Construindo La Burca: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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La Burca

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo La Burca, que indica suas 20 canções indispensáveis.

L7“Andreas”
Amanda: Um marco na minha pequena vida musical, nunca mais fui a mesma depois que comecei a escutar essas mulheres e as vi pela tela da TV esfregando um modess na cara da sociedade no Hollywood Rock. Tinha uns 12 anos quando comprei o CD “Hungry for Stink”, deixava no repeat sempre. L7 foi uma referência forte na minha construção sonora. Uma tatuagem sonora. Acho que a música “Similar” é um exemplo.

Come“Hurricane”
Amanda: As linhas de guitarra preguiçosas/nervosas e vocal largado-chapado de Thalia Zedek me arrebataram nos anos 2000, época que descobri a banda. Inebriante essa canção. Tem um som inédito “El Topo”, que foi bem influenciado por essa fase, lembro que estava viciada no disco “Near Life Experience” quando compus.

Ramones“53rd e 3rd”
Amanda: Os Ramones construíram toda a minha base para fazer música. Eu pensava, também posso criar, caramba! Esse som é um deles, um épico punk e tem todo o contexto junkie psicótico do Dee Dee. Eu sempre racho o bico na última estrofe porque é absurda e lembro que não podemos nos levar a sério o tempo todo com nossas letras. Bom, tomara que ele não tenha puxado a navalha de fato, né. “Gonzo Truth”, que é uma canção relativamente calma nossa, tem uma batida da bateria em “slow motion” inspirada nesse som, por exemplo.

Wipers“Soul’s Tongue”
Amanda: Esse som me leva para passear por dunas sonoras da alma e me inspira em vários momentos, Greg Sage é uma escola foda. Tem umas linhas de som instrumental livres que faço pra me soltar e que formam sons depois que vem dessa linguagem, bom, pelo menos eu tento e vou continuar tentando! (risos)

Patti Smith“Wings”
Amanda: O que falar dessa mulher e da sua importância na nossa (r)existência musical/ artística como como ser humana? She is a benediction. Obrigada pelas asas & baladas, Patti ❤

Mercenárias“Imagem”
Amanda: Esse som é fantástico e ímpar, gosto muito do tom da voz da Rosália. Aos poucos começo a cantar uns trechos dos sons em português, e Mercenárias me “ajudam” nessa transição. Sempre escuto pra dar um gás no pt/br e lembrar das origens também (risos)!

Durutti Column“Sketch for a Dawn I”
Amanda: Esses dias coloquei pra Duda (nova batera) escutar, e ela falou: “É daí que vem os graves que vc sempre pede”! Os tum-dum-dum dos tons, sempre marcantes na hora de construir as minhas baterias mentais…(risos). Na real, o álbum “LC” do Durutti Column é o meu preferido de todos os tempos. Me pega de um jeito atemporal, adoro a “fragilidade” tão intensa dos sons desse magrinho querido.

The Index“Israeli Blue”
Amanda: Quando decidi assumir o violão folk e esboçava formar a La Burca, vinha escutando incessantemente essa banda psych-garageira. Puta som visceralzão, só lançaram 2 discos no final dos 60´s. Me apaixonei por eles e sempre retorno pra me revigorar no violão, embora o som deles seja com guitarra. Mas faço essa conexão sempre entre Index e violão.

Hazel“Day Glo”
Amanda: Som que me abraça e faz eu voltar no tempo de descobertas sonoras: melódico, pungente e grunge. Puta-que-o-pariu, que trio, ou melhor, que quarteto com o louco dançarino! As linhas de vocal intercaladas entre a baita batera Jody e do guitarrista Pete são fodas demais pro meu coração, muita criação grungística veio daí. Banda muito querida na minha vida.

Dead Moon“Clouds of Dawn”
Amanda: Essas bandas de Portland, vou falar, viu (Wipers e Hazel too)! Passava horas nas tardes distraídas e descompromissadas de minha adolescência ouvindo esse trio maravilhoso! Vi eles no doc “Hype” e chapei no som meio garageiro tosco bem tocado. Gosto muito dos vocais do casal, é muito emocionante. Esse som me acompanha há muito tempo e não abro mão.

The Slits“Dub Beat”
Jiulian Regine: O que me agrada na pesquisa rítmica de Palmolive é a experimentação dentro do gênero post-punk, a cada disco percebe-se fisicamente a liberdade de investigação, rompendo todas as limitações e queimando todas as bandeiras com gosto e bruxaria.

Autolux – “Listen To The Order”
Jiulian Regine: Os grooves de Carla Azar são verdadeiras fontes de inspiração e pegada, muita dinâmica, notas fantasmas e muita precisão. Escuto sempre com a alma toda, com segurança e alegria nas composições dela.

Babes In Toyland – “Hello”
Jiulian Regine: Lori Barbero trás uma pegada que é muito natural pra mim, tanto nos timbres quanto no estilo, que é um flerte ao metal.

Blood Mary Una Chica Band“Take Me”
Jiulian Regine: A Mari me trás uma mistura de influências que vem do blues ao garage fuzz, se decupar o trabalho dela você encontra muita influência que se atravessa e resulta sempre em trabalhos fantásticos. Absorvo sempre a riqueza da simplicidade do que é possível fazer para acompanhar um beat predominante que é o da guitarra, ou violão, no caso da La Burca. E não confunda simplicidade com facilidade!

Deap Vally“Baby Can I Hell”
Jiulian Regine: Julie Edwards me faz investigar a postura corporal, acima de tudo. Uma potência performática!

The Coathangers“Hurricane”
Jiulian Regine: Essa música me faz pensar no timbre, com cadência rápida e suja sem perder a nitidez, chimbal aberto no groove todo com dinâmica sucinta. Tenho a impressão de que Rusty adoraria conhecer La Burca (risos).

Carangi“Seven”
Jiulian Regine: A Carol Doro é um orgulho, além de ser aquariana do mesmo dia que eu (risos) temos muito em comum, incluindo nosso amor pelos batuques. Gosto de como ela soa na bateria, com essa pegada de grunge delicioso que ela trouxe para o Carangi, com essa banda eu fecho os olhos e mergulho nas cores dos timbres dos pratos que ela tanto escolhe com atenção. Em todos os níveis a La Burca me proporciona investigar esses timbres mais abertos de pratos e chimbal, com a caixa mais seca e precisa. A relação é direta.

Sleater-Kinney“Steep Air”
Jiulian Regine: Bom, a Janet me faz querer rudimentos e mais rudimentos, amo a forma como ela traz as viradas pra dentro dos grooves, não só como delimitação das partes mas como composição das frases.

Lava Divers“Done”
Jiulian Regine: A Zump me encanta, quando você a vê tocando você sente todo o amor e toda a forma de expressão através da bateria, eu costumo fechar os olhos e viajar.

Hangovers“V de Vinagre”
Jiulian Regine: Ai ai, Liege. Determinação (se for pra definir e olha que definições não me convém). Pegada forte, dança de bumbos, sempre atenta aos timbres. Poderosa!

Construindo The Bombers: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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The Bombers

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto de punk rock santista The Bombers, que indica suas 20 canções indispensáveis. A banda, que surgiu em 1995, se apresenta neste domingo (26) no SESC Santos. Não perca!

Social Distortion“Winners And Losers”
Mick Six: Social Distortion é uma das minhas bandas prediletas a muito tempo, a escolha dessa musica, devido a letra dessa canção, para mim ser sempre algo atual.

Johnny Cash“I Walk The Line”
Mick Six: A canção que faz com que lembre-se a se segurar, em diversas situações… Na família, trabalho, na rua… ao menos tentar, andar na linha, ali no limite, para não arrumar confusão.

The Slackers“Make Me Smile”
Mick Six: Pra mim é uma musica que muda o meu humor, aquela que eu fecho os olhos e me teletransporto para uma manhã ensolarada numa bela praia.

Flogging Molly“Drunken Lullabies”
Mick Six: Aquela trilha sonora para beber a noite inteira com os amigos.

Hank Williams“I Saw The Light”
Mick Six: Escolhi essa canção também, porque numa daquelas fases tensas da vida me deu forças para dar a volta por cima, aceitar novos desafios, recomeçar tudo do zero, aprender uma nova profissão… E eu sabia que aquela seria uma fase nebulosa. E coincidência ou não, quando essa fase nebulosa passou, eu iniciei uma nova fase em minha nova profissão, trabalhando em um local chamado Barbearia Luz. (Risos) É, de certa forma eu vi a Luz (risos).

Legião Urbana“Faroeste Caboclo”
Trivela: A música tem nove minutos, não tem refrão e é o hit de qualquer luau na praia, com todas as pessoas cantando a letra inteira do começo ao fim.

Ramones“Blitzkrieg Bop”
Trivela: Por mais que os Ramones tenham criado diversos clássicos, nada supera o impacto dessa música.

Robert Johnson“Cross Road Blues”
Trivela: Um dos pioneiros do Blues. O blues da encruzilhada. Com essa música veio a lenda de que o Robert Johnson havia feito um pacto com o diabo em troca de habilidades musicais.

Led Zeppelin“Stairway to Heaven”
Trivela: Mais uma música com supostas mensagens subliminares endereçadas ao obscuro. Uma grande besteira, essa é na verdade apenas uma das canções mais bonita da música contemporânea.

Bob Marley“Redemption Song”
Trivela: O canto do cisne do Bob Marley. A beleza dela esta na simplicidade. Violão, voz e alma.

Iggy and the Stooges“Search and Destroy”
Matheus Krempel: I’m a streetwalking cheetah with a heart full of napalm! Quando eu escuto essa música, sinto uma coisa tão forte, que seria capaz de botar um prédio abaixo.

Guns n’ Roses“Coma”
Matheus Krempel: Uma viagem extremamente pesada, com dez minutos de duração, relatando uma experiência de overdose. Guitarras pra caralho, vocal esgoelado ao extremo e um belo jeito de encerrar um álbum.

Rolling Stones“Rocks Off”
Matheus Krempel: Apenas a música que abre o melhor disco dos Rolling Stones. Urbana para caralho, suja e com uma letra que faz referência, o tempo todo, ao uso de heroína. A parte em que ela desacelera, é uma brisa incrível.

Capital Inicial“Conexão Amazônica”
Matheus Krempel: Coube ao Capital Inicial a missão de resgatar as músicas (as perdidas e as não) da banda mais influente do cerrado, o Aborto Elétrico. Renato Russo era um jovem punk quando escreveu “Estou cansado de ouvir falar em Freud, Jung, Engels, Marx / Intrigas intelectuais rodando em mesa de bar”. Me parece bem atual.

Hey! Hello!“How I Survived The Punk Wars”
Matheus Krempel: Muito simples de explicar a escolha dessa. Se toda porra de banda underground, decorasse essa letra e seguisse a cartilha do que ela prega, não teríamos tanta gente babaca nesse meio.

The Clash“Clampdown”
Daniel Bock: Umas das minhas bandas favoritas de todos  os tempos. Acho que risquei o “London Calling” de tanto ouvir. Posso falar do Clash por horas. Mas o que me marca nessa música foi a vez que eu vi um vídeo VHS deles tocando. Eu era moleque e ver aquilo, foi quase indescritível. Literalmente mudou minha vida.

Marky Ramone and The Intruders“One Way Ride”
Daniel Bock: Eu amo o Ramones e Rancid, mas são bandas que eu nunca vi ao vivo (ainda) e sempre me pareceram distantes. O “Don’t Blame Me” do Intruders me atingiu na hora certa. O álbum todo é incrível, essa música em especial, a mensagem, o instrumental e a produção do Lars.

Shooter Jennings“4th of July”
Daniel Bock: Descobri o Shooter Jennings assistindo o filme “Johnny e June” onde ele aparece em uma cena,  interpretando o pai Waylon Jennings, cantando uma música que compôs para o filme. Essa música é a minha favorita dele. A letra é linda, perfeita para ouvir pegando a estrada.

The Supersuckers“Roadworn & Weary (6/6/6 version)”
Daniel Bock: Lembro de colecionar reportagens sobre o Supersuckers nas revistas de rock. Essa música é uma regravação de uma música deles mesmos, que pra mim, representa a melhor fase dessa que com certeza é uma das minhas bandas favoritas.

Os Excluídos“Plano Perfeito”
Daniel Bock: Para mim, Os Excluídos estão entre as melhores bandas brasileiras. Essa música não foi a primeira que ouvi deles mas foi uma das que mais me marcou pela letra e arranjo.

Canções inspiradas pelo mundo incrível das histórias em quadrinhos

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Sinestesia, por Rafael Chiocarello

Quadrinhos colecionáveis possuem versões raras e uma legião de fãs. A Comic Con de San Diego (Califórnia) é uma das feiras mais famosas do mundo. Por aqui temos a versão brasileira e eventos que também dão espaço para a cultura geek (Fest Comix, Bienal de Quadrinhos, Festival Guia de Quadrinhos, Bienal do Livro…), além das livrarias, sebos e eventos especializados de menor escala.

Uma paixão sem limites e os épicos personagem e super heróis estão na linha de frente dos preferidos da galera. Não é por acaso que tamanha obsessão chegasse ao mundo da música. Afinal de contas, as artes sempre se complementam. Hoje conheceremos algumas canções que mergulharam nas páginas das HQ’s mais populares do mundo. Marvel ou DC? Bom, essa treta deixamos para vocês decidirem o lado da força que mais lhe agrada…

butcher-batman
O designer brasileiro Butcher Billy costuma fazer crossovers entre músicas e o universo dos quadrinhos

Batman Nã Nã Nã Nã Nã!

O Rancid pode não ser uma das primeiras bandas que pensaríamos no universo geek, mas em 1994, no lançamento do Let’s Go” – álbum que tem “Radio”, composição feita pelo vocalista Tim com Billie Joe (Green Day) – temos “Sidekick”.

Na letra, Tim Armstrong se auto-intitula Tim Drake e tem o papel de mostrar personagens secundários dos HQ’s. No caso o exemplo de Robin, fiel escudeiro de Batman sempre à margem de colher os louros. Outro citado na letra é Wolverine.

Um dos álbuns mais clássicos do The Jam, In The City” (1977), traz “Batman Theme”. Sim, literalmente o tema da saga em uma versão mod rock revival com pézinho na simplicidade do punk rock 77. Paul Weller dá todo um tom vintage ao clássico tema da saga do morcego.

O The Who, em 1966, também deixou seu registro, porém com uma linha mais  lisérgica e cheia de enfoque na bateria energética. Uma versão com um ar de surf rock e garagem um tanto quanto interessante.

Mas a minha versão favorita do clássico sempre será essa pérola gravada por um baita guitarrista, diga-se de passagem. Em 1989, a lenda Link Wray também quis deixar sua versão instrumental e dançante para o hit mais famoso de Gotham City.

Mas quem levou Batman para as pistas de dança foi Prince, com classe, funk e ousadia como sempre fez. A canção “Batdance” foi feita especialmente para o filme da saga de 1989. As guitarradas são um show a parte, com grooves e solos vibrantes.

Em 2002, Snoop Dogg se aventurou a homenagear o homem morcego. Só que dessa vez ele não deixou o Robin de lado e ao lado de Lady Of Rage Rbx fez uma versão mega original com rimas de tirarem o fôlego.

“No one, can save the day like Batman
Robin, will make you sway like that and
Beat for beat, rhyme for rhyme
Deep in Gotham, fightin crime
No one, can save the day like Batman”

Ainda no mundo do rap, Bow Wow em 2011 fez uma versão hip hop e agressiva para Batman. Com uma versão cheia de escárnio e quebrando toda a áurea celestial que o herói tem, os Garotos Podres vem para tirar a máscara de Bruce Wayne com sua releitura sarcástica de “Batman”.

“Hey seus bat palhaços, quem de vocês
Ainda não se lembra daquele idiota bat programa,
Que passava naquele imbecil bat canal,
Naquele cretino bat horário?

Há! velhos tempos, hein.
Quantas belas vomitadas nós dávamos quando assistíamos toda aquela idiotice,
Por isso agora escrachamos aquele bat retardado
Defensor do sistema, Batman!

Bat era um bom menino
Defendia Gotham City
Enquanto seu amigo Robin
Lhes botava um bat-chifre…”

De tanto fãs de Batman alimentarem que “I Started a Joke” dos Bee Gees ter referências a um dos maiores vilões da história em quadrinhos, as pessoas chegaram a acreditar que se tratava de uma letra homenageando o Coringa, um dos antagonistas mais queridos da história do cinema. Claro que a equipe do Esquadrão Suicida estava ciente de tal “menção” e em um dos 5000 trailers que soltaram antes do filme – o primeiro deles – contava com uma regravação de Becky Hanson.

Spider Man, Spider Man!

dance

O Homem-Aranha é um dos mais carismáticos quadrinhos da Marvel e um dos super heróis mais conhecidos. A lenda de Peter Parker ganha terreno no mundo da música até nos dias mais atuais.

É o caso do Black Lips, que em 2011 chegou com “Spidey’s Curse” no disco Arabia Mountain”, um blues garageiro moderno cheio de referências ao personagem por trás da roupa vermelha.

“Peter Parker’s life is so much darker than the book I read
‘Cause he was defenseless, so defenseless when he was a kid
It’s your body, no one’s body, but your’s anyways
So Peter Parker don’t let him mark ya, it’s so much darker
Don’t let him touch ya, he don’t have to stay!
Don’t fill a spider up with dread

Spidey’s got powers, he takes all of the cowards
And he kills them dead
But when he was younger, an elder among him messed him in the head
So Peter Parker don’t let him mark ya, it’s so much darker
Don’t let him touch ya, he don’t have to stay!”

Claro que nessa lista o clássico dos clássicos dos sons inspirados em quadrinhos não ia faltar. A versão dos Ramones para o tema de Spider-Man não poderia ficar de fora de maneira alguma, esta que foi gravada quase no fim da carreira da “Happy Family”, em 1995.

Uma das bandas que marcaram o movimento noventista das riot girls, Veruca Salt tem uma canção com referências ao Homem-Aranha, “Spiderman 79”.

“You’re so nice,
you tie me in a web
and cradle me till dawn.
You’re so deadly
that I can see your breath
beneath me when you’re gone.
You’re so windy,
I’d like to pin you down
and tack you to the wall.
Spiderman”

SUPERMAN!!

super-man

Se tem um personagem que é amado e odiado por muita gente é o Superman. Gostando ou não, ele é um dos mais marcantes e perde seu poder com a terrível kryptonita. É não deve ser fácil defender o sua por trás de sua capa.

Uma canção que cita a capacidade de voar do super herói é “Hit The Ground (Superman)” do The Big Pink. A canção está presente no álbum Future This” (2011) e inclusive estrelou a trilha de uma das edições dos jogos FIFA.

“…But if I fall off this cloud
If I fall off, oh superman
Oh Superman
I don’t wanna hit the ground (X3)
Oh Superman”

Outra canção que fala do super herói e marcou a geração viciada em vídeo games de console foi “Superman” dos ska/punkers do Goldfinger. Presente na primeira edição do jogo Tony Hawk’s Pro Skater, a canção fazia qualquer um terminar a fase do jogo se sentindo o verdadeiro Super Man!

“…So here I am
Doing everything I can
Holding on to what I am
Pretending I’m a Superman
I’m trying to keep
The ground on my feet
It seems the world’s
Falling down around me”

Os estranhões mais queridos do rock alternativo, The Flaming Lips, também prestam homenagem ao personagem na melancólica “Waitin’ For Superman” presente no álbum The Soft Bulletin” (1999).

“…Tell everybody
Waitin’ for Superman
That they should try to
Hold on
Best they can
He hasn’t dropped them
Forgot them
Or anything
It’s just too heavy for Superman to lift
Is it gettin’ heavy?
Well, I thought it was already as heavy as can be”

Em 1977, quem cedeu a voz para homenagear o homem voador foi Barba Streisand na bela “Superman”. O vozeirão transformou a odisseia do super herói em uma balada desesperada. A metáfora do herói de plano de fundo para uma paixão ardente.

“Baby I can fly like a bird
When you touch me with your eyes
Flying through the sky
I’ve never felt the same
But I am not a bird and I am not a plane
I’m superman
When you love me it’s easy
I can do almost anything
Watch me turn around, one wing up and one wing down
I never thought I could fall in love for good
I’m superman…”

Os anos 90 nos apresentaram o Spin Doctors e em 1993 eles lançaram “Jimmy Olsen Blues” que tinha como plano de fundo o universo do Homem de Aço.

“Lois Lane please put me in your plan
Yeah, Lois Lane you don’t need no Superman
Come on downtown and stay with me tonight
I got a pocket full of kryptonite
He’s leaping buildings in a single bound
I’m reading Shakespeare in my place downtown
Come on downtown and make love to me”

Existem homenagens interessantes ao azulão pelo Stereophonics, Taylor Swift, Eminem, 3 Doors Down, T. Pain, Alanis Morissete, Hank Williams Jr e até do Matchbox Twenty, mas para fechar as canções que homenageam o super herói eu escolhi o The Kinks. No fim dos anos 70 eles gravaram “(Wish I Could Fly Like) Superman” para o disco Low Budget” (1979).

Quadrinhos e Desenhos

bat

Debbie Harry e o grupo pop Aqua optaram por não darem nomes aos homenageados em fizeram homenagens um pouco mais genéricas. A estrela do Blondie vem com “Comic Books” onde eterniza sua paixão pelo mundo dos quadrinhos e sua adolescência. Já grupo de europop Aqua (sim, aqueles mesmos de “Barbie Girl”) são mais claros quando o assunto são “Cartoon Heroes” (1999).

“Long before I was 12 I would read by myself.
Archie, Josie, super-heroes.
I would read them by myself.
I had the stars on my wall.

14 was a gas for me.
Batman on tv.
I would cheer the super-heroes.
They were all I wanted to be.
I had the stars on my wall.

18 I was guaranteed.
I would lose my teenage dream.
But it’s so funny how I got to look.
Like all the people in my comic books.
Now I’m a star on my wall.

Comic books.”

“…We are the Cartoon Heroes – oh-oh-oh
We are the ones who’re gonna last forever
We came out of a crazy mind – oh-oh-oh
And walked out on a piece of paper

Here comes Spiderman, arachnophobian
Welcome to the toon town party
Here comes Superman, from never-neverland
Welcome to the toon town party

We learned to run at speed of light
And to fall down from any height
It’s true, but just remember that
What we do is what you just can’t do

And all the worlds of craziness
A bunch of stars that’s chasing us
Frame by frame, to the extreme
One by one, we’re makin’ it fun”

Flaaaaaash!

flash

The Flash, o personagem que gostaríamos de ver competindo com Bolt também foi alvo de homenagens no mundo da música. “The Ballad of Barry Allen” (2003) do Jim’s Big Ego narra a trajetória da persona que dá vida ao Flash, Barry Allen.

“….And I’ll be there before you know it
I’ll be gone before you see me
And do you think you can imagine
Anything so lonely
And I know you’d really like me
But I never stick around
Because time keeps dragging on
And on…”

Capitão América

O herói mais patriota da história dos quadrinhos, Capitão América, não ia ficar fora das referências. Na canção do Moe. “Captain America” também tem homenagem ao Superman.

“Captain America said you gotta be like me
Or you’re gonna wind up dead last
At the end of your rope
Flat broke
Down and tired
You sleepy head
Won’t you go to bed
Let me run your life
Lies

Clark Kent ran for president
No one knew about the secrets locked in his head
Friends tried to take his life
Accusations flew
Flew like Kryptonite
Clark still looking good
What you gonna say
To make everything alright
Lies”

O Justiceiro

Outro personagem da Marvel a ganhar notoriedade no universo da música foi O Justiceiro. Quem presta o tributo são os caras do Megadeth em “Holy Wars…The Punisher Due” (1990). E de quebra, para uma canção totalmente politizada, pois denuncia a violência dos conflitos na Irlanda do Norte conhecido como “The Troubles”. Aliás, o próprio U2 tem uma música sobre o assunto, é claro.

Ainda no mundo do metal temos o guitarrista Joe Satriani com sua homenagem ao Surfista Prateado em “Surfing With The Alien”. Ouça e flutue nessa viagem espacial.

Motoqueiro Fantasma

O Motoqueiro Fantasma ganhou uma homenagem que também entrou na trilha de “Taxi Driver”. A canção presente no primeiro álbum dos punks do Suicide (1977) tem uma alta voltagem e vive perigosamente assim como o personagem.

O pesquisador musical Henry Rollins, ex-Black Flag e Rollins Band também regravou uma interessante versão do clássico do Suicide.

Mas vamos fechar com um verdadeiro “achado” das HQ’s. Um rap que adapta Guerras Secretas originais da Marvel. Mas mais do que isso, a faixa possui uma colaboração do mestre Stan “the man” Lee. A faixa do The Last Emperor contém parte 1 e parte 2.

Com menos de 15 anos de idade, dupla Os Desconhecidos domina redes sociais com covers de Misfits e Sisters Of Mercy

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Os Desconhecidos

Nas últimas semanas, os vídeos da dupla de Mauá Os Desconhecidos começaram a ser compartilhados por gente como Wander Wildner, Jão (Ratos de Porão), Daniel Ete (Muzzarelas), a banda Olho Seco e até CJ Ramone. Afinal, a pouca idade da dupla, formada por Dennis Schivittez (8 anos, baixo e vocal) e Felipe Schivittez (13 anos, guitarra e vocal), chama a atenção de quem assiste. A banda grava covers caseiras de bandas como Ramones, Misfits, Ratos de Porão, Olho Seco, Devo, Sisters Of Mercy e Sex Pistols em seu próprio quarto, sem baterista, mas com uma “montagem de palco” condizente com a música tocada.

Os irmãos não pretendem ficar só tocando covers. “A ideia da banda é essa, fazer música”, explica Felipe. “Temos 13 músicas, mas temos que ensaiar pra colocar no Youtube, ainda estão muito ruins”, completa Dennis. Sobre o sucesso repentino e elogios de bandas consagradas, o irmão mais velho se diz surpreso até agora. “A gente não esperava, já que a gente só sabe tocar mais ou menos, e a gente ainda é criança…”

O duo de Mauá agora procura por um baterista da idade deles que queira completar o power trio. “Ele tem que gostar de Misfits, Iron Maiden, Dead Kennedys, Os Replicantes, Ramones…”, explica Felipe. E um monte de lixo também!”, escracha Dennis.

– Como vocês começaram?
Felipe – Tudo começou quando eu ganhei uma guitarra da minha tia, mas eu não sabia tocar ainda porque era muito novo. Aí quando eu conheci meu padrasto, vi que ele tinha instrumentos musicais e ele começou a me ensinar, e logo chegou meu irmão e começou a aprender também. Então eu comecei a tocar aos 10 anos de idade, por influência da minha família.
Dennis – Eu comecei com uns 30, por aí… Brincadeira! Comecei com uns 6 anos, quando vi meu padrasto tocando baixo com o meu irmão. Aí me interessei um pouco e ele já me ensinou “I Wanna Be Well”, “Soldados”, “Ainda É Cedo”, essas músicas mais fáceis. Aí depois comecei a pegar umas mais difíceis, como “Lucretia, My Reflection”, Motörhead, essas coisas.

– O repertório é escolhido por vocês mesmos?
Felipe – Sim, somos nós que escolhemos as músicas.
Dennis – Nós conhecemos algumas bandas, e algumas músicas nós tocamos e outras ainda não, porque são difíceis.

– Vi que muitas bandas estão compartilhando os vídeos de vocês, entre eles membros do Ratos de Porão, Inocentes, Olho Seco e até Misfits. O que vocês acham desse reconhecimento? Esperavam isso?
Dennis – Ah, isso é muito legal, isso é muito bom! Eu não esperava isso!
Felipe – Tem algumas bandas que eu nem conheço direito que curtem nosso som, acho isso muito legal e fico muito emocionado com isso. A gente não esperava, já que a gente só sabe tocar mais ou menos, e a gente ainda é criança…

– Quais bandas entraram em contato com vocês?
Felipe – A primeira banda foi Os Irmãos Rocha, que mandaram um e-mail pra gente e foi muito legal. Outros nos divulgaram, como o Wander Wildner, Ratos de Porão, Olho Seco e o CJ Ramone. Nos elogiaram muito, nós adoramos.
Dennis – Também o guitarrista e o baterista dos Misfits nos divulgaram. Eles são demais. E também outros que eu esqueci (risos).

Os Desconhecidos

– Como é pra vocês serem divulgados por membros de bandas que vocês adoram e fazem cover?
Felipe – Acho isso inacreditável, caras de grandes bandas reconhecendo a gente e a gente nem sabendo tocar direito!
Dennis – Não sei nem o que falar.

– Quem teve a ideia de subir os sons no Youtube?
Felipe – Meu padrasto teve a ideia, quando eu e o Dennis começamos a tocar juntos.

– Vocês pensam em chamar um baterista e completar a banda?
Felipe – Sim, nós queremos ter um baterista, alguém que seja mais ou menos da nossa idade.
Dennis – Ele tem que gostar de Massacration, e outras bandas também.
Felipe – Ele tem que gostar de Misfits, Iron Maiden, Dead Kennedys, Os Replicantes, Ramones
Dennis – E um monte de lixo também!

– Opa, lixo às vezes é bom. Que tipo de lixo?
Dennis – Toy Dolls, Senhor da Eternidade, Coração Melão (do grupo Hermes e Renato) e Ratos de Porão também, porque eles são muito foda!
Felipe – É, o João Gordo é foda.
Dennis – (Imitando os Irmãos Piologo) E Havaiana de Pau! E Travesseiro de Pedra também! (Cantando) “É pau, é pedra, é todo mundo rindo / É todo mundo falando / É todo mundo apanhando…”

Os Desconhecidos
Dennis no palco do Ratos de Porão

– Vocês pensam em fazer músicas próprias? Autorais?
Dennis – Ah, nós já temos 13 músicas, nós temos que ensaiar pra colocar no Youtube, ainda estão muito ruins. Vamos ter que ensaiar, ainda.
Felipe – É, eu e o Dennis gostamos muito de fazer muito. A ideia da banda é essa, fazer música. A gente não vai ficar tocando cover pra sempre.

– Podem me falar um pouco mais sobre essas músicas?
Dennis – Tem uma que é “Os Sentimentos”, que é baseada nos Cascavelettes, “O Dotadão Deve Morrer”. Meu irmão quer que ele morra logo, que ele tá me enchendo o saco!
Felipe – Essa é mais pro rockabilly. Tem uma música nossa que chama “O Tempo É o Tempo de Hoje”, que é meio baseada em “Tempo Perdido” do Legião Urbana, e obviamente fala sobre o tempo.
Dennis – E tem “Estamos Perdidos” também é influência de “Tempo Perdido”, só que um pouquinho mais punk. Ah, tem uma que chama “Os Bad Boys”, baseada em uns amigos meus que… a gente é tipo um conjunto, sabe? Ela é meio punk.
Felipe – Tem também a “The End”, que é em inglês, falando do fim e de tudo que está acontecendo. Vão ter outras em inglês também, até versões das músicas que já foram feitas, só que em inglês. E tem uma música nossa que se chama “Sushi Iraquiano” e ela é muito louca.
Dennis – E tem uma que chama “Não Quero Cantar Mais”, porque meu irmão só quer que eu cante as música. Ele não quer cantar nada, então isso me irrita, porra!
Felipe – Tem também “Ninguém Do Meu Lado”, que é porque o Dennis é um bundão e ninguém fica do lado dele.
Dennis – É ele que fica me xingando!
Felipe – Não, mas tu é um bundão mesmo.

– Vocês sabem que bandas com irmãos às vezes dão uns quebra paus, né? Como o Oasis, por exemplo.
Dennis – De tanto a gente brigar, a minha mãe quer fazer uma Havaiana de Pau pra bater na gente. E a gente fica de castigo, então ela arranca nossos cabelos, arranca o nosso couro.
Felipe – A gente vive brigando, mas irmão é assim mesmo!
Dennis – É que ele é um bundão!
Felipe – Bundão é você!
(Ouve-se ao fundo o começo de uma clássica treta de irmãos e em seguida a mãe dos dois decretando: “PÁRA!”)

– Muita gente fala que o rock morreu e o pop e o rap são os ritmos da juventude, afinal, rock seria música “de velho”. Muitas das bandas que compartilham os vídeos de vocês comentam sobre o futuro do rock… o que vocês acham disso?
Felipe – Vamos responder por partes. Vou começar com uma frase do Houdini: “As coisas boas nunca morrem”.
Dennis – Eu gosto muito de rock. As pessoas que não gostam de rock estão perdendo. Eu aprendo a escrever, ler e tocar com o rock.
Felipe – O rock é como a filosofia, faz as pessoas pensarem. Logo concluímos que as pessoas que gostam de rock também são mais inteligentes.
Dennis – Pra mim o rock não morreu, e se depender de mim, nunca vai morrer. Rock é muito rico e tem muitas bandas que são boas e temos que correr atrás delas.
Felipe – É importante não se contentar só com o que tem por aí e ir atrás de outras bandas. O rock não é moda. O rock é uma questão de cultura e valores.

7 Pérolas Musicais escolhidas a dedo pelo artista plástico e grafiteiro Ricardo Tatoo

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Ricardo Tatoo

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, o convidado é Ricardo Tatoo, grafiteiro, artista plástico e ex-diretor de arte das marcas Cavalera e Vision Streetwear, além de responsável por muitas capas de discos como “Século Sinistro” (Ratos de Porão), “Nation” (Sepultura) e “Transfiguração” (Cordel do Fogo Encantado), entre muitas outras. Ah, ele acabou escolhendo 7, em vez de apenas 5. Dessa vez passa. 😉

Black Sabbath – “Born Again”

“Disco muito mega pesado, pra começar da capa. Se não me engano é uma foto do primeiro bebê de proveta versão ‘From Hell’.
De 9 momentos de curtir a depressão juvenil, 11 eu curti a deprê ouvindo este vinil. ‘Zero the Hero’ é o melhor título de músicas que já conheci’.

Red Hot Chili Peppers – “Mothers Milk”

“O disco mais marcante da minha vida. O cover do Stevie Wonder é bombástico e a épica ‘Knock Me Down’ diz muito pra mim, pela ideia de ser nocauteado caso esteja se achando muito importante, muito acima. A estréia de John Frusciante na guitarra determinou um novo estilo de vida. recheado de músicas intensas e ritmadas”.

No Fun At All – “No Straight Angle”

“Pedrada do começo ao fim. Disco pra ouvir de ponta a ponta. Conheci numa visita à Galeria do Rock. Estava com um amigo, órfãos de música/bandas novas. Fomos atrás de uns CDs dos Misfits pra supri a carência de som (sem som novo, vale resgatar os clássicos), quando meu camarada Ross Checo “sacou” no áudio da loja um hardcore mega ritmado – comprou a fita K7 que é esse disco. ‘Growing Old, Growing Cold’ é uma ladeira sem freio”.

Iron Maiden – “Live After Death”

Disco duplo que ouvia pra dormir quando criança. Lembro que fui à loja com dois vales discos (muito popular na era dos vinis) do meu irmão, que queria um do RPM. Perguntei a ele que se caso não tivesse o do RPM eu poderia trocar os dois vales pelo disco dulpo do Iron e ele disse que sim, SÓ se não tivesses o disco do momento. Claro que engambelei, disse que não tinha e voltei pra casa com o Iron. Não tenho motivo especial, mas a música ‘Revelations’ sempre me vem à cabeça”.

Ramones – “Rocket to Russia”
“O primeiro vinil dos Ramones a gente jamais esquece. Disco todo de proa à popa”.

Porstishead – “Dummy’

“Outra pedrada que marcou uma geração. Muito pesado, sombrio, nebuloso e base de muita música desde então”.

Inocentes – “Garotos do Subúrbio”

Disco completo. Primeiro som punk brazuca que ouvi. Foi na rádio USP quando ainda era pirata. O baterista errava, a qualidade era nitidamente de gravação de garagem e as letras das duas músicas – ‘Ele Disse Não’ e ‘Expresso Oriente’ tocaram por anos no meu toca fitas”.

Rangones: a primeira paródia/homenagem aos Ramones com gosto de rango

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Rangones - Rock To Eat

Veio de Brusque, Santa Catarina, a ideia de juntar duas paixões mundiais: o quarteto de punk novaiorquino Ramones e comida, muita comida. Os Rangones juntam os pais do punk rock com declarações de amor à gastronomia, indo do mais simples hot dog à receitas estrambólicas como uma esfiha de estrogonofe, tudo pelo bem da paródia punk rocker. Formada em 2013 por Pio (vocal),  Lucas Rhuan (guitarra), Renan (bateria) e Conrado (baixo), a banda lançou em 2014 “Rock To Eat”, com 6 paródias dos Ramones e 5 canções autorais com a temática culinária glutona.

Conversei um pouco com o vocalista Pio sobre o álbum, as paródias e o que Marky e CJ Ramone acharam da “homenagem”:

– Ramones e comida. Quem teve a ideia dessa combinação tão interessante?

Bom… a ideia me ocorreu em 2013. Estava no trabalho ouvindo Ramones, e sempre tem aquele período da tarde que bate aquela fome e a vontade de comer algo. Foi quando pensei: é hora de “Bater um Rango”, e em voz alta falei: “É, vou lá bater um Rangones”. Daí veio o clique na hora. Rango, Rangones, e se as músicas do Ramones falassem sobre comida? Na hora esbocei “Viciado em Sanduíche” (“Rockaway Beach”) e fui comer pensando na ideia. Quando voltei tinha a letra praticamente pronta. Liguei para um amigo e comentei a ideia, ele curtiu bastante. Esse amigo é Demian Moritz da Casulo Discos, parceiro de longa data, e ele decidiu apoiar e levar o projeto para frente. Conversamos com o Davi Pacote para ele produzir o disco e fomos para Porto Alegre gravá-lo. Como já havia tocado em uma outra banda de Punk Rock (Cummings) onde já falava sobre comida na maioria das letras, não teve muito segredo. A ideia inicial era fazer apenas paródias, mas no meio do caminho decidimos incluir também as músicas autorais. No início era apenas um projeto, mas depois que colocamos na internet, veio a necessidade de montar uma banda. E foi assim nasceu o Rangones.

– Suas paródias são ótimas e usam bastante da fonética das originais. Quem as compõe?

Todas as letras são escritas por mim. Algumas das que estarão no próximo disco já contam com algumas contribuições. Mas no geral, em sua grande maioria, são letras minhas. A ideia é se aproximar ao máximo das versões originais, não apenas no som, mas através da fonética, como foi colocado nesta pergunta. Podemos citar como exemplo: “Perhaps they’ll die, oh yeah” que foi modificado para “Pepsi diet, oh yeah”, em “Judy is a Punk” (“Judy Faz Seu Lanche”). Se escreve diferente, mas a pronúncia é bem parecida! (risos)

– Como é a recepção dos fãs dos Ramones?

Está sendo além do esperado. Quando lançamos na internet várias pessoas começaram a compartilhar e divulgar o trabalho. Em pouco mais de um mês tivemos que comprar a versão paga do Soundcloud porque já tinha estourado a cota de downloads gratuitos. Atualmente já são mais de 30 mil plays e mais de 3 mil downloads. Um número muito bom, sem contar os plays no Youtube e no PalcoMp3. Houve criticas na maioria positivas. Todo mundo entende que é algo para se divertir e dar risada. Não é de hoje que se fazem paródias e projetos desse tipo. Claro que volta e meia recebemos algum comentário de alguém xingando e falando mal, mas isto é normal , até porque é um direito de cada um gostar ou não.

– Como vocês definiriam seu som?

Ramones, Punk Rock, Comida e Diversão! É um som pra dar risada, pra ouvir no churrasco, pra mandar para aquele amigo que é fã de Ramones, etc… Esse também é o espírito que buscamos passar em nossos shows. Diversão, essa seria a palavra!

– O Marky Ramone chegou a lançar um molho de macarrão. Sabem se ele já sabe do trabalho dos Rangones?

Olha, acredito que o Marky não tenha conhecimento, mas o CJ já está sabendo! (risos) Ano passado estava em Porto Alegre – RS gravando com a minha outra banda (Morenas Azuis), e fomos ao show no último show da tour. Depois do show nos encontramos com mais alguns amigos no hotel onde ele estava, e ficamos lá conversando, comendo pizza e tomando cerveja. Na ocasião comentei do projeto, mas ainda não tínhamos o CD físico. Mostrei apenas a capa. Esse ano fui novamente no show, desta vez em Florianópolis – SC, e pude entregar o CD diretamente nas mãos dele. No dia 27/10, ele esteve ao vivo no Programa Showlivre, eu enviei uma pergunta sobre o Rangones. (risos) Foi demais ver a expressão dele ao vivo e o fato de acharem engraçado. Pra quem quiser ver o vídeo é só acessar aqui: https://www.facebook.com/RangonesRock/videos/847770608671459/

– Este esquema de música pop + comida é algo que o “Weird Al” Yankovic fez em “Eat It”, “Fat” e tantas outras. Vocês se inspiraram nele?

Não. Eu já escrevo letras sobre comida há mais de 15 anos, antes entrar no ensino médio. Depois veio a minha primeira banda e continuei escrevendo sobre comida (risos). Claro, depois tomei conhecimento do trabalho do “Weird Al” Yankovic, que é muito bom também. Mas acredito que a inspiração é consequência das letras que já escrevia.

– Vocês também trabalham em músicas próprias? Elas também são sobre comida?

Sim, temos músicas autorais também. Algumas delas são regravações da antiga Cummings. Com exceção de uma música que está no CD, todas as demais falam sobre comida, ou estão relacionadas com o tema. O “Rock to Eat”, lançado em 2014, tem 11 faixas, onde 6 delas são paródias e 5 são autorais.

– Vem mais paródia gastronômica dos Ramones por aí?

Com certeza (risos). Digamos que o próximo disco já está pronto, só falta se organizar financeiramente para gravar. Quem sabe agora em 2016. As versões já estão todas prontas, já temos outras autorais também. Inclusive já tocamos muitas dessas músicas nos shows.

– Vocês viram que o participante Fernando da segunda temporada Masterchef Brasil estava sempre com uma camiseta dos Ramones? Às vezes é uma boa mostrar o som pra ele, hein…

Algumas pessoas haviam comentado comigo sobre isso já. Sobre o cara do programa com a camiseta do Ramones. Depois que enviasse as perguntas e desse a sugestão, mandei o link via Twitter, ele curtiu e começou a seguir o perfil. Mas não respondeu nada. Ao menos agora sabe da existência (risos).

– Recomendem algumas bandas e artistas que chamaram sua atenção nos últimos tempos.

Olha, são tantas bandas que a lista ficaria enorme. Eu indicaria aqui a minha outra banda, o Morenas Azuis, que também é aqui de Brusque – SC. Também temos outras bandas legais como a Etílicos e Sedentos, Claviceps Purpúrea, As Palavras Queimam, Ruínas de Sabe, todas essas aqui de Brusque. Como a minha praia é o punk rock e sou muito vidrado no estilo, gostaria de indicar 3 bandas que conheci recentemente, e que lançaram discos em 2015. O pessoal da Antiga Roll, de Maus – AM, o pessoal da Aknator que é de Farroupilha – RS, e Leandro en Solitario de Buenos Aires, Argentina. Pra quem é fã do Punk Rock Ramônico, precisa conhecer essas três últimas.

– Para quem quiser conhecer a banda, quais os endereços e links de contato?

Estamos no facebook: www.facebook.com/RangonesRock
No Instagram: www.instagram.com/rangonesrock ou @rangonesrock
No Soundcloud: www.soundcloud.com/rangonesrock
No PalcoMp3: www.palcomp3.com/rangonesrock
No Youtube: www.youtube.com/RangonesRock
E-mail: [email protected]

– Você gostaria de deixar algum último recado? O espaço está aberto.

Primeiramente gostaria de agradecer ao Crush em Hi-Fi pelo espaço e pela oportunidade de divulgar o trabalho. Agradecer também ao Demian da Casulo Discos que é praticamente um irmão e parceiro do projeto desde o começo. E claro aos meus parceiros de banda: Lucas Rhuan (guitarra), Renan (bateria) e Conrado (baixo). No mais, eu diria para todos: faça o que você tem vontade de fazer. Nem tudo pode esperar! Então faça! Do seu jeito, e da forma que puder, sem se importar aonde isso irá te levar. Faça com o coração e com a alma. Divirta-se! É isso. Obrigado.

Então é Natal: 26 músicas natalinas para o 25 de dezembro que não são da Simone

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Bruce Springsteen Natal

Então é Natal… e o que você fez? Se você amaldiçoou a versão da Simone para “Happy Xmas (War Is Over)” do John Lennon, provavelmente você não foi o único. Afinal, desde que foi lançada, a música é tocada à exaustão em quase todos os lugares em que se vai nessa época. Mas calma: dá pra escapar dessa canção.

Confira aqui uma lista com 26 músicas natalinas (e anti-natalinas) que podem ajudar a salvar o seu Natal:

Bruce Springsteen“Santa Claus Is Coming To Town”

Nada melhor que passar a noite de Natal com The Boss, certo?

Garotos Podres“Papai Noel Velho Batuta”

Uma ode ao Papai Noel que só presenteia quem merece (ou seja, quem tem grana).

The Killers“Don’t Shoot Me Santa”

The Killers tem uma tradição de sempre lançar músicas no Natal. Essa é a de 2007, onde Papai Noel tá com uma arma carregada atrás do povo, mas se você fuçar, vai achar muitas outras.

Raimundos“Infeliz Natal”

Assim como no caso dos Garotos Podres, os Raimundos resolveram cantar o Natal de quem não tem lá tanta felicidade pra comemorar em dezembro.

Ramones“Merry Christmas (I Don’t Wanna Fight Tonight)”

Não é segredo pra ninguém que os Ramones não se suportavam. Talvez essa relação tempestuosa dos rapazes tenha inspirado os parênteses do refrão da música natalina do grupo.

Slade “Merry Xmas Everybody”

Poxa, um Natal com o Slade é muito mais bacana, não dá pra negar. Vejam só o vídeo e tentam não se contagiar pelo clima natalino roqueiro setentista.

The Ravers“(It’s Gonna Be A) Punk Rock Christmas”

Com letras como “Johnny Ramone will get a sled for a car” e “Even Santa will be a Sex Pistol for a day”, o Ravers manda muito bem no Natal punk rock.

Run-DMC“Christmas In Hollis”

Descubra como seria um Natal com os Kings Of Rock Run-DMC. Na letra você descobre até o cardápio que a mãe de Run prepara. Anote e torça pro Aerosmith aparecer na hora da ceia.

The Darkness“Christmas Time (Don’t Let The Bells End)”

Lógico que uma música natalina do The Darkness não ia faltar. Tem toda a breguice da banda (no bom sentido) e os agudinhos que caracterizam o som.

Fear“Fuck Christmas”

Ei, nem todo mundo gosta do Natal. O Fear está entre esse grupo.

Blink-182“I Won’t Be Home For Christmas”

Mais uma pra quem não curte muito o feriado do nascimento de Jesus. O Blink-182 dá o recado e mostra a vida de um cara que desce o cacete nos que adoram o Natal e acaba tendo seu “presente desembrulhado” na prisão.

Dio“God Rest You Merry Gentlemen”

Uma das maiores vozes do metal gravou uma canção natalina com toques de Sabbath.

TLC“Sleigh Ride”

Aqui no Brasil, passeio de trenó só se for no dos Papais Noéis do Center Norte. Então, divirta-se com o passeio de trenó do TLC.

Wham!“Last Christmas”

George Michael na fase “Wake Me Up Before You Go Go” te relembra do Natal passado.

Rancid “Xmas Eve (She Got Up And Left Me)”

No Natal do Rancid, alguém levou um pé na bunda. Acontece, fazer o quê. Melhor sorte no ano que vem.

Julian Casablancas“I Wish It Was Christmas Today”

O vocalista dos Strokes está mais ansioso do que você pro Natal, pode ter certeza.

Fountains Of Wayne“I Want An Alien For Christmas”

Alguns pedem roupas. Outros pedem brinquedos. Tem quem peça carros, celulares e etc. Já o Fountains Of Wayne pediu um Alien.

Stiff Little Fingers“White Christmas”

Os ingleses pisam em cima do clássico e deixam “White Christmas” mais punk do que você imaginaria. Ah, e no meio eles aceleram um pouco mais, pra deixar os familiares mais horrorizados.

Lady Gaga e Tony Bennett“Winter Wonderland”

A versão jazzy de Gaga junto com Bennett mostrou o poder de sua voz em “Winter Wonderland” e oferece um Martini para o Papai Noel.

Ludacris“Ludacrismas”

Tá, essa aqui foi só pelo título trocadilho.

Bad Religion“Little Drummer Boy”

Acredite ou não, o Bad Religion tem um disco só de músicas de Natal. Ei, punks também gostam de panetone.

Tom Waits“Christmas Card From a Hooker In Memphis”

Tom Waits é Tom Waits e a música natalina dele é sobre um cartão de Natal recebido de uma prostituta do Memphis. Bom, pelo menos ele recebeu um cartãozinho.

Queen“Thank God Is Christmas”

Freddie Mercury e cia. também se amarravam no Bom Velhinho e agradecem a Deus pela chegada de dezembro. Ou então só estavam ansiosos pelo recesso que fim de ano, quem sabe.

Corey Taylor (do Slipknot e Stone Sour) – “X-M@$”

O vocalista do Slipknot e Stone Sour resolveu lançar sozinho sua “homenagem” ao Natal.

Eazy-E“Merry Motherfuckin’ Christmas”

O ex-NWA fazendo uma canção de Natal? Bom, vejam o título. Christmas in Compton, cara.

The Dickies“Silent Night”

Se vamos falar de clássicos, tem que ter “Noite Feliz”, né?

Tributos e homenagens: confira 18 músicas que são inspiradas em outros artistas e bandas

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Kurt Cobain e Flea

Homenagens e tributos são comuns no mundo da música, já que entre os artistas sempre surgem influências, amizades e a admiração à grandes músicos. São comuns os tributos aos que já se foram, como no clássico single de Elton John “Candle In The Wind”, que já foi lançada como homenagem à Marilyn Monroe e Princesa Diana. Mas também existem as canções que se originam da mais pura admiração. Reuni 18 canções que prestam homenagens a outras bandas e artistas:

Queen – “Life Is Real”
Homenagem a John Lennon

A música do disco “Hot Space” foi composta em homenagem a John Lennon. Ela emula diferentes estilos de música de Lennon, e as letras são principalmente sobre quando Freddie Mercury soube que John havia morrido.

Motörhead – “R.A.M.O.N.E.S.”
Homenagem aos Ramones

“R.A.M.O.N.E.S.” é uma homenagem do Motörhead aos Ramones. Presente no álbum de 1991 “1916”, a música cita nominalmente todos os membros da banda novaiorquina, inclusive Dee Dee Ramone e Tommy Ramone,  que já haviam saído do grupo na época. Os próprios Ramones regravaram a música depois, em uma “auto-homenagem”.

Zé Ramalho – “Para Raul”
Homenagem a Raul Seixas

Zé Ramalho queria ter gravado um disco junto de Raul quando este estava vivo, mas infelizmente não rolou. Quando ele foi gravar o disco-tributo “Zé Ramalho canta Raul Seixas”, fez “Para Raul”, a última faixa do disco, em homenagem ao cantor. A escolha de músicas para o disco foi bem difícil, já que Paulo Coelho não permitiu que nenhum das músicas em que ele fazia parceria com Raulzito entrassem. “Achei grotesco, sem elegância nenhuma. Mas não há como uma pessoa me interromper“, comentou Zé.

Yes – “The Messenger”
Homenagem a Bob Marley

Sim, é isso mesmo: o Yes gravou reggae. No disco “The Ladder”, de 1999, saiu a música “The Messenger”, uma homenagem do grupo de rock progressivo ao nome mais conhecido do reggae: Bob Marley.

Raimundos – “Joey”
Homenagem a Joey Ramone

Os Raimundos sempre prestaram todas as reverências possíveis aos Ramones, seus mestres e maior inspiração musical. Quando Joey Ramone morreu, em 2001, inspirou os discípulos (em seu primeiro disco sem Rodolfo Abrantes nos vocais, “Kavookavala”) a gravar “Joey”, uma canção ramônica que homenageava o vocalista da banda punk.

Puff Daddy (ou Diddy, ou qualquer que seja o nome que ele usa hoje) – “I’ll Be Missing You”
Homenagem a Notorious B.I.G.

Sean “Puffy” Combs aproveitou um sample de The Police e a perda de um de seus melhores amigos pra criar uma homenagem que o colocou no topo das paradas do Disk Mtv em 1997 . Detalhe: Sting não cobrou nada pelo sample, e Faith Evans, que canta o refrão, é exposa do falecido Notorious B.I.G.

Titãs – “As Aventuras do Guitarrista Gourmet Atrás da Refeição Ideal”
Homenagem a Marcelo Fromer

No primeiro disco sem nenhuma participação do guitarrista Marcelo Fromer, falecido em 2001, os Titãs gravaram uma música bonita e melancólica para homenageá-lo. Cantada por Paulo Miklos, ela fecha o disco “Como Estão Vocês”, de 2003.

Red Hot Chili Peppers – “Tearjerker”
Homenagem a Kurt Cobain

O Red Hot Chili Peppers fez turnê com o Nirvana em 1992, logo depois que seu guitarrista John Frusciante saiu da banda e caiu em um vício em heroína. A música homenageia Kurt Cobain, que se suicidou em parte graças ao vício e saiu no disco “One Hot Minute”.

Green Day – “Amy”
Homenagem a Amy Winehouse

“Eu não a conheci, só achei que foi uma perda muito trágica. O interessante é que como o disco tem um clima de festa, ‘Amy’ vem com um gostinho do que são as consequências dessa farra”, disse o vocalista Billie Joe Armstrong sobre a música para a revista Rolling Stone.

Ben Folds – “Late”
Homenagem a Elliott Smith

Ben Folds fez turnê com Elliott Smith em 1998, quando ainda estava com o Ben Folds Five. A letra fala de Smith e cita até suas habilidades no basquete. “Joguei com ele e o Beck uma vez”, disse, “e Elliott estava fazendo cestas como se não houvesse amanhã.”

Roger Daltrey – “Under a Raging Moon”
Homenagem a Keith Moon

“Under A Raging Moon” é um tributo de Roger Daltrey a Keith Moon, baterista do The Who que morreu em 1978. John Entwistle, baixista da banda, queria tocar esta canção em vez de “Won’t Get Fooled Again” no Live Aid de 1985. Como Pete Townshend discordou, Entwistle gravou sua própria versão da música em seu disco “Left For Live”.

Roberto Carlos – “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”
Homenagem a Caetano Veloso

A letra desta música é uma homenagem a Caetano Veloso feita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Foi composta quando Caetano encontrava-se no exílio, em Londres, para onde foi deportado em 1969 pela Ditadura Militar.

U2 – “Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of”
Homenagem a Michael Hutchence

Bono escreveu esta sobre o suícidio de seu amigo Michael Hutchence, vocalista do INXS. A música é escrita na perspectiva do autor tendo uma discussão sobre o suícidio, em que ele tenta convencer Hutchence a não fazê-lo.

R.E.M. – “Let Me In”
Homenagem a Kurt Cobain

Esta música do disco “Monster” foi escrita após a morte de Cobain, que era fã do R.E.M. A banda ganhou muitas das guitarras do líder do Nirvana em 1994, dadas de presente por Courtney Love, e eles as usaram nesta música.

The Who – “Old Red Wine”
Homenagem a John Entwistle

Foi lançada na coletânea “Then and Now”, e usa um riff que chegou a ser tocado por Entwistle em seus últimos shows com o Who. Outra música que foi lançada na coletânea foi “Real Good Looking Boy”, uma homenagem à Elvis Presley.

The Queers – “Brian Wilson”
Homenagem a Brian Wilson

A música leva o nome de seu homenageado, o  maluquinho líder criativo dos melhores anos dos Beach Boys. “It’s a good thing, Brian Wilson / It’s a good thing we’ve got you around / It’s a good thing, Brian Wilson / ‘Cause you’ve got your feet on the ground”, diz a letra do grupo punk.

Só Pra Contrariar – “Tributo aos Mamonas”
Homenagem aos Mamonas Assassinas

Logo que os Mamonas Assassinas morreram no trágico acidente de 1996, surgiu esta homenagem de um grupo que não poderia ter menos a ver com o quinteto de Guarulhos: o Só Pra Contrariar. A música chora a perda dos Mamonas em uma balada triste.

Foo Fighters – “Friend Of a Friend”
Homenagem a Kurt Cobain

Escrita primeiramente quando Kurt Cobain ainda estava vivo, em sua demo com o codinome Pocketwatch “Late!”, Dave Grohl fala sobre Cobain e Krist Novoselic e suas impressões ao entrar no Nirvana. Mais tarde, ele gravou a música novamente no disco “In Your Honor”, dos Foo Fighters.

“Baby One More Time” pelo TLC? Conheça 20 hits que foram originalmente escritos para outros artistas

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TLC Britney Spears

Nem sempre o primeiro artista que recebe uma música de um letrista ou compositor acha que ela será boa o suficiente para ser gravada. E, às vezes, outro artista tem uma opinião diferente e acaba registrando o som. E quando esse som acaba virando um megahit e atingindo o topo das paradas?

Conheça 20 músicas que foram escritas com o artista A em mente mas acabaram virando hits gravadas pelo artista B (ou C):

“Telephone”
Escrita para: Britney Spears
Quem gravou: Lady Gaga & Beyoncé

A música foi escrita por Lady Gaga para Britney Spears gravar em seu disco “Circus”. A princesinha do pop não aceitou pois a canção “não tinha seu estilo” e a própria Gaga acabou gravando em seu disco “The Fame Monster”, chamando Beyoncé pra participar. Britney chegou a registrar uma demo que apareceu pela internet.

“Malandragem”
Escrita para: Ângela Rô Rô
Quem gravou: Cássia Eller

O primeiro grande hit de Cássia Eller foi escrito por ninguém menos que Cazuza, mas o cantor tinha outra artista com um vozeirão potente em vista quando criou a canção: Ângela Rô Rô. Como ela tinha acabado de gravar um disco, não aceitou o presente e isso acabou fazendo toda a diferença na carreira de Cássia. Ainda bem!

“Total Eclipse Of The Heart”
Escrita para: Meat Loaf
Quem gravou: Bonnie Tyler

Jim Steinman criou esta canção para Meat Loaf, mas quem a deixou popular e a transformou em um dos singles mais vendidos de todos os tempos (e um dos melhores episódios do Piores Clipes do Mundo com Marcos Mion) foi Bonnie Tyler!

“I Don’t Want To Miss A Thing”
Escrita para: Celine Dion
Quem gravou: Aerosmith

A música foi escrita pela compositora Diane Warren e na verdade era destinada à cantora Celine Dion, que acabou recusando a canção (afinal, ela já tinha gravado “My Heart Will Go On”, e duas baladas tema de filme já é demais!) Steven Tyler ouviu a música e o Aerosmith acabou registrando a balada tema de “Armageddon”.

“Don’t You Forget About Me”
Escrita para: Billy Idol
Passada para: Bryan Ferry
Gravada por: Simple Minds

HEY HEY HEY HEY! Escrito por Keith Forsey e Steve Schiff, guitarrista e compositor que trabalhava com Nina Hagen na época, o eterno tema do Clube dos Cinco chegou a ser oferecida para Billy Idol e Bryan Ferry antes de ser gravada pelos Simple Minds e virar hit. Idol chegou a fazer uma cover da música em seu Greatest Hits de 2001.

“Since U Been Gone”
Escrita para: Pink
Passada para: Hilary Duff
Gravada por: Kelly Clarkson

Max Martin e Lukasz “Dr. Luke” Gottwald escreveram essa com Pink na cabeça. Quando ela negou, ofereceram para Hilary Duff, que acabou rejeitando já que ela não alcançava as notas mais altas da canção. Sorte da vencedora do American Idol Kelly Clarkson, que transformou a música num hit arrasa-quarteirão!

“La Isla Bonita”
Escrita para: Michael Jackson
Quem gravou: Madonna

Imaginem só Michael Jackson cantando “La Isla Bonita”. Bom, eu não consegui imaginar, mas isso poderia acontecer, já que a música foi oferecida para o finado Rei do Pop lá nos anos 90. Madonna pegou essa e combinou muito bem com ela.

“We Can’t Stop”
Escrita para: Rihanna
Gravada por: Miley Cyrus

O produtor Mike WiLL Made-It ofereceu a música para Rihanna quando ela estava preparando seu disco “Unapologetic”, mas ela nem chegou a ouvir. Aí mostraram para Miley, que ouviu, curtiu e acabou deixando pra trás de vez a Hanna Montana que havia nela.

“Rock Your Body”
Escrita para: Michael Jackson
Gravada por: Justin Timberlake

Essa aqui talvez pudesse salvar o fiasco que foi “Invincible”, último disco de Michael Jackson. Pois é, ela foi oferecida a Jacko e rejeitada, e acabou ficando com um cara que o idolatra: Justin Timberlake, que viria a participar do lançamento póstumo (e hit) “Love Never Felt So Good”.

“Hungry Heart”
Escrita para: Ramones
Gravada por: Bruce Springsteen

Joey Ramone encontrou Springsteen em Asbury Park, New Jersey, e lhe pediu para escrever uma canção para o Ramones. Springsteen compôs “Hungry Heart” naquela noite, mas quem acabou gravando a música foi ele mesmo…

“Umbrella”
Escrita para: Britney Spears
Gravada por: Rihanna

O compositor e produtor norte-americano Christopher “Tricky” Stewart, Terius “The-Dream” Nash e Kuk Harrell criaram a canção em 2007 com Britney Spears em mente, com quem Stewart já havia trabalhado em 2003 com o single “Me Against the Music”. Spears estava trabalhando em seu álbum “Blackout” e a gravadora nem deixou ela ouvir, dizendo que já tinha músicas suficientes. Isso foi ótimo para Rihanna, que a gravou em seu terceiro álbum, “Good Girl Gone Bad” e estourou nas paradas!

“Baby One More Time”
Escrita para: TLC
Gravada por: Britney Spears

E por falar em Britney Spears, seu primeiro hit foi originalmente oferecido para o TLC, que achou que a música não combinava com a postura “séria” do grupo. E até que estavam certas: o trio já estava mandando os homens catar coquinho em “No Scrubs”, não combinaria ficarem falando que “my lonelyness is killing me”. E foi assim que Britney foi lançada ao estrelato.

“Toxic”
Escrita para: Kylie Minogue
Gravada por: Britney Spears

Mais uma que Britney garfou: Cathy Dennis, Henrik Jonback, Christian Karlsson e Pontus Winnberg compuseram essa canção e ofereceram para a australina Kylie Minogue, que recusou e acabou indo para a princesinha do pop. Kylie não ficou chateada por perder o hit. “Eu não fiquei brava quando fez sucesso com Britney. É como quando um peixe escapa na pescaria: você apenas aceita”, disse.

“Holiday”
Escrita para: Mary Wilson
Gravada por: Madonna

A música foi primeiro oferecida para Mary Wilson, que recusou. Curiosidade: a capa do single não tinha a imagem de Madonna, pois os executivos achavam que a canção não combinava com sua imagem. Será?

“Call Me”
Escrita para: Stevie Nicks
Gravada por: Blondie

Você sabia que essa música foi composta por Giorgio Moroder? Primeiramente, ele foi atrás de Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, para ajudá-lo a terminar. Ela recusou, e ele mostrou uma demo chamada “Man Machine” para Debbie Harry, que ajudou a transformá-la em “Call Me” e virar a música-tema do filme American Gigolo, de 1980.

“Don’t Cha”
Escrita para: Paris Hilton
Gravada por: Pussycat Dolls

O single que colocou as Pussycat Dolls no mapa foi inicialmente oferecida para as Sugababes e Paris Hilton, e ambas recusaram. Em 2006, Hilton falou que não ficou impressionada com a faixa quando a ouviu, e disse. “Eu acho que ouvi uma outra versão, não essa que todos conhecemos e amamos. Se eu tivesse ouvido essa versão, com certeza não teria declinado”. Dor de cotovelo?

“Golden Years”
Escrita para: Elvis Presley
Gravada por: David Bowie

Bowie compôs essa no pico de seu vício em cocaína e tentou emular um som “da Broadway”, com Elvis Presley em mente para cantá-la. O Rei declinou a oferta e o próprio Bowie a gravou em “Station To Station”.

“Happy”
Escrita para: Cee Lo Green
Gravada por: Pharrell Williams

“Happy”, a música que tocou em todos os lugares do mundo nos últimos dois anos, chegou a ser gravada por Cee Lo Green. Mas a versão que foi lançada e fez sucesso foi a de seu compositor, Pharrell. Aliás, será que ele ainda aguenta cantar essa sem pensar “ai, que saco, vamos lá novamente”?

“My Humps”
Escrita para: Pussycat Dolls
Gravada por: Black Eyes Peas

A música com letra mais bizarra e escrota da face da Terra (tá, não é pra tanto, mas o próprio Will.I.Am prometeu que o Black Eyed Peas não cantaria mais ela) foi escrita originalmente para as Pussycat Dolls. Cá entre nós, até combinaria mais. Mas aí a composição do líder do BEP que foi pra elas acabou sendo “Beep” e ficou a cargo de Fergie ficar falando sobre suas “lovely lady lumps”.

“The Long And Winding Road”
Escrita para: Tom Jones
Gravada por: The Beatles

Em 2012, Tom Jones revelou que Paul McCartney escreveu a balada “The Long And Winding Road” para ele cantar. A condição de Paul era que a música fosse lançada como próximo single por Jones. Ele já tinha a música “Without Love” engatilhada pela gravadora, que negou a proposta e a balada acabou fazendo parte de “Let It Be”, último disco dos Beatles.

Duo The Niuzz, da Argentina, faz electrorock energético com toques de punk e glam rock

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The Niuzz, da Argentina

Rocko Rainoldi e Ludmila Fazzari são o duo The Niuzz, que faz electrorock cheio de influências de punk rock, pós punk e new wave em sua composição. Quantas vezes eles tocaram ao vivo até agora? Zero. Mas isso não significa que eles não tenham criado um monte de música. Afinal, hoje em dia as redes sociais estão aí pra levar o som das bandas para todo o mundo direto de suas garagens. “Para nós é, hoje, a única ferramenta que usamos para mostrar o que fazemos. É incrível onde chegamos com a ajuda do Facebook, Twitter, Soundcloud, Reverbnation, Youtube”, dizem.

Conversei com a dupla sobre a vida de artista independente, o rock nacional argentino, a divulgação via internet e a relação deles com o Brasil:

– Como a banda começou?

A gente se juntou em 2013, com algumas músicas que a Ludmila queria gravar. A coisa começou a fluir tão naturalmente que, ainda hoje, continuamos sem parar, criando, fazendo e procurando nosso caminho!

– E de onde veio o nome da banda?

Nós escolhemos o nome pelo seu som, rítmico. Não significa nada em particular, mas para nós é como um raio que cai do céu, a inspiração. Se eu tivesse um som: NZZ!

– Quais são suas maiores influências?

A verdade é que muitas! De Ramones a Britney Spears, nós dois temos um passado musical muito amplo. Há alguns meses atrás, Rocko era o baterista dos Tormentos (banda instrumental de surf music). Inclusive eles tocaram algumas vezes no Brasil. Ludmila tinha uma banda de rockabilly…

– E como isso influenciou o som atual de vocês? Como vocês definiriam o som do The Niuzz?

De alguma maneira, juntamos o que mais nos atrai em cada estilo e tentamos não nos encaixar em nenhum. Acredito que nossa formação foi essencial com todo o background com que já contávamos. Hoje com certeza temos mais liberdade em compor sem limites de estilo. Tentamos fazer com que nossas canções possam ser interpretadas de diversas maneiras, seguindo nosso estado de espírito. Hoje nosso som é electro dance, amanhã pode ser glam rock.

– Como é a cena rock da Argentina? O rock nacional é muito valorizado por aí, né?

Sim, na Argentina o rock nacional é o mais popular. Sempre vai ser mais fácil para bandas com letras em castelhano sair do underground. Mas o underground nunca pára de crescer!

The Niuzz, da Argentina

– Vocês já vieram para o Brasil? O que acham da música daqui?

Ratos de Porão, Autoramas, Dead Rocks, Forgotten Boys… Estas são algumas das bandas que escutamos. Nunca viajamos juntos para o Brasil. As percepções e experiências sobre o país são bem mais individuais do que como banda… Ah, sim, esquecemos do CSS, uma grande referência para nós hoje em dia.

– Como vocês definiriam o som do The Niuzz?

Em poucas palavras, electrorock, new wave… Agora está chegando a hora de estrear nossas canções ao vivo e para isso estamos ensaiando com um grupo de músicos amigos. Dentro de pouco tempo estaremos anunciando nossa primeira apresentação ao vivo.

– Vocês começaram na internet. Como vocês acham que a internet ajuda bandas que estão começando?

Para nós é, hoje, a única ferramenta que usamos para mostrar o que fazemos. É incrível onde chegamos com a ajuda do Facebook, Twitter, Soundcloud, Reverbnation, Youtube!

The Niuzz, da Argentina

– Quais são os próximos passos do The Niuzz?

Agora mesmo, estamos nos preparando para nossos shows! Sempre compondo novas músicas, fazendo vídeos… Somos o que mostramos, essa é a nossa vida. Nosso dia a dia é o que nos faz felizes. Agora também estamos gravando para um tributo ao The Clash, que vai sair em outubro.

– Recomendem bandas que chamaram sua atenção nos últimos tempos!

Persona, La Tumba del Alca, Tirapiedras, Juvenilia, Autopista, LRHP, Yaga Plush, Patokai… São algumas das bandas independentes que escutamos, algumas pelo som e outras pelas suas personalidade, juventude ou atitude, como Tirapiedras e Yaga Plush por exemplo!