muita big band no bolso. O melhor exemplo aqui no Brasil é o FingerFingerrr, que em 2016 lançou um puta disco maduro, moderno, bem produzido e cheio de referências perspicazes. ‘Quem te Convidou?’ é minha favorita do álbum porque, mesmo talvez sem perceber, descreve tim-tim por tim-tim estes últimos tempos, quando tantas portas se fecharam e
tantas credenciais foram pedidas.

David Bowie“Blackstar”
A história toda dessa faixa e desse disco é puro 2016. Dramática, épica e cheia de expectativa, precedendo uma profunda sensação de perda. A gente fala brincando, mas pensando bem, não pode ser mera coincidência que este ano tenha começado com a morte de David Bowie. No mínimo, um tremendo agouro. Mas “Blackstar” também traz beleza na serenidade de um homem confortável com a mudança – em última instância, com a morte. Que em 2017 a gente tenha a mesma coragem do Bowie.

Cristina Martins (Abacates Valvulados)

Metá Metá“Três Amigos”
Metá Metá foi uma das grandes descobertas pra mim este ano. Esta música é uma das melhores do último álbum, lançado este ano. A voz da incrível Juçara Marçal me levou a uma viagem que eu ainda não tinha provado. Inspirador.

Dead Pirates – “Mel”
Este é um dos projetos músicas de um dos meus ilustradores favoritos, o Mcbess. Com influência de stoner, as guitarras levam a uma nova experiência mesmo despertando aquela nostalgia, como se a gente já conhecesse aqueles riffs. Mesmo assim surpreendente.

Gabriel Serapicos (Serapicos)

Tatá Aeroplano“Step Psicodélico”
Canção muito divertida. É uma imagem bonita da cena musical paulista. Hit da cena independente.

Radiohead“Burn The Witch”
Volta triunfal de Thom, Johnny e companhia. A letra tem um clima de linchamento que ilustra bem os tempos atuais. Por tempos atuais, quero dizer os últimos 10 mil anos.

Júlia Abrão (Bloodbuzz)

Miami Tiger“Amblose”
Gostei demais do EP do Miami Tiger. As músicas são pesadas e misturam bem demais com a voz doce e brava da Carox. Minha predileta do EP é “Amblose”, que dá nome ao EP. Posso dar uma puxada de sardinha pra mim também? Curti demais o single “Dead People”, da minha banda Bloodbuzz.

Juliette Lewis“Any Way You Want”
Ela é a rainha de lançar coisa sem divulgar direito, fazer show sem avisar, prometer coisa e não lançar… E aí no dia do meu aniversário (11/11) a Juliette Lewis soltou um EP que soa mais como os antigos Licks do que dos seus últimos trampos solo. Future Deep” tem 7 músicas, e minha predileta é a que abre o EP: “Any Way You Want”. Gostinho de “You’re Speaking My Language”.

Ana Malta (Porta Maldita)

O Terno“O Orgulho e o Perdão”
É foda mas os caras realmente surpreendem e quase nunca deixam a desejar. De longe, para mim, esse foi o melhor albúm d’ O Terno. Conta a história de uma vida inteira, passado, presente, futuro. Amores, desamores e sonhos. Foi difícil escolher uma música só, porque realmente me identifico com quase todas. O critério que usei para desempatar foi a inovação. Por isso acho que fico com “O Orgulho e O Perdão”. Porque os meninos se arriscam. Fizeram um samba à lá rock psicodélico que deu muitíssimo certo, o resultado ficou fino demais.

Jeff the Brotherhood“Portugal”
Sou fãzona de Jeff the Brotherhood. Os cara estão no corre da cena desde 2005 mas ficaram mais conhecidinhos de uns 3 anos pra cá. Porque essa música? Porque além dos irmãos Orral fazerem um som punk/psicodélico/rock da pesada, que apesar de ser na maior parte das vezes uma cacetada, eles conseguem
trazer também profundidade, originalidade e uma densidade muito característica. Soa bem aos ouvidos mas bate igualmente forte no peito. Acho que nesse álbum, essa música representa bem essa faceta. A faixa “Ox”, 7 do albúm, é uma das preferidas também. Pois é carregada de sentimentos e com certeza é a aposta sonora mais diferente e tranquila que a banda já fez.

Gil Luiz Mendes (FreakMarket)

Dorival“Academia da Berlinda”
Música do último disco da banda pernambucana de ritmos latinos. A canção que conta da relação de um pescador com a mulher que quer que ele deixe o trabalho no mar, foi uma homenagem aos 100 anos de Dorival Caymmi, comemorado em 2015. A faixa ainda conta com a participação de Lula Louise, filha de Chico Science.

Lake Street Dive – “Mistakes”
Além de ter a melhor cantora da atualidade, a banda lançou esse ano um álbum sensacional que une R&B, Disco, Jazz, Pop… Essa faixa é uma das mais melancólicas e graciosas do disco. Climinha intimista clássico.

Flavio Juliano (FingerFingerrr)

André Whoong“12 Milhões”
O André lançou seu segundo disco, ‘Justo Agora’, em dezembro, nos finalmentes do ano, e a música ’12 Milhões’ e seu riff não saem da minha cabeça. Sabe nas horas vagas do pensamento? Então, ela tá lá. Sinal de que é uma puta música e em 2017 vai ser “12 Bilhões”.

DJ Shadow ft. Run The Jewels“Nobody Speak”
Tirando as do disco do Kanye, a música que mais ouvi esse ano talvez tenha sido ‘Nobody Speak’, do DJ Shadow com Run the Jewels. Pelo menos ela tá sempre nos ícones da primiera fila toda vez que abro o YouTube. É um sinal então. Acho que ela deu um chute na bunda do rap mainstream, que precisa de vez
em quando, e acertou umas contas.

Bijou Monteiro (jornalista/produtora)

Guaiamum“Convenience”
A justificativa é a seguinte: o disco homônimo de Guaiamum levou dez anos inteiros para ser concebido e esse preciosismo aparece de cara nas canções. Encorpadas pelas raízes de Daniel Ribeiro no post-rock, as faixas têm baterias caudalosas por terem sido pensadas por um guitarrista e isso faz muita, muita diferença nos palcos. A proposta dele é de um folk personalíssimo, em que as fusões estilísticas (post-rock, prog por aí vai) criam o requinte sonoro do disco.

D’Alva“Mas Só Se Quiseres”
Sabe música com som de maresia, sorriso, gente feliz, frescobol e uma nostalgia boa? Pois bem. Assim é o duo
português D’alva. Conheci o som deles em 2013 (álbum autoral que recomendo muitíssimo) e esse ano os meninos voltaram com um single divertido e despretensioso. Leve, gostoso de ouvir e de dançar. Nostálgico porque escutar D’alva é meio que se ver nos anos 80, com polainas, meias de lurex e walkman Aiwa
no ouvido. É ver mil referências dançantes do passado honradas em um pós-moderno tranquilo. Que não quer ser nada além de ele mesmo. E é justamente por isso que a hashtag do duo é #somosdalva

Lucas Baranyi (GQ Brasil)

Emicida“Mandume”
A letra é incrível, a produção é gigante e tudo isso foi coroado com um clipe fantástico lançado ainda nesta semana, mas o que realmente chama a atenção é o time que o Emicida levou pra gravar com ele. Não só pelo talento de todo mundo, mas por deixar bem claro que o rap é miscigenado, tem espaço pra branco, pra negro, pra mulher e pra gay. “Mandume”, pra mim, coroa ele como o melhor rapper brasileiro da atualidade.

Chance The Rapper“No Problem”
O Chance the Rapper que é, pra mim, o maior destaque internacional de 2016. Ele finalmente explodiu pro mundo com essa mixtape (“Coloring Book”) e assumiu uma posição de extremo destaque neste ano. Se Kanye West tá surtando e o Kendrick Lamar já está com a coroa de atual rei do hip hop gringo, o Chance é o filho pródigo do gênero – e todo mundo está esperando por mais coisas brilhantes dele.

Elson Barbosa (Herod)

Macaco Bong“Baião de Stoner”
Tenho uma historinha particular com essa música: assisti ao show do Macaco Bong no Z Carniceria quando eles tocaram o novo disco na íntegra, antes mesmo de ser gravado. Nenhuma música tinha título ainda. Essa foi uma das que mais me chamaram a atenção, justamente por ser uma mistura inusitada de influências regionais com stoner rock. No dia seguinte, comentando no Facebook sobre o show, falei que a minha
favorita era uma espécie de “baião com stoner”. A banda leu o post, e batizou a música dessa forma. Maior honra ter feito parte dessa história.

Swans“The Glowing Man”
Quase 30 minutos de caos. “The Glowing Man” é a faixa-título do novo álbum do Swans – o último da formação atual da banda. Tive o privilégio de vê-los ao vivo ano passado tocando faixas desse disco em primeira mão, e fecharam o show com esse monumento à cacofonia e à catarse. Não se sabe qual vai ser o próximo capítulo da banda, mas estão encerrando o atual de forma monstruosa.

Fernanda Gamarano (Der Baum)

Jonnata Doll e Os Garotos Solventes“Swing de Fogo”
Eu escolhi essa como melhor nacional porque tive o prazer de conhecê-los e tocar por um dia com eles esse som! Tem participação do Dado Villa Lobos do Legião Urbana, e tem uma sonoridade que remete os anos 80-90 mas sem soar clichê! Os caras são muito bons! Recomendo!

White Lies“Big TV”
Conheci essa banda esse ano pelo Cesar Neves, tem um clima anos 80 a la Tears for Fears, banda nova muito boa e essa faixa é minha favorita!

Raphael Fernandes (Editora Draco)

Jonnata Doll e os Garotos Solventes“Crocodilo”
Quem viu ao vivo, sabe que o Doll e seus Solventes são uma banda explosiva. De todo seu repertório atual, minha favorita é essa maluquice que rima Nilo com crocodilo e mamilo. Certamente, a banda mais punk da cena atual!

Truckfighters“Desert Cruise (Live)”
A música não é deste ano, mas o Truckfighters lançou um verdadeiro trator em forma de disco ao vivo com “Live in London”. Essa porrada sonora tem que acertar o máximo de orelhas que puder. A música nasceu de novo com essa versão!

Valciãn Calixto (Cantor e compositor)

Céu“A Nave Vai”
Não curto tanto os trabalhos anteriores da Céu, todavia durante muitas noites esse ano eu me vi ouvindo essa música antes de dormir. De alguma forma ela me deixa bem sereno. Vale acrescentar que esse disco todo da Céu é muito bem produzido, os timbres foram bem escolhidos e usados, nada sobra ou falta nos arranjos e nessa música em especial, sintetizadores e guitarras conversam muito bem. Claro que o disco dela é dos melhores de 2016, do disco eu fico com essa música.

Lady Gaga“Dancin’ In Circles”
Vou colocar essa aqui porque vindo de mim seria muito improvável. O fato é que tem pouco tempo comecei a me ligar mais nas artistas pop e nesse sentido poderia ter colocado a Rihanna aqui também, mas vou ficar com essa da Gaga porque sinto na música uma coisa bem latina no ritmo, tem um pouco do ragga, eu acho, até mesmo na harmonia. A batida tá bem na cara também junto com a voz, essa proximidade com a música latina foi o que me despertou os ouvidos assim que a canção tocou para mim na primeira vez. Esse ano fui até num evento que só rolou especial Lady Gaga a noite toda aqui em Teresina. Foi loucura!

Milton Rock (Drenna)

Drenna“Desconectar”
Além de ter uma ótima gravação toda feita no estúdio Toca do Bandido e mixado em Nova York por Aaron Bastineli, potencializando o som da faixa e deixando lado a lado de bandas do mainstream nacional no quesito técnico, a música aborda um tema super atual que é o fato de todos estarem conectados 24 por dia e quanto isso vale realmente. Quanto isso nos faz perder momentos únicos que vão ficar registrados em celulares mas não mais em nossas memorias? A questão da música fica ao redor de quanto custa desconectar.

Eruca Sativa“Antes Que Vuelva a Caer”
Essa música é foda, conta uma historia real, tem um puta peso e consegue ser pop com um refrãozão lindo. Mix e master tudo no lugar. Acho que é uma das grandes bandas de nossa epoca, pouco reconhecida aqui no Brasil.

Jairo Fajer (Autoramas)

Emicaeli“Varanda Gorfê”
Experimental, foda, minha banda preferida, tem 20 anos e pouca gente conhece. Original e feito como punk deve ser, pelos próprios braços.

The Twist Connection“Nite Shift”
Conheci em prtugal na tour com Autoramas, demais! Banda novissima.

Bruna Dourado (Hey, Take a Listen)

O Terno“Culpa”
É a minha música preferida de 2016. A melodia é sensacional e sai do lugar comum do rock alternativo nacional. A letra não poderia expressar melhor um sentimento que todos temos hora ou outra. A banda é um dos destaques do estilo e mostra que ainda podemos esperar muita coisa boa vinda de terras brasileiras.

Garbage“Blackout”
A faixa está no segundo disco em 10 anos da banda e mostra que eles estão em forma, voltando às origens sem deixar de lado a novidade. A música é incisiva e forte, mas carrega a doçura que a vocalista Shirley Manson consegue imprimir, apesar da imagem imponente.

Matheus Pinheiro (Cigana)

Carne Doce“Artemísia”
Essa música é muito forte em todos os sentidos…a sua letra e sua importância e relevância para tantas questões do “nosso hoje”, seu instrumental, dinâmico, delicado e inspiradíssimo… Essa é uma daquelas raras músicas que te conquistam, te agarram e fazem pensar muito logo na primeira ouvida…

Bones“FAT”
Descobri a Bones pelo disco novo do Jeff Beck, “Loud Hailer”, que pra mim é um dos melhores do ano. A Bones é uma dupla britânica, formada por uma baita de uma guitarrista (Carmen Vanderberg) e uma vocalista muito foda (Rosie Bones). Elas são a banda (e a voz) durante todo esse álbum do Jeff Beck, e escreveram todo o material junto com ele. Fui pesquisar mais sobre elas e descobri suas músicas, que apesar de poucas, são simplesmente animais, com uma pegada incrível.

Punk Mello (King Chong)

Tássia Reis“Ouça-Me”
Para mim o som nacional mais foda de 2016, foi a segunda faixa do CD “Outra Espera” da Tássia Reis a música “Ouça-me Remix” com produção de Dia & Grou, esse som é muito potente, vem para escancarar as portas, em um tom bem agressivo a Tássia da voz e visibilidade as minas negras que fazem um rap foda, e muitas vezes não conseguem atingir sua potencia máxima por conta do machismo, racismo e outros tipos de preconceito que o mundo da musica carrega em si! A música é inspiração total e uma overdose de animo para qualquer pessoa, quando ela começa a cantar e põe os pingos nos ‘i’ parece que a mensagem vai entrando na nossa cabeça de uma maneira bem positiva, faz a gente pensar em como consumimos a musica feita por mulheres por exemplo e como é importante um rap como esse tá circulando bastante por ai! Máximo respeito à Tássia Reis e sua banca que vem quebrando a banca de muito MC de plástico que temos por ai!

Noga Erez“Dance White You Shoot”
Para mim a melhor música do ano foi a “Dance While You Shoot”, da cantora e produtora Noga Erez, uma israelense muito talentosa que vem roubando a cena com seu som eletrônico, psicadélico, o som é animal , o beat é envolvente e bem produzido, tive o prazer de ver seu show de perto aqui no interior de São Paulo e sua performance ao vivo é muito boa, ela tá chegando com tudo, já participou de vários festivais fodas, inclusive do Primavera Sound, e aqui no Brasil participou do Boulevard Olímpico. Ela está atingindo um nível muito alto em suas produções. O clipe dessa musica é animal, mostra toda sua potência e o que me chama mais atenção nela é que ela já está circulando bastante e ainda não lançou nenhum álbum tem várias musicas ‘perdidas’ pelo net só, o que faz eu achar ela ainda mais foda!

Renato AC (Produtor, Diretor e Arroz-da-Balada 019)

Motor City Madness“Gravediggers”
Essa rapaziada do sul fez o melhor show ao vivo de 2016, além do clipe dessa música, com uma pegada doida de filme B de zumbi podre. Paulada na orelha !

Skating Polly“Pretective Boy”
Foi a banda nova que me fez pirar! São duas irmãs de Oklahoma que misturam todas as melhores influencias musicais de estéticas e atitude 90´s, sem ser só mais uma bandinha de internet. O clipe dessa música é muito bem produzido, e se inicia com melodias dançantes e vocais suaves da jovem vocalista, que gradativamente se torna em distorção e gritaria.

Gabriel Muchon (Poltergat)

Mudhill“Not About Survival”
Nem é o tipo de som que ouço mais, mas esse disco novo deles tá um primor. Muito bem gravado, mixado, masterizado… Enfim. Melhor disco de 2016 (by far), com a melhor música de 2016 na minha opinião!

Cabbage“Uber Capitalist Death Trade”
Vou na musica que mais me marcou nas ultimas semanas. Pra variar, banda de Manchester.

Jimmy Olden (Blind Beggars)

Molodoys“Quebra Arcos”
Eu sou louco por rock setentista e progressivo, essa música instrumental tem todos os elementos necessários: solo pirado de sintetizador, guitarras psicodélicas, baixo marchando e bateria jazzística.

Marillion“The Leavers”
Eu estava esperando algo novo dessa banda há muito tempo, o último lançamento foi o “Sounds That Can’t Be Made” de 2012 e é incrível como eles mexem nas entranhas dos sentimentos com as suítes deles. Eu sou louco por essa banda.

Leo Fazio (Molodoys)

Pedro Pastoriz“Revelações”
Vou escolher a música “Revelações”, quarta faixa do disco novo do Pedro Pastoriz, “Projeções”, inovador em vários aspectos e com composições muito boas e bem trabalhadas, é um dos melhores disco do ano pra mim. Sobre a faixa, escolhi a Revelações porque foi uma das que eu menos dei atenção na primeira ouvida, mas depois ela me pegou de jeito, gosto muito do peso que ela carrega em algumas partes, sem falar que as nuances e as melodias são muito bonitas.

Blank Banshee“My Machine”
Internacional eu escolho a “My Machine”, segunda faixa do terceiro disco do Blank Banshee, “MEGA”. Senti uma estranheza enorme (mas no bom sentido) quando ouvi ela da primeira vez, me passou um sentimento enorme de catarse e euforia. Acho o Blank Banshee um dos melhores projetos na ativa atualmente, recomendo demais.

Thiago Ones (Wiseman)

Sabotage “País da Fome, Humanos Animais”
É díficil (pra mim) conseguir lembrar de algum artista falecido que tenha deixado material póstumo tão relevante
quanto o que ele tenha lançado em vida. Normalmente são sobras de estúdio, gravações pessoais e coisas do tipo. Pois é, O mano Sabota conseguiu. Óbvio que o play contou com uma galera da pesada na produção, mas isso não diminui em nada o brilho e genialidade do saudoso Maurinho. “País da Fome (Humanos Animais)” começa com uma locução de rádio/TB Contando a morte do protagonista. A letra é simples: O dia-a-dia de quem viveu todas as dificuldades da pobreza extrema. É o cotidiano da miséria que gera conflitos, sofrimentos e
que acaba mostrando o caminho do crime. É a narração genuína de uma pessoa que VIVEU isso e não de alguém que tenta “pagar de favela” pra ser “COOL” malandrão! Como diz o som: “Boatos são boatos, Quem vive é guerreiro”!

Descendents“Without Love”
A música começa com “Long years waiting for it/Longos anos esperando por isso”, e foram longos anos esperando pelo show deles, né? Talvez esta nem seja a “melhor música de 2016” pra mim, mas é uma das melhores do play novo dos veteranos e foram longos anos esperando a chance de vê-los ao vivo. Esse
som é daqueles com refrão que você sai assoviando por aí, é punk rock, pop punk, hardcore melódico, chame como quiser. Descendents é clássico e ponto.

Helder Sampedro (RockALT)

Second Come“Oppenheimer Regret”
Mais de 22 anos após seu último trabalho, uma das bandas mais influentes do underground brasileiro voltou à ativa com o single “Oppenheimer Regret”. Os riffs que embalaram a geração grunge brasileira dos anos 90, a sonoridade que remete a grandes nomes da cena gringa tudo volta em grande estilo no novo trabalho dos, agora veteranos, músicos do Second Come. A música mostra porque a banda ganhou um ar mítico na cena
brasileira e nos deixa ansiosos por mais trabalhos, esperamos que Francisco Kraus e companhia sigam essa linha em um futuro e esperadíssimo álbum.

Iggy Pop“Sunday”
Se teve uma música que eu ouvi sem parar nesse ano certamente foi “Sunday”. O triunfo desse single do álbum mais recente de uma das últimas lendas vivas do autêntico rock alternativo é ser ao mesmo tempo chiclete e um “anti-single” que foge de qualquer clichê que uma canção feita pra “estourar” nas rádios teria. O hit coringa meio que se encaixa bem em qualquer hora do dia, refletindo o humor de quem ouve, dá pra bater o pezinho, dá pra arriscar uns passos de dança, ou apenas curtir as sacadas da letra que retratam um certo marasmo ou cansaço da repetição da vida cotidiana. Uma das melhores músicas de um ano que teve belos trabalhos de artistas consagrados, uma excelente maneira de curtir e celebrar a carreira daqueles que ainda estão com a gente
nessa histeria coletiva que a vida se tornou.

Emmily Barreto (Far From Alaska)

Inky“Skinned Alive”
O Inky é tão bom que a pessoa acha que não pode melhorar, aí eles lançam um álbum novo e o queixo cai do rosto de tão maravilhoso. Essa música me faz sentir uma sensação muito boa todas as vezes que eu ouço, não importa quantas vezes. O sintetizador é tipo uma luz que abduz a gente (risos).

Warpaint“Whiteout”
Não tenho como explicar o porque dessa, sério, só ouvindo e sentindo. Essas minas são surreais e as melodias nas vozes são muito muito muito muito boas. Eu trocaria o FFA pra tocar no Warpaint (risos)

Camilla Merlot (Molodoys)

Murilo Sá e Grande Elenco“Mundo Impressionista”
Nacional é a “Mundo Impressionista” do Murilo Sá e Grande Elenco, que é uma baita musica, cheia de arranjos doidos e frenéticos. Gosto muito das nuances eletrônicas dessa musica e dos arranjos de sax.

La Femme“Sphynx”
Internacional do La Femme, uma banda francesa bem grandinha até que lançou o disco 1 dia depois da Molodoys, a pegada deles é mais eletrônica, mas também é cheio de nuances e arranjos fodas, todas as musicas do disco novo são incríveis, mas escolhi a “Sphynx” que é a faixa de abertura, porque ela traz um bom equilíbrio entre o eletrônico e o orgânico, que eu senti muita falta em outras bandas nesses últimos tempos e pela melodia do vocal, que eu morro de amores!

Amanda Ramalho (Chá das 4 e 20 Músicas)

Medulla “Fim da Estrada”
Porque passa uma coisa maravilhosa. Eles imitam criancas no coro. A letra é simples e adorável.

Alicia Keys“Work On It”
Delícia de disco. Eu gostei dessa repaginada dela porque ela se desenfeitou fisicamente e deixou a música dela mais próxima da música que eu gosto. Leve, fluida as vezes pesada, mas essa música passa o mesmo que a anterior do Medulla.

Ian (Der Baum)

Jonnata Dolls e Os Garotos Solventes“Swing de Fogo”
A faixa que abre o álbum “Crocodilo” lançado esse ano e tem participação de Dado Villa-Lobos. Curto muito a pegada oitentista e obvio os climas de new wave dos teclados. Para mim uma das revelações desse ano no cenário nacional vale a pena conhecer todo o trabalho da banda de Fortaleza.

White Lies“Take It Out On Me”
A banda Inglesa que é de 2007 e eu acabei conhecendo tardiamente mas pude acompanhar o lançamento do quarto álbum chamado “Friends”. Curto muito a pegada das guitarras no fundo e os climinhas de teclado e lógico a batera com pegada de som de sessão da tarde.

Millena Kreutzfeld (Os Garotos de Liverpool)

FingerFingerrr“X”
Os paulistanos lançaram o primeiro CD este ano, chamado “MAR”. Não tinha dúvidas que o CD seria uma grata surpresa, mas mesmo assim fiquei assustada com a qualidade. A escolhida é “X”, que segundo Cifas (baterista), foi criada espontaneamente na gravação. Gosto como a letra conta uma história, a sensação de robôs cantando graças aos sintetizadores e como a voz da Luiza Lian explode, dando o toque feminino na música fazendo total diferença. Com certeza é uma das favoritas do play do ano.

Hanni El Khatib “Gonna Die Alone”
A escolha internacional são os queridos de Los Angeles, Hanni El Khatib. Os conheci através de Bass Drum Of Death, já que o selo deles é o mesmo. O projeto da banda esse ano foi lançar 5 EP’s chamados “Savage TImes Vol. 1”, “2”, “3” e assim respectivamente. De todas músicas, “Gonna Die Alone”, presente no primeiro EP é a minha favorita. Gosto como eles brincaram com o próprio estilo deles – que difere um pouco do dois primeiros CDs. Além disso, o ritmo otimista é o contraste perfeito com a letra que conta com um destino fatal. “I’m gonna die alone, really alone. If the ones that hate me don’t kill me first, the ones that love me gonna harm me worse.”

Yannick ou AfroSamurai (rapper)

Vivendo do Ócio“Batalha do Sono”
É uma musica que fala sobre as inspirações noturnas. Cheia de metáforas sobre a vida, sobre o amor, sonhos e as sensações da noite.

Ho99o9“Da Blue Nigga from Hell Boy”
Gosto de músicas estranhas que me chocam e que perturbam minha mente.

Mariana Ceriani (Dead Parrot)

Carne Doce“Artemísia”
“Artemísia” fala de um tema que voltou a ser palco de discussão recentemente: o aborto. Falar desse tema em uma música não é tarefa fácil, então só por isso já é louvável. A letra direta, o arranjo emocional das cordas e a voz da excelente cantora Salma Jô, que começa mansa, mas vai crescendo e tomando força, como se quisesse falar para o mundo de peito aberto sua escolha, se complementam nessa baita música. É o tipo de música que mexe com o emocional.

David Bowie“Lazarus”
Não poderia deixar de escolher uma música do melhor CD do ano, “Black Star”, em minha opinião. A música ”Lazarus” foi o último single de Bowie antes de morrer. Todo contexto é fascinante, como se fosse o grand finale da carreira e da vida dele. Na música, Bowie relembra alguns momentos da sua vida e sua voz transmite o pesar de ter que ir embora, mas, no final, abraça o alívio de ir e, finalmente, ser livre. A atmosfera melancólica, introduzida com graves bem definidos, o tom ‘jazzístico” e a guitarra ‘indie’ da introdução transmitem o que foi esse grande ídolo da música e da cultura pop: um músico que quebrou paradigmas, misturou estilos e nunca teve medo de ousar.

Dudx Babaloo (A Coisa Toda)

Davis feat. Cameo Culture“Blind”
Davis é um dos produtores mais refinados que o Brasil tem atualmente. À frente da festa ODD e do selo In Their Feelings, ele conseguiu criar um público específico juntamente com seus parceiros de selo e festa, esse ano ele lançou “Blind” e cativou mais ainda esse público com uma proposta sonora sofisticada e leve. Lançado pela Innervision, um dos mais respeitados selos de música eletrônica, ‘Blind’ é um single que nos fez ver o quanto o país tem a oferecer para o mercado da música.

Metronomy“Night Owl”
Após um festival de emoções que foi ‘Love Letters’, Metronomy retornou um pouco mais sóbrio e também melancólico em 2016. A banda sempre manteve esse equilíbrio entre um som animado mas que sempre toca na nossa tristeza interior, algo difícil de atingir. Esse sentimento dúbio, que está nas entrelinhas, faz com que a gente sinta e se comunique com a banda de maneira especial. É como nesse video, um passeio com a morte,
sem ter medo dela.

Priscila de Castro Faria (Winteryard)

BRVNKS“Freedom Is Just A Name”
Descobri há pouco o Brvnks e gostei. Me soou despretensioso, bem feito e me remeteu aquela brisa boa de bandas ensolaradas tipo Alvvays e Best Coast, só que um pouco mais “roqueiro”. Do EP acho que “Freedom is just a name” realmente ganha destaque. Ela me fez querer ouvir mais e , principalmente, ir em um show, ouvir ao vivo, dar uma dançada…

Angel Olsen“Sister”
Já era uma grande fã da Angel Olsen desde o álbum anterior (“Burn Your Fire for No Witness”) e então, quando ela lançou o “My Woman” ,fui bem empolgada ouvir o novo material. E ele realmente superou minhas expectativas. É um álbum bem revigorante, direto, onde conheci um outro lado da cantora mas também a reconheci em vários momentos. Minha música favorita é “Sister”, talvez por eu ter uma certa tendência a
gostar de músicas mais melódicas e sonoramente tristes (risos), mas certamente também é pelos maravilhosos últimos minutos onde se desenrola um desajeitado e barulhento solo de guitarra, que nos fazem relembrar o que há de mais sincero no espirito do indie/grunge.

Artie Oliveira (Don Ramón)

Huaska“Pode”
Tem uma pá de banda que lançou material novo este ano (eu me incluo nessa com o Don Ramón), mas se é pra escolher alguma que realmente me causou impacto, eu fico com a primeira música do disco novo do Huaska. Por quê? Porque eu achei extremamente válido da parte deles, que ganharam notoriedade de fundir Bossa Nova ao Nu Metal, gravar uma faixa que não tem nenhum elemento que caracterizou o disco anterior e ao mesmo tempo, retoma o tipo de som que se fazia no começo da banda, no caso, do EP “Mimosa Hostilis”.

Descendents “Without Love”
É mais pela questão emocional mesmo. Todo mundo tava esperando esse disco sair depois de um intervalo de doze anos do “Cool to be You” e ainda mais, pelos shows (maravilhosos) que rolaram no começo do mês. Eu estava lá e garanto: foi uma das raras vezes que uma banda das antigas tocou material novo e as músicas estavam na ponta da língua da galera MESMO! Fora que, é um dos melhores refrões do Descendents até hoje e ver os quatro ao vivo depois de anos de espera, vale a pena pra caralho!

Fernando Tucori (R7)

Mescalines“Serpente de Bronze”
O disco homônimo lançado pelo duo Mescalines em 2016 foi a melhor coisa que arrumei para andar na rua, para escrever sem freio e para botar pensamentos pra rolar. Parece nada, mas é absolutamente tudo. O destaque, apenas por primeiro impacto, vai para a faixa de abertura, “Serpente de Bronze”.

AJJ“Junkie Church”
Definitivamente rebatizados como AJJ, o Andrew Jackson Jihad reescreveu a Bíblia em 2016 e, se tem um disco que resume o refluxo azedo que voltou queimando a garganta neste ano, é este. Sean Bonnette, vocalista e letrista, amadureceu de um punk que odiava o mundo pra um cara que tenta entender a própria cabeça. Fico com “Junkie Church”, que é daquelas músicas que têm o poder de mudar teu dia se te pegar do jeito certo, no lugar certo e com o tipo divagante de raciocínio.

Victória Zav (Serapicos)

Marina Melo“Laura”
Nacional eu acredito que seja a música Laura, da Marina Melo, porque fala sobre os abusos que as mulheres sofrem e claramente 2016 teve muita discussão sobre isso e muitos avanços e retrocessos ao mesmo tempo no que diz respeito a igualdade de gênero, só movimento feminista.

Alev Lenz“Fall Into Me”
Internacional eu diria que foi a música “Fall Into Me”, da Alev Lenz, porque essa composição dela é simples mas ao mesmo tempo engenhosa e bem produzidaça, além de que ela conseguiu ir pra trilha sonora de Black Mirror, no último episódio da terceira temporada, o dias abelhas.

Mariô Onofre (Mescalines)

Jonnata Doll e os Garotos Solventes“Crocodilo”
Jonnata Doll é um multi artista e essa junção com os Garotos Solventes é incrível guitarras frenéticas, palhetadas e riffs que não ouvia faz tempo nessa onda bunda mole que está por aí, não sei se bunda mole é a palavra certa, bom que se foda. Os shows ao vivos do Jonnata Doll e Os Garotos Solventes é pura energia realmente é contagiante todo mundo que assiste ou fica chocado ou entra na onda. Recentemente eles lançaram o álbum “Crocodilo” ao qual estou escutando agora. Façam o mesmo:

Cavernoso Viñon“Ouvre la Gorge”
A banda Independe Internacional eu escolhi o Cavernoso Viñon onde a vocalista é uma paraguaia que canta em francês e seus músicos brasileiros da cidade de Curitiba, a noticia da volta deles recentemente foi uma grande surpresa pra mim e espero que a banda não acabe tão cedo, anseio por disco novo em 2017.

Amanda Abreu (Seis Músicas)

LAY“Chapei”
Na real, é muito recente essa minha decisão. Vi uma série de reportagens da ID MAGAZINE com a Grace Neutral e ela foi entrevistar a Lay, eu ainda não conhecia a Lay e fui pesquisar, achei foda e achei no spotify, que entrou recentemente. Então, uma artista independente pra mim, a melhor música é essa.

Tinashe “Cold Water”
A Tinashe tem uma música chamada “Cold Water” que eu acho foda. E ela foi uma que eu escutei muito em 2016, ela em si é uma mina muito forte, que tá começando e estourando o R&B vibes sexys e eu gosto muito. Esse álbum dela é sexy, e eu escuto sempre que posso pra me sentir assim também, então escolho essas pra internacional.

Mariana Cantini (Don’t Mind The Fuzz)

Fernando Maranho“Jodorowsky”
Sou meio suspeita pra falar, como grande fã de Cérebro Eletrônico… Esse é projeto solo do Fernando Maranho (voz e guitarra), acompanhado pelo Renato Cortez no baixo e Gustavo Souza na bateria. O show é uma experiência alucinante, cósmica e que me deixou com um sorriso quase infantil no rosto por mais umas 2 horas depois do show terminar. Super recomendo!

Ty Segall“Candy Sam”
É foda acompanhar os mil projetos dessa maquininha, mas acho que esse é o meu favorito. A performance ao vivo no KEXP é incrível e o Ty Segall como front man bebê babão é maravilhosa!

Jéssica Liar (Youtuber)

Quatro Negro“Benedito, 682”
Eu não gosto de musicas melancólicas mas me pego ouvindo essa música do Quarto Negro durante horas seguidas e acredito que seja porque me trazem memórias que eu nunca construí. A letra consegue transportar você pra a aquela situação, é quase que viver um clipe só ouvindo e nem é preciso estar triste para prestar atenção. É surreal como essa música entra no cérebro e deixa pensativa. Não recomendo ouvir pra dormir porque é insônia na certa, mas devo dizer que to escrevendo sobre ela enquanto deitada na cama tentando dormir pois vale a insônia. Música foda é aquela que mexe com os seus sentimentos até esquecidos!

Stephen“Fly Down”
Piano, bateria, guitarra, sintetizador, teclado, voz , ritmos lentos e mais agitados e conseguir uma música foda? Stephen faz isso em praticamente todas as suas músicas do álbum “Sincerely”. A música “Fly Down” eu acho que passei pelo menos uma semana ouvindo só ela, e mais nada. Depois eu voltei pro álbum inteiro do Stephen. Música come pelas beiradas e vai dominando sua atenção, se transforma em algo que você menos
espera a cada minuto que passa e te surpreende. É boa pra ouvir em qualquer momento, em casa tomando vinho, andar de skate, uma road trip e até pra transar.

Bá Monteiro (cantora e compositora)

Atlântico Lunar“Bilhão”
A dupla carioca Felipe Vellozo e Gabriel Luz fez um dos discos mais bonitos que eu já ouvi na vida. Eles tocam na banda da Mahmundi também (que é MARA). Quando ouvi esse disco pela primeira vez, fiquei tão surpresa que parei tudo que estava fazendo para prestar atenção na música. Ela me acalma e me deixa feliz. É lindo demais. O disco inteiro é maravilhoso, letras boas, instrumental rico. Mas a faixa de abertura é minha preferida e já te faz mergulhar nessa onda de good vibes e tranquilidade. Como passar uma tarde relaxante na praia no Rio de Janeiro, mas sem a breguice hippie de aplaudir o pôr do sol. É bonito e classudo. A música mais gostosa do ano! E uma das melhores surpresas que eu tive com música esse ano, também. Vi os caras ao vivo recentemente e o show não decepciona. Eles são felizões no palco, parecem super gente boa, empolgados e relaxados, bem na pegada solar da música. Merecem muito estar em uma lista de melhores do ano.

Jamie T “Tescoland”
O Clash é minha banda preferida da vida e “Tescoland”, do também londrino Jamie T, é a música que mais me lembra o Clash que eu já ouvi! Nenhum outro artista trouxe o som da Only Band That Matters de volta à vida de forma tão forte quanto ele. Joe Strummer ficaria orgulhoso. Essa faixa é muito semelhante sonoramente e também tem uma letra de crítica social com sotaque forte inglês que lembra muito o quarteto punk – e, principalmente, Joe Strummer. A letra fala de suicídio, desilusão amorosa, desesperança, crise econômica, aquela sensação de ansiedade, pânico e depressão de se sentir desajustado em uma sociedade cada vez mais
maluca e em um mundo que parece cada vez menor. Tesco é a maior rede de supermercados do Reino Unido, aliás. Daí o nome “Tescolândia”. Atualmente o Jamie T não é mais tão independente, ele assinou com a Virgin, mas possui um selo próprio e tem um som bem alternativo e ainda não vi ninguém no Brasil falando dele – apesar de ele já ter quase 10 anos de carreira, já estar relativamente famoso no Reino Unido e da BBC tocar suas músicas sem parar. Essa música é boa demais e merece ser divulgada por aqui. “OUVÃO!”

Victor José (Antiprisma)

Alambradas“Mapa dos Arredores”
Essa faixa do EP “Clíclica” já me chamou atenção antes de ser gravada. Nicole já havia lançado uma session tocando essa, só com piano. Mas na versão definitiva me chamou atenção a levadinha, que por algum motivo me lembrou logo de cara aquelas canções do Beach Boys. Sem contar a letra, que é muito honesta, verdadeira. Ouço frequentemente. Vale também destacar a participação do Victor e do Lucas do Bratislava no baixo e na bateria, respectivamente. Ficou uma vibe bem pop, mas um pop redondo e que não enjoa.

Charles Bradley“Nobody But You”
Poderia escolher qualquer uma do álbum “Changes” que ainda assim seria mais que justo. O que falar de uma voz como aquela? É um tipo de som que não tem erro. Pra quem gosta de soul das antigas então, nem se fala. Mas no caso dessa música, além do feeling de Bradley, o arranjo é uma maravilha. Aquela guitarrinha com tremolo, o naipe de metais… Tudo muito bom.

Elisa Oieno (Antiprisma)

Ale Sater“Filha do Dino”
Difícil escolher uma faixa do EP “Japão”, do Ale Sater. Escolhi a “Filha do Dino” e sua viola caipira. A melodia e letra lembram aquele som de raíz brasileira nordestina e sertaneja, e a guitarra ‘etérea’, que permeia por todo o EP, dando aquela ‘vibe’ meio melancólica. “Bão” demais.

Slowcoaches“54”

Eu conheci esta banda recentemente, e me pegou logo de cara. Slowcoaches é um trio de Londres com um som diretão e alto de pegada punk tradicional, ‘garageira’. Eles acertam na mosca em melodias junto com timbres e pesados e barulhentos, como nessa música ‘54’, um belo exemplo de noise pop. Essa faixa
está no EP “Nothing Gives”, que foi lançado este mês.

Roberta Artiolli (SETI)

Tagore“Mudo”
Gosto dos synths, dos timbres e da produção foda! Acho a canção uma bela representante do psicodélico Brazuca, alto nível.

Phoebe Sinclair “This Isn’t Love”
A música da inglesa que conheci esse ano é um mix de belezas. Melodia poderosa, atmosfera envolvente, levados por uma voz deliciosa. Adoro a dinâmica da música. Ah, e o clipe também me hipnotiza. Fuck yeah, Phoebe!

General Sade (Porno Massacre)

Blues Drive Monster“Negação”
Mas vamos lá, aqui na terra da aposentadoria post-mortem eu elejo a música “Negação”, do Blues Drive Monster. Porra! Que som! Pra começar ela tem umas quebradas no ritmo tão abissais, que parece que cê levou uma paulada e até reagir, ela já mudou de novo. Acho muito louco quando a quebra vem assim, tipo uma curva da Mogi Bertioga. E com o passar do tempo ela vai ficando mais caótica. Pô, se é divertido assim ouvir, imagino tocar essa música, com essa caoticidade toda, principalmente no final, Achei show. Outro ponto é a voz, que está colocada de uma forma que sempre me tira um sorriso, tem uns picos agudos no meio que acho geniais, depois uns guturais lá pelo meio.

Motorpsycho“Lacuna/Sunrise”
Já na gringa, eu gostei muito (acho que a faixa de 2016 que eu mais ouvi), “Lacuna/Sunrise” do Motorpsycho que tem um riff delicioso e maldito, porque é um chiclete desgraçado e você não consegue se livrar daquilo nunca mais durante o dia. Fora que ela é enorme, dá pra deixar tocando e esquecer, só deixar rolar. Mas é uma puta música pra, sei lá, ficar chapado no alto de algum lugar alto (com toda essa redundância possível mesmo)…

Dani Buarque (BBGG)

Overfuzz – “Evil Desires”
Overfuzz é uma das minhas bandas favoritas da cena. Eu escuto o álbum deles pelo menos 1x por semana. Essa faixa segue o mesmo que sinto quando escuto o álbum “Bastard Sons of Rock n Roll”, aqueles timbres lindos nas guitas, a cozinha maravilhosa e os vocais melódicos e rasgados do Brunno. Pra mim, a melhor música de 2016.

Reignwolf“Hardcore”
Eu sou APAIXONADA pelo som deles mas só tem umas 3 músicas de estúdio na internet, o resto vc só ouve nos shows. O Jordan Cook é inacreditavel na guitarra, o show é bem blues rock n roll e ele é um puta front man. Esse som é um pouco menos “guitar hero” que os outros mas eu curti bastante os efeitos da guita e o vocal dele sexy-agressive (risos), só deixou a galera mais ansiosa pelo álbum completo que tá de rosca pra sair.

Lucas Lerina (Der Baum)

Dingo Bells“Dinossauros”
“Dinossauros” do Dingo Bells, foi uma música que me gerou um sentimento de nostalgia e amor à primeira audição.

Kanye West“Ultralight Beam”
Também rolou uma coisa sentimental, pela ambiência e a letra, apesar do Kanye não ser flor que se cheire, o disco é muito bom!

Ciça Bracale (Gomalakka)

Raça“Dez”
Não sei se é a melhor, porque teve muita coisa boa mesmo, ouvi muito Carne Doce, Gorduratrans, Jonathan Tadeu, etc etc Mas marcou, porque tava no setlist preparado e ouvido no caminho do parto da Flora, nossa primeira filha.

Angel Olsen“Woman”
Foi um disco que toquei muito pq ti estudandonesse tipo de sonoridade pro meu projeto solo, além de curtir muito o ar jukebox das músicas dela com essa voz nostálgica, curto muito a poética, as letras, e essa é uma música extensa, mas nada cansativa, bem lírica que não canso de ouvir.

Boqa Santana (Penhasco)

Jonathan Tadeu (feat Sentidor) – “Sorriso Besta”
É importante que levar em conta quatro fatores: 1. Jonathan Tadeu é um gênio. 2. Essa música é foda, mas o disco todo te eleva espiritualmente se você realmente gosta de música! 3. “Queda Livre” é um dos melhores discos lançados nessa porra de década do roque independente. 4. Pelo amor de deus, Jonathan Tadeu!

Kevin Abstract“ECHO”
Eu conheci o “garoto do capacete” nesse ano. Ele faz um rap bem fora da curva, e uma das provas cabais é a canção “Echo”, uma balada sobre problemas familiares, depressão e fuga de casa. A faixa integra o disco “American Boyfriend: A Suburban Love Story”, um dos melhores do ano na minha opinião.

Debbie Hell (Música de Menina/Ouvindo Antes de Morrer/Debbie Records)

Cabin Fever Club“April”
Essa música é do álbum de estréia de Johann Vernizzi, lançado em julho de 2016 com 10 músicas junto com um 7′ de acetato de tiragem limitadíssima (só 20 cópias). Você pediu só uma música mas vale a pena ouvir o disco todo. É um som bem lo-fi, intimista, extremamente pessoal e despretensioso, que o Johann gravou em seu quarto, sozinho. Em algumas músicas ele chegou a usar o fone do iphone para captação de voz. O resultado é impressionante: se perdendo em todas as camadas da música, letra, melodia, clipe (tudo no DIY), é impossível ignorar o talento do garoto e a preciosidade do som.

Sheer Mag“Nobody’s Baby”
De novo estou só escolhendo uma música de um todo incrível. O Sheer Mag é uma banda da Filadelfia que lançou seu terceiro EP em Março deste ano. O som junta elementos de garage e power pop e a vocalista desafia os padrões da indústria não só com sua sonoridade, como com sua imagem fantástica e super inspiradora.

Fernando Sanches (CPM 22 / O Inimigo / El Rocha / Againe)

Hurtmold“7:30”
Olha o Queijo: Baixo meio Cólera, Bateria Free Jazz, Guitarras Minutemen Cracudo e de quebra Paulo Santos fodendo a porra toda.

Descendents“Spineless and Scarlet Red”
Bill Stevenson, meu compositor favorito em grande forma.

Alf Sá (ex-Rumbora, Supergalo, Raimundos)

Mahmundi“O Calor do Amor”
Canção pop das boas com uso de sintetizadores indiscriminado, sem perder a classe e letra em português. A Mahmundi além de compor bem é excelente produtora. O álbum todo é massa.

Michael Kiwanuka – “Cold Little Heart”
A introdução com ar cinematográfico já fisga a atenção de cara. Depois vem um clima Floydiano que emenda num soul rasgado de emocionar o mais duro dos seres humanos. Grande descoberta. Acho foda.

Amanda Rocha (La Burca)

Rakta“Filhas do Fogo/Conjuração do Espelho”
Então, eu tenho escutado pouca coisa nova gringa – fico meio nos 80´s / 90´s (risos), mas gosto de Thee Oh Sees, tem o novo dos medalhões Leonard Cohen, Nick Cave, Bowie…mas o que me pegou mesmo foram os nacionais. Me toca muito esse som, uma mistura intensa-cabrera-e-linda de raízes tribais post punk com um xamanismo empoderador. Essas minas são foda, uma das melhores bandas do Brasa.

Quarto Negro – “Obsessivo”
Esse som é demais, obsessão e imprevisibilidades sobre o relacionar, difícil ficar indiferente. Fiquei por um tempo escutando no repeat quando foi lançado e ainda ouço. Comecei a prestar atenção na banda por este som.