Construindo HL Arguments: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo HL Arguments

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda HL Arguments, que indica suas 20 canções indispensáveis.

George Harrison“Isn’t it A Pity”
Helio Lima: Essa música e todo o álbum da qual ela faz parte é referência máxima para várias das músicas e composições, como “I Dont’ Need To Go”, “New Direction” e “Fixing My Words”.

John Lennon“Jealous Guy”
Helio Lima: “Hook” nasceu dessa canção do Lennon. Absolutamente linda, absolutamente triste.

Radiohead“Fake Plastic Trees”
Helio Lima: Uma das músicas mais belas e sensíveis que eu já ouvi na vida. Radiohead compõe muito do meu estilo de escrita em letras e arranjos.

Queen“Spread Your Wings”
Helio Lima: Queen é minha banda de conceito. E “Spread Your Wings” (sobretudo a versão ao vivo do álbum “Live Killers” é sensivelmente linda e tocante. O lado mais emotivo da HL Arguments bebe muito nessa escola.

Dream Theater“Six Degrees of Inner Turbulence”
Wesley Lima: A busca pela técnica e perfeição dessa banda deveria empolgar a todo o músico que quer trazer o melhor ao seu público.

Metallica“(Anesthesia) Pulling Teeth”
Wesley Lima: Não há como negar a influência empolgante do Metallica em alguns dos nossos arranjos, sobretudo ao vivo.

U2“I Still Haven’t Found What I’m Looking For”
Wesley Lima: Essa é clássica! Acho que ninguém pode negar que trata-se de um clássico do rock. Melodia linda que inspira muito de minhas linhas na HL Arguments.

The Smiths“There is a Light That Never Goes Out”
Wesley Lima: Outra música e banda que não poderia faltar na lista. Eles são enigmáticos e isso nos inspira.

Oasis“Don’t Look Back In Anger”
Fernando Silvestre: Clássico britânico que constrói em si boa parte dos arranjos da HL Arguments, que tem no britpop uma enorme referência.

Travis“As You Are”
Fernando Silvestre: As melodias do Travis são lindíssimas. Essa música tem uma das melodias mais bonitas da banda. Enorme referência para a HL Arguments.

Beatles“While My Guitar Gently Weeps”
Fernando Silvestre: Eis a escola máxima para todo o guitarrista. Procuro trazer solos para as nossas canções que contenham certa magia. Não se trata apenas de técnica. Se trata de magia.

Foo Fighters“The Pretender”
Fernando Silvestre: Somos muito enérgicos ao vivo e essa canção e banda mostra muito disso. Tem a ver com o nosso lado mais enérgico.

Amy Winehouse“Tears Dry On Their Own”
Amanda Labruna: Amo soul e blues e trago isso para as nossas canções. Com toda certeza.

Cake“Never There”
Amanda Labruna: A HL Arguments é uma banda de temas sérios, densos, dançantes e divertidos. Temos algo de Cake em algumas de nossas canções.

Queen“Another One Bites The Dust”
Amanda Labruna: Outra música que mostra o nosso lado mais dançante e divertido. E eu amo essa parte no Queen.

Michael Jackson“Heal the World”
Amanda Labruna: Michael foi um dos vocalistas mais importantes da história do pop. Reconhecemos nele um artista completo, cheio de alegria em seu trabalho. Isso nos inspira.

Dream Theater“The Great Debate”
Marcos Cesar: O som cristalino das músicas do Dream Theater é algo que me agrada muito. Procuro trazer uma linha de riquezas e detalhes para as baterias que foi no Dream Theater que eu aprendi.

Metallica“Welcome Home Sanitarium”
Marcos Cesar: Explosão e força compõem as músicas do Metallica. Isso tem muito de nosso som.

Metallica“All Nightmare Long”
Marcos Cesar: Mais uma dessa banda que é a minha banda de conceito. Temos a nossa vertical mais roqueira “também” e eu vejo essa versatilidade nossa como algo muito positivo.

Porcupine Tree“Blackest Eyes”
Marcos Cesar: Música de variações e proposta versátil, componente muito presente em nosso trabalho.

Ouça a playlist e siga o Crush em Hi-Fi no Spotify:

Shai leva o esquema DIY a sério em seu EP: “Consegui deixar da maneira como concebi na minha cabeça”

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Shai

Shai, cujo nome real é Paloma Ribeiro, começou a tocar graças à Freddie Mercury e ao Queen, quando era pequena. A partir daí, pegou a guitarra e não parou mais, passando por diversas bandas e assim moldando o tipo de som que gostaria de fazer. No ano passado, gravou praticamente sozinha seu primeiro EP, com cinco faixas. “No meu caso, o fato de estar sem banda na época da gravação contribuiu . Mas achei a experiência válida por que consegui deixar o disco 100% da maneira como concebi na minha cabeça”, explica.

Disponível no Soundcloud, o EP conta com quatro músicais autorais e uma cover de “Rockin’ In The Free World”, clássico de Neil Young. “Apesar de falarem sobre experiência pessoal, acho que as músicas tem como fundo coisas que atingem o ser humano no geral. Principalmente essa sensação de tempo perdido, que acho que todo mundo atualmente tem”, conta a artista. “Outro tema que abordo é como o mercado ainda nos dias de hoje têm relutância com relação a mulheres no rock, algo que vejo muito em casas de shows e festivais”.

Conversei com Shai sobre o EP, a gravação no esquema Do It Yourself, a vida de artista independente e seus próximos trabalhos:

– Como começou sua carreira?
Eu comecei muito cedo na música depois de ver pela primeira vez o Queen tocando. Decidi que era o que eu queria fazer e passei por alguns instrumentos antes de chegar finalmente a guitarra/vocal. Já tive muitas bandas ao longo dos anos, e fui moldando o tipo de som que quero arrancar da minha guitarra com o tempo. Mas desde aquele dia sempre soube que precisava de rock.

– Você gravou todas suas músicas sozinha?
Todos os instrumentos com exceção da bateria, que foi gravada pela Daniely Simões. Gravamos por linha, e levou mais ou menos 1 mês pra ficar tudo pronto e mixado, já que eu precisava tocar cada um dos instrumentos, e depois os vocais (risos).

Shai

– Me fale um pouco mais sobre esse material que você lançou.
O material todo levou aproximadamente 1 ano pra ganhar a forma que ganhou. Apesar de falarem sobre experiência pessoal, acho que as músicas tem como fundo coisas que atingem o ser humano no geral. Principalmente essa sensação de tempo perdido, que acho que todo mundo atualmente tem. Acho que o efeito que a música causa é justamente esse, você pode até falar sobre algo que aconteceu com você ou algum sentimento que tem, e sempre terá alguém que passou por algo parecido, ou que de alguma forma lembrou de algo por conta daquilo. Outro tema que abordo é como o mercado ainda nos dias de hoje têm relutância com relação a mulheres no rock, algo que vejo muito em casas de shows e festivais.

– Quais as suas maiores influências musicais?
Queen e Joan Jett são com certeza os meus top #1 ! Mas Também pode incluir na lista David Bowie, Stooges e Chuck Berry. São músicos que amam a música e isso fica nítido no som! Por isso são minhas influencias!

Shai

– Quais as maiores vantagens e desvantagens de ser uma artista independente no Brasil hoje em dia?
A maior vantagem com certeza é a liberdade de criação. Vê, você pode compor, tocar, escrever exatamente como imaginou, sem intervenção externa na sua música. Isso com certeza é ótimo, afinal você pode levar o seu som pro lugar que quer. A desvantagem é a dificuldade que grande parte dos artistas independentes sofrem em entrar nas casas de shows, e todo tipo de evento e veículo de comunicação, sem um suporte de peso por trás. Apesar de todo o acesso que temos hoje em dia, grande parte das pessoas ainda utiliza somente grandes meios de comunicação para ouvir as novidades, e acaba perdendo muita coisa fenomenal que esta acontecendo na cena underground.

– Como você usa a internet para divulgar seu trabalho? A internet é aliada ou vilã na vida dos músicos?
Tenho usado muito os veículos de divulgação gratuitos e as redes sociais num geral. É um pouco complicado pra um artista independente pagar sites de divulgação. Mas de fato hoje temos uma gama grande de ferramentas disponíveis para isso. Acredito que a internet acaba sendo um aliado, se for usada da forma correta. Isso porque ela permite que o artist independente não fique preso aos grandes meios de comunicação. Funciona, se bem direcionada.

Shai

– Você está fazendo shows? Como estão sendo?
Agora estou em processo de juntar um grupo pra poder agendar shows do EP. Mas fiz alguns shows com essas músicas no segundo semestre de 2015 (no Fofinho e alguns em bares da Freguesia do Ó), shows agitados, com certeza (risos) e percebi que a aceitação das pessoas foi bem grande! Inclusive algumas já me pediram o disco impresso. Percebo uma vontade do público em geral por novidades, a maioria só não sabe muito bem onde encontrá-las.

– Se você pudesse trabalhar com qualquer pessoa do mundo da música, quem seria?
Trabalhar com alguém que você admira seria ótimo! Acho que Joan Jett e Dave Grohl seriam duas pessoas interessantes de trabalhar. Aqui no âmbito nacional, uma parceria com a Banda Cruz seria de fato algo enriquecedor. Acho o som deles poderoso e criativo.

Shai

– Quais seus planos para 2016?
Bem, pretendo juntas um grupo e realmente cair na estrada para divulgar o EP. A principio por casas de shows e festivais em SP, mas se rolar shows fora do estado, com certeza eu vou. Já tenho trabalhado em material novo, mas ainda muito fresco. O plano pra 2016 é mesmo esse: shows e mais shows (risos).

– Recomende bandas/artistas (de preferência independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos.
De bandas internacionais, tenho escutado muito Dead Sara, que na minha opinião é uma das melhores bandas que ouvi nos últimos tempos. No meio nacional existem muitas bandas boas que as pessoas não estão sabendo ouvir! Acho que as 1as que vem a mente são: Banda Cruz, que acho realmente sensacionais, Far From Alaska, Cracker Blues, Suricato, todas independentes e com som potente. Vale a pena conferir.

“Weird Al” Yankovic e 11 medleys de polka que contam a história do pop internacional

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Weird Al Yankovic
Weird Al Yankovic

“Weird Al” Yankovic é mundialmente conhecido por criar paródias incríveis, como “Eat It” (de “Beat It”, Michael Jackson), “Like a Surgeon” (“Like a Virgin”, Madonna), “White and Nerdy” (“Ridin'”, de Chamillionaire) e até “Smells Like Nirvana”,  versão do maior hit do Nirvana, “Smells Like Teen Spirit”. Segundo Kurt Cobain, a banda só reparou que estava no topo quando viu que Al havia feito uma paródia de sua música, e autorizaram sem pensar duas vezes.

Mas o talento de Al não pára por aí. Além de exímio parodiador, ele também é perito no acordeom, especialmente tocando polkas. E é lógico que ele não ia deixar essa habilidade de lado: em seus discos, Yankovic sempre traz pelo menos uma polka, normalmente um medley que reúne diversos sucessos do momento no ritmo dançante que faz qualquer velhinho americano relembrar dos velhos tempos e sair dançando. Coloque seu vestido de bolinhas, seu sapato de dança e viaje agora pelos hits que o comediante transformou em polka:

“Polkas on 45” do disco “In 3-D” (1984)

“Polkas on 45” é o primeiro medley de polka lançado por “Weird Al”. Foi lançado em seu segundo disco, “In 3-D”, e junto com “The Hot Rocks Polka”, faz versões polka de músicas populares dos anos 60 e 70 e não só de hits contemporâneos da época, o que virou regra nos próximos álbuns. O nome da música brinca com a banda Stars on 45, que lançava discos de medleys muito populares.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Jocko Homo”, Devo
“Smoke on the Water”, Deep Purple
“Sex (I’m A…)”, Berlin
“Hey Jude”, The Beatles
“L.A. Woman”, The Doors
“In-A-Gadda-Da-Vida”, Iron Butterfly
“Hey Joe”, Jimi Hendrix
“Burning Down the House”, Talking Heads
“Hot Blooded”, Foreigner
“Bubbles in the Wine”, Bob Calame
“Every Breath You Take”, The Police
“Should I Stay or Should I Go”, The Clash
“Jumpin’ Jack Flash”, The Rolling Stones
“My Generation”, The Who

“Hooked on Polkas”, do disco “Dare to Be Stupid” (1985)

“Hooked on Polkas” aparece no terceiro disco de “Weird Al”, “Dare to Be Stupid”, sendo lançada como single no Japão. O título do medley é uma referência ao disco de 1981 “Hooked On Classics”, que trazia versões disco para canções da música clássica.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“State of Shock”, The Jacksons and Mick Jagger
“Sharp Dressed Man”, ZZ Top
“What’s Love Got to Do with It”, Tina Turner
“Method of Modern Love”, Hall & Oates
“Owner of a Lonely Heart”, Yes
“We’re Not Gonna Take It”, Twisted Sister
“99 Luftballons”, Nena
“Footloose”, Kenny Loggins
“The Reflex”, Duran Duran
“Bang Your Head (Metal Health)”, Quiet Riot
“Relax”, Frankie Goes to Hollywood

“Polka Party!”, do disco “Polka Party!” (1986)

“Polka Party!” faz parte do quarto disco de “Weird Al”, “Polka Party!”. O medley conta com sucessos do meio dos anos 80 com o acordeom de Yankovic pegando fogo. Mesmo baladas como “Say You, Say Me” ganham ritmo.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Sledgehammer”, Peter Gabriel
“Sussudio”, Phil Collins
“Party All the Time”, Eddie Murphy
“Say You, Say Me”, Lionel Richie
“Freeway of Love”, Aretha Franklin
“What You Need”, INXS
“Harlem Shuffle”, The Rolling Stones
“Venus”, Bananarama
“Nasty”, Janet Jackson
“Rock Me Amadeus”, Falco
“Shout”, Tears for Fears
“Papa Don’t Preach”, Madonna

“The Hot Rocks Polka”, do disco “UHF” (1989)

A quarta polka é um medley um pouco diferente dos outros, lançado no disco (e filme) “UHF”. Todas as músicas desta polka são dos Rolling Stones, e o título se refere a “Hot Rocks 1964-1971”, um disco greatest hits da banda.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“It’s Only Rock ‘n Roll (But I Like It)”
“Brown Sugar”
“You Can’t Always Get What You Want”
“Honky Tonk Women”
“Under My Thumb”
“Ruby Tuesday”
“Miss You”
“Sympathy for the Devil”
“Get Off of My Cloud”
“Shattered”
“Let’s Spend the Night Together”
“(I Can’t Get No) Satisfaction”

“Polka Your Eyes Out”, do disco “Off the Deep End” (1992)

“Polka Your Eyes Out” é a quinta polka de Yankovic, lançada em seu primeiro disco nos anos 90, “Off the Deep End”. Aqui, rock alternativo, rock farofa e música eletrônica do começo dos 90s se misturam no ritmo dançante do balancê americano:

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Cradle of Love”, Billy Idol
“Tom’s Diner”, DNA featuring Suzanne Vega
“Love Shack”, The B-52’s
“Pump Up the Jam”, Technotronic
“Losing My Religion”, R.E.M.
“Unbelievable”, EMF
“Do Me!”, Bell Biv DeVoe
“Enter Sandman”, Metallica
“The Humpty Dance”, Digital Underground
“Cherry Pie”, Warrant
“Miss You Much”, Janet Jackson
“I Touch Myself”, Divinyls
“Dr. Feelgood”, Mötley Crüe
“Ice Ice Baby”, Vanilla Ice

“Bohemian Polka”, do disco “Alapalooza” (1993)

“Bohemian Polka” foge à regra: não é um medley, e sim uma versão polka completamente dedicada ao clássico “Bohemian Rhapsody”, o grande clássico do Queen.

“The Alternative Polka”, do disco “Bad Hair Day” (1996)

“The Alternative Polka” aparece no disco “Bad Hair Day”, de 1996, e consiste principalmente de músicas de rock alternativo, estilo que estava em alta no meio dos anos 90. Originalmente, a música continha um trecho de “Buddy Holly”, do Weezer, entre “Bullet With Butterfly Wings” e “My Friends”. Porém, Rivers Cuomo decidiu que não queria no último minuto, fazendo Al ter que editar a canção no último minuto. Mas não rolou briga: a banda aparece nos agradecimentos do disco e o Weezer deixou Al incluir o hit “Beverly Hills” na polka do disco “Straight Outta Lynwood”. A versão completa dessa polka (com Weezer e tudo) apareceu em 2009, em um tweet de Weird Al.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Loser”, Beck
“Sex Type Thing”, Stone Temple Pilots
“All I Wanna Do”, Sheryl Crow
“Closer”, Nine Inch Nails
“Bang and Blame”, R.E.M.
“You Oughta Know”, Alanis Morissette
“Bullet with Butterfly Wings”, The Smashing Pumpkins
“My Friends”, Red Hot Chili Peppers
“I’ll Stick Around”, Foo Fighters
“Black Hole Sun”, Soundgarden
“Basket Case”, Green Day

“Polka Power!”, do disco “Running With Scissors” (1999)

“Polka Power!” aparece no disco de 1999 “Running with Scissors”. O título, é claro, faz referência ao “girl power” do quinteto inglês Spice Girls, que abrem a música com seu mega-hit “Wannabe”.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Wannabe”, Spice Girls
“Flagpole Sitta”, Harvey Danger
“Ghetto Supastar (That Is What You Are)”, Pras featuring Ol’ Dirty Bastard and Maya
“Everybody (Backstreet’s Back)”, Backstreet Boys
“Walkin’ on the Sun”, Smash Mouth
“Intergalactic”, Beastie Boys
“Tubthumping”, Chumbawamba
“Ray of Light”, Madonna
“Push”, Matchbox Twenty
“Semi-Charmed Life”, Third Eye Blind
“The Dope Show”, Marilyn Manson
“MMMBop”, Hanson
“Sex and Candy”, Marcy Playground
“Closing Time”, Semisonic

“Angry White Boy Polka”, do disco “Poodle Hat” (2003)

No começo dos anos 2000, o rock voltou às paradas de sucesso com bandas “indie” como Strokes e a avalanche do new metal. Todos muito cheio de gritos e revolta, daí o nome dessa polka de Al.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Last Resort”, Papa Roach
“Chop Suey!”, System of a Down
“Get Free”, The Vines
“Hate to Say I Told You So”, The Hives
“Fell in Love with a Girl”, The White Stripes
“Last Nite”, The Strokes
“Down with the Sickness”, Disturbed
“Renegades of Funk”, Rage Against the Machine
“My Way”, Limp Bizkit
“Outside”, Staind
“Bawitdaba”, Kid Rock
“Youth of the Nation”, P.O.D.
“The Real Slim Shady”, Eminem

“Polkarama!”, do disco “Straight Outta Lynwood” (2006)

“Polkarama!”, do disco “Straight Outta Lynwood”, mostra um pouco do panorama musical do meio da década de 2000. Com rock, indie e já demonstrando o peso do rap nos próximos anos, o medley originalmente continha um trecho de “Photograph”, do Nickelback, com permissão da banda. Contudo, Yankovic não conseguiu encaixar a música e acabou cortando. O agradecimento ao Nickelback continuou no encarte do álbum.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Let’s Get It Started”, The Black Eyed Peas
“Take Me Out”, Franz Ferdinand
“Beverly Hills”, Weezer
“Speed of Sound”, Coldplay
“Float On”, Modest Mouse
“Feel Good Inc.”, Gorillaz featuring De La Soul
“Don’t Cha”, Pussycat Dolls featuring Busta Rhymes
“Somebody Told Me”, The Killers
“Slither”, Velvet Revolver
“Candy Shop”, 50 Cent featuring Olivia
“Drop It Like It’s Hot”, Snoop Dogg featuring Pharrell
“Pon de Replay”, Rihanna
“Gold Digger”, Kanye West featuring Jamie Foxx

“Polka Face”, do disco “Alpocalypse” (2011)

“Polka Face” foi tocada pela primeira vez em 2010, em shows, e em 2011 foi lançada no disco “Alpocalypse”. O medley consiste em músicas dance-pop, hip hop e R&B. O título é uma óbvia brincadeira com “Poker Face”, grande sucesso de Lady Gaga que abre a polka.

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Poker Face”, Lady Gaga
“Womanizer”, Britney Spears
“Right Round”, Flo Rida ft. Ke$ha
“Day ‘n’ Nite”, Kid Cudi
“Need You Now”, Lady Antebellum
“Baby”, Justin Bieber ft. Ludacris
“So What”, Pink
“I Kissed a Girl”, Katy Perry
“Fireflies”, Owl City
“Blame It”, Jamie Foxx ft. T-Pain
“Replay”, Iyaz
“Down”, Jay Sean ft. Lil Wayne
“Break Your Heart”, Taio Cruz ft. Ludacris
“Tik Tok”, Ke$ha

“Now That’s What I Call Polka!”, do disco “Mandatory Fun” (2014)

“Now That’s What I Call Polka!” é a mais recente polka do Weird Al. O título é uma brincadeira com as coletâneas “Now That’s What I Call Music!”. Faz parte do último disco de Al, “Mandatory Fun”. Será que com a queda da indústria fonográfica teremos mais polkas, talvez lançadas diretamente na internet?

As seguintes músicas fazem parte do medley:
“Wrecking Ball”, Miley Cyrus
“Pumped Up Kicks”, Foster the People
“Best Song Ever”, One Direction
“Gangnam Style”, Psy
“Call Me Maybe”, Carly Rae Jepsen
“Scream & Shout”, will.i.am feat. Britney Spears
“Somebody That I Used to Know”, Gotye feat. Kimbra
“Timber”, Pitbull feat. Kesha
“Sexy and I Know It”, LMFAO
“Thrift Shop”, Macklemore & Ryan Lewis feat. Wanz
“Get Lucky”, Daft Punk feat. Pharrell Williams

Então é Natal: 26 músicas natalinas para o 25 de dezembro que não são da Simone

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Bruce Springsteen Natal

Então é Natal… e o que você fez? Se você amaldiçoou a versão da Simone para “Happy Xmas (War Is Over)” do John Lennon, provavelmente você não foi o único. Afinal, desde que foi lançada, a música é tocada à exaustão em quase todos os lugares em que se vai nessa época. Mas calma: dá pra escapar dessa canção.

Confira aqui uma lista com 26 músicas natalinas (e anti-natalinas) que podem ajudar a salvar o seu Natal:

Bruce Springsteen“Santa Claus Is Coming To Town”

Nada melhor que passar a noite de Natal com The Boss, certo?

Garotos Podres“Papai Noel Velho Batuta”

Uma ode ao Papai Noel que só presenteia quem merece (ou seja, quem tem grana).

The Killers“Don’t Shoot Me Santa”

The Killers tem uma tradição de sempre lançar músicas no Natal. Essa é a de 2007, onde Papai Noel tá com uma arma carregada atrás do povo, mas se você fuçar, vai achar muitas outras.

Raimundos“Infeliz Natal”

Assim como no caso dos Garotos Podres, os Raimundos resolveram cantar o Natal de quem não tem lá tanta felicidade pra comemorar em dezembro.

Ramones“Merry Christmas (I Don’t Wanna Fight Tonight)”

Não é segredo pra ninguém que os Ramones não se suportavam. Talvez essa relação tempestuosa dos rapazes tenha inspirado os parênteses do refrão da música natalina do grupo.

Slade “Merry Xmas Everybody”

Poxa, um Natal com o Slade é muito mais bacana, não dá pra negar. Vejam só o vídeo e tentam não se contagiar pelo clima natalino roqueiro setentista.

The Ravers“(It’s Gonna Be A) Punk Rock Christmas”

Com letras como “Johnny Ramone will get a sled for a car” e “Even Santa will be a Sex Pistol for a day”, o Ravers manda muito bem no Natal punk rock.

Run-DMC“Christmas In Hollis”

Descubra como seria um Natal com os Kings Of Rock Run-DMC. Na letra você descobre até o cardápio que a mãe de Run prepara. Anote e torça pro Aerosmith aparecer na hora da ceia.

The Darkness“Christmas Time (Don’t Let The Bells End)”

Lógico que uma música natalina do The Darkness não ia faltar. Tem toda a breguice da banda (no bom sentido) e os agudinhos que caracterizam o som.

Fear“Fuck Christmas”

Ei, nem todo mundo gosta do Natal. O Fear está entre esse grupo.

Blink-182“I Won’t Be Home For Christmas”

Mais uma pra quem não curte muito o feriado do nascimento de Jesus. O Blink-182 dá o recado e mostra a vida de um cara que desce o cacete nos que adoram o Natal e acaba tendo seu “presente desembrulhado” na prisão.

Dio“God Rest You Merry Gentlemen”

Uma das maiores vozes do metal gravou uma canção natalina com toques de Sabbath.

TLC“Sleigh Ride”

Aqui no Brasil, passeio de trenó só se for no dos Papais Noéis do Center Norte. Então, divirta-se com o passeio de trenó do TLC.

Wham!“Last Christmas”

George Michael na fase “Wake Me Up Before You Go Go” te relembra do Natal passado.

Rancid “Xmas Eve (She Got Up And Left Me)”

No Natal do Rancid, alguém levou um pé na bunda. Acontece, fazer o quê. Melhor sorte no ano que vem.

Julian Casablancas“I Wish It Was Christmas Today”

O vocalista dos Strokes está mais ansioso do que você pro Natal, pode ter certeza.

Fountains Of Wayne“I Want An Alien For Christmas”

Alguns pedem roupas. Outros pedem brinquedos. Tem quem peça carros, celulares e etc. Já o Fountains Of Wayne pediu um Alien.

Stiff Little Fingers“White Christmas”

Os ingleses pisam em cima do clássico e deixam “White Christmas” mais punk do que você imaginaria. Ah, e no meio eles aceleram um pouco mais, pra deixar os familiares mais horrorizados.

Lady Gaga e Tony Bennett“Winter Wonderland”

A versão jazzy de Gaga junto com Bennett mostrou o poder de sua voz em “Winter Wonderland” e oferece um Martini para o Papai Noel.

Ludacris“Ludacrismas”

Tá, essa aqui foi só pelo título trocadilho.

Bad Religion“Little Drummer Boy”

Acredite ou não, o Bad Religion tem um disco só de músicas de Natal. Ei, punks também gostam de panetone.

Tom Waits“Christmas Card From a Hooker In Memphis”

Tom Waits é Tom Waits e a música natalina dele é sobre um cartão de Natal recebido de uma prostituta do Memphis. Bom, pelo menos ele recebeu um cartãozinho.

Queen“Thank God Is Christmas”

Freddie Mercury e cia. também se amarravam no Bom Velhinho e agradecem a Deus pela chegada de dezembro. Ou então só estavam ansiosos pelo recesso que fim de ano, quem sabe.

Corey Taylor (do Slipknot e Stone Sour) – “X-M@$”

O vocalista do Slipknot e Stone Sour resolveu lançar sozinho sua “homenagem” ao Natal.

Eazy-E“Merry Motherfuckin’ Christmas”

O ex-NWA fazendo uma canção de Natal? Bom, vejam o título. Christmas in Compton, cara.

The Dickies“Silent Night”

Se vamos falar de clássicos, tem que ter “Noite Feliz”, né?

Australianos do The Jezabels colecionam prêmios e não têm medo de se aproximar do pop

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The Jezabels

Formada na Austrália em 2007, The Jezabels já lançou 3 EPs (The Man Is Dead”, “She’s So Hard” e “Dark Storm”)  e 2 discos (“Prisoner” e “The Brink”) e hoje em dia não tem mais medo de abraçar o pop. “Pop é uma palavra estranha”, diz a vocalista Hayley Mary. “Mas conforme você vai ficando mais velho e mais experiente, a tendência é apreciar mais a simplicidade”.

Contando também com Nik Kaloper na bateria, Samuel Lockwood na guitarra e Heather Shannon nos teclados, a banda recebeu diversos prêmios: ‘Disco do Ano’ no Rolling Stone Awards, Australian Music Prize e ARIA Award de ‘Melhor Lançamento Independente’, em 2012, e ‘Single do Ano’ no Rolling Stone Awards de 2014.

Conversei com Nik sobre a carreira da banda, sua discografia e a paixão deles pelo Brasil:

– Como a banda começou?

Nós quatro fomos para a Universidade de Sydney e Hayley e Heather estavam escrevendo músicas que acabaram contando com a ajuda de Sam na guitarra e, em seguida, eu na bateria. Começamos a tocar com o objetivo de competir em uma batalha de bandas na faculdade – quando ficamos em segundo, pensamos que poderia ser em uma boa, e continuamos indo em frente. Isso foi quase 8 anos atrás.

– Me falem sobre o material que vocês já lançaram.

Nós lançamos 3 EPs e 2 álbuns até agora. Cada EP tem 5 faixas, o primeiro álbum tem 13 faixas e o segundo álbum tem 10 (com uma faixa bônus na versão australiana) – Seus nomes, em ordem cronológica, são The Man Is Dead”, “She’s So Hard”, “Dark Storm”, “Prisoner” e “The Brink”. Temos também um álbum ao vivo. Todo nosso material é escrito de forma colaborativa – todos nós temos um grau de influência sobre as canções.

– Quais as suas maiores influências musicais?

Eu cresci ouvindo grunge e emo bandas como Sunny Day Real Estate e Cursive. Depois ampliei um pouco meu gosto e descobri o death metal técnico e os belos ritmos trabalhados no gênero. Em certo momento, percebi que vale a pena ser influenciado por todo tipo de música, por uma razão ou outra. Eu tenho escutado Queen todo dia, por exemplo.

– Como surgiu o nome Jezabels?

O nome refere-se à personagem bíblica Jezebel. Ela é muito vista como um símbolo da mulher caída na sociedade de hoje, acho que nós estamos tentando fazê-la ficar de pé novamente.

The Jezabels

– Como você descreveria seu som?

Grande e dramático.

– Qual é o melhor lugar em que vocês já tocaram?

Uma vez que nós tocamos em um barco a vapor que estava viajando ao redor do rio Willamette em Portland, Oregon. Nós estávamos fora no deck superior assistindo pontes maciças passarem por cima de nós enquanto tocamos nossas músicas. Essa foi uma experiência bastante especial.

– Vocês pretendem vir ao Brasil? Você conhece alguma banda brasileira?

Nós absolutamente adoraríamos ir ao Brasil. Infelizmente, não temos planos para isso ainda. Nós estamos determinados a ir para a América do Sul antes do fim de nossa carreira, nós definitivamente faremos o nosso melhor. Sepultura são brasileiros, conhecemos eles!

– O rock and roll ainda vive nos dias de hoje?

Absolutamente, eu só acho que você precisa cavar um pouco mais para encontrá-lo no nosso panorama musical atual. Se rock and roll a significa ter uma atitude anti-establishment e subversivo, eu acho que é visto menos na mídia mainstream da música nos dias de hoje, infelizmente.

– Qual a melhor e a pior parte de ser uma banda independente?

A melhor parte de ser uma banda independente é exatamente isso, a independência. A pior parte é encontrar maneiras para financiar algumas de suas atividades, sempre será mais difícil para uma banda independente para encontrar o investimento de capital necessário para fazer um álbum e turnê.

– Recomende algumas bandas (especialmente se forem independentes!) que chamaram sua atenção ultimamente.

Ultimamente eu tenho escutado muito Com Truise e Melt Banana (de estilos muito diferentes!) Se quem estiver lendo isto não tiver dado atenção suficiente para o Kraftwerk, recomendo Computer World – assisti um documentário sobre Kraftwerk e nunca percebi até que ponto que eles influenciaram a trajetória da música moderna. Desde então, fiquei viciado neles.

Tributos e homenagens: confira 18 músicas que são inspiradas em outros artistas e bandas

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Kurt Cobain e Flea

Homenagens e tributos são comuns no mundo da música, já que entre os artistas sempre surgem influências, amizades e a admiração à grandes músicos. São comuns os tributos aos que já se foram, como no clássico single de Elton John “Candle In The Wind”, que já foi lançada como homenagem à Marilyn Monroe e Princesa Diana. Mas também existem as canções que se originam da mais pura admiração. Reuni 18 canções que prestam homenagens a outras bandas e artistas:

Queen – “Life Is Real”
Homenagem a John Lennon

A música do disco “Hot Space” foi composta em homenagem a John Lennon. Ela emula diferentes estilos de música de Lennon, e as letras são principalmente sobre quando Freddie Mercury soube que John havia morrido.

Motörhead – “R.A.M.O.N.E.S.”
Homenagem aos Ramones

“R.A.M.O.N.E.S.” é uma homenagem do Motörhead aos Ramones. Presente no álbum de 1991 “1916”, a música cita nominalmente todos os membros da banda novaiorquina, inclusive Dee Dee Ramone e Tommy Ramone,  que já haviam saído do grupo na época. Os próprios Ramones regravaram a música depois, em uma “auto-homenagem”.

Zé Ramalho – “Para Raul”
Homenagem a Raul Seixas

Zé Ramalho queria ter gravado um disco junto de Raul quando este estava vivo, mas infelizmente não rolou. Quando ele foi gravar o disco-tributo “Zé Ramalho canta Raul Seixas”, fez “Para Raul”, a última faixa do disco, em homenagem ao cantor. A escolha de músicas para o disco foi bem difícil, já que Paulo Coelho não permitiu que nenhum das músicas em que ele fazia parceria com Raulzito entrassem. “Achei grotesco, sem elegância nenhuma. Mas não há como uma pessoa me interromper“, comentou Zé.

Yes – “The Messenger”
Homenagem a Bob Marley

Sim, é isso mesmo: o Yes gravou reggae. No disco “The Ladder”, de 1999, saiu a música “The Messenger”, uma homenagem do grupo de rock progressivo ao nome mais conhecido do reggae: Bob Marley.

Raimundos – “Joey”
Homenagem a Joey Ramone

Os Raimundos sempre prestaram todas as reverências possíveis aos Ramones, seus mestres e maior inspiração musical. Quando Joey Ramone morreu, em 2001, inspirou os discípulos (em seu primeiro disco sem Rodolfo Abrantes nos vocais, “Kavookavala”) a gravar “Joey”, uma canção ramônica que homenageava o vocalista da banda punk.

Puff Daddy (ou Diddy, ou qualquer que seja o nome que ele usa hoje) – “I’ll Be Missing You”
Homenagem a Notorious B.I.G.

Sean “Puffy” Combs aproveitou um sample de The Police e a perda de um de seus melhores amigos pra criar uma homenagem que o colocou no topo das paradas do Disk Mtv em 1997 . Detalhe: Sting não cobrou nada pelo sample, e Faith Evans, que canta o refrão, é exposa do falecido Notorious B.I.G.

Titãs – “As Aventuras do Guitarrista Gourmet Atrás da Refeição Ideal”
Homenagem a Marcelo Fromer

No primeiro disco sem nenhuma participação do guitarrista Marcelo Fromer, falecido em 2001, os Titãs gravaram uma música bonita e melancólica para homenageá-lo. Cantada por Paulo Miklos, ela fecha o disco “Como Estão Vocês”, de 2003.

Red Hot Chili Peppers – “Tearjerker”
Homenagem a Kurt Cobain

O Red Hot Chili Peppers fez turnê com o Nirvana em 1992, logo depois que seu guitarrista John Frusciante saiu da banda e caiu em um vício em heroína. A música homenageia Kurt Cobain, que se suicidou em parte graças ao vício e saiu no disco “One Hot Minute”.

Green Day – “Amy”
Homenagem a Amy Winehouse

“Eu não a conheci, só achei que foi uma perda muito trágica. O interessante é que como o disco tem um clima de festa, ‘Amy’ vem com um gostinho do que são as consequências dessa farra”, disse o vocalista Billie Joe Armstrong sobre a música para a revista Rolling Stone.

Ben Folds – “Late”
Homenagem a Elliott Smith

Ben Folds fez turnê com Elliott Smith em 1998, quando ainda estava com o Ben Folds Five. A letra fala de Smith e cita até suas habilidades no basquete. “Joguei com ele e o Beck uma vez”, disse, “e Elliott estava fazendo cestas como se não houvesse amanhã.”

Roger Daltrey – “Under a Raging Moon”
Homenagem a Keith Moon

“Under A Raging Moon” é um tributo de Roger Daltrey a Keith Moon, baterista do The Who que morreu em 1978. John Entwistle, baixista da banda, queria tocar esta canção em vez de “Won’t Get Fooled Again” no Live Aid de 1985. Como Pete Townshend discordou, Entwistle gravou sua própria versão da música em seu disco “Left For Live”.

Roberto Carlos – “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”
Homenagem a Caetano Veloso

A letra desta música é uma homenagem a Caetano Veloso feita por Roberto Carlos e Erasmo Carlos. Foi composta quando Caetano encontrava-se no exílio, em Londres, para onde foi deportado em 1969 pela Ditadura Militar.

U2 – “Stuck In A Moment You Can’t Get Out Of”
Homenagem a Michael Hutchence

Bono escreveu esta sobre o suícidio de seu amigo Michael Hutchence, vocalista do INXS. A música é escrita na perspectiva do autor tendo uma discussão sobre o suícidio, em que ele tenta convencer Hutchence a não fazê-lo.

R.E.M. – “Let Me In”
Homenagem a Kurt Cobain

Esta música do disco “Monster” foi escrita após a morte de Cobain, que era fã do R.E.M. A banda ganhou muitas das guitarras do líder do Nirvana em 1994, dadas de presente por Courtney Love, e eles as usaram nesta música.

The Who – “Old Red Wine”
Homenagem a John Entwistle

Foi lançada na coletânea “Then and Now”, e usa um riff que chegou a ser tocado por Entwistle em seus últimos shows com o Who. Outra música que foi lançada na coletânea foi “Real Good Looking Boy”, uma homenagem à Elvis Presley.

The Queers – “Brian Wilson”
Homenagem a Brian Wilson

A música leva o nome de seu homenageado, o  maluquinho líder criativo dos melhores anos dos Beach Boys. “It’s a good thing, Brian Wilson / It’s a good thing we’ve got you around / It’s a good thing, Brian Wilson / ‘Cause you’ve got your feet on the ground”, diz a letra do grupo punk.

Só Pra Contrariar – “Tributo aos Mamonas”
Homenagem aos Mamonas Assassinas

Logo que os Mamonas Assassinas morreram no trágico acidente de 1996, surgiu esta homenagem de um grupo que não poderia ter menos a ver com o quinteto de Guarulhos: o Só Pra Contrariar. A música chora a perda dos Mamonas em uma balada triste.

Foo Fighters – “Friend Of a Friend”
Homenagem a Kurt Cobain

Escrita primeiramente quando Kurt Cobain ainda estava vivo, em sua demo com o codinome Pocketwatch “Late!”, Dave Grohl fala sobre Cobain e Krist Novoselic e suas impressões ao entrar no Nirvana. Mais tarde, ele gravou a música novamente no disco “In Your Honor”, dos Foo Fighters.

T-Shirtaholic – Belchior, Queen e Wolfmother

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Camiseta Queen Santo Rock

 

Um dos grandes hits do Belchior ganhou uma bigoduda estampa da Printerama. Mas corra: as estampas mudam com o tempo e essa belezinha da MPB pode ficar indisponível antes que você possa dizer “velha roupa colorida”!

Camiseta Belchior Printerama belchior_-_3_-_site_camiseta

Quanto? R$ 55
Onde comprar? http://printerama.com.br/
Onde tem mais disso? Printerama


O maior clássico do Queen em uma camiseta muito bacana da Santo Rock com o momento ~operístico~ da música (que também pode te lembrar do filme “Quanto Mais Idiota Melhor” e a cantoria no Mirthmobile).

Camiseta Queen Santo Rock camiseta-crop-top-santo-rock-bohemian-rocksody-p-141-0135663197294_76257475.jpg.500x550_q85_crop camiseta-crop-top-santo-rock-bohemian-rocksody-p-141-0812104847715_89223818.jpg.1590x2466_q85

 

Quanto? R$ 39
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Uma estampa com cara de cartaz de show (aliás, uma cultura que é muito mais valorizada no exterior do que por aqui, pelo menos nos grandes shows). Wolfmother com uma arte bem sessentista da Moshpit:

Camiseta Wolfmother Mosh

Quanto? R$ 54,90
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E se aquele disco clássico virasse um livro? O designer gráfico Christopher Gowans mostra em “The Record Books”

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E se você pudesse ler os quadrinhos “Master of Puppets“, ou o livro “Brothers In Arms”, ou até a grande obra literária “The Dark Side of the Moon”? Foi isso que o designer gráfico Christopher Gowans imaginou, criando diversas capas para livros, revistas e publicações inspiradas em grandes clássicos da música em seu projeto “The Record Books”. Mesmo as capas mais icônicas, como “Abbey Road” foram “transformadas” para parecerem com capas de best sellers pelo artista.

O mais legal é que ele evita seguir o que você espera se já é conhecedor das obras. “Are You Experienced?”, do Jimi Hendrix Experience, vira um livro empresarial dos mais coxinhas, por exemplo. Já “How To Dismantle An Atomic Bomb”, do U2, vira uma apostila e “Horses”, da Patti Smith, um almanaque infantil sobre cavalos. Ah, em cada “livro” existe a sinopse ou uma pequena descrição de onde ele teria sido encontrado. Dá uma olhada no projeto:

"Arquivo encontrado em um tribunal recentemente em desuso na fronteira francesa/italiana perto de Ventimiglia. Ele estava sendo usado, aparentemente, para parar uma mesa de cozinha de balanço"
“Arquivo encontrado em um tribunal recentemente em desuso na fronteira francesa/italiana perto de Ventimiglia. Ele estava sendo usado, aparentemente, para aparar uma mesa de cozinha que estava balançando”
O trajeto de glória na autobiografia de Bruce Springsteen Reginald Grayson. A história de sua ascensão da miséria até o bronze nos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles e... bem, é um livro bastante chato."
O trajeto de glória na autobiografia de Bruce Springsteen Reginald Grayson. A história de sua ascensão da miséria até o bronze nos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles e… bem, é um livro bastante chato.”
"O polêmico pensador radical dos 60s Kenton 'Sonic' Youth fala sobre a recusa de abraçar a maré de filosofias da Costa Oeste em seu país natal, Papua Nova Guiné."
“O polêmico pensador radical dos 60s Kenton ‘Sonic’ Youth fala sobre a recusa de abraçar a maré de filosofias da Costa Oeste em seu país natal, Papua Nova Guiné.”
"Livro de referência completas e claras para crianças a respeito de todas as coisas sobre eqüinos. Infelizmente, muitas das ilustrações foram desfiguradas por rabiscos e desenhos infantis."
“Livro de referência completas e claras para crianças a respeito de todas as coisas sobre eqüinos. Infelizmente, muitas das ilustrações foram desfiguradas por rabiscos e desenhos infantis.”
"A história de duas irmãs católicas crescendo em uma Grã-Bretanha em transição do pós-guerra. Adivinhem? Ela não termina bem."
“A história de duas irmãs católicas crescendo em uma Grã-Bretanha em transição do pós-guerra. Adivinhem? Ela não termina bem.”
"O carismático whizkid de Harvard, Hendrix tem aqui uma bíblia de auto-ajuda. Um spin-off de seu reality show de sucesso fenomenal  'The Experience'."
“O carismático whizkid de Harvard, Hendrix tem aqui uma bíblia de auto-ajuda. Um spin-off de seu reality show de sucesso fenomenal ‘The Experience’.”
"Thriller rápido de 1958: um condutor sequestra um trem de metrô de Nova York para se vingar de seu rival e ameaçar a vida de sua ex-amante. As últimas 30 páginas estão faltando. Não sei se ela sobrevive."
“Thriller rápido de 1958: um condutor sequestra um trem de metrô de Nova York para se vingar de seu rival e ameaçar a vida de sua ex-amante. As últimas 30 páginas estão faltando. Não sei se ela sobrevive.”
Mais um thriller sangrendo do prolífico Jackson. Neste stalkerfest implacável, detetive particular Dwight Blackman persegue o assassino "Shamone" pela 3ª vez. Irá o psicopata escapar pelos dedos do detetive mais uma vez?"
Mais um thriller sangrendo do prolífico Jackson. Neste stalkerfest implacável, detetive particular Dwight Blackman persegue o assassino “Shamone” pela 3ª vez. Irá o psicopata escapar pelos dedos do detetive mais uma vez?”
"Um pequeno volume de encantamentos ocultistas. Nenhum deles funciona, no entanto."
“Um pequeno volume de encantamentos ocultistas. Nenhum deles funciona, no entanto.”
"Quando uma forma de chuva ácida, causada por um cometa em Urano, parece impedir o crescimento de todos os seres vivos na Terra, a própria existência da humanidade está no fio da navalha. Quando um grupo de pigmeus perceber que o pêssego é a única planta não afetada, eles encontraram uma nova sociedade, com o caroço de pêssego como a sua moeda."
“Quando uma forma de chuva ácida, causada por um cometa em Urano, parece impedir o crescimento de todos os seres vivos na Terra, a própria existência da humanidade está no fio da navalha. Quando um grupo de pigmeus perceber que o pêssego é a única planta não afetada, eles encontraram uma nova sociedade, com o caroço de pêssego como a sua moeda.”
"Mistério de assassinato. O detetive agorafóbico dinamarquês, Jörnn Angstmar, investiga uma série de mortes por veneno em um clube de  palavras cruzadas de Copenhagen."
“Mistério de assassinato. O detetive agorafóbico dinamarquês, Jörnn Angstmar, investiga uma série de mortes por veneno em um clube de palavras cruzadas de Copenhagen.”
"Destinado a crianças com idades entre 8-12, esta encantadora série americana seguiu Rosa em suas aventuras idiossincráticas de coelho. Em Surfer Rosa, ela consegue criar um novo truque que envolve o uso de sua cauda como leme. Outros livros da série mostram a coelhinha em dança de salão e mesmo sendo uma veterinária!"
“Destinado a crianças com idades entre 8-12, esta encantadora série americana seguiu Rosa em suas aventuras idiossincráticas de coelho. Em Surfer Rosa, ela consegue criar um novo truque que envolve o uso de sua cauda como leme. Outros livros da série mostram a coelhinha em dança de salão e mesmo sendo uma veterinária!”
"Manual de instruções para uma marca obscura de computador pessoal. Ligeiramente amarelada, mas completamente sem uso, como a máquina em si, que nunca funcionou. Na verdade, ao abrir-lo para consertá-lo, verificou-se que não têm partes de trabalho de qualquer tipo. Na verdade, continha um tijolo."
“Manual de instruções para uma marca obscura de computador pessoal. Ligeiramente amarelada, mas completamente sem uso, como a máquina em si, que nunca funcionou. Na verdade, ao abrir-lo para consertá-lo, verificou-se que não têm partes de trabalho de qualquer tipo. Na verdade, continha um tijolo.”
"Thriller policial no submundo de Birmingham. O enredo gira em torno de uma quantidade de Quaaludes escondidos em caramelos roubado. E strippers."
“Thriller policial no submundo de Birmingham. O enredo gira em torno de uma quantidade de Quaaludes escondidos em caramelos roubado. E strippers.”
"Dois livros do escritor de crime popular e prolífico May Mercury. Originalmente escritas na década de 1930, essas reedições foram impressas no final dos anos 60. O mordomo não é o culpado em nenhuma das histórias, aliás."
“Dois livros do escritor de crime popular e prolífico May Mercury. Originalmente escritas na década de 1930, essas reedições foram impressas no final dos anos 60. O mordomo não é o culpado em nenhuma das histórias, aliás.”
"Whodunnit sangrento feito por um autor prolífico francês do pano cuja predileção por gore obrigou-o a escrever sob um pseudônimo para que seus leitores - e, na verdade, seus superiores - perdessem a fé nele."
“Whodunnit sangrento feito por um autor prolífico francês do pano cuja predileção por gore obrigou-o a escrever sob um pseudônimo para que seus leitores – e, na verdade, seus superiores – perdessem a fé nele.”
"Manual científico alternativo dos anos 60. Professor californiano Floyd alcançou enorme sucesso com este estudo da influência da Lua sobre o ciclo menstrual. Na verdade, ele foi capaz de fundar sua própria faculdade, especializado no estudo de fertilidade das mulheres. A faculdade não existe mais. Ela foi fechada em 1972, tendo sido arrasada por uma multidão de maridos irritados."
“Manual científico alternativo dos anos 60. Professor californiano Floyd alcançou enorme sucesso com este estudo da influência da Lua sobre o ciclo menstrual. Na verdade, ele foi capaz de fundar sua própria faculdade, especializado no estudo de fertilidade das mulheres. A faculdade não existe mais. Ela foi fechada em 1972, tendo sido arrasada por uma multidão de maridos irritados.”
"Novela sedutora sobre a amizade entre um magnata da imprensa e um rapaz órfão que ele conhece enquanto engraxa seus sapatos. Não o magnata, o rapaz. O rapaz estava engraxando seus sapatos. Os sapatos do magnata. Não seus próprios sapatos, isso não faria sentido. O rapaz estava engraxando os sapatos do magnata. E ele fez amizade com ele. O magnata. Fez amizade com o menino, o rapaz."
“Novela sedutora sobre a amizade entre um magnata da imprensa e um rapaz órfão que ele conhece enquanto engraxa seus sapatos. Não o magnata, o rapaz. O rapaz estava engraxando seus sapatos. Os sapatos do magnata. Não seus próprios sapatos, isso não faria sentido. O rapaz estava engraxando os sapatos do magnata. E ele fez amizade com ele. O magnata. Fez amizade com o menino, o rapaz.”
"Terceira edição de título de curta duração da Elektra Comics. Mesmo para um gênero de fantasia, as histórias eram vistos como exageradas pelo público."
“Terceira edição de título de curta duração da Elektra Comics. Mesmo para um gênero de fantasia, as histórias eram vistos como exageradas pelo público.”
"Spin-off baseado no programa de TV de mesmo nome, onde concorrentes que têm de decidir se mentem sobre suas recentes atividades diárias, sem saber se eles tinham realmente estado sob observação secreta. Hilariante. O livro conta com a participação do mascote do programa, "Ozzy CC ', a câmera de segurança de circuito fechado."
“Spin-off baseado no programa de TV de mesmo nome, onde concorrentes que têm de decidir se mentem sobre suas recentes atividades diárias, sem saber se eles tinham realmente estado sob observação secreta. Hilariante. O livro conta com a participação do mascote do programa, “Ozzy CC ‘, a câmera de segurança de circuito fechado.”

Veja mais livros (ou discos) do artista aqui: http://ceegworld.com/the-record-books/

“Good Times”, a linha de baixo do Chic que praticamente TODO MUNDO já sampleou

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“Good Times” é uma das músicas mais perfeitas para o sample. O groove do baixo da canção do Chic era usada desde os tempos mais primórdios nas turntables, servindo como uma base incrível para rappers despejarem sua verborragia. A música foi lançada em 1979, na efervescência das “block parties” de Nova York que ajudaram a pavimentar o caminho do rap como estilo musical.

Quantas músicas samplearam a linha de baixo incrível de Bernard Edwards? Por volta de 150, mas não dá pra saber exatamente. O mais famoso som que usou o sample foi, sem dúvida, “Rappers Delight”, da Sugarhill Gang, lançado no mesmo ano. No começo, Nile Rodgers foi contra o sample, e a Sugarhill Gang, em vez de brigar, preferiu se acertar: deram total crédito aos caras, e Rodgers e Edwards aparecem nos créditos como autores da música. Foi um dos primeiros raps a estourarem nas paradas e até hoje rola muito bem em festas.

Aqui no Brasil, uma das mais populares músicas que usam o baixo do grupo de Nile Rodgers é “2345meia78”, sucesso de Gabriel, o Pensador no disco “Quebra-Cabeça”, de 1997. Gabriel escreveu a música “meio na brincadeira” em 1996 e ela se tornou um hit, ficando em 17º lugar entre as músicas mais tocadas de 1997. Telefones com o número do título (234-5678) acabaram sendo vítimas de inúmeros trotes depois de seu lançamento:

Ah, e lógico que rolou o dito “primeiro rap do Brasil”, o clássico “Melô do Tagarela”, cantado por ninguém menos que Miéle. O som saiu em um compacto simples em 1980, e na verdade é uma versão de “Rappers Delight”.

Alguns dizem que o Queen “se inspirou” (ou chupinhou mesmo) o Chic com “Another One Bites The Dust”. Não dá pra negar que sim, é parecido… Bernard Edwards falou para a NME: “Bom, aquela música do Queen aconteceu porque o baixista (John Deacon) passou algum tempo com a gente em nosso estúdio. Mas tudo bem. O que não está tudo bem é que a imprensa começou a falar que a gente plagiou eles! Dá pra acreditar? ‘Good Times’ saiu mais de um ano antes, mas era inconcebível para esse pessoal que músicos negros podiam inovar desse jeito”.

Bom, não parou por aí. Vamos a alguns dos sons que também usaram “Good Times” como base:

15 artistas e bandas que mudaram seu som da água para o vinho (ou vice-versa)

Hair Pantera e Thrash Pantera / Katy Hudson e Katy Perry
Hair Pantera e Thrash Pantera / Katy Hudson e Katy Perry

Nem sempre o som de um artista se mantém o mesmo por muito tempo. Afinal, nem todo mundo consegue ser o AC/DC ou o Motörhead, que mantém o mesmo som desde o começo e continuam enlouquecendo seus fãs sem grandes surpresas. Se isso é bom ou ruim, cabe a você julgar, mas muitos artistas mudam completamente seu som em uma transformação radical que pode ou não incluir seu visual.

Listei 15 exemplos de bandas e artistas que mudaram da água para o vinho. Evitei artistas e bandas que sempre estão em mutação (e esse é o estilo deles) como Madonna ou David Bowie, já que a cada disco eles assumem um som, persona e estilo diferente (e conseguem ser geniais, na maioria das vezes).

Bee Gees
Antes: Rock psicodélico doido
Depois: A maior banda de disco music com voz fina

Antes de tocarem em todo lugar com a trilha sonora do filme de Tony Manero “Os Embalos de Sábado à Noite” e virarem os reis da disco music, o trio Bee Gees usava as vozes dos irmãos Gibb a favor da psicodelia sessentista. Ouça por exemplo “Turn Of The Century”, do primeiro disco do trio, e compare com “Night Fever”.

Roberto Carlos
Antes: O roqueiro mais famoso do Brasil
Depois: O cantor romântico que não usa marrom e come carne Friboi, se pagarem bem

No começo, Roberto Carlos bebia da fonte da british invasion do rock de terninho, e junto com Erasmo Carlos e Wanderléa foi um dos responsáveis pela criação do termo “Jovem Guarda”. Lá pelos anos 70, enveredou (muito bem, diga-se de passagem) pelo funk e soul, com o auxílio de Tim Maia, e a partir daí foi apostando cada vez mais nas baladas e menos no som rocker ou no swing do funk. Uma pena.

Katy Perry
Antes: A loirinha cristã que tocava violão
Depois: A cantor pop multicolorida das multidões

Em 2001, Katy Perry ainda se apresentava como Katy Hudson. Na época, o som se aproximava mais do rock cristão e do gospel, com músicas como “Faith Won’t Fail” e afins. Depois se tornou um dos maiores sucessos do pop atual com o disco “One Of The Boys” e a mudança completa de direção musical com “I Kissed A Girl”, que a levou ao estrelato. Fez o caminho contrário de Rodolfo Abrantes, se pensarmos bem.

Beastie Boys
Antes: O grupo de punk anárquico desafinado
Depois: O trio de rap branquelo cheio de criatividade

Antes de serem um dos grupos mais mais respeitados do rap (e do rock), Mike D, MCA e AdRock faziam um som bem punk sujo e desordenado. Contavam com Kate Schellenbach na bateria, que depois foi para o Luscious Jackson. Em 1994, os Beastie lançaram o disco “Some Old Bullshit”, uma compilação que mostrava como eram seus anos de punk gritado e cheio de barulho.

Nelly Furtado
Antes: Cantora que misturava pop, rock e folk
Depois: Cantora rebolativa com batidas Timbaland

Nelly Furtado estourou com “Like A Bird”, uma boa música pop que dominou as rádios e levou o disco “Whoa, Nelly” ao topo das paradas com sua mistura de hip hop, rock, folk e até fado português. Quando o segundo disco, “Folklore”, não foi tão bem, veio a hora de render-se ao que vende: o pop com produtores de sucesso. Deu certo: a virada pop de Mtv de Nelly gerou “Promiscuous Girl” parceria com Timbaland, seu maior sucesso.

Pantera
Antes: Hair metal pufante
Depois: Thrash metal porrada

Sim, é verdade: antes de serem os “Cowboys From Hell”, o Pantera adotava um visual meio Poison, com músicas mais direcionadas ao hair metal do que ao thrash machão que os levou ao estrelato. Sim, até Dimebag Darrell (R.I.P.) lotava o cabelo de laquê no comecinho do Pantera.

Genesis
Antes: Rock progressivo artsy-fartsy
Depois: Pop rock chumbrega para as rádios

O Genesis começou como uma banda de rock progressivo que inseria arte e teatro em seus shows, com Peter Gabriel nos vocais. Fez muito sucesso, até que Gabriel resolveu pedir as contas e o baterista Phil Collins assumiu os vocais. A partir daí a banda foi caminhando para o “jeito Collins”, ficando bem mais pop e pronta para as FMs de Adult Oriented Rock.

Kraftwerk
Antes: Experimental, avantgarde e kraut rock
Depois: Os robôs pais da música eletrônica

Sim, os robots alemães do Kraftwerk já fizeram um rock bem do hippongo! Sim, o negócio dos caras já era bem experimental e inovador desde o começo, mas antes puxava mais para a psicodelia do que para a música eletrônica (que eles ajudaram a criar).

NXZero
Antes: Hardcore melódico (ou emo, vai)
Depois: Um sub-Charlie Brown Jr.

O NXZero começou como qualquer banda de hardcore melódico: músicas rapidinhas, letras convencionais, nada de diferente. O público comprou a ideia e a gravadora os convenceu que o caminho era apostar nas baladas. Depois de algum tempo fora da mídia, a banda voltou este ano com um som que… bom, parece MUITO com Charlie Brown Jr.

Os Mutantes
Antes: Uma das bandas mais importantes do tropicalismo
Depois: Tentativa de ser o Pink Floyd brasileiro

O trio Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias foi um dos mais geniais do rock brasileiro. Ajudaram a revolucionar a música feita no Brasil e foram reconhecidos internacionalmente por sua música experimental e divertidíssima. Com a saída de Rita Lee, a banda enveredou por um caminho mais progressivo. Arnaldo Baptista também acabou saindo, e o negócio ficou mais prog ainda, com longos solos de teclado e virtuosidade máxima. Não é ruim, mas não chega aos pés do ápice criativo da banda.

Alanis Morissette
Antes: A Hannah Montana do Canadá
Depois: A garota raivosa com violão em punho

Você acha que “Jagged Little Pill” é o disco de estreia de Alanis Morissette? Nananinanão. Antes de surgir como uma garota que botava a boca no mundo com letras confessionais cheias de raiva e paixão, Alanis era apenas uma cantora de dance pop. Dois discos foram gravados com essa persona dançante: “Alanis” e “Now Is The Time”.

Shakira
Antes: A Alanis colombiana
Depois: A cantora rebolativa cujos quadris não mentem

Shakira começou com o violão sempre em mãos e letras confessionais como “Pies Descalzos”. Para as rádios, o interessante eram os remixes das músicas da morena colombiana. De repente, tudo mudou: Shakira ficou loira, aderiu ao pop dançante (com um ~quê~ colombiano, é verdade) e deixou o violão de lado, mostrando mais sua habilidade na dança do ventre do que nas cordas. Resultado: sucesso, sucesso e Waka Waka.

Vanilla Ice
Antes: Uma enganação do hip hop
Depois: Uma enganação do nu metal

Robbie Van Winkle foi uma enganação desde o começo. “Ice Ice Baby” é um rap com um sample de Queen que não empolga, mas fez grande sucesso em 1991. O ~rapper~ então fez um sofrível filme autobiográfico (“Cool As Ice”, horrendo) e apareceu no filme “As Tartarugas Ninja 2 – O Segredo do Ooze”, cantando “Ninja Rap”. Desapareceu por alguns anos, voltando no auge do nu metal tentando enganar novamente o público como um rocker angustiado que imitava Fred Durst no disco “Hard To Swallow” (o título define bem o disco). Não colou, novamente, e Ice tá sumido desde então (e todo dia a gente agradece ao Senhor por isso).

http://www.youtube.com/watch?v=wgFbSJg4XD4

Avril Lavigne
Antes: A nova aposta do punk rock para as rádios
Depois: Pop desesperado para vender (sem sucesso)

Avril Lavigne apareceu como uma “roqueirinha” para as massas, com músicas como “Sk8er Boi”, um roquinho safado que encantou todos adolescentes da época, que saíram dançando e usando gravatinhas e etc, além das baladas ao violão, que nem eram tão ruins quanto os críticos chatos falavam. Mas aí veio “Girlfriend”, uma chupada violenta de “Hey Mickey” da Toni Basil, e a partir daí Avril passou a ser a cantora pop que não consegue emplacar um sucesso pop. Taí a última tentativa, a vergonhosa “Hello Kitty”, que não me deixa mentir.

Goo Goo Dolls
Antes: Punk rock divertido e porradeiro
Depois: Rock baladeiro pronto para as rádios

Se você conheceu o Goo Goo Dolls na trilha de “Cidade dos Anjos” com “Iris” vai se surpreender, assim como os fãs de Goo Goo Dolls antes dessa música se surpreenderam quando ela saiu. No começo, a banda mandava um punk rock bem descompromissado e muito divertido, sem baladas ou violões. Fazia a cabeça do povo do skate e dos punks dos anos 90. Aí veio “Iris”… e o som mudou completamente. Os fãs punks choraram, desconsolados, enquanto o Goo Goo Dolls passou a embalar casais apaixonados e a embolsar milhões.