Tecnomacumba: 15 anos de festa e fé embalados por Rita Benneditto

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Rita Benneditto é uma das mais criativa e talentosa intérprete da MPB contemporânea. Considerada por Caetano Veloso como “a cantora que impressiona pela voz encorpada, de timbre cheio e naturalidade na afinação”, Rita é também a idealizadora do projeto Tecnomacumba, uma intervenção cultural que reafirma a importância da cultura africana na musica brasileira através da fusão dos cantos de terreiro com a eletrônica. Tecnomacumba em 2018 completa 15 anos, e a cantora realizará uma turnê pelas principais cidades brasileiras, para reafirmar a importância da valoração da cultura afro-brasileira.

A turnê teve inicio no último final de semana na Comedoria do SESC Pompeia e teve seus ingressos esgotados para as duas sessões. A apresentação começou com a cantora sozinha na percussão interpretando a canção “Divino”, em seguida a banda Cavaleiros de Aruanda juntou-se e o clima começou a esquentar com “Saudação – Abertura”. O público presente vibrava e saudava com a cantora as entidades homenageadas na música.

Tecnomacumba é também um resgate da música brasileira, foi responsável por apresentar ao público mais novo a canção “Cavaleiro de Aruanda”, gravado por Ronnie Von em 1972, e que foi o carro-chefe no inicio da Tecnomacumba. “Babá Alapalá” de Gilberto Gil, impressiona pelo peso da guitarra inserida na canção.

A saudosa Clara Nunes se fez presente, com as versões de Rita para os clássicos “Deusa dos Orixás” e “Coisa da Antiga”. Aliás, podemos considerar a Clara como uma inspiração para o Tecnomacumba, pois a cantora atingiu o grande público promovendo a cultura religiosa africana em suas canções e nos seus famosos video clipes produzidos pelo Fantástico nas décadas de 70 e 80.

Também destacaram-se as canções “É D’Óxum”, “Oração ao Tempo”, “Jurema” e “Iansã”. Ao interpretar “Cocada” saudando as crianças, a cantora aproveitou para realizar um discurso sobre mudança. Segundo ela, 2018 será um ano regido por Xangô e devemos aproveitar isso para realizar a mudança que desejamos ao nosso país. Não faltaram manifestações da plateia, insatisfeitos com o atual cenário político brasileiro.

“Tambor de Crioula” apontava para o final da apresentação mostrando a cultura musical maranhense. O bis ficou por conta de “Canto pra Oxalá” e após uma rápida troca de saia, Rita Benneditto encerrou cantando para a Pomba Gira versos que diziam “é só pedir que ela dá”, e dando a oportunidade de algumas pessoas presentes na platéia manifestarem seus desejos.

Se for pra pedir, peço que Tecnomacumba continue circulando pelo país com essa turnê comemorativa e que chegue em locais que ainda não tiveram o prazer de acolher o projeto. Manter um show em circulação por 15 anos não é uma atividade corriqueira e muito menos simples. Rita, junto com sua irmã Elza Ribeiro, são idealizadoras desse projeto, e foram responsáveis pelo excelente trabalho de resgate, e mais que isso, deram voz a uma grande parcela da nossa população.

Fotos: Riziane Otoni 

Vídeo: Klaudia Alvarez

BaianaSystem abre programação musical de 2018 do SESC Pompeia

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Em circulação com a turnê do disco “Duas Cidades” (2016), o grupo BaianaSystem ocupou o palco da Comedoria do Sesc Pompeia entre os dias 4 e 6 de janeiro, em uma série de três shows que abriu a programação musical da unidade em 2018.

Além de tocar o mais recente disco, a banda soteropolitana criada em 2009 propõe novas inserções sonoras, trechos instrumentais inusitados e as mais recentes faixas “Capim Guiné” (com Titica e Margareth Menezes), ”Invisível” e “Forasteiro”. Para esses shows, BaianaSystem convidou o rapper carioca BNegão, parceiro de longa data e artista homenageado em “Duas Cidades”. Além dele, também subiram ao palco Flora Matos e Rico Dalasam.

Mais do que um simples show, a apresentação da BaianaSystem é uma verdadeira experiência audiovisual, com seus telões e projeções que dialogam diretamente com os temas abordados pelo grupo em suas composições. A distribuição de máscaras para o público presente garantiu a sincronia com o projeto gráfico da banda.

Russo Passapusso demonstra um domínio absurdo de palco, além de ocupar todos os espaços existentes, o vocalista interage com a plateia e levanta questões importantes, na apresentação do dia 05 de janeiro o cantor questionou a nossa relação com a América Latina e o distanciamento do Brasil com os demais países latinos.

Musicalmente falando, a performance do grupo impressiona com a sua mistura de riffs da guitarra baiana, os beats do combo e o peso da bass culture com o tempero baiano: a palavra das ruas para as ruas. As participações especiais, totalmente integradas com a proposta da banda, elevaram os shows realizados no SESC Pompeia.

Essa temporada provou porque a BaianaSystem tem sido um dos nomes mais comentados no cenário musical brasileiro. “Duas Cidades” já se tornou um disco clássico, agora é momento de curtir o restante dessa turnê e aguardar os próximos passos na carreira do grupo.

Nação Zumbi apresenta sua recém lançada “Radiola NZ” no SESC Pompeia

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Percussores do Mangue Beat, movimento musical que ganhou projeção nacional na década de 90, a Nação Zumbi se apresentou no último final de semana na Comedoria do SESC Pompeia. Depois de realizar uma turnê em comemoração aos 20 anos do clássico álbum “Afrociberdelia”, a banda se prepara para mais um lançamento, dessa vez surge o álbum “Radiola NZ”, apresentando versões ousadas de canções que influenciaram a banda.

Com ingressos esgotados para todos os dias, a temporada mais uma vez provou o potencial da banda, cuja presença é marcante nos principais festivais musicais do país. O repertório revisitou canções como Refazenda” de Gilberto Gil e “Não Há Dinheiro Que Pague” do Rei Roberto Carlos.

“Amor” do Secos & Molhados ganhou uma versão mais pesada, com a forte presença do trio de alfaias, instrumento fundamental na formação musical da banda, que conta com excelentes músicos, com destaque para o guitarrista Lúcio Maia e o baterista Pupillo. Sem a ilustre presença de Ney Matogrosso, como ocorreu no encontro realizado no Rock In Rio, a execução da canção pareceu bem mais alinhada.

Algumas versões pareceram menos inspiradas, porém não chegaram a comprometer o show, cujo ponto alto ainda foram as canções autorais da banda, como “Manguetown”, “Meu Maracatu Pesa uma Tonelada” e “Quando a Maré Encher”, essa última eternizada pela versão da cantora Cássia Eller, que registrou a versão em seu Acústico MTV com participação especial da própria Nação Zumbi.

Tendo a frente o vocalista Jorge du Peixe, as apresentações da banda sempre carregam um tom político, não faltaram falas de descontentamento com o atual cenário político brasileiro e demais assuntos.

Fotos: Carol Vidal

Banda Vexame fez jus ao nome em show constrangedor no SESC Pompeia

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Cultuada no início da década de 90, a banda Vexame, liderada por Marisa Orth, lotou o Teatro do SESC Pompeia nos dias 16 e 17 de setembro com o show intitulado “Visita Intima”. Conhecida por misturar repertório considerado brega com números de humor, a banda transformou o palco numa cela prisional, usando uma ótima caracterização através do cenário.

A apresentação e entrada da banda ao palco foram feitas anunciando “os crimes” cometidos por cada integrante/prisioneiro. O humor apresentado no show já demonstrou tom duvidoso logo na apresentação do baixista, acusado de ser um “ejaculador de transporte público”. Difícil ter que aplaudir a entrada de um músico com esse tipo de piada e com tantos casos de abusos no transporte público que são noticiados diariamente.

Musicalmente falando, a banda é sensacional, mesmo com o limite vocal de Marisa Orth. Resgatou sucessos já clássicos do seu repertório, como “Pare de Tomar a Pílula” de Odair José, “Ainda Queima a Esperança” da cantora Diana, e incluiu novos hits, como “50 Reais” hit sertanejo interpretado por Naiara Azevedo e em grande circulação por todo o país. O ponto alto do show foi a versão de “Siga Seu Rumo”, com forte apelo teatral e dramático.

O show teria sido ótimo se fosse focado apenas no lado musical, porém o tom de humor apresentado deixou muito a desejar. É inaceitável que em pleno 2017 fazer piadas com minorias seja a plataforma para arrancar algumas risadas constrangidas pela plateia. O baterista Carneiro Sândalo assumiu uma personagem transexual, dita como “confusa” e que deu margem para diversas piadas transfóbicas durante os intervalos das músicas.

O ponto mais vergonhoso foi quando, incentivado por Maralu Menezes, personagem de Marisa Orth, o cantor Carlos Pazetto dirigiu-se a plateia com o intuito de realizar um exorcismo e assim livrar um homem do “homem sexualismo” (termo dito por Marisa). O cantor escolheu um rapaz da plateia, esfregou a cara dele em seu pênis falso e volumoso  e de forma ridícula conduziu a cena. O ilustre “voluntário” se via fortemente constrangido, assim como boa parte da plateia se encontrava perplexa com tal cena.

Depois disso, não tinha mais como defender o humor mantido pela banda desde os anos 90 e que perdeu a oportunidade de se renovar. Durante os números teatrais, a impressão que deu é que fomos transportados para a década de 90, estávamos numa gravação do Sai de Baixo e que a qualquer minuto alguém gritaria “Cala a boca, Magda!” diante das atrocidades ditas pela cantora e seus companheiros de cela/banda.

Crédito fotos: Camila Cetrone.

O groove do Black Mantra tomou conta da Choperia do Sesc Pompeia

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Não era uma terça-feira (12) qualquer. O motivo? O octeto de funk, jazz e afrobeat chamado Black Mantra se apresentaria logo mais na Choperia do Sesc Pompeia. Show marcado para começar às 21h. A fila para pegar o ingresso, uma hora antes do show, estava imensa. Ainda na fila, não havia como não reparar no público diversificado que ali encontrava-se.

Casa lotada, vinil da banda comprado e chopp na mão. Tudo certo. Agora era só esperar.

A banda subiu no palco uns quinze minutos atrasada. O público aplaudiu a entrada do grupo. Depois de uma introdução em formato de vinheta, o BM começou com “Le Mantra Noir“, um som mais neutro. Sabe como é, cedo demais para agitações. Eles queriam esquentar o clima aos poucos. Quando passaram para a segunda música: “Kaiú-Ubi“, a sintonia da banda invadiu a noite com efeitos de wah-wah e delay das guitarras de Ricardo Mastria (também integrante da banda de hardcore Dead Fish). Inevitavelmente, cabeças explodiram com o som dos metais e o ritmo dançante da bateria. James Brown habitava o palco em espirito. Ou não, talvez estivesse em sua tumba mesmo recitando mantras de funk e enviando energias para o BM.

Não havia como negar, a presença de palco dos integrantes era louvável, e deixou a plateia desconcertada. As pessoas embarcaram numa viagem espiritual, e em peso, começaram a bater palmas no ritmo da música em determinados trechos. Foi assim até o final da apresentação.

Black Mantra no Sesc Pompéia 12/09. Crédito da foto: Marcos Bacon.

Eles conseguiam variar, em uma mesma música, de um hit romântico para um dançante, como quem troca de roupa no provador de uma loja de departamento. “Fossa Jazz” exemplifica acertadamente essa variação. A música lembra as Big Bands de swing.

Um solo de bateria no meio do show arrancou gritos empolgados da multidão, os olhos do público não desgrudavam do palco. Não à toa, o groove com influências de funk setentista do baterista Leonardo Marques sacudiu a massa que, a essa hora, estava encharcada de suor. Pouco depois, o tecladista Kiko Bonato teve uma complicação com seu instrumento, que estranhamente, parou de funcionar. A equipe técnica se prontificou a ajudar e rapidamente o problema foi solucionado.

O palco contava com uma iluminação de led belíssima. Para solar, os integrantes do time de metais se dirigiam até o centro do palco, levando os presentes à loucura.

Próximo ao final do show, Ric Mastria solou inacreditavelmente – aliás, a versatilidade deste músico é assustadora e merece ser comentada. Não é fácil sair do hardcore e transitar pelo funk livremente com tamanha facilidade.

Caio Leite, o baixista da banda, anunciou que o show estava chegando ao fim e apresentou todos os integrantes do octeto. O gosto de quero mais era irrevogável. E olha que o espetáculo durou mais de 1h30. Após encerrarem majestosamente com “Tocaia”, voltaram com o bis “Umbabarauma”, uma música intensa e cheia de energia – antenderam os pedidos do público.

A banda saiu do palco ovacionada pela plateia, que entoava em coro “BLACK MANTRA”. É bonito de ver uma banda com apenas 3 anos de formação se portar como uma de 20 anos. Experiência não faltou na forma como conduziram o show.

Já assistiram o seriado “The Get Down? Foi mais ou menos assim…

Black Mantra é formado por Caio Leite (baixo), Leonardo Marques (bateria), Ricardo Mastria (guitarra), Kiko Bonato (teclado), Igor Thomaz (saxofone barítono), Pedro Vithor (saxofone tenor), William Tocalino (trombone) e Felippe Pipeta (trompete). Quem ainda não teve a oportunidade de conhecer o trabalho do grupo, confira Black Mantra (2017) no link, disco homônimo lançado em junho.

Choperia do Sesc Pompeia lotada. Crédito da foto: Marcos Bacon.

Set list:

Vinheta Intro

1 – Le Mantra Noir

2 – Kaiú-Ubi

3 – Puga Race

4 – Fossa Jazz

5 – Mamabeat

6 – O Ronco do Cacuí

7 – Jazzmatazz

8 – Tranca Rua

9 – Ybytu

10 – Bad White

11 – 5511

12 – Bombardino Invisível

13 – Baby Root

14 – Houdini

15 – Tocaia

BIS

16 – Umbabarauma

Motown ganha homenagem de supergrupo da música brasileira no Sesc Pompeia

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Nos dias 24 e 25 de março o Sesc Pompeia receberá o projeto “O Som da Motown”, organizado por Zé Antônio Algodoal (Pin-Ups, Mtv Brasil). Um supergrupo formado por músicos de diversas bandas e estilos fará um show apresentando grandes sucessos e lados B de uma das gravadoras mais importantes do mundo. A escalação é de respeito: nomes como Pedro Pelotas (Cachorro Grande), Victor José (Antiprisma), Charly Coombes (ex-Supergrass), B-Negão, Tássia Reis, Leonardo Prirrongeli (Clube do Balanço), Curumin, Blubell e o próprio Zé farão parte da banda que fará uma verdadeira festa em homenagem às músicas da gravadora.

Fundada por Barry Gordy, a Motown é uma das gravadoras mais importantes da história da música. Seu elenco impressionante inclui nomes inesquecíveis como Marvin Gaye, Stevie Wonder, Diana Ross e Jackson 5 e emplacou quase 250 sucessos nas paradas americanas e se tornou uma das maiores referências musicais das últimas décadas. O famoso “Motown Sound” ajudou a definir a linguagem do soul, funk, hip hop e da música pop.

Conversei um pouco com Zé Antônio sobre o projeto. Confira e ouça a playlist criada por ele:

– Primeiramente, conta um pouco mais sobre esse projeto da Motown!

Então, eu sempre amei as coisas da Motown e sempre tive vontade de tocar muitas daquelas músicas, mas o Motown sound é algo sofisticado, inclui cordas, metais, teclados e grandes vozes. Daí veio a ideia do projeto, reunir um time bacana de músicos e vocalistas e oferecer para o Sesc, que é o único lugar com condições de acolher um projeto desses. O legal é que quase todo mundo ama a Motown, então todos entraram no projeto com grande prazer. Todos tem seus trabalhos autorais, e um projeto como esse acaba virando uma reunião de amigos, um momento de prazer pra tocar o que a gente gosta, além é claro, de enfrentar o desafio de fazer jus às músicas que a gente vai tocar.

– E teremos várias bandas se revezando ou uma superbanda com músicos de diversos lugares?

A banda é fixa, quem reveza são os vocalistas. O legal é que tem gente de várias escolas. O baterista é o Rogério Bastos, que toca com o Tom Zé, o Pelotas do Cachorro Grande em um dos teclados, o Charly Coombes, que já foi do Supergrass (e tem dois discos incríveis), no outro teclado, eu e o Victor José (Antiprisma) nas guitarras, o baixista vai ser o Leonardo Prirrongeli (Clube do Balanço), a Michele Abu na percussão, e um trio de cordas e um de metais.

– E quem serão os vocalistas, pode adiantar?

Os vocalistas são os seguintes: B-Negão, Curumim, Charly Coombes, Léo Cavalcanti, Blubell e Izzy Gordon. Na sexta teremos também a Tássia Reis e no sábado a Laura Lavieri, e uma provável participação especial do Beto Bruno.

– Muito bom! E como será escolhido o repertório dessa celebração da Motown?

Essa foi a grande questão desde o início… É difícil escolher entre tanta coisa boa. Eu acabei fazendo uma lista reduzida e discutindo com os convidados pra saber o que cada um poderia cantar. A ideia é que o repertório fosse o mais abrangente possível, e que fosse generoso com a plateia, pois nem todos conhecem os Lados B, então o desafio foi equilibrar tudo isso. No final o repertório ficou com bastante coisa boa, privilegiamos os 60 e 70.

– Você acha que o conteúdo da Motown está sendo redescoberto pelo público e pelos artistas que estão injetando soul e funk típicos da gravadora em seu som?

Eu acho que a Motown sempre esteve presente, desde as regravações dos Beatles e Stones, até as citações e samples do pessoal do hip hop e um número infindável de artistas pop, mas que nem sempre utilizam tão bem as lições dos mestres da Motown (risos). O que eu tenho percebido é que tem muita gente nova muito bem informada sobre música, então é natural que as coisas boas sejam lembradas e festejadas. E dou graças a Deus por isso!

– Já tem uma data para este evento?

Sim, será nos dias 24 e 25 deste mês no Sesc Pompeia. Os ingressos começam a ser vendidos no dia 14!

Pedi a Zé Antônio que fizesse uma playlist com suas preferidas da Motown, algo como um guia para os não-iniciados aquecerem os motores para as apresentações do dia 24 e 25. Siga o Crush em Hi-Fi no Spotify e ouça:

Anote na agenda! Eventos recomendados da semana – 17 a 24/02/2017

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Festivau-auau
Festivau-auau, domingo no Espaço Zé Presidente

Não reclame que “o rock independente morreu” ou “não tem nada pra fazer” antes de dar uma olhada na agenda da semana!

Sexta-feira – 17/02

18h30Sidewalk Rock (Avenida Paulista) – As bandas StringBreaker and the StuffBreakers e Hellbilly Rebels tocarão na Avenida Paulista, em frente ao Shopping Cidade São Paulo. Confira o evento.

20hMostra Prata da Casa (Sesc Pompeia) – O primeiro show do ano da banda carioca The Outs em São Paulo e último na cidade antes da apresentação no Lollapalooza Brasil 2017. A noite também conta com a apresentação do MC Inglês. Confira o evento.

22h30XXXBórnia (Trackers) – A edição de Carnaval de uma das mais populares festas de São Paulo recebe shows das bandas Grand Bazaar, Mel Azul, Figueroas e Cupin. Confira o evento.

23hMetamorphyna #3 (Stage Bar) – A terceira edição da festa convida o duo instrumental selvagem Mescalines e o rock visceral e alucinante do duo FingerFingerrr para uma noite de pancadaria sonora generalizada e deliciosa. Confira o evento.

Sábado – 18/02

15hFestival Volume Morto (Ouvidor) – A terceira edição do festival que engloba bandas alternativas que orbitam em torno do rock, poetas marginais, performances e dança acontece neste sábado com as bandas Test, Terminal, The Lirous, Nicolas Não Tem Banda, Jonnata Doll e os Garotos Solventes, Porno Massacre e Verônica Decide Morrer. Confira o evento.

17hFestival Volta Por Cima (Associação Cultural Cecília) – O festival busca ajudar o músico e produtor Lucas Ronsani, que teve todos seus equipamentos roubados. Shows de Rafael Castro, Supercolisor, Vitreaux, Cavalo Zebra e FingerFingerrr. Confira o evento.

20hSarcófagos Blues Duo/Giant Jellyfish (74 Club) – Neste sábado o duo argentino de trash-blues-hipnótico Sarcófagos Blues Duo volta para a segunda apresentação na casa, fechando a tour pelo Brasil. Também tem show de estreia da Giant Jellyfish e seu som hard psicodélico. Confira o evento.

Domingo – 19/02

12hFestivau-auau (Espaço Zé Presidente) – O evento beneficente para ajudar a ONG Adote DoG da Marina Inserra vai acontecer a partir das 12h no Espaço Zé Presidente com shows das bandas Presto?, Mudhill, Zebra Zebra, Hierofante Púrpura, Miami Tiger, Bloodbuzz e Bring on the new Messiah, além de discotecagens de Thábata Vespucci, Kaue Criscuolli, Stamato, Daniel Durso, Hey Chapa, Leandro Pankk, Thiago Testa (Meninos da Podrera) e nós, do Crush em Hi-Fi! Confira o evento.

15hCultura Underground (Jai Club) – O festival no Jai Club vai receber as bandas Afterblue, Wiseman, Frogzilla, VaiBless, Mooca Rocks, JailRock, Ras José & Banda Quebra Mar e Orcamu. Confira o evento.

17hChalk Outlines/Poltergat (Casa do Mancha) – A casa recebe em seu palco o Chalk Outlines juntamente com os maravilhosos e esfumaçados Poltergat. Confira o evento.

20hEmicaeli/Badtrip Surfdeath (Pico do Macaco) – A banda Emicaeli convida a quase extinta banda Badtrip Surfdeath para sair no ostracismo. Confira o evento.

Segunda – 20/02 – em aberto (sabe de algum evento? avise que a gente atualiza!)

Terça – 21/02 – em aberto (sabe de algum evento? avise que a gente atualiza!)

Quarta – 22/02 – em aberto (sabe de algum evento? avise que a gente atualiza!)

Quinta – 23/02

20hSurdina #27 (Funhouse) – A vigésima sétima edição da festa recebe uma dobradinha de shows: o rock surf da banda paulistana Baleia Mutante e o Comodoro com seu baixo, bateria, duas guitarras e aquela voz do filho do capeta que costuma invadir corpos vulneráveis durante os cultos da madrugada. Confira o evento.

23hPremiera Freak (Z Carniceria) – A noite celebra os lançamentos com selo de qualidade Freak. A primeira apresentação será do cantor e compositor Siso que lança na noite o single “Saudade”. Na sequência o palco do Z recebe o show de lançamento do single “Chope Quente” do grupo de música instrumental Semiorquestra. Confira o evento: