Construindo Retrosense: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Retrosense, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Rash (vocais)

Paramore“Crushcrushcrush”

Uma das primeiras músicas que ouvi do Paramore, que é grande influência não só para mim, mas para Retrosense. Fiquei totalmente viciada, acho o clipe muito foda! Também foi um dos primeiros covers que fizemos no começo da banda. Lembro de conversar com o Otávio na UEM (Universidade Estadual de Maringá) sobre a gente tocá-la nos ensaios (risos).

ABBA“Mamma Mia”

Minha mãe ouvia Abba praticamente todos os dias. Assim como também ouvia Michael Jackson, Queen, Cindy Lauper. Isso me influenciou muito musicalmente. Abba é uma grande influência porque é uma banda sueca que canta em inglês e fez sucesso mundial. Isso sempre provou para mim que MÚSICA é universal. E um baita clássico, né? A gente curte muito essa música. Fazemos uma releitura dela nos nossos shows que fica bem massa.

Haim“Forever”

Haim é uma banda que eu ACHO FODA DEMAIS. Quando eu comecei a conhecer melhor o trabalho delas eu fiquei muito inspirada. O álbum ‘Days are Gone’ foi uma grande referência de sonoridade para mim, elas fazem tipo um Fleetwood Mac moderno, acho muito massa. E essa música marcou a Retrosense porque fazíamos uma versão dela.

Joan Osborne“One of Us”

Essa música me dá muita nostalgia. Ela é tipo Retrosense roots (risos). É uma música linda que fala “e se Deus fosse um de nós?” sempre me fez refletir muito, e isso tem tudo a ver com que a gente queria/quer passar com a Retrosense: reflexões.

The Cranberries“Linger”

Cara, Cranberries é foda. É uma banda muito nostálgica para mim também… lembro do meu irmão ouvindo bastante e me dizendo que eu poderia ter uma banda parecida. E o timbre da Dolores? Incrível. Me inspirei bastante. Perdê-la esse ano foi foda.

Pitty“Equalize”

O clichêzão de toda banda com vocal feminino fazer uns covers de Pitty no começo (risos). Mas acho isso muito massa! Admiro muito a Pitty e o legado que ela tem deixado no rock feito por mulheres.

Avril Lavigne“Nobody’s Home”

RASH EMOOOOOOOO. Ai gente, dá licença. Mas caramba, ouvi muito. Era minha música favorita ever. E olha o tanto de tempo que a Avril conseguiu ficar no topo das paradas. Isso me inspira demais!

Otávio (guitarra)

Bastille“Flaws”

Bastille me inspirou muito por causa dos arranjos vocais, os sintetizadores, a percussão, enfim, tudo! Sinto-me um pouco sinestésico ouvindo Bastille.

Paramore“Still Into You”

Quando o Taylor York se tornou integrante definitivo do Paramore, ele conseguiu criar um novo conceito de guitarra pop. Essa música é estruturada em torno do riff da guitarra que é extremamente melódico com timbres surreais. A maneira como ele consegue conduzir a música me fez repensar a minha maneira de tocar.

John Mayer“Heartbreak Warfare”

Mais um exemplo genial de como conduzir a música com o riff de guitarra e criar uma atmosfera particular com os timbres. Vindo do John Mayer não é de se espantar. Na verdade, todos os CDs dele me inspiraram muito.

Mr. Big“Nothing But Love”

Mr. Big não tem nenhuma ligação direta com a Retrosense. É uma influência pessoal. Essa música em especial me chamou atenção desde o início porque o guitarrista Paul Gilbert, que costuma ser virtuoso nas músicas, faz um solo completamente simples, mas genial. Sempre que preciso criar um solo nas músicas da Retrosense, eu paro pra escutar essa música e me inspirar.

Goo Goo Dolls“Name”

Creio que a maioria das pessoas tem uma música que leva a mente para outra dimensão. Essa é a minha! Uma “depressing ballad”. Essa música influenciou completamente na minha maneira de compor, especialmente as músicas melancólicas.

P!nk“Just Give Me a Reason”

Um fato: eu vicio em uma única música e ouço ela compulsivamente durante um mês pelo menos. Acredito que eu ouvia “Just Give Me A Reason” umas 40 vezes por dia. Não sei se pela melodia, pelo ritmo ou por me lembrar alguém. (Nota da Rash: O Otávio faz isso com todas as músicas que ele ouve, sério. (risos) e P!nk também é uma grande referência. QUE MULHER!)

Rosa de Saron“O Sol da Meia Noite”

Essa banda é simplesmente incrível. Eles conseguem ser geniais em cada elemento das músicas: harmonias complexas, melodias marcantes, letras inspiradas em crescimento pessoal, timbres incríveis. É tudo complexo e simples ao mesmo tempo. Quando ouvi “O Sol da Meia Noite” pela primeira vez, eu pensei “esses caras não tem limite” (risos).

José (bateria)

Linkin Park“Breaking the Habit”

“Breaking the Habit” do álbum “Meteora” é o tipo de obra prima que mostrou que a banda poderia seguir novas direções, sem um instrumental tão pesado ou uma voz gritante. Tem muita inovação e elementos eletrônicos, mas ao mesmo tempo é simples. Essa música cairia bem em qualquer álbum da banda, sem contar na emoção que a letra e a voz de Chester imprime para a música e mostra que sempre podemos mudar ou enfrentar algo que está nos fazendo mal.

Twenty One Pilots“Holding on to You” (versão ao vivo)

Twenty One Pilots é um duo que impressiona pela performance e que não pode deixar de ser citado, pois é tão impactante que é quase imperceptível notar os samples estão que sendo tocados ao vivo para apenas dois integrantes. Em “Holding on to You”, além do duo usar elementos de vários estilos com música eletrônica, em sua versão ao vivo eles impressionam quanto o baterista dá um salto mortal durante uma parte da música. Isso mostra que a alta performance e o carisma podem ser mais importante que vários detalhes.

Fresno“Deixa o Tempo”

A Fresno inicialmente não era uma influência para a banda, mas após o Breakout Brasil, não deixamos de admirar e nos inspirar no trabalho do Lucas Silveira e cia. Em “Deixa o Tempo”, o Fresno mostrou um amadurecimento em suas composições, sem perder o dom de fazer canções pop/rock de qualidade, mas fugindo do genérico, com muitos efeitos de guitarras e sintetizadores e as vozes trabalhadas entre Lucas e Tavares.

The Killers “When You Were Young”

“When You Were Young” é um hino para os fãs do The Killers, ela possui um riff inconfundível, vocal emocionante, melancólico e uma sonoridade um pouco densa. Esse som é admirável por ser uma amostra da sonoridade que a banda iria seguir nos próximos anos. Essa é uma influência pessoal pra mim, pois curto mudanças.

The Beatles“Ticket to Ride”

É claro que não ia faltar um clichezão de influência de todas as bandas né… Sim, Beatles, essa canção me traz vários sentimentos como nostalgia, humor e alegria, sem contar que o instrumental dela é muito simples (batera, guitarra) e os vocais trabalhados. Quando penso em uma música foda com o instrumental simples (principalmente a batera) e mesmo assim contagiante, sempre lembro de “Ticket to Ride”.

My Chemical Romance“Welcome to the Black Parade”

Não pode ficar de fora um emo raiz (risos) Mas sério, sinto uma ambiência inexplicável nesse som que tenho certeza que marcou muita gente na famosa “época da MTV” eu sou fãzaçoooo do Gerard Way, pra mim ele é um dos melhores vocais que existem com seu estilo peculiar, seus gritos. Quem não curte é preconceito (polemizei (risos)).

Feminismo é revolução e os artistas estão entendendo o recado

Read More
Letrux
Letrux

“Ela desatinou, desatou nós. Vai viver só!” Esse trechinho de “Triste, Louca ou Má” de Francisco El Hombre representa bem a transição social pela qual estamos passando. O feminismo grita, exige e chega aos ouvidos de milhares de pessoas de infinitas formas, seja pelos protestos nas ruas, pelas plataformas digitais e principalmente pelo streaming. Uma voz, doce, suave, encantando e passando seu recado sutilmente. É assim que inúmeros artistas estão chegando nesses espaços e ganhando voz e autonomia.

Elza Soares, grande artista feminista, manda seu recado social desde cedo. Fala abertamente em suas músicas sobre a opressão masculina, violência doméstica, racismo, entre outros temas e convida seu fiel público a dar um basta nisso. “Cadê meu celular, eu vou ligar no 180”. O famoso Disk Denúncia. Em 2016, Elza lançou seu disco “A Mulher do Fim do Mundo”, que lhe rendeu excelentes críticas e prêmios, como Grammy, todo contextualizado no apelo ao fim da violência. Um verdadeiro grito de basta. Em 2017, ela não perde a linha e lança o single ‘Na Pele’, junto com a também feminista Pitty, denunciando a violência física e psicológica. “Se essas são marcas externas, imaginem as de dentro”, questionam.

As mulheres, através de muita luta, têm conquistado seus espaços no campo profissional e a indústria fonográfica vai muito bem representada nesse quesito. Mulamba é um sexteto de meninas paulistas, que também lançou disco 2016 e vem gritando nas playlists o fim do abuso, escancarando o machismo e pedindo a liberdade feminina. “Agora o meu papo vai ser só com a mulherada: Nós não é saco de bosta para levar tanta porrada” e denunciam “Todo dia morrem umas 10, umas 15 são estupradas, fora as que ficaram em casa e por nada são espancadas”. Não à toa, contam com quase 9 mil ouvintes mensais no Spotify, e a música “Mulamba” com mais de 54 mil plays.
A lista de artistas que estão seguindo essa revolução feminista é bem vasta e a Letrux, antes conhecida como Letuce pelo trabalho musical com seu ex marido, jogou tudo para alto e lançou um excelente disco, “Em Noite de Climão”, onde se mostra empoderada, liberta e pronta para um novo jogo. Nesse estilo, Ava Rocha também representa bem a cena indie do Brasil, com sua performance autêntica nos palcos. Uma das suas canções que chama a atenção durante sua a apresentação é Joana D’Arc. Ava foi headliner na abertura da Semana Internacional de Música, que aconteceu em São Paulo.

Mas, nem só mulheres ganham espaço nos fones de ouvidos quando o assunto é feminismo. Francisco El Hombre, grupo misto de paulistanxs e mexicanxs, também pregam o fim do machismo, o empoderamento feminino e a sororidade. Apesar de ser cantada por uma voz feminina, a banda é composta na sua maioria por homens, que carregam essa bandeira. Essa atitude já se trata de um reflexo da revolução feminista, talvez uma lição que ficou após um integrante da banda ser acusado por machismo e manter um relacionamento abusivo.

Com o mercado musical aberto a esses discursos, não só é importante discutir o feminismo, como também é de igual importância desconstruir o machismo. A sociedade já mostrou que não tolera mais. E grandes artistas como Criolo e Mano Brown já aderiram a essa nova regrinha. Não se pode mais denegrir a imagem da mulher, pega mal, mesmo que para um seleto público. Não entraremos aqui no mercado do funk e ramificações.

Mano Brown, que lançou o “Boogie Naipe” em 2017, seu novo trabalho solo, desabafou que os tempos mudaram e tirou do repertório do Racionais MCs as músicas que fazem apologia ao machismo. Essa visão também foi alcançada por Criolo, que relançou em 2016 o disco “Ainda Há Tempo”, com alterações em algumas letras machistas e homofóbicas. Ponto para eles.

O público está de olhos bem abertos quando se refere a esse tema. O grande e intocável Chico Buarque, também lançou um disco em 2017 e foi alvo fortes críticas quando cantou ‘Tua Cantiga”, onde deixaria mulher e filhos por sua amante. É uma letra que vai de encontro à sororidade, mas que passa pela liberdade poética de se cantar uma história.

O fato, é que a tolerância machista está desabando, tanto que foi lançado pelo site Apoie a Cena, uma matéria com o título “Bandas Machistas Que Você Não Deve Ouvir”. Trata-se de relatos de mulheres que foram vítimas de boys bands. O machismo não precisa estar só nas letras. Ele direcionado é mais agressivo.

Em alta, a revolução feminista não pede licença. Ela invade os palcos, as playlists e com sua força conscientiza homens e mulheres. Denuncia violência, chama para a luta. E representa o atual momento de transição.

Reunimos uma porrada de gente pra eleger as melhores músicas nacionais e internacionais de 2017

Read More

Chegou aquele momento do ano em que todo mundo faz suas listas, retrospectivas e tentamos eleger o que aconteceu de melhor nos últimos 365 dias. Aqui no Crush em Hi-Fi eu deixei a tarefa de escolher os grandes sons de 2017 com os próprios colaboradores do blog, músicos, jornalistas, produtores, DJs e apaixonados por música. São mais de 70 pessoas que nos contaram quais foram os grandes sons nacionais e internacionais deste conturbado ano.

Na música nacional, Tim Bernardes, Renato Godá, Molho Negro, Letrux e Far From Alaska foram os mais lembrados pelos entrevistados, enquanto King Gizzard & The Lizard Wizard, Kendrick Lamar, Bjork Liam Gallagher foram os artistas estrangeiros que mais mexeram com o coração das pessoas consultadas. Confira as escolhas e sigam as playlists dos Melhores do Ano 2017 no Spotify do Crush em Hi-Fi!

Nacionais

Luccas Carlos“Neblina”
Rashid: O Luccas é um dos artistas mais talentosos que surgiram nos últimos tempos, na minha opinião. Tem um potencial gigantesco pra bater pesado nas rádios. Gosto bastante desse som, letra boa, refrãozão, melodia da hora. Sou fã.

Jr Black“Arrendado”
Gil Mendes (Baião de Dois/Crush em Hi-Fi): A multiartista pernambucano manda nessa samba bem balançado uma crônica sobre o atual cenário do país abusando das metáforas, fazendo uma analogia de como o Brasil fosse uma grande e abandonado parque de diversões pronto para ser destruído. A faixa ainda conta com a participação de Fred 04, do Mundo Livre S/A.

NP Vocal – “Veja Bem”
Kamau: Com certeza essa é a música que mais ouvi num certo período de tempo em 2017. Veio como uma surpresa, já que conhecia o NP de vista mas não tinha ouvido ainda nada dele. O beat cabuloso do DJ Fire serviu bem pra sua narrativa entrelaçada que nitidamente remete ao Sabotage mas tem seu DNA, suas características próprias. A facilidade com que NP passa do rimado ao melódico também chamou-me bastante a atenção. Talvez não seja o melhor som em nenhuma lista mas, com certeza, deve ser ouvido por quem ainda não teve a oportunidade de fazê-lo.

Far From Alaska “Bear”
Chris Lopo (Crush em Hi-Fi): “Unlikely” soa muito diferente de seu antecessor, “ModeHuman”, mostrando uma evolução tanto na pegada quanto na produção e no vocal de Emmily Barreto. “Cobra”, a música de trabalho, é legal mas, quando chegou “Bear”, a segunda do disco, meu mundo parou. Eu fiquei, sem mentira, uma tarde inteira e amanhã do dia seguinte com essa música no repeat. Sempre que rolava o comecinho de “Flamingo” eu voltava uma faixa. Valeu a pena ter enfrentado a neve, desta vez mais perto do Alasca, para gravar com a Sylvia Massy.
Ian Veiga (Der Baum): Muita coisa de qualidade lançada e se teve algo que marcou foi o álbum do Far From Alaska, “Unlikely”. O single “Cobra” foi matador e manteve muito o estilão do primeiro álbum, mas a música “Bear” mostra a verdadeira faceta atual da banda. Com muito experimentalismo na masterização e sonoridade diferentona, o resultado é incrível e adoro quando a banda se arrisca sem medo assim.

Rimas e Melodias – “Coroação”
Mariângela Carvalho (Supernova): Tava no aguarde do debut do Rimas e assim que ouvi pela primeira vez, no final minha sensação resumida era: uma experiência ultra empoderada. Nunca poderei sentir na pele, literalmente falando, o que elas compartilham e, por isso mesmo, pra mim esse álbum veio acrescentar mais visões sobre o feminismo;  musicalmente a produção é muito fina, várias escolas do ritmo e poesia revisitadas nos 30 e poucos minutos de duração. A segunda faixa, “Coroação”, tem um tema bem forte, o refrão + coro me fazem arrepiar toda vez que ouço.

Francisco El Hombre“Triste, Louca Ou Má”
Alexandre Becker Klein (Lamusia): Acho que “Triste, Louca ou Má”, do Francisco El Hombre, devido a música ter acordes tristes e bonitos, sem falar da letra com uma importância bem grande pro público feminino.

Projeto Rivera“Zeravida”
Caike Falcão (Empire): Além de eu ter achado uma música foda, ela é muito representativa. Projeto Rivera vem em uma crescente linda, e eu consegui ver de perto a luta dos meninos. É uma banda que me orgulha e inspira, e envolve quem tá por perto. E essa música é o ponta-pé inicial do segundo disco deles, que é um novo marco na carreira da banda. O Brasil ainda vai ouvir falar muito deles.

Guilhemoso Wild – “Caos, Caos”
Douglas Mam (Douglas Mam & Os Famigerados): Indico! A letra falado tudo sobre a situação da humanidade.

Figueroas“Boneca Selvagem”
Fabrício Bizu (Psico BR) – Por trazer música pra cima e dançante como flamingos rosas em ponche psicodélico.
Alê Lima (Aletrix): Figueroas tem o vantajoso diferencial de lançar músicas viciantes. O aguardado segundo disco é contagiante e igualmente grudento. “Boneca Selvagem” é uma música para se ouvir várias vezes seguidas, suando e mexendo partes do corpo.

Arnaldo Tifu“O Rap Salva”
Carol Tavares (Jazz House): Acho difícil dizer a melhor de todas. A produção nacional está fervilhando. Muitos estilos, muita gente nova e boa. Eu sempre tive um lance secreto com rap e, trabalhando mais de perto com o Tifu, fiquei arrepiada com “O Rap Salva”. Tem força, letra e aquele pé no peito. Fica minha sugestão.

Merda“O Diabo Está Sempre Ao Meu Lado”
Daniel Ete (Muzzarelas/Drákula): A gang do Merda e suas cagadas magníficas. Em tempos de Reich evangélico nada melhor que essa bela canção sobre amizade.

Rico Dalasam – “Fogo em Mim”
Guilherme Tintel (It Pop): O Carnaval se foi, mas o fogo de Rico Dalasam não se apagou. No ano em que o pop brasileiro emplacou até hits internacionais, “Fogo em Mim” se garante pela singularidade de sua letra e batida, sob a produção de Mahal Pita, do sempre incrível BaianaSystem.

Deltafoxx “Fade Away”
Diego Veríssimo (Outro Indie): O mais recente lançamento do duo brasiliense que vem crescendo em destaque na cena independente com suas faixas originais e remixes.

Molho Negro“Escrevo Mal”
Pedro Spadoni (Cat Vids): A Molho representa bem demais a cena independente do país em tudo o que fazem, e essa música é a cara deles porque tira sarro deles mesmos e de mim e de você e de qualquer um que se meta a fazer música. Eu vejo esse tipo de proposta como um recado legal pra cena de não se levar tão a sério assim e só, sei lá, se divertir. Sem contar que o João é o cara mais legal do rock (risos).

Bike“A Montanha Sagrada”
Denão Fonseca (3 Olhos Festival): Depois de ouvir esse som, você só tem vontade de subir a montanha para ficar mais perto do céu. Hino da psicodelia moderna.

Letrux“Que Estrago”
Hanilton Medeiros (Crush em Hi-Fi): “Letrux em Noite de Climão” é de longe o melhor álbum de 2017. A canção conta a história e a experiência após um encontro entre duas mulheres. Com letra provocativa e video clipe psicodélico, “Que Estrago” é a faixa perfeita para resumir esse trabalho, premiado como “Melhor Disco do Ano” pelo Prêmio Multishow.

Preta Gil & Gal Costa “Vá Se Benzer”
Hanilton Medeiros (Crush em Hi-Fi): Preta Gil declarou em várias entrevistas a emoção que foi cantar com sua madrinha, a diva da MPB, Gal Costa. A canção tem um teor político, que foi potencializado ao ganhar um clipe manifesto, cuja repercussão na internet garantiu a colocação entre os mais vídeos no YouTube no dia de seu lançamento.

Skrotes“Procissão dos Ossos”
Michelle Mendez (Petit Mort): Melhor banda catarinense, e uma das melhores do brasil sem duvida. Admiro muito o talento dos musicos da banda e as suas composições, musica pra voar a mente, sem limites.

ProjetoNave “Revolução Humana”
Claudio Cox (Giallos): “20 Voltas” celebra os 20 anos de uma das bandas mais importantes aqui do ABC Paulista, o Projetonave. Não bastasse isso (20 ANOS caralho!), o disco também marca a volta de um dos letristas mais importantes da minha geração, um cara que me influenciou, me influencia e me influenciará para todo o sempre, Marcopablo. Escolhi uma porque não posso escolher todas. “Revolução Humana” tem uma frase que define bem essa nova fase da banda e da minha vida também: “amanhece cedo, o sol fortalece”.

Jazz Beat“Loud Owl”
Pedro H. Rabelo (Bang Bang Babies): Delta blues com punk primitivo (isso existe?). Pra mim soa desse jeito.

Quasar“Aurora”
Ari Holtz Neto (Medrar): Tem um caos espontâneo, digno de um ser humano qualquer andando desgovernado pela cidade olhando pra própria nuca. Um recorte que me fisga da produção autoral brasileira, fala comigo na poesia, na melodia, nas distorções, na impertinência e no desacerto.

Renato Godá“Longe Eu Vou”
Calvin Kilivitz (Thrills & the Chase): Quando o Goda surgiu, disseram que ele era o Tom Waits brasileiro. Com esse disco novo, ele também é o Johnny Cash brasileiro, e muito mais.

Ralo“Mais”
André Astro (O Grande Ogro): A banda de São Paulo de rock instrumental Ralo lançou esse ano o disco “Hell is Real” com a música “Mais”, tem tem um belo vídeo da produção do disco.

Hammerhead Blues“Rat”
Rê Becca Tavares: A banda paulistana Hammerhead Blues lançou seu primeiro álbum este ano e “Rat”, uma das faixas mais poderosas, ganhou um clipe sensacional para acompanhar. Rock com pegada setentista para ouvir no máximo!

Tagore“Apocalipse Jeans”
Adriano Eliezer (Pampas Deer): O Tagore só melhora na escrita e na interpretação. É uma lapa de talento. E o João Felipe Cavalcanti, como produtor e realizador da coisa sônica, tem baixos lindos, ambientações e texturas que pra mim são fora de série.

Raquel Reis“Sorte”
Ana Júlia Tolentino (Tenho Mais Discos Que Amigos): Eu esperei por um bom tempo o lançamento desse disco e ele tem uma produção visual impecável (sério, olha no canal dela)! Essa música particularmente me remete a tudo que aconteceu esse ano, 2017 foi um ano de contemplação. No trecho “No seu silêncio, eu escuto o infinito” é como se o silêncio fosse meu, também.

Tim Bernardes“Tanto Faz”
Laura Damasceno (Música Tem Vídeo): Foi a primeira música de trabalho do disco solo do Tim Bernardes e mesmo sendo lentinha, tem aquela letra chiclete à la O Terno que não sai da cabeça por nada. Além disso, chama atenção por retratar bem o Brasil de 2017, com sua população apática diante do mar de problemas políticos e sociais: “Vai ter Copa, vai ter carnaval, mas continua errado / Nada é justo ou injusto se não há justiça de fato / Tanto faz, tanto faz”. Sério, genial.
Bruna Manfre (Shelter): Em meio à apatia e escapismo atuais, Tim Bernardes trouxe seu “Tanto Faz” – música que pode ser interpretada de diversas formas, inclusive como crítica à política. O desassossego lírico, que por si só já garantiria seu posto como melhor do ano, é acompanhado por violão de cordas de aço, surdo e violinos.

Renato Godá“Chegada”
Zé Menezes (Thrills & The Chase): Simplesmente a declaração de amor mais bonita dos últimos tempos. Se não conhece, vá atrás que você não vai se arrepender.

Ludovic“Inexorcizável (Um Zumbido Ensurdecedor)”
Shamil Carlos (Stay Free): Tinha um grande medo do que viria, ainda mais por saber que o Jair passa por uma fase de vida bem diferente da época do “Idioma Morto” mas a música é foda! Letra desesperançosa e melancólica, do jeito que a gente ama.

Luedji Luna“Banho de Folhas”
Bárbara Monteiro (Wabi Sabi): Eu tô completamente apaixonada pela Luedji Luna! Ela é baiana e fica numa ponte Salvador – São Paulo. Acabou de lançar seu primeiro disco, que se chama “Um Corpo no Mundo” e é maravilhoso. Ela é compositora e tem uma voz incrível. Eu já era muito fã quando um dia, do nada, encontrei com ela num boteco em Pinheiros almoçando PF. Não resisti, tietei e ela foi tão simpática que só me fez admirar mais ainda.

Tim Bernardes“Ela”
Carolina Santos (Noize Media/Crush em Hi-Fi): O Tim já vem fazendo um trabalho excelente na banda O Terno, e agora em disco solo, denominado “Recomeçar”, lançado em setembro, pode soltar a mão em composições um pouco mais melancólicas e lindas. Ela é muito suave, quase um abraço para dias difíceis. O álbum todo é lindíssimo, um dos grandes destaques do ano.
Fernando Sanches (CPM22/O Inimigo): Porque é super simples e linda. E toda acústica, nesse mundo eletrônico, né?

Black Cold Bottles“Black Bones Blues”
Alejandro Cadena (The Ash Tre): Mesmo que a letra não fale necessariamente disso, eu sempre ouço essa música e me imagino no velho oeste, andando num cavalo rumo ao horizonte. Os vocais do Bruno Carnovale e da Larissa Lobo derretem e se misturam trazendo uma sensação de paz que se preenche com essas guitarras maravilhosas.

Yesomar“Pra Sempre”
Wendell Pivetta (Metal Etílico/Crush em Hi-Fi): Boa parte dos gigantes aqui é um resgate inovador do Rock Gaúcho da capital. Yesomar vem com o “Vol.2” de um super projeto que merece respeito e ouvidos atentos em um discão! Uma banda que faz uma correria gigante para agitar a cena da capital. Destaco a faixa “Pra Sempre” que para mim, já nasceu clássico! Firme e especial.

Negro Leo“Action Lekking A”
Uiu Lopes: Nacional foi o Negro Léo que eu sempre piro nas ideias dele e esse ano ele lançou um álbum chamado “Action Lekking A” que tá com um time pesado, vale muito a pena escutar no meio de uma multidão na Avenida Paulista ou qualquer outro lugar cheio de gente (risos).

Nevilton“Melhorar”
Millena Kreutzfeld (GDL – Tudo Sobre Música): Esperança e melancolia é o que traduz essa faixa do novo disco do Nevilton lançado recentemente. Apesar da vida caótica que a maioria leva na cidade maluca que é SP, precisamos ser conscientes com o todo pra vida melhorar e pra felicidade vir beber a estante dos vinhos que guardamos. ha-ha.

Paulo Miklos“Vou Te Encontrar”
Jéssica Mar (A Menina Que Colecionava Discos): O cantor fez um mergulho na música brasileira e lançou o que considera, de fato, seu primeiro trabalho individual na música. Gravado entre março e abril de 2017 e lançado oficialmente em agosto, veio após uma série de acontecimentos marcantes na vida do cantor (a morte de seus pais e de sua esposa, além da própria saída dos Titãs) e tem elementos de autobiografia, o álbum é um dos melhores discos brasileiros lançados esse ano.

Sepultura“Phantom Self”
Jéssica Mar (A Menina Que Colecionava Discos): Gravado na Suécia, é o primeiro álbum de estúdio da banda em mais de três anos desde “The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart” (2013), marcando a maior distância entre dois álbuns de estúdio em sua carreira. Conceito do álbum, segundo a banda: “A principal inspiração em torno de “Machine Messiah” é a robotização da sociedade hoje em dia. O conceito de uma ‘Máquina Divina’ que criou a humanidade e agora parece que este ciclo está se fechando, retornando ao ponto de partida. Nós viemos de máquinas e estamos indo de volta para de onde viemos. O Messias, quando ele voltar, vai ser um robô, ou um humanóide, nosso salvador biomecânico”.

Gagged“Cidade Sem Lugar”
Sérgio Costa (Vinyl Style): Primeiro single do álbum que saí no ano que vem. Hardcore bem tocado, bem gravado e com letras fodas (coisa que tem faltado em boa parte da nova geração de bandas dessa cena).
Não é de hoje que conheço o trabalho da Gagged e aposto muito nesse álbum que vem aí. Não é por acaso que eles vão abrir o aguardado show do Strung Out em Dezembro em São Paulo ao lado do Statues on Fire.

NDR“O Homem Comum”
Thiagones (Wiseman): Soco no estômago! Música rápida e texto agressivo, sem soar “Culto Intangível” ou “Simplista pânque”.

Pitty e Elza Soares“Na Pele”
Carol Marinho (Trilha Sonora da Carol): Como feminista, não poderia deixar de citar esse encontro entre duas mulheres que admiro muito. Elza Soares é a deusa da música brasileira e a letra elaborada da Pitty descreve não só a história de Elza mas a de muitas mulheres: “Se essas são marcas externas / Imagine as de dentro”. Imaginemos juntas!

Letrux“Ninguém Perguntou Por Você”
Siso: Letícia Novaes é pessoa gênia e isso ficou claro pra muita gente com “Letrux em Noite de Climão”. Nessa faixa, ela faz um inventário maravilhoso da intimidade de um casal imaginário, indo do romântico ao hilário sobre uma batida disco.
Lara Aufranc: Essa foi a música escolhida pra gente cantar juntas no meu show, adoro. Me identifico com a letra, que escancara as projeções. Porque às vezes só acontece na minha cabeça mesmo.
Ana Maria Nakaza (Azoofa): A gente ama a Letícia Novaes e tudo o que ela faz, seja na música ou na escrita, ela sempre tem muita coisa pra dizer. “Ninguém Perguntou Por Você” é a cara dela, mostra a potência da sua voz e o poder das palavras. Dá vontade de soltar a voz junto com ela e continuar cantarolando aquele refrão o resto do dia. Ela fez uma versão acústica no nosso live e arrasou!

Maquinamente“Voar Alto”
Crys Gonçalves (Guitar Talks): O Maquinamente colocou essa música na boca de todo mundo em 2017. Música boa, refrão pegajoso e uma qualidade vocal incrível.

Ciro e a Cidade“Lascado”
Karina Moritzen (Brasinha Discos): Ciro e a Cidade é das bandas mais impressionantes do cenário alternativo do RN. letras e melodias envolventes que te fazem sentir coisas que você nem sabia que estavam lá. Vale a pena o EP inteiro, que foi lançado no início de 2017 produzido pelos também potiguares do Mahmed.

Sudário“Baden Powell”
Karina Moritzen (Brasinha Discos): Sudário é o primeiro lançamento da Brasinha Discos. Adriano traz toda a introspectividade e sensibilidade dele e te entrega de bandeja. é como se ele te pegasse pela mão e te mostrasse o quarto dele. o disco foi produzido por Walter Nazário, e demorou anos pra sair, era uma lenda urbana na cidade. ainda bem que saiu, e foi um dos melhores lançamentos potiguares do ano.

Criolo“Menino Mimado”
Bruno Carnovale (Black Cold Bottles): O ano de 2017 nos rendeu muitas reflexões a respeito de vários momentos que o nosso país atravessa. e em “Espiral de Ilusão”, um disco tão bonito quanto inusitado, Criolo diz muito sobre o que se deveria pensar a respeito do que tem sido feito na política do Brasil.

Rincon Sapiência“A Coisa Tá Preta”
Alessandra Braz (Favorite): Para mim, o Rincon fez o melhor disco de 2017 no âmbito nacional, “Galanga Livre”. A grande sacada desse disco é falar de racismo exaltando a beleza negra essa música em específico é genial, porque ela pega uma expressão racista, que ficou conhecida por explicitar que as coisas não vão bem e troca o seu significado. Rincon canta: “Se eu te falar que a coisa tá preta, a coisa tá boa, pode acreditar”.

Boogarins“Foimal”
Sand Lêycia (Supervibe): Enfim, Boogarins é a banda nacional que mais me atrai. “Foimal” segue o tipo de composição simples que tanto gosto, o synth bass casou demais com a textura da banda.

Maglore“Aquela Força”
Raul Zanardo (Dum Brothers): Fui no show de lançamento que rolou no Sesc Pompeia e quando tocaram essa musica a galera, inclusive eu, pirou demais.

Ekena“Todxs Putxs”
Dani Buarque (BBGG): Esse ano se criou um grupo no Whatsapp com as minas da música. Conheci muita coisa foda mas um som que me fez derramar lágrimas e meu coraçãozinho bater mais forte foi o som “Todxs Putxs” da Ekena. A letra é maravilhosa, a voz dela é incrível e a música como um todo umas das melhores coisas que já ouvi no Brasil. Fui DJ de um evento What Design Can Do e a Ekena entrou pra tocar essa música. Me arrepia só de lembrar. Era ela e o violão. As pessoas começaram aplaudir no meio da música e depois no final de novo. Eu nunca vi isso na vida. Que força essa mulher tem, eu tô A-P-A-I–X-O-N-A-D-A pelo som dela. É muito nítido como ela se entrega pra arte e isso inevitavelmente toca a gente.

Cinnamon Tapes“Cinnamon Sea”
Camila Mazzini (Garotas no Poder): Acompanhei o comecinho da carreira da Susan e a delicadeza com que ela cuida de tudo, desde a sonoridade até o visual. Tudo doce e lindo.

Satiro“Flúor”
Bruno Trchmnn (Leila): Dá pra ouvir pelo menos 20 vezes em 1 hora, o que é sempre bom. Esse disco tem duas coisas que eu curto: aquela ponta de Urinals e o Matias Picon (Animal Cracker, Sonora Scotch). Ouvi milhares de vezes (em umas 2 horas e meia).

Miêta“Messenger Bling”
André Luiz Souza Silva (Fita): A “Messenger Bling” do Miêta tem um que de nostalgia pra mim. Tbm é o tipo de som que cria umas cenas na minha cabeça, já imaginei um mega video de downhill numa estrada na Califórnia e a mistura desse baixão e essa voz suave ficaram perfeitas.

Porcas Borboletas“Cara Pra Casar”
Gabriel Serapicos (Serapicos): O álbum todo é a mais pura e sincera poesia. Cadê esses meninos do programa da Fátima Bernardes?

Tati Góis “Mãe Preta”
Tânia Seles (Sopa Alternativa): A líder da banda Útero Punk saiu em carreira solo com o álbum “Negra e Favelada”. O seu primeiro single fala de racismo e violência, denunciando o sofrimento das mães da favela. Essencial para o momento que estamos vivendo.

Deb And The Mentals“Bleeding”
Paula Holanda (Crush em Hi-Fi): Como é bom um som direto, sem firulas, filho do punk, do grunge e do garage. Eu não costumo gostar de bandas brasileiras que compõem em inglês, mas “Mess” foi um dos meus discos nacionais preferidos de 2017 (e Deb And The Mentals, anotem esse nome, um dos melhores shows que vi). “Bleeding” foi uma ótima escolha para a faixa de abertura — é a música mais crua e urgente do disco, ou seja, um excelente cartão de visitas para quem quiser conhecê-lo.

Maglore“Calma”
Alinne Anno (Chuchu): 2017 não foi dos mais fáceis, creio que pra mim e a muitos por ai. Minhas escolhas refletem muito no que eu passei e vi outros passando nesse longo ano. “Calma” da Maglore, virou um mantra que me fez/faz chorar, dançar, refletir… É difícil descrever com poucas palavras, sem contextualizar a parada, sem citar mais do que um ou dois momentos, sem que outras músicas entrem no meio. Vai parecer piegas esse papo todo, mas é real. O Lucas, baixista da Maglore e guitarra/vocais da Vitreaux, tocou pra mim, voz e violão, num momento muito sensível e eu senti toda a emoção. Fez muito sentido naquele momento, mas a bala no peito veio mesmo uns meses depois. Essa música me ajudou sair das fossas desse segundo semestre e a entender coisas que passei no primeiro. Foi uma luta ouvir uma música tão pra cima em momentos que você só quer ouvir uns emo/shoegaze. E de volta a pieguice: eu acredito profundamente no poder da música (gente como eu sou brega).

Whatever Happened to Baby Jane“Deixa Ela em Paz”
Lúcia Vulcano (Pata): Conheci Whatever Happened to Baby Jane esse ano e é uma das bandas que eu mais gostei de descobrir. Essa música é um belo hino de resistência e eu gostaria que cantassem para 2017: Deixa ela em paz!

Marginal Attack“I Want You”
Matheus Krempel (The Bombers): O Marginal Attack resgata aquele sabor do Punk rock do meio dos anos 90 com bastante propriedade. “I Want You” é uma balada punk com um dos refrões mais gostosos do ano.

Muddy Brothers“What I Want”
Bruno Agnoletti (Dum Brothers): Muddy é uma das melhores do cenário nacional e eles tem uma pegada 70’s que eu curto pra caramba sem contar que o vocal, guitarra e batera do Muddy é sensacional.

Old Kitchen“Outra Voz”
Dan Menezes (Vênus Café): Saindo do internacional mainstream para o underground nacional. Essa canção é uma pérola, de ficar cantarolarando por dias. No dia em que foi lançada, fiquei ouvindo ela no repeat umas dez vezes, e fiquei esse tempo todo arrepiado (isso é sério). Disparada a canção que mais ouvi em 2017.

Corazones Muertos“Spikes & Dogs”
Cristiano Vicente (Crasso Records): Apesar de não ser 100% nacional, dá pra considerar. Faixa do disco “Carnival Killers” lançado pela Crasso Records, além de ser uma BAITA faixa e um BAITA refrão, a música e o clipe são uma grande homenagem (em vida) ao ratodeporão/forgottenboy/lobotomizado/porcocego: Fralda!

Baco Exu do Blues – “Te Amo Disgraça”
Amauri Eugênio Jr. (Yahoo): “Esú”, do Baco Exu do Blues, é uma das mais bem-vindas novidades da cena musical brasileira, a começar pela origem, que rompe o eixo Centro-Sul: o cara mostrou que tem rap de qualidade na Bahia. O álbum é coeso, transgressor, erótico e com groove pesado, e tem a faixa “Te Amo Disgraça” como uma espécie de síntese e um de seus melhores momentos. Dá para dizer, parafraseando um verso, que essa música e o álbum são manifestos contra o tédio de domingo e dos demais dias da semana.

Electro Bromance“Supermodel”
Bruno Romani (S.E.T.I.): Esse aqui é o Depeche Mode do Nordeste! Um duo de João Pessoa fazendo synthpop clássico numa região onde o senso comum jamais esperaria que isso fosse possível. Eles lançaram um disco no começo do ano, “We Are Like a Bomb!”, que tem outras vertentes eletrônicas. Mas eu curti muito esse single, que saiu no último mês de setembro mas poderia ser de 1987.

Sereno“Se Tudo Der Errado”
Paloma Vasconcellos (LuvBugs): Os irmãos Victor e Vinícius Damazio arrebentaram com esse lançamento de estreia deles e do selo Violeta Discos. “Adivinhar o Futuro das Estrelas” é lindo do início ao fim. Eu escolhi a faixa de número 4 em particular porque ela transmite uma melancolia e ao mesmo tempo uma alegria gostosa de sentir que remete direto aos anos 90.

Scalene“Cartão Postal”
Ingrid Natalie (Female Rock Squad): Já para o destaque nacional indico a banda Scalene. O quarteto de Brasília fez uma performance impecável no Rock in Rio, provando que o rock brasileiro está mais vivo que nunca e lançou o álbum “Magnetite” que traz novos elementos ao som post-hardcore da banda. A música “Cartão Postal” é uma reflexão linda sobre a carreira da banda.

Matheus Flemming“1985”
Sara Não Tem Nome: Conhecia o trabalho do Matheus no Câmera e esse ano ele lançou seu trabalho solo com o disco “O Estado das Coisas”. As músicas são construídas por meio de várias camadas/ linhas de guitarra, sons sutis e ruídosos. No show do disco, é muito interessante acompanhar a construção das músicas feitas por Matheus. O show é super intimista e conta com projeções lindas.

Tantão e os Fita“Espectro”
Sara Não Tem Nome: Tantão é artista plástico e músico. Nos anos 80 fez parte do Black Future, banda de pós punk da cena no wave. Em 2017 lançou o ‘Espectro’, seu primeiro álbum autoral. Me impressionaram sua performance em palco, a força de sua voz e sua letras impactantes.

Beto Cupertino“Memes”
Dija Dijones (Penhasco, Chabad, Loyal Gun, O Apátrida): Não bastasse o fato de grandes discos como “Grandes Infiéis”, “Tribunal Surdo” e “Greve Das Navalhas”, do Violins, terem tido menos repercussão do que deveriam, “Tudo Arbitrário”, belo disco do Beto Cupertino, a voz e a guitarra da banda goiana, parece trilhar o mesmo caminho. Em tempos de redes sociais como arena para embates, debates e inutilidades mil, esta é uma letra que poderia estar na língua de muita gente por aí. Na minha, pelo menos, está.

Cinnamon Tapes“Sol”
Victor José (Antiprisma/Crush em Hi-Fi): Já falei aqui espontaneamente sobre o álbum de estreia da Susan. E realmente, continuo com a mesma sensação de que esse disco (principalmente este single) tem algo especial. É simples, honesto, melodioso, estético e confessional. Muito difícil entrar três minutos de música essas cinco qualidades juntas e de modo convincente. É óbvio que em “Sol” está uma artista de mão cheia que muito tem a oferecer. A cena alternativa local só tem a comemorar.

Molho Negro“Mainstream”
Helder Sampedro (RockALT/Crush em Hi-Fi): Curto, cru, rápido e direto ao ponto. É o que podemos falar desse som dos Paraenses do Molho Negro. As letras irreverentes e cruelmente verdadeiras dessa música são característica do álbum lançado esse ano, mas não se engane, a banda é bem versátil e as músicas são bem diferentes entre si. Essa variedade musical do álbum foi justamente o que me atraiu e é um dos meus favoritos do ano.

Pablo Vittar“K.O.”
Micaela Alvariza (Micadélica): Acho incrível ver uma drag fazendo um estilo bem tipico daqui, com letra em português e batida brasileira, sem se sentir na necessidade de se regufiar na cultura gringa. Isso faz a mensagem ser mais democrática, afinal, quem fez ela famosa foi o pessoal daqui, e acho legal ela manter esse interesse pela aprovação do povo.

Negro Leo“Lek Lover”
Pedro Pastoriz: Se eu tivesse um minuto para escolher um disco brasileiro feito nesse ano pra lançar em um foguete pra lua, eu acho que seria esse: “Action Lekking” do Negro Leo tem essa tal coisa LEK, arranjos, banda, composições muito boas! “Lek Lover” é uma faixa que ficou na minha cabeça.

Curumim“Boca de Groselha”
Pedro Vivas (Crush em Hi-Fi): Diálogos com o corpo, diálogos com a “Boca”. Diálogos com a GROSELHA – groselha que às vezes é bacana, quiçá necessária, para sair da seriedade do dia-dia, mas, que também é ruim – que enche o saco e estraga nossos dias. “Boca de Groselha” fica no campo da primeira, é groselha boa, da mais alta qualidade, que pode acompanhar tranquilamente bons drinks (risos). Curumin (junto com os aipins) inova mais uma vez. Nacionalmente foi um dos sons, entre vários outros, que mais me chamaram atenção nesse ano. Com certeza merece menção.

LAY –  “Daraxaclan”
Yannick aka Afrosamurai: LAY é uma grande artista, destemida, ousada e explicita. O rap nacional precisa de uma mulher assim.

Bratislava“Enterro”
Lennon Fernandes: O crime ambiental ocorrido em Mariana/MG deveria ser tema de composição para todas as bandas. Parabéns pra Bratislava pela sensibilidade.

Castello Branco“Do Interior” (feat. Verônica Bonfim)
Otavio Cardoso (Carinae): A gente acompanha Castello Branco desde o primeiro lançamento, em 2013. Essa música em especial foi lançada no segundo álbum e tem um ritmo que encaixa muito bem com a melodia forte do refrão. A letra tem uma interpretação mais aberta e passa uma sensação boa, cantada junto com essa melodia.
Marcos Xi (Brasileiríssimos): Num período onde a nova MPB ou desata totalmente para o comercial ou descampa para uma auto provação de genialidade desnecessária, Lucas resolveu se inspirar na sua própria terra para chegar num material que envolve, emociona e liberta. “Sintoma” pode não ter os singles matadores e clássicos instantâneos que seu irmão “Serviço”, mas entrega um material muito mais coeso, conciso e inteligente que seu autor já conseguiu mostrar.

Monstros do Ula Ula“Não Posso Ficar”
Bacalhau (Monstros do Ula Ula): Banda mitológica que voltou com um disco ótimo.

menores atos“Pressa”
Enzo Marco di Berardo (Crush em Hi-Fi): Após 3 anos sem lançar material novo, a banda nos presenteou esse ano com o single “Pressa”. É importante destacar aqui que em nenhum momento a banda soa como um trio. Com a quantidade de riffs, efeitos, mudanças bruscas no andamento e backing vocais das músicas, eles ressoam como um grupo que tem no mínimo dois integrantes a mais. A sonoridade do single permeia simultaneamente a calmaria e o caos. O peso das guitarras de Cyro Sampaio (voz e guitarra) remete melodias de hardcore, ao mesmo tempo, as viagens dos pedais de efeito se assemelha às bandas: Circa Survive e Brand New. O papel do baixo de Celso Lehneman – por se tratar de um power trio — , tem mais presença e linhas consistentes do que normalmente dispõem as bandas de rock. A bateria Ricardo Mello (voz e bateria) além de somar na dosagem final da porrada, também passeia por linhas quebradas e incertas. Além do instrumental devastador, as letras das composições – a maioria discorre sobre relacionamentos — , causam uma identificação sem igual no público que sempre entoa os versos das músicas junto da banda.

Elza Soares“Maria da Vila Matilde” (Remix)
Rodrigo Reis e Bárbara Ribeiro (Crush em Hi-Fi): Elza finalmente recebendo o devido respeito. Artista que melhor representa o país lá fora não é a Anitta não, tá? É a Elza.

Felipe S“Anedota Yanomami”
Cainan Willy (Pacóvios): Depois de tanto tempo admirando de longe o trabalho da Mombojó, fiquei empolgado ao saber que o Felipe divulgaria seu primeiro disco solo. Quando saiu fiquei apaixonado pela forma que ele misturou o samba e pagode ao psicodélico em “Anedota Yanomami”, uma faixa que confronta realidades do imaginário com a realidade. Escutei muito esse ano.

André Whoong“Herói”
Flávio Juliano (FingerFingerrr): No Brasil, a que mais gostei esse ano foi a música ‘Herói’, do André Whoong. Lançada agora em dezembro, foi a que me impactou mais. Tem sentido pessoal, porque ouvi a demo em outubro(?) num momento marcante, e saquei o que ele queria dizer de primeira. Ela é aquela categoria de música que parece que você já ouviu, mas quanto mais elementos debaixo das pedras vão saindo, você se transporta um pouco. Você dá um shift pro lado, e quando uma música faz isso comigo, é especial.

The Bombers“Exodus”
João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi): Eu já gostava muito do “All About Love”, disco anterior dos Bombers, mas o “Embracing The Sun”, deste ano, mostrou a banda abrindo os braços e topando todo tipo de mistura musical que viesse à cabeça. Em “Exodus” eles misturam o punk rock que é a base do som da banda com um forró acelerado e o negócio casa tão bem que fica difícil não amar.

Internacionais

Jay Z“Story Of O.J.”
Rashid: O retorno do Jay Z por si só já é um bom motivo, mas nessa faixa ele vem falando do dinheiro dentro da comunidade negra, usando a situação do O.J Simpson como uma metáfora pro ponto de onde todos partimos nessa corrida, de um jeito (e uma perspectiva) que só ele pode e sabe falar.

Próxima Parada“Errs, Trials & Trials”
Gil Mendes (Baião de Dois/Crush em Hi-Fi): Apesar do nome, a banda é da Califórnia e mescla R&B, jazz e música pop. “Errs Trials & Trials” é uma música que parece harmônica simples, mas é de uma complexidade ímpar. A letra é sobre um belo pé na bunda. Um lindo clichê.

Rapsody– “Black & Ugly”
Kamau: Acompanho a carreira da Rapsody desde o Kooley High, seu primeiro grupo. (O produtor) 9th Wonder tomou como missão apresentar essa mulher pro mundo e o fez de maneira magistral no álbum Laila’s Wisdom. Rapsody rima à sua maneira pra certamente figurar entre os melhores discos desse ano. “Black & Ugly” é um desabafo em grande estilo de quem agora é percebidx por quem antes desprezava. Na minha lista, sem dúvida, é uma das melhores do ano, junto com o restante do álbum.

Depeche Mode“Going Backwards”
Chris Lopo (Crush em Hi-Fi): Se tem uma banda velha, com quase 40 anos de estrada, que consegue se manter criativa nos dias de hoje, esta é o Depeche Mode. “Going Backwards” é a faixa de abertura de “Spirit”, último álbum do trio inglês, e fala muito bem sobre o retrocesso que a sociedade está vivenciando. Tudo é muito redondo e muito bem produzido. O espírito da banda, liderada por Dave Gahan, dá o aviso que todo mundo já sabe: “ainda não chegamos lá / onde precisamos estar / estamos em débito / para com nossas insanidades.”

girlSperm“Theme from girSperm”/”I’m supposed to be alone”
Mariângela Carvalho (Supernova): Essa é a banda nova da Tobi Vail, muito musa e inspiração pra mim. Quem poderia saber que ela voltaria com uma banda f*da em 2017?! O girlSperm me deixou fascinada por condensar um monte de estilos que curto muito: post-punk, noise, tosco, gritado, letras insanas e sarcásticas, com uns agudos de guitarra que deixam uma tensão no ar. Punk no talo, na indumentária e no som. O nome da banda acho simplesmente genial. As músicas são tão rápidas que tive que escolher as duas primeiras do EP porque são complementares, o tema da segunda é bem anárquico e rolam uns gritos bem noventeiros. Indispensável.

At The Drive-In“Hostage Stamps”
Alexandre Becker Klein (Lamusia): No ramo do rock mainstream internacional, acho que é um dos sons mais complexos e bem trampados que saíram esse ano.

Roger Waters“Is This The Life We Really Want?”
Caike Falcão (Empire): Eu sei que o ideal seria falar de uma galera mais nova e tal, mas o Roger veio com uma pancada impossível de deixar passar. Acho que o disco todo veio com um peso reflexivo, que considero super importante com o eterno anos 80 que estamos vivendo hoje.

Lady Gaga“Joanne”
Douglas Mam (Douglas Mam & Os Famigerados): Assisti o documentário sobre a Gaga no Netflix e ela mostra a música para sua avó que perdeu a filha que sofreu de lúpus e morreu.

King Gizzard & The Lizard Wizard“Gamma Knife”
Fabricio Bizu (Psico BR): Por estar criando um inusitado novo gênero: o Medieval Espacial!

Walk The Moon“Kamizake”
Carol Tavares (Jazz House): Eu tenho mania de deixar rolando o flow sem saber ao certo o que está rolando. Mas Walk The Moon, com a faixa “Kamikaze”, tem a minha receita preferida de sucesso, que é esse timbre metalizado em todas as sonoridades. Aquele som a la Lollapalooza.

Cosmic Psychos“Fuckwit City”
Daniel Ete (Muzzarelas/Drákula): Aussie rock colosso feito por cabras que amam tratores e cervejas. Tiozão Power! Uma aula de como ficar velho sem ser um bunda mole de sapatênis.

J. Balvin“Mi Gente”
Guilherme Tintel (It Pop): Mesmo antes da bênção de Beyoncé, o cantor colombiano já nos fazia dançar sobre diversidade e união dos povos, no que se tornou um dos maiores hits do ano em plena América de Trump. Genial.

Pond“Paint Me Silver”
Diego Veríssimo (Outro Indie): A arte de samplear com maestria e ainda assim criar uma atmosférica cósmica única.

Alex G“Proud”
Pedro Spadoni (Cat Vids): Eu amo o “Trick” e toda a atmosfera meio triste meio bonita do Alex, mas o disco desse ano trouxe um outro lado dele mais otimista, às vezes upbeat, mais “quente” e feliz. Essa música marcou muito o que vem sendo o meu ano, bem pra cima e do lado de gente que eu gosto. A letra é massa também porque toda vez que ouço penso em amigos próximos e pessoas especiais que conheci ultimamente e tenho orgulho demais da conta.

Benjamin Booker“Witness”
Denão Fonseca (3 Olhos Festival): Depois de um belo disco de estréia, o americano nos brindou com um segundo disco maduro e bem produzido. “Witness” foi o primeiro single do disco. O som é cheio de groove e a voz rouca de Benjamin Booker é um caso a parte.

The Black Angels“Comanche Moon”
Claudio Cox (Giallos): Ando meio out de lançamentos gringos (nacionais também), não fico procurando, esperando ansiosamente, essas coisas, geralmente alguém dá um toque quando é uma parada que sabem que eu gosto, enfim. Esse Black Angels é uma dessas, mas fui ouvir o disco por causa do show, não tinha parado ainda para uma audição descente. Deuzépai, que disco bonito! O show foi uma maravilha também, os mano são zica ao vivo. “Comanche Moon” é a minha preferida, fala sobre a invasão da América, coincidência ou não, é um tema que também estou abordando no próximo do Giallos.

Billy Corgan“Aeronaut”
Ari Holtz Neto (Medrar): Billy Corgan é o tipo de gente que é massa ouvir hoje em dia, depois de tudo foi um pouco tocante ouvir essa música e sacar o quanto a incerteza espreita todas pessoas sob o céu, ele soa sincero e selvagem como só uma puta insegurança tremenda pode fazer soar.

Kimbra“Everybody Knows”
Calvin Kilivitz (Thrills & the Chase): Num mundo justo, a Kimbra seria a diva pop do momento. “Everybody Knows” é aquela combinação rara de gema pop com uma personalidade fortíssima. Ela é um gênio.

Tera Melos“System Preferences”
André Astro (O Grande Ogro): O disco “Trash Generator” da bandas Tera Melos, depois dos discos que eram instrumentais a banda incluiu a voz em seu últimos discos, sendo esse disco que conseguiram sincronizar voz com o instrumental da banda.

Greta Van Fleet “Highway Tune”
Rê Becca Tavares: O primeiro EP dos americanos da Greta Van Fleet veio cheio de referências ao hard rock e uma inspiração inegável em Led Zeppelin. Música boa para ouvir na estrada.

Temples“Certainty”

Adriano Eliezer (Pampas Deer): Eu acho que nesse disco inteiro eles conseguiram chegar em sons e melodias com assinaturas muito fortes. Você escuta qualquer instrumento e sabe que sao eles. E essa música parece ser a síntese de onde o disco todo deriva. Além disso, as letras meio rebuscadas do James Bagshaw deixam o pop espacial ainda mais curioso.

Queens Of The Stone Age“Fortress”
Ana Júlia Tolentino (Tenho Mais Discos Que Amigos):  Por eu ter me identificado 100% inteiramente na letra, e o instrumental ser tão bom quanto. Foi a música que mais me tocou esse ano, e por eu ter esperado tanto esse disco depois do “rasga-peito” que foi o “Like Clockwork” pra mim (risos).

Pink“What About Us”
Laura Damasceno (Música Tem Vídeo): Primeiro single do sétimo álbum de estúdio da cantora, “Beautiful Trauma”, a música é oficialmente uma critica ao atual cenário político norte-americano e com seu refrão simples e forte que questiona: “What about love? What about trust? What about us?” consegue ser, ao mesmo tempo, uma canção de protesto e uma canção sobre amor, confiança e responsabilidade.

Noel Gallagher’s High Flying Birds“Holy Mountain”
Zé Menezes (Thrills & The Chase): Absurdo como o Noel consegue se reinventar de um álbum para outro. Composição, produção e timbres incríveis.

Quicksand“Illuminant”
Shamil Carlos (Stay Free): A volta quase de secreta da banda pra mim foi um choque, essa foi a primeira musica que lançaram do discasso novo gravado sem nenhum alarde de midia me bateu em cheio. É pesado, denso e lindo! Walther > Deus

The Regrettes“Hot”
Bárbara Monteiro (Wabi Sabi): Depois de alguns EPs independentes, esse ano a banda californiana The Regrettes assinou com a Warner e lançou seu primeiro álbum cheio, que se chama “Feel Your Feelings, Fool!”. Essa banda foi uma das melhores descobertas musicais que eu tive recentemente. O grupo é formado por 3 garotas e um cara e o que eles não têm de idade, têm de talento. A líder da banda, vocalista e guitarrista Lydia, tem só 16 anos e já escreve canções geniais, com letras feministas e um som que mistura punk, grunge e anos 60. Os clipes também são sensacionais!

Lorde“Liability”
Carolina Santos (Noize Media/Crush em Hi-Fi): Todo o “Melodrama” é incrível, composições muito boas, observar o crescimento da Lorde e como todas as canções parecem ter sido cuidadosamente adicionadas ao álbum. É uma cantora tão diferenciada quanto a Sia, habitando o território do pop e conseguindo se diferenciar pela profundidade das músicas.

Gorillaz“Sleeping Powder”
Alejandro Cadena (The Ash Tre): Depois do lançamento do “Humanz”, por conta da má recepção do público, Damon Albarn e Jamie Hewlett lançaram essa música alegando que 2D, o cantor virtual da banda, não tinha se sentido representado nesse ultimo disco e compôs uma faixa extra. “Sleeping Powder” me saciou como fã doente de Gorillaz. Foi bom ouvir de novo essa vibe antiga da banda.

Kali Uchis“Hit Rewind”
Uiu Lopes: Eu gostei muito de ter conhecido uma cantora colombiana, a Kali Uchis, que pra mim tem uma voz de cantora dos anos 50, repertório dela é ótimo!

Liam Gallagher“Wall Of Glass”
Wendell Pivetta (Metal Etílico/Crush em Hi-Fi): Um dos lados marrentos do rock retorna com um grande álbum. A música “Wall Of Glass” faz parte da nova geração do rock com elementos eletrônicos deste belo 2017.

Vacations“Movin Out”
Millena Kreutzfeld (GDL – Tudo Sobre Música): Música escrita após a saída do vocalista e mais dois amigos da casa dos pais para uma casa deles. Na letra, Campbell (vocalista) diz que teve suas dúvidas na época, mas que um menino tem que se tornar o homem da casa eventualmente e que não podemos ficar pra sempre embaixo das asas dos pais. Traz uma melancolia e uma certa esperança, que apesar das dificuldades enfrentadas, tudo acabará bem. A melodia nos leva aos anos 90, com uma guitarra poderosa e muito reverb, além da voz de Campbell que nos deixa com o refrão na cabeça, por ser uma voz agradável, traquila e ter uma letra franca.

Propagandhi“Failed Imagineer”
Sérgio Costa (Vinyl Style): Depois de 5 anos sem lançar nada, o Propagandhi volta com essa pedrada. Minha música favorita do disco novo (Victory Lap”) que marca a estreia da nova guitarrista da banda Sulynn Hago.

At The Drive-In“Incurably Innocent”
Thiagones (Wiseman): Pegada caótica, guitarras dissonantes e as letras fortes do At the Drive-In, mas somando também a parte melódica (principalmente no refrão) desenvolvida no Mars Volta. Gênios!

Luis Fonsi e Daddy Yankee“Despacito”
Carol Marinho (Trilha Sonora da Carol): Sou obrigada a mencionar “Despacito” por uma série de razões. A música é mais reproduzida em streaming da história, o vídeo tem quase 5 bilhões de visualizações no Youtube e é uma música que escuto em absolutamente todos os lugares a que vou (academia, salão de beleza, restaurante, balada). E ainda tem remix com Justin Bieber!

Lomelda“Thx”
Marcos Xi (Brasileiríssimos): Aquela máxima do ‘pouco é muito’ vale muito neste disco. Dotado de nuances de voz e melodias simples, sem muitos efeitos ou firulas, “Thx” é um chill-indie gostoso e repleto de hits. A promissora banda vai te seduzindo aos poucos com as canções de seu disco de estreia e, automaticamente, você deixa o trabalho repetir por conta do seu gostinho infinito de ‘quero mais’.

Sampha“(No One Knows Me Like) The Piano”
Siso: Sampha cometeu um álbum emocionantíssimo com o “Process”, em que ele lida com perdas e questões de família nas letras. “(No One Knows Me) Like the Piano” é a peça central, em que ele lembra de como o piano na casa da mãe era seu refúgio infantil e de como ele acabou retornando para esse lugar com a doença da mãe, falecida pouco antes do lançamento do disco.

The Killers“Run For Cover”
Crys Gonçalves (Guitar Talks): Depois de um tempo sem lançar algo novo, os Killers apresentaram em 2017 a animada “Run For Cover” e me fez relembrar um pouco os discos mais antigos.

Kendrick Lamar“DNA”
Bruno Carnovale (Black Cold Bottles): Talvez a música mais visceral e mais significativa de “DAMN.”, de abril desse ano. num ano em que a discussão a respeito do racismo esteve tanto em voga como em 2017, essa música se torna ainda mais relevante – não apenas para esse ano, mas também para os próximos.

Khalid“Location”
Alessandra Braz (Favorite): Poderia usar esse espaço para falar do Kendrick Lamar, porque, nossa! Que disco! Mas vou aproveitar para dar uma dica. Uma das coisas que mais gosto na música internacional é como
o R&B vai se renovando e um dos artistas que vem com esse sangue novo e com um discáço é o Khalid. O cara tem apenas 19 anos e já estreou com “American Dream”, álbum cheio de suingue, que inclusive virou aposta da Apple Music e eu só o conheci no programa do Elton “fucking” John! “Location” é uma daquelas canções que são feitas para dançar coladinho, rebolando gostoso, com um vinhozinho, ou seja lá qual for a sua fantasia. Escute!

Twin Peaks“Tossing Tears”
Sand Lêycia (Supervibe): Descobri a banda recentemente (vergonha minha) e me impressionei bastante com a sonoridade e textura dessa música: simples e direta. As vocalizações me agradam muito, junta isso tudo com lindos arranjos de piano e violino, emocionante.

Elder“The Falling Veil”
Raul Zanardo (Dum Brothers): O disco inteiro é foda, mas essa musica saiu primeiro como single ai fiquei ouvindo bastante, tipo varias vezes por dia, até sair o disco, ai ouvia o disco varias vezes por dia.

Nine Inch Nails“Less Than”
Dani Buarque (BBGG): NIN é uma daquelas bandas que não tem nada que já lançou que não me agrade. Toda vez que vejo um lançamento chegando meio que já me preparo pra aceitar caso eu não goste pela primeira vez hahah E esse ano de novo não foi o caso. O EP todo é foda. A faixa que mais curto é “Less Than”. Vida longa ao NIN.

Laura Marling“Nouel”
Camila Mazzini (Garotas no Poder): Voz e melodias encantadoras se unem nessa garota super talentosa e jovem. É muito gostoso de ouvir e de ver.

Arcade Fire“Electric Blue”
Ian Veiga (Der Baum): Pessoalmente esperei muito pelo lançamento do álbum “Everything Now” do Arcade Fire. Depois de toda pirotecnia no lançamento, que teve até sites de notícias fake que a própria banda fez para “vazar” o álbum antes da estreia mundial (risos), no fim pra mim decepcionou, sendo que metade do álbum não me interessou muito. Mas além da faixa que leva o nome do álbum o som “Eletric Blue” que canta sobre a luz que os smartphones emite é incrível. Com uma voz quase angelical e alcance impossível de atingir, a base que me lembrou muito Ton Ton Club a junção das referencias é incrível e apaixonante.

Priests“Lelia 20”
Bruno Trchmnn (Leila): Amo tudo aqui, as guitarras, a voz, as letras (que geralmente eu nem ligo) e é dançante, de um jeito meio B’52’s, sei lá, é agressivo e acolhedor. Queria tocar nessa banda. Ouvi milhares de vezes.

John Maus“The Combine”
André Luiz Souza Silva (Fita): Pra mim a melhor música internacional do ano é “The Combine” do John Maus, porque junto do clipe, a música cria uma atmosfera muito foda. Quando ouvi, queria muito ter sido eu a pessoa que compôs. É um som foda. Épico.

Secret Sisters“Tennessee River Runs Low”
Gabriel Serapicos (Serapicos): Duo vocal feminino bem no estilo country americano. Melodias e harmonias de cortar o coração.

The New Respects“Money”
Tânia Seles (Sopa Alternativa): The New Respects é a nova banda para ficar de olho nos próximos anos. O grupo faz um blues-rock de respeito, a música “Money” fala das armadilhas do dinheiro fácil. E dinheiro é uma coisa que estamos precisando no momento.

Aborted Tortoise“Responsabilities”
Paula Holanda (Crush em Hi-Fi): Eu ouvi muitos lançamentos em 2017 — entre EPs e LPs, posso dizer seguramente que foram mais de 50 — e, sem dúvida alguma, o disco de estreia do Aborted Tortoise, homônimo, foi o melhor deles. “Responsabilities” é seu ápice, por mostrar o melhor dos vários lados da banda
(punk, garage, surf) em uma única faixa. Influenciados pelos célebres Ramones, Black FlagStooges, além de ícones do “lado B” como Sonics, Mummies e Dick Dale (tem como isso dar errado?), os australianos têm também dois EPs em sua discografia.

Ian Sweet“If You’re Crying”
Alinne Anno (Chuchu): Se eu tivesse um disco deles, teria gasto, riscado, com respingo de tinta… Ian Sweet em “If You’re Crying”. Gosto muito do primeiro EP, que leva o mesmo nome da banda, por completo, só que essa música em especial veio com algumas coisas que se desfizeram, por muita teimosia e falta de comunicação, e não no momento que rolaram as tretas, mas quando as coisas fizeram sentido na minha cabeça tempos depois. Fala muito também da minha amizade com o Steve, Moblins, e nossa casa, do meu relacionamento com a família… É uma música sobre relacionamentos próximo, que foi uma das pautas principais desse ano. É esse ano foi treta (risos).

Bjork“The Gate”
Lúcia Vulcano (Pata): Tudo o que a Bjork faz me encanta.

Kasabian“You’re In Love With a Psycho”
Matheus Krempel (The Bombers): O Kasabian com seu disco novo e em especial com essa musica, me ganharam desde os primeiros acordes. Rock com batidas dançantes estreitando os limites entre os gêneros.

Kadavar“Die Baby Die”
Bruno Agnoletti (Dum Brothers): Essa musica eu achei foda desde a primeira vez que ouvir os caras mandam muito.

The Darkness“All the Pretty Girls”
Dan Menezes (Vênus Café): Ano estranho, onde todas as minhas bandas favoritas lançaram álbum, mas todos os álbuns foram uma bosta. O único que se salvou foi o do fabuloso Darkness, com essa canção rápida, divertida e old-fashioned. Ou seja, Darkness.

King Gizzard and the Lizard Wizard“Rattlesnake”
Julito Cavalcante (Bike): É a banda do ano no mundo, lançaram 4 discos, fizeram inúmeras turnês, tem um selo e um festival itinerante na Austrália. É a banda que mais trampa.
Bacalhau (Monstros do Ula Ula): Ouvi esse riff e fiquei hipnotizado.

Salsa Big Band“Nadie Sabe”
Cristiano Vicente (Crasso Records): Do disco que levou o Grammy Latino do ano mas parece que veio de outra época. Nem só de “Despacito” vivem os latinos, mas esse ano, o Salsa Big Band mostrou que o brasileiro “nadie sabe” sobre seus vizinhos…

Liam Gallagher – “For What It’s Worth”
Amauri Eugênio Jr. (Yahoo Brasil): Liam Gallagher dispensa qualquer tipo de apresentação, pompa e circunstância. Assim como nos últimos anos, ele atraiu os holofotes graças às intermináveis brigas e desentendimentos com Noel Gallagher – ele ter colocado um fã para descascar batatas como uma provocação ao irmão, que incluiu sons de tesouras em seu novo trabalho, foi o ápice cômico e galhofeiro dessa história. Mas quando ele decide entrar em estúdio, o resultado é muito bom. O álbum “As You Were” e a faixa “For What It’s Worth”, em particular, são grandes exemplos disso. A música em questão chega a remeter os fãs do Oasis ao auge da banda, mas por causa do DNA de Liam – é algo próximo do que seria o Beady Eye se tivesse melhor sorte. Em defesa do Gallagher caçula, suas intenções musicais foram boas, ao menos. Os fãs reconhecem que a demora e a galhofa valeram a pena no fim das contas.

IAMX “Hysteria”
Bruno Romani (S.E.T.I.): Na minha opinião, Chris Corner, a mente por trás do IAMX, é um dos artistas mais subestimados dos últimos 15 anos. Esse ano, ele resolveu lançar um disco instrumental, no qual valoriza todo o seu trampo com bases eletrônicas. Li por aí que ele criou um disco de techno do inferno. Concordo plenamente. É dark, melancólico, esquisito. E tudo isso é feito sem ele dizer uma única palavra. Gênio. Escolhi esse som para representar o disco, mas poderia ser qualquer uma das 13 faixas.

Courtney Barnett & Kurt Vile – “Over Everything”
Paloma Vasconcellos (LuvBugs): Escolhi a da Courtney & Kurt Vile porque além de já ser fã da carreira dos dois, nesse trabalho juntos, eles conseguiram alcançar um patamar lindo de sutileza e timbres tão perfeitos que ao ouvir a gente reconhece bem a individualidade de cada um ainda mantida.

Hanson“I Was Born”
Ingrid Natalie (Female Rock Squad): Meu lado noventista e saudosista indica a banda Hanson como um dos destaques de 2017. Os irmãos Isaac, Taylor e Zac lançaram no início do ano o single “I Was Born” que encanta com a sua letra positiva e melodia agitada. O vídeo da música já conta com mais de 1 milhão de visualizações no Youtube.

Chicano Batman“Freedom Is Free”
Lara Aufranc: Eu ouvi esse disco compulsivamente esse ano. Essa é a música título. Gosto muito das texturas no som dessa banda. É despretensioso, criativo, vale a pena conhecer.

Partner“Comfort Zone”
Dija Dijones (Penhasco, Chabad, Loyal Gun, O Apátrida): Escolher essa foi bastante difícil, há muitas opções, mas vou ficar com este duo canadense por vários motivos: porque eu sou muito fã de bom pop com guitarras e isto não é lá algo fácil de se fazer; e porque não dá para resistir a uma banda que se descreve como parte banda, parte diário adolescente e 100% queer. Juntar estes elementos e fazer um tremendo disco de estreia não é para quaisquer umas ou uns. Para mim, estas garotas foram das melhores novidades que ouvi da gringa neste ano.

Robert Plant“The May Queen”
Victor José (Antiprisma/Crush em Hi-Fi): Gostaria de ter selecionado alguma banda nova, mas neste caso Plant prova mais uma vez que é um cara foda sem ajuda da gigantesca sombra do Led, e isso nem Page conseguiu. “The May Queen”, faixa que abre o ótimo “Carry Fire”, é um folk totalmente renovado, moderno, com peso e um monte de texturas interessantes. Vale a pena.

Wolf Alice“Don’t Delete The Kisses”
Helder Sampedro (RockALT/Crush em Hi-Fi): Eis uma música que ficou na minha cabeça por muito tempo, o vocal da Ellie Rowsell é angelical nesse som e dá um clima surreal a essa faixa. Esse porém é mais um som que engana, o álbum tem músicas carregadas de peso e energia que deixam qualquer roqueirão no chinelo. Uma das bandas que mais se destacou pra mim no cenário internacional.

Paramore“Rose Colored Boy”
Micaela Alvariza (Micadélica): Além de ser parte de um álbum que considero muito bacana e uma grande surpresa do Paramore, consegue ser um popzinho um pouquinho mais profundo e complicadinho em sua melodia ainda chiclete, que tô ató sentindo um pouco de saudades depois de passar anos escutando coisas mais simples e chicletes. Também porque curto muito a estética dos anos 80, então meio que sou o público target (risos).

Kendrick Lamar“HUMBLE”
Bruna Manfre (Shelter): Não se deixe enganar pelo título, que de “humble” essa música do Kendrick Lamar não tem nada. Ela é o centro de um álbum todo muito bem construído (e com uma veia pop maior, se comparado com os demais de sua discografia) e fez o rapper disparar para o topo das paradas por um bom tempo. Mas talvez o que tenha me pego mesmo é a linha de piano.

King Gizzard and the Lizard Wizard“Flying Microtonal Banana”
Pedro Pastoriz: Dessa banda de nome difícil que eu tive que recorrer ao site wikipedia para escrever (King Gizzard and the Lizard Wizard), também é imprevisível e interessante. Os caras mudaram as afinações das guitarras, foram a algum luthier em alguma quebrada de Melbourne pra recolocar os trastes no lugar e as músicas tem essas escalas microtonais. Até a metade do disco parece tudo desafinado na real, mas é autêntico. Você ouve duas vezes o disco e quando vai ouvir outra coisa parece que tudo fica meio afinadinho demais, meio natalino. “Nuclear Fusion” é uma baita faixa. Essa banda deve ser um exemplo para novas bandas que pensam muito para acertar na escolha do nome, esqueçam! Se for bom as pessoas acham.

Mac DeMarco“Still Beating”
Pedro Vivas (Crush em Hi-Fi): Um álbum em que Mac dialoga mais com a esfera familiar, com os conflitos vividos com o pai e com os tradicionais sintetizadores e instrumentalidade que produzem um som espetacular. “Still Beating”, em especial, é uma das minhas favoritas do disco. Uma das melhores músicas de 2017 na gringa, que gruda na mente, e que se destacou na minha memória entre tantas outras que poderiam merecer menção.

Benjamim Clementine“God Save The Jungle”
Yannick aka Afrosamurai: Benjamim Clementine é um artista único, honesto e extremamente sentimental, ouço todos os dias, queria ser ele por um dia (risos)”

Gov’t Mule“Stone Cold Rage”
Lennon Fernandes: Sem segredo. Timbres clássicos em 2017. Uma aula de seis minutos. Guitarra, baixo, bateria e hammond em perfeita sintonia.

Manchester Orchestra “The Gold”
Otavio Cardoso (Carinae): É uma banda que a gente acompanha há algum tempo. Essa música tem um andamento diferente do comum 4/4. O que mais chamou a atenção foi a presença dos acordes vocais, que fizeram essa música se destacar e se tornar um dos lançamentos mais legais desse ano, dentro dessa proposta de som.

Bjork“Utopia”
Ana Maria Nakaza (Azoofa): Antes, uma confissão: em 2017 a quantidade de música nacional ouvida por aqui foi exponencialmente maior do que a de lançamentos internacionais. Escolhemos a Letrux em 2 minutos e levamos 2 semanas para escolher uma internacional, e finalmente a escolha foi para uma outra mulher, a Björk com a música “Utopia’, tema do seu último álbum de mesmo nome.

Grizzly Bear“Neighbors”
Enzo Marco Di Berardo (Crush em Hi-Fi): Definitivamente 2017 foi o ano do Grizzly Bear com o lançamento de seu aclamado disco “Painted Ruins”. O nível de popularidade dos norte-americanos certamente ultrapassou as
expectativas da banda quando eles se depararam, em agosto, com um enorme outdoor no prédio do Spotify, na cidade de Toronto, divulgando seu novo trabalho de estúdio. Segundo uma publicação do quarteto em seu perfil no Instagram “Nós nunca estivemos em um outdoor”. Não à toa, as paisagens sonoras contidas em “Neighbors” – single do disco que ganhou um belo videoclipe — , sintetiza a evolução sonora do grupo em relação ao álbum antecessor, “Shields” (2012). “Neighbors” é densa e composta por um começo orquestrado seguido de uma camada de vozes em coro. O que traz uma atmosfera celeste à música. A bateria fragmentada aliada a guitarra de Daniel Rossen — que possui um timbre acústico característico — , serve de cama para as viagens psicodélicas dos sintetizadores. Os backing vocais do refrão passeiam pela música de forma intrínseca. Texturas únicas e mudanças de tempo fazem parte da canção que vai do pop ao folk. Lembre-se, quando estiver disposto a conhecer o som do Grizzly Bear, a audição de “Neighbors” é obrigatória.

John Carpenter“The Thing”
Bárbara Ribeiro (Crush em Hi-Fi): O trabalho de John Carpenter em trilhas sonoras aos longos dos anos é abismal e este ano saiu a bela coletânea
“John Carpenter – Anthology: Movie Themes 1974 – 1998”
. Sua turnê deveria vir ao Brasil.

Queens of Stone Age“Villains of Circumstance”
Rodrigo Reis (Crush em Hi-Fi): Música que fecha um álbum bom, de uma banda boa, capitaneada por, ao que tudo indica um idiota, que curiosamente se diz “vilão das circunstâncias”. Talvez a música que mais represente esse ano de 2017.

Arcade Fire“Everything Now”
Cainan Willy (Pacóvios): Eles ficaram um tempão sem novidades, dai lançaram um disco novo que destoa totalmente da discografia. Valorizo essa coragem em inovar, é um registro bem dançante e funciona maravilhosamente bem ao vivo.

Descendents“Who We Are”
Fernando Sanches (CPM22/O Inimigo): Além de eles serem a minha banda favorita da vida, quando vieram aqui no ano passado conversamos muito sobre política e alguns meses depois veio essa música. Acho que de alguma forma contar o que nós sentimos sobre toda a onda Trump inspirou eles.

Circus Devils“Do The Nixon”
Alê Lima (Aletrix): Excelente primeiro single do álbum de despedida do Circus Devils, seu 14. Impressionavam a cada lançamento pelas composições e também pelo sempre notável aprimoramento na produção. É uma pena o fim da banda, o Circus Devils era uma união de mentes brilhantes. A voz, a letra e a forma como as guitarras se comunicam são meus destaques preferidos em “Do the Nixon”.

Jonwayne“Afraid of Us” (feat. Zeroh)
Flavio Juliano (FingerFingerrr): 2017 passou tão rápido e foi tão intenso que tive que lembrar o que saiu e o que ouvi. Foi mais rápido que 2016, acho que pra muita gente! Vou colocar uma descoberta recente que não paro de ouvir. Essa música do Jonwayne não é revolucionária, mas é feel-good e me ajuda a refletir sobre umas coisas na minha vida. Nesses momentos intensos no mundo, curto ouvir coisas que me jogam de volta para mim mesmo. A simplicidade do beat e a letra biográfica é perfeito pra isso.

Skating Polly feat. Louise Post and Nina Gordon “Louder In Outer Space”
João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi): Uma das bandas mais legais que eu descobri graças ao blog e que não cansa de surpreender. As irmãs do Skating Polly agora contam com o irmão na bateria e fizeram esse belo EP em parceria com Louise Post e Nina Gordon (do Veruca Salt). Essa é a primeira música do álbum e já começa maravilhosamente bem. Ano que vem tem disco novo!

10 fitas demo de bandas de rock brasileiro que acabaram virando sucesso nacional

Read More
Fitas Demo
Imagem: UOL Música

Até o começo dos anos 2000, as bandas que estavam começando gravavam fitas demo, mostrando um pouco de seu material em um formato que era mais fácil de se copiar e enviar, inclusive para gravadoras, nas práticas e baratas fitas K7. Nesta imensa lista de demos registradas temos o embrião musical de várias bandas que acabaram estourando e virando sucesso em todo o país, muitas delas ainda fazendo um som bem diferente do que viria a consagrá-los na boca do povo. Confira 10 fitas demo de bandas que viraram sucesso nacional:

CPM22 (na demo, ainda “CPM”)

Uma das demos do CPM 22 mostra que no início a banda investia um pouco em sons um pouco mais “engraçadinhos” do que as músicas que viriam a definir o grupo. Dois exemplos na fita de 1996 (também conhecida como “Como Por Moral”) são “Garrafada do Norte” (“Doutor Deus criou a natureza / E também as belezas dessa vida / O Planet Hemp quer saber por que é essa erva é proibida”) e “Viva o Colorado” (com a singela letra “Pau no cu da Barbie / Viva o Chapolin Colorado”) .

01. Tente
02. Mudança de Personalidade
03. Garrafada do Norte
04. Eu Prometo
05. Viva o Colorado

– Raimundos

Esta demo dos Raimundos já mostra um pouco do que seria lapidado por Carlos Eduardo Miranda no primeiro disco do quarteto candango, lançado pela Banguela Records em 1994. A única exceção é “Sanidade”, já cantada por Digão e lançada oficialmente no disco “Éramos Quatro”, logo após a saída de Rodolfo.

01. Nêga Jurema
02. Marujo
03. Palhas do Coqueiro
04. Sanidade (Digão no vocal)
05. Carro Forte (Bônus)

Charlie Brown Jr.

O Charlie Brown Jr. é quase irreconhecível na fita demo de 1995, a não ser pela voz de Chorão. Com três músicas em inglês, a fita mostra uma banda muito mais calcada no Suicidal Tendencies e com porradas mais violentas do que veríamos em “Transpiração Contínua Prolongada”, quando a banda resolveu cantar em português. Algo ótimo, já que a intimidade do Chorão com a língua inglesa era mínima.

1- Someone to Call
2- Rude Boy
3- Born in the Shit

Planet Hemp

Todas as músicas da rara fita demo de 1993 do Planet Hemp acabaram indo para o primeiro disco da banda, lançado em 1994, com uma grande diferença: a presença de Skunk, fundador do grupo, que infelizmente morreu em decorrência da Aids antes do lançamento do álbum.

01 – Puta Disfarçada
02 – Porcos Fardados
03 – Muthafuckin’ Racists
04 – Futuro do País
05 – Mary Jane
06 – Phunky Buddha
07 – Rappers Reais
08 – A Culpa É de Quem?

Pato Fu

A demo do trio mineiro (hoje em dia quinteto) mostra aquela faceta mais esquizofrênica e divertida capitaneada por John Ulhôa e que lembra o lado mais descompromissado e experimental dos Mutantes. As músicas entraram no “Rotomusic de Liquidificapum”, de 1993, e em “Gol de Quem”, de 1995.

01 – Meu Coração É Uma Privada
02 – Eu Sou O Umbigo Do Mundo
03 – Minhas Férias
04 – G.R.E.S.
05 – Aerosmiths
06 – Obladi – Oblada
07 – Hino Nacional Do Pato Fu
08 – Meet The Flintstones
09 – Vida De Operário
10 – Céreblo
11 – Spoc
12 – O Mundo Ainda Não Está Pronto
13 – Sítio Do Picapau Amarelo

Los Hermanos

Antes do estouro de “Anna Julia”, o quarteto carioca lançou duas demos investindo no hardcore com um quê de marchinhas de Carnaval. Aliás, com o lançamento do primeiro disco com o hit, a banda continuava afirmando “somos uma banda de hardcore!” Depois acabaram assumindo seu lado indie misturado com MPB e estouraram mais ainda.

01 – Descoberta
02 – Azedume
03 – Eu te Dei
04 – Vai Embora

Paralamas do Sucesso

As demos dos Paralamas mostram muito do embrião da banda. Músicas um pouco mais “bobinhas” com letras escritas em sua época de faculdade, como “Rodei De Novo” e “Solidariedade Não”, são citadas no livro que conta a história do trio. “Patrulha Noturna”, presente aqui, chegou a virar hit no primeiro disco da banda.

01 – Verão
02 – Mandingas De Amor
03 – Solidariedade Não
04 – Os Reis Da 49
05 – Encruzilhada Agro-Industrial
06 – Patrulha Noturna
07 – Rodei De Novo
08 – Vital E Sua Moto
09 – Vovó Ondina É Gente Fina
10 – Shopstake

Legião Urbana (na época, Aborto Elétrico)

Outra banda que criou um verdadeiro culto ao seu redor, o Legião Urbana foi em seus primórdios o seminal grupo punk brasiliense Aborto Elétrico. Na época, Renato Russo mirava mais no Johnny Rotten e no Joe Strummer do que no Morrissey em sua performance. Muitas das músicas acabaram sendo adaptadas no Legião Urbana, e todas ganharam versões do Capital Inicial em um disco tributo, já que e Flávio Lemos faziam parte da banda.

01 – Anúncio de Refrigerantes
02 – Boomerang Blues
03 – Dado Viciado
04 – Marcianos Invadem a Terra
05 – Medo
06 – O Reggae
07 – Pensamentos Tão Completos

Autoramas

A demo dos Autoramas mostra que o balanço da banda já nasceu quase pronto. As três canções do trio, ainda com Nervoso na bateria, acabaram entrando no primeiro disco do grupo, “Stress, Depressão e Síndrome do Pânico”, e são pedradas certeiras que continuam nos sets do grupo em shows até hoje.

01. Eu Não Morri
02. Catchy Chorus
03. Tudo Errado

Pitty (na época, vocalista do Inkoma)

Antes de ficar famosa no Brasil inteiro com “Máscara” e seu primeiro disco, Pitty era vocalista da banda punk Inkoma. Na demo dá pra reparar a diferença: um hardcore rápido e a vocalista gritando como a escola do punk rock gosta. As letras fogem bastante do que ela fez em sua carreira solo em sons como “Pirigulino Babilake”.

01 – Mundo Imperfeito
02 – Inquadrado
03 – Naquela da Social
04 – Introporco
05 – Pirigulino Babilake
06 – Pilha Pura

Confira 20 grandes apresentações no Musikaos, o sensacional programa de Gastão Moreira na TV Cultura

Read More
Gastão Moreira no Musikaos

Quando Gastão Moreira saiu da Mtv Brasil, em 1998, levou com ele um pouco do espírito inicial da emissora: o de revelar bandas e artistas brasileiros para o mundo e investir em cultura musical para os espectadores. Pois a TV Cultura sabia desse pensamento de Gastão e daí surgiu um dos melhores programas da década seguinte na TV aberta: o Musikaos. Um programa que foi ao ar entre 1999 e 2002 e juntava bandas independentes, shows ao vivo e música rolando o tempo todo. Ou seja: um prato cheio para o apresentador deitar e rolar, levando bandas e artistas incríveis ao palco, ao vivo, sem cortes e sem anestesia.

Reuni aqui 20 grandes momentos do Musikaos que devem ser assistidos para que você se pergunte “onde será que estão os bons programas musicais hoje em dia?”:

Charlie Brown Jr. e Raimundos

Quando estas eram as duas maiores bandas do país e apareciam em tudo que é programa, é lógico que eles iriam ao Musikaos, onde não precisavam depender de playback nem tocar apenas seus hits mais “digeríveis” como rolava em outras emissoras. Neste Especial de Natal, eles tocam “Rubão”, “Eu Quero Ver O Oco”, “Confisco”“Herbocinética”, “Não Deixe O Mar Te Engolir”, “União”, “Fogo Na Bomba”, “Puteiro em João Pessoa” e “Mulher de Fases”.

Ratos de Porão

Onde mais você veria o grupo de João Gordo e Jão destilando todo seu peso e ódio em plena TV aberta? (Sim, já rolou até no Programa da Angélica e do Gugu, mas isso nos anos 80, quando o nonsense imperava). Aqui, o RxDxPx manda “Beber Até Morrer”, “Agressão/Repressão”, “Crucificados Pelo Sistema”“Caos” e “Colisão”.

Cólera

A clássica banda de punk do hiper gente boa Redson sempre aparecia no Musikaos (até mais do que na Mtv Brasil, que tinha um certo “receio” de bandas punks mais… bem, punks). Aqui, o Cólera manda “Dia e Noite”, “Pela Paz” e “Medo”.

Dead Fish

Os capixabas tocaram no Musikaos antes de chegarem a ter seu momento ~habituées Mtv Brasil~, quando a emissora UHF tentava achar seu “novo CPM22” e apostou muitas fichas na banda com os clipes e shows do disco “Zero e Um”. Aqui, vemos a banda mandando ver com a clássicas “Noite”, “Sonho Médio” e “Afasia”.

Olho Seco

O programa nunca teve medo de investir no punk de raiz brasileiro (e Gastão tinha muito interesse pelo assunto, tanto que depois dirigiu o documentário “Botinada – A Origem do Punk no Brasil”) e o Olho Seco não aparecia na TV há 20 anos quando topou ir ao Musikaos. “Botas, Fuzis, Capacetes”, “Muito Obrigado” e “Todos Hipnotizados”.

Holly Tree

O Holly Tree chegou perto de estourar. O clipe de “Hey, Stop It” passava relativamente bastante na Mtv e é claro que eles foram ao Musikaos. Calcados no punk rock californiano e no Green Day pré-“Dookie”, eles tocaram “Intoxicated”, “City Paranoia” e “Living In The City”.

Marky Ramone and The Intruders

Marky Ramone já entrou na lista de artistas que estão sempre pelo Brasil, e é claro que, já que estava por aqui, ia passar no Musikaos. O único Ramone vivo apresentou seu projeto Marky Ramone and The Intruders com as músicas “I Want My Beer”, “3 Cheers For You”, “One Way Ride” e “Anxiety”.

UK Subs

Como Gastão fala no começo deste vídeo: UK Subs, só mesmo no Musikaos. O grupo inglês formado em 1976 foi um dos primeiros clássicos do punk inglês e mandou músicas incríveis como “Emotional Blackmail”“Warhead”, “Swat 96”“New York State Police”.

Buzzcocks

Por falar em bandas punk clássicas, o programa do Gastão recebeu os insuperáveis Buzzcocks, uma banda que deveria ser tão aclamada quanto os Ramones (se o mundo fosse justo). Esta apresentação prova isso: eles mandam os clássicos “Boredom”, “I Don’t Mind”, “You Know, You Can’t Help It”, “Orgasm Addict” e “Ever Fallen In Love (With Someone You Shouldn’t)

Pin Ups

O clássico grupo do underground brasileiro liderado por Alê Briganti mandou “Lack of Personality”, “It’s Your Turn” e “To All Own Friends”, músicas que marcaram a cena do rock dos final dos anos 80/começo dos 90.

Inkoma

Se o nome não te chamou a atenção, eu explico: o Inkoma é a banda da Pitty antes de ser Pitty, ou melhor, antes de seguir a carreira solo de sucesso e bombar na Mtv. “Salve Salvador” e “Revolução Mental” mostram que o negócio era um pouco mais hardcore do que o que viria a seguir.

Garage Fuzz

Os veteranos do hardcore santista que influenciaram muito da cena underground brasileira mandaram muito bem com “Observant”“Replace”“Embedded Needs”“When All The Things”.

Video Hits

O Video Hits de Diego Medina infelizmente durou pouco, lançando apenas um disco (impecável, na minha opinião). Misturando rock, pop e até um pouco do brega brasileiro (e sem medo de soar brega), o grupo apresentou aqui o single que mais fez sucesso, “(Vo)C”

RZO

O programa não era só de rock (embora o estilo dominasse na maioria das vezes). Um dos grupos de rap que já apareceram por lá foi o RZO, em sua formação clássica. Aqui, “Rap Bate Forte Como Box”.

Cássia Eller

Sim, Cássia Eller! A cantora que ia do Nirvana ao Cartola sem medo foi ao programa já no final de sua vida, quando fazia turnê de seu disco Acústico Mtv. Aqui, as versões de “Malandragem”, “Top Top” (Mutantes), “Quando A Maré Encher” (Nação Zumbi) e “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band” (Beatles).

Wry

“Jesus Beggar”“77:00”“New Radio Station”: três pauladas do Wry, banda de Sorocaba que fez muito barulho na cena independente e destilava influências de The Jesus and Mary Chain e My Bloody Valentine.

Gangrena Gasosa

Que outro lugar colocaria um ponto de macumba e depois o “saravá metal” do Gangrena Gasosa ao vivo sem medo de ser feliz? Confira o vôo das farofas hardcore em “Centro Do Pica Pau Amarelo”:

Los Hermanos

Os queridinhos Los Hermanos foram ao Musikaos quando ainda contavam com o baixista Patrick Laplan na formação e diziam “oi oi oi” antes de tocar o ska hardcore romântico “Descoberta”, do primeiro disco da banda. Marcelo Camelo ainda não se achava a reencarnação de Vinícius de Moraes:

Comunidade Nin-Jitsu

Os caras do Miami Bass roqueiro do Rio Grande do Sul já tinham seu clipe “Detetive” rolando em alta rotação na Mtv Brasil (especialmente no programa “Teleguiado”, do Cazé) e aqui apresentaram o hit, junto com “Rap do Trago”, uma versão de “Der Komissar”, hit do Falco:

Stephen Malkmus

Não chegou a rolar Pavement no programa de Gastão, mas Stephen Malkmus veio com Stephen Malkmus & The Jicks em 2000 e se apresentou na TV Cultura. Aqui, “Do Not Feed The Oysters”:

Um roteiro do que eu assistiria se por acaso fosse ao Lollapalooza 2015 (a grana anda curta, sabe como é…)

Read More

17296982Tá chegando mais uma edição do Lollapalooza no Brasil. Novamente, temos várias bandas e artistas de quem você nunca ouviu falar, alguns medalhões consagrados e algumas bandas que mereciam há muito tempo um belo show em terras brasileiras e finalmente aterrissaram por aqui.

Se você vai no Lollapalooza, minhas recomendações são de que vá com as pernas descansadas (sugiro um belo aquecimento antes. Festival cansa, não vá pensando que é mole) e escolha bem o palco onde irá ficar. Não fique com vergonha de sair no meio de um show que você achou que seria imperdível, mas está mais chato que o Caldeirão do Huck. Não deixe de explorar, assim que você acaba descobrindo bandas incríveis.

Ah, e se você está indo só pra ficar tirando selfies e não vai prestar atenção em nenhum show, faça um favor: tente não ficar levantando o celular pra tirar foto/filmar durante os shows. Sério, vai por mim, é chato pra caralho pra quem foi lá pelo que devia ser o tema do festival: a música.

Abaixo, um roteiro com os shows que eu assistiria se fosse ao Lollapalooza 2015 (sabe como é, a grana anda curta!) Não, não tem nenhum artista do Palco Perry, pois não sou lá muito chegado em música eletrônica. E o palco Kidzapalooza pode merecer uma passada quando você estiver de bobeira:

Horários Lollapalooza 2015 sábado12h05 – Baleia (Palco Skol) A banda do Rio de Janeiro vai abrir o festival com sua mistura de indie, rock alternativo, música brasileira e afins. O disco “Quebra Azul” deve compor grande parte da apresentação. Bom pra começar o dia.
13h – Boogarins (Palco Axe) Hora de voltar à psicodelia dos anos 60 com as músicas do quarteto goiano vindas do disco “Plantas Que Curam”, de 2013.
14h50 – Fitz and the Tamtruns (Palco Onix) Nunca tinha ouvido essa e me recomendaram ouvir. “House On Fire” já me pegou pelo pescoço na primeira audição. O show promete ser bacana e se depender das músicas do grupo de Los Angeles, o povo não deve ficar parado!
15h30 – Kongos (Palco Axe) Uma banda vinda da África do Sul, formada por quatro irmãos e que conta com um acordeom nas músicas, misturando rock alternativo e o ritmo africano kwaito. Vale a pena dar uma olhada, nem que seja por curiosidade. Ah, e você provavelmente já bateu o pezinho ouvindo o hit “Come With Me Now”.
17h – St. Vincent (Palco Axe) Annie Erin Clark começou a carreira na incrível banda The Polyphonic Spree e desde 2007, com o disco “Marry Me”, segue carreira solo com o nome St. Vincent. No ano passado ela foi um dos destaques da apresentação dedicada ao Nirvana no Rock and Roll Hall of Fame, onde cantou “Lithium”. Sua mistura de indie, rock alternativo e pop merece ser conferida.
18h20 – Robert Plant (Palco Skol) Você não precisa ser fã de Led Zeppelin pra querer dar uma olhada no show do tio Plant. Sim, ele canta alguns sons do Zep, mas fique de olho também nas músicas mais atuais do senhorzinho de voz poderosa, como “Turn It Up”, do disco “The Ceaseless Roar”. Se você é fã do Zeppelin, devem rolar clássicos como “Babe, I’m Gonna Leave You”, “Black Dog” e “Going To California”.
20h15 – Marina and The Diamonds (Palco Axe) O show deve ser baseado no disco “Froot”, de 2014, com suas letras confessionais e o poderoso vocal rouco da cantora. Se ela seguir o que fez no SXSW, músicas mais pop como “Froot” e “How To Be a Heartbreaker” devem dar o tom da apresentação.
21h15 – Jack White (Palco Axe) Você pode até achar Jack White um mala sem alça, mas tem que dar o braço a torcer no quesito talento. O show terá músicas dos inúmeros projetos de White, especialmente White Stripes, Racounteurs e de seus elogiados discos solo. Ah, se tivermos sorte, pode rolar o que aconteceu na Argentina, quando Robert Plant subiu ao palco e eles tocaram “The Lemon Song”. Cruze os dedos aí!

Horários Lollapalooza 2015 domingo12h40 – Far From Alaska (Palco Onix) A banda potiguar (adoro escrever essa palavra) é um dos nomes que mais prometem na nova cena do rock nacional. As músicas do grande disco “modeHuman” e do EP “Stereochrome” são perfeitas pra começar bem o domingão de shows. m/
13h30 – Molotov (Palco Skol) VIVA MEXICO CABRONES! Essa aqui é uma das poucas bandas que me fariam ir ao  Lollapalooza, por ser uma das minhas preferidas desde os anos 90. O quarteto mexicano promete hits como “Puto” e “Gimme The Power” e pauladas na orelha como “Chinga Tu Madre” e “Mátate Teté”, do incrível disco de estreia da banda, “¿Donde Jugarán Las Niñas?”
14h30 – O Terno (Palco Axe)  O trio paulista vai apresentar com o recém-contratato baterista Biel Basile as músicas de seus dois discos e um compacto. Destaques para o sucesso “66”, um dos últimos hits da finada Mtv Brasil, e “TicTac”.
15h25 – Interpol (Palco Skol) Vai me dizer que você não conhece o Interpol? A banda já era bacana lá na explosão do indie rock do começo dos anos 2000 (com o hit “Slow Hands”, lembra?) e continuou mandando muito bem em discos como o incrível “Our Love To Admire”. No show os caras devem focar no álbum “El Pintor”, o mais recente da trupe de Paul Banks, muito elogiado pela crítica e com grandes músicas como “All The Rage Back Home”
16h30 – The Kooks (Palco Onix) A banda de Brighton tem um show bacana, mesmo eu tendo parado de acompanhar eles mais ou menos quando lançaram “Naïve” (é, láááá no comecinho).
17h30 – Pitty (Palco Axe) Sim, eu prefiro ver a Pitty do que o Foster The People, tô nem aí. A Pitty tem uma banda coesa, alguns sons calcados no stoner e sabe como interagir com a plateia. Some isso a eu achar Foster The People uma banda chatinha e voilá. Ah, e você sabe cantar praticamente todas, além disso. Vai lá e solte a voz.
20h30 – Smashing Pumpkins (Palco Axe) Sabe-se lá como será o show da banda de Billy (opa, desculpa, William) Corgan, mas se seguirem o set do Lolla Argentina, vale a pena por belas músicas de quando a banda ainda contava com Darcy, Jimmy Chamberlain e James Iha, como “Cherub Rock”, “1979”, “Disarm” e “Bullets With Butterfly Wings”.