Construindo Petit Mort: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda  mezzo-argentina mezzo brasileira Petit Mort, que conta suas influências. “Estamos sem computador, o HD morreu (Rest In Peace), então estamos aqui com o Juan numa Lan House comentando as 20 músicas. Foi muito massa fazer a seleção, lembramos de varias histórias. Foi bem difícil botar só 20 e ficamos nos ligando o quão velhos temos ficado! (risos)”, contou Michelle Mendez, vocalista e baixista da banda. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Rage Against the Machine“Killing In The Name”
Trilha da época do colégio que ainda hoje arrepia a gente. Admiração total pelos riffs poderosos. Banda e música que tem nos influenciado muito no jeito de nos posicionar ante o mundo através da música.

Pearl Jam“Porch”
Show ao vivo mais arrepiante que vimos na vida. O vocal do Eddie Vedder é o mais foda, o cara transmite o sentimento como ninguém. É uma das bandas que mais ouvimos na época em que estava nascendo o Petit Mort. As primeiras músicas tem bastante influência no jeito de compor e letras.

PJ Harvey“Rid Of Me”
Mulherão da porra. Admiração total, aprendi muito com ela no seu jeito de ocupar o espaço num mundo tão machista como é o do rock. Composições poderosas e criativas.

Tool“The Pot”
Música e clipe irado. A viagem deles na composição e estruturas das musicas são sensacionais. A gente ouviu muito na adolescência.

Primus“My Name is Mud”
O baixista do rock mais foda, doido e com presença de palco excepcional. Ter assistido ao vivo ele lá em Buenos Aires foi uma experiência inesquecível, baita festa. Conheci a banda quando ouvi essa música.

Melvins“Lizzy”
Asissti eles lá em Buenos Aires, no Niceto Club, uma casa de shows de pequeno/médio porte. Fui lá com meus brothers: dois deles desmaiaram no meio do show. A pressão da banda e esses graves foderosos com duas baterias no palco fizeram a gente ficar muito louco.

Nirvana“School”
A gente nunca fez covers, nem fomos banda de covers, mas fizemos algumas exceções pois tem música que vale muito a pena homenagear, como essa. Altos gritos de Kurt, das principais influências da banda.

Red Fang“Prehistoric Dog”
Os clipes mais engraçados que ja vimos duma banda de rock são deles. Estamos morrendo de vontade de assistir um show deles ao vivo agora que ficamos sabendo que vão vir pro Brasil.

Truckfighters “Gargarismo”
Escutamos pela primeira vez na primeira turnê na Europa, em 2010, na casa do vocalista holandês Sander, que insistiu muito pra gente ouvir essa banda. A energia deles ao vivo é das melhores, simplesmente quebram tudo e com certeza isso nos empolga pra deixar tudo no palco com cada show.

Incubus “Blood on the Ground”
Trilha das nossas turnês pelo sul da Argentina e Chile em 2008/2009. Chegamos a fazer essa música ao vivo junto ao conhecido guitarrista da Patagônia Pey Etura. A época dessa música do Incubus é das melhores, a gente ouvia muito. Baitas letras e atmosferas.

Macaco Bong“Shift”
Um dos motivos pelo qual a gente mora no Brasil. Melhor banda, admiramos muito. O jeito de compor do Bruno Kayapy com certeza influenciou no meu jeito de pensar a guitarra. Tivemos o grande prazer de compartilhar palco com eles, gente fina demais. Muito admirável a história, guerreiros.

Foo Fighters“Low”
Furamos a fita desse disco na turnê da Europa em 2010. Essa música foi a que mais ficou na nossa cabeça. Clipe engraçado, composição sensacional. Altas baterias e guitarras.

Red Hot Chili Peppers“Suck My Kiss”
Flea, te amamos. Banda que nunca vou cansar de ouvir, a mais foda de todas. Sempre conseguem nos encher de energia, mudar o humor dos nossos dias.

Soundgarden“Outshined”
Uma das primeiras músicas que aprendi tirar em guitarra, riff inesquecível. Sentimos muita tristeza com a morte do Cornell, voz única, cara talentosíssimo com uma baita sensibilidade nas suas letras .

John Frusciante“Going Inside”
É incrível como pode existir uma pessoa no mundo que saiba traduzir tão bem toda sua dor e loucura com suas composições, desde as baterias, samplers, guitarras até as letras profundas. Me faz sentir muita coisa cada música dele, em especial essa aí.

Deftones“My Own Summer”
Da época da MTV que te fazia conhecer novas bandas do caralho. Música que fizemos tributo num show na Amsterdam, Holanda na primeira turnê de Europa no 2010.

Arctic Monkeys“The View From the Afternoon”
A conexão que tem o Alex Turner com o batera é única, muito talentosos. Admiro muito as composições deles dois. Essa banda tem umas letras sensacionais.

Sumo“Mejor No Hablar de Ciertas Cosas”
Música cheia de significado pra nós argentinos, poesias do Luca Prodan que mexeram com nossa cabeça bem na adolescência. Foi muito bom aquela banda ter existido pra história do rock argentino.

Queens of the Stone Age“Go With the Flow”
Também vi pela primeira vez na MTV, fechou certinho música e clipe.

Die Antwoord“I Find U Freeky”
Uma das bandas que mais temos ouvido nestes últimos anos. Uma banda que foi além do que podia se esperar, energia irada no palco e criatividade em todas as áreas: musicais, visuais, clipes, comunicação, dialetos. Muito foda.

25 discos brasileiros sensacionais que infelizmente ainda não estão no Spotify

Read More

O Crush em Hi-Fi é um dos Embaixadores Spotify e a gente adora encher nosso perfil por lá de playlists de tudo que é jeito. Mas, infelizmente, muitas bandas, artistas e selos ainda não se renderam ao mundo do streaming e não subiram suas obras nos mais diversos serviços que existem por aí. Uma pena, ainda mais pra nós, que adoramos criar playlists. Pois bem: resolvemos criar uma lista de 25 (e olha que poderiam ser muitos mais!) discos muito bons que deveriam (e precisam) estar nos serviços de streaming mas por enquanto ainda não podem ser encontrados por lá. Bandas e artistas citados nesse post, se puderem, resolvam isso, seus fãs clamam!

1 – Cordel do Fogo Encantado – “Cordel do Fogo Encantado” (2001)
Houve uma época em 2001 em que os shows do Cordel do Fogo Encantado era uma verdadeira febre entre a juventude que pirava no manguebit e nas misturas de estilos. A doideira de Lirinha e o show frenético eram lotados e todo mundo queria ir. Pois é, quem tem saudade dessa época ainda não tem nas plataformas de streaming os discos de 2001, auto-intitulado, nem “O Palhaço do Circo Sem Futuro”, de 2002, ou “Morte e Vida Stanley”, seu último trabalho. Quem se habilita a subir lá?

2 – Thee Butchers’ Orchestra“Golden Hits By Thee Butchers’ Orchestra” (2003)
Lançado pela Thirteen Records, o disco alavancou o trio Thee Butchers’ Orchestra às posições mais altas da música independente de São Paulo na época. Os shows não deixavam ninguém ileso: uma porrada sonora inigualável com o mais puro barulho.

3 – Retrofoguetes“Ativer Retrofoguetes!” (2003)
O Retrofoguetes surgiu após o fim dos geniais Dead Billies, e o disco de estreia do grupo foi esse, cheio de surf music de qualidade lançado pela Monstro Discos.

4 – Soutien Xiita“Cantando pra Subir” (1999)
Em 1999 a Tamborete lançava o disco do Soutien Xiita, uma porrada violenta e gritada com aquela cara de anos 90 que só as bandas dos anos 90 possuem mesmo. Letras em inglês e aquela tosquice proposital deliciosa.

5 – Graforreia Xilarmônica“Coisa de Louco II” (1995)
Não dá pra entender como os discos de uma banda tão icônica quanto a Graforreia Xilarmônica ainda não estão disponíveis nos serviços de streaming. Não faz sentido os usuários não terem acesso a músicas como “Bagaceiro Chinelão”, “Minha Picardia” e o clássico dos clássicos do Sul “Amigo Punk”.

6 – Os Cascavelletes“Os Cascavelletes” (1989)
Outra ausência gaúcha sentida quando a gente vai usar o Spotify são os seminais Cascavelletes e suas letras cheias de malandragem fuderenga e o velho duplo sentido. O primeiro disco da banda tem sons inesquecíveis como “Morte Por Tesão”, “Menstruada” e “Ugagogobabagô”.

7 – Killing Chainsaw“Killing Chainsaw” (1992)
O rock alternativo brasileiros dos anos 90 tem entre seus grandes clássicos indiscutíveis o disco de estreia do Killing Chainsaw, de Piracicaba, com uma linda capa do filme “Akira”. Essa banda merece ser ouvida, compartilhada, conhecida, reconhecida, espalhada, adorada.

8 – Ack“Play” (1998)
O Ack lançou “Play” no final dos anos 90, um disco recheado de punk rock com ótimas melodias. O álbum conta com o quase hit “Michael J. Fox” e participações de BNegão e Henrike, do Blind Pigs.

9 – Walverdes“90°” (2000)
Num momento em que o rock em português se reerguia, o Walverdes mandou um discaço em “90°” com muita fúria e ajudou a levantar mais a cena gaúcha da época.

10 – Arthur Franquini“When Loneliness Fucks You Up” (2004)
Arthur Franquini era muito mais do que o primeiro baterista dos Forgotten Boys: era um baita compositor, como o disco “When Loneliness Fucks You Up” pode contestar. Saudades, Arthur.

11 – The Maybees“The Maybees” (1998)
O Maybees é a banda que depois veio a se tornar o Ludov. Na época de Maybees o som era mais calcado no guitar noventista com letras em inglês em músicas que não fariam feio em selos incensados americanos.

12 – Stratopumas“Singles” (2006)
Eu lembro bastante de ver o Stratopumas em um dos comerciais que mostrava bandas independentes lá na Mtv. No comercial, eles eram os que melhor emulavam coisas como The Strokes. No disco “Singles” dá pra ver que eram muito mais que isso, mas que sabiam, sim, usar o garage rock revival a seu favor.

13 – Faichecleres“Indecente, Imoral e Sem Vergonha” (2004)
O trio gaúcho, junto com Cachorro Grande, era habituée das casas de show da Rua Augusta no meio dos anos 2000, além de estarem em alta rotação nos circuitos do rock independente. Hoje andam meio sumidos, mas músicas como “Aninha Sem Tesão” e “Ela Só Quer Me Ter” lembram bastante os bons tempos do rock do Sul nos anos 80.

14 – Arrigo Barnabé“Clara Crocodilo” (1980)
COMO ASSIM um dos maiores discos da Vanguarda Paulistana não está disponível nos serviços de streaming? Isso é praticamente um sacrilégio musical. Além desse, álbuns como “Gigante Negão” e tantos outros merecem ser colocados por lá.

15 – Premeditando o Breque“Premeditando o Breque” (1981)
Falando em Vanguarda Paulistana, e esta pérola do bom humor musical? É difícil saber que não temos lindas pérolas musicais como “Brigando Na Lua”, a deliciosa e indigesta “Feijoada Total” e “Fim de Semana” pra ouvir em nossos streaming e colocar em nossas playlists…

16 – Walter Franco“Revolver” (1975)
Esse disco de 1975 é um absoluto clássico da música brasileira e conta com uma de minhas músicas preferidas de todos os tempos do rock nacional, “Feito Gente”, som que foi emulado meio sem querer muitos anos depois pelos Arctic Monkeys em “Do I Wanna Know”. Pois é, visionário o Walter Franco.

17 – Os Lobos“Miragem” (1971)
Descobri esse discaço por acaso! Formado por Dalto e Cristina (voz), Ronaldo (guitarra), Cássio (guitarra), Fábio (teclados), Francisco (baixo) e Cláudio (bateria) no início da década de 1970, Os Lobos faziam um delicioso rock psicodélico nos moldes dos Mutantes!

18 – Sonic Disruptor“Poppers” (1996)
O filho único de uma das grandes bandas de guitar brasileiras saiu em 1996 e é um dos melhores exemplares de shoegaze brasileiro feito com perfeição, com sons como “Plastic Sunny Car”, “Angel Wheels” e “Sweet Cool (Acid Test)”. O disco foi produzido pelo querido Kid Vinil.

19 – Muzzarelas“Maledetos” (2005)
Em 2005, a maior banda de punk rock queijeiro e cervejista da região metropolitana de Campinas resolveu que era a hora de lançar um disco de covers. Mas não qualquer covers: são versões alucinadas de grandes bandas do underground como Línguachula, Acmme, Happy Cow, Tube Screamers e diversas outras (que também mereciam estar nos serviços de streaming, aliás).

20 – Linguachula“Linguachula” (1995)
Já que falamos na banda no disco dos Muzzarelas, eu repito: cadê o Linguachula no Spotify e seus concorrentes, hein? Esse disco de 1995 é incrível!

21 – RAPadura  – “Fita Embolada do Engenho” (2010)
Chico Science ficaria orgulhoso em ver esse rap autenticamente nordestino misturando ritmos e trazendo um rap com embolada, coco e muito mais. Infelizmente, nada do cearense RAPadura (ou RAPadura Xique Chico) está no Spotify. Merece seu espaço, porque é sensacional.

22 – Peter Perfeito“Funk Rock Nervoso” (1995)
O terceiro disco da banda que contava com ninguém menos que Tom Capone como guitarrista tem hardcore, tem ska, tem aquela cara incrível de anos 90 e tem que ser disponibilizado nas redes de streaming o mais rápido possível.

23 – Squaws“O Jogo Vai Virar” (1998)
O Squaws era a “próxima banda a estourar” que nunca estourou. Na época, era indicada por várias revistas e críticos musicais como uma banda que misturava rock e rap e que entraria na lista de sucessos como Planet Hemp e Raimundos. Pois é, não rolou, mas ficou o disco “O Jogo Vai Virar”, que ainda não está no Spotify. Cadê?

24 – Mestre Ambrósio“Mestre Ambrósio” (1996)
Em 1996 o manguebit começava a ganhar o Brasil e o disco do Mestre Ambrósio é uma das melhores obras que misturava tudo que tinha de ritmos brasileiros como forró, embolada e maracatu com rock e saía com um trabalho inesquecível. Passava bastante na Mtv Brasil (que saudades, meu Deus) e “Se Zé Limeira Sambasse Maracatu” chegou a ser um hit menor da época.

25 – Virna Lisi“O Que Diriam Os Vizinhos?” (1996)
Falando em Mtv Brasil dos anos 90, lembra de como passava o clipe de “Eu Quero Essa Mulher”, que chegou a ser indicado ao VMB? Se você era da época, com certeza lembra do Virna Lisi. Baita banda. Cadê esse disco lá nos streaming, pessoal? Cadê?

Construindo Cachalote Fuzz: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda mineira Cachalote Fuzz, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Sonic Youth“Within You Without You”
Arthur: Música lançada numa coletânea chamada “Sgt Pepper Knew My Father”, de 1988 que tinha o Sonic Youth e outros grandes nomes. Conheci o Guilherme (guitarrista) a uns seis anos atrás e resolvemos formar a banda. Eu como fã de Sonic Youth, ele fã de Beatles, essa música foi o encontro sonoro que fez tudo fluir.

Jupiter Apple“As Tortas e As Cucas”
Arthur: Hino dentro da Cachalote Fuzz. A gente discute mil coisas, mas quando o assunto é Jupiter na banda, ninguém discorda de nada. Amamos esse maluco e concordamos que ele é um dos maiores da psicodelia brasileira, sem mais.

Velvet Underground“I Can’t Stand It”
Arthur: A gente já fez frituras e frituras com esse som bicho, desde o começo da banda, até hoje. Velvet Underground é escola pra todos nós e uma grande influência no nosso jeito de tocar.

Caetano Veloso“Mora Na Filosofia”
Arthur: O “Transa” é um dos maiores discos da música brasileira. Caetano Veloso tava em sua melhor fase e o Jards Macalé arrebentou nos arranjos. Tocamos essa música no primeiro ensaio da banda.

Brian Jonestown Massacre“Anemone”
Iuri: O estilo de composicão, a textura dos timbres e as performances desses caras, sempre foram influências pra gente. Anemone é uma canção de apenas dois acordes que te levam longe, de vez enquanto apresentamos ela nos nossos shows e é sempre uma viagem.

Tame Impala“Elephant”
Iuri: Tanto “Elephant” quanto o disco inteiro “Lonerism” do Tame Impala, deu um boom no cenário neo psicodélico e abriu novas portas para outras bandas que vieram numa onda parecida. A pegada firme na batera e o baixo marcante de “Elephant”, forma o ápice da música, além também de todos aqueles synths e guitarras ardidas, é foda demais.

CAN“Vitamin C”
Iuri: Indo mais atrás no tempo agora, a banda Can sempre pirou a gente com aquela fritura setentista na parte instrumental e também nos vocais excêntricos do japonês Damo Suzuki. “Vitamin C” cria uma atmosfera tão estranha e peculiar, que a gente não poderia deixá-la de fora dessa lista.

Erasmo Carlos“É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo”
Guilherme: Continuando nos anos 70, que é uma época realmente influente no nosso som, a sonzeira brazuca fervia demais também. Essa canção do Erasmo de 1971, permanece atual até hoje, tanto na poesia contestadora e direta, como nos belos arranjos.

The Stooges“No Fun”
Guilherme: Entre as referências de rock’n’roll, The Stooges e Velvet Underground sempre foi as mais presentes. Essa música representa uma grande influencia na construção da sonoridade da banda, principalmente nas nossas primeiras gravações. Acredito que a banda toda curte trabalhar com riffs simples.

Black Sabbath“Planet Caravan”
Guilherme: Foi o Vini que me aplicou esse som. Black Sabbath psicodélico! A estrutura e a atmosfera da música favorece alguns trechos de jam e improviso, que nos ajudava a trabalhar nossa comunicação e entrosamento. Foi um destaque no show de lançamento da revista Paralela.

Tagore“Pineal”
Arthur: O som do Tagore chegou na gente bem na época que a gente tava começando a pirar nas psicodelias do nordeste, principalmente nas bandas do chamado movimento Udigrudi (Alceu, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, etc). O choque foi momentâneo, piramos. E depois quando eles foram lançar o “Pineal”, fizemos uma miniturnê juntos. E acabou que hoje todo mundo da banda é de casa: Tagore, Caramuru, Julião, Xandão, João Felipe. Rolou a parada sensacional de participarem do nosso disco e produzirem também. A gente é fã desses caras.

Porcas Borboletas“Menos”
Arthur: Esses são nossos professores da cena independente do Triângulo Mineiro, por vários fatores. Lembro ver o show deles no lançamento do disco (A Passeio), numa época que nem frequentava tanto shows de bandas independentes. Essa música mudou tudo, virei frequentador assíduo dos eventos locais e quis trabalhar com música independente desde então.

Radiohead “Everything In Its Right Place”
Arthur: Eu sou grande fã, mas nem todo mundo da banda gosta, mas concordamos que não tem como ignorar essa gigantesca banda. O Radiohead revolucionou a música pós anos 90, acreditamos ser uma das maiores bandas da nossa geração. E essa música em si é um hit das festinhas depois dos shows.

Cachorro Grande“Que Loucura!”
Arthur: Tivemos vários shows memoráveis que fizemos na nossa cidade, mas alguns são foda. Um deles foi com o Cachorro Grande. Que um noite sensacional. A festa no camarim, as loucuras, várias conversas malucas. Acho que são uma grande influência pra todo mundo no rock’n’roll brasileiro. Esses caras são foda.

Lou Reed“Vicious”
Arthur: Já falamos de Velvet, eu sei. Mas essa música é praticamente um hino pra todos nós. Descreve muita coisa de cada um da banda, em vários aspectos. Loucura pura, bicho.

Almirante Shiva“Ziggy”
Arthur: Acho que nem dá pra expressar em palavras a admiração que todos nós temos por estes caras. Foram uma das primeiras bandas que trouxemos pra nossa cena, demos altos rolês juntos aqui por Minas Gerais, mais de uma vez. E a gente sempre pirou no jeito dos caras tocarem, no som que cada um faz, neles no palco. Uma banda especial pra gente, sem dúvidas. E mais uma coisa: PEDRO VIVE!

Alceu Valença“Veneno”
Arthur: Se o Brasil alguma vez teve um rei na música, jamais foi Roberto Carlos, e sim Alceu Valença. Bicho, não tem nem como querer falar da obra deste maluco aqui, pelas inúmeras fases nos 50 anos de carreira, e admiramos todas. Mas dois dos maiores discos da psicodelia brasileira, são sem dúvidas “Espelho Cristalino” e “Vivo”, ambos de 1976.

Stealers Wheel“Stuck in the Middle of You”
Iuri: Essa banda escocesa com essa canção principalmente, representa a nata do rock setentista e da cena underground que rolava na época. Somos admiradores do folk e da música caipira, Stealers Wheel é uma mistura de tudo que é bom e criativo.

Holy Wave“Do You Feel It”
Iuri: Uma mescla de instrumentais neo-psicodélicos com a levada marcante do rock 4×4 formam o diferencial dessa banda Texana. “Do You Feel it” abre o álbum “RELAX” que é um dos melhores discos da banda, que é relativamente nova ainda.

The Cure“The Lovecats”
Iuri: Fãs dos anos 80 também que somos, The Cure pra representar essa turma boa. “The Lovecats” une jazz, 80’s, teatro, e gera uma atmosfera peculiar do som “geral” do Cure. Fecha com chave de ouro nossa lista!

Construindo Aramà: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da cantora

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a cantora ítalo-brasileira Aramà, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Carmen Miranda“Chica Chica Boom Chic”
Em 2005 foi a primeira vez que eu viajei pro Brasil. Fiquei tão feliz de ter visitado o museu da Carmen Miranda no Rio que eu quis pesquisar mais sobre essa artista maravilhosa. Até tirei fotos que agora viraram quadros na minha casa . A música “Chica Chica Boom Chic” me acompanhou por muito tempo. A música tão incrível, desta artista tão carismática, entrou na minha playlist e nunca saiu!

Margareth Menezes“Maimbe Danda”
O contato com a Bahia, quando morei em Salvador, em 2005, foi muito importante para influenciar meu som. Uma das artistas que mais me influenciou foi a Margareth. Quando voltei pra Itália, em seguida coloquei essa música nos meus shows. E cantei até enjoar (risos)!

Roberta Sá“Cicatrizes”
Uma amiga brasileira sempre cantava essa música pra mim, dizendo que eu deveria aprendê-la! O amor que nunca cicatriza todo mundo provou, né?

Major Lazer“Lean On”
Fiquei impressionada quando essa música saiu. Obcecada, eu me lembro que não parava de ouvi- la. E pensei “eu preciso fazer um som desse”, até hoje as rádios na Itália não param de tocá-la, hit de muito sucesso mesmo!

Giorgia“Marzo”
Música suave, foi uma das primeiras que eu aprendi a cantar quando comecei a cantar de verdade, fazer aulas e etc. É uma música bem triste que está ligada com a morte do namorado da cantora Giorgia, Alex Baroni. O videoclipe está lindíssimo, de uma elegância refinada. Impactante e poderosa, essa música me faz lembrar como é importante viver a vida plenamente sem medo .

Janet Jackson“Velvet Rope”
Fez parte da minha infância, eu dançava e cantava a música na cozinha da minha vó. Entrou como uma onda no meu estômago. A voz da Janet é única, parece que ela vem de um mundo paralelo com um beat totalmente envolvente.

Erykah Badu“Orange Moon”
Descobri essa música quando fui ao show da Erykah Badu, em Milão, na Arena Cívica . No final do show fomos pro camarim comprimentá-la. Ela saiu com a criança dela no braço e uma fã gritou “você não cantou pra nós Orange Moon!”, ela com a criança no braço, começou cantar assim no meio da gente e até nos convidou para ir ao hotel dela pra fazer uma jam e beber algo! Que mulher incrível!!

Sara Tavares“Balance”
Um amigo meu DJ cabo-verdiano me mostrou um dia essa música. Fiquei totalmente apaixonada pela vibe. Quando, em março, fui pra Cabo Verde pra fazer a tour, pude ouvir essa corrente da música cabo-verdiana que é cheia de artistas bacanas que infelizmente não tocam nas nossas rádios italianas.

Buraka Som Sistema feat Blaya & Roses Gabor“We Stay Up All Night”
Essa música da banda portuguesa Buraka Som Sistema, cuja sonoridade se integra no gênero musical Kuduro, é um mix de eletrônica com várias influências. Adoro ouvir mix de estilos e sonoridades .

Fernanda Porto“Samba Assim”
Essa música ouvi pela primeira vez quando eu estava na Bahia, em 2005, numa pousada na Ilha de Morro São Paulo, perto de Salvador. Amei as sonoridades tanto que perguntei pro dono da pousada qual era o álbum e fui rápido pro Pelorinho comprar! Meu samba começou assim.

Fernanda Abreu“Veneno da Lata”
Eu estava no Rio, em 2005, ouvindo no táxi essa música. Ainda não falava bem português e um amigo meu me explicou o que significava lata. Essas latas ainda estão tocando no meu coração!

Gilberto Gil“Toda Menina Baiana”
Foi meu hino! Que música incrível, não tem como ficar parado!

Ivete Sangalo“Céu da Boca”
Salvador, show de Ivete Sangalo com participação de Gilberto Gil. A Ivete com a perna quebrada pulando igual sapo e eu no público pulando com ela! Essa música e esse momento ficaram gravados na memória! Simplesmente foda!

MC Leozinho“Ela Só Pensa Em Beijar”
No castelo das pedras, dancei essa música ouvindo ao vivo pela primeira vez o “funk do Rio” e os MCs que se apresentavam aquela noite! O Funk foi uma das maiores inspirações que tive até agora, não com as letras, mas com as batidas.

Walmir Borges“Princesa”
Conheci o Walmir Borges tocando essa música maravilhosa no canal no YouTube do querido amigo Rafael Kent, no projeto do Studio62. Quando conheci o Walmir, ele me propôs cantar essa música com ele ao vivo no club Grazie a Dio. Eu chorei de tanta emoção mas não falei isso ainda pra ele!!

Luciana Mello“Na Veia da Nega”
Música que me acompanhou por vários anos até eu cantá-la com minha banda e inclui-la no repertório. Adoro!

Kaleidoscópio“Tem que Valer”
Foi no Festival Bar, na Itália, que conheci essa música. Quando o Ramilson Maia produziu 2 faixas pra mim, realizei um dos sonhos da minha vida! Acredite sempre porque tudo pode acontecer!

Maria Gadú“Shimbalaiê”
Meu verão 2012 foi acompanhado pela voz da Maria Gadú. Gostosa de ouvir, virou um dos hits do verão italiano. As rádios tocavam, os supermercados tocavam, as praias tocavam, os carros, todo mundo. Tenho certeza que entrou tanto no meu corpo essa música que de qualquer jeito me influenciou.

Demônios da Garoa“Trem das Onze”
No Rio de Janeiro cantando até ficar sem voz no bar Carioca da Gema. Que boa lembrança !

Carlinhos Brown “Carlito Marron”
Comprei esse disco no Pelourinho junto com o disco da Fernanda Porto. Adorei o mix de influências que esse disco tem! Dancei até arrastar as sandálias…

Construindo Yannick Aka Afro Samurai: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som do rapper

Read More
foto por Luís França

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o rapper paulistano Yannick Aka Afro Samurai, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Beatles“I Want You” (She So Heavy)
Essa música eu ouvi por anos na minha infância. Minha mãe é fã de Beatles e quando meus irmãos e eu estávamos fazendo a lição de casa, ouvíamos “Abbey Road” sempre. Esse disco eu conheço de cor.

Jethro Tull“Aqualung”
Na minha adolescência aos domingos pela manhã, meu pai gostava de nos acordar com uma música, ele aumentava no último volume se dirigia ao meu quarto, levantava a persiana e chegava gritando “borá acordar!”. “Aqualung” era uma de suas preferidas, no início peguei “bode” desse som, mas depois passei a ouvir e gostar de Jethro Tull.

Wu-Tang Clan“Wu-Tang Clan Ain’t Nuthing Ta Fuck Wit”
Uma das primeiras paixões musicais, quando eu ouvi Wu-Tang Clan pela primeira vez senti que era isso que eu queria fazer da vida, cantar rap. Pelo fato de ser filho de pai negro e mãe japonesa, ver homens negros cantando rap sob a influência da cultural oriental, me senti representado.

Racionais MC’s“Mano na Porta do Bar
A primeira referência de rap nacional foi Racionais MC’s, o disco “Holocausto Urbano” foi um choque pra mim, e o seguinte, “Raio X do Brasil”, foi algo surreal. Decorei todas as músicas e a partir dai incorporei o rap na minha vida. Lembro que um amigo tinha esse vinil e eu ficava ouvindo em casa, meus pais devem ter pensado “o Yannick vai ser maloqueiro” (risos). Pois é, sou (risos).

Body Count“Body Count In The House”
Musicalmente falando eu comecei a ouvir rock, meu irmão é roqueiro nato, conhece muita banda e claro por influência dele eu conheci essa banda fenomenal, que unia o melhor do rap com o melhor do rock.

Rage Againt the Machine“Killing In The Name”
Outra grande influência do meu irmão, eu queria ser o Zack de la Rocha, pois já gostava de rap e de rock e ele unia toda a levada do rap e a fúria do rock, monstro! Quando fui no SWU e vi esses caras ao vivo eu pensei “Agora posso morrer, pois já vi e senti de tudo”.

Bobby McFerrin“The Voice”
Esse álbum “The Voice” do Bobby McFerrin fez muita diferença na minha infância. Teve um dia em que estava no meu quarto e meu pai, minha mãe e meus irmãos estavam na sala assistindo TV. Eu peguei essa fita K7 coloquei no walkman do meu irmão, coloquei o fone e fiquei pirando e cantando as músicas desse disco que são todas performadas através apenas da voz do cantor. Eu pirei tanto e cantei tão alto que meu pai e meu irmão vieram ao meu quarto e ficaram me olhando por um bom tempo, dando muita risada pois eu estava de olhos fechados cantando “I Feel Good”, tomei um baita susto quando eu abri os olhos e lá estavam eles rindo de mim, foi muito engraçado (risos).

Seal“Kiss From The Rose”
Essa canção é linda, outra grande influência do meu pai. O meu pai é muito fã de Seal e desde a canção “Crazy” eu virei fã também. Mas quando saiu o disco “Seal 1991” e meu pai o comprou eu devo ter ouvindo umas mil vezes. Ouvir Seal me fez enxergar o quão eu era e ainda sou sensível em relação a vozes até hoje eu choro quando o ouço, ele é um grande artista.

Stone Temple Pilots“Plush”
Outra canção da adolescência roqueira que tive, lembro que quando passava esse clipe na MTV eu tentava imitar o timbre do Scott Weiland.

Alice In Chains“Would”
Mano, esse som é de arrepiar! Lembro que quando eu ouvia o baixo eu corria pra frente da TV ou do radio porque a minha vontade era ser o Layne Staley. Às vezes tinha medo dessa música, parecia um invocação do mal (risos)!

M.R.N“Noite de Insônia”
Grande época da radio comunitária Bela Vista FM, ouvi muito esse som, comprei o CD e tudo. Um salve ao Movimento Ritmo Negro! “Charley Baby Brown” era um outro som pesado do grupo.

U2“Kiss Me Thrill Me Hold Me Kill Me”
Antes de entrar na trilha do filme “Batman Forever”, o meu irmão já tinha esse disco, quando eu ouvi falei “U2 é muito foda!”. Essa música é daquelas pra transar com a namorada e ela nunca mais te esquecer (risos).

Boot Camp Clik“And So”
Um dos grupos de rap underground mais fodas do mundo, antes desse som eles já faziam clássicos enquanto muitos no rap queriam fazer hits. Pra mim é uma grande inspiração, gosto e bebo dessa fonte.

Def Squad“Full Cooperation”
Um dos grupos mais fodas do rap, Keith Murray, Redman e Erick Sermon e claro, eu tenho ate hoje esse cd, “obrigaaah” (risos)

Canibus“I Honor U”
Cara, esse é um tipo de som que sempre quis fazer, colocar uma linda voz feminina no refrão e vim arregaçando nas rimas. A “Luto Por Você” do EP “Também Conhecido Como Afro Samurai” é também inspirada nela.

Sean Paul“Gimme The Light”
Teve uma época que mergulhei no ragga através de um amigo, o Guilherme “Presa”, skatista e vídeomaker conceituado. Ele me apresentou esse mundo do reggae roots e do raggamuffin, lembro que quando o Sean Paul veio ao Brasil fomos no show dele e ficamos na primeira fila.

Kamau“Só”
Sempre que preciso entender a seguinte frase “A solidão é a dádiva dos seres excepcionais” eu ouço essa música. Kamau é um desses seres excepcionais. Valeu mestre.

U2 e Pavarotti “Miss Saravejo”
Mano choro sempre que ouço essa música. Lembro que quando a ouvi na adolescência aflorou uma paixão pela ópera e música clássica, porque quando o Pavarotti começa a cantar não tem como não se emocionar.

Tricky“She Makes Me Wanna Die”
Quando a Martina Topley Bird veio a São Paulo e eu perdi esse show, eu literalmente chorei. Lembro perfeitamente ter passado na frente do antigo Studio SP na Rua Augusta, trombei um conhecido e o perguntei o que ia rolar e ele me disse “ah, vai rolar um trip hop”. Não entrei de vacilão que fui, e no dia seguinte li no jornal que esse “trip hop” era a Martina e ela cantou essa canção. Fiquei puto. Anos depois o Tricky veio e eu não podia perder esse show por nada desse mundo. Fiquei 2 horas antes da bilheteria do SESC abrir e comprei o ingresso dos 2 dias. No dia do show eu levei o CD que contém essa música e tive a puta sorte de encontrá-lo, trocamos ideia, ele autografou o meu CD, tiramos uma foto e mano, o cara é muito sangue bom a ponto de me levar ao camarim dele, nunca esquecerei esse dia. Fora os dois shows que foram surreais, botaram o SESC Pompeia abaixo.

Joe Cocker“With A Little Help From My Friends”
Cara eu tenho 33 anos, assisti ao seriado “Anos Incríveis” na TV Cultura, então quem é dessa época, vai entender o porque. Esse som maravilhoso.

Construindo Arnaldo Tifu: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o seu som

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o rapper Arnaldo Tifu, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Pepeu“Nome de Meninas”
Foi um dos primeiros rap que escutei na vida, e pelo fato das rimas serem genuínas é simples incentivou a brincar de fazer rima e estimulou, uma grande referência.

Racionais MCs“Fim de Semana no Parque”
Esse som veio como as vozes das periferias, narrando características fortes do cotidiano. Quando eu escutava essa música e olhava pro bairro, eu via tudo que a música falava: a descrição, a base e a poesia forte, representatividade.

Consciência Humana“Tá na Hora”
Esse rap me ensinou que eu poderia falar do meu bairro, foi uma referência que incentivou fazer rap também, me influenciou a escrever meus primeiros versos.

MC Cidinho e Doca – “Rap da Felicidade”
Esse funk, além da batida miami bass que parece um sampler do Afrika Bambaata da música “Planet Rock”, tem a voz forte que clamava por paz nas favelas. Na época em que foi lançado a linguagem simples e batida dançante contagiou a juventude das favelas do Brasil, e pra nós não poderia ser diferente.

Kool Moe Dee“Go See the Doctor”
Lembro das festinhas de garagem, da casa de máquina do Dudu tocando os flashback e os flash raps que bombavam… O Dudu me deixava limpar os discos em troca de uma ficha e uma Tubaína e ficava me falando como eram os bailes do Clube House e ensinando como eles dançavam em passinhos.

Tim Maia“Ela Partiu”
Música que me ensinou o que era o sampler, por que a primeira vez que ouvi os arranjos desse som foi na música “Homem na Estrada” dos Racionais. Depois que eu escutei Tim Maia entendi como podia se fazer rap através do sample e a importância que o rap tem em resgatar músicas através da arte de samplear.

Raul Seixas“Maluco Beleza”
Meu pai curtia bastante as músicas do Raul, ele tinha várias fitas K7 e sempre colocava essa música em alto e bom som pra gente escutar e cantar, e depois usei as fitinhas tudo pra gravar rap (risos).

Fundo de Quintal“Amor dos Deuses”
Vim do berço do samba e essa música a gente já tocava desde pivetinho nas rodas de samba com meus primos e lideradas pelo meu tio avô, o Tio Cido, que já fazia a gente empunhar um balde, um prato ou uma frigideira pá tocar um samba. Já naquela época a gente ficava encantado com a poesia desse samba.

Facção Central“Artista ou Não?”
Rap de mensagem forte me ensinou desde a primeira vez que eu escutei a identificar o rap como arte.

Rage Against the Machine“Killing In The Name”
Vixi! Essa música marcou meus circuitos de skate, quando tava na febre e ia correr os campeonatinho, já pedia pro DJ tocar essa. Já até me aventurei em cantar numa banda cover do Rage e Beastie Boys (risos).

Planet Hemp“Mantenha o Respeito”
Teve uma época que o hardcore ficou bem forte na minha vida, principalmente com o surgimento de bandas nacionais com a pegada do rap e do rock. O Planet foi muito significante nesta época, foi a época que comecei a ficar mais cabeção no skate e sair mais do bairro pra curtir com outras quebradas e dialogar com diferentes tribos.

Fugees“Killing Me Softly”
A voz feminina do rap/R&B forte e representativa demais, marcou minha vida apaixonado em escutar as música dessa mulher.

Wu Tang Clan“Triumph”
Abriu minha mente pra prestar atenção nos diversos modos de se versar num rap, cada um rimando nessa banca com suas peculiaridades e o boom que foi quando surgiu o Wu Tang, nós curtimos muito.

Criolo“Ainda Há Tempo”
Ainda quando o Criolo era doido, vi um show dele e quando ele cantou essa música ele se emocionou e comoveu o público que estava presente no evento, cerca de umas 70 pessoas. Mas o sentimento e a verdade versados nessa música foi impactante, foi um hino pra minha vida.

Cassiano“Onda”
Música que hipnotiza, mais instrumental e realmente parece que a música é o oceano em movimento, uma das música que me trazem paz.

Herbie Hancock“Chameleon”
Original funk, este groove me inspirou a criar vários versos, levadas e flows, pra mim uma aula. É inspiração e toda vez que escuto fico com vontade de criar.

Arnaldo Tifu“Simplicidade”
Essa música minha é uma obra pela qual eu tenho muito carinho, acho que eu consegui transmitir a simplicidade que vivo no meu cotidiano e que eu almejo para as pessoas do mundo.

Thaíde e DJ Hum“Afro Brasileiro”
Tá aí uma música que me ensinou sobre a minha descendência, orgulho, alto estima e luta.

John Coltrane“Blue Train”
Essa música é sensacional, tipo um teletransporte. Me inspirou a criar alguns personagens, uma nova maneira de explorar a música e introduzir isto no meu universo criativo.

Emicida“Triunfo”
Esse som foi as vozes das ruas da minha geração no rap. Quando Emicida lançou e estourou com este som, me mostrou a possibilidade de fazer a parada acontecer de verdade, pela vitória e pelo triunfo. E como vivíamos todos bem próximos nas rodas de rima de freestyle, esse som foi um hino pra nós. Emicida provou que é possível. E essa música marcou!

Construindo Juvenil Silva: conheça as 20 músicas que mais influenciaram seu som

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o cantor e compositor pernambucano Juvenil Silva, que indica suas 20 canções indispensáveis. “Minha lista fala de primeiros impactos e encontros com obras e artistas que viriam muito, de modo geral, me influenciar na música. Fazer essa listinha foi revirar um baú de memórias saborosas que há tempos não mexia. Foi um prazer. Algumas coisas ficaram de fora mas é a vida… Ninguém vai morrer”. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Bob Dylan “Mr Tambourine Man”
Era um atípico dia cinza e de chuva em Recife, a capital tropical do país. Eu havia trazido pra casa uma fita k7 com uma coletânea de Dylan. Seria nosso primeiro encontro. Quando “Mr Tambourine Man” ecoou, algo além daquela voz de areia e mel me transpassou o corpo. Eu sabia que eu nunca mais seria o mesmo depois daquilo. Prossegui meu caminho deglutindo tudo que me era possível encontrar da obra dele. Nunca me senti tão bem alimentado, preenchido.

The Who“My Generation”
Quando conheci The Who, através dessa bomba, fudeu, eu queria ser mod! (Risos) Mesmo morando em Hellcife, que é a porra de um lugar super quente. Eu catava terninhos coloridos em brechós e outros acessórios que me remetia aquela vibe. Logo além da grande influência sonora, se falando principalmente pelo modo de tocar e compor de Pete Townshend, abria-se pra mim todo um novo e maravilhoso universo estético que abracei por uma determinada época.

Ave Sangria“Dois Navegantes”
Meus amigos haviam alugado um CD que era um CD gravado de um vinil, tinha um som todo meio agudo e havia chiado de vinil. Quando o play foi dado e a introdução de Dois Navegantes, faixa abre alas do único disco da banda mais fantástica de minha terrinha, aquele som divino me embebedou, me enfumeceu embelezando minhas asas com novas e coloridas penugens. Ave Sangria.

Mutantes“Don Quixote”
Um vinil, na contra capa, seres do outro mundo… Era o segundo dos Mutantes, o que na frente Rita tá de noiva. Por intermédio dele me entrou Arnaldo Baptista, todo aquele universo de arranjos genias de orquestras, as guitarras lindas e inimagináveis de Serginho, Rita Lee e suas potências criativas. Toda aquela orgia sonora embaralhava de forma maravilhosa minha cabeça. “Palmas para Don Quixote que ele merece”.

The Beatles“I’m Only Sleeping”
Conhecia a fase “iê iê iê” dos Beatles, quando o “Revolver” entrou na jogada, me expandiu para um outro universo Beatle. “I’m Only Sleeping” vinha com aquela preguiça e falsa despretensão de ser uma das minhas canções preferidas deles. Fiquei fissurado na brincadeira de guitarras reversas e nessas harmonias derretidas. Amo a melodia vocal!

Love“Alone Again Or”
Num certo e idiota momento em que eu achava que nada mais me surpreenderia tanto… Em que eu já achava que conhecia todos meus deuses… Me aparece Arthur Lee. “ Alone Again Or” abre a porta pra “Mudanças Eternas”.

Sá, Rodrix e Guarabyra“Desenhos no Jornal”
Lembro como hoje, era noite, havia saído de um ensaio num estúdio do centro. Um amigo estava com uns vinis na mão, entre eles o “Terra” de Sá, Rodrix e Guarabyra. Nunca vou entender o porque, até porque ele gostava de som bom. Talvez ele quiser legal comigo ou estivesse afim de comer um cachorro quente, ou estava sem passagem pra voltar pra casa. Bem, não sei. Mas ele me vendeu o vinil por três reais. E foi assim que eu adentrei no mundo maravilhoso do que chamam “Rock Rural”. Essa música me deita num cama bem fofinha e decola pra mim pelo cosmo entre sensações orgasmáticas e delírios de amores.

Serge Gainsbourg “Intoxicated Man”
Sem perceber a gente vai se apegando ao habitual, o que nos vem. Em relação a música, a gente fica meio que nessa, musica em português, musica em inglês… Serge chegou trazendo outro idioma, sonoridade, dimensão… “Intoxicated Man“ me chapa, me dilui e me funde a cores mais opacas com duras e finas texturas. Abordagens peculiares em outras estéticas sonoras e melódicas.

T.Rex“Jeepster”
Com essa Marc Bolan me seduziu, me excitou e me desflorou pro seu universo glam e peculiar. Gosto como soa e é usada a voz, como funciona a fusão percussão + guitarras, a produção e tudo que envolve essa e outras tantas do T.Rex, que definitivamente é uma de minhas maiores influências.

David Bowie “Life On Mars”
Lembro de ter em meu walkman uma fita abafada do “Hunky Dory” quando saí pleno livre das garras do quartel. Fui dispensado. Saí, era cedo dia, desci numa praça antes da minha parada habitual. Quando terminava essa música eu rebobinava e ouvia de novo, olhando sempre por nada específico que era o tudo de bonito que aquela manhã me proporcionava. “Life on Mars” é uma composição incrível, amo a forma como cresce, explode, surpreende mirando e acertando em cheio num infinito de beleza me fazendo bem. Eu me lasco todo de emoção!

Gilberto Gil – “Cérebro Eletrônico”
Gil arregaçando o irreal entre o balanço na viola, aqueles órgãos pastosos e alucinantes, guitarras futuristas, letras que me levavam além e no geral ter a convicção que ouvir Gilberto Gil era ter uma aula intensa de composição. Esse disco de 69, e o de 68 me fez conhecer uma outra faceta do Baiano e da música brasileira em si. Foi a tal da Tropicália e suas bananas ao vento que me sopraram por novos caminhos também.

Sérgio Sampaio“Eu Sou Aquele Que Disse”
Sampaio entrou na minha vida pra ficar e me arrastar pra universos ainda mais belos e sombrios em termos de poesia e canção. “Eu Sou Aquele Que Disse” está no primeiro álbum que tive contato, o primeiro de sua carreira, produzido por ninguém menos que Raul Seixas. Assim como essa, enumeras outras composições de Sérgio me fazem a cabeça e o coração.

Itamar Assumpção “Presadíssimos Ouvintes”
A dimensão de um groove totalmente novo e único pra mim. Entre a voz, baixo, batidas, escalas nas guitarras… Aquela narrativa peculiar contida na letra e acompanhada por arranjos incríveis e super complexos mesmo dendro, passeando numa harmonia simples. Piro em Itamar e em toda uma turma da chamada Lira Paulistana.

Reginaldo Rossi“Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme”
A real é a seguinte, tem coisa que se entranha em sua essência quando você é criança e em relação a música, o brega era algo que meu pai ouvia muito nos fim de semanas em casa. Seja tomando umas ou se arrumando pra sair para dançar nas gafieiras.“Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme” é só uma entre um enxurrada de hits de Rossi que habitam em mim desde sempre, que por muito ficou guardado mas que depois voltou a tona.

Chet Baker“But Not For Me”
Uma pluma que me envolve em ligeiros e sutis encantamentos. Baker é meu prefiro no universo do jazz. Amo como ele usa a voz e o trompete, amo “But Not For Me” e outras tantas desse esplendor.

MC5“Kick Out The Jams”
Dos tempos de furia e algazarra juvenis. Eu alucino na energia e na violência proferida em cada fragmento de kick out the jams.

Belchior“Coração Selvagem”
Meu beeem… Essa sim eu posso dizer sem titubear que é a minha canção preferida desse filosofo foda que é Belchior. Cruel e amável, primitivo e a frente do tempo ao mesmo tempo. A letra dessa música é um manifesto da paixão pela simples alegria de ser.

Nick Drake“Pink Moon”
Eu já conheço Drake há um certo tempo, mas do ano passado pra cá se intensificou meu amor pela obra dele. Lembro de dias em que todas as noites antes de dormir eu o colocava pra tocar, embalar minha mente me lubrificando para sonhos doces e fantásticos. Essa canção e de um beleza harmônica e estética sonora muito peculiar do universo dele.

Sly and the Family Stone“I Want To Take You Higher”
Foi através dessa pedrada que embarquei no mundo de Sly e outras tantas pérolas do soul, como as do Stevie Wonder e no Brasil, Tim Maia, Toni Tornado… Sou apaixonado por soul music e essa música em especifico me deu o estalo pra compor uma canção que se tornou uma espécie de hino no underground que se chama “Eu Vou Tirar Você Da Cara”, que é foi até regravada e adentrou na trilha sonora do filme “Tatuagem”. Sly é um Deus demônio genial!

Raul Seixas“A Maçã”
Por último, mas poderia está em primeiro, Raul Seixas. Algo que levo carimbado em meu dna sonoro. É incrível que até hoje em dia (que escuto bem menos Raul, por ser algo que ouvia muito na adolescência) quando mostro canções minhas pra algumas pessoas, elas percebam Raul ali no meio… “A Maçã” é um hino do amor livre de padrões. Amo essa letra, harmonia, arranjo e a impecável interpretação do Raul.

Construindo Lucas Adon: conheça as 20 músicas que mais influenciaram seu som

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o cantor e compositor Lucas Adon, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Nirvana“Marigold”
Melodia com altas deprês, que são sempre desencadeadoras do processo criativo de composição.

PJ Harvey“The Desperate Kingdom of Love”
Altas depress número 2! A volt do amor sofrido inspirando melodias e letras.

Jethro Tull“My God”
Um puta som! A começar pela bela introdução de cordas (tenho algumas músicas ainda não lançadas com introduções instrumentais longas, nessa pegada).

Lenine“O Atirador”
Rock e Brasil se completam no meu som e essa música é pura grooveria a la violão brasileiro.

Dani Black“Ganhar Dinheiro”
Para além do talento do cantor, a sagacidade da letra é maravilhosa. Aliás, me identifico.

Peter Gabriel“My Body is A Cage”
Viciado nesse som. Tenso e cheio de nuances.

Air“Playground Love”
Viciado na linha de sax dessa canção. Sempre fiz o sax com a boca, principalmente em shows. Neste novo trabalho, tenho explorado bastante as linhas do querido parceiro Buga. O primeiro resultado oficial saiu com a música “Desencadeou”, que tem clipe já rolando no Youtube. Gostei tanto que estamos testando leva-lo também aos shows para improvisar em outras músicas do set.

Arcade Fire“Laika”
Como vocês podem ver, Arcade Fire está no ranking das minhas mais ouvidas. Essa música, especificamente, é o tipo de som que me teletransporta para algum lugar incrível.

Biônica“São Paulo Saloon”
Além do trabalho solo, que sempre teve uma veia mais rock, tenho uma banda chamada Imigrantes Italianos do Século XXI, que segue bem a linha do rock de garagem paulistano que essa faixa do Biônica traz. É minha alma.

Venom“Countess Bathory”
A adolescência acaba trazendo muitas referências para o som que a gente faz, né? E eu ouvia muito essa.

Brujeria“El Patron”
Minhas letras abordam coisas do coração, mas também trazem muito dos meus questionamentos enquanto cidadão e pessoa que quer ver uma sociedade modificada. Viva la revolución!

Regina Spektor“Chemo Limo”
Essa faixa fala sobre decidir entre uma quimioterapia e viver incansavelmente os últimos dias de vida. Foi minha primeira descoberta pelo Facebook e a temática marcou bastante.

Saravah Soul “Mestiço”
Tenho explorado nas minhas novas músicas muitas brasilidades, sem perder a essência do rock. Também toco baixo e sou filho de baixista e as grooverias acabam me chamando atenção e interferem na composição. Descoberta cabulosa, baita ginga e ótima letra.

Raul Seixas“Super Herois”
Pra muito além do bordão “toca Raul”, Raulzito é uma escola de rock tupiniquim e essa música é uma viagem forte.

Carol Naine“Amanhã”
Gosto da maneira como ela faz as letras, de maneira sagaz. Esse é um som de representatividade da nova MPB.

Legião Urbana“Metal Contra as Nuvens”
Quantas músicas existem nessa mesma faixa? Uma obra de arte secular.

Beethoven – “Moonlight Sonata”
Um dos contatos que tive com a música logo cedo foi justamente com o piano, apesar de ter acabado nos vocais, violão e baixo. Essa faixa é praticamente Deus fazendo música.

Queens Of The Stone Age“My God Is the Sun”
Clássico alternativo.

Lucas Adon“Vez e Voz”
Apesar dessa música ser minha mesmo, é importante para todo o restante do meu trabalho, pois foi a primeira parceria entre meu pai e eu.

Gritando HC“Terra da Garoa”
Ainda falando de toda intensidade adolescente e o quanto ela age no processo criativo, essa música embalou muito rolê juvenil.

Construindo Miêta: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto Miêta, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Sonic Youth“Diamond Sea”
Bruna: Talvez essa seja a música da minha vida. Ela traz simbolismos muito fortes para mim tanto na letra, quanto nas harmonias, linhas de guitarra e modo de cantar. Acho que Sonic Youth é uma banda unânime para a Miêta inteira e os noises e microfonias que carregamos vieram basicamente deles. Essa música específica representa muito do que eu coloco como ideal de expressão artística. Tem uma subjetividade muito bem trabalhada criativamente, disfarçada de ironia cheia de metáforas. E simplesmente não tem como não gostar da harmonia tortuosa e acessível, recheada com uma sessão rítmica bem simples.

The Durutti Column“Never Know”
Bruna: Todo mundo sabe que eu sou meio louca dos anos 80. Durutti Column é um projeto do Vini Reilly, um dos guitarristas que mais me inspiram. Quando eu ouvi a primeira vez, sendo apresentada por um amigo (também bem fã de post-punk e outras variáveis) que botou uns vinis do Vini pra tocar, eu só tive aquela reação de “meu deus, que guitarra é essa”. É pós-punk, é experimental, é chill out, é um monte de coisa pelas quais você consegue alcançar lugares bem interessantes com o sempre supremo delay. É um dos timbres do sonho. E essa é uma das primeiras músicas que ouvi.

DIIV“Bent (Roi’s Song)”
Bruna: DIIV é outra banda unânime. E um exemplo de guitarras simples e de bom gosto. Os riffs e linhas são geniais de tão minimalistas e complementares uns aos outros. Além da voz soprosa que configura um shoegaze novo e muito bem feito e explorado. Essa música específica talvez seja uma das minhas top 3 da banda e ela consegue criar tensões muito bem colocadas para depois seguir com fluidez e vigor em algumas explosões que são marcadas, principalmente, pelas cordas que o Zach é rei em posicionar nas estruturas da música. A letra é uma poesia à parte também.

Jimi Hendrix“The Wind Cries Mary”
Bruna: Esse homem é um cliché necessário à maioria dos guitarristas. Não tem muito o que falar. Mas desde que conheci, levei pra sempre o aprendizado de riffs em cima de acordes abertos, da brincadeira do acorde maior com o riff blueseiro que segue pro acorde relativo menor e de jogar uma sétimazinha aqui e ali pra deixar a harmonia dinâmica e gostosinha. Não tem como evitar que Jimi saiu dos anos 60 e alcançou até o shoegaze independente hoje.

Courtney Barnett“History Eraser”
Bruna: A Courtney representa muito do que eu considero música honesta, criativa, nova mas com um pézinho, criando lastro histórico, nas referências do passado. A forma dela de tocar guitarra é algo que sempre tive como referência na Miêta também. Os acordes rasgados e bem timbrados, o ritmo e uma ponte entre o noise e o folk/blues fazem ela ser uma guitarrista e compositora monstruosa, mas que mantém a simplicidade da sua expressão e faz música de forma espontânea.

Sonic Youth“100%”
Luiz: Steve Shelley pra mim é o baterista que melhor desconstroi a bateria dentro do rock alternativo, principalmente na fase da banda até o “Washing Machine”. A bateria em “Dive” (nossa música), é totalmente Steve Shelley.

Smashing Pumpkins“1979”
Luiz: “1979” é lição de saber até onde a bateria deve ir numa música simples. Não precisa de mais nada, aqui, sério. Uma virada em qualquer lugar ia estragar tudo. Tanto que as versões ao vivo dela são péssimas (desculpa, Jimmy, ma faltou bom senso (risos)).

Pin Ups“It’s Your Turn”
Luiz: No primeiro show da Miêta a gente fez um cover dessa música, e tirar a bateria dela abriu minha mente pro que o som da banda precisava. Apesar de eu ter entrado com quase todas as baterias já criadas, foi bem esclarecedor pro que a banda ia precisar a partir daquele momento.

Dinosaur Jr.“I Don’t Wanna Go There”
Luiz: As baterias do Murph, pra mim, foram referência nessa fase de entrar pra Miêta e voltar a tocar esse tipo de som onde menos é mais, mas sem ser simplista, mas, principalmente em relação a timbre. Sempre gostei de um som bem orgânico e pra sonoridade da Miêta faz todo o sentido.

Warpaint“Undertow”
Luiz: Stella Mozgawa é, pra mim uma das maiores referências no “menos é mais”. Um set reduzidíssimo como o dela desafia a criatividade e eu tento absorver e me reciclar ritmicamente, área em que ela é impecável. “Undertow” é minha favorita da banda e, se tem alguma música no “Dive” em que eu apliquei muita coisa que aprendi com a Stella, é “Am I Back”.

Ventre“A Parte”
Marcela: A Ventre é uma banda que eu amo e o Hugo é um monstrão do baixo, eu piro muito nas linhas dele! Eu como baixista só existo muito recentemente (risos), e ele foi uma das figuras que me inspiraram e fortaleceram desde o início da banda, quando eu deixei de ser só vocal e peguei o baixo, comecei a estudar e criar. Esse ao vivo no Méier deve ser o trem que eu mais escutei esse ano hehe.

Sabine Holler“The Hanged Woman”
Marcela: Eu adoro a honestidade nas canções da Sabine, sou fã desde a Jeniffer Lo-fi, as linhas de voz e suas letras são grande inspiração pra mim. Tive a oportunidade de assistir a uma apresentação dela no início do ano que me tocou muito – a forma como executa as canções ao vivo sozinha, a entrega…

Marrakesh“Sheer Night”
Marcela: Eu descobri Marrakesh esse ano pela Raça, outra banda que adoro, e fiquei bem apaixonada. Eu adoro o flerte entre indie e elementos elementos eletrônicos e até do R&B no som deles, tem muito a ver com o mix das paradas que gosto de ouvir e que tenho como referência. Essa música pra mim é das melhores lançadas no ano passado.

PJ Harvey“Down By The Water”
Marcela: PJ foi escolinha pra mim em diferentes aspectos, eu lembro que ficava repetindo os bordões no violão quando era mais nova haha, meio que abc do baixo pra mim antes de começar a estudar e tal. O magnetismo dela me inspirou demais também lá atrás quando tive minha primeira banda, a entrega desnuda nas letras e performance.

DIIV“Under the Sun”
Marcela: DIIV foi uma das primeiras coisas que a gente ouviu junta como banda, uma das primeiras bandas que a Célia me apresentou. Por motivos óbvios então uma banda, disco e música muito representativos. Dos discos que mais ouvi quando comecei a pegar os baixos da Miêta e que me ajudaram a meio que abraçar uma simplicidade coesa com os demais elementos, com o todo da música.

Broken Social Scene“7/4 (Shoreline)”
Célia: Essa banda tem alguns maravilhosos hits que me influenciaram e são inesquecíveis pra mim. Vira e mexe, sempre ando ouvindo, e é aquele tipo de coisa que quase sempre acontece comigo, sai algo de influência naturalmente. Nessa música em especial, o tempinho dela me cativa, que inclusive foi uma influência pra criação da guitarrinha de “Dive”. Considero “Shoraline”, “Cause = Time” e “Almost Crime” dos melhores e mais lindos hinos noventistas!

Stereolab“The Noise Of The Carpet”
Célia: Amo Stereolab de paixão, principalmente por ser uma das minhas referências de minas fazendo músicas “esquisitinhas” desde a adolescência. Fugia do padrão punk/hardcore que era mais conhecido no meu meio na época. O que mais me chama atenção e inclusive amo fazer, são os backings. Cada uma tem sua linha diferente, como se fossem 3 músicas diferentes praticamente. Acho isso lindo, e pensei muito nisso na criação dos backings de “Messenger Bling”, por exemplo.

Sonic Youth“Karen Revisited”
Célia: Essa é uma das músicas que mais me rendeu altos arrepios e choradas em ônibus haha. As dissonâncias me comovem muito e ninguém melhor que Sonic Youth pra representar isso. Naturalmente eu sempre vou fazer algo que soe como, pelo tanto que já ouvi/ouço. Tá aqui no subconsciente e nem sai por querer. Amo as guitarras de “Karen Revisited” e vou defendê-las!

My Bloody Valentine“Cupid Come”
Célia: Essas palhetadas tudo pra baixo, rítmicas, quase percussivas me fazem aguar os olhinhos! Fora essa barulheira cheia de efeito saturado e essa impressão de disco empenado. É uma delícia que não me canso de ouvir! Acho que é uma influência geralzão pras músicas da Miêta, essa mistura de peso com suavidade, bruto com delicado. Melodias tranquilas e noise sem fim, amo!

Superchunk“First Part”
Célia: Foi minha porta de entrada pra bandas dissonantes mais pesadas haha. Primeiro que a mina foi uma ENORME referência pra mim, eu achava ela muito foda e queria ser igual a ela quando crescesse! Vi o clipe de “First Part” na MTVLado B, e fiquei fissurada! Arrumei toda a discografia em muito pouco tempo e ouvi toda essa coisa linda loucamente! Os solos infinitos no final da “First Part” e várias outras é o que mais gosto neles e pensando aqui agorinha, pode ter sido influência em “Ages”, novamente aquela questão de absorver e reproduzir algo do tipo, por ter ouvido e continuar ouvindo bastante.

Construindo LuvBugs: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo LuvBugs, do Rio de Janeiro, formado por Paloma Vasconcellos (bateria) e Rodrigo Pastore (guitarra e voz) Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Bikini Kill“Girl Soldier”
Paloma: Definitivamente, a Tobi Vail é uma grande baterista/musicista e a minha maior influência Riot Grrrl na LuvBugs e na vida. “Guess you didn’t notice. Why we were dying. I guess you didn’t give a fuck. After all, only women were dying”.

Breeders“No Aloha” (“Last Splash”, 1993).
Rodrigo: Melodia vocal açucarada mergulhada em guitarras distorcidas em amps valvulados, isso é praticamente a base de 80% dos sons da LuvBugs.

Babes In Toyland“Hello” (“Nemesisters”, 1995).
Paloma: Riot Grrrl até a alma, “Hello” introduz esse belo disco de punk rock, dessa banda linda que tenho como grande influência de que as mulheres podem sim fazer rock. Lori Barbero é uma grande referência de baterista.

Nirvana“School” (“Bleach”, 1989).
Rodrigo: Um dos riffs mais contagiantes da história do rock and roll, tem uns 3 riffs da LuvBugs que nasceram daí, Coração Vermelho, Verde Zen e algum outro que não estou lembrando.

Sonic Youth“Becuz” (“Washing Machine”, 1995).
Paloma: O timbre dessa guitarra e seu riff repetitivo somado ao essencial vocal da excêntrica Kim Gordon tornam essa introdução do “Washing Machine” algo que sempre está presente na minha mente.

Wavves“No Hope Kids” (“Wavves”, 2009).
Rodrigo: Um amigo voltou daquele cruzeiro do Weezer uma vez com um vinil do Wavves e disse que queria me mostrar um som de uma banda que ele tinha conhecido os caras na piscina do cruzeiro. Logo que ouvi me liguei que era o som que eu queria fazer e “No Hope Kids” é um punk rock de garagem perfeito, ouvi até entrar no sangue.
Influência nas composições e nas mixagens dos discos, esse som tem uma mix lo-fi referência pra mim.

Nirvana“Dumb” (“In Utero”, 1993).
Paloma: A simplicidade dessa letra consegue demonstrar toda a complexidade da vida em um perfeito paradoxo existencial. “I’m not like them but I can pretend”. As composições da LuvBugs são assim, mais simples possíveis.

Freud And The Suicidal Vampires “It’s Hard To Write A Good Song In 5 Minutes (When You’re So Difficult To Describe)”
Rodrigo: Outro som referência de mix lo-fi. Riff alucinante com uma guitarrinha fazendo um solo de tema. Daí eu percebi que o álbum “Dias em Lo-Fi” poderia ter isso também, som de duas guitarras e não apenas uma como nos outros, até que a gente tem se virado bem ao vivo.

Velvet Underground“Venus in Furs” (“The Velvet Underground and Nico”, 1967).
Paloma: Impactante até a alma, impossível não se afetar com a experiência que essa música passa. “I could sleep for a thousand years. A thousand dreams that would awake me. Different colors made of tears”.

Ronnie Von“Imagem” (“A Máquina Voadora”, 1970).
Rodrigo: Esse som escutei tanto em determinada época da minha vida, que sempre quando escuto novamente reencontro meu jeito de escrever as músicas da LuvBugs e até meu jeito de pensar sobre a vida. Outro dia um amigo me falou em alguma semelhança em alguma melodia de voz minha ou jeito de cantar e eu acabei dando
razão a ele.

John Frusciante“Look On” (“Inside Of Emptiness”, 2004).
Paloma: O John é surreal. Essa música, (e esse disco) é cativante do início ao fim. Melodia, letra e guitarra lindas e totalmente inspiradoras. “When I thought life was terrible, things were going fine… A paper and a pencil are the
best friends I’ve got. Look on”.

Dinosaur Jr“Drawerings” (“Where You Been”, 1993).
Rodrigo: Outro dia eu li “J.esus Mascis é meu pastor e nada me faltará”. Amém.

L7“One More Thing” (“Bricks Are Heavy”, 1992).
Paloma: Esse grunge anos 90 de melodia e guitarra arrastada é perfeito e uma das minhas maiores influências também.

Elliott Smith“Coast To Coast” (“From a Basement on the Hill”, 2004).
Rodrigo: Considero de alguma forma Elliott Smith uma grande influência pro “Dias em Lo-Fi”, sempre o escutei mas até então não considerava muito essa influência à LuvBugs. Nesse álbum a gente acabou deixando umas camadas um pouco mais tristes que nos anteriores e “Coast To Coast” foi grande referência pra canções como por
exemplo “Ela Sabe o que é Certo”, claro que não é uma cópia, assim como todas as influências, a gente acaba fazendo do nosso jeito.

My Bloody Valentine“Only Shallow“ (“Loveless”, 1991).
Paloma: Vocal calmo e delicado mas ao mesmo tempo forte e intenso. É uma das principais influências shoegaze da LuvBugs.

Elastica“Stutter” (“Elastica”, 1995).
Rodrigo: Composição contagiante, batida dançante, “ritmo de acadimia”, fuzz rasgando o refrão, vocal cantarolado, cabelo no rosto, ufa, tudo que eu preciso nessa vida. E tento levar pra LuvBugs.

Oasis“Live Forever” (“Definitely Maybe”, 1994).
Paloma: Oasis é uma banda que apesar de controversa é inspiradora e me influencia na hora de compôr, mesmo que inconscientemente. “Maybe I just want to fly. I want to live. I don’t want to die”.

Lou Reed“Hangin’ Round” (“Transformer”, 1972).
Rodrigo: Lou Reed fez as melhores canções que ouvi na minha vida, ele é a maior referência musical, pode crer. Inventou tudo que eu ouço hoje e se alguma banda do mundo não tem nenhuma influência do Lou ou Velvet Underground eu nem preciso escutar. Essa canção em especial, o jeito dele cantarolar a melodia ao mesmo tempo
que descreve a cena é mágico.

Courtney Barnett“Nobody Really Cares If You Don’t Go To The Party” (“Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”, 2015).
Paloma: Essa música fala de situações que são reais na vida das pessoas e traduz perfeitamente boa parte do meu cotidiano. É assim com a maioria das composições dessa australiana que veio pra ficar e conquistou o coração da LuvBugs. “I wanna go out but I wanna stay home”.

Titãs“Taxidermia” (“Titanomaquia”, 1993)
Rodrigo: “Se eu tivesse seus olhos não seria famoso, eu não quero ser útil, quero ser utilizado, inutilizado, inutilizado”. Acho que foi meu primeiro contato com poesia dentro do rock’n roll. Esse som é referência pra qualquer coisa que eu faça.