Letrux surpreendeu com seu climão no SESC Campo Limpo

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“Bota na tua cabeça que isso aqui vai render” e como rendeu! Foi com esse refrão da música “Vai Render” que Letrux abriu seu show na tarde de sábado, 04 de novembro, no SESC Campo Limpo. A apresentação teve inicio pontualmente as 18h e garantiu o anoitecer no climão da cantora, embalado pelo repertório do seu primeiro trabalho solo, o elogiado “Letrux em Noite de Climão”.

Com um figurino ma-ra-vi-lho-so, composto por um macacão brilhante e luvas, ambos vermelhos, a cantora transformou a tenda da comedoria do SESC num clubinho fervoroso. A banda, além de ser formada por ótimos musicistas, também acompanhou o embalo e se apresentou com figurinos vermelhos, todos inspirados do projeto gráfico do disco.

No repertório todas as canções do seu disco, com destaque para a faixa “Que Estrago”, cujo clipe psicodélico chegou nas redes sociais poucos dias antes do show. Impactante ver a reação do público presente, claramente fascinado e cantando a plenos pulmões os versos safadinhos como “Deda, deda, deda, deda, deda, dedada. Molha, molha, molha, molha, molha, mulher molhada”. Também se destacaram “Ninguém Perguntou por Você” e “Puro Disfarce”.

Entre as canções, Letrux interagiu muito com a plateia, vezes recitando poemas, vezes contando histórias. A mais interessante foi quando a cantora comentou sobre o Prêmio Multishow 2017, onde foi consagrada na categoria de Melhor Disco. De forma divertida, ela contou sobre o nervosismo que sentiu, já que a Sandy estava bem próxima dela na plateia.

“Flerte Revival” já apontava para o encerramento do show, que provou o potencial da cantora e desse trabalho. “Letrux em Noite de Climão” não deve ser considerado somente um dos melhores lançamentos do ano, mas também um dos melhores shows da atualidade. Vale a pena entrar no climão e ser seduzido por esse trabalho, que se eu tivesse que resumir, diria que foi feito com muito tesão, com certeza!

Crédito fotos: Viviane Pereira ( Música Compartilhada )

Paulinho Moska e a genialidade do show “Violoz”

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Tornando-se cada vez mais uma referência para os shows na cidade de São Paulo, a Casa Natura Musical recebeu no último fim de semana o cantor Paulinho Moska para duas apresentações do espetáculo intitulado “Violoz”.

A abertura ficou por conta de Bárbara Dias, novo nome na cena musical que se mostrou extremamente à vontade e confiante no palco. Acompanhada de seu violão, mesclou composições autorais com versões de seus artistas preferidos, como Tiago Iorc, bastante elogiado pela cantora e que recebeu aplausos calorosos da plateia ao ter seu nome citado. Apesar do show curto, Bárbara instigou e provou que é um nome que deve ser acompanhado.

Logo em seguida, Paulinho Moska nos presenteou com um show repleto de canções, histórias, momentos e recordações. Conhecido por sua boa relação com o mercado latino americano, o cantor arriscou um “portunhol” e abriu o show com a canção “Hermanos”, seguida por “A idade do céu”, canção originalmente composta em espanhol por Jorge Drexler, cuja versão em português foi escrita pelo próprio Moska.

Alternando entre os violões, guitarra e bandolim, o cantor apresentou seu excelente repertório sempre conduzindo de forma precisa todos seus instrumentos. Um show solo requer muita confiança e Moska tem de sobra. Além dos seus sucessos como “A seta e o alvo”, “Tudo novo de novo” e “Pensando em você”, fizeram parte do repertório parcerias de Moska gravadas originalmente por outros artistas. “Sinto Encanto”, gravado por Zélia Duncan no disco “Pelo sabor do gesto”, “Namora comigo” composta por Moska e gravada por Mart’nália.

O show “Violoz” comprova a genialidade de Moska. Excelente instrumentista, ótimo compositor e com uma espontaneidade no palco que impressiona e cativa o publico.

Setlist
1. “Hermanos”
2. “A idade do céu”
3. “Soneto do teu corpo”
4. “Tudo o Que Acontece de Ruim É Para Melhorar”
5. “Pensando em você”
6. “Impaciente Demais”
7. “A seta e o alvo”
8. “Sinto encanto”
9. “Sonhos”
10. “While My Guitar Gently Weeps”
11. “Lágrimas de diamantes”
12. “Sem dizer adeus”
13. “O último dia”
14. “Tudo novo de novo”
15. “Quantas vidas você tem”
16. “Namora comigo”
17. “Admito que perdi”
18. “Um móbile no furacão”
19. “Relampiano”
20. “Stand By Me”
21. “Somente nela”
22. “Muito pouco”

Festival Distúrbio Feminino combate o machismo no meio musical neste sábado em São Paulo

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Festival Distúrbio Feminino

Neste sábado acontecerá em São Paulo a primeira edição do festival Distúrbio Feminino. Organizado pela autora do programa de rádio/blog, Mariângela Carvalho, Supernova Produções e pelo Tsunami Coletivo, o evento vai rolar na Praça do Ouvidor, que fica no Largo São Francisco, na Sé, das 14h às 19h. O festival é gratuito. “O objetivo é mostrar a qualidade dos trabalhos realizados por mulheres em diferentes áreas das artes”, explicou a produtora. “O evento procura evidenciar o poder das garotas, que nunca deixaram a desejar no quesito talento e originalidade. Queremos mostrar que as mulheres estão em completa equidade criativa e artística com os homens, e que muitas mulheres juntas podem mudar o sistema e as noções de machismo”.

O line-up contará com 4 bandas paulistas independentes: do interior, La Burca (Bauru) e Travelling Wave (Piracicaba), e da capital, BBGG e Fronte Violeta, bandas que surgem com força no cenário autoral do rock em 2015. Além disso, as garotas do Coletivo Efêmmera farão um grafite ao vivo durante o evento e o selo Contra Boots registrará um bootleg com os shows do dia, que será lançado em fitas K7 limitadas posteriormente.  Conversei com Mariângela sobre o evento:

 

– Como surgiu a ideia do festival?

Quando o Distúrbio Feminino surgiu ele tinha muitos propósitos: ser um zine artesanal, uma festa, programa de rádio, blog, festival. Começou como programa de rádio (atividade que sempre exerci desde formada) e ficou no ar por cerca de um ano e meio. Como a ideia nasceu para ser pluralista mesmo, envolvendo diferentes formatos e mídias, já estava na hora de expandir o foco e estrear como festival. Os objetivos continuam iguais (assim como eram enquanto programa radiofônico): mostrar a qualidade dos trabalhos realizados por mulheres em diferentes áreas das artes; por isso o festival traz música e artes visuais, com as garotas do Coletivo Efêmmera promovendo um grafite ao vivo durante o evento.

– Como este projeto busca combater o machismo, que continua tão em alta no Brasil (e em todo o mundo)?
O evento procura evidenciar o poder das garotas, que nunca deixaram a desejar no quesito talento e originalidade. Queremos mostrar que as mulheres estão em completa equidade criativa e artística com os homens, e que muitas mulheres juntas podem mudar o sistema e as noções de machismo. Hoje sabemos que podemos fazer e ser tudo aquilo que queremos.:)

BBGG
BBGG

– Pode me falar um pouco mais sobre as bandas que vão participar?

Quando o festival começou a ser formado a ideia era que tivéssemos 4 bandas vindas de lugares diferentes do Brasil para mostrar as diferentes produções que temos hoje em dia. Grupos do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais foram convidados, mas com nenhum deles foi possível (os motivos eram os mais variados, mas o que pesou mesmo foi o preço das passagens, pq realmente ainda é muito caro viajar pelo país). Depois dessa fase com várias respostas negativas (que também fugiam do controle das próprias bandas), grupos próximos foram convidados e aos poucos pudemos fechar o line-up em 4 nomes. Os estilos das 4 bandas são bem variados entre si mas todos carregam a essência do rock. BBGG é um nome recente no circuito mas tem um potencial enorme. Com 3 garotas à frente, a aposta deles é numa pegada mais classic rock, riffões e refrão para ser gritado. La Burca e Fronte Violeta são dois duos, de Bauru e SP capital, respectivamente. O La Burca tem uma proposta que considero bem original no país que é fazer punklore, um punk acústico (muito produzido nas terras gringas mas por aqui ainda sem muito destaque), e o Fronte Violeta faz experimentações eletrônicas e brinca muito com colagens sonoras, synths, delays. E o Travelling Wave é um quarteto de Piracicaba. A onda deles é mais psychedelic com muitas teclas e reverb, fazem um show bem intenso e têm 2 garotas de destaque.
La Burca
La Burca

– Nos anos 90, festivais com bandas independentes pipocavam em todo o país e geraram diversas cenas musicais. Porque isso parou? Tem como recuperar?

Acho que o ritmo foi diminuindo ao  longo dos anos, mas nunca chegou a parar. Muitos fatos podem ser creditados a esse déficit como, por exemplo, o rock ter passado uns bons 15 anos na geladeira no Brasil. Há anos não temos um nome forte e que chegue às massas mesmo, isso enfraquece o movimento e a vontade de fazer. Nos primeiros 5 anos dos anos 2000 surgiram muitos festivais de rock independente mas eles perderam a força quando se notou que a movimentação era mais política do que artística. Isso tb enfraqueceu quem estava a fim de produzir. Hoje em dia eu acho que o momento é outro mesmo, com agentes culturais e bandas levando o faça-vc-mesmo ao pé da letra e concretizando vontades que antes só existiam no plano das ideias.

– Você pretende levar o projeto para a frente, fazer mais edições do festival?
Com certeza! O Distúrbio Feminino (como um todo) sempre obteve mais sucesso do que eu imaginava e próximas edições estão certamente nos planos, com vontade de ser cada vez maior e dar mais visibilidade para as mulheres nas artes.

Travelling Wave
Travelling Wave

 

 – Onde será o festival? As casas de SP oferecem auxílio para bandas autorais?
O festival acontecerá na rua, melhor lugar para expressar as artes. Ali próximo ao metrô Sé, no Largo São Francisco, existe um espaço muito bom que é a Praça Ouvidor Pacheco, que já tem um tablado perfeito para usar como palco e é um lugar bem amplo, dá pra muitas pessoas circularem livremente. Sim, a maioria das casas em SP oferecem um certo auxílio para as bandas, mas cada uma tem seu esquema: algumas dão uma porcentagem da bilheteria, algumas dão toda a bilheteria e outras (a minoria) garante o cachê fixo.
Fronte Violeta
Fronte Violeta

– Além dos shows, também vão ter outras atrações, correto?

Isso! Mantendo a ideia de ser multimídia, o Distúrbio Feminino Fest tem também a participação das meninas do Coletivo Efêmmera, uma galera talentosa que se divide por diferentes cidades para articular sobre artes visuais, cultura urbana e, claro, empoderamento feminino. No dia do eventos elas estarão grafitando telas com temas feministas e depois vamos deixar esses trabalhos expostos em casas alternativas da cidade. Além das Efêmmeras, também teremos a galera do selo Contra Boots. O trabalho que eles realizam é daqueles “simples mas geniais – como ninguém pensou nisso antes?!?!”. O selo grava e lança bootlegs de shows em fitas K7, com edição limitada, arte caprichada e esquemas de distribuição, e eles farão isso com os shows do festival, que depois se tornarão ‘obras físicas’. A ideia é registrar o evento e guardar para a posteridade.

Coletivo Effêmera
Coletivo Effêmera

– Onde o pessoal vai poder comprar estes registros?
Diretamente com os meninos do selo. A princípio vamos fazer apenas 30 cópias, sendo que 14 ficarão com as bandas (uma por integrante), 10 para mim e 6 para o selo. as minhas eu ainda não sei o que vou fazer (risos). Mas quero presentear algumas pessoas que estão me ajudando nessa.

– Quem fez a arte do flyer?
A arte foi feita pela Micha Oliveira, conhecida como Teenage Micha. Ela é artista visual e zineira no RJ e participa de coletivos feministas também. As figuras das meninas que constam na arte do festival foram feitas a mão e depois ela digitalizou.

 

Festival Distúrbio Feminino
Onde: Praça do Ouvidor – Largo São Francisco – Sé – São Paulo
Quando: 17 de outubro (sábado) das 14h às 19h
Quanto: Gratuito
Classificação livre

Chega de covers: confira 10 locais e festas de São Paulo que apostam em artistas autorais

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Às vezes parece que a cena musical está dominada por bandas covers capengas que dominam as poucas casas noturnas que ainda apostam na música ao vivo. De vez em quando parece que estamos escravos dos covers mal feitos de Van Halen e Pink Floyd que passam por aí se vendendo como “os melhores do Brasil”. Será que as bandas desistiram de criar e resolveram só fazer aquela versãozinha pra ganhar alguma grana na noite? Emmerson Nogueira venceu?

Calma, nem tudo está perdido: ainda existem muitas casas que apostam em música nova de qualidade, convidando artistas autorais e buscando novos sons e talvez até uma nova cena musical, quem sabe? Criei uma pequena lista de casas em São Paulo que convocam artistas e bandas com músicas próprias pra você descobrir que não, o rock não morreu, e não, você não precisa ouvir só o que as rádios e a TV te oferecem. Ah: se você conhece alguma casa que não está aqui e merece a citação (não precisa ser só de São Paulo, lógico)… Por favor, conte pra nós nos comentários!

Neu Club – Rua Dona Germaine Burchard, 421, Barra Funda

Quem já tocou por lá: FingerFingerrr, Deb and The Mentals, Marina Gasolina

Absolutamente todas as festas que rolam no Neu Club contam com um show autoral que abre os trabalhos. O “Esquenta” é sempre gratuito e não convoca bandas covers de jeito nenhum. “A Neu Club conta com o ‘Esquenta’ antes de cada festa, sempre com bandas autorais em shows gratuitos para o público”, conta Dago Donato. “Desde as primeiras festas que eu e o Gui, um dos meus sócios no Neu, promovemos, sempre tivemos a presença de bandas. Odeio o termo ‘banda autoral’ porque nunca nem passou pela nossa cabeça promover algo que não viesse da cena que ajudamos a construir. O ‘Esquenta’ veio como meio de retomar a presença de bandas na casa, porque a gente não tava conseguindo isso de outra maneira. Então, decidimos fazer com shows grátis antes das festas. Acreditamos que as pessoas devem gostar de música boa independente do estilo. Quando começamos as festas da Peligro, há mais de dez anos, nossa intenção era explodir a cabeça da cena da época. A festa acabou sendo um sucesso semanal justamente por misturar tudo. Uma semana podíamos ter o Catatau discotecando clássicos do Fernando Mendes e depois um show de uma banda de noise; na outra o Fábio Massari tocando clássicos do indie rock e um show da Deize Tigrona. Depois dos shows sempre tinha meu set misturando tudo o que eu achava bom. Ou seja, no fim é tudo música.”

Morfeus Club – Rua Ana Cintra, 110, Campos Elíseos

Quem já tocou por lá: Versus Mare, Cranula, ZRM

O Morfeus Club conta com um bom espaço para shows e sempre recebe bandas e artistas autorais em seu espaço. Infelizmente, o movimento ainda é maior quando as festas são… digamos, mais “pop”. “Bem, trabalhamos com bandas autorais desde os idos da Livraria da Esquina (somos os antigos donos de lá). Parece que é nossa sina sermos, vamos dizer assim, patronos nessa área, já que poucos abrem espaço para os independentes”, diz Heitor Costamilan. “Pelo menos é o que ouvimos de monte por aqui. Gostamos de músicas originais, inventivas, diferentes e aonde se encontra isso? Nos independentes, não acha? Eles nunca ficam presos ao conceito comercial da música e acho que isso é o que mais nos atrai. Pena que a semana tenha só 7 dias e desses apenas 2 fazem parte do final de semana, que é o dia que todo mundo quer agendar show. Óbvio que a casa precisa sobreviver e daí agendamos festas que acabam trazendo um público muito maior para o nosso espaço, mas enquanto der e pudermos continuaremos a prestigiar e agendar shows em nosso espaço.”

Astronete – R. Augusta, 335 – Consolação

Quem já tocou por lá: Drákula, Veronica Kills, Belfast

Sim, ainda existem casas com shows de bandas autorais no Baixo Augusta (ainda bem!) Quando você visitar o Astronete, de Cláudio Medusa, é quase certeza que terá uma banda em seu pequeno palco mandando ver, todos juntinhos. O palco pode ser pequeno, mas as bandas que passam por lá costumam fazer barulho do bom. A curadoria das bandas é feita pelo próprio Medusa, que escolhe a dedo quem vai tocar por lá. Duas festas costumam trazer bandas incríveis do underground rocker: Shakesville (às sextas-feiras) e Master Blaster (às quintas). Vale a pena conferir a agenda da casa. As discotecagens também costumam fugir do lugar-comum, tocando 50s, 60s e 70s e não apostando em hits indies como Arctic Monkeys, apesar de o Alex Turner ter passado por lá quando a banda passou pelo Brasil…

Puxadinho da Praça – R. Belmiro Braga, 216 – Pinheiros

Quem já tocou por lá: Vespas Mandarinas, Maglore, Carbônica

Em meio aos badalados e lotados bares da Vila Madalena fica o Espaço Cultural Puxadinho da Praça, um dos grandes centros culturais de São Paulo, tendo recebido mais de 500 shows que vão do rock à MPB. Artistas como O Terno, Tiê e Tarântulas e Tarantinos já passaram por lá. O projeto Circuito Autoral Puxadinho é uma força aos artistas que produzem sons próprios. “O CAP é um espaço para renovação e respiro da cena independente com apresentação de bandas iniciantes que entram em contato com nossa produção. O projeto acontece em algumas sextas e sábados do mês, sempre às 19h, e é uma forma de apoiar e dar boas vindas aos novos artistas. Já passaram pelo projeto bandas como Gestos Sonoros, Projeto Da Mata, Héloa, Amanticidas,  Manalu, Dessinée (PE), Desa, dentre outros”, diz o site do espaço. Além disso, Puxadinho possui os projetos Onda Instrumental e o Ensaio no Puxadinho e Encontro dos Músicos, promovendo jams gratuitas.

Banca Tatuí – Rua Barão de Tatuí, 275, Vila Buarque

Quem já tocou por lá: Serapicos, Isabela Lages, Bela & Mica

A Banca Tatuí, na verdade, é o que o nome diz: uma banca. Com um porém: eles apostam em publicações independentes e fogem de grandes editoras como os fantasmas fogem de Peter Venkman. E lógico que uma banca com uma mentalidade dessas não ia passar longe da música, né? De tempos em tempos, a banca promove shows em seu teto (e às vezes a PM aparece por lá pra acabar com a festa, mesmo que as apresentações sempre rolem antes das 22h) “Nós trabalhamos apenas com publicações independentes – grandes editoras já fizeram propostas para estar na Banca Tatuí, porém declinamos todas. Nada mais justo, portanto, do que ter também música marginal nos nossos lançamentos. Isso reforça nossa identidade, aposta e crença nos novos nomes da arte seja o meio de expressão que for”, disseram.

Serralheria – R. Guaicurus, 857 – Lapa

Quem já tocou por lá: Terno Rei, Bárbara Eugênia, YoYo Borobia

A Serralheria é uma casa que foi criada no espaço que abrigava uma velha serralheria na Lapa, em São Paulo. Juliana Cernea, Miguel Salvatore, Amadeu Zoe e Thiago Rodrigues se uniram e com a ajuda do marceneiro e designer Pawel (JPS) e integrantes do Barulho.org, reformaram e deixaram o lugar como ele é hoje. “Em pouco tempo se estabeleceu uma programação musical cujo principal e árduo objetivo é trabalhar com música ao vivo. A casa recebe semanalmente diferentes propostas musicais que são avaliadas para compor a programação”, diz o site do espaço.

Mundo Pensante – Rua 13 de Maio, 825 – Bixiga

Quem já tocou por lá: Tabatha Fher, Di Melo, Zebrabeat

Sim, a Mundo Pensante fica na 13 de Maio, onde rolam várias casas que apostam em bandas cover e classic rock do mais manjado. O espaço cultural integra eventos de música, artes visuais, artes do corpo e filosofia. As atividades do espaço resgatam um pouco da essência do Bixiga, bairro que foi berço de diversos artistas e espaços que mudaram e ajudaram a criar a cultura da cidade de São Paulo.

Surdina @ Funhouse – Rua Bela Cintra, 567, Consolação

Quem já tocou por lá: Francisco El Hombre!, Nevilton, BBGG

Segundo Dani Buarque, da banda BBGG e uma das criadoras da Surdina, “a festa surgiu em janeiro de 2015. Eu queria uma festa nova na Funhouse e chamei meus amigos Wonder Bettin (guitarrista do Esperanza) e Monteiro (DJ). A Funhouse foi o palco do underground paulista durante muitos anos, todas as bandas tocavam lá, tinha show com bastante frequência. Após a reforma (+ ou – 3 anos atrás), tiraram o palco e nunca mais teve show. Tivemos a ideia de tentar uma coisa com banda lá e a Funhouse apoiou 100% a idéia. Começamos do zero, sem equipamentos nenhum, fazendo corre de pegar tudo emprestado. Depois do sucesso da primeira edição, a Funhouse vem nos ajudando mês a mês e comprando aos poucos tudo que precisamos pra fazer os shows lá. Nas 3 primeiras edições optamos por formatos mais pocket e acústico. Na 4ª edição, arriscamos e colocamos a BBGG pra plugar tudo e levar a batera completa. Foi lotado, lindo e o som ficou animal. Como nos velhos tempos. As bandas que passaram por lá foram Naked Girl and The Aeroplanes, Francisco El Hombre!, Nevilton, BBGG, Blacklist e agora na próxima edição em Julho teremos a banda Esperanza (ex- Sabonetes) que já tocaram bastante na Funhouse quando tinha shows.”

Sensorial Discos – Rua Augusta, 2389, Cerqueira César

Quem já tocou por lá: André Frateschi, Jair Naves, Fábio Cardelli

A Sensorial Discos é uma casa que, claro, vende discos, mas também conta com cervejas artesanais e shows ao vivo dos mais diversos estilos. Porque a casa aposta em bandas autorais e independentes? Lucio Fonseca explica. “A Sensorial é uma loja que sempre apostou e abriu espaço para os autores e músicos independentes, e por isso nada mais coerente e lógico do que abrir a casa apenas para shows autorais, soma-se a isso a imensa qualidade dos trabalhos independentes e do gosto pessoal da nossa equipe, incluído eu, por músicas e bandas novas”.

Casa do Mancha – R. Felipe de Alcaçova, 89 – Pinheiros

Quem já tocou por lá: Camarones Orquestra Guitarrística, Gui Amabis, Carne Doce

Segundo a página do Facebook da Casa do Mancha, o local busca “propagar a paz e a harmonia entre as pessoas”. O melhor jeito de fazer isso é com música, certo? A casa busca juntar o melhor do alternativo em São Paulo, com apresentações que vão do rap ao samba e do rock ao pop/eletrônico. Um local pequeno feito pra juntar quem realmente gosta de música e quer curtir um som sem preocupações.

Cervejazul – Praça Ciro Pontes, 72 – Mooca

Quem já tocou por lá: Mary Chase, Hooker’s Mighty Kick e  inúmeras bandas iniciantes

Se você tem uma banda, deve conhecer o Cervejazul. Talvez você tenha ido ao Cervejazul assistir ao show de algum amigo. Talvez você até já tenha tocado no Cervejazul. Fundado em 2001, o local atua na cena do rock apostando na apresentação de bandas independentes (algumas recém-formadas) em seu palco. É ótimo ter um lugar que aceite as bandas iniciantes e ajude-as a perder a virgindade de palco. Quem sabe uma nova cena rock não esteja nascendo ali?