Construindo Amphères: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Amphères

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o trio Amphères que indica suas 20 canções indispensáveis.

Joe Cocker“With a Little Help From My Friends”
Jota Amaral: A versão 1969 de Joe Cocker naquele Woodstock foi a primeira vez que vi a música sair dos poros de alguém.

Pixies“Gigantic”
Jota Amaral: O dia que conheci a Paula ela estava se preparando para ensaiar com uma banda, timbrando o baixo e dedilhando esta música.  “Você gosta de Pixies?”, perguntei… Um mês depois estávamos com uma banda montada e mandando vários covers de Pixies. Era uma banda de fãs. Foi muito maneiro irmos todos juntos num show que teve no Lollapalooza anos depois.
Pink Floyd“Echoes”
Jota Amaral: Comecei a tocar com o Thiago numa banda que ele já tinha, substituindo nosso grande amigo Luizão. O nome da banda era Echoes. Em meados dos anos 90 eles, junto com o baixista e compositor Sansei, gravaram um EP que eu adoro. Uma pena não ter nada disso no Spotify. Posso dizer que esse som me influenciou muito, já que tive que tirar as linhasdoidas de batera do Luiz. As músicas próprias não tinham tanto a ver com essa música do Floyd, mas sempre tinha o momento de tocarmos Echoes nos ensaios.

Caetano Veloso“Jokerman”
Jota Amaral: É muita camada sonora numa única música. O arranjo é construído de forma progressiva. Um entra-e-sai de instrumentos diversos … Vários elementos percussivos somados a textura de um flatless com timbrão de avião mono motor passando longe no céu. Tem características brasileiras mas é universal. Poderia fazer uma dissertação sobre essa versão do Caetano pra canção de mister Bob Dylan.


John Zorn
“You will be Shot”
Jota Amaral: Sempre brincamos nos ensaios com essa coisa da tempestade e calmaria. Da mudança brusca de climas sonoros que John Zorn explora em níveis de insanidade bem altos.

Jorge Drexler“Tres Mil Millones de Latidos”
Jota Amaral: Como baterista, a ideia de subverter o instrumento é um desafio. Tocar pela busca do som que se deseja e não pelas convenções…Se estamos nesse mundo de passagem, porque o chimbal tem que ficar onde fica? porque a caixa tem que ter a esteira sempre ligada? E se meu coração bater apenas três bilhões de vezes? O que me impede de substituir as baquetas pelas mãos? Foda-se! Vou montar uma percuteria e morar em São Tomé.

Astor Piazzolla“Libertango”
Jota Amaral: Pode não parecer, mas isso é uma música de rock com um “vocal” triste e sexy. O bandoneón fala uma língua própria. Ele tem essa propriedade que alguns instrumentos de sopro tem, de conseguir expressar quase que literalmente os sentimentos. O casal batera & baixo vai muito bem, obrigado.

Sex Pistols“Bodies”
Thiago Santos: Se o rock bateu em mim quando pré adolescente, começou mesmo pela simplicidade e agressividade de Pistols e Ramones.
Pink Floyd“Remember a Day”
Thiago Santos: Ainda moleque, depois de ouvir muita música pesada, descobrir o Floyd foi abrir uma nova dimensão sonora e sentimental. Crescendo no fim dos 80, começo dos 90, fiz o caminho inverso do rock, e enjoei da crueza do punk/heavy pra descobrir a psicodelia dos 70.
Sonic Youth“Cinderella’s Big Score”
Thiago Santos: a primeira vez que ouvi achei que tinham me dado a fita por engano, tamanha estranheza… depois de compreender as dissonâncias, Sonic Youth (junto com Pixies) expandiram bem os horizontes.
Chico Buarque“Construção”
Thiago Santos: Ao admitir ouvir samba novamente e redescobrir esse arranjo, imaginava se John e Paul tivessem escutado essa música o que eles comentariam lá em Abbey Road.
Novos Baianos“Tinindo Trincando”
Thiago Santos: Junção perfeita do samba rock, antes dos anos 80 separarem Pepeu, Baby, Moraes e detonar eles individualmente…
Deerhunter“Helicopter”
Thiago Santos: um nova abordagem de efeitos sonoros sobre uma melancolia a la Syd Barrett.
Nação Zumbi“Um Sonho”
Thiago Santos: O Lucio Maia é um dos mais inventivos guitarristas brasileiros e nessa música, num estilo mais balada que o de costume, junto com uma puta letra e o clipe (com a filha do Chico Science e o filho do Jorge Du Peixe), ficaram melhor que nunca.
 

Siouxsie & The Banshees“Happy House”
Paula Martins: Cresci ouvindo o som de bandas inglesas dos anos 80 e essa foi uma das que mais teve influência na minha formação desde muito cedo. Nessa música, uma sonoridade muito particular vem do encontro da voz poderosa da Siouxsie com a cozinha incrível do Steve Severin e do Budgie e ainda,  na versão ao vivo, do álbum “Nocturne”, da guitarra do Robert Smith (The Cure) que é outra influência central dessa época.

Slowdive“Souvlaki Space Station”
Paula Martins: Se fosse para escolher uma só seria essa! Eu costumava ouvir com um amigo querido que morava no último andar de um prédio na Av. Paulista, contemplando a vista e as estrelas que desse para ver. O álbum todo é incrível mas aqui tem uma atmosfera espacial produzida por muito delay e reverb e conduzida por uma linha de baixo hipnótica que faz dela uma influência bem marcante.

Breeders“Cannonball”
Paula Martins: Kim Deal. Não precisa dizer mais nada. O baixo das músicas do Pixies sempre foram uma referência importante, mas essa música, que me fazia pular nas pistas da Der Temple e do Cais, tem pra mim a identidade cativante das composições dela. O baixo icônico aqui é da Josephine Wiggs.

Radiohead“How to Disappear Completely”
Paula Martins: Tem dias que eu chego a pensar que o Thom Yorke tem acesso a informações de um microchip instalado na minha cabeça. Quando ouço essa música é um desses momentos. A melancolia dela é definitivamente uma influência.

Warpaint“Biggy”
Paula Martins: Adoro tudo nessa música, o baixo é maravilhoso, gostaria muito de fazer uma linha um dia que tivesse efeito nas pessoas que essa tem mim! Tudo nela é sexy, em especial letra e vocais.

Jennifer Lo Fi“Bacon”
Paula Martins: Essa é uma descoberta bem recente, mas certamente já tem impacto na produção do nosso som. Em primeiro lugar pela decisão de passar a escrever em português. Mas principalmente por me fazer lembrar onde é possível chegar quando músicos loucos se encontram.

Construindo Sky Down: conheça as 21 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Sky Down

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o Sky Down indicando suas 21 canções indispensáveis. “Mesmo sendo 21 musicas com certeza esta faltando várias coisas ai, como em qualquer lista”, diz Caio, vocalista e guitarrista.

The Stooges“Loose”
Caio: Sky Down começou comigo e com André combinando de ficarmos num estúdio tocando Stooges.

David Bowie“Life On Mars”
André: Colocar uma briga de salão de dança envolvendo marinheiros e “homens da lei” espancando o cara errado, tudo no mesmo caldeirão, transformando isso em uma epopéia digna de um show de horrores.

The Cure“Shake Dog Shake”
Amanda: Acho dançante, acho sensual e é uma das bandas favoritas, né.

Christian Death“Figurative Theater”
Amanda: Nem sei o que dizer, apenas RECEBA essa música como um presente. Esse disco quase furou de tanto que ouvi. Baixo estralano o côro.

Young Marble Giants“Credit In The Straight World”
Caio: Menos é mais.

The Clash“Complete Control”
André: A essência de Joe Strummer e Mick Jones está aqui. Música pra você levantar, pensar e seguir em frente.

CAN“Moonshake”
Amanda: De quando me apaixonei pelo motorik 4/4. Krautlovers.

Pin Ups“Feel So Strange”
Caio: Em algum ponto da adolescência caí no Pin Ups, obviamente pelas coisas que ouvia de rock alternativo, grunge, punk, etc, na época. Entrou no bolo das bandas que mais gosto.

PJ Harvey“Rid Of Me”
Caio: Quando gravamos o “…nowhere” o “Rid Of Me” era uma das referências que tinha na cabeça na época. Uma banda sendo gravada tocando numa sala, cru, meio que mesmo nesse meio digital moderno de hoje, ir pelo caminho do básico.

Plexi“Star Star”
André: Tão controversa é a música da letra, a banda mostra pra gente que é possível misturar um desabafo pesado com uma melodia maravilhosa.
Caio: Tô nessa, e com boa parte desse disco “Cheer Up”. “Peel” pra mim é o ápice deles ali.

Kid Kong and the Pink Monkey Birds  – “Lurch”
Amanda: Melodia bonita, tava numas de melodias lindas e pirei nesse disco.

Wipers“Wait a Minute”
André: A melhor música dessa banda que até hoje não foi sacada.
Caio: Eu ia falar do Youth Of America”, então vou aproveitar o espaço dessa aqui. Acho os três primeiros do Wipers “intocáveis”. Tem show nosso às vezes que escolhemos umas 5 musicas e “Youth Of America” pra ficar uns 10 minutos tocando ela, é uma boa desculpa pra terminar um show. Uma das coisas que gosto no “Youth Of America” também é como ele vai na contramão do que estava sendo feito no punk ou mesmo hardcore que começava a criar corpo na época (1981).

Pixies“Hey”
Caio: Meu objetivo de pop perfeito.

Raul Seixas“Quando Você Crescer”
André: Um tapa na cara da sociedade.

Sisters of Mercy“Alice”
Amanda: Eu amo Sisters of Mercy e nunca vou enjoar.

The Gun Club“Yellow Eyes”
Amanda: Uma linha de baixo triste e linda. Eu amo.

Siouxsie and the Banshees“Israel”
Caio: Rainha.

Jah Wobble“Subcode”
Amanda: Baixista do PIL, fudido. Recomendo demais esse disco com o Bill Laswell, inclusive.

The Brian Jonestown Massacre“Anemone”
Amanda: Ouvia direto esse som no 74club. Achava bonita. Um dia fui lá perguntar o que que era e quando saquei ouvi demais também!

X“Come Back To Me” 
André: Receber a notícia que a sua irmã faleceu momentos antes de subir ao palco e ir ao banheiro escrever a letra dessa música. Não preciso dizer mais nada.

Sex Pistols“No Feelings”
Caio: Gravamos essa lá no primeiro EP em 2012. Parece que toda vez que o assunto cai neles vira uma polemiquinha, vejo que a maior parte da galera vai pelo senso comum (que é uma banda de mentira, montada, etc). A maioria comprou a ideia que o empresário Malcolm vendeu deles (ponto pra ele) e pouco ouviram o que a banda em si diz ou mesmo no (óbvio) impacto que ela teve na cena musical inglesa e posteriormente no resto do mundo. Adoro as letras e o sarcasmo do John Lydon, ele tinha 20 anos quando teve que encontrar sua voz e escrever algo como “God Save The Queen”. Gosto muito do PiL também, que é onde ele realmente se mostrou algo além de alguém que ataca as instituições.

Construindo Subcelebs: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo Subcelebs
Subcelebs

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Nesta semana a banda convidada é o Subcelebs, de Fortaleza, que indicam suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

The Cardigans“Country Hell”
Uma das nossas bandas preferidas, especialmente os primeiros discos, de sonoridade mais lo-fi, com arranjos criativamente sombrios e pegada disco – como isso é possível, só eles sabem.

Sonic Youth“Incinerate”
O Sonic Youth do começo, da época do “EVOL”, do “Goo”, é bom, mas esse Sonic Youth dos 2000s, mais direto e pop, também é bom demais.

Guided By Voices“As We Go Up, We Go Down”
A música pop perfeita não precisa ter três minutos. O Guided by Voices prova que com um minuto e meio já rola.

Weezer“I Just Threw Out The Love Of My Dreams”
Composta para o álbum perdido do Weezer, “Songs From The Black Hole”, e lançada como lado B, essa tem tudo o que faz sentido para a Subcelebs: synths furiosos, guitarras, ruído e crueza com uma pegada pop.

Steve Harley & Cockney Rebel“Make Me Smile (Come Up And See Me)”
O jeito canastrão de cantar do Steve Harley é muito inspirador.

Jon Brion“Knock Yourself Out”
Da trilha do filme “I Heart Huckabees”, uma das muitas compostas por Brion. Grandes músicas, grandes arranjos e uma voz peculiar.

Yo La Tengo“Little Honda”
Feedback já na intro e levadinha rock and roll sem ser brega.

Pixies“Hey”
Pixies, né, mores?

The Weakerthans“(Manifest)”
Rock canadense em seu melhor!

Erza Furman & The Harpoons“Take Off Your Sunglasses”
Hit do catálogo da Minty Fresh Records, essa serviu de inspiração para “Galera Paia”, pela mesma sequência de acordes que se repete do início ao final, mas você não quer que mude.

CSS“Left Behind”
A banda mais cool do Brasil dos anos 2000. Saudades.

My First Earthquake“Cool In The Cool Way”
Not cool enough in the cool way. É como nos sentimos.

Driving Music“Orange Traffic Cones”
Projeto do Fábio Andrade, que a gente ouve desde a época do Invisibles. Músicas e produção incríveis, apenas isso.

Pavement“Cut Your Hair”
Pessoas que não sabem tocar + pessoas que não sabem cantar = músicas geniais.

Graham Coxon“Bittersweet Bundle Of Misery”
O guitarrista do Blur em sua carreira solo é igualmente genial.

The Thermals“Now We Can See”
Vocais pegajosos já na intro. Não dá pra errar com essa.

Blondie“I’m Gonna Love You Too”
Vocais pegajosos já na intro. Não dá pra errar com essa. (2)

Frank Jorge“Cabelos Cor de Jambo” (Graforréia Xilarmônica não está mais no Spotify :/)
A maior entidade do rock brasileiro. Letras jovens, bem-humoradas, despretensiosas e, por isso mesmo, extremamente poéticas.

The Beach Boys“Good Vibrations”
Bonita, pop, experimental, simples, complexa, tudo em menos de quatro minutos: é Brian Wilson, minha gente!

The Beatles“Only A Northern Song”
“If you’re listening to this song / You may think the chords are going wrong / But they’re not
We just wrote them like that / If you’re listening late at night / You may think the band are not quite right / But they are / The just play it like that”. É isso. Esse é o manifesto.

Ouça a playlist aqui e siga o Crush em Hi-Fi no Spotify:

O quarteto Subcelebs, de Fortaleza, abusa da microfonias e cita Pavement como influência em seu primeiro EP

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Subcelebs

Diretamente de Fortaleza, o quarteto Subcelebs mostra que a cena rock nordestina continua viva e batendo forte, porém não recebe o devido reconhecimento. “Tem muita banda boa e esforçada, mas ainda poucas casas dispostas a comprar esses shows e pouco público pagando ingresso”, dizem. “A gente tem percebido um grande interesse vindo de outros estados, como Rio e SP, que têm ‘descoberto’ nosso EP e tocado as músicas em webrádios”.

Formada por Alinne Rodrix (voz, xilofone, synth, shaker), Igro Miná (voz, guitarra, synth), Nyelsen B (voz, bateria) e Kid Eric (voz, baixo), a Subcelebs aposta em letras em português e acaba de lançar seu primeiro EP, auto-intitulado e auto-produzido, gravado quase todo ao vivo no Mocker Studio. Os sons mostram todas as influências de shoegaze, rock alternativo e noise da banda.

Conversei com o quarteto sobre sua carreira, o primeiro EP, a cena rock nordestina e até maternidade (!)

– Como a banda surgiu?
A gente já tinha tocado juntos em outra banda, a Telerama. Com ela a gente conseguiu sair um pouquinho de Fortaleza, tocando em outras cidades do Nordeste, sendo indicado aos prêmios Dynamite e London Burning e participando do SXSW. Isso foi de 2005 a 2010. Já fazia um tempinho que a gente não tinha banda e resolveu começar esse novo projeto, querendo fazer tudo o que a gente fez com a Telerama de novo, mas sem pressão, mais pela vontade de tocar mesmo.

– O primeiro EP da banda acabou de sair. Podem me falar um pouco mais sobre ele?
O EP de estreia tem quatro músicas, todas muito simples, curtas e em português, como a gente gosta. O fio condutor da coisa toda são as microfonias, que unem as faixas, se estendendo desde a intro de “Manifesto” até o fim de “Azedou”, a última do disco. A nossa preocupação principal não foi lançar um EP tecnicamente perfeito, com cada notinha no seu lugar, e sim uma produção que fosse a cara da banda: honesta e relax. O foco foi nos timbres, na sonoridade, pra atingir a porcentagem de sujeira que a gente queria.

– Porque escolheram o nome Subcelebs?
O nome não poderia ser serião – não é a nossa vibe nem a da bandas que a gente curte e que influenciam a Subcelebs, tipo Pavement. Com a Telerama, a gente ficou conhecidinho dentro da cidade, mas só que nem tanto. E quem nem é anônimo nem celeb é subceleb.

– Apesar de muitos acreditarem que o Nordeste é uma região onde só existe axé e forró, o rock é muito forte e cheio de grandes bandas por aí. Porque acham que as pessoas não reconhecem isso?
Acho que as pessoas em si não têm culpa. Mesmo com a internet estando aí, com tudo fácil de encontrar, muita gente ainda só ouve o que chega até elas da forma tradicional. Felizmente, isso não vale para todo mundo. Com a Subcelebs, a gente tem percebido um grande interesse vindo de outros estados, como Rio e SP, que têm “descoberto” nosso EP e tocado as músicas em webrádios – fomos convidados, por exemplo, pra participar da primeira coletânea em CD da Rádio Graviola, do Rio, e entramos pra lista de melhores de 2015 do programa “Dose Indie”, da rádio Antena Zero, de São Paulo. Então tá tranquilo, tá favorável.

Subcelebs

– Como está a cena rock de Fortaleza hoje em dia?
Muita banda boa e esforçada, mas ainda poucas casas dispostas a comprar esses shows e pouco público pagando ingresso. O cover ainda lasca, predominando geral e fazendo o autoral parecer pouco lucrativo. E é mesmo, mas poderia ser diferente.

– A internet é uma grande ajuda para bandas independentes hoje em dia, correto? Como vocês usam ela para divulgar a banda?
Pois é, a gente poderia até estar usando mais. Mas o lance é que além da Sub a gente toca uma empresa especializada em bandas, trabalhando com elas da produção do disco no nosso homestudio até o lançamento digital nas plataformas de streaming e download, a Mocker Música e Comunicação. A gente tá tão ocupado trabalhando com as outras bandas que tem sobrado pouco tempo pra promover o nosso próprio projeto. Pra gravar e ensaiar com a Subcelebs, a gente usa os intervalos entre uma sessão de gravação e outra – aproveita que já tá tudo montado, microfonadinho, corre lá e registra o nosso.

– Quais as suas maiores influências musicais?
Pra Sub, as influências mais presentes são de bandas imperfeitas, como o Pavement, já citado lá em cima, Pixies, Guided By Voices, Yo La Tengo, Vaselines. Dos mais certinhos, a gente curte o Cardigans das antigas, Wilco, Weakerthans

– Vocês fazem letras em português, algo que muitas bandas da cena independente hoje em dia evitam. O que vocês acham disso?
Acho que a banda tem que fazer o que ela julga que vai ser capaz de fazer melhor. Pra gente, funciona melhor escrever e cantar em português, mesmo sem a gente sentir o peso de que precisa escrever algo superpoético e profundo. É mais sincero e pronto. E uma coisa que a gente ouviu quando tocou nos Estados Unidos e no Canadá de gente que trabalha na indústria há muitos anos é que o idioma, no fim das contas, pouco importa – na real, um idioma diferente pode até ajudar a banda a se destacar na multidão. Taí o Boogarins pra provar.

Subcelebs

– Quais os próximos passos da banda este ano?
Ser pais (risos). É sério, eu e Alinne estamos esperando nossa primeira. A ideia é excursionar depois que a pequena nascer, no segundo semestre, com a avó fazendo parte da touring crew pra dar aquele suporte. Já estamos com a agenda aberta. Mas, até lá, a gente quer começar a gravar o segundo EP, que já está em pré-produção: já escolhemos as músicas e a cara que queremos que ele tenha. Agora é trabalhar.

– Recomendem bandas (especialmente se forem independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos!
Kurt Vile, Paper Lions, Nevilton, O Terno, Plutão Já Foi Planeta, Capotes Pretos Na Terra Marfim, ItGirl, maquinas… tem um monte.

Com influências de pós-punk e rock alternativo, Pure prepara novo EP com letras em português

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Pure

Com influências que vão do pós-punk ao rock alternativo dos anos 90, os paulistanos do Pure estão na ativa há relativamente pouco tempo (desde 2014), mas já fazem barulho na cena independente. Formado por Bela Fern (vocal), Icaro Scagliusi (guitarra), Fernando Freire (baixo), Ricardo Shalom (bateria) e Mauro Chevis (teclados), o grupo luta para manter o rock vivo e tomar de volta o lugar que hoje é dominado por bandas covers na noite paulistana.

“Fazemos por puro amor ao rock. Ruim com ele desse jeito, pior sem ele. Não dá pra levar a vida sem, independente se estiver aqui, Londres ou no Iêmen”, disse Icaro em entrevista ao blog de Luiz Cesar Pimentel no R7. “Não vale a pena ser músico no Brasil do ponto de vista financeiro, mas isso é o que temos pra oferecer, nossa verdade. Se vale a pena ou não, você que me diz”, completou Bela. Conversei com Icaro sobre a carreira da banda, a cena independente brasileira, a proliferação das bandas cover na cena e o novo EP do grupo, a ser lançado em breve:

– Como a banda começou?
A banda surgiu no estúdio de um nosso amigo, tínhamos a ideia de gravar algumas músicas, acabamos nos empolgando e fizemos o disco todo.

– De onde surgiu o nome Pure?
O nome Pure vem de uma musica da Siouxsie, que é uma grande influencia pra banda e a Isabela, nossa cantora.

Pure

 

– Quais são suas principais influências musicais?
Muitas , mas basicamente todas vem do rock. De bandas clássicas como The Who, Led, Stones, bandas do pós-punk como Siouxsie, Joy Division e os “alternativas” como Pixies e Smashing Pumpkins.

– Como é o processo de composição?
Geralmente tenho riffs e mando pra Isabela e ela completa com as melodias e letra. Mas às vezes pode ser diferente, às vezes eu venho com uma melodia pré definida e ela muda a harmonia…

Pure

 

– Se pudessem fazer QUALQUER cover, qual seria?
Fizemos quatro mas gravamos apenas duas. “The Message” do Grandmaster Flash ,“Waiting for the Sirens Call” do New Order, “Personal Jesus” do Depeche Mode e “Queen Bitch” do David Bowie.

– Quais são as maiores dificuldades de ser uma artista independente?
Todas! Entrar nas rádios é muito difícil se você não tem na mão um produtor filiado a uma grande gravadora. Internet é bom mas muito disperso. Tem poucas casas de shows de bandas com musicas próprias, isso acabou acostumando o publico que já não quer mais ouvir coisas novas. Sem falar na grana que é zero e você tem pagar tudo

– Existem espaços suficientes para bandas autorais hoje em dia no Brasil? O que vocês acham da proliferação de bandas covers?
Muito poucos lugares, mas não é o suficiente e você não consegue viver disso, tirando algumas poucas. É por isso que muitos entram nesse universo das bandas cover, as pessoas precisam pagar as contas e acabam indo pra esse lado porque preferem tocar do que arrumar um emprego normal. E como disse antes, a maioria das casas noturnas querem que toque cover porque é o que as pessoas conhecem. Não existe interesse de divulgar nada, apenas agitar a noite. É uma bola de neve…

– Qual a sua opinião sobre a música pop que está nas paradas hoje em dia?
Um horror. A música parece que não é mais feita por músicos!

– Quais são os próximos passos do Pure?
Vamos gravar um EP até o fim do ano, alguma coisa em português também.

– Indiquem algumas bandas e artistas novos que vocês adoram. Se possível, independentes!
Gosto dos meninos do Racons!

Ouça o disco “Control” completo aqui:

Song and Dance Men lança “Nouvelle Vague”, primeiro single de seu novo disco “When I Still Smoked”

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Song and Dance Men

Vinda diretamente de São Carlos, interior de São Paulo, a banda Song and Dance Men lançou nesta semana “Nouvelle Vague”, o primeiro single de seu novo disco, “When I Still Smoked”, a ser lançado no dia 2 de outubro. Produzido por Marky Wildstone, baterista do grupo, o disco mistura indie rock, o rock alternativo dos anos 90 e um pouco de shoegaze. O quarteto conta também com Henry da Rocha (vocal e guitarra), Rafael Palma (baixo e backing) e Saulo Santil (guitarra e backing).

‘Nouvelle Vague’ é o primeiro single do disco, escolhemos ela porque me parece conter as características mais marcantes da banda: aquela energia jovem das bandas de rock alternativo, um tom triste e singelo nas melodias e um refrão que dá pra assoviar”, disse Marky. “O tema, desde a primeira vez que eu ouvi me lembrou algumas coisas do Weezer, Pixies e Superchunk que foram bandas que curti bastante nos anos 90, mas ao mesmo tempo me trazia algo fresco e novo.”

“O disco ‘When I Still Smoked’ tem 11 faixas bem diferentes uma das outras, gravamos ao vivo, durante 3 dias num casa de campo aqui na região de São Carlos, foram dias de trabalho intenso e muita concentração. Dias mágicos e cheios de emoção”, continuou Wildstone. “As influencias são uma mistura de tudo que já ouvimos na vida, muitos cantores dos anos 40 e 50, Bob Dylan, Lou Reed e bandas mais novas como Vampire Weekend. É o meu segundo disco como produtor e baterista e estamos bem felizes com o resultado. O disco sai no dia 02 de outubro e os CDs devem chegar no meio do mesmo mês com parceria da Wildstone Records e a estampa gaúcha Selo 180.”

Confira “Nouvelle Vague” aqui:

O trio texano Purple agita com punk rock festeiro cheio de pitadas de pop em seu disco “409”

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O trio texano Purple

Quando se pensa em Texas, as imagens que aparecem primeiro na cabeça são de rednecks bigodudos e conservadores com o sotaque cockney característico. É exatamente o contrário do que você vê no Purple, trio que junta punk, rock alternativo e pop em um caldeirão cheio de riffs e gritos que valem a pena ser ouvidos.

Formado por Taylor Busby (guitarra/vocal), Hanna Brewer (bateria/vocal) e Joe “Prankster” Cannariato (baixo), o Purple tem um disco na bagagem: “409”, lançado no final de 2014 pela Play It Against Sam Records. “Todas as faixas são bastante diferentes”, contam. “Nós amamos todos os gêneros de música: country, reggae, rap, hip hop, etc. Queremos adicionar um pouco de tudo à nossa música”, disse o guitarrista.

Conversei com Taylor sobre a carreira da banda, o estilo musical, a utilização da internet como meio de divulgação e o amor do trio por festas:

– Como a banda começou?

Bem, eu tocava em uma banda de reggae e a antiga banda da Hanna abriu para nós. Nós dois gostamos do jeito que estávamos tocando e decidimos tocar juntos. O resto é história.

– Por que “Purple”?

Nós apenas queríamos um nome simples. Algo que as pessoas podiam se lembrar. Não há realmente nenhum significado por trás dele!

– Você define o seu som no Facebook como “punk / rock / stuff”. Pode me ajudar a explicar o que seriam essas “stuff”?

(Risos) Bem, a nossa música é bem “all over the place”. Especialmente o novo material. Nós amamos todos os gêneros de música: country, reggae, rap, hip hop, etc. Queremos adicionar um pouco de tudo à nossa música. Portanto, acaba sendo apenas um monte de “coisas” às vezes.

– Quais são as suas principais influências musicais?

Red Hot Chili Peppers é uma das maiores. Ty Segall, UGK, Alton Ellis, The Mars Volta, The Pixies, Yeah Yeah Yeahs.

O trio texano Purple

– Conte um pouco sobre as coisas que você já lançaram até agora.

Todo o material que temos foi escrito em um período de 4 anos. Eu ouça agora e acaba soando meio estranho. Eu era muito diferente naquela época. Porém, essas músicas ainda são muito divertidas de tocar. Muito delas são rock cheio de energia com um pouco de pop granulado em cima.

– Você acredita que o Youtube e a internet em geral ajudam a promover novas bandas e ajudar a divulgá-las em todo o mundo?

É o veículo de hoje para fazer com que uma banda seja conhecida. Em uma época já foi a MTV e a VH1, quando eles realmente passavam clipes, além das lojas de discos. Mas esse material está lentamente desaparecendo… A internet é a única maneira agora e eu acho que é ótimo.

– A banda fala muito sobre festas, baladas e “party hard”. Como isso influencia o som do Purple?

A maioria de nosso material é cheio de energia e quando tocamos ao vivo é como uma grande festa. Nós só queremos que as pessoas se divirtam e não se preocupem com o que os outros pensam. Você só tem uma vida para viver, então viva ao máximo!

– Se vocês pudessem fazer QUALQUER cover, qual seria?

Provavelmente “Sir Psycho Sexy”, do Red Hot Chili Peppers.

O trio texano Purple

– Onde vocês gostariam de ver sua carreira musical em 10 anos?

Nós apenas queremos construir uma grande base de fãs e poder tocar em todo o mundo!

– Vocês estão trabalhando em músicas novas? Quando poderemos ouvir?

Oh sim!! Mas é um segredo, por enquanto.

– Recomende algumas bandas novas que chamaram sua atenção ultimamente.

Leopold and His Fiction, uma fantástica banda de Austin. Ouçam!

– Quando veremos o Purple aqui no Brasil curtindo algumas caipirinhas?

Cara, queremos muuuuuuuuuuito! Isso vai acontecer, eventualmente!

O trio texano Purple

Saudades da MTV Brasil? Enxugue as lágrimas e crie a sua própria versão 2015 da finada emissora

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Ex-VJs da Mtv

A MTV Brasil como a conhecemos viveu entre outubro de 1990 e o fatídico 30 de setembro de 2013, quando os sinais da emissora que revelou talentos, apresentou artistas e músicas que dominaram o Brasil e ajudou toda uma geração a crescer e se conscientizar sobre assuntos como a prevenção da Aids parou de funcionar e deu lugar a um daqueles infomerciais safados (que depois virou mais um canal com as famigeradas transmissões de cultos evangélicos). Não vou nem comentar sobre a ~nova~ MTV, em que a música não fica em segundo plano: fica em décimo oitavo, atrás de reality shows de namoro em todos os formatos possíveis. Eca.

De uma coisa podemos ter certeza: o legado ficou. E mais do que isso, com o Youtube (um dos meios que ajudou a matar o canal da Alfonso Bovero), você pode criar a sua própria programação da emissora. Sim, a MTV que você sempre amou vive, fragmentada em diversos canais e vídeos do Youtube. E é por isso que montei uma pequena lista de canais que podem ajudar você a montar uma playlist e simular a SUA MTV Brasil do jeito que preferir. Ligue no 32 UHF e vamos lá:

República do Kazagastão, de Gastão Moreira

Gastão Moreira, um dos melhores e mais bem informados musicalmente que já passaram pela Mtv Brasil, sempre foi responsável por manter o rock vivo e atual na emissora brasileira (com programas como o Gás Total e o Fúria Metal). Pois o ex-VJ agora tem um canal no Youtube onde faz o Heavy Lero (junto com Clemente, dos Inocentes), programa onde destrincha alguma banda ou cena específica, e lança vídeos com entrevistas e matérias que fez na finada Mtv.

Panelaço, com João Gordo

Um punk que não tinha talento nenhum pra apresentar clipes, mas que se mostrou um ótimo apresentador e entrevistador em programas como Garganta e Torcicolo, Gordo a Go-go e Gordo Visita (além de anarquizar o que era aceitável ser exibido na programação da TV em seu Gordo Freak Show). Hoje, João Gordo tem um ótimo canal no Youtube chamado Panelaço, onde entrevista personalidades e amigos em sua cozinha enquanto cozinha um rango vegano. Vale a pena conferir as receitas e as entrevistas, já que ele dá um pau em muito apresentadorzinho de talk show que se preocupa mais em fazer piadinhas do que conversar…

Hermes e Renato

O grupo de humor que era a cara da Mtv Brasil, com perucas esdrúxulas, piadas que ultrapassavam o limite do politicamente correto e criavam bordões que não pareciam bordões. O grupo continua na ativa após a morte de seu fundador e cabeça, Fausto Fanti, em 2014. Hoje em dia estão prestes a começar uma nova temporada (ainda com cenas de Fausto) no Canal FX e possuem um canal no Youtube onde pouco a pouco disponibilizam suas sketchs em boa qualidade. Ah, você também pode encontrar vídeos deles (muitos!) no canal Pérolas Hermes e Renato.

Piores Clipes do Mundo, com Marcos Mion

Lembram quando Marcos Mion era um rapaz magrelo e desengonçado que destrinchava com louvor as tosquices que muitos dos clipes da Mtv tinham? Pois é: com o Youtube, você pode viajar no tempo e reviver o clássico programa Os Piores Clipes do Mundo, com pérolas videoclípticas como “Mama África”.

Fudêncio e Seus Amigos

Desenho baseado no boneco que João Gordo criou durante o programa Garganta e Torcicolo, contava com personagens incríveis e críticas ácidas a tudo e a todos. O mais próximo que o Brasil já teve de um South Park ou Family Guy. Criado por Thiago Martins, Marco Pavão e Flávia Boggio, o desenho não tem um canal oficial no Youtube, mas quase todos os episódios estão por lá:

Amada Foca, com Bruno Sutter, Daniel Furlan, Bento Ribeiro e Paulinho Serra

Pra quem gostava dos últimos dias do Furo Mtv, o programa que juntou a raspa do tacho do humor da Mtv formou o grupo Amada Foca, que posta sketchs e uma versão do finado Furo em seu canal:

Gato & Gata, com Chuck Hipolitho e Gaía Passarelli

Os últimos conhecedores de música a apresentarem programas na Mtv Brasil em seus últimos dias (e responsáveis por eu ter assistido um belo clipe dos Pixies antes de ir pro trabalho em um dia de 2014), o ex-casal teve esse belo canal que em muito lembrava os bons momentos dos momentos finais da emissora UHF. O canal, como a Mtv, já ficou pra trás, mas os vídeos continuam disponíveis.

Clipes

Quanto aos clipes, eu não preciso nem falar nada, né? O Youtube tem um acervo muito maior do que a própria Mtv jamais teve, incluindo inclusive bandas independentes (que na época eram chamados de “democlipes” e já revelaram bandas como Raimundos e Pato Fu) e os clipes de grandes bandas que a Mtv Brasil nunca passou (ou até passou, mas nunca conseguiram pegar o lugar do Hanson no topo do Disk Mtv). Exemplo? “Stripsearch”, do Faith No More, que eu nem sabia que tinha clipe.

Além disso, o Youtube é cheio de canais com shows completos e documentários musicais e outros ex-VJs prometem novidades no Youtube em breve (como Luiz Thunderbird prometeu na entrevista que deu para o Crush em Hi-Fi Luiz Thunderbird). Conhece algum outro canal que entraria na programação da SUA Mtv? Conte pra nós nos comentários!

E se aquele disco clássico virasse um livro? O designer gráfico Christopher Gowans mostra em “The Record Books”

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E se você pudesse ler os quadrinhos “Master of Puppets“, ou o livro “Brothers In Arms”, ou até a grande obra literária “The Dark Side of the Moon”? Foi isso que o designer gráfico Christopher Gowans imaginou, criando diversas capas para livros, revistas e publicações inspiradas em grandes clássicos da música em seu projeto “The Record Books”. Mesmo as capas mais icônicas, como “Abbey Road” foram “transformadas” para parecerem com capas de best sellers pelo artista.

O mais legal é que ele evita seguir o que você espera se já é conhecedor das obras. “Are You Experienced?”, do Jimi Hendrix Experience, vira um livro empresarial dos mais coxinhas, por exemplo. Já “How To Dismantle An Atomic Bomb”, do U2, vira uma apostila e “Horses”, da Patti Smith, um almanaque infantil sobre cavalos. Ah, em cada “livro” existe a sinopse ou uma pequena descrição de onde ele teria sido encontrado. Dá uma olhada no projeto:

"Arquivo encontrado em um tribunal recentemente em desuso na fronteira francesa/italiana perto de Ventimiglia. Ele estava sendo usado, aparentemente, para parar uma mesa de cozinha de balanço"
“Arquivo encontrado em um tribunal recentemente em desuso na fronteira francesa/italiana perto de Ventimiglia. Ele estava sendo usado, aparentemente, para aparar uma mesa de cozinha que estava balançando”
O trajeto de glória na autobiografia de Bruce Springsteen Reginald Grayson. A história de sua ascensão da miséria até o bronze nos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles e... bem, é um livro bastante chato."
O trajeto de glória na autobiografia de Bruce Springsteen Reginald Grayson. A história de sua ascensão da miséria até o bronze nos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles e… bem, é um livro bastante chato.”
"O polêmico pensador radical dos 60s Kenton 'Sonic' Youth fala sobre a recusa de abraçar a maré de filosofias da Costa Oeste em seu país natal, Papua Nova Guiné."
“O polêmico pensador radical dos 60s Kenton ‘Sonic’ Youth fala sobre a recusa de abraçar a maré de filosofias da Costa Oeste em seu país natal, Papua Nova Guiné.”
"Livro de referência completas e claras para crianças a respeito de todas as coisas sobre eqüinos. Infelizmente, muitas das ilustrações foram desfiguradas por rabiscos e desenhos infantis."
“Livro de referência completas e claras para crianças a respeito de todas as coisas sobre eqüinos. Infelizmente, muitas das ilustrações foram desfiguradas por rabiscos e desenhos infantis.”
"A história de duas irmãs católicas crescendo em uma Grã-Bretanha em transição do pós-guerra. Adivinhem? Ela não termina bem."
“A história de duas irmãs católicas crescendo em uma Grã-Bretanha em transição do pós-guerra. Adivinhem? Ela não termina bem.”
"O carismático whizkid de Harvard, Hendrix tem aqui uma bíblia de auto-ajuda. Um spin-off de seu reality show de sucesso fenomenal  'The Experience'."
“O carismático whizkid de Harvard, Hendrix tem aqui uma bíblia de auto-ajuda. Um spin-off de seu reality show de sucesso fenomenal ‘The Experience’.”
"Thriller rápido de 1958: um condutor sequestra um trem de metrô de Nova York para se vingar de seu rival e ameaçar a vida de sua ex-amante. As últimas 30 páginas estão faltando. Não sei se ela sobrevive."
“Thriller rápido de 1958: um condutor sequestra um trem de metrô de Nova York para se vingar de seu rival e ameaçar a vida de sua ex-amante. As últimas 30 páginas estão faltando. Não sei se ela sobrevive.”
Mais um thriller sangrendo do prolífico Jackson. Neste stalkerfest implacável, detetive particular Dwight Blackman persegue o assassino "Shamone" pela 3ª vez. Irá o psicopata escapar pelos dedos do detetive mais uma vez?"
Mais um thriller sangrendo do prolífico Jackson. Neste stalkerfest implacável, detetive particular Dwight Blackman persegue o assassino “Shamone” pela 3ª vez. Irá o psicopata escapar pelos dedos do detetive mais uma vez?”
"Um pequeno volume de encantamentos ocultistas. Nenhum deles funciona, no entanto."
“Um pequeno volume de encantamentos ocultistas. Nenhum deles funciona, no entanto.”
"Quando uma forma de chuva ácida, causada por um cometa em Urano, parece impedir o crescimento de todos os seres vivos na Terra, a própria existência da humanidade está no fio da navalha. Quando um grupo de pigmeus perceber que o pêssego é a única planta não afetada, eles encontraram uma nova sociedade, com o caroço de pêssego como a sua moeda."
“Quando uma forma de chuva ácida, causada por um cometa em Urano, parece impedir o crescimento de todos os seres vivos na Terra, a própria existência da humanidade está no fio da navalha. Quando um grupo de pigmeus perceber que o pêssego é a única planta não afetada, eles encontraram uma nova sociedade, com o caroço de pêssego como a sua moeda.”
"Mistério de assassinato. O detetive agorafóbico dinamarquês, Jörnn Angstmar, investiga uma série de mortes por veneno em um clube de  palavras cruzadas de Copenhagen."
“Mistério de assassinato. O detetive agorafóbico dinamarquês, Jörnn Angstmar, investiga uma série de mortes por veneno em um clube de palavras cruzadas de Copenhagen.”
"Destinado a crianças com idades entre 8-12, esta encantadora série americana seguiu Rosa em suas aventuras idiossincráticas de coelho. Em Surfer Rosa, ela consegue criar um novo truque que envolve o uso de sua cauda como leme. Outros livros da série mostram a coelhinha em dança de salão e mesmo sendo uma veterinária!"
“Destinado a crianças com idades entre 8-12, esta encantadora série americana seguiu Rosa em suas aventuras idiossincráticas de coelho. Em Surfer Rosa, ela consegue criar um novo truque que envolve o uso de sua cauda como leme. Outros livros da série mostram a coelhinha em dança de salão e mesmo sendo uma veterinária!”
"Manual de instruções para uma marca obscura de computador pessoal. Ligeiramente amarelada, mas completamente sem uso, como a máquina em si, que nunca funcionou. Na verdade, ao abrir-lo para consertá-lo, verificou-se que não têm partes de trabalho de qualquer tipo. Na verdade, continha um tijolo."
“Manual de instruções para uma marca obscura de computador pessoal. Ligeiramente amarelada, mas completamente sem uso, como a máquina em si, que nunca funcionou. Na verdade, ao abrir-lo para consertá-lo, verificou-se que não têm partes de trabalho de qualquer tipo. Na verdade, continha um tijolo.”
"Thriller policial no submundo de Birmingham. O enredo gira em torno de uma quantidade de Quaaludes escondidos em caramelos roubado. E strippers."
“Thriller policial no submundo de Birmingham. O enredo gira em torno de uma quantidade de Quaaludes escondidos em caramelos roubado. E strippers.”
"Dois livros do escritor de crime popular e prolífico May Mercury. Originalmente escritas na década de 1930, essas reedições foram impressas no final dos anos 60. O mordomo não é o culpado em nenhuma das histórias, aliás."
“Dois livros do escritor de crime popular e prolífico May Mercury. Originalmente escritas na década de 1930, essas reedições foram impressas no final dos anos 60. O mordomo não é o culpado em nenhuma das histórias, aliás.”
"Whodunnit sangrento feito por um autor prolífico francês do pano cuja predileção por gore obrigou-o a escrever sob um pseudônimo para que seus leitores - e, na verdade, seus superiores - perdessem a fé nele."
“Whodunnit sangrento feito por um autor prolífico francês do pano cuja predileção por gore obrigou-o a escrever sob um pseudônimo para que seus leitores – e, na verdade, seus superiores – perdessem a fé nele.”
"Manual científico alternativo dos anos 60. Professor californiano Floyd alcançou enorme sucesso com este estudo da influência da Lua sobre o ciclo menstrual. Na verdade, ele foi capaz de fundar sua própria faculdade, especializado no estudo de fertilidade das mulheres. A faculdade não existe mais. Ela foi fechada em 1972, tendo sido arrasada por uma multidão de maridos irritados."
“Manual científico alternativo dos anos 60. Professor californiano Floyd alcançou enorme sucesso com este estudo da influência da Lua sobre o ciclo menstrual. Na verdade, ele foi capaz de fundar sua própria faculdade, especializado no estudo de fertilidade das mulheres. A faculdade não existe mais. Ela foi fechada em 1972, tendo sido arrasada por uma multidão de maridos irritados.”
"Novela sedutora sobre a amizade entre um magnata da imprensa e um rapaz órfão que ele conhece enquanto engraxa seus sapatos. Não o magnata, o rapaz. O rapaz estava engraxando seus sapatos. Os sapatos do magnata. Não seus próprios sapatos, isso não faria sentido. O rapaz estava engraxando os sapatos do magnata. E ele fez amizade com ele. O magnata. Fez amizade com o menino, o rapaz."
“Novela sedutora sobre a amizade entre um magnata da imprensa e um rapaz órfão que ele conhece enquanto engraxa seus sapatos. Não o magnata, o rapaz. O rapaz estava engraxando seus sapatos. Os sapatos do magnata. Não seus próprios sapatos, isso não faria sentido. O rapaz estava engraxando os sapatos do magnata. E ele fez amizade com ele. O magnata. Fez amizade com o menino, o rapaz.”
"Terceira edição de título de curta duração da Elektra Comics. Mesmo para um gênero de fantasia, as histórias eram vistos como exageradas pelo público."
“Terceira edição de título de curta duração da Elektra Comics. Mesmo para um gênero de fantasia, as histórias eram vistos como exageradas pelo público.”
"Spin-off baseado no programa de TV de mesmo nome, onde concorrentes que têm de decidir se mentem sobre suas recentes atividades diárias, sem saber se eles tinham realmente estado sob observação secreta. Hilariante. O livro conta com a participação do mascote do programa, "Ozzy CC ', a câmera de segurança de circuito fechado."
“Spin-off baseado no programa de TV de mesmo nome, onde concorrentes que têm de decidir se mentem sobre suas recentes atividades diárias, sem saber se eles tinham realmente estado sob observação secreta. Hilariante. O livro conta com a participação do mascote do programa, “Ozzy CC ‘, a câmera de segurança de circuito fechado.”

Veja mais livros (ou discos) do artista aqui: http://ceegworld.com/the-record-books/

O que andei ouvindo – 09 a 16/03

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https://twitter.com/joaopedroramos/status/577484570699952129

Public Enemy – Fight the power! Ouvi o “Fear Of A Black Planet”, disco presente na lista de 500 Melhores Discos de Todos os Tempos da Rolling Stone e no livro 1001 Discos pra Ouvir Antes de Morrer. “911 Is A Joke”, “Pollywanacracka”, “Who Stole Your Soul” e “Fight The Power” fazem qualquer um entrar no clima de Chuck D e Flavor Flav.

Pixies – Peguei o “Bossanova” pra ouvir. Ótimo do começo ao fim: “Cecilia Ann”, “Velouria”, “Alison”, “Dig For Fire”

fiREHOSE – A banda, formada por Mike Watt (Minutemen, Stooges), Ed Crawford, Kira Roessler e George Hurley (Minutemen) é muito bacana. Ouvi o disco “Fromohio”, de 1989, sem saber do que se tratava, e foi uma bela surpresa. Segundo o que li, o disco tem uma bela mudança em relação ao disco anterior, “It’n”.