RockALT #23 – Devise, Molho Negro, Fusage e Ralo

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RockALT, por Helder Sampedro

Após um mês ausente a coluna RockALT está de volta! Sentimos muito por esse hiato, mas pra compensar trazemos quatro lançamentos sensacionais pra vocês curtirem! Tocar um programa semanal de rádio, um canal no youtube e ajudar a organizar as festas do Contramão Gig não são tarefas fáceis mas pelo menos a gente acaba conhecendo muita coisa bacana! Se liguem!

Devise
O ano de 2016 viu o lançamento de grandes álbuns no cenário do rock independente nacional e esse ano não está sendo diferente. O Devise lançou em maio passado o álbum ‘Petricor’ que mostra a evolução e os largos passos que os rapazes de Belo Horizonte deram na direção certa. Com letras rebuscadas e poéticas porém bem casuais e cotidianas, sonoridade que nos remete a um britpop noventista e um rock alternativo da década de 2000, o trabalho do Devise não deve encontrar dificuldade em se instalar em inúmeras listas de “melhores do ano” daqui uns meses. Ao menos na minha eles já estão.

Molho Negro
Mais um álbum, dentre os melhores do ano, que eu demorei pra escutar com atenção. Os paraenses do Molho Negro trazem em seu segundo LP ‘Não É Nada Disso Que Você Pensou’ um rock sujo, sem frescura e letras que escracham o status quo em bom português! Mais maduros, depois de marcar presença em festivais de destaque país afora mas sem perder sua personalidade forte e atitude, fizeram o show de lançamento de seu disco em São Paulo mês passado. Fique à vontade para adicionar o Molho Negro àquela sua lista de power trios!

Fusage
Precisamos falar sobre Maringá. Alguém precisa fazer um estudo, ver o que estão colocando na água de lá pois nos últimos anos a cidade paranaense tem nos brindado com álbuns incríveis! Corona Kings com seus dois álbuns e o terceiro a ser lançado nos próximos meses, Stolen Byrds com o incrível ‘2019’ lançado há alguns meses e agora Fusage seu excelente ‘Age of Fuzz’, álbum de estreia lançado há alguns dias. Recomendação máxima pra quem curte rock distorcido e pesado sem apelar pra gritaria. Eu estava ansioso para escutar o trabalho deles e posso falar com tranquilidade que minhas expectativas foram superadas.

Ralo
Particularmente meu gosto musical mudou bastante desde que comecei a me interessar por música lá pelos meus 14 anos de idade. Sempre me vi embaixo do “grande guarda-chuva do rock” escutando todo tipo de gênero que você quiser enquadrar dentro disso. Mas um estilo sempre me atraiu muito, o instrumental. Seja post-rock, heavy metal clássico, avant-garde, experimental, até trilhas sonoras de filmes ou games, o rock instrumental sempre me fez exprimir – por meio da música – aquilo que eu estava sentindo. Eu não sou estudado, não sou um teórico musical, eu apenas escuto então é difícil falar de uma vertente que não tem letra. Um álbum como o “Hell is Real” é tão perfeito para os tempos turbulentos que estamos passando atualmente, seja em uma escala mundial ou algo que está acontecendo no seu bairro, é praticamente a trilha sonora da porrada que a vida nos dá todos os dias. Não adianta eu tentar explicar, você tem que ouvir.

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RockALT #22 – Thrills & The Chase, Kasparhauser, Bullet Bane e Bully

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RockALT

RockALT, por Helder Sampedro

Após 21 semanas consecutivas alternando entre meu irmão Jaison e eu, assumo em definitivo o comando da coluna do RockALT, porém agora escreverei semana sim, semana não. Enquanto isso, meu irmão vai concentrar seus esforços no nosso canal do youtube (que tal aproveitar para dar uma conferida por lá?

Chega de desculpas e de merchans, vamos para as indicações de hoje!

Thrills & The Chase
Conheci esse quinteto paulistano uns 5 anos atrás sem querer, quando um amigo me convidou para ver a banda do amigo dele. Chegando ao show conferi uma apresentação empolgante de uma banda jovem porém que passava muita confiança em sua música e sua identidade. Anos mais tarde os vi novamente em um show no finado Inferno Club na Rua Augusta, mas confesso que não tenho quase nenhuma memória daquela noite. Eis que reencontro a banda uma vez mais, desta vez em 2017, já com seu LP lançado e muitos elogios atrelados a ele. É muito reconfortante ver a evolução da banda, de seu som e sinto um certo prazer em ver como eles cresceram e encontraram, merecidamente, seu lugar e uma sonoridade original no cenário independente paulistano. E nada mais paulistano do que o classudo LP que homenageia uma segunda-feira pós vida noturna em um fim de semana na Augusta, confira o álbum ‘Original Monday Night Soundtrack’:

Kasparhauser
O vocalista da Kasparhauser fundou seu selo, o ‘Valente Records’ em 2016. E completou 18 anos de vida em 2017. Nada como ver alguém com uma fração da sua idade conquistando algo que você nunca imaginou fazer pra se sentir obsoleto, não é mesmo? Ao contrário de muitos por aí eu fiquei muito satisfeito ao conhecer esse selo de Duque de Caxias pois é a prova de que a manutenção e atualização do cenário musical independente já está em curso. Um verdadeiro tapa na cara de tiozões que insistem em dizer que o rock morreu. Há algumas semanas eu estava no show do gorduratrans e El Toro Fuerte, duas apresentações impecáveis que lotaram a casa de shows com jovens de 18 a 20 anos cantando junto com seus ídolos que tem apenas cerca de 5 anos a mais que eles próprios. Com apenas uma música disponível para audição fica difícil dizer como será o futuro da Kasparhouser mas uma coisa é certa, enquanto nós tiozões sabidos ficamos discutindo qual é o “problema com a cena” e como “o álbum daquela tal banda é ruim”, o pessoal mais novo tá simplesmente indo lá e fazendo acontecer e isso não é apenas bem vindo e necessário, é lindo. Escute Kasparhauser e faça uma viagem no tempo ao longínquo ano de 2003:

Bullet Bane
Nossa coluna aqui no Crush em Hi-Fi sempre acaba dando a letra pra coisas boas que estão por vir, não que o excelente Bullet Bane seja novidade, mas se você já escutou a igualmente excelente coletânea “Flecha Discos Vol. 1” deve ter percebido algumas mudanças no som desses monstros. Além das letras em português há uma leve mudança na sonoridade da banda que a afasta de um hardcore mais tradicional ou “purista”. Essa tendência deve ser seguida no próximo álbum com lançamento prometido para daqui um ou dois meses. Enquanto aguardamos ansiosos para esse novo passo na já longa caminhada da banda, só nos resta ouvir mais uma vez “Mutação”, “Catálise” e “Talismã”. Não vou negar que passei bastante tempo desse ano com essas três músicas no repeat e espero que vocês façam o mesmo:

Bully
Fazia tempo que eu não falava de uma banda gringa aqui. Quem acompanha o programa do RockALT há mais tempo certamente já escutou Bully, banda liderada pela talentosa Alicia Bognanno. Engana-se quem pensa que ela é apenas uma atraente vocalista/guitarrista de uma banda com influencias dos anos 90, Alicia não só canta e compõe as músicas da Bully como também trabalha na produção do álbum e na mixagem de som, algo raro para o primeiro LP de uma banda de músicos iniciantes. O primeiro LP, lançado em 2015, foi grande recomendação do nosso programa naquele ano e essa semana ‘Bully’ nos presenteia com sua primeira música desde então, escute ‘Feel The Same’ enquanto esperamos pelo álbum a ser lançado em Outubro pela Sub Pop:

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RockALT #21 – Lilt, Magnólia, Rebel Jeans e Oceania

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RockALT, por Helder Sampedro

Na coluna dessa semana vamos falar sobre alguns shows que vi recentemente e também de um que está para acontecer. Acredito que estamos chegando ao ponto ebulição de uma cena que há anos não se agitava tanto. Cada vez mais artistas independentes conquistam seu espaço e encontram seu público de uma forma que não víamos há décadas! As bandas abaixo são alguns dos exemplos desse movimento.

Lilt
Na última sexta-feira tive uma das mais gratas surpresas do ano. Fui conferir o show da banda Old Books Room que veio de Fortaleza para alguns shows aqui em São Paulo. Quem acompanha a coluna já deve conhecê-los. Além deles o show contava com os paulistas do Mudhill (que vocês também já deveriam conhecer) e, também de Fortaleza, a banda Lilt. Eu nunca havia ouvido nada da banda e estava curioso para vê-los ao vivo, porém o meu objetivo principal era ver pela primeira vez o show da Old Books Room, por já conhecer o som deles, e de quebra rever os camaradas do Mudhill e cantar junto em todas as músicas como bom fã que sou. Durante as apresentações, notei que haviam mais músicos de fora, também estavam presentes os integrantes da excelente Rocca Vegas, uma verdadeira excursão de Fortaleza em SP! É aí que está a grata surpresa, o show da Lilt foi arrebatador, a banda toca um rock instrumental que me fez parar e pensar “por que esses caras não são conhecidos internacionalmente?”. Sim, o som desse trio cearense é bom nesse nível! Saí de lá com um CD da Lilt na mão e como o mais novo fã de uma banda incrível. Se você curte um instrumental pesado porém repleto de surpresas, saindo dos instrumentos de músicos criativos e altamente competentes, não perca mais tempo e coloque Lilt pra tocar já!

Magnólia
Sábado, 22/07, nossos parceiros do selo Rockambole apresentam seu primeiro festival, o Rockambole on STAGE, com três bandas: Magnólia, Kilotones e Elektra. Aproveitando a ocasião, peguei pra ouvir os catarinenses do Magnólia, que lançarão seu novo single no show desse fim de semana. Não me decepcionei ao ouvir ‘Fragmento’, o primeiro álbum da banda, lançado em 2015. Pra quem (como eu) está acostumado a ouvir sempre o mesmo estilo musical é até um pouco difícil encaixar a banda em algum padrão ou gênero, o estilo da banda me soou muito original, em especial o vocal bem característico e cheio de personalidade. O instrumental da banda passeia do pop ao rock alternativo sem medo ou receio de abordar temas um tanto malquistos por roqueiros em geral, a banda não foge de temas mais emotivos em suas letras (todas em português). Recomendo que aqueles buscam conhecer uma banda que foge do lugar comum escutem Magnólia, e o convite se estende também aos shows que a banda faz nos próximos dias em São Paulo e Guarulhos!

Rebel Jeans
O bom de estar sempre em contato com diversas pessoas do cenário independente é que você sempre recebe dicas e indicações de bandas bacanas. Essa semana recebi o material da banda paulistana Rebel Jeans. Escutei o EP ‘Disconnectors’ lançado no mês passado, e me identifiquei imediatamente com o som da banda. Alguns artistas tem essa qualidade, você escuta e por mais que sabe que está escutando uma música pela primeira vez, parece já conhecer e ser fã do artista. O quarteto formado por baixo, bateria e duas guitarras concedem à banda um som repleto de camadas, mas essa profundidade não se converte necessariamente em peso, a banda tem melodias animadas e entusiasmantes, mesmo quando as letras tratam de sentimentos não tão animadores. Escute o rock animadão de Rebel Jeans em seu EP na playlist abaixo:

Oceania
Lembra da banda Diesel, que tocou no Rock In Rio 3 em 2001? Não? E da banda Udora? Talvez você se lembre da trajetória dessa banda que mudou de nome e de país em busca de um sonho que o tempo mostrou que já estava morto há um bom tempo. O líder da Diesel/Udora voltou à ativa recentemente depois de trilhar um caminho não muito agradável. Nos últimos 15 anos viu seu sonho se esvair diante de seus olhos e se viu obrigado a abandonar o desejo de viver de música. Mas o mundo dá voltas e com elas surge a banda Oceania. Com um objetivo bem mais fácil de se concretizar, a banda busca apenas botar seu som no mundo pra quem quiser ouvir, seja um estádio lotado, seja um pequeno bar em Belo Horizonte. E é de lá que vem os primeiros sons da banda que tem chamado a atenção do cenário independente e mostra que o tempo e a maturidade são grandes aliados de um músico em busca de tornar material a arte que tem dentro de si. Confira os primeiros trabalhos de Oceania, esperamos que sejam os primeiros de muitos! Todas as músicas estão reunidas no canal do vocalista Gustavo Drummond no youtube:

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RockALT #20 – Rua Augusta, Contramão Gig, In Venus e The Bombers

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RockALT, por Jaison Sampedro

Cada dia que passa a Rua Augusta está deixando de ser o que era, ou pelo menos, o que foi por 15 anos. Bares e botecos fecharam, puteiros fecharam, casas noturnas abriram, algumas mudaram de endereço e agora estão definitivamente fechando as portas.

A Rua Augusta não foi sempre uma rua de vida noturna. Nos anos sessenta e setenta foi uma rua movimentada e cheia de lojas, durante a noite era frequentada por jovens de classe média/alta que saiam a noite para exibir as suas carangas. Durante os anos oitenta e noventa o centro foi ficando cada vez mais vazio e abandonado, os shopping centers forçaram as lojas fecharem as suas portas ou mudarem de endereço. Os imóveis vazios e degradados viraram bordeis e bares. Somente no inicio dos anos 2000 que casas como Outs e Funhouse começaram a surgir na região, depois veio Inferno, Vegas, Milo e tantos outros que marcaram a noite e a cena independente. Inúmeras bandas de rock alternativo surgiram na Rua Augusta, ou pelo menos fizeram o seu nome lá, como Rock Rocket, Forgotten Boys, Faichecleres, Cachorro Grande, Vivendo do Ócio e tantas outras tocaram lá. Hoje já não é bem assim.

Graças a especulação imobiliária varias casas noturnas fecharam dando lugar para condomínios residenciais. O Outs continua na ativa, já a Funhouse fechará as suas portas no dia 29 de julho. Infelizmente a rua não proporciona mais casas noturnas que dão espaço para a cena alternativa e isso é uma pena porque eu vejo muitas bandas legais que deveriam ter mais visibilidade e não tem.

A Augusta foi um lugar especial pra mim durante os meus vinte e poucos anos. Conheci muita gente legal subindo e descendo a rua procurando o que fazer ou qual balada entrar. Pra ser sincero eu nunca fui muito fã de baladas, mas todo fim de semana eu batia ponto na “Augustinha”, adorava beber na rua, principalmente porque eu tinha um amigo que vendia cerveja por lá. E pra um muquirana como eu não existe nada melhor do que beber cerveja barato e conversar a noite inteira.

Sinceramente fico triste, não porque a rua está mudando, e sim porque na verdade quem mudou fui eu. Eu poderia passar o resto da minha vida reclamando, mas eu tenho muita sorte de fazer parte de um projeto que quer trazer a musica alternativa de volta pro Baixo Augusta. Os blogs Crush em Hi-Fi, Hits Perdidos, Cansei do Mainstream e o RockALT se juntaram para virar a pagina e criar um novo espaço para a musica alternativa.

Nesta quarta feira, a segunda edição do Contramão Gig vai trazer duas bandas sensacionais para o Bar da Avazera: In Venus e The Bombers. Os dois grupos, que estão com álbuns fresquinhos, com certeza farão um grande show e eu gostaria de convidar você meu caro leitor para comparecer hoje, dia 12 de julho, às 19h no Bar da Avareza, que fica na Rua Augusta, 591. Já pode ir se aquecendo escutando os dois álbuns na integra aqui embaixo:

In Venus“Ruína”

The Bombers“Embacing The Sun”

Contramão Gig volta à Rua Augusta nesta quarta com shows de In Venus e The Bombers

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Contramão Gig busca levar música autoral de volta para o Baixo Augusta e volta ao Bar da Avareza nesta quarta-feira (12/07) convidando você a descobrir e redescobrir artistas da cena independente em apresentações ao vivo memoráveis!  A segunda edição conta com dois shows especiais:

In Venus

In Venus

Formada por Cint Murphy Ferreira (voz e teclados), Patricia Saltara (baixo), Camila Ribeiro (bateria) e Rodrigo Lima (guitarra), a In Venus mostra no show de seu mais recente trabalho lançado pela Howlin’ Records, “Ruína”, sua sonoridade combativa e ritualística calcada no post punk, no wave, shoegaze e slowcore.

The Bombers

The Bombers

A santista The Bombers, formada em 1995, lança no Contramão Gig seu mais novo trabalho pela Hearts Bleed Blue, “Embracing The Sun”, mostrando que suas influências vão muito além do punk rock. Formado por Matheus Krempel (vocal e guitarra), Gustavo Trivela (guitarra e vocal), Daniel Bock (baixo e vocal) e Mick Six (bateria), o quarteto apresentará músicas de toda sua carreira com a energia pela qual são conhecidos.

A discotecagem fica por conta dos organizadores Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream), Rafael López Chioccarello (Hits Perdidos), João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi), Jaison Sampedro e Helder Sampedro (RockALT) tocando o melhor do rock alternativo, sons independentes, lados B e hits obscuros de todas as épocas!

Durante o evento também teremos flash tattoos com a equipe Studio Bar, venda e troca de discos com a Charada Discos, merch das bandas e a loja da casa com camisetas, chaveiros, posters e, claro, muita cerveja!

Organização: Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream), Rafael López Chioccarello (Hits Perdidos), João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi), Jaison Sampedro e Helder Sampedro (RockALT)
Fotos: Elisa Oieno
Apoio: MutanteRadio e Radio Planet Music Brasil

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Local: Bar da Avareza – Rua Augusta, 591
Horário: A partir das 19h
Preços: $10 entrada ou $30 consumíveis 

Ponto de encontro para os apreciadores de boa cerveja, sedentos por boas experiências em self service e bom papo. Tudo isso sem gastar muito! O Bar da Avareza é o primeiro bar temático da Cervejaria Mea Culpa, aqui você encontra os 7 pecados em forma de cerveja nas torneiras no esquema self-service: você mesmo se serve em seu copo!

• É proibida a entrada de menores de 18 anos.
• É obrigatória a apresentação de documento original com foto recente.
• Não é permitida a entrada sem camisa ou calçando chinelos.

Pra quem perdeu a primeira edição da Contramão Gig com shows dos Molodoys e Dum Brothers, aqui vai uma playlist com um pouco do que foi discotecado e tocado pelas bandas:

RockALT #19 – Dum Brothers, Molodoys, Mescalines e Jessica Worms

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RockALT, por Helder Sampedro

O objetivo da nossa coluna sempre foi o de indicar bandas e fomentar a cena independente brasileira, sendo assim, temos um convite que nós simplesmente não podíamos deixar de fazer, com muito orgulho apresentamos o Contramão Gig, uma festa que pretende levar a música alternativa de volta para um lugar do qual ela nunca deveria ter saído, a Rua Augusta. A festa vai ser nessa quarta-feira (05/07) e duas das quatro bandas que mencionaremos aqui farão shows na noite do dia 05/07 em São Paulo.

Contramão Gig Apresenta: Molodoys e Dum Brothers

Dum Brothers
Abrindo a noite de shows do primeiro Contramão Gig, a dupla Dum Brothers vai mostrar que não é preciso mais do que guitarra e bateria pra fazer um stoner rock cheio de presença e atitude! O duo não tem muito tempo de estrada mas já tem um EP e dois singles lançados que provam sua competência, além disso tocarão material que ainda será lançado em seu próximo trabalho. Separei para vocês a grudenta faixa que abre o EP, We Really Know’:

Molodoys
A segunda banda da noite, Molodoys, lançará seu primeiro clipe na noite da festa! Vamos conferir em primeira mão o clipe do single ‘Boitatá’ saído do álbum ‘Tropicaos’ lançado no ano passado. O quarteto paulistano mistura brasilidade com psicodelia e arrancou elogios até de uma lenda da música brasileira, Sérgio Dias do Os Mutantes. Entre na vibe lisérgica e aqueça para o show com a magia de ‘Boitatá’:

Mescalines
Ainda seguindo a linha da experimentação com prolongados riffs marcantes e um pouquinho de psicodelia, temos o duo instrumental Mescalines com suas viagens progressivas passando por influências que rompem barreiras desde o continente africano até a América Latina. Ouvindo seu excelente álbum homônimo, lançado ano passado, ainda é possível perceber a sutileza da dupla que rasga o globo com seus instrumentos que ora nos levam ao oriente, ora nos remetem ao som de sulistas estadunidenses. Confira essa verdadeira viagem musical começando com ‘Serpente de Bronze’:

Jessica Worms
Lembra de quando rock n roll era sinônimo de transgressão, festa, bagunça e inconformismo? A dupla de Caxias do Sul, Jessica Worms, com certeza se lembra! É possível sentir aquela pegada inconsequente e trasheira que lembra muito o auge de Raimundos e Beastie Boys (o início da carreira dos mesmos). O duo Gregory Debaco (voz e guitarra) e Lincoln Tomazzoni (bateria) nos enche de vontade de beber e arrumar confusão com seu EP ‘Rise’, então junte seus amigos, pegue umas cervejas e escute a faixa ‘Mais Festa’:

E não se esqueça, HOJE tem Dum Brothers e Molodoys no Bar da Avareza: www.facebook.com/events/1913703252209966/

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Contramão Gig estreia nesta quarta feira com shows de Dum Brothers e Molodoys na Rua Augusta

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Nesta quarta-feira, 05 de julho, estreia o mais novo projeto do Crush em Hi-Fi: a Contramão Gig é uma festa que acontecerá no Bar da Avareza, na Rua Augusta, levando a música independente de volta para o Baixo Augusta.  Convidamos você a descobrir e redescobrir artistas da cena independente em apresentações ao vivo memoráveis! Na quarta-feira, deixe a semana mais leve com cervejas artesanais, discotecagens que fogem do lugar comum e shows de bandas independentes que você vai adorar conhecer!

A primeira edição vai contar com dois shows incríveis:

Dum Brothers – Formado por Bruno Agnoletti (Bateria e Voz) e Raul Zanardo (Guitarra e Voz), o power duo de São Paulo apresenta seu som cheio de influências de stoner e rock alternativo com músicas de seus do EP “Pt. 1” e do single “Fuck The Cops”.

Molodoys – O quarteto psicodélico faz o show de lançamento do clipe de “Boitatá”, trazendo para o palco do Bar da Avareza toda a mistura quântica de psicodelia lisérgica e brasilidade de seu disco “Tropicaos”, elogiado por gente do cacife de Sérgio Dias, d’Os Mutantes.

A discotecagem fica por conta dos organizadores Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream), Rafael López Chioccarello (Hits Perdidos), João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi), Jaison Sampedro e Helder Sampedro (RockALT) tocando o melhor do rock alternativo, sons independentes, lados B e hits obscuros de todas as épocas!

Durante o evento também teremos flash tattoos com a equipe Studio Bar, venda e troca de discos com a Charada Discos, merch das bandas e a loja da casa com camisetas, chaveiros, posters e, claro, muita cerveja!

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Local: Bar da Avareza – Rua Augusta, 591
Horário: A partir das 19h
Preços: $10 entrada ou $30 consumíveis 

Ponto de encontro para os apreciadores de boa cerveja, sedentos por boas experiências em self service e bom papo. Tudo isso sem gastar muito! O Bar da Avareza é o primeiro bar temático da Cervejaria Mea Culpa, aqui você encontra os 7 pecados em forma de cerveja nas torneiras no esquema self-service: você mesmo se serve em seu copo!

• É proibida a entrada de menores de 18 anos.
• É obrigatória a apresentação de documento original com foto recente.
• Não é permitida a entrada sem camisa ou calçando chinelos.

RockALT #18 – BBGG, Far From Alaska, gorduratrans e Sheer Mag

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RockALT, por Jaison Sampedro

Caros leitores do Crush em Hi-Fi, me perdoem mas essa semana me atolei de trabalho e tive pouco tempo para me dedicar a está querida coluna semanal. Porém, não é porque eu tive pouco tempo que eu deixei de pesquisar algumas coisas ali e acolá. Sábado passado foi Dia da Música e teve tanta atração legal que não deu nem pra contar nos dedos. Teve Ludovic, BRVNKS, Miêta, Macaco Bong, Sky Down e muitos outros. Nosso querido apresentador do RockALT, o queridíssimo Helder Sampedro quase perdeu a voz e mal consegui gravar o programa dessa semana. Mas vamos ao que interessa! Essa semana eu quero recomendar 4 bandas para vocês começando com:

BBGG
O grupo formado por Ale Labelle (voz e guitarra), Dani Buarque (voz e guitarra), Joan Bedin (baixo) e Mairena (bateria), lançou um clipe novo na semana passada chamado “Caixa de Comentários” que foi dirigido pela própria banda. Por favor, não banque o cuzão e assista, preste atenção na letra você vai me entender.

Far From Alaska
O pessoal do Rio Grande do Norte está com a corda toda! Tocaram na edição francesa do Download Festival, gravaram o seu novo disco nos Estados Unidos e na semana passada mostraram um pouco do que está por vir com a musica “Cobra” do álbum “Unlikely” que será lançado provavelmente nos próximos meses.

gorduratrans
A cena autoral está passando por uma efervescência incrível. A prova disso é que a banda carioca de noise rock/shoegaze formada por Felipe Aguiar (guitarra e voz) e Luiz Felipe Marinho (bateria e voz) também lançou material semana passada. Ao escutar o álbum “paroxismos” eu fico pensando: como é que eu vou conseguir acompanhar tanta banda foda lançando disco quase que toda semana?

Sheer Mag
Acho que não é a primeira vez que eu falo dessa banda, mas não vá pensar que eu estou repetindo banda porque eu estou sem tempo. Não meu amigo, a razão de voltar a falar da querida banda punk da Filadélfia é que eles vão lançar o seu primeiro álbum no dia 14 de julho! E já tem duas musicas disponíveis pra ouvir no bandcamp do grupo, que são “Need to Feel Your Love” e “Just Can’t Get Enough”. Gosto demais dessa banda e mal vejo a hora de escutar esse disco na integra.

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RockALT #17 – Muff Burn Grace, Loyal Gun, Lava Divers e Ximbra

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RockALT

RockALT, por Helder Sampedro

Na coluna de hoje vamos dar mais um giro pelo Brasil, conhecendo ou escutando novamente bandas do nosso cenário alternativo. Provando mais uma vez que vivemos uma renascença da música nacional, do shoegaze paulistano ao punk nordestino, separamos algumas indicações que mostram como o rock alternativo é versátil em nosso país.

Muff Burn Grace

Quem acompanha a cena musical independente no Brasil já deve saber de duas coisas: 1) Em São Paulo é possível encontrar bandas de qualquer gênero que você possa imaginar, e 2) Muff Burn Grace é uma puta banda. Claro que praticamente toda cidade brasileira tem sua cena underground e podemos encontrar os mais diversos estilos pelo Brasil, mas São Paulo acaba sendo o centro seja pelas bandas daqui, seja pelas bandas que aqui se instalam. Dito isto, não consigo pensar em um exemplo melhor de banda stoner setentista do que os paulistanos do Muff Burn Grace. Confesso que o álbum ‘Urbano’ lançado ano passado passou despercebido por mim e só o escutei este ano. O som garageiro, o vocal vibrante, os riffs contagiantes, não perdem em nada para discos mega produzidos de grandes nomes do rock alternativo gringo. Caso eu tivesse escutado esse álbum em 2016 certamente estaria na minha lista de melhores do ano.

Loyal Gun

Também de São Paulo, porém com uma sonoridade bem distinta, o Loyal Gun tem fortes influências de grandes bandas de shoegaze como Slowdive, Ride, My Bloody Valentine entre outras, bandas com pegada mais sentimental como Sunny Day Real Estate e Radiohead. No entanto, seu single mais recente, ‘Come Back’ aposta em um hit mais animado puxando para um rock alternativo um pouco mais pop, o que apresenta uma versatilidade muito bem vinda para a banda. O Loyal Gun têm se apresentado com frequência em São Paulo enquanto prepara novidades a serem lançadas em breve pela Howlin’ Records.

Lava Divers

Uma vez eu estava em uma festa e numa roda de amigos ouvi a seguinte frase: “Esses são os 4 Bs de Minas Gerais: Berlândia, Beraba, Belzonte e a bosta de Araguari”. Eu ri bastante e a frase ficou na minha cabeça até hoje, mas justiça seja feita, nunca estive em Araguari e aposto que não é uma cidade tão ruim pois é de lá que vem o excelente Lava Divers! Os mineiros iniciaram suas atividades em 2014 e de lá pra cá percorreram o país apresentando sua música encantadora que vai do shoegaze ao grunge, com toques de um power pop viciante. A banda promete lançar um LP nos próximos meses e nós ficamos aqui no aguardo. Enquanto isso recomendamos o belo EP homônimo do quarteto de Araguari.

Ximbra

Ximbra é o que acontece se você misturar hardcore com música. É com essa brincadeira eficaz que a banda se apresenta em sua descrição nas redes sociais. Hardcore, punk, letras em português e a visão de mundo de quem vive em uma cidade desigual são elementos que se destacam logo na primeira audição do recém lançado LP ‘A Maldição Desta Cidade Cairá Sobre Nós’. O grupo de Maceió, Alagoas não esconde seu posicionamento político, as letras francas e certeiras somadas ao som raivoso e agitado da banda são prova de sua competência tanto na letra quanto na música. O nordeste brasileiro não é o primeiro lugar que vêm à nossa cabeça quando pensamos em punk ou hardcore, mas Ximbra é um excelente exemplo do que acontece quando você abraça suas raízes sem deixar de lado suas influências por estilos vindos de fora. Destaque para a faixa ‘Quilombo dos Palmares’.

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RockALT #16 – Stolen Byrds, Flecha Discos e The Amazon

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RockALT, por Jaison Sampedro

Nas ultimas semanas viajei para fora do Brasil aproveitando umas férias que tirei na marra com o propósito buscar inspiração, referencias e equipamentos novos para melhorar a qualidade de gravação do RockALT. O destino escolhido foi a cidade de Nova York, cidade que foi berço para diversas bandas das quais eu gosto como Ramones, Dead Boys, Blondie, Beastie Boys, Sonic Youth, Strokes… a lista é gigantesca.

A cidade, assim como São Paulo, tem uma cena extremamente efervescente e inúmeros jovens saem de suas cidades em busca de uma carreira musical de sucesso. O sonho é lindo, mas poucos conseguem realiza-lo, e o que vi durante os 11 dias que passei na cidade é bem parecido com o que acontece no Brasil. Uma coisa que me impressionou é que quase todo bar tem um espacinho para os artistas fazerem shows, algumas casas tem até dois palcos para tocar gêneros diferentes. Em uma área do bairro de Lower East Side tem um bar do lado do outro, e aí vai de acordo com o freguês que tipo de som ele quer escutar.

Pena que o tempo passou muito rápido e mal tive tempo de ir nos bares que planejei e nos últimos dias de viagem descobri que Charles Bradley iria tocar em uma casa de shows no Brooklyn, apesar do esforço não consegui os ingressos e fiquei chupando o dedo, fui embora pra casa com os equipamentos na mala e a cabeça cheia de ideias, que espero por em prática o quanto antes.

Mas essa coluna não é só pra falar sobre essa breve experiência de férias, tenho a obrigação de falar sobre algumas coisas que escutei recentemente e quero recomendar para você, caro leitor.

Stolen Byrds
O grupo de Maringá/PR acabou de lança um álbum maravilhoso! A primeira vez que escutei estava no trabalho e assim que a primeira musica chamada “Jetplane” começou a tocar vi as cabeças dos meu companheiros de trabalho virando para a tela do meu computador e me perguntando o que eu estava escutando. Sem duvidas esse é um dos melhores álbuns que escutei esse ano!

Flecha Discos, Vol. 1
Não existe forma melhor de conhecer novos trabalhos e bandas como em coletâneas! Foi assim com “Grito Suburbano”, “SUB” e outras coletâneas que marcaram a cena musical. Foi assim que conheci a banda carioca menores atos, que faz parte da coletânea “Flecha Discos, Vol.1” junto com outras bandas como Zander, Chuva Negra e Bullet Bane. A Flecha Discos assim como diz o site é “uma gravadora independente e um coletivo de bandas que mira seu alvo em produção e distribuição de música, organização de shows e turnês, além de estimular a atividade cultural em suas diversas formas”. Espero que mais coletivos como esses floresçam e que venham mais coletâneas pra fazer história.

The Amazons
Outra banda que lançou álbum recentemente foram os britânicos do The Amazons. O disco homônimo foi lançado no dia 26 de maio e a imprensa do Reino Unido até agora tem reagido bem ao disco de estreia. O site da famosa revista NME e o jornal The Independent e até a BBC Radio 1 colocaram o grupo nas lista do que se deve escutar em 2017. E agora eu tenho a obrigação de lhe pedir o mesmo!

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