Construindo Petit Mort: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda  mezzo-argentina mezzo brasileira Petit Mort, que conta suas influências. “Estamos sem computador, o HD morreu (Rest In Peace), então estamos aqui com o Juan numa Lan House comentando as 20 músicas. Foi muito massa fazer a seleção, lembramos de varias histórias. Foi bem difícil botar só 20 e ficamos nos ligando o quão velhos temos ficado! (risos)”, contou Michelle Mendez, vocalista e baixista da banda. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Rage Against the Machine“Killing In The Name”
Trilha da época do colégio que ainda hoje arrepia a gente. Admiração total pelos riffs poderosos. Banda e música que tem nos influenciado muito no jeito de nos posicionar ante o mundo através da música.

Pearl Jam“Porch”
Show ao vivo mais arrepiante que vimos na vida. O vocal do Eddie Vedder é o mais foda, o cara transmite o sentimento como ninguém. É uma das bandas que mais ouvimos na época em que estava nascendo o Petit Mort. As primeiras músicas tem bastante influência no jeito de compor e letras.

PJ Harvey“Rid Of Me”
Mulherão da porra. Admiração total, aprendi muito com ela no seu jeito de ocupar o espaço num mundo tão machista como é o do rock. Composições poderosas e criativas.

Tool“The Pot”
Música e clipe irado. A viagem deles na composição e estruturas das musicas são sensacionais. A gente ouviu muito na adolescência.

Primus“My Name is Mud”
O baixista do rock mais foda, doido e com presença de palco excepcional. Ter assistido ao vivo ele lá em Buenos Aires foi uma experiência inesquecível, baita festa. Conheci a banda quando ouvi essa música.

Melvins“Lizzy”
Asissti eles lá em Buenos Aires, no Niceto Club, uma casa de shows de pequeno/médio porte. Fui lá com meus brothers: dois deles desmaiaram no meio do show. A pressão da banda e esses graves foderosos com duas baterias no palco fizeram a gente ficar muito louco.

Nirvana“School”
A gente nunca fez covers, nem fomos banda de covers, mas fizemos algumas exceções pois tem música que vale muito a pena homenagear, como essa. Altos gritos de Kurt, das principais influências da banda.

Red Fang“Prehistoric Dog”
Os clipes mais engraçados que ja vimos duma banda de rock são deles. Estamos morrendo de vontade de assistir um show deles ao vivo agora que ficamos sabendo que vão vir pro Brasil.

Truckfighters “Gargarismo”
Escutamos pela primeira vez na primeira turnê na Europa, em 2010, na casa do vocalista holandês Sander, que insistiu muito pra gente ouvir essa banda. A energia deles ao vivo é das melhores, simplesmente quebram tudo e com certeza isso nos empolga pra deixar tudo no palco com cada show.

Incubus “Blood on the Ground”
Trilha das nossas turnês pelo sul da Argentina e Chile em 2008/2009. Chegamos a fazer essa música ao vivo junto ao conhecido guitarrista da Patagônia Pey Etura. A época dessa música do Incubus é das melhores, a gente ouvia muito. Baitas letras e atmosferas.

Macaco Bong“Shift”
Um dos motivos pelo qual a gente mora no Brasil. Melhor banda, admiramos muito. O jeito de compor do Bruno Kayapy com certeza influenciou no meu jeito de pensar a guitarra. Tivemos o grande prazer de compartilhar palco com eles, gente fina demais. Muito admirável a história, guerreiros.

Foo Fighters“Low”
Furamos a fita desse disco na turnê da Europa em 2010. Essa música foi a que mais ficou na nossa cabeça. Clipe engraçado, composição sensacional. Altas baterias e guitarras.

Red Hot Chili Peppers“Suck My Kiss”
Flea, te amamos. Banda que nunca vou cansar de ouvir, a mais foda de todas. Sempre conseguem nos encher de energia, mudar o humor dos nossos dias.

Soundgarden“Outshined”
Uma das primeiras músicas que aprendi tirar em guitarra, riff inesquecível. Sentimos muita tristeza com a morte do Cornell, voz única, cara talentosíssimo com uma baita sensibilidade nas suas letras .

John Frusciante“Going Inside”
É incrível como pode existir uma pessoa no mundo que saiba traduzir tão bem toda sua dor e loucura com suas composições, desde as baterias, samplers, guitarras até as letras profundas. Me faz sentir muita coisa cada música dele, em especial essa aí.

Deftones“My Own Summer”
Da época da MTV que te fazia conhecer novas bandas do caralho. Música que fizemos tributo num show na Amsterdam, Holanda na primeira turnê de Europa no 2010.

Arctic Monkeys“The View From the Afternoon”
A conexão que tem o Alex Turner com o batera é única, muito talentosos. Admiro muito as composições deles dois. Essa banda tem umas letras sensacionais.

Sumo“Mejor No Hablar de Ciertas Cosas”
Música cheia de significado pra nós argentinos, poesias do Luca Prodan que mexeram com nossa cabeça bem na adolescência. Foi muito bom aquela banda ter existido pra história do rock argentino.

Queens of the Stone Age“Go With the Flow”
Também vi pela primeira vez na MTV, fechou certinho música e clipe.

Die Antwoord“I Find U Freeky”
Uma das bandas que mais temos ouvido nestes últimos anos. Uma banda que foi além do que podia se esperar, energia irada no palco e criatividade em todas as áreas: musicais, visuais, clipes, comunicação, dialetos. Muito foda.

Construindo Black Cold Bottles: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Black Cold Bottles

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Black Cold Bottles, que indica suas 20 canções indispensáveis.

Quarto Negro“3012”
Larissa: O Quarto Negro é a minha principal referência nacional, tudo é absolutamente impecável na música desses caras e eu deliberadamente me inspiro muito na ambiência desse som. Vou longe.

The White Stripes“Ball and Biscuit”
Larissa: Na verdade eu poderia escolher qualquer uma dos White Stripes, pois desde a primeira vez que os escutei nunca mais deixei de fazê-lo. Jack White é uma figura que sempre me inspira em seu universo musical e que me influenciou bastante no momento em que descobri a guitarra. Eu o considero uma espécie de gênio dos riffs e sempre será uma das minhas principais referências.

Sharon Van Etten“Give Out”
Larissa: Essa mulher tem uma voz maravilhosa, feita para o violão que ela toca, pra mim é como se fosse uma coisa só. É o tipo de música que eu estou sempre escutando, nunca sai do meu Spotify. Eu gosto muito desses arranjos sóbrios e da segunda voz, a Sharon é a minha musa!

Lianne La Havas“Midnight”
Larissa: O Caio me apresentou o som da Lianne e desde então eu sempre escuto, comecei a procurar seus vídeos no youtube e é simplesmente apaixonante o modo como essa mulher toca ao vivo. Baita voz, essa música é completa.

Alabama Shakes“Dunes”
Larissa: Dentro dessa mistura toda, acho que em vários momentos eu vejo um pouco do Alabama Shakes no nosso som, inclusive utilizamos o “Sound & Color” como referência pra mixagem do disco. Gosto muito dos timbres de guitarra deles, das composições e nuances. É uma referência que foi se incorporando ao longo do processo.

Mayra Andrade“Ténpu Ki Bai”
Caio: Cantora de Cabo Verde, consegue trazer influencias do mundo inteiro em sua arte, principalmente brasileira. Essa música em especial me traz ótimas recordações de um tempo muito bom em minha vida, sem contar a sensibilidade da voz dessa cantora e uma maneira muito pelicular de improvisar. O entrosamento de baixo e batera, junto de uma cama linda de teclados, violões, riffs de guitarra, e frases de cello, fazem muito sentido com a finalização do disco inteiro. Foi um dos shows mais perfeitos que já fui em minha vida.

Snarky Puppy“Thing Of Gold”
Caio: Na minha opinião é um dos melhores grupos de instrumental da atualidade, liderado pelo baixista Michael League (compositor e produtor), apesar da pouca idade dos integrantes, conseguem exibir um trabalho excepcional, do jazz ao black music, com temas super criativos e MUUUUITO improviso.

Pitanga em Pé de Amora“Frevo à Tempo”
Caio: Taí um grupo e São Paulo que representa demais a música brasileira de raiz, com muita maestria e qualidade! “Frevo à Tempo” é uma das músicas que mais traduz a pegada dessa galera, resumindo: instrumental complexo, envolvente, com dinâmicas incríveis… Enfim, eles são completos.

Ester Rada“Out”
Caio: Cantora Israelense que traz muitas influências no seu som, desde o Reggae até o Rap, me inspirou demais nos últimos dias de gravação do nosso disco “Percept”. A música “Out” em especial tem todos os elementos que eu gosto numa música: batera e baixo com uma pegada totalmente entrosada, Rhodes marcando a música inteira, a levada de guitarra totalmente funkeada, um Naipe de sopros com arranjo bem agressivo, todos se completam com a excelente voz desta cantora maravilhosa. (Meus ouvidos sempre agradecem quando eu boto esse som para tocar).

Mikromusic“Za Malo”
Caio: Banda polonesa, sou extremamente apaixonado por eles, um divisor de aguas na minha vida. Para mim é um dos discos mais bem finalizados em questão de mix e master e todo o conjunto de timbres utilizados, arranjos e etc….. Me influenciou fortemente para tentar me aventurar nessa área do áudio. Todos esses minuciosos detalhes me motivaram a captar todo o nosso discão da Black Cold Bottles que está prestes a sair. Vale a pena começar ouvindo a música “Za Malo” para sentir qual é a pegada dessa banda magnifica.

Radiohead“Bodysnatchers”
Bruno: Eu tenho o hábito de ouvir muito alguma banda durante um processo de composição, e na época em que estávamos criando as músicas que viriam a fazer parte do “Percept”, eu ouvi muito o “In Rainbows” do Radiohead. E essa música acabou ganhando meu ouvido com mais facilidade, e acabou por me influenciar muito mais do que as outras do disco.

Gilberto Gil“Ciência e Arte”
Bruno: Minha música favorita do disco “Quanta” do Gil. Um samba muito bem composto e executado, me faz ficar encantado com a sua execução toda vez que eu ouço. Uma verdadeira obra prima.

Black Rebel Motorcycle Club“Fire Walker”
Bruno: Ainda me recordo da sensação que essa música que me causou. Eu ainda morava em Curitiba, ouvi essa música num dia muito frio, e ouvi esse disco no dia em que ele foi lançado. Essa música me fez ter noção que eu precisava continuar fazendo música.

Autolux“Supertoys”
Bruno: Esse disco do Autolux (“Transit Transit”) é um absurdo. Eu ouvi muito esse disco durante as gravações do nosso disco, e sempre que eu ouço os primeiros acordes dissonantes dessa música, eu não consigo me conter e começo a fazer as famosas ‘air drums’ onde quer que eu esteja – Carla Azar pra mim é uma das maiores bateristas da história.

The National“Sorrow”
Bruno: Essa música, principalmente pelo alcance vocal do Matt Behringer, foi uma das músicas que mais me inspiraram na hora de cantar. Eu não sei o porquê, mas há alguns anos atrás eu me sentia inseguro pra soltar a voz, e conforme foi descobrindo The National, esse medo foi se esvaindo. O “High Violet” é o meu disco favorito deles, e “Sorrow” a minha favorita desse disco.

Diana Ross“I’m Coming Out”
Gabriel: Tudo que Nile Rodgers toca meu ouvido aceita sem nenhuma objeção. “I’m Coming Out” é um exemplo perfeito da parceria baixo fechado + guitarra aberta que ele traz em suas composições.  O trio funk, soul e disco sempre fez parte de todas as minhas playlists desde os 14 anos (a disco music com mais força, o que explica minha paixão incondicional por notas oitavadas), em toda linha que começo a compor em cima de alguma ideia de arranjo que o Caio, o Bruno ou a Lari trazem para o estúdio e sempre procuro deixar um pouco de tempero destes estilos.

Red Hot Chili Peppers“Power of Equality”
Gabriel: Nunca é surpresa quando um baixista que nasceu nos anos 90 diz que o Flea é uma de suas principais influências. É sempre um orgulho saber que o RHCP conseguiu levar tantos adolescentes a optar por um instrumento tão pouco explorado no mainstream da época. “Power of Equality” é a síntese dessa ideia, pois mostra um protagonismo absurdo das quatro cordas: slap em 60% da música, pedal de efeito e guitarra fazendo cama para um baixo groovado. Uma grande aliada no processo criativo do “Percept”.

Apanhador Só“Vitta, Ian, Cassales”
Gabriel: Apanhador Só é um vício tão forte que eu mesmo não consigo compreender o que acontece quando eu ouço a música deles. Um experimental brasileiro com letras abertas à interpretações diversas, uma combinação que parece que foi tatuada no meu subconsciente. “Vitta, Ian, Cassales” é a minha favorita da banda, uma música de quase cinco minutos, com altos, baixos e letras que te levam a uma reflexão sobre “qualquer coisa”. Essa estrutura lembra um pouco as composições da Black Cold Bottles, uma influência que faz todo sentido, já que a banda toda ouve e curte os caras.

Mahito Yokota e Koji Kondo“Wind Garden (Gusty Garden Galaxy)”
Gabriel: Música e videogame são duas paixões antigas que carrego comigo até hoje, e a intersecção entre estes dois mundos é uma fascinação que eu tenho que cada dia que passa cresce e me influencia mais. Os compositores desse nicho para mim não ficam atrás de nenhum outro: David Wise, Grant Kirkhope, o gênio do Koji Kondo e tantos outros músicos que dominam a arte de auxiliar na imersão do jogador, mostram o potencial emocional e nostálgico que essas trilhas têm. “Gusty Garden Galaxy” é um hino que resume todo esse meu sentimento com o estilo.

Céu“Minhas Bics”
Gabriel: A Céu é uma cantora que eu realmente adoro, sua musicalidade me cativa. Escutei muito o “Tropix” ao longo da gravação do disco e essa música tem um riffzinho de guitarra no final que aquece meu coração.

Ouça a playlist com os 20 sons e siga o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify:

Reunimos uma porrada de gente pra eleger as melhores músicas nacionais e internacionais de 2016

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Melhores de 2016

Chegou aquele momento do ano em que todo mundo faz suas listas, retrospectivas e tentamos eleger o que aconteceu de melhor nos últimos 365 dias. Aqui no Crush em Hi-Fi eu preferi deixar a tarefa de escolher os grandes sons de 2016 com os próprios músicos, jornalistas, produtores e apaixonados por música. São mais de 50 pessoas que nos contaram quais foram os grandes sons nacionais e internacionais deste conturbado ano.

Na música nacional, Carne Doce, O Terno e Jonnata Doll e os Garotos Solventes foram os mais lembrados pelos entrevistados, enquanto David Bowie, Angel Olsen e Descendents foram os artistas estrangeiros que mais mexeram com o coração das mais de 50 pessoas consultadas. Confira as escolhas e sigam as playlists dos Melhores do Ano 2016 no Spotify do Crush em Hi-Fi!

Gustavo Cruz (Minuto Indie)

Quarto Negro “Filhos do Frio”
Conheci essa banda no projeto Orange Sessions e simplesmente me apaixonei. Respeito o trabalho deles e garanto que se você ainda não conhece, vai viciar.

Lorn“Acid Rain”
Não sei se são independentes, mas conheci recentemente e não consigo parar de ouvir. É a banda que resume o que gosto de encontrar sonoramente. Boa pra vários tipos de vibes.

Jaison Sampedro (RockALT)

Mustache & os Apaches“Time Is Monkey”
Embora eu esteja quebrando um pouco o protocolo, vou me aproveitar de uma falha técnica e falar de um álbum que foi lançado no final de dezembro do ano passado. E embora seja uma banda um tanto conhecida (isso se você dá uns rolês na Av. Paulista) acho que vale muito a pena dar uma conferida no Mustache & os Apaches. A saída do estilo acústico fez muito bem ao grupo paulistano formado em 2011. Com um estilo meio
bluegrass e folk rock, o seu mais recente álbum “Time Is Monkey” tem um som muito divertido, agradável e
descompromissado de se ouvir, algo que na minha opinião ganha uma pontuação elevado em meio a um monte de bandas que se levam a serio de mais e são um tédio completo quando se escuta. Por isso escolho essa banda, em um ano tão desgraçado como o de 2016, nada melhor do que uma banda festiva, alegre e descompromissada.

Sheer Mag“Can’t Stop Fighting”
Acredite em mim, Sheer Mag é do caralho! E sabe por que eu digo isso? Porque essa banda é a mais perfeita combinação do rock dos anos 70 com o estilo e a atitute punk. Formada na Philadelphia no ano de 2014 o grupo lançou até agora três EPs com 4 musicas cada, e não seria exagero dizer que todas, sim eu disse TODAS são muito boas. Vou focar no EP de 2016 o EP “III 7” já que o texto se trata das melhores do macabro ano de 2016, a musica “Can’t Stop Fighting” trata de violência contra mulheres na cidade de Juarez e a exploração econômica e trabalhista da região, é ai que entra atitude punk, as criticas são certeiras e o som é um power pop repleto de riffs que imediatamente te fazer lembrar Thin Lizzy. Outra musica que vale a pena conferir é “Nobody’s Baby”, a ultima canção do álbum, que mostra um pouco da realidade da vocalista Christina Halladay, descrevendo as suas desilusões, decepções e exclusão social em sua adolescência. Por mais que esses temas pareçam sérios, Sheer Mag é uma banda extremamente dançante e quando você escuta pela primeira vez não vai conseguir tirar da cabeça.

Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream)

Vitreaux“Eu Vi Um Beatle Outro Dia”
A também estréia da banda paulista Vitreaux, que é formada por Lucas Oliveira, Guib Silva, João Rocchetti e Ivo Liberato. ‘Pra Gente Poder Passear’ foi lançado em Maio e é um álbum belo que traz notas dosadas de romance, humor e psicodelia. E já que eu não perco oportunidade de fazer uma referenciazinha à Beatles em quase tudo que eu escrevo / falo / penso / respiro, indico a faixa ‘Eu Vi Um Beatle Outro Dia’ para quem quiser conhecer a face mais beatlesca e divertida da Vitreaux.

The Claypool Lennon Delirium“Captain Lariat”
O álbum de estréia da dupla The Claypool Lennon Delirium, formada por Les Claypool e Sean Lennon. ‘Monolith of Phobos’ foi lançado em Junho desse ano e oferece 11 faixas que unem o melhor dos mundos dos 2 músicos: a pegada teatral e o característico baixo de Claypool com a lisergia de Lennon. A faixa ‘Captain Lariat’ é uma de minhas favoritas e resume bem a vibe do álbum.

Marky Wildstone (Wildstone Productions)

Marco Butcher“The Needle”
Primeiro single do álbum solo do Marco Butcher, essa música prova a maturidade que este cantor, guitarrista e compositor atingiu e para onde o garage rock de outras épocas o levou. Com a promessa de uma turnê pelo Brasil em 2017 aguardo ansiosamente para vivencia-la ao vivo, em shows.

The Dirty Coal Train“Heat Spike Sputterin”
Sou suspeito para falar desta banda, já que produzi e toquei com eles na Europa e no Brasil neste ano, mas essa faixa do álbum “Super Scum”, lançado em Março pela Groovie Records de Portugal é simplesmente incendiária, tanto em seu registro de estúdio quanto na performance visceral que a Beatriz apresenta-a em apresentações ao vivo.

Zé Menezes (Thrills and The Chase)

Sabotage“Superar”
Coloca o fone, sai andando e dá o play. Vai estar respondido.

Motosierra“Buzo Nuevo”
Motosierra pesado, sujo e dançante, sim.

Ariel Machado (Incesto Andar)

Raça“Garras”
Pra mim o “Saboroso” é o disco do ano absoluto em escala nacional. Todas suas músicas são hinos, acabei elegendo “Garras” entre todas elas levando o ao vivo como critério. Um dos melhores shows que vi no cenário independente nos últimos tempos. Menos de dois minutos de música conseguem representar toda intensidade e pessoalidade desse segundo álbum. Os novos teclados, sintetizadores e outros elementos adotados enfatizam a mudança desde os registros anteriores. Raça é a maior banda de ‘dream emo’ desse país.

DIIV“Mire (Grant’s Song)”
Umas das muitas favoritas do “Is This The Are”, segundo disco da banda lançado em fevereiro. Sou fã desde o “Oshin” (2012), mas fui pescado de vez pelas melodias desse último álbum. A banda de fora que mais ouvi durante o ano. Por baixo dos riffs e coros de microfonia, Mire é guiada pela voz murmurada do Zachary Cole. Como se o Sonic Youth flertasse com o My Bloody Valentine.

Dija Dijones (Loyal Gun, Chabad, Penhasco, O ApátridaSchwarzenbach)

Jonathan Tadeu – “Ninguém Se Importa”
Essa foi difícil. Comecei a acompanhar com mais afinco algumas coisas de música brasileira e rap e muita coisa formidável foi lançada. Howlin’, Sinewave, TranstorninhoDinamite, Bichano e muitos outros selos lançaram muita, mas muita música acima da média. Me vi em inúmeros dilemas na hora de escolher uma única música e, no fim, acabei optando por não ser nepotista ao escolher uma canção de alguma banda da Howlin’ (selo do qual faço parte, mas ainda sim, recomendo os trabalhos que Gomalakka, Chalk Outlines, Blear, Bufalo, Poltergat e In Venus lançaram neste ano) e nem bairrista, escolhendo algo paulista, e “Ninguém Se Importa”, de Jonathan Tadeu acabou sendo a minha escolha. O disco, “Queda Livre”, deveria ser figurinha fácil em qualquer lista de melhores do ano em âmbito independente. As melodias são belíssimas, os arranjos de muito bom gosto e as letras de dilacerar os corações incautos e “Ninguém Se Importa” é dos grandes cartões de visita do rapaz. Jonathan Tadeu é o Lô Borges da nossa geração.

The Hotelier“Goodness Pt. 2”
“Home Is Like Noplace is There”, do The Hotelier, é um dos meus discos favoritos lançados nesta década. “Goodness”, o sucessor dele lançado neste ano, ao meu ver e ouvir, não o iguala em qualidade, mas trouxe essa canção primorosa: “Goodness Pt. 2”. Essa canção deve ter sido a canção internacional que eu mais ouvi neste ano. O que mais fascina nesta composição é sua estrutura: a bateria inicia os trabalhos com ritmo firme e serve de suporte para uma linha vocal que parece uma súplica; logo, uma guitarra, aparentemente dissonante, faz contraponto até que a segunda guitarra e o baixo dão forma à harmonia e, a seguir, a banda vai apresentando variações disso, até voltar para a bateria
pulsante do início. Fico extasiado quando a história de uma música é contada também no arranjo, não apenas na letra. E “Goodness Part. 2” é um excelente exemplar desta ideia de composição.

Raf F. Guimarães (músico, compositor)

Raf F. Guimarães e Amigas de Plástico“A Última Crisálida do Outono Estará Presa em uma Estrela”
Megalomania? ÓBVIO, mas pelo menos eu sou honesto… Acredito que dentro trabalho que eu estou desenvolvendo, esta música tenha tudo para ser um ótimo cartão de visitas, apesar de estar o mais longe possível do conceito de “single”. A dinãmica dela evolui de forma incrível e eu mesmo me espanto
com o que eu consegui fazer em termos de “dinâmica vs. orquestração”…É absurdo o número de pessoas que me abordam dizendo como que foram pegos com um frio no estômago com uma letra tão especificamente particular a mim…enfim, acho que em termos de composição essa canção é uma daquelas que você
escuta e pensa “putaqueopariu, isso está em OUTRO nível de realidade.

Wolvserpent“Aporia:Kãla:Ananta”
Atualmente, o Wolvserpent é uma das poucas bandas que me fazem ainda entender entender música como Arte. Para quem acompanha o trabalho do duo é mais que claro que eles conseguiram ir além do limite que já tinham alcançado. Para mim, este trabalho vai além de qualquer definição de sub-gêneros na música em que o projeto já foi “rotulado”: ele vai além do drone, do doom, do ambient e do extreme metal. Ele me remete diretamente à mesma ruptura que Strauss e vários outros compositores da 2a Escola de Viena estavam
interessados…

Rafael Chioccarello (Hits Perdidos)

Pollux & Castor“Bruxa do Mar”
Um ano um tanto quanto apocalíptico e cheio de acontecimentos que levaram muitos a perder um pouco da esperança na humanidade: precisava de uma trilha sonora a altura. “Bruxa do Mar” tem uma atmosfera que te remete ao bandas como The XX e Real Estate mas sem esquecer do pós-rock de grupos como Mogwai e Sigúr Ros. As guitarras te levam para outra atmosfera, talvez para as profundezas do mar onde a bruxa se abriga. E ela vem para te buscar com a força da correnteza. O post-hardcore também mostra a força e a fúria do contraste entre o instrumental quase ambient indo de encontro com as guitarradas violentas e viscerais. É o transbordar do copo cheio… A ambição acaba se tornando uma forte ressaca da tormenta proveniente da desilusão.

The White Lung“Death Weight”
Não é difícil ver o White Lung nas principais listas de fim de ano. Mas eu creio que também pelo discurso firme de empoderamento feminino. Se as Coathangers são uma banda que tem subido em qualidade, eu acredito que a White Lung já chegou lá. Prova disso que a Domino Records ao perceber isto em 2014 integrou elas ao casting. E os temas são diversos, desde brigas dentro do lar com seu parceiro a distúrbios alimentares. É um papo reto de mina para mina. Achei foda.

Amanda Mont’alvão (Sounds Like Us)

Huey“Adeus Flor Morta”
Não vou negar minha parcialidade na escolha de uma música do Huey (risos), mas é que “Adeus Flor Morta” sintetiza, sonoramente, os humores de 2016. Que tempos conturbados, sufocantes e que demandam urgência! Mas a resposta não é a velocidade, mas sim, a possibilidade de pausa e contemplação. E o metal instrumental de “Adeus Flor Morta” tem tudo isso, mostrando como a música tantas vezes representa aquilo que tá engasgado na garganta.

Child Bite“Heretic Generation”
O Child Bite é uma banda de Detroit que conheci pela gravadora americana Joyful Noise, em 2013. “Heretic
Generation”, tirada de um dos melhores álbuns do ano, o “Negative Noise”, traz o desespero servido em doses espalhadas, mas não menos incisivas. Tem peso melódico e percussivo criativamente balanceados, e o disco, como um todo, me remete a um dos discos da vida, o “My War”, do Black Flag.

Vina (Sounds Like Us)

The Pessimists“Podridão Invisível”
O The Pessismists passa a impressão de que eles pegaram os instrumentos como quem pega em armas e despejaram um arsenal de músicas diretas e objetivas com base no punk e pós-punk. “Podridão Invisível” é uma das duas músicas em português do disco e também a que mais se destaca pra mim. Grande música!

Neurosis“Reach”
No mundo foi um ano de muita música boa, mas o Neurosis fez o melhor disco e dentro dele, a música mais incrível de 2016: “Reach”. É uma música que me lembra a vibe do “Eye of the Every Storm” e o “Given to the Rising” que são dois discos que eu gosto muito. Peso, melodia e uma opressão, e pressão, sonora absurdamente linda.

Bruno Agnoletti (Dum Brothers)

Muddy Brothers“Sweet Lover”
Pra mim o “Facing The Sky” é o melhor álbum do ano.

Red Hot Chili Peppers“Dark Necessities”
Os caras vieram com tudo nessa musica e mostraram que ainda são muito bons no que fazem.

Bruno Palma (Chalk Outlines)

Mudhill“Not About Survival”
Já tem um bom tempo que conheço o Zeek. Já admirava e acompanhava o cara desde a época do Shed. E o Mudhill é uma baita banda. “Not About Survival” foi um primeiro aperitivo do álbum de estreia da banda, “Expectations”, e veio com características que sempre me pegam: basicamente bastante guitarra e um refrão pra cantar junto. De quebra, a letra é muito do que a gente passa tocando em banda independente, no
underground. I’ts only about feeling alive. É um verdadeiro hino.

Anohni“Drone Bomb Me”
Anohni é a cantora trans que cantava à frente do Anthony and the Johnsons quando ainda se identificava como Anthony Hegarty. “Drone Bomb Me” traz aquela carga de drama pesadíssima já esperada de Anohni, envolta em camadas e camadas de sintetizadores, que dão um ar de mistério e melancolia à faixa. É uma canção fortíssima.

Bruno Carnovale (Black Cold Bottles)

Abacates Valvulados“O Canto Colapso”
Eu escolhi essa música porque ela foi um ponto de surpresa pra mim esse ano. Depois de um pequeno período de reestruturação, o agora trio são-bernardense mostrou que também sabem equilibrar bem o dinamismo de uma melodia com o peso do efeitos que estão à sua disposição. A parte lírica também orna muito bem com a melodia, e eu acho que isso fez com que eu considerasse essa música a melhor do ano na minha humilde opinião (não foi nem um pouco fácil).

Turtle Giant“Orange Grape”
Essa banda que, originalmente é de São Paulo mas que hoje está baseada em Macau (na China) fez o disco que, de longe, foi o que eu mais ouvi no ano. Um disco quase impecável, com uma delicadeza ímpar e arranjos excepcionais. E desse disco incrível, a minha favorita é “Orange Grape”, que é sublime em sua execução. Desde as notas oitavadas no piano até a bateria extremamente bem executada ganham os ouvidos pela excelência, e com certeza é a minha faixa favorita do ano no que se refere à músicas internacionais (e particularmente, é um orgulho poder escolher uma banda brasileira que se destaca mundialmente falando, não é?)

Claudio Cox (Giallos)

Zefa Véia“Sentimento Carpete”
Sou muito fã desses caras, eles conseguem fazer rock sem nenhuma preocupação estética, saca? Punk, garage, surf, aquela coisa toda! o Felipe é um cronista fudido, melhor banda!

MIA“Borders”
Essa mina é foda, trata de assuntos delicados no meio da mesmice da música pop, só por isso já tem minha audiência, mas vai além… Piro no flow dela, batidão pesado, famoso ranca tampa!

Pedro Gesualdi (Danger City)

FingerFingerrr“Quem te Convidou?”
As bandas de rock mais influentes dos anos 2000 não foram Strokes e Interpol; foram o White Stripes e o Death From Above. Resultado: hoje em dia, tem várias duplas afiadas que botam muita big band no bolso. O melhor exemplo aqui no Brasil é o FingerFingerrr, que em 2016 lançou um puta disco maduro, moderno, bem produzido e cheio de referências perspicazes. ‘Quem te Convidou?’ é minha favorita do álbum porque, mesmo talvez sem perceber, descreve tim-tim por tim-tim estes últimos tempos, quando tantas portas se fecharam e
tantas credenciais foram pedidas.

David Bowie“Blackstar”
A história toda dessa faixa e desse disco é puro 2016. Dramática, épica e cheia de expectativa, precedendo uma profunda sensação de perda. A gente fala brincando, mas pensando bem, não pode ser mera coincidência que este ano tenha começado com a morte de David Bowie. No mínimo, um tremendo agouro. Mas “Blackstar” também traz beleza na serenidade de um homem confortável com a mudança – em última instância, com a morte. Que em 2017 a gente tenha a mesma coragem do Bowie.

Cristina Martins (Abacates Valvulados)

Metá Metá“Três Amigos”
Metá Metá foi uma das grandes descobertas pra mim este ano. Esta música é uma das melhores do último álbum, lançado este ano. A voz da incrível Juçara Marçal me levou a uma viagem que eu ainda não tinha provado. Inspirador.

Dead Pirates – “Mel”
Este é um dos projetos músicas de um dos meus ilustradores favoritos, o Mcbess. Com influência de stoner, as guitarras levam a uma nova experiência mesmo despertando aquela nostalgia, como se a gente já conhecesse aqueles riffs. Mesmo assim surpreendente.

Gabriel Serapicos (Serapicos)

Tatá Aeroplano“Step Psicodélico”
Canção muito divertida. É uma imagem bonita da cena musical paulista. Hit da cena independente.

Radiohead“Burn The Witch”
Volta triunfal de Thom, Johnny e companhia. A letra tem um clima de linchamento que ilustra bem os tempos atuais. Por tempos atuais, quero dizer os últimos 10 mil anos.

Júlia Abrão (Bloodbuzz)

Miami Tiger“Amblose”
Gostei demais do EP do Miami Tiger. As músicas são pesadas e misturam bem demais com a voz doce e brava da Carox. Minha predileta do EP é “Amblose”, que dá nome ao EP. Posso dar uma puxada de sardinha pra mim também? Curti demais o single “Dead People”, da minha banda Bloodbuzz.

Juliette Lewis“Any Way You Want”
Ela é a rainha de lançar coisa sem divulgar direito, fazer show sem avisar, prometer coisa e não lançar… E aí no dia do meu aniversário (11/11) a Juliette Lewis soltou um EP que soa mais como os antigos Licks do que dos seus últimos trampos solo. Future Deep” tem 7 músicas, e minha predileta é a que abre o EP: “Any Way You Want”. Gostinho de “You’re Speaking My Language”.

Ana Malta (Porta Maldita)

O Terno“O Orgulho e o Perdão”
É foda mas os caras realmente surpreendem e quase nunca deixam a desejar. De longe, para mim, esse foi o melhor albúm d’ O Terno. Conta a história de uma vida inteira, passado, presente, futuro. Amores, desamores e sonhos. Foi difícil escolher uma música só, porque realmente me identifico com quase todas. O critério que usei para desempatar foi a inovação. Por isso acho que fico com “O Orgulho e O Perdão”. Porque os meninos se arriscam. Fizeram um samba à lá rock psicodélico que deu muitíssimo certo, o resultado ficou fino demais.

Jeff the Brotherhood“Portugal”
Sou fãzona de Jeff the Brotherhood. Os cara estão no corre da cena desde 2005 mas ficaram mais conhecidinhos de uns 3 anos pra cá. Porque essa música? Porque além dos irmãos Orral fazerem um som punk/psicodélico/rock da pesada, que apesar de ser na maior parte das vezes uma cacetada, eles conseguem
trazer também profundidade, originalidade e uma densidade muito característica. Soa bem aos ouvidos mas bate igualmente forte no peito. Acho que nesse álbum, essa música representa bem essa faceta. A faixa “Ox”, 7 do albúm, é uma das preferidas também. Pois é carregada de sentimentos e com certeza é a aposta sonora mais diferente e tranquila que a banda já fez.

Gil Luiz Mendes (FreakMarket)

Dorival“Academia da Berlinda”
Música do último disco da banda pernambucana de ritmos latinos. A canção que conta da relação de um pescador com a mulher que quer que ele deixe o trabalho no mar, foi uma homenagem aos 100 anos de Dorival Caymmi, comemorado em 2015. A faixa ainda conta com a participação de Lula Louise, filha de Chico Science.

Lake Street Dive – “Mistakes”
Além de ter a melhor cantora da atualidade, a banda lançou esse ano um álbum sensacional que une R&B, Disco, Jazz, Pop… Essa faixa é uma das mais melancólicas e graciosas do disco. Climinha intimista clássico.

Flavio Juliano (FingerFingerrr)

André Whoong“12 Milhões”
O André lançou seu segundo disco, ‘Justo Agora’, em dezembro, nos finalmentes do ano, e a música ’12 Milhões’ e seu riff não saem da minha cabeça. Sabe nas horas vagas do pensamento? Então, ela tá lá. Sinal de que é uma puta música e em 2017 vai ser “12 Bilhões”.

DJ Shadow ft. Run The Jewels“Nobody Speak”
Tirando as do disco do Kanye, a música que mais ouvi esse ano talvez tenha sido ‘Nobody Speak’, do DJ Shadow com Run the Jewels. Pelo menos ela tá sempre nos ícones da primiera fila toda vez que abro o YouTube. É um sinal então. Acho que ela deu um chute na bunda do rap mainstream, que precisa de vez
em quando, e acertou umas contas.

Bijou Monteiro (jornalista/produtora)

Guaiamum“Convenience”
A justificativa é a seguinte: o disco homônimo de Guaiamum levou dez anos inteiros para ser concebido e esse preciosismo aparece de cara nas canções. Encorpadas pelas raízes de Daniel Ribeiro no post-rock, as faixas têm baterias caudalosas por terem sido pensadas por um guitarrista e isso faz muita, muita diferença nos palcos. A proposta dele é de um folk personalíssimo, em que as fusões estilísticas (post-rock, prog por aí vai) criam o requinte sonoro do disco.

D’Alva“Mas Só Se Quiseres”
Sabe música com som de maresia, sorriso, gente feliz, frescobol e uma nostalgia boa? Pois bem. Assim é o duo
português D’alva. Conheci o som deles em 2013 (álbum autoral que recomendo muitíssimo) e esse ano os meninos voltaram com um single divertido e despretensioso. Leve, gostoso de ouvir e de dançar. Nostálgico porque escutar D’alva é meio que se ver nos anos 80, com polainas, meias de lurex e walkman Aiwa
no ouvido. É ver mil referências dançantes do passado honradas em um pós-moderno tranquilo. Que não quer ser nada além de ele mesmo. E é justamente por isso que a hashtag do duo é #somosdalva

Lucas Baranyi (GQ Brasil)

Emicida“Mandume”
A letra é incrível, a produção é gigante e tudo isso foi coroado com um clipe fantástico lançado ainda nesta semana, mas o que realmente chama a atenção é o time que o Emicida levou pra gravar com ele. Não só pelo talento de todo mundo, mas por deixar bem claro que o rap é miscigenado, tem espaço pra branco, pra negro, pra mulher e pra gay. “Mandume”, pra mim, coroa ele como o melhor rapper brasileiro da atualidade.

Chance The Rapper“No Problem”
O Chance the Rapper que é, pra mim, o maior destaque internacional de 2016. Ele finalmente explodiu pro mundo com essa mixtape (“Coloring Book”) e assumiu uma posição de extremo destaque neste ano. Se Kanye West tá surtando e o Kendrick Lamar já está com a coroa de atual rei do hip hop gringo, o Chance é o filho pródigo do gênero – e todo mundo está esperando por mais coisas brilhantes dele.

Elson Barbosa (Herod)

Macaco Bong“Baião de Stoner”
Tenho uma historinha particular com essa música: assisti ao show do Macaco Bong no Z Carniceria quando eles tocaram o novo disco na íntegra, antes mesmo de ser gravado. Nenhuma música tinha título ainda. Essa foi uma das que mais me chamaram a atenção, justamente por ser uma mistura inusitada de influências regionais com stoner rock. No dia seguinte, comentando no Facebook sobre o show, falei que a minha
favorita era uma espécie de “baião com stoner”. A banda leu o post, e batizou a música dessa forma. Maior honra ter feito parte dessa história.

Swans“The Glowing Man”
Quase 30 minutos de caos. “The Glowing Man” é a faixa-título do novo álbum do Swans – o último da formação atual da banda. Tive o privilégio de vê-los ao vivo ano passado tocando faixas desse disco em primeira mão, e fecharam o show com esse monumento à cacofonia e à catarse. Não se sabe qual vai ser o próximo capítulo da banda, mas estão encerrando o atual de forma monstruosa.

Fernanda Gamarano (Der Baum)

Jonnata Doll e Os Garotos Solventes“Swing de Fogo”
Eu escolhi essa como melhor nacional porque tive o prazer de conhecê-los e tocar por um dia com eles esse som! Tem participação do Dado Villa Lobos do Legião Urbana, e tem uma sonoridade que remete os anos 80-90 mas sem soar clichê! Os caras são muito bons! Recomendo!

White Lies“Big TV”
Conheci essa banda esse ano pelo Cesar Neves, tem um clima anos 80 a la Tears for Fears, banda nova muito boa e essa faixa é minha favorita!

Raphael Fernandes (Editora Draco)

Jonnata Doll e os Garotos Solventes“Crocodilo”
Quem viu ao vivo, sabe que o Doll e seus Solventes são uma banda explosiva. De todo seu repertório atual, minha favorita é essa maluquice que rima Nilo com crocodilo e mamilo. Certamente, a banda mais punk da cena atual!

Truckfighters“Desert Cruise (Live)”
A música não é deste ano, mas o Truckfighters lançou um verdadeiro trator em forma de disco ao vivo com “Live in London”. Essa porrada sonora tem que acertar o máximo de orelhas que puder. A música nasceu de novo com essa versão!

Valciãn Calixto (Cantor e compositor)

Céu“A Nave Vai”
Não curto tanto os trabalhos anteriores da Céu, todavia durante muitas noites esse ano eu me vi ouvindo essa música antes de dormir. De alguma forma ela me deixa bem sereno. Vale acrescentar que esse disco todo da Céu é muito bem produzido, os timbres foram bem escolhidos e usados, nada sobra ou falta nos arranjos e nessa música em especial, sintetizadores e guitarras conversam muito bem. Claro que o disco dela é dos melhores de 2016, do disco eu fico com essa música.

Lady Gaga“Dancin’ In Circles”
Vou colocar essa aqui porque vindo de mim seria muito improvável. O fato é que tem pouco tempo comecei a me ligar mais nas artistas pop e nesse sentido poderia ter colocado a Rihanna aqui também, mas vou ficar com essa da Gaga porque sinto na música uma coisa bem latina no ritmo, tem um pouco do ragga, eu acho, até mesmo na harmonia. A batida tá bem na cara também junto com a voz, essa proximidade com a música latina foi o que me despertou os ouvidos assim que a canção tocou para mim na primeira vez. Esse ano fui até num evento que só rolou especial Lady Gaga a noite toda aqui em Teresina. Foi loucura!

Milton Rock (Drenna)

Drenna“Desconectar”
Além de ter uma ótima gravação toda feita no estúdio Toca do Bandido e mixado em Nova York por Aaron Bastineli, potencializando o som da faixa e deixando lado a lado de bandas do mainstream nacional no quesito técnico, a música aborda um tema super atual que é o fato de todos estarem conectados 24 por dia e quanto isso vale realmente. Quanto isso nos faz perder momentos únicos que vão ficar registrados em celulares mas não mais em nossas memorias? A questão da música fica ao redor de quanto custa desconectar.

Eruca Sativa“Antes Que Vuelva a Caer”
Essa música é foda, conta uma historia real, tem um puta peso e consegue ser pop com um refrãozão lindo. Mix e master tudo no lugar. Acho que é uma das grandes bandas de nossa epoca, pouco reconhecida aqui no Brasil.

Jairo Fajer (Autoramas)

Emicaeli“Varanda Gorfê”
Experimental, foda, minha banda preferida, tem 20 anos e pouca gente conhece. Original e feito como punk deve ser, pelos próprios braços.

The Twist Connection“Nite Shift”
Conheci em prtugal na tour com Autoramas, demais! Banda novissima.

Bruna Dourado (Hey, Take a Listen)

O Terno“Culpa”
É a minha música preferida de 2016. A melodia é sensacional e sai do lugar comum do rock alternativo nacional. A letra não poderia expressar melhor um sentimento que todos temos hora ou outra. A banda é um dos destaques do estilo e mostra que ainda podemos esperar muita coisa boa vinda de terras brasileiras.

Garbage“Blackout”
A faixa está no segundo disco em 10 anos da banda e mostra que eles estão em forma, voltando às origens sem deixar de lado a novidade. A música é incisiva e forte, mas carrega a doçura que a vocalista Shirley Manson consegue imprimir, apesar da imagem imponente.

Matheus Pinheiro (Cigana)

Carne Doce“Artemísia”
Essa música é muito forte em todos os sentidos…a sua letra e sua importância e relevância para tantas questões do “nosso hoje”, seu instrumental, dinâmico, delicado e inspiradíssimo… Essa é uma daquelas raras músicas que te conquistam, te agarram e fazem pensar muito logo na primeira ouvida…

Bones“FAT”
Descobri a Bones pelo disco novo do Jeff Beck, “Loud Hailer”, que pra mim é um dos melhores do ano. A Bones é uma dupla britânica, formada por uma baita de uma guitarrista (Carmen Vanderberg) e uma vocalista muito foda (Rosie Bones). Elas são a banda (e a voz) durante todo esse álbum do Jeff Beck, e escreveram todo o material junto com ele. Fui pesquisar mais sobre elas e descobri suas músicas, que apesar de poucas, são simplesmente animais, com uma pegada incrível.

Punk Mello (King Chong)

Tássia Reis“Ouça-Me”
Para mim o som nacional mais foda de 2016, foi a segunda faixa do CD “Outra Espera” da Tássia Reis a música “Ouça-me Remix” com produção de Dia & Grou, esse som é muito potente, vem para escancarar as portas, em um tom bem agressivo a Tássia da voz e visibilidade as minas negras que fazem um rap foda, e muitas vezes não conseguem atingir sua potencia máxima por conta do machismo, racismo e outros tipos de preconceito que o mundo da musica carrega em si! A música é inspiração total e uma overdose de animo para qualquer pessoa, quando ela começa a cantar e põe os pingos nos ‘i’ parece que a mensagem vai entrando na nossa cabeça de uma maneira bem positiva, faz a gente pensar em como consumimos a musica feita por mulheres por exemplo e como é importante um rap como esse tá circulando bastante por ai! Máximo respeito à Tássia Reis e sua banca que vem quebrando a banca de muito MC de plástico que temos por ai!

Noga Erez“Dance White You Shoot”
Para mim a melhor música do ano foi a “Dance While You Shoot”, da cantora e produtora Noga Erez, uma israelense muito talentosa que vem roubando a cena com seu som eletrônico, psicadélico, o som é animal , o beat é envolvente e bem produzido, tive o prazer de ver seu show de perto aqui no interior de São Paulo e sua performance ao vivo é muito boa, ela tá chegando com tudo, já participou de vários festivais fodas, inclusive do Primavera Sound, e aqui no Brasil participou do Boulevard Olímpico. Ela está atingindo um nível muito alto em suas produções. O clipe dessa musica é animal, mostra toda sua potência e o que me chama mais atenção nela é que ela já está circulando bastante e ainda não lançou nenhum álbum tem várias musicas ‘perdidas’ pelo net só, o que faz eu achar ela ainda mais foda!

Renato AC (Produtor, Diretor e Arroz-da-Balada 019)

Motor City Madness“Gravediggers”
Essa rapaziada do sul fez o melhor show ao vivo de 2016, além do clipe dessa música, com uma pegada doida de filme B de zumbi podre. Paulada na orelha !

Skating Polly“Pretective Boy”
Foi a banda nova que me fez pirar! São duas irmãs de Oklahoma que misturam todas as melhores influencias musicais de estéticas e atitude 90´s, sem ser só mais uma bandinha de internet. O clipe dessa música é muito bem produzido, e se inicia com melodias dançantes e vocais suaves da jovem vocalista, que gradativamente se torna em distorção e gritaria.

Gabriel Muchon (Poltergat)

Mudhill“Not About Survival”
Nem é o tipo de som que ouço mais, mas esse disco novo deles tá um primor. Muito bem gravado, mixado, masterizado… Enfim. Melhor disco de 2016 (by far), com a melhor música de 2016 na minha opinião!

Cabbage“Uber Capitalist Death Trade”
Vou na musica que mais me marcou nas ultimas semanas. Pra variar, banda de Manchester.

Jimmy Olden (Blind Beggars)

Molodoys“Quebra Arcos”
Eu sou louco por rock setentista e progressivo, essa música instrumental tem todos os elementos necessários: solo pirado de sintetizador, guitarras psicodélicas, baixo marchando e bateria jazzística.

Marillion“The Leavers”
Eu estava esperando algo novo dessa banda há muito tempo, o último lançamento foi o “Sounds That Can’t Be Made” de 2012 e é incrível como eles mexem nas entranhas dos sentimentos com as suítes deles. Eu sou louco por essa banda.

Leo Fazio (Molodoys)

Pedro Pastoriz“Revelações”
Vou escolher a música “Revelações”, quarta faixa do disco novo do Pedro Pastoriz, “Projeções”, inovador em vários aspectos e com composições muito boas e bem trabalhadas, é um dos melhores disco do ano pra mim. Sobre a faixa, escolhi a Revelações porque foi uma das que eu menos dei atenção na primeira ouvida, mas depois ela me pegou de jeito, gosto muito do peso que ela carrega em algumas partes, sem falar que as nuances e as melodias são muito bonitas.

Blank Banshee“My Machine”
Internacional eu escolho a “My Machine”, segunda faixa do terceiro disco do Blank Banshee, “MEGA”. Senti uma estranheza enorme (mas no bom sentido) quando ouvi ela da primeira vez, me passou um sentimento enorme de catarse e euforia. Acho o Blank Banshee um dos melhores projetos na ativa atualmente, recomendo demais.

Thiago Ones (Wiseman)

Sabotage “País da Fome, Humanos Animais”
É díficil (pra mim) conseguir lembrar de algum artista falecido que tenha deixado material póstumo tão relevante
quanto o que ele tenha lançado em vida. Normalmente são sobras de estúdio, gravações pessoais e coisas do tipo. Pois é, O mano Sabota conseguiu. Óbvio que o play contou com uma galera da pesada na produção, mas isso não diminui em nada o brilho e genialidade do saudoso Maurinho. “País da Fome (Humanos Animais)” começa com uma locução de rádio/TB Contando a morte do protagonista. A letra é simples: O dia-a-dia de quem viveu todas as dificuldades da pobreza extrema. É o cotidiano da miséria que gera conflitos, sofrimentos e
que acaba mostrando o caminho do crime. É a narração genuína de uma pessoa que VIVEU isso e não de alguém que tenta “pagar de favela” pra ser “COOL” malandrão! Como diz o som: “Boatos são boatos, Quem vive é guerreiro”!

Descendents“Without Love”
A música começa com “Long years waiting for it/Longos anos esperando por isso”, e foram longos anos esperando pelo show deles, né? Talvez esta nem seja a “melhor música de 2016” pra mim, mas é uma das melhores do play novo dos veteranos e foram longos anos esperando a chance de vê-los ao vivo. Esse
som é daqueles com refrão que você sai assoviando por aí, é punk rock, pop punk, hardcore melódico, chame como quiser. Descendents é clássico e ponto.

Helder Sampedro (RockALT)

Second Come“Oppenheimer Regret”
Mais de 22 anos após seu último trabalho, uma das bandas mais influentes do underground brasileiro voltou à ativa com o single “Oppenheimer Regret”. Os riffs que embalaram a geração grunge brasileira dos anos 90, a sonoridade que remete a grandes nomes da cena gringa tudo volta em grande estilo no novo trabalho dos, agora veteranos, músicos do Second Come. A música mostra porque a banda ganhou um ar mítico na cena
brasileira e nos deixa ansiosos por mais trabalhos, esperamos que Francisco Kraus e companhia sigam essa linha em um futuro e esperadíssimo álbum.

Iggy Pop“Sunday”
Se teve uma música que eu ouvi sem parar nesse ano certamente foi “Sunday”. O triunfo desse single do álbum mais recente de uma das últimas lendas vivas do autêntico rock alternativo é ser ao mesmo tempo chiclete e um “anti-single” que foge de qualquer clichê que uma canção feita pra “estourar” nas rádios teria. O hit coringa meio que se encaixa bem em qualquer hora do dia, refletindo o humor de quem ouve, dá pra bater o pezinho, dá pra arriscar uns passos de dança, ou apenas curtir as sacadas da letra que retratam um certo marasmo ou cansaço da repetição da vida cotidiana. Uma das melhores músicas de um ano que teve belos trabalhos de artistas consagrados, uma excelente maneira de curtir e celebrar a carreira daqueles que ainda estão com a gente
nessa histeria coletiva que a vida se tornou.

Emmily Barreto (Far From Alaska)

Inky“Skinned Alive”
O Inky é tão bom que a pessoa acha que não pode melhorar, aí eles lançam um álbum novo e o queixo cai do rosto de tão maravilhoso. Essa música me faz sentir uma sensação muito boa todas as vezes que eu ouço, não importa quantas vezes. O sintetizador é tipo uma luz que abduz a gente (risos).

Warpaint“Whiteout”
Não tenho como explicar o porque dessa, sério, só ouvindo e sentindo. Essas minas são surreais e as melodias nas vozes são muito muito muito muito boas. Eu trocaria o FFA pra tocar no Warpaint (risos)

Camilla Merlot (Molodoys)

Murilo Sá e Grande Elenco“Mundo Impressionista”
Nacional é a “Mundo Impressionista” do Murilo Sá e Grande Elenco, que é uma baita musica, cheia de arranjos doidos e frenéticos. Gosto muito das nuances eletrônicas dessa musica e dos arranjos de sax.

La Femme“Sphynx”
Internacional do La Femme, uma banda francesa bem grandinha até que lançou o disco 1 dia depois da Molodoys, a pegada deles é mais eletrônica, mas também é cheio de nuances e arranjos fodas, todas as musicas do disco novo são incríveis, mas escolhi a “Sphynx” que é a faixa de abertura, porque ela traz um bom equilíbrio entre o eletrônico e o orgânico, que eu senti muita falta em outras bandas nesses últimos tempos e pela melodia do vocal, que eu morro de amores!

Amanda Ramalho (Chá das 4 e 20 Músicas)

Medulla “Fim da Estrada”
Porque passa uma coisa maravilhosa. Eles imitam criancas no coro. A letra é simples e adorável.

Alicia Keys“Work On It”
Delícia de disco. Eu gostei dessa repaginada dela porque ela se desenfeitou fisicamente e deixou a música dela mais próxima da música que eu gosto. Leve, fluida as vezes pesada, mas essa música passa o mesmo que a anterior do Medulla.

Ian (Der Baum)

Jonnata Dolls e Os Garotos Solventes“Swing de Fogo”
A faixa que abre o álbum “Crocodilo” lançado esse ano e tem participação de Dado Villa-Lobos. Curto muito a pegada oitentista e obvio os climas de new wave dos teclados. Para mim uma das revelações desse ano no cenário nacional vale a pena conhecer todo o trabalho da banda de Fortaleza.

White Lies“Take It Out On Me”
A banda Inglesa que é de 2007 e eu acabei conhecendo tardiamente mas pude acompanhar o lançamento do quarto álbum chamado “Friends”. Curto muito a pegada das guitarras no fundo e os climinhas de teclado e lógico a batera com pegada de som de sessão da tarde.

Millena Kreutzfeld (Os Garotos de Liverpool)

FingerFingerrr“X”
Os paulistanos lançaram o primeiro CD este ano, chamado “MAR”. Não tinha dúvidas que o CD seria uma grata surpresa, mas mesmo assim fiquei assustada com a qualidade. A escolhida é “X”, que segundo Cifas (baterista), foi criada espontaneamente na gravação. Gosto como a letra conta uma história, a sensação de robôs cantando graças aos sintetizadores e como a voz da Luiza Lian explode, dando o toque feminino na música fazendo total diferença. Com certeza é uma das favoritas do play do ano.

Hanni El Khatib “Gonna Die Alone”
A escolha internacional são os queridos de Los Angeles, Hanni El Khatib. Os conheci através de Bass Drum Of Death, já que o selo deles é o mesmo. O projeto da banda esse ano foi lançar 5 EP’s chamados “Savage TImes Vol. 1”, “2”, “3” e assim respectivamente. De todas músicas, “Gonna Die Alone”, presente no primeiro EP é a minha favorita. Gosto como eles brincaram com o próprio estilo deles – que difere um pouco do dois primeiros CDs. Além disso, o ritmo otimista é o contraste perfeito com a letra que conta com um destino fatal. “I’m gonna die alone, really alone. If the ones that hate me don’t kill me first, the ones that love me gonna harm me worse.”

Yannick ou AfroSamurai (rapper)

Vivendo do Ócio“Batalha do Sono”
É uma musica que fala sobre as inspirações noturnas. Cheia de metáforas sobre a vida, sobre o amor, sonhos e as sensações da noite.

Ho99o9“Da Blue Nigga from Hell Boy”
Gosto de músicas estranhas que me chocam e que perturbam minha mente.

Mariana Ceriani (Dead Parrot)

Carne Doce“Artemísia”
“Artemísia” fala de um tema que voltou a ser palco de discussão recentemente: o aborto. Falar desse tema em uma música não é tarefa fácil, então só por isso já é louvável. A letra direta, o arranjo emocional das cordas e a voz da excelente cantora Salma Jô, que começa mansa, mas vai crescendo e tomando força, como se quisesse falar para o mundo de peito aberto sua escolha, se complementam nessa baita música. É o tipo de música que mexe com o emocional.

David Bowie“Lazarus”
Não poderia deixar de escolher uma música do melhor CD do ano, “Black Star”, em minha opinião. A música ”Lazarus” foi o último single de Bowie antes de morrer. Todo contexto é fascinante, como se fosse o grand finale da carreira e da vida dele. Na música, Bowie relembra alguns momentos da sua vida e sua voz transmite o pesar de ter que ir embora, mas, no final, abraça o alívio de ir e, finalmente, ser livre. A atmosfera melancólica, introduzida com graves bem definidos, o tom ‘jazzístico” e a guitarra ‘indie’ da introdução transmitem o que foi esse grande ídolo da música e da cultura pop: um músico que quebrou paradigmas, misturou estilos e nunca teve medo de ousar.

Dudx Babaloo (A Coisa Toda)

Davis feat. Cameo Culture“Blind”
Davis é um dos produtores mais refinados que o Brasil tem atualmente. À frente da festa ODD e do selo In Their Feelings, ele conseguiu criar um público específico juntamente com seus parceiros de selo e festa, esse ano ele lançou “Blind” e cativou mais ainda esse público com uma proposta sonora sofisticada e leve. Lançado pela Innervision, um dos mais respeitados selos de música eletrônica, ‘Blind’ é um single que nos fez ver o quanto o país tem a oferecer para o mercado da música.

Metronomy“Night Owl”
Após um festival de emoções que foi ‘Love Letters’, Metronomy retornou um pouco mais sóbrio e também melancólico em 2016. A banda sempre manteve esse equilíbrio entre um som animado mas que sempre toca na nossa tristeza interior, algo difícil de atingir. Esse sentimento dúbio, que está nas entrelinhas, faz com que a gente sinta e se comunique com a banda de maneira especial. É como nesse video, um passeio com a morte,
sem ter medo dela.

Priscila de Castro Faria (Winteryard)

BRVNKS“Freedom Is Just A Name”
Descobri há pouco o Brvnks e gostei. Me soou despretensioso, bem feito e me remeteu aquela brisa boa de bandas ensolaradas tipo Alvvays e Best Coast, só que um pouco mais “roqueiro”. Do EP acho que “Freedom is just a name” realmente ganha destaque. Ela me fez querer ouvir mais e , principalmente, ir em um show, ouvir ao vivo, dar uma dançada…

Angel Olsen“Sister”
Já era uma grande fã da Angel Olsen desde o álbum anterior (“Burn Your Fire for No Witness”) e então, quando ela lançou o “My Woman” ,fui bem empolgada ouvir o novo material. E ele realmente superou minhas expectativas. É um álbum bem revigorante, direto, onde conheci um outro lado da cantora mas também a reconheci em vários momentos. Minha música favorita é “Sister”, talvez por eu ter uma certa tendência a
gostar de músicas mais melódicas e sonoramente tristes (risos), mas certamente também é pelos maravilhosos últimos minutos onde se desenrola um desajeitado e barulhento solo de guitarra, que nos fazem relembrar o que há de mais sincero no espirito do indie/grunge.

Artie Oliveira (Don Ramón)

Huaska“Pode”
Tem uma pá de banda que lançou material novo este ano (eu me incluo nessa com o Don Ramón), mas se é pra escolher alguma que realmente me causou impacto, eu fico com a primeira música do disco novo do Huaska. Por quê? Porque eu achei extremamente válido da parte deles, que ganharam notoriedade de fundir Bossa Nova ao Nu Metal, gravar uma faixa que não tem nenhum elemento que caracterizou o disco anterior e ao mesmo tempo, retoma o tipo de som que se fazia no começo da banda, no caso, do EP “Mimosa Hostilis”.

Descendents “Without Love”
É mais pela questão emocional mesmo. Todo mundo tava esperando esse disco sair depois de um intervalo de doze anos do “Cool to be You” e ainda mais, pelos shows (maravilhosos) que rolaram no começo do mês. Eu estava lá e garanto: foi uma das raras vezes que uma banda das antigas tocou material novo e as músicas estavam na ponta da língua da galera MESMO! Fora que, é um dos melhores refrões do Descendents até hoje e ver os quatro ao vivo depois de anos de espera, vale a pena pra caralho!

Fernando Tucori (R7)

Mescalines“Serpente de Bronze”
O disco homônimo lançado pelo duo Mescalines em 2016 foi a melhor coisa que arrumei para andar na rua, para escrever sem freio e para botar pensamentos pra rolar. Parece nada, mas é absolutamente tudo. O destaque, apenas por primeiro impacto, vai para a faixa de abertura, “Serpente de Bronze”.

AJJ“Junkie Church”
Definitivamente rebatizados como AJJ, o Andrew Jackson Jihad reescreveu a Bíblia em 2016 e, se tem um disco que resume o refluxo azedo que voltou queimando a garganta neste ano, é este. Sean Bonnette, vocalista e letrista, amadureceu de um punk que odiava o mundo pra um cara que tenta entender a própria cabeça. Fico com “Junkie Church”, que é daquelas músicas que têm o poder de mudar teu dia se te pegar do jeito certo, no lugar certo e com o tipo divagante de raciocínio.

Victória Zav (Serapicos)

Marina Melo“Laura”
Nacional eu acredito que seja a música Laura, da Marina Melo, porque fala sobre os abusos que as mulheres sofrem e claramente 2016 teve muita discussão sobre isso e muitos avanços e retrocessos ao mesmo tempo no que diz respeito a igualdade de gênero, só movimento feminista.

Alev Lenz“Fall Into Me”
Internacional eu diria que foi a música “Fall Into Me”, da Alev Lenz, porque essa composição dela é simples mas ao mesmo tempo engenhosa e bem produzidaça, além de que ela conseguiu ir pra trilha sonora de Black Mirror, no último episódio da terceira temporada, o dias abelhas.

Mariô Onofre (Mescalines)

Jonnata Doll e os Garotos Solventes“Crocodilo”
Jonnata Doll é um multi artista e essa junção com os Garotos Solventes é incrível guitarras frenéticas, palhetadas e riffs que não ouvia faz tempo nessa onda bunda mole que está por aí, não sei se bunda mole é a palavra certa, bom que se foda. Os shows ao vivos do Jonnata Doll e Os Garotos Solventes é pura energia realmente é contagiante todo mundo que assiste ou fica chocado ou entra na onda. Recentemente eles lançaram o álbum “Crocodilo” ao qual estou escutando agora. Façam o mesmo:

Cavernoso Viñon“Ouvre la Gorge”
A banda Independe Internacional eu escolhi o Cavernoso Viñon onde a vocalista é uma paraguaia que canta em francês e seus músicos brasileiros da cidade de Curitiba, a noticia da volta deles recentemente foi uma grande surpresa pra mim e espero que a banda não acabe tão cedo, anseio por disco novo em 2017.

Amanda Abreu (Seis Músicas)

LAY“Chapei”
Na real, é muito recente essa minha decisão. Vi uma série de reportagens da ID MAGAZINE com a Grace Neutral e ela foi entrevistar a Lay, eu ainda não conhecia a Lay e fui pesquisar, achei foda e achei no spotify, que entrou recentemente. Então, uma artista independente pra mim, a melhor música é essa.

Tinashe “Cold Water”
A Tinashe tem uma música chamada “Cold Water” que eu acho foda. E ela foi uma que eu escutei muito em 2016, ela em si é uma mina muito forte, que tá começando e estourando o R&B vibes sexys e eu gosto muito. Esse álbum dela é sexy, e eu escuto sempre que posso pra me sentir assim também, então escolho essas pra internacional.

Mariana Cantini (Don’t Mind The Fuzz)

Fernando Maranho“Jodorowsky”
Sou meio suspeita pra falar, como grande fã de Cérebro Eletrônico… Esse é projeto solo do Fernando Maranho (voz e guitarra), acompanhado pelo Renato Cortez no baixo e Gustavo Souza na bateria. O show é uma experiência alucinante, cósmica e que me deixou com um sorriso quase infantil no rosto por mais umas 2 horas depois do show terminar. Super recomendo!

Ty Segall“Candy Sam”
É foda acompanhar os mil projetos dessa maquininha, mas acho que esse é o meu favorito. A performance ao vivo no KEXP é incrível e o Ty Segall como front man bebê babão é maravilhosa!

Jéssica Liar (Youtuber)

Quatro Negro“Benedito, 682”
Eu não gosto de musicas melancólicas mas me pego ouvindo essa música do Quarto Negro durante horas seguidas e acredito que seja porque me trazem memórias que eu nunca construí. A letra consegue transportar você pra a aquela situação, é quase que viver um clipe só ouvindo e nem é preciso estar triste para prestar atenção. É surreal como essa música entra no cérebro e deixa pensativa. Não recomendo ouvir pra dormir porque é insônia na certa, mas devo dizer que to escrevendo sobre ela enquanto deitada na cama tentando dormir pois vale a insônia. Música foda é aquela que mexe com os seus sentimentos até esquecidos!

Stephen“Fly Down”
Piano, bateria, guitarra, sintetizador, teclado, voz , ritmos lentos e mais agitados e conseguir uma música foda? Stephen faz isso em praticamente todas as suas músicas do álbum “Sincerely”. A música “Fly Down” eu acho que passei pelo menos uma semana ouvindo só ela, e mais nada. Depois eu voltei pro álbum inteiro do Stephen. Música come pelas beiradas e vai dominando sua atenção, se transforma em algo que você menos
espera a cada minuto que passa e te surpreende. É boa pra ouvir em qualquer momento, em casa tomando vinho, andar de skate, uma road trip e até pra transar.

Bá Monteiro (cantora e compositora)

Atlântico Lunar“Bilhão”
A dupla carioca Felipe Vellozo e Gabriel Luz fez um dos discos mais bonitos que eu já ouvi na vida. Eles tocam na banda da Mahmundi também (que é MARA). Quando ouvi esse disco pela primeira vez, fiquei tão surpresa que parei tudo que estava fazendo para prestar atenção na música. Ela me acalma e me deixa feliz. É lindo demais. O disco inteiro é maravilhoso, letras boas, instrumental rico. Mas a faixa de abertura é minha preferida e já te faz mergulhar nessa onda de good vibes e tranquilidade. Como passar uma tarde relaxante na praia no Rio de Janeiro, mas sem a breguice hippie de aplaudir o pôr do sol. É bonito e classudo. A música mais gostosa do ano! E uma das melhores surpresas que eu tive com música esse ano, também. Vi os caras ao vivo recentemente e o show não decepciona. Eles são felizões no palco, parecem super gente boa, empolgados e relaxados, bem na pegada solar da música. Merecem muito estar em uma lista de melhores do ano.

Jamie T “Tescoland”
O Clash é minha banda preferida da vida e “Tescoland”, do também londrino Jamie T, é a música que mais me lembra o Clash que eu já ouvi! Nenhum outro artista trouxe o som da Only Band That Matters de volta à vida de forma tão forte quanto ele. Joe Strummer ficaria orgulhoso. Essa faixa é muito semelhante sonoramente e também tem uma letra de crítica social com sotaque forte inglês que lembra muito o quarteto punk – e, principalmente, Joe Strummer. A letra fala de suicídio, desilusão amorosa, desesperança, crise econômica, aquela sensação de ansiedade, pânico e depressão de se sentir desajustado em uma sociedade cada vez mais
maluca e em um mundo que parece cada vez menor. Tesco é a maior rede de supermercados do Reino Unido, aliás. Daí o nome “Tescolândia”. Atualmente o Jamie T não é mais tão independente, ele assinou com a Virgin, mas possui um selo próprio e tem um som bem alternativo e ainda não vi ninguém no Brasil falando dele – apesar de ele já ter quase 10 anos de carreira, já estar relativamente famoso no Reino Unido e da BBC tocar suas músicas sem parar. Essa música é boa demais e merece ser divulgada por aqui. “OUVÃO!”

Victor José (Antiprisma)

Alambradas“Mapa dos Arredores”
Essa faixa do EP “Clíclica” já me chamou atenção antes de ser gravada. Nicole já havia lançado uma session tocando essa, só com piano. Mas na versão definitiva me chamou atenção a levadinha, que por algum motivo me lembrou logo de cara aquelas canções do Beach Boys. Sem contar a letra, que é muito honesta, verdadeira. Ouço frequentemente. Vale também destacar a participação do Victor e do Lucas do Bratislava no baixo e na bateria, respectivamente. Ficou uma vibe bem pop, mas um pop redondo e que não enjoa.

Charles Bradley“Nobody But You”
Poderia escolher qualquer uma do álbum “Changes” que ainda assim seria mais que justo. O que falar de uma voz como aquela? É um tipo de som que não tem erro. Pra quem gosta de soul das antigas então, nem se fala. Mas no caso dessa música, além do feeling de Bradley, o arranjo é uma maravilha. Aquela guitarrinha com tremolo, o naipe de metais… Tudo muito bom.

Elisa Oieno (Antiprisma)

Ale Sater“Filha do Dino”
Difícil escolher uma faixa do EP “Japão”, do Ale Sater. Escolhi a “Filha do Dino” e sua viola caipira. A melodia e letra lembram aquele som de raíz brasileira nordestina e sertaneja, e a guitarra ‘etérea’, que permeia por todo o EP, dando aquela ‘vibe’ meio melancólica. “Bão” demais.

Slowcoaches“54”

Eu conheci esta banda recentemente, e me pegou logo de cara. Slowcoaches é um trio de Londres com um som diretão e alto de pegada punk tradicional, ‘garageira’. Eles acertam na mosca em melodias junto com timbres e pesados e barulhentos, como nessa música ‘54’, um belo exemplo de noise pop. Essa faixa
está no EP “Nothing Gives”, que foi lançado este mês.

Roberta Artiolli (SETI)

Tagore“Mudo”
Gosto dos synths, dos timbres e da produção foda! Acho a canção uma bela representante do psicodélico Brazuca, alto nível.

Phoebe Sinclair “This Isn’t Love”
A música da inglesa que conheci esse ano é um mix de belezas. Melodia poderosa, atmosfera envolvente, levados por uma voz deliciosa. Adoro a dinâmica da música. Ah, e o clipe também me hipnotiza. Fuck yeah, Phoebe!

General Sade (Porno Massacre)

Blues Drive Monster“Negação”
Mas vamos lá, aqui na terra da aposentadoria post-mortem eu elejo a música “Negação”, do Blues Drive Monster. Porra! Que som! Pra começar ela tem umas quebradas no ritmo tão abissais, que parece que cê levou uma paulada e até reagir, ela já mudou de novo. Acho muito louco quando a quebra vem assim, tipo uma curva da Mogi Bertioga. E com o passar do tempo ela vai ficando mais caótica. Pô, se é divertido assim ouvir, imagino tocar essa música, com essa caoticidade toda, principalmente no final, Achei show. Outro ponto é a voz, que está colocada de uma forma que sempre me tira um sorriso, tem uns picos agudos no meio que acho geniais, depois uns guturais lá pelo meio.

Motorpsycho“Lacuna/Sunrise”
Já na gringa, eu gostei muito (acho que a faixa de 2016 que eu mais ouvi), “Lacuna/Sunrise” do Motorpsycho que tem um riff delicioso e maldito, porque é um chiclete desgraçado e você não consegue se livrar daquilo nunca mais durante o dia. Fora que ela é enorme, dá pra deixar tocando e esquecer, só deixar rolar. Mas é uma puta música pra, sei lá, ficar chapado no alto de algum lugar alto (com toda essa redundância possível mesmo)…

Dani Buarque (BBGG)

Overfuzz – “Evil Desires”
Overfuzz é uma das minhas bandas favoritas da cena. Eu escuto o álbum deles pelo menos 1x por semana. Essa faixa segue o mesmo que sinto quando escuto o álbum “Bastard Sons of Rock n Roll”, aqueles timbres lindos nas guitas, a cozinha maravilhosa e os vocais melódicos e rasgados do Brunno. Pra mim, a melhor música de 2016.

Reignwolf“Hardcore”
Eu sou APAIXONADA pelo som deles mas só tem umas 3 músicas de estúdio na internet, o resto vc só ouve nos shows. O Jordan Cook é inacreditavel na guitarra, o show é bem blues rock n roll e ele é um puta front man. Esse som é um pouco menos “guitar hero” que os outros mas eu curti bastante os efeitos da guita e o vocal dele sexy-agressive (risos), só deixou a galera mais ansiosa pelo álbum completo que tá de rosca pra sair.

Lucas Lerina (Der Baum)

Dingo Bells“Dinossauros”
“Dinossauros” do Dingo Bells, foi uma música que me gerou um sentimento de nostalgia e amor à primeira audição.

Kanye West“Ultralight Beam”
Também rolou uma coisa sentimental, pela ambiência e a letra, apesar do Kanye não ser flor que se cheire, o disco é muito bom!

Ciça Bracale (Gomalakka)

Raça“Dez”
Não sei se é a melhor, porque teve muita coisa boa mesmo, ouvi muito Carne Doce, Gorduratrans, Jonathan Tadeu, etc etc Mas marcou, porque tava no setlist preparado e ouvido no caminho do parto da Flora, nossa primeira filha.

Angel Olsen“Woman”
Foi um disco que toquei muito pq ti estudandonesse tipo de sonoridade pro meu projeto solo, além de curtir muito o ar jukebox das músicas dela com essa voz nostálgica, curto muito a poética, as letras, e essa é uma música extensa, mas nada cansativa, bem lírica que não canso de ouvir.

Boqa Santana (Penhasco)

Jonathan Tadeu (feat Sentidor) – “Sorriso Besta”
É importante que levar em conta quatro fatores: 1. Jonathan Tadeu é um gênio. 2. Essa música é foda, mas o disco todo te eleva espiritualmente se você realmente gosta de música! 3. “Queda Livre” é um dos melhores discos lançados nessa porra de década do roque independente. 4. Pelo amor de deus, Jonathan Tadeu!

Kevin Abstract“ECHO”
Eu conheci o “garoto do capacete” nesse ano. Ele faz um rap bem fora da curva, e uma das provas cabais é a canção “Echo”, uma balada sobre problemas familiares, depressão e fuga de casa. A faixa integra o disco “American Boyfriend: A Suburban Love Story”, um dos melhores do ano na minha opinião.

Debbie Hell (Música de Menina/Ouvindo Antes de Morrer/Debbie Records)

Cabin Fever Club“April”
Essa música é do álbum de estréia de Johann Vernizzi, lançado em julho de 2016 com 10 músicas junto com um 7′ de acetato de tiragem limitadíssima (só 20 cópias). Você pediu só uma música mas vale a pena ouvir o disco todo. É um som bem lo-fi, intimista, extremamente pessoal e despretensioso, que o Johann gravou em seu quarto, sozinho. Em algumas músicas ele chegou a usar o fone do iphone para captação de voz. O resultado é impressionante: se perdendo em todas as camadas da música, letra, melodia, clipe (tudo no DIY), é impossível ignorar o talento do garoto e a preciosidade do som.

Sheer Mag“Nobody’s Baby”
De novo estou só escolhendo uma música de um todo incrível. O Sheer Mag é uma banda da Filadelfia que lançou seu terceiro EP em Março deste ano. O som junta elementos de garage e power pop e a vocalista desafia os padrões da indústria não só com sua sonoridade, como com sua imagem fantástica e super inspiradora.

Fernando Sanches (CPM 22 / O Inimigo / El Rocha / Againe)

Hurtmold“7:30”
Olha o Queijo: Baixo meio Cólera, Bateria Free Jazz, Guitarras Minutemen Cracudo e de quebra Paulo Santos fodendo a porra toda.

Descendents“Spineless and Scarlet Red”
Bill Stevenson, meu compositor favorito em grande forma.

Alf Sá (ex-Rumbora, Supergalo, Raimundos)

Mahmundi“O Calor do Amor”
Canção pop das boas com uso de sintetizadores indiscriminado, sem perder a classe e letra em português. A Mahmundi além de compor bem é excelente produtora. O álbum todo é massa.

Michael Kiwanuka – “Cold Little Heart”
A introdução com ar cinematográfico já fisga a atenção de cara. Depois vem um clima Floydiano que emenda num soul rasgado de emocionar o mais duro dos seres humanos. Grande descoberta. Acho foda.

Amanda Rocha (La Burca)

Rakta“Filhas do Fogo/Conjuração do Espelho”
Então, eu tenho escutado pouca coisa nova gringa – fico meio nos 80´s / 90´s (risos), mas gosto de Thee Oh Sees, tem o novo dos medalhões Leonard Cohen, Nick Cave, Bowie…mas o que me pegou mesmo foram os nacionais. Me toca muito esse som, uma mistura intensa-cabrera-e-linda de raízes tribais post punk com um xamanismo empoderador. Essas minas são foda, uma das melhores bandas do Brasa.

Quarto Negro – “Obsessivo”
Esse som é demais, obsessão e imprevisibilidades sobre o relacionar, difícil ficar indiferente. Fiquei por um tempo escutando no repeat quando foi lançado e ainda ouço. Comecei a prestar atenção na banda por este som.

A voz dos pequenos: 12 músicas que utilizam corais de crianças e adolescentes

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Nem só de Balão Mágico, Galinha Pintadinha e Xuxa vivem as vozes infantis na música. Muitas vezes elas podem transformar completamente uma canção, dando uma nova atmosfera a versos e refrões, ainda mais quando juntam um belo coral de vozes angelicais formado apenas por crianças.

Elencamos aqui 12 exemplos de músicas em que o coral infantil (ou adolescente) foi usado com maestria. Tente imaginar estes sons sem as vozes dos pequenos e perceba como eles são uma força latente nas músicas:

Sia“Cheap Thrills”

O megahit da misteriosa (e talentosa) Sia conta com um batalhão de crianças para ajudá-la no refrão com o mote “I love cheap thrills”, o que dá ainda mais força para a música.

Gorillaz“Dirty Harry”

Imagine só você um monte de criancinhas falando algo como “eu preciso de uma arma para me proteger do mal”? Pois é o que a trupe animada de Damon Albarn faz em “Dirty Harry”, uma das melhores faixas do disco “Demon Days”.

Emicida“Casa”

A faixa do disco “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”, de 2015, tem forte influência da África, para onde o Emicida viajou durante a produção do álbum. Nesta faixa, as crianças são responsáveis pelo refrão “O céu é meu pai / A terra, mamãe / E o mundo inteiro é tipo a minha casa”.

Red Hot Chili Peppers“Aeroplane”

O maior hit do ponto fora da curva “One Hot Minute” conta com o refrão de “It’s my aeroplane” em um outro cantado por Clara Balzary (filha do baixista Flea) e suas colegas. Ela também aparece no clipe vestida de aviãozinho.

Nas & Damian Marley“My Generation (Feat. Lil Wayne & Joss Stone)”

Essa já começa com “My generation will make the change” sendo cantado entre palmas por um grande coral infantil e Joss Stone acompanhando. Não preciso nem falar mais nada!

Passion Pit“Little Secrets”

Esse aqui tem até “Behind The Scenes” das crianças gravando o coral! A música faz parte do disco “Manners”, de 2009. Higher and higher and higher!

Justice“D.A.N.C.E.”

O refrão cantando por crianças do hit gigantesco do Justice traz uma coisa meio “Jackson 5” para a música e é um dos fatores que fez o som estourar e tocar em tudo que é lugar.

Pink Floyd“Another Brick in the Wall Part II”

A clássica voz infantil cantando “We don’t need no education” é algo que até seus pais devem lembrar direitinho. Na época foi mega chocante e até hoje é usada como protesto.

M.I.A.“Paper Planes”

Aqui, o refrão “All I wanna do is (som de tiros) and take your money” dá ainda mais força à canção de M.I.A. com sample de “Straight To Hell” do Clash.

Martika“Toy Soldiers”

Acho que o que eu mais gosto nessa música é a tal parte em que as crianças cantam. E o refrão. Pra mim essa música tinha que ser só refrão.

Faith No More“Be Aggressive”

A coisa meio “cheerleader” em um quase spelling bee de “Be Aggressive” foi até chupado por Marilyn Manson em “mObscene”. É claro que o FNM fez muito melhor.

The Carpenters“Sing (Sing a Song)”

A coletânea que seus pais compraram assim que puderam pra tocar sem parar no rádio do carro. As crianças cantam no final do single mais fofucho e good vibes do duo.

Jay-Z“Hard Knock Life”

O refrão de “Hard Knock Life” é uma adaptação de uma música do musical “Annie” no teatro com a letra transformada em algo mais big pimpin’. E com vocal de crianças, claro.

Lógico que não pára por aí. Fiz uma playlist no Spotify mostrando esses e mais alguns momentos em que a criançada invade o microfone. Faltou alguma? Conta aqui nos comentários!

Quando artes convergem: músicas que foram inspiradas na literatura (parte 2)

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"O Hobbit", de Tolkien
"O Hobbit", de Tolkien

Sinestesia, por Rafael Chiocarello


livros

Na semana passada a SINESTESIA trouxe uma lista com 7 músicas que foram inspiradas em livros. Muitas canções ficaram de fora, claro. Vocês pediram e o pedido de vocês é uma ordem: teremos parte 2.

O Senhor Dos Anéis

ring

Em 1988, no primeiro álbum da banda de speed metal alemão Blind Guardian, já tivemos homenagem a um dos livros preferidos dos nerds: “O Senhor dos Anéis” de Tolkien. O disco Battalions of Fear” (1988)  conta com quatro faixas que fazem referências diretas a lenda épica. São elas: “Battalions of Fear“, “Run For The Night”. Já “By the Gates of Moria” e “Gandalf’s Rebirth”, que são canções instrumentais, têm a referência no próprio nome.

Dois anos depois eles lançaram o disco Tales from the Twilight” (1990) que contém  “Lost in the Twilight Hall” esta que detalha de uma maneira um tanto quanto poética: a épica batalha entre Gandalf e o Balrog.

Confira os trechos que não deixam dúvidas sobre a inspiração:

“Caçado pelos Orcs, sem Gandalf para ajudar com as espadas da noite
Oh! A última parte do jogo, decisão de morte e vida, 
sangue de Souron eles pedirão esta noite

O grito da batalha final.” – “Battalions of Fear”Blind Guardian

“Eu vejo a colina mas ela está tão longe, eu sei que não posso alcança-la
Mas eu tento várias vezes em meus sonhos sombrios
Ele está destruindo minha última vontade, até quando eu poderei ficar aqui?
Quando o mais poderoso de todos chegar”  – “Run For The Night”Blind Guardian

 Mas não foi só o Blind Guardian que trouxe o tema “O Senhor dos Anéis” a suas letras. Temos um fã de Tolkien que não cansou de citar referências a ele em sua obra, e esse senhor atende pelo nome de Robert Plant. Sim, Led Zeppelin tem uma porção de letras com referências a “O Hobbit”, algumas são teorias de fãs após ele ter admitido a inspiração. Porém vamos falar de uma que deixou isso um tanto quanto claro: “Ramble On”:

“Foi nas profundezas mais obscuras de Mordor,
Eu conheci uma garota tão atraente
Mas Gollum, e o maligno se aproximaram
sorrateiramente e fugiu com ela, ela, ela, yeah”“Ramble On”Led Zeppelin
O Hobbit

hooo

Os temas épicos e aventuras épicas se repetem nas obra do Blind Guardian com inspirações em outros escritores como Stephen King, mas eles nos provam ser devotos de Tolkien. Dessa vez, o livro muda. Sai de cena “O Senhor dos Anéis” e entra “O Hobbit”.

Assim temos  “The Bard’s Song – The Hobbit” (Somewhere Far Beyond” – 1992) que fala sobre as aventuras de Bilbo Bolseiro do Tolkien.

“O amanhã nos levará embora, longe do ar, ninguém jamais saberá o nosso nome, mas as canções do Bardo permanecerão, o amanhã o levará embora, o medo de hoje, ele desaparecerá em nossas canções mágicas.” –“The Bard’s Song – The Hobbit”Blind Guardian

Mas de nerds o rock está repleto, afirmação que é mais verdadeira do que parece. O Rush é mais um exemplo de banda que deixou claro sua preferência pela literatura épica de Tolkien. Em “The Necromancer” do disco Caress Of Steel” (1975) temos referência a épica aventura de Frodo, Sam e Gollum em Mordor.
“…Os três viajantes, homens de Willowdale,
Surgem da sobra da floresta.
Passando pelo Rio Dawn, eles se viram para o sul, entrando
Nas escuras e proibidas terras do Necromante…””…O silêncio encobre a floresta
Enquanto os pássaros anunciam a alvorada
Três viajantes passaram pelo rio
E continuaram viajando para sul
A estrada é forrada de perigos
O ar é carregado com medo
A sombra de sua proximidade
Pesa como lágrimas de ferro”
“….O Necromante continua observando com olhos mágicos de prisma.Ele vê toda sua terra e já tem conhecimento
Dos três desamparados invasores presos em seu covil…
Meditando em sua torre
Observando toda a sua terra
Segurando cada criatura
Sem esperanças eles ficam
Olham destro dos prismas
Sabendo que estão perto
Leva-os até as masmorras
Espectros tomados pelo medo
Eles se curvam, derrotados” – “The Necromancer” – Rush

The Forbidden (“O Proibido”)

candcandyman
Talvez esse livro seja mais conhecido dos amantes da literatura de terror do que dos fãs da literatura em geral. E foi em “The Forbidden” (de Clive Barker), um livro de “terror”, que Paul Weller se inspirou para escrever “Dreams Of Children”. A faixa entrou no disco Compact SNAP!” (1983).

Em 1992, o livro ganhou uma adaptação para cinema “Candyman” (“O Mistério de Candyman”), um filme que tem todos elementos do terror slasher/thriller. O filme, que completou 14 anos no último dia 11/09, no site do IMDB está avaliado com um 6,5.

Na história do livro, um vendedor de doces mata criancinhas para ter a reputação de assombrar os sonhos delas.

“Sentei-me sozinho com os sonhos das crianças
salgueiros e alto edifício escuro
Eu peguei uma forma de os sonhos das crianças
Mas acordei suando deste pesadelo moderno e
eu estava sozinho, não havia ninguém lá

 Tive um vislumbre dos sonhos das crianças
 Eu tenho um sentimento de otimismo
 Mas acordei com uma imagem cinzenta e solitária
 As ruas abaixo me fazem sentir sujo,
 eu estava sozinho, não tinha ninguém ali” – “Dreams Of Children” – The Jam

Yertle The Turtle

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O livro “Yertle The Turtle” (1958) de Dr. Seuss (Theodor Seuss Geisel) é um livro repleto de ilustrações, mas nem por isso fez com que os Red Hot Chili Peppers deixassem passar batido. Em 1985, os californianos lançaram em “Freaky Styley” uma faixa de mesmo nome da obra de Dr. Seuss.

A história do livro é simples e a personagem é um pouco digamos “do mal”. A tartaruga macho Yertle não fica contente com a sua posição e então instrui as outras tartarugas para que virem seu trono para que assim ele possa ver melhor. Claramente com essa ideia de jerico ele acaba machucando as outras tartarugas… Só que ele não dá a mínima. Como uma boa fábula, ele tem seu revés. Uma hora a tartaruga que está na base – sobrecarregada com o peso de todas as outras – se cansa e começa a se mexer para sair lá debaixo. Nisso, Yertle é arremessado para longe do trono… Caindo literalmente na lama. Assim ele se torna Yertle, o “rei da lama”.

O Senhor das Moscas

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Acredite se quiser, mas até o Offspring tem letras com referências literárias. Em 2008 eles lançaram o disco Rise and Fall, Rage and Grace” e ele continha uma canção que pode ser considerada um hit menor dentro da discografia do conjunto californiano, “You Gonna Go Far, Kid”.

Poucos sabem, mas a canção tem referências a um livro vencedor de prêmio Nobel – da edição de 1983 – “O Senhor das Moscas” (1954) de William Golding. Uma curiosidade é que neste sábado (17) a obra completa 52 anos de sua primeira publicação. A obra de ficção juvenil inclusive teve duas adaptações para o cinema, a primeira em 1963 e a segunda em 1990.
Além da referência estar presente logo no nome com uma das principais linhas do livro temos outras frases que são transcritas diretamente da obra para a canção. “Álibis espertos / Senhor das moscas“, “Virando todos contra um” que se refere a todas crianças virando as costas para Piggy e Simon. Já “Com mil mentiras / E um bom disfarce / Acerte ela bem no meio dos olhos” se refere ao plot do livro por si só, sendo um breve resumo da obra.
Mas claro que o refrão que ia ser o trecho mais significativo: “E agora você foca o caminho / Mostre a luz do dia / Fez um bom trabalho / Você vai longe, garoto

O Jogo do Exterminador

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Se começamos a lista com o pesado do metal, vamos terminar com algo mais leve, acústico e bastante emotivo. Quem desta vez apelou para o recurso literário como influência direta em sua criação foi o Dashboard Confessional em “Ender Will Save Us All”.

No título em inglês, o livro chama “Ender’s Game” e foi publicado em 1985 por Orson Scott Card. Tendo anteriormente se originado como o conto “Ender’s Game”, publicado em 1977 na edição de agosto de revista de ficção científica Analog Science Fiction and Fact.

Na saga, Ender tem supostamente a missão de salvar o mundo acabando com uma espécie inteira. A letra da canção em sua maioria interpreta o sentimento conflitivo de Ender tem enquanto lutava para o  “salvar o mundo”.

Afinal de contas, durante esta solitária batalha, ele está sendo completamente rejeitado por ele.Tudo isso se traduz nessa linha com certa intensidade: “Um olhar de esperança envolto em desprezo”. Uma outra referência que fica divertida de saber é que Ender é o nome do meio de um dos membros do Dashboard, então fica de certa forma uma letra um pouco “ambígua” e confessional.

5 playlists incríveis no Spotify para fazer a trilha sonora de sua quinta-feira

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Um dia desses aí o Spotify me convidou pra ir lá em sua residência brasileira. É lógico que eu topei na hora, já que hoje em dia ele é um companheiro de todas as horas e tá cheio de músicas, discos e artistas pra fazer a trilha sonora sempre que necessário (ou seja, sempre).

Mas uma coisa que falaram lá realmente tocou meu coração: precisamos fazer mais playlists. Lembram das mixtapes feitas em fita K7 que ajudavam todo mundo a conhecer novas músicas e artistas? Lembram das seleções gravadas com CD-R que eram copiadas a torto e a direito entre seus amigos quando rolava uma playlist incrível? Pois é, isso agora está muito mais fácil e ao alcance de todos lá no Spotify (mesmo os que não pagam assinatura Premium e usam o aplicativo de graça, viu?)!

Escolhi 5 belas playlists feitas no Spotify para acompanhar a sua quinta-feira e, porque não, seu final de semana.

P.S. – Aliás, se você tiver feito alguma playlist sensacional ou acabou trombando com uma playlist incrível por lá, manda aqui nos comentários!

1. The New Retro

Esta playlist do Spotify mostra novidades com sabor de pérola antiga. Músicas cheias de inspiração em soul, blues, folk, funk e por aí vai. Entre as bandas e artistas, The Cactus Blossoms, Benjamin Booker, Lake Street Dive e Foy Vance.

2. Beastie Boys Samples

Mike D, MCA e Adrock sempre foram conhecidos pela criatividade tremenda de onde buscavam os samples para suas músicas, especialmente em seu segundo disco, “Paul’s Boutique”. Pois é, o Danilo Cabral compilou mais de 170 músicas que foram sampleadas pelo trio em suas músicas, em ordem:

3. I FEEL GOOD

Beto Chuquer mostra o melhor das playlists que rolam na festa I FEEL GOOD. Muito funk, soul e suíngue. Prepare os quadris e rebole ao som de Aretha Franklin, De La Soul, Al Green, Stevie Wonder e Snoop Dogg.

4. Mulheres na Música

A Debbie Hell, dos blogs Ouvindo Antes de Morrer e Música de Menina e das festas Gimme Danger (Squat) e No FUN (Clube Outs), além de mentora do programa Debbie Records na Brasil 2000 e mil e um outros projetos criou essa playlist de mulheres extraordinárias no mundo da música. Do soul ao funk, do rap ao rock, de Joan Jett a Tati Quebra Barraco, a Debbie compilou tudo:

5. The Funky Crimes of the RHCP

Quem me conhece sabe que minha banda preferida é Red Hot Chili Peppers, e apesar de também curtir as baladas e as influências punk da banda, o lado preferido do grupo de Anthony Kiedis e Flea é a veia funk que nunca deixou a banda. Fiz uma playlist com as músicas mais funky do quarteto de Los Angeles, indo do primeiro disco, de 1983, até o mais atual, “I’m With You”, de 2011:

7 Pérolas Musicais escolhidas a dedo pelo artista plástico e grafiteiro Ricardo Tatoo

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Ricardo Tatoo

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Ricardo Tatoo, grafiteiro, artista plástico e ex-diretor de arte das marcas Cavalera e Vision Streetwear, além de responsável por muitas capas de discos como “Século Sinistro” (Ratos de Porão), “Nation” (Sepultura) e “Transfiguração” (Cordel do Fogo Encantado), entre muitas outras. Ah, ele acabou escolhendo 7, em vez de apenas 5. Dessa vez passa. 😉

Black Sabbath – “Born Again”

“Disco muito mega pesado, pra começar da capa. Se não me engano é uma foto do primeiro bebê de proveta versão ‘From Hell’.
De 9 momentos de curtir a depressão juvenil, 11 eu curti a deprê ouvindo este vinil. ‘Zero the Hero’ é o melhor título de músicas que já conheci’.

Red Hot Chili Peppers – “Mothers Milk”

“O disco mais marcante da minha vida. O cover do Stevie Wonder é bombástico e a épica ‘Knock Me Down’ diz muito pra mim, pela ideia de ser nocauteado caso esteja se achando muito importante, muito acima. A estréia de John Frusciante na guitarra determinou um novo estilo de vida. recheado de músicas intensas e ritmadas”.

No Fun At All – “No Straight Angle”

“Pedrada do começo ao fim. Disco pra ouvir de ponta a ponta. Conheci numa visita à Galeria do Rock. Estava com um amigo, órfãos de música/bandas novas. Fomos atrás de uns CDs dos Misfits pra supri a carência de som (sem som novo, vale resgatar os clássicos), quando meu camarada Ross Checo “sacou” no áudio da loja um hardcore mega ritmado – comprou a fita K7 que é esse disco. ‘Growing Old, Growing Cold’ é uma ladeira sem freio”.

Iron Maiden – “Live After Death”

Disco duplo que ouvia pra dormir quando criança. Lembro que fui à loja com dois vales discos (muito popular na era dos vinis) do meu irmão, que queria um do RPM. Perguntei a ele que se caso não tivesse o do RPM eu poderia trocar os dois vales pelo disco dulpo do Iron e ele disse que sim, SÓ se não tivesses o disco do momento. Claro que engambelei, disse que não tinha e voltei pra casa com o Iron. Não tenho motivo especial, mas a música ‘Revelations’ sempre me vem à cabeça”.

Ramones – “Rocket to Russia”
“O primeiro vinil dos Ramones a gente jamais esquece. Disco todo de proa à popa”.

Porstishead – “Dummy’

“Outra pedrada que marcou uma geração. Muito pesado, sombrio, nebuloso e base de muita música desde então”.

Inocentes – “Garotos do Subúrbio”

Disco completo. Primeiro som punk brazuca que ouvi. Foi na rádio USP quando ainda era pirata. O baterista errava, a qualidade era nitidamente de gravação de garagem e as letras das duas músicas – ‘Ele Disse Não’ e ‘Expresso Oriente’ tocaram por anos no meu toca fitas”.

“Weird Al” Yankovic e 11 medleys de polka que contam a história do pop internacional

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Weird Al Yankovic
Weird Al Yankovic

“Weird Al” Yankovic é mundialmente conhecido por criar paródias incríveis, como “Eat It” (de “Beat It”, Michael Jackson), “Like a Surgeon” (“Like a Virgin”, Madonna), “White and Nerdy” (“Ridin'”, de Chamillionaire) e até “Smells Like Nirvana”,  versão do maior hit do Nirvana, “Smells Like Teen Spirit”. Segundo Kurt Cobain, a banda só reparou que estava no topo quando viu que Al havia feito uma paródia de sua música, e autorizaram sem pensar duas vezes.

Mas o talento de Al não pára por aí. Além de exímio parodiador, ele também é perito no acordeom, especialmente tocando polkas. E é lógico que ele não ia deixar essa habilidade de lado: em seus discos, Yankovic sempre traz pelo menos uma polka, normalmente um medley que reúne diversos sucessos do momento no ritmo dançante que faz qualquer velhinho americano relembrar dos velhos tempos e sair dançando. Coloque seu vestido de bolinhas, seu sapato de dança e viaje agora pelos hits que o comediante transformou em polka:

“Polkas on 45” do disco “In 3-D” (1984)

“Polkas on 45” é o primeiro medley de polka lançado por “Weird Al”. Foi lançado em seu segundo disco, “In 3-D”, e junto com “The Hot Rocks Polka”, faz versões polka de músicas populares dos anos 60 e 70 e não só de hits contemporâneos da época, o que virou regra nos próximos álbuns. O nome da música brinca com a banda Stars on 45, que lançava discos de medleys muito populares.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Jocko Homo”, Devo
“Smoke on the Water”, Deep Purple
“Sex (I’m A…)”, Berlin
“Hey Jude”, The Beatles
“L.A. Woman”, The Doors
“In-A-Gadda-Da-Vida”, Iron Butterfly
“Hey Joe”, Jimi Hendrix
“Burning Down the House”, Talking Heads
“Hot Blooded”, Foreigner
“Bubbles in the Wine”, Bob Calame
“Every Breath You Take”, The Police
“Should I Stay or Should I Go”, The Clash
“Jumpin’ Jack Flash”, The Rolling Stones
“My Generation”, The Who

“Hooked on Polkas”, do disco “Dare to Be Stupid” (1985)

“Hooked on Polkas” aparece no terceiro disco de “Weird Al”, “Dare to Be Stupid”, sendo lançada como single no Japão. O título do medley é uma referência ao disco de 1981 “Hooked On Classics”, que trazia versões disco para canções da música clássica.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“State of Shock”, The Jacksons and Mick Jagger
“Sharp Dressed Man”, ZZ Top
“What’s Love Got to Do with It”, Tina Turner
“Method of Modern Love”, Hall & Oates
“Owner of a Lonely Heart”, Yes
“We’re Not Gonna Take It”, Twisted Sister
“99 Luftballons”, Nena
“Footloose”, Kenny Loggins
“The Reflex”, Duran Duran
“Bang Your Head (Metal Health)”, Quiet Riot
“Relax”, Frankie Goes to Hollywood

“Polka Party!”, do disco “Polka Party!” (1986)

“Polka Party!” faz parte do quarto disco de “Weird Al”, “Polka Party!”. O medley conta com sucessos do meio dos anos 80 com o acordeom de Yankovic pegando fogo. Mesmo baladas como “Say You, Say Me” ganham ritmo.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Sledgehammer”, Peter Gabriel
“Sussudio”, Phil Collins
“Party All the Time”, Eddie Murphy
“Say You, Say Me”, Lionel Richie
“Freeway of Love”, Aretha Franklin
“What You Need”, INXS
“Harlem Shuffle”, The Rolling Stones
“Venus”, Bananarama
“Nasty”, Janet Jackson
“Rock Me Amadeus”, Falco
“Shout”, Tears for Fears
“Papa Don’t Preach”, Madonna

“The Hot Rocks Polka”, do disco “UHF” (1989)

A quarta polka é um medley um pouco diferente dos outros, lançado no disco (e filme) “UHF”. Todas as músicas desta polka são dos Rolling Stones, e o título se refere a “Hot Rocks 1964-1971”, um disco greatest hits da banda.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“It’s Only Rock ‘n Roll (But I Like It)”
“Brown Sugar”
“You Can’t Always Get What You Want”
“Honky Tonk Women”
“Under My Thumb”
“Ruby Tuesday”
“Miss You”
“Sympathy for the Devil”
“Get Off of My Cloud”
“Shattered”
“Let’s Spend the Night Together”
“(I Can’t Get No) Satisfaction”

“Polka Your Eyes Out”, do disco “Off the Deep End” (1992)

“Polka Your Eyes Out” é a quinta polka de Yankovic, lançada em seu primeiro disco nos anos 90, “Off the Deep End”. Aqui, rock alternativo, rock farofa e música eletrônica do começo dos 90s se misturam no ritmo dançante do balancê americano:

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Cradle of Love”, Billy Idol
“Tom’s Diner”, DNA featuring Suzanne Vega
“Love Shack”, The B-52’s
“Pump Up the Jam”, Technotronic
“Losing My Religion”, R.E.M.
“Unbelievable”, EMF
“Do Me!”, Bell Biv DeVoe
“Enter Sandman”, Metallica
“The Humpty Dance”, Digital Underground
“Cherry Pie”, Warrant
“Miss You Much”, Janet Jackson
“I Touch Myself”, Divinyls
“Dr. Feelgood”, Mötley Crüe
“Ice Ice Baby”, Vanilla Ice

“Bohemian Polka”, do disco “Alapalooza” (1993)

“Bohemian Polka” foge à regra: não é um medley, e sim uma versão polka completamente dedicada ao clássico “Bohemian Rhapsody”, o grande clássico do Queen.

“The Alternative Polka”, do disco “Bad Hair Day” (1996)

“The Alternative Polka” aparece no disco “Bad Hair Day”, de 1996, e consiste principalmente de músicas de rock alternativo, estilo que estava em alta no meio dos anos 90. Originalmente, a música continha um trecho de “Buddy Holly”, do Weezer, entre “Bullet With Butterfly Wings” e “My Friends”. Porém, Rivers Cuomo decidiu que não queria no último minuto, fazendo Al ter que editar a canção no último minuto. Mas não rolou briga: a banda aparece nos agradecimentos do disco e o Weezer deixou Al incluir o hit “Beverly Hills” na polka do disco “Straight Outta Lynwood”. A versão completa dessa polka (com Weezer e tudo) apareceu em 2009, em um tweet de Weird Al.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Loser”, Beck
“Sex Type Thing”, Stone Temple Pilots
“All I Wanna Do”, Sheryl Crow
“Closer”, Nine Inch Nails
“Bang and Blame”, R.E.M.
“You Oughta Know”, Alanis Morissette
“Bullet with Butterfly Wings”, The Smashing Pumpkins
“My Friends”, Red Hot Chili Peppers
“I’ll Stick Around”, Foo Fighters
“Black Hole Sun”, Soundgarden
“Basket Case”, Green Day

“Polka Power!”, do disco “Running With Scissors” (1999)

“Polka Power!” aparece no disco de 1999 “Running with Scissors”. O título, é claro, faz referência ao “girl power” do quinteto inglês Spice Girls, que abrem a música com seu mega-hit “Wannabe”.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Wannabe”, Spice Girls
“Flagpole Sitta”, Harvey Danger
“Ghetto Supastar (That Is What You Are)”, Pras featuring Ol’ Dirty Bastard and Maya
“Everybody (Backstreet’s Back)”, Backstreet Boys
“Walkin’ on the Sun”, Smash Mouth
“Intergalactic”, Beastie Boys
“Tubthumping”, Chumbawamba
“Ray of Light”, Madonna
“Push”, Matchbox Twenty
“Semi-Charmed Life”, Third Eye Blind
“The Dope Show”, Marilyn Manson
“MMMBop”, Hanson
“Sex and Candy”, Marcy Playground
“Closing Time”, Semisonic

“Angry White Boy Polka”, do disco “Poodle Hat” (2003)

No começo dos anos 2000, o rock voltou às paradas de sucesso com bandas “indie” como Strokes e a avalanche do new metal. Todos muito cheio de gritos e revolta, daí o nome dessa polka de Al.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Last Resort”, Papa Roach
“Chop Suey!”, System of a Down
“Get Free”, The Vines
“Hate to Say I Told You So”, The Hives
“Fell in Love with a Girl”, The White Stripes
“Last Nite”, The Strokes
“Down with the Sickness”, Disturbed
“Renegades of Funk”, Rage Against the Machine
“My Way”, Limp Bizkit
“Outside”, Staind
“Bawitdaba”, Kid Rock
“Youth of the Nation”, P.O.D.
“The Real Slim Shady”, Eminem

“Polkarama!”, do disco “Straight Outta Lynwood” (2006)

“Polkarama!”, do disco “Straight Outta Lynwood”, mostra um pouco do panorama musical do meio da década de 2000. Com rock, indie e já demonstrando o peso do rap nos próximos anos, o medley originalmente continha um trecho de “Photograph”, do Nickelback, com permissão da banda. Contudo, Yankovic não conseguiu encaixar a música e acabou cortando. O agradecimento ao Nickelback continuou no encarte do álbum.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Let’s Get It Started”, The Black Eyed Peas
“Take Me Out”, Franz Ferdinand
“Beverly Hills”, Weezer
“Speed of Sound”, Coldplay
“Float On”, Modest Mouse
“Feel Good Inc.”, Gorillaz featuring De La Soul
“Don’t Cha”, Pussycat Dolls featuring Busta Rhymes
“Somebody Told Me”, The Killers
“Slither”, Velvet Revolver
“Candy Shop”, 50 Cent featuring Olivia
“Drop It Like It’s Hot”, Snoop Dogg featuring Pharrell
“Pon de Replay”, Rihanna
“Gold Digger”, Kanye West featuring Jamie Foxx

“Polka Face”, do disco “Alpocalypse” (2011)

“Polka Face” foi tocada pela primeira vez em 2010, em shows, e em 2011 foi lançada no disco “Alpocalypse”. O medley consiste em músicas dance-pop, hip hop e R&B. O título é uma óbvia brincadeira com “Poker Face”, grande sucesso de Lady Gaga que abre a polka.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Poker Face”, Lady Gaga
“Womanizer”, Britney Spears
“Right Round”, Flo Rida ft. Ke$ha
“Day ‘n’ Nite”, Kid Cudi
“Need You Now”, Lady Antebellum
“Baby”, Justin Bieber ft. Ludacris
“So What”, Pink
“I Kissed a Girl”, Katy Perry
“Fireflies”, Owl City
“Blame It”, Jamie Foxx ft. T-Pain
“Replay”, Iyaz
“Down”, Jay Sean ft. Lil Wayne
“Break Your Heart”, Taio Cruz ft. Ludacris
“Tik Tok”, Ke$ha

“Now That’s What I Call Polka!”, do disco “Mandatory Fun” (2014)

“Now That’s What I Call Polka!” é a mais recente polka do Weird Al. O título é uma brincadeira com as coletâneas “Now That’s What I Call Music!”. Faz parte do último disco de Al, “Mandatory Fun”. Será que com a queda da indústria fonográfica teremos mais polkas, talvez lançadas diretamente na internet?

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Wrecking Ball”, Miley Cyrus
“Pumped Up Kicks”, Foster the People
“Best Song Ever”, One Direction
“Gangnam Style”, Psy
“Call Me Maybe”, Carly Rae Jepsen
“Scream & Shout”, will.i.am feat. Britney Spears
“Somebody That I Used to Know”, Gotye feat. Kimbra
“Timber”, Pitbull feat. Kesha
“Sexy and I Know It”, LMFAO
“Thrift Shop”, Macklemore & Ryan Lewis feat. Wanz
“Get Lucky”, Daft Punk feat. Pharrell Williams

Algumas das melhores participações de John Frusciante em músicas de outros artistas

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John Frusciante

John Frusciante já foi menino prodígio, guitar hero, junkie genial, a força que movia o Red Hot Chili Peppers, o prolífico artista solo, o experimentalista… Entre tudo isso, devemos concordar que o cara é talentoso e versátil como poucos no mundo da música, conseguindo ir do funk ao acid house, passando pelo rap e pelo rock clássico. Além de seu trabalho solo e com o RHCP, Frusciante participou de diversas músicas de outros artistas dos mais variados estilos. Confira algumas:

Swahili Blonde – “Red Money” – O Swahili Blonde é uma banda experimental da esposa de John, Nicole Turley. Frusciante tocou guitarra em todas as músicas do projeto, inclusive em “Red Money”, cover de David Bowie, presente no disco “Man Meat”, de 2010.

Kimono Kult – “La Vida Es Una Caja Hermosa” – Frusciante é parte da banda Kimono Kult, projeto que reúne membros do Swahili Blonde, Bosnian Rainbows e Dante Vs Zombies, incluindo Nicole Turley, Dante White-Aliano, Laena Geronimo, Omar Rodriguez-Lopez e Teri Gender Bende. O EP “Hiding In The Light” saiu em 2014 e a guitarra de Frusciante na experimental “La Vida Es Una Caja Hermosa” é bem bacana:

Black Knights – “Shadows of a Panther” – John Frusciante produziu e colaborou nos discos “Medieval Chamber” (2014) e “The Almighty” (2015) e “All Skills No Luck” (a ser lançado) do grupo de rap Black Knights, amigos do Wu Tang Clan. Em “Shadows Of A Panther”, o rap experimental cheio de texturas do grupo ganha um belo solo de guitarra do ex-Red Hot Chili Peppers.

Kristen Vigard – “Slave To My Emotions” – Antes de gravar o disco “Mother’s Milk” com o Red Hot Chili Peppers, Frusciante gravou o violão em “Slave To My Emotions”, do álbum de 1988 de Kristen Vigard. Pois nessa música o trabalho do guitarrista lembra muito mais o que ele viria a fazer em “BloodSugarSexMagik” do que as guitarradas enlouquecidas que apareceram no primeiro disco deles com o RHCP:

Baryan – “Grease The System” – A gravação das participações no álbum “Anytime At All” do Baryan, junto com o disco “Californication”, foram as primeiras obras de Frusciante depois de sua saída do vício da heroína que rendeu os chapadíssimos “Niandra Lades and Usually Just a T-Shirt” e “Smiles From The Streets You Hold”. Aqui já dá pra perceber o caminho que ele seguiria nos próximos anos em seu trabalho solo e com os Peppers.

Perry Farrell – “Rev” – John divide as guitarras desta faixa com Tom Morello (Rage Against The Machine) e Stephen Perkins (Jane’s Addiction e Porno For Pyros). Reza a lenda que a guitarra dele é a menos audível da música de Perry Farrell, com Morello dominando sem dó nem piedade.

The Bycicle Thief – “The Cereal Song” – O The Bycicle Thief é um projeto de Bob Forrest com Josh Klinghoffer, amigo de Frusciante que viria a o substituir no posto de guitarrista do Red Hot Chili Peppers. Frusciante toca guitarra em “The Cereal Song”, tirado do único disco da banda, “You Come And Go Like A Pop Song”, de 1999.

Fishbone – “Shakey Ground” – Em 2000 o Fishbone lançou essa cover do Temptations e chamou não só John Frusciante como também o baixista Flea para dar um ar mais “Pepper” à canção.

Tricky – “Girls” – Frusciante toca guitarra e Anthony Kiedis canta nesta música do disco “Blowback”, de 2001. Tricky conseguiu trazer o ~feeling~ do Red Hot Chili Peppers sem deixar a peteca cair em uma das melhores canções do álbum.

Tricky – “#1 Da Woman” – A música que homenageia o tema de “Mulher Maravilha” na série clássica com Lynda Carter nos anos 70 conta com a guitarra inconfundível e um verso cantado por Frusciante. Se eu fosse o produtor do nosso filme da Liga da Justiça que parece que vem aí, colocava essa como tema sem a menor sombra de dúvidas.

Macy Gray & Erikah Badu – “Sweet Baby” – O disco “The Id”, de 2001, tem esta faixa deliciosa com a voz de Erikah Badu e Macy Gray mostrando todo seu poder vocal embalada pela guitarra inconfundível de John Frusciante. Uma das melhores da lista inteira.

24 Hour Party People Soundtrack – “New Dawn Fades” – A trilha de “24 Hour Party People” contou com essa cover de Joy Division juntando Frusciante, Billy Corgan (Smashing Pumpkins) e Moby. Uma bela homenagem, sem dúvidas.

Johnny Cash – “Personal Jesus” – Frusciante é o responsável pelo violão da versão de Johnny Cash para o clássico do Depeche Mode que Rick Rubin produziu no disco “American VI: The Man Comes Around”, de 2002. É claro que a mistura deu samba e a faixa é uma das melhores do disco (que é ótimo).

Ziggy Marley – “Rainbow In The Sky” – O disco “Dragonfly”, de 2003, trouxe o guitarrista na faixa “Rainbow In The Sky”. Curiosamente, Frusciante acrescenta à faixa funky a sua faceta mais experimental, que já estava transparecendo em sua coleção de discos solo e até nos álbuns “By The Way” e “Stadium Arcadium” dos Chili Peppers.

Glenn Hughes – “Nights In White Satin” – O disco “Music For The Divine”, de 2006, foi todo produzido pelo baterista do Red Hot Chili Peppers, Chad Smith. Daí quando precisou de um guitarrista, lógico que  ele chamou John Frusciante pra tocar em “Nights In White Satin”, uma cover do Moody Blues, e “This Is How I Feel”. O resultado? Confira:

Satellite Party – “Hard Life Easy” – O Satellite Party acertou na mosca quando chamou Frusciante e Flea para tocar na faixa “Hard Life Easy” do disco “Ultra Payloaded” de 2007. Se eles queriam uma música festiva, a dupla de ataque conseguiu com louvor deixar o negócio com cara de festa de rua.

Wu Tang Clan – “The Heart Gently Weeps” – O Wu Tang Clan preferiu não samplear “While My Guitar Gently Weeps”, dos Beatles, em “The Heart Gently Weeps”, do disco “8 Diagrams” de 2007. Fizeram melhor: chamaram John Frusciante pra recriar os riffs e solos de George Harrison, dando seu toque pessoal. A parceria deu certo:

N.A.S.A. – “Way Down” – O N.A.S.A. é um duo de hip hop que conta com Squeak E. Clean e o brasileiro DJ Zegon (ex-Planet Hemp). No disco “The Spirit Of Apollo” os dois contaram com diversas parcerias em cada música, indo de David Byrne a Chuck D, de Seu Jorge a M.I.A. Em “Way Down”, chamaram RZA, Barbie Hatch e John Frusciante.

RZA – “You Can’t Stop Me Now” – O mesmo RZA que cantou com John na faixa do N.A.S.A. chamou o guitarrista pra “You Can’t Stop Me Now”, presente em “Digi Snacks”, de 2008. Além disso, ele também produziu junto com George Clinton e Kinetic 9 a faixa “Up Again”.

BIGDOXX – “Indigenous Rhythm” – O BIG DOXX é Kehinde “Doxx” Cunningham & Nicole Turley e Frusciante é o guitarrista convidado em “Indigenous Rhythm”, do disco “DOXXOLOGY”, de 2012:

O trio texano Purple agita com punk rock festeiro cheio de pitadas de pop em seu disco “409”

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O trio texano Purple

Quando se pensa em Texas, as imagens que aparecem primeiro na cabeça são de rednecks bigodudos e conservadores com o sotaque cockney característico. É exatamente o contrário do que você vê no Purple, trio que junta punk, rock alternativo e pop em um caldeirão cheio de riffs e gritos que valem a pena ser ouvidos.

Formado por Taylor Busby (guitarra/vocal), Hanna Brewer (bateria/vocal) e Joe “Prankster” Cannariato (baixo), o Purple tem um disco na bagagem: “409”, lançado no final de 2014 pela Play It Against Sam Records. “Todas as faixas são bastante diferentes”, contam. “Nós amamos todos os gêneros de música: country, reggae, rap, hip hop, etc. Queremos adicionar um pouco de tudo à nossa música”, disse o guitarrista.

Conversei com Taylor sobre a carreira da banda, o estilo musical, a utilização da internet como meio de divulgação e o amor do trio por festas:

– Como a banda começou?

Bem, eu tocava em uma banda de reggae e a antiga banda da Hanna abriu para nós. Nós dois gostamos do jeito que estávamos tocando e decidimos tocar juntos. O resto é história.

– Por que “Purple”?

Nós apenas queríamos um nome simples. Algo que as pessoas podiam se lembrar. Não há realmente nenhum significado por trás dele!

– Você define o seu som no Facebook como “punk / rock / stuff”. Pode me ajudar a explicar o que seriam essas “stuff”?

(Risos) Bem, a nossa música é bem “all over the place”. Especialmente o novo material. Nós amamos todos os gêneros de música: country, reggae, rap, hip hop, etc. Queremos adicionar um pouco de tudo à nossa música. Portanto, acaba sendo apenas um monte de “coisas” às vezes.

– Quais são as suas principais influências musicais?

Red Hot Chili Peppers é uma das maiores. Ty Segall, UGK, Alton Ellis, The Mars Volta, The Pixies, Yeah Yeah Yeahs.

O trio texano Purple

– Conte um pouco sobre as coisas que você já lançaram até agora.

Todo o material que temos foi escrito em um período de 4 anos. Eu ouça agora e acaba soando meio estranho. Eu era muito diferente naquela época. Porém, essas músicas ainda são muito divertidas de tocar. Muito delas são rock cheio de energia com um pouco de pop granulado em cima.

– Você acredita que o Youtube e a internet em geral ajudam a promover novas bandas e ajudar a divulgá-las em todo o mundo?

É o veículo de hoje para fazer com que uma banda seja conhecida. Em uma época já foi a MTV e a VH1, quando eles realmente passavam clipes, além das lojas de discos. Mas esse material está lentamente desaparecendo… A internet é a única maneira agora e eu acho que é ótimo.

– A banda fala muito sobre festas, baladas e “party hard”. Como isso influencia o som do Purple?

A maioria de nosso material é cheio de energia e quando tocamos ao vivo é como uma grande festa. Nós só queremos que as pessoas se divirtam e não se preocupem com o que os outros pensam. Você só tem uma vida para viver, então viva ao máximo!

– Se vocês pudessem fazer QUALQUER cover, qual seria?

Provavelmente “Sir Psycho Sexy”, do Red Hot Chili Peppers.

O trio texano Purple

– Onde vocês gostariam de ver sua carreira musical em 10 anos?

Nós apenas queremos construir uma grande base de fãs e poder tocar em todo o mundo!

– Vocês estão trabalhando em músicas novas? Quando poderemos ouvir?

Oh sim!! Mas é um segredo, por enquanto.

– Recomende algumas bandas novas que chamaram sua atenção ultimamente.

Leopold and His Fiction, uma fantástica banda de Austin. Ouçam!

– Quando veremos o Purple aqui no Brasil curtindo algumas caipirinhas?

Cara, queremos muuuuuuuuuuito! Isso vai acontecer, eventualmente!

O trio texano Purple