Construindo Limonge: conheça as 20 músicas que mais influenciaram seu som

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o cantor e compositor Limonge, que recentemente lançou seu disco “Nem Todos São Como Astronautas”.

Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Foo Fighters“Walk”
Apesar de amar toda a discografia da banda, essa música em especial me fez refletir muito sobre levantar e caminhar novamente, diria que foi a primeira a surgir na minha mente quando comecei a compor esse novo álbum em todos os aspectos, arranjos, letra, temática e emoção, obrigado Dave Grohl.

Pearl Jam“Sirens”
Pearl Jam é a banda da minha vida, diria que praticamente tudo que o Eddie Vedder escreve me guia de alguma forma, mas foi “Sirens” que me ajudou a entender a passagem do tempo e perceber que somos frágeis a ponto de assumir nossos medos e expor o que pensamos, valorizando o que temos hoje, como se não houvesse amanhã.

David Bowie“Space Oddity”
Minha música “Astronautas”, primeira do álbum, foi feita com “Space Oddity” tocando em loop… é incrível se imaginar na pele de um astronauta, com o espaço ao seu redor e vendo o que se passa na Terra, aquela bolinha azul flutuando na imensidão, como algo tão pequeno.

Oasis“D’yer Wanna Be a Spaceman”
Também serviu muito de referência pra tematizar o álbum, os sonhos de criança gritando frente a realidade do mundo adulto.

Los Bunkers“La Velocidade de la Luz”
Pouca gente conhece essa banda chilena por aqui, mas essa música merece uma degustação especial, letra e música doces com uma temática similar ao que o “Nem Todos São Como Astronautas” quer passar, o tempo passa, é inevitável, tem muita coisa por aí que nos machuca, mas também há muito o que fazer pra amenizar a dor e olhar pra frente.

Coldplay“Clocks”
Adoro essa fase do Coldplay entre o “Parachutes” e o “Rush of Blood to the Head”, os arranjos e composições são sensacionais, usei “Clocks” como referência pra muita coisa desse álbum, é uma das que mais tocam na minha playlist quando penso na banda.

Semisonic“Closing Time”
Muita gente torce o nariz pra Semisonic, mas acho esse álbum “Feeling Strangely Fine” uma coisa linda… usei muitas músicas como guia quando comecei a compor, apesar de não ter quase relação com o álbum, acho justo estar na lista pois me guiou de alguma forma até aqui.

Florence & the Machine“Dog Days Are Over”
A crescente dessa música é uma das coisas mais lindas, viciei nisso quando comecei a compor e praticamente todas as minhas músicas tem algo desse tipo desde então.

Lulu Santos“Tempo/Espaço”
Lulu foi minha primeira grande referência musical, desde os 3 anos sou fã incondicional desse cara… quando ouvi essa música do álbum “Liga Lá” pela primeira vez, comecei a me encantar pelo espaço, olhar pro céu a noite ouvindo isso é incrível.

Skank“As Noites”
Outra banda de cabeceira… “Cosmotron” diria que foi o álbum que me fez parar de gostar de Skank e começar a amar… “são milhares de estrelas, singulares letras vivas no céu”, precisa dizer mais? Obrigado por isso Samuel Rosa.

Zimbra“Missão Apollo”
Ainda na temática espacial, essa em especial cruza com muitas músicas que escrevi pro álbum, principalmente “Estrelas Caindo Sob o Pôr do Sol”.

Skank“Seus Passos”
Segunda do Skank na lista e acho bem justo (risos), diria que é o momento em que o Skank encontra com o Oasis na esquina e fez nascer uma das músicas mais lindas da sua discografia… me influenciou muito ao escrever “Quebra-Cabeça”.

Foo Fighters“Best of You”
Sempre sonhei em ter uma música como “Best of You”, o questionamento, a força, a emoção em cada compasso… tentei fazer de “São” essa música, espero ter chegado ao menos no mindinho do Grohl com isso.

Paul McCartney“The Songs We Were Singing”
Meu Beatle favorito, com a música que abre meu álbum favorito dele… ouvi demais isso no processo de composição, acho a delicadeza com que ela começa algo maravilhoso, até explodir em um refrão forte, que celebra o passado, apesar de olhar pro futuro.

Travis“Boxes”
Porque não falar sobre a morte também? É a única certeza da vida. Temos tantos questionamentos, dúvidas, medos, sonhos, mas tudo pode acabar em um piscar de olhos. Essa música me fez enxergar que o amanhã pode ser hoje.

O Teatro Mágico“Reticências”
“Se lembrar de celebrar muito mais”, essa frase ainda ecoa na minha cabeça desde que ouvi a música pela primeira vez. A forma com que a música cresce no fim é incrível e também me fez querer evoluir no processo de composição como um todo. Tem um pouco dela em “Tudo Vai Passar”.

Beatles“Hey Jude”
Assim como “Best of You”, sempre quis ter alguma música que lembrasse, mesmo que como um eco, “Hey Jude”… “Tudo vai Passar” caminhou pra isso de forma natural, como homenagem bem clara, espero que Paul um dia se orgulhe de mim (risos).

Supercombo“Se Eu Quiser”
Depois de ouvir isso, comecei a questionar o que fazia. Diria que foi Supercombo que me deu o estalo pra largar um emprego “normal” e apostar na música pra seguir em frente, esse álbum talvez nem existisse se não fosse por isso.

Stereophonics“Dakota”
Aquele tipo de música que você coloca no som do carro pra viajar, me inspirou muito em alguns aspectos pra arranjo de algumas músicas, principalmente com os pequenos riffs com eco que entram ao longo dos versos.

Pearl Jam“Present Tense”
Pra finalizar, essa música me manteve vivo no pior momento da minha vida. Sem ela, eu não estaria aqui.

“One To One”: Paul McCartney encerra turnê no Brasil com show histórico em Salvador

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Paul McCartney
foto: AFP

Demorou, mas enfim aconteceu. Após três apresentações em Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo e com um atraso de quinze minutos (tudo bem, ele pode) um Beatle finalmente tocou na Bahia. A honra coube a Sir Paul McCartney, abrindo com “A Hard Day’s Night” um show histórico na capital.

A execução das músicas e do próprio show foram as mesmas dos anteriores e da última passagem dele no Brasil em 2014. “Blackbird” dedicada aos Direitos Humanos, “Love Me Do” ao produtor George Martin e o já icônico momento quando presta homenagem a George Harrison com uma versão de “Something” introduzida com o ukelele foram os momentos mais tocantes. Generoso com as músicas dos Beatles, o set list seguiu à risca como de praxe: a explosão do palco em “Live and Let Die”, o coro de “Hey Jude”, a psicodelia de “Helter Skelter”.

Não houve espaço para surpresas. A grande novidade era ver de perto, ou não tão perto, um ícone que para muitos só existia no imaginário popular. Como diziam alguns presentes, não importava saber de cor todas as letras (“Give Peace a Chance” ficou sem o coro) e não importava o lugar que você estivesse. Ver um Beatle fazer cola das palavras em português e mesmo conseguir dizer em alto e bom som: “Vocês são massa” é de aquecer o coração numa noite chuvosa como foi a dessa sexta-feira.

Paul McCarteney após várias passagens no Brasil tocou pela primeira vez na Bahia. Para baianos, sergipanos, alagoenses, cearenses e quem mais tivesse a oportunidade de conferir esse dia histórico. Talvez essa tenha sido a grande diferença entre os shows da turnê “One to One” no Brasil. Após quase 60 anos, desde que os rapazes de Liverpool começaram sua trajetória de sucesso pelo mundo, finalmente nós tivemos nosso pedacinho da Beatlemania.

E se os Beatles não tivessem acabado? Conheça os discos que o Fab Four podia ter lançado nos anos 70

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The Beatles 70s

O blog Albums That Never Were, cujo blogueiro usa o pseudônimo soniclovenoise, tenta criar versões reais para discos que nunca saíram do papel ou mesmo da imaginação dos fãs. Discos como “Sheep” (a versão “tru” de “Nevermind”, do Nirvana, imaginada e rascunhada por Kurt Cobain) ou “Smile”, dos Beach Boys (a obra maluca de Brian Wilson que deveria ter saído logo após a explosão de “Sgt Pepper Lonely Hearts Club Band” dos Beatles) são criados por ele, que compila as músicas e explica como o álbum “imaginário” foi criado. Uma de suas experiências mais interessantes foi a criação de cinco discos que mostram uma realidade alternativa onde os Beatles continuaram juntos como banda nos anos 70.

O criador uniu as músicas solo que mais condizem com o “espírito Beatle” em suas versões que mais soam como um disco completo e ajustou volume, pitch e etc. para deixar tudo o mais correto, coeso e próximo possível de um disco real. Nesse clima de “What If”, confira os cinco álbuns que os rapazes de Liverpool poderiam ter criado se o sonho não tivesse acabado:

(post traduzido do blog Albums That Never Were)

The Beatles – Instant Karma! (1970)

The Beatles Instant Karma

 

Lado A
1. Instant Karma! (We All Shine On) (Lennon)
2. All Things Must Pass (Harrison)
3. Every Night (McCartney)
4. I Found Out (Lennon)
5. Beware of Darkness (Harrison)
6. Working Class Hero (Lennon)
7. Momma Miss America (McCartney)

Lado B
8. It Don’t Come Easy (Starr)
9. Isolation (Lennon)
10. Junk (McCartney)
11. My Sweet Lord (Harrison)
12. Maybe I’m Amazed (McCartney)
13. Love (Lennon)
14. Hear Me Lord (Harrison)

Nesta realidade alternativa, em 1970 os quatro lançariam um álbum chamado “Instant Karma!”, um disco introspectivo e sombrio, cheio de canções enxutas de John e Paul e as músicas grandiosas e produzidas de George e Ringo. Sonoramente, ele ficaria em algum lugar entre o “White Album” em seus contrastes e “Abbey Road” em a sua majestade épica. Todas as músicas são de diferentes perspectivas, ainda que sugiram a mesma coisa: um desejo para a compreensão das essências da natureza humana básica e a busca pela própria alma. As músicas parecem criar uma narrativa especial: os membros da banda engajando-se em seu próprio diálogo com eles mesmos, tentando recuperar o vínculo entre eles que tinha se perdido ao longo dos 4 anos anteriores.

Então, imaginem que, nesta linha de tempo alternativa, em algum momento de 1970, os Beatles demitiram Allen Klein e de alguma forma entraram em um acordo de como gerenciar a Apple Records, permitindo que os membros da banda separassem a música do negócio, evitando a destruição da banda. Com o sucesso de “Here Comes The Sun” e “Something” e seu incrível catálogo de músicas não utilizadas e novas, George finalmente conseguiria uma parcela igual de suas próprias canções sendo apresentadas juntamente com as de Lennon/McCartney (com a garantia de que Linda e Yoko fossem permitidas no círculo íntimo dos Beatles, se necessário). Satisfeito com o trabalho de Phil Spector em “Let It Be”, os Beatles optariam por tê-lo produzindo a maior parte de suas gravações em toda a década de 1970 (apesar da relutância de McCartney). John concordaria, mas gostaria de usar o som despojado de banda ao vivo, como nas sessões de “Get Back” no ano anterior, pelo menos em suas próprias composições escritas em suas sessões de terapia de grito primal. Ringo, como sempre, estaria apenas feliz por estar lá.

“Instant Karma!” faria sucesso comercial e de crítica, restabelecendo os Beatles como uma força musical dominante na década de 70. Três singles seriam lançados a partir deste álbum em 1970 e início de 1971: “Instant Karma”, com o B-side “That Would Be Something”, “Maybe I’m Amazed” com o B-side “Apple Scruffs” e “My Sweet Lord”, com o B-side “Well Well Well”. O sucesso de “Instant Karma!” daria uma nova confiança para a banda que estava tão perto de terminar, especialmente com um novo produtor, um papel mais forte para o seu guitarrista como compositor e a incerteza da relevância da banda em uma nova década. Reagrupando no verão de 1971 com um novo conjunto de canções e um novo sentido de unidade, os Beatles tentariam gravar seu segundo álbum da década de 1970. Você pode imaginar?

(Baixe “Instant Karma” em Mp3 320kps aqui)

The Beatles – Imagine Clouds Dripping (1971)

The Beatles Imagine Clouds Dripping

 

Lado A:
1. Power To The People (Lennon)
2. What is Life (Harrison)
3. Dear Boy (McCartney)
4. Bangla Desh (Harrison)
5. Jealous Guy (Lennon)
6. The Back Seat of My Car (McCartney)

Lado B:
7. Imagine (Lennon)
8. Another Day (McCartney)
9. Art of Dying (Harrison)
10. Oh My Love (Lennon)
11. Uncle Albert/Admiral Halsey (McCartney)
12. Isn’t It A Pity? (Harrison)

O segundo disco é “Imagine Clouds Dripping”, uma citação surreal de Yoko Ono que  John achou foi particularmente inspiradora e define o tom para um álbum bastante colorido. As músicas foram escolhidos não só pela qualidade, mas para o que poderia continuar a levar “a tocha Beatles ‘. Musicalmente, o disco abandonaria a sonoridade mais crua do anterior e re-imaginaria os luxuosos arranjos que George pedia a Phil Spector para suas canções.

Então sente-se, relaxe e imagine o seguinte: depois do sucesso de seu primeiro álbum dos anos 1970, “Instant Karma!”, os Beatles se reuniriam e concentrariam-se em um novo álbum com alguns dos suas mais fortes canções desde “Abbey Road”, muitas vezes com arranjos grandiosos do produtor Phil Spector. Em meio à gravação do álbum, George fica sabendo da tragédia em Bangla Desh e rapidamente escreve uma canção em homenagem, que os Beatles gravariam e lançariam como single. George organizaria o Concerto para Bangladesh, onde os Beatles fariam sua primeira apresentação ao vivo em dois anos, A experiência positiva do show daria aos Beatles, particularmente George e John, a coragem de começar uma turnê européia no final de 1971. Na turnê, haveria também a participação dos velhos amigos Billy Preston nos teclados e Klaus Voormann tocando baixo quando Paul estivesse tocando guitarra ou piano.

A crítica citaria “Imagine Clouds Dripping” como um dos pontos mais altos da carreira dos Beatles, comparando-o a um segundo “Sgt. Peppers”. Há uma série de singles de sucesso durante 1971, incluindo “Imagine” com o B-side “Monkberry Moon Delight”, “Another Day” com o B-side “Crippled Inside” e “Jealous Guy” com o B-side “I Dig Love”. E, como já mencionado, “Bangla Desh” seria lançada como um single para promover o seu concerto, com o B-side sendo a única contribuição de Ringo para as sessões do disco, “Choochy Coochy”. Enquanto “Bangla Desh” entraria no álbum, “Coochy Coochy” não. O sucesso dos Beatles na turnê européia de 1971 os estimularia a planejar uma turnê americana em 1972, e uma necessidade de novo material – no mundo material …

(Baixe “Imagine Clouds Dripping” em Mp3 320kps aqui)

The Beatles – Living In The Material World (1972)

The Beatles Living In The Material World

 

Lado A:
1. Back Off Boogaloo (Starr)
2. Hi, Hi, Hi (McCartney)
3. John Sinclair (Lennon)
4. Get On The Right Thing (McCartney)
5. Who Can See It (Harrison)
6. Woman Is The Nigger Of The World (Lennon)

Lado B:
7. Live and Let Die (McCartney)
8. New York City (Lennon)
9. Living In The Material World (Harrison)
10. Single Pigeon (McCartney)
11. Happy Xmas (War Is Over) (Lennon)
12. My Love (McCartney)

“Living In The Material World” seria o azarão desta pós-vida dos Beatles. Algo como um primo do “Magical Mistery Tour”. Um disco menor, mas agradável. Bote a imaginação pra funcionar novamente: depois do sucesso dos Beatles em sua turnê européia no final de 1971, eles planejam uma nos Estados Unidos no início de 1972. As primeiras datas da tour são um sucesso tão imediato e tão agradável para os Beatles que os quatro membros e suas famílias encontram-se em uma residência temporária em Nova York e planejam uma “interminável” tour no continente durante o resto do ano. O Fab Four então é tomado por um desejo imediato de novo material e elabora rapidamente e registram “Living In The Material World”, novamente com Phil Spector produzindo. A demanda para o produto de forma que coincidisse com a tour “interminável” de 1972 pelos EUA obriga a gravadora a incluir muitos B-Sides e canções dos Beatles que já estavam encaminhadas, junto com o material recém-gravado.

O único single das novas canções gravadas em New York do álbum seria “Back Off Boogaloo”, de Ringo, com o B-side “Big Bard Bed”, recebendo críticas mistas, muitos se perguntando por que a superior “My Love” de Paul não era lançada como single. O próprio Lennon afirmou que “Woman Is The Nigger of The World” deveria ter sido o primeiro single, mas o resto da banda se recusou, por razões óbvias. Paul alegou que era suicídio comercial e nem queria incluí-la no álbum. Um acordo foi feito quando Lennon permitiu “Live and Let Die”, no álbum, uma canção que ele detestava e executada puramente por razões contratuais (embora ele entendesse que era importante do ponto de vista da venda do álbum e até mesmo admitido gostar de James Bond). Phil Spector sugeriria o hino feministade Lennon para o final do lado A no LP, para que os ouvintes sensíveis poderia simplesmente parar e mudar de lado se eles se sentissem ofendidos. Os DJs pareciam fazer exatamente isso.

Os críticos seriam muito duros com “Living In The Material World”, chamando-o de caça-níqueis e simplesmente uma desculpa para estender sua turnê da América (em vez de o contrário). Seria observado que o álbum parecia ser principalmente para a tour em si do que um disco de verdade, e a orientação política das canções de Lennon. Os críticos também apontariam a inclusão de músicas mais pop para completar o álbum fraco, como “Live and Let Die” e o single de dezembro de 1971 “Merry Xmas (War is Over)” com o B-Side “C Moon”. A Rolling Stone até mesmo apelidaria o álbum de “Filler In The Material World”. Os Beatles levariam a crítica muito mal, refletindo em sua tour e suas suposta cada vez mais excessivas festas no backstage e abuso de drogas. Encerrando sua turnê norte-americana no final de 1972, os Beatles ponderariam o próximo passo: como manter sua banda em fuga?

The Beatles – Band On The Run (1973)

The Beatles Band On The Run

 

Lado A:
1. Mind Games (Lennon)
2. Jet (McCartney)
3. One Day At A Time (Lennon)
4. Mrs. Vanderbilt (McCartney)
5. Photograph (Ringo)
6. Be Here Now (Harrison)

Lado B:
7. Band On The Run (McCartney)
8. I Know, I Know (Lennon)
9. No Words (McCartney)
10. Out Of The Blue (Lennon)
11. The Day The Earth Gets Round (Harrison)
12. Let Me Roll It (McCartney)

Este seria provavelmente um dos melhores discos desta vida setentista dos quatro rapazes de Liverpool. O álbum resultante desta experiência do Albums That Never Were foi tão coesa que metade das músicas parecia estar no mesmo tom, o que permitiu que a primeira metade do lado B tivesse um crossfade continuamente! Note que a faixa-título é irmã de canções como “I Know, I Know” e “No Words” com ela conduzindo o lado B em vez do lado A, pois o álbum parecia precisar de um soco dinâmico de esquerda e direita de “Mind Games” e “Jet” para iniciar o registro.

Após a longa tour norte-americana em 1972, os Beatles fariam um retiro em um estúdio nigeriano isolado para escrever e gravar músicas para seu próximo álbum. A serenidade após uma turnê agitada e cheia de festas tornaria a banda mais focada e unida em seus esforços. o single não incluso no disco “Give Me Love (Give Me Peace On Earth)” com “Picasso’s Last Words (Drink To Me)”, gravado durante estas sessões, tornaria-se um hit número um, enquanto os Beatles terminariam o restante do álbum em Londres. “Band On The Run” seria finalmente lançado em 1973, para enorme aclamação crítica e comercial, saudado como o “novo Abbey Road”.

Visto não apenas como seu melhor álbum na década de 1970, mas um dos melhores álbuns da carreira dos Beatles, “Band On The Run” recuperaria qualquer força perdida a partir do ano anterior com “Living In The Material World”. Dois singles de sucesso viriam com “Band On The Run”: “Mind Games”, com o B-side “Helen Wheels” e “Jet” com o B-side “Meat City”. Eles então embarcariam em uma turnê mundial em setembro de 1973. Seria agridoce, porém, como na conclusão das sessões de gravação de “Band on the Run” quando John entrou no que ficou conhecido como seu “fim de semana perdido”, que se estendeu durante toda a tour e para o próximo ano. Exasperado pelo comportamento selvagem e deslealdade eminente durante a turnê de 1972 da América do Norte de John, Yoko Ono se separaria do cantor, presumivelmente para permitir-lhe uma “despedida de solteiro estendida” para exorcizar seus demônios. John abraçou sua liberdade recém-descoberta com entusiasmo, e o sucesso comercial de “Band On The Run” e da turnê mundial resultante era um palco para isso. Apenas em 1974 Paul reconheceria a espiral descendente de John, e esperaria que houvesse uma maneira de impedir que os Beatles dissessem boa noite…

(Baixe “Band On The Run” em Mp3 320kps aqui)

The Beatles – Good Night Vienna (1974)

The Beatles Good Night Vienna

 

Lado A:
1. Venus and Mars/Rock Show (McCartney)
2. Whatever Gets You Thru The Night (Lennon)
3. Love In Song (McCartney)
4. So Sad (Harrison)
5. Steel and Glass (Lennon)

Lado B:
6. Junior’s Farm (McCartney)
7. (It’s All Down To) Good Night Vienna (Lennon/Starr)
8. Dark Horse (Harrison)
9. #9 Dream (Lennon)
10. You Gave Me The Answer (McCartney)
11. Nobody Loves You (When You’re Down and Out) (Lennon)
12. Venus and Mars (reprise) (McCartney)

Como todos poderiam supor, em certo ponto a vida da banda já não seria possível, já que Lennon deixou de fazer (lançar comercialmente) música em 1975, aposentando-se para se tornar um pai/dono de casa. Teríamos três opções para continuar a série de álbuns dos Beatles de 1970: 1) continuar sem John Lennon; 2) continuar esta série com contribuições de Lennon sendo suas “Dakota demos” acústicas emparelhando com o material de Paul, George e Ringo; 3) interromper a série por completo. Por mais que isso possa ser uma decepção para você, o editor do Albums That Never Were optou pela opção 3, presumindo que os Beatles teriam um hiato indefinido em 1975, permitindo aos outros três para perseguir suas carreiras solo. Terminaria com a aposentadoria de John Lennon. Além disso, após este ponto, Paul e os álbuns solo de George diminuíram em qualidade.

Use a imaginação e vamos lá: Após o sucesso do álbum de 1973 “Band On The Run”, John continuaria o que é chamado de seu “fim de semana perdido”. Depois de uma turnê mundial no início de 1974, os Beatles fariam um retiro para gravar outro álbum naquele verão, mas as sessões seriam conturbadas graças a um Lennon desajustado, preocupado apenas com festas ao lado de suas celebridades-amigas, isso sem mencionar um súbito ataque de laringite para George, impedindo-o de contribuir em qualquer número de novas canções que ele havia escrito para o álbum. A liderança de Paul vê a banda com dificuldades para completar o álbum, incentivando um disco gravado principalmente ao vivo, com “Venus and Mars” abrindo e fechando o álbum. A capa contaria com Linda McCartney e os Beatles representando a letra de “Junior’s Farm”.

A resposta seria geralmente positiva para “Good Night Viena”, tanto crítica quanto comercialmente. Definitivamente não é o seu álbum mais forte até agora, mas não seria uma decepção como “Living In The Material World”. “Junior’s Farm” seria o single, junto com o B-side “Ding Dong, Ding Dong”, um sucesso em 1974. Uma breve turnê européia seria planejada junto com algumas datas americanas. A queda, em torno da época do lançamento do single de “Whatever Gets Você Thru The Night”, foi quando Paul previu a  destruição eminente do colega de banda e querido amigo pelo seu excesso de alegria turbulenta. Talvez os Beatles haviam vivido mais tempo do que deveriam? Paul perceberia que John estava simplesmente mascarando sua solidão e a perda de Yoko, a pessoa que criou o equilíbrio em sua vida. O título de seu álbum- aparentemente uma gíria para “está tudo acabado” – seria profético, sendo que Paul sabia que a única maneira de salvar John era parar a loucura dos Beatles, a entidade que tinha permitido a destruição de John.

Ao tocar as datas nos EUA, Paul orquestrou uma reunião de John e Yoko para conciliação, esperando deixar John reencontrar o equilíbrio que faltava na sua vida. O plano de Paul daria certo, e John e Yoko mais uma vez encontrariam os pedaços de si mesmos desaparecidos um no outro. O show final dos Beatles aconteceria no Madison Square Garden em 28 de novembro de 1974 (com Elton John abrindo). John e Paul decidiriam juntos que era hora de os Beatles entrarem em hiato indefinido para salvar John e libertar os outros. Vendo uma oportunidade de redenção para o seu abandono da família anterior, John, posteriormente, se aposentou da música para se concentrar em uma vida familiar e doméstica para participar mais da vida de seu segundo filho. O resto dos Beatles estaria livre para prosseguir suas próprias carreiras solo. O resto é história … Ou poderia ter sido, de qualquer maneira.

(Baixe “Good Night Vienna” em Mp3 320kps aqui)

“Baby One More Time” pelo TLC? Conheça 20 hits que foram originalmente escritos para outros artistas

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TLC Britney Spears

Nem sempre o primeiro artista que recebe uma música de um letrista ou compositor acha que ela será boa o suficiente para ser gravada. E, às vezes, outro artista tem uma opinião diferente e acaba registrando o som. E quando esse som acaba virando um megahit e atingindo o topo das paradas?

Conheça 20 músicas que foram escritas com o artista A em mente mas acabaram virando hits gravadas pelo artista B (ou C):

“Telephone”
Escrita para: Britney Spears
Quem gravou: Lady Gaga & Beyoncé

A música foi escrita por Lady Gaga para Britney Spears gravar em seu disco “Circus”. A princesinha do pop não aceitou pois a canção “não tinha seu estilo” e a própria Gaga acabou gravando em seu disco “The Fame Monster”, chamando Beyoncé pra participar. Britney chegou a registrar uma demo que apareceu pela internet.

“Malandragem”
Escrita para: Ângela Rô Rô
Quem gravou: Cássia Eller

O primeiro grande hit de Cássia Eller foi escrito por ninguém menos que Cazuza, mas o cantor tinha outra artista com um vozeirão potente em vista quando criou a canção: Ângela Rô Rô. Como ela tinha acabado de gravar um disco, não aceitou o presente e isso acabou fazendo toda a diferença na carreira de Cássia. Ainda bem!

“Total Eclipse Of The Heart”
Escrita para: Meat Loaf
Quem gravou: Bonnie Tyler

Jim Steinman criou esta canção para Meat Loaf, mas quem a deixou popular e a transformou em um dos singles mais vendidos de todos os tempos (e um dos melhores episódios do Piores Clipes do Mundo com Marcos Mion) foi Bonnie Tyler!

“I Don’t Want To Miss A Thing”
Escrita para: Celine Dion
Quem gravou: Aerosmith

A música foi escrita pela compositora Diane Warren e na verdade era destinada à cantora Celine Dion, que acabou recusando a canção (afinal, ela já tinha gravado “My Heart Will Go On”, e duas baladas tema de filme já é demais!) Steven Tyler ouviu a música e o Aerosmith acabou registrando a balada tema de “Armageddon”.

“Don’t You Forget About Me”
Escrita para: Billy Idol
Passada para: Bryan Ferry
Gravada por: Simple Minds

HEY HEY HEY HEY! Escrito por Keith Forsey e Steve Schiff, guitarrista e compositor que trabalhava com Nina Hagen na época, o eterno tema do Clube dos Cinco chegou a ser oferecida para Billy Idol e Bryan Ferry antes de ser gravada pelos Simple Minds e virar hit. Idol chegou a fazer uma cover da música em seu Greatest Hits de 2001.

“Since U Been Gone”
Escrita para: Pink
Passada para: Hilary Duff
Gravada por: Kelly Clarkson

Max Martin e Lukasz “Dr. Luke” Gottwald escreveram essa com Pink na cabeça. Quando ela negou, ofereceram para Hilary Duff, que acabou rejeitando já que ela não alcançava as notas mais altas da canção. Sorte da vencedora do American Idol Kelly Clarkson, que transformou a música num hit arrasa-quarteirão!

“La Isla Bonita”
Escrita para: Michael Jackson
Quem gravou: Madonna

Imaginem só Michael Jackson cantando “La Isla Bonita”. Bom, eu não consegui imaginar, mas isso poderia acontecer, já que a música foi oferecida para o finado Rei do Pop lá nos anos 90. Madonna pegou essa e combinou muito bem com ela.

“We Can’t Stop”
Escrita para: Rihanna
Gravada por: Miley Cyrus

O produtor Mike WiLL Made-It ofereceu a música para Rihanna quando ela estava preparando seu disco “Unapologetic”, mas ela nem chegou a ouvir. Aí mostraram para Miley, que ouviu, curtiu e acabou deixando pra trás de vez a Hanna Montana que havia nela.

“Rock Your Body”
Escrita para: Michael Jackson
Gravada por: Justin Timberlake

Essa aqui talvez pudesse salvar o fiasco que foi “Invincible”, último disco de Michael Jackson. Pois é, ela foi oferecida a Jacko e rejeitada, e acabou ficando com um cara que o idolatra: Justin Timberlake, que viria a participar do lançamento póstumo (e hit) “Love Never Felt So Good”.

“Hungry Heart”
Escrita para: Ramones
Gravada por: Bruce Springsteen

Joey Ramone encontrou Springsteen em Asbury Park, New Jersey, e lhe pediu para escrever uma canção para o Ramones. Springsteen compôs “Hungry Heart” naquela noite, mas quem acabou gravando a música foi ele mesmo…

“Umbrella”
Escrita para: Britney Spears
Gravada por: Rihanna

O compositor e produtor norte-americano Christopher “Tricky” Stewart, Terius “The-Dream” Nash e Kuk Harrell criaram a canção em 2007 com Britney Spears em mente, com quem Stewart já havia trabalhado em 2003 com o single “Me Against the Music”. Spears estava trabalhando em seu álbum “Blackout” e a gravadora nem deixou ela ouvir, dizendo que já tinha músicas suficientes. Isso foi ótimo para Rihanna, que a gravou em seu terceiro álbum, “Good Girl Gone Bad” e estourou nas paradas!

“Baby One More Time”
Escrita para: TLC
Gravada por: Britney Spears

E por falar em Britney Spears, seu primeiro hit foi originalmente oferecido para o TLC, que achou que a música não combinava com a postura “séria” do grupo. E até que estavam certas: o trio já estava mandando os homens catar coquinho em “No Scrubs”, não combinaria ficarem falando que “my lonelyness is killing me”. E foi assim que Britney foi lançada ao estrelato.

“Toxic”
Escrita para: Kylie Minogue
Gravada por: Britney Spears

Mais uma que Britney garfou: Cathy Dennis, Henrik Jonback, Christian Karlsson e Pontus Winnberg compuseram essa canção e ofereceram para a australina Kylie Minogue, que recusou e acabou indo para a princesinha do pop. Kylie não ficou chateada por perder o hit. “Eu não fiquei brava quando fez sucesso com Britney. É como quando um peixe escapa na pescaria: você apenas aceita”, disse.

“Holiday”
Escrita para: Mary Wilson
Gravada por: Madonna

A música foi primeiro oferecida para Mary Wilson, que recusou. Curiosidade: a capa do single não tinha a imagem de Madonna, pois os executivos achavam que a canção não combinava com sua imagem. Será?

“Call Me”
Escrita para: Stevie Nicks
Gravada por: Blondie

Você sabia que essa música foi composta por Giorgio Moroder? Primeiramente, ele foi atrás de Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, para ajudá-lo a terminar. Ela recusou, e ele mostrou uma demo chamada “Man Machine” para Debbie Harry, que ajudou a transformá-la em “Call Me” e virar a música-tema do filme American Gigolo, de 1980.

“Don’t Cha”
Escrita para: Paris Hilton
Gravada por: Pussycat Dolls

O single que colocou as Pussycat Dolls no mapa foi inicialmente oferecida para as Sugababes e Paris Hilton, e ambas recusaram. Em 2006, Hilton falou que não ficou impressionada com a faixa quando a ouviu, e disse. “Eu acho que ouvi uma outra versão, não essa que todos conhecemos e amamos. Se eu tivesse ouvido essa versão, com certeza não teria declinado”. Dor de cotovelo?

“Golden Years”
Escrita para: Elvis Presley
Gravada por: David Bowie

Bowie compôs essa no pico de seu vício em cocaína e tentou emular um som “da Broadway”, com Elvis Presley em mente para cantá-la. O Rei declinou a oferta e o próprio Bowie a gravou em “Station To Station”.

“Happy”
Escrita para: Cee Lo Green
Gravada por: Pharrell Williams

“Happy”, a música que tocou em todos os lugares do mundo nos últimos dois anos, chegou a ser gravada por Cee Lo Green. Mas a versão que foi lançada e fez sucesso foi a de seu compositor, Pharrell. Aliás, será que ele ainda aguenta cantar essa sem pensar “ai, que saco, vamos lá novamente”?

“My Humps”
Escrita para: Pussycat Dolls
Gravada por: Black Eyes Peas

A música com letra mais bizarra e escrota da face da Terra (tá, não é pra tanto, mas o próprio Will.I.Am prometeu que o Black Eyed Peas não cantaria mais ela) foi escrita originalmente para as Pussycat Dolls. Cá entre nós, até combinaria mais. Mas aí a composição do líder do BEP que foi pra elas acabou sendo “Beep” e ficou a cargo de Fergie ficar falando sobre suas “lovely lady lumps”.

“The Long And Winding Road”
Escrita para: Tom Jones
Gravada por: The Beatles

Em 2012, Tom Jones revelou que Paul McCartney escreveu a balada “The Long And Winding Road” para ele cantar. A condição de Paul era que a música fosse lançada como próximo single por Jones. Ele já tinha a música “Without Love” engatilhada pela gravadora, que negou a proposta e a balada acabou fazendo parte de “Let It Be”, último disco dos Beatles.

Conheça os grandes casos de desinteligência, porradaria e tretas encarniçadas entre músicos e bandas

Não, o post não é um esquema Ratinho pra aumentar a audiência do blog. Não, não é um episódio musical de Casos de Família. Porém, há uma semelhança: brigas sem muito motivo, picuinhas e às vezes até voam uns sopapos. Hoje, uma pequena lista das inúmeras tretas que sempre rolam entre músicos e bandas.

Miley Cyrus vs. Sinéad O’Connor

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Quem começou foi a popular rasgadora de fotos do Papa e cantora do hit “Nothing Compares 2 U”. Ela postou uma carta aberta em sua página do Facebook descendo a lenha em Cyrus, dizendo que a ex-Hannah Montana devia tomar cuidado pra não ser explorada pela indústria da música: “A indústria não dá a mínima para você, ou para qualquer uma de nós. Eles vão prostitui-la por tudo que você vale e facilmente vão fazer você pensar que isso era o que VOCÊ queria… e quando você acabar em uma clínica de reabilitação por ter sido prostituída, ‘eles’ vão estar em seus iates em Antígua, que eles compraram com a venda de seu corpo, e você vai se sentir muito sozinha”. Cyrus então ironizou o transtorno bipolar de O’Connor em mensagens do Twitter, e Sinéad respondeu com a frase “Quando você acabar na ala psiquiátrica ou reabilitação, eu vou ficar feliz em visitá-la”. Ouch.

Mariah Carey vs. Nicki Minaj

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Em 2012, alguém teve a ideia de colocar Mariah Carey e Nicki Minaj como juradas do programa American Idol. No papel, parece inclusive uma boa ideia, certo? É, mas não deu. As duas se estranharam desde o começo, inclusive chegando a um momento em que Minaj saiu do estúdio puta da vida dizendo que não aguentava mais trabalhar com a “alteza”. Carey então contratou uma equipe de seguranças, pois se sentia “insegura” perto da rapper. Em 2013, a rapper continuou cutucando no Twitter: “Ela está triste porque eu conquistei o recorde dela no Hot 100 em apenas três anos de carreira. Sim, uma rapper feminina negra.  O que você precisa questionar é o motivo de uma mulher tão bem-sucedida na idade ela ainda é tão insegura e amarga”

Kurt Cobain vs. Axl Rose

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Tudo começou graças à encrenqueira grunge preferida pela garotada. No VMA de 1992, Courtney Love viu Rose passando enquanto ela segurava a filha dela e de Kurt, Frances Bean. Ela imediatamente começou a berrar para ele: “Ei, Axl! Axl! Olha aqui! Você é o padrinho!”. O frontman do Guns’n’Roses então parou e falou para Kurt Cobain: “Controle sua mulher, por favor”, o que Kurt respondeu repetindo a frase com ironia para Love. Após a apresentação do Nirvana tocando “Lithium” naquela noite, Dave Grohl foi ao microfone pra aumentar a cutucada. “Cadê o Axl? Axl, cadê você? Ah, ali! Oi Axl! Oi Axl! Oi Axl!”, repetia.

Justin Bieber vs. Patrick Carney

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Tudo começou quando o TMZ foi atrás do baterista do Black Keys durante o Grammy de 2013 perguntando o que ele achava da falta de indicações de Justin Bieber na premiação. Sim, eles cutucaram porque querem ver sangue, todo mundo sabe. Carney deu o que eles queriam: “Bom, ele é rico, certo? Os Grammys são para, tipo, música, não por dinheiro… e ele está ganhando muito dinheiro. Ele deveria estar feliz, acho”. Bieber ficou putinho e no dia seguinte falou que o baterista deveria “levar uns tapas”. E seus fãs caíram matando em cima de Carney, lógico.

Kid Rock vs. Tommy Lee

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Chegamos à primeira briga onde rolou porradaria, violência e vias de fato. Ambos já tiveram relacionamento com a ex-Baywatch Pamela Anderson, e pelo jeito a moça foi o motivo de toda a treta. Quando eles se trombaram no VMA de 2007, começaram a se xingar loucamente e Kid Rock desferiu o primeiro soco. Pelo que dizem, parecia briga de colégio e o negócio teve que ser separado pelos seguranças da Mtv. Tsc, tsc…

Gene Simmons vs. Carlos Santana

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E olha que quem começou dessa vez nem foi o encrenqueiro Simmons. Santana fez o comentário de que Gene “não é um músico, é um cara do entretenimento. Kiss é entretenimento de Las Vegas, então ele não sabe o que é música, de qualquer forma. É por isso que ele veste todas aquelas coisas lá”. No começo, o baixista do Kiss deixou quieto (“Nem todo mundo gosta da mesma refeição”), mas depois caiu de pau: “Estou cansado de bandas como a de Carlos Santana olhando para seus próprios sapatos e achando que aquilo é um show de rock”.

Blur vs. Oasis

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Uma briga clássica dessas não poderia ficar de fora. As duas grandes bandas do britpop nunca se bicaram e quando ambos lançaram singles no mesmo dia (“Country House” do Blur e “Roll With It” do Oasis) a coisa foi ficando mais feia. Noel Gallagher sempre cutucava o Blur, que ironicamente dedicava seu prêmio do Brit Awards de 1995 ao Oasis. Noel respondeu com a fineza que lhe é peculiar: “Espero que Damon Albarn e Alex James peguem AIDS e morram”. Hoje em dia, incrivelmente, a briga mais popular da Inglaterra parece ter acabado com Noel Gallagher tendo inclusive feito uma participação junto com Damon Albarn em “Tender”, do Blur, em um evento de caridade.

Dave Grohl vs. Courtney Love

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Desde que Kurt Cobain morreu, Courtney Love não deu uma colher de chá para o ex-baterista da banda de seu marido. O líder do Foo Fighters já teve que ouvir Love clamar para que todo o público do seu show gritasse “os Foo Fighters são gays” (senão ela ia embora do show), disse que Grohl deu em cima de Frances Bean, filha dela e Kurt (o que Frances e Grohl negaram), entre muitas outras coisas que só a líder do Hole é capaz. Recentemente eles “fizeram as pazes” durante a cerimônia de indicação do Nirvana ao Rock and Roll Hall Of Fame.

Michael Jackson vs. Paul McCartney

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Outra briguinha clássica. Sim, todo mundo concorda que o Jacko deu motivos pra Paul odiá-lo. Eles eram amigos, faziam parcerias e até clipes super-amiguinhos como “Say Say Say”. Pois aí McCartney deu a dica a Jackson: “compre direitos de músicas, é um puta negócio”, ele disse. Michael Jackson não é bobo nem nada e aproveitou para comprar os direitos de todas as músicas… dos Beatles. Dá pra entender porque Paul ficou chateado e as relações dos dois ficaram estremecidas desde então.

Vivian Campbell vs. Ronnie James Dio

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Sim, até com o Dio o povo consegue implicar. O ex-guitarrista da banda Vivian Campbell disse que Dio era uma das pessoas mais vis da indústria musical, e Dio respondeu que Campbell, que foi para o Def Leppard, é um “fucking asshole, a fucking piece of shit”. Campbell diz que as declarações contra Dio são devido ao fato de que ele foi excluído da banda. Após a morte de Dio, Campbell se reuniu com a banda para tocar com outro vocalista. “Esses riffs são meus e eu quero continuar a tocá-los”.

Sammy Hagar vs. Dave Lee Roth

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Uma briga digna de Celebrity Deathmatch. Os dois vocalistas do Van Halen (vamos fingir que a fase com Gary Cherone nunca existiu, assim como a banda faz) adoram trocar farpas desde que Sammy entrou em cena. Diamond Dave adorava falar que “Sammy é como o segundo Darrin de ‘A Feiticeira'” e que “Ao contrário dele, nunca preciso cantar músicas que não são minhas nos shows”. Já Hagar chamou Roth para a porrada. Seria interessante, já que Sammy é boxeador e Roth fã de artes marciais. Seria quase um MMA, vejam só.

Stephen Malkmus vs. Billy Corgan

StephenBilly

Stephen Malkmus fez a singela letra de “Range Life”, do clássico disco “Crooked Rain, Crooked Rain” do Pavement. “Out on tour with the Smashing Pumpkins / Nature’s kids, they don’t have no function / I don’t understand what they mean / And I really could really give a fuck”. Como Billy Corgan é irritadinho, não deixou quieto. “Acho que isso é inveja”, disse Corgan. “As pessoas não se apaixonam pelo Pavement. Elas gostam de Smashing Pumpkins, Hole ou Nirvana, porque essas bandas significam algo para eles”. Sim, Corgan ainda fica falando sobre o assunto até hoje.

Chorão vs. Marcelo Camelo

ChorãoCamelo

Chorão sempre foi reconhecido por ser esquentadinho e adorar dar uma de machão pra cima dos outros. Entre suas brigas, estavam Marcelo Falcão d’O Rappa e até Badauí do CPM22, a quem o Marginal Alado dirigiu a frase “Quem esse CPM22 pensa que é? É um bando de playboys. Badauí, se você cruzar no meu caminho, tá ferrado”. Mas o caso que mais repercutiu foi com Marcelo Camelo. O líder do Los Hermanos deu uma entrevista dizendo que “esse negócio de fazer comercial para Coca-Cola é um desdobramento da indústria, a gente rejeita esse negócio de vender atitude”, sendo que o Charlie Brown Jr. havia feito uma propaganda para o refrigerante. As duas bandas participaram do festial Piauí Pop em 2004 e Chorão foi tirar satisfações com Camelo no aeroporto, acertando-lhe um soco no olho. Segundo as matérias da época, o caso ainda teve Rodrigo Amarante correndo atrás de Chorão no aeroporto, uma cena hilária de se imaginar.

LSJack vs. Art Popular

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Ah, as tretas no aeroporto. Em 2003, o LSJack e o Art Popular já tinham inaugurado essa modalidade em uma briga generalizada no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Nada melhor pra explicar toda a briga do que deixar os depoimentos do empresário Edgar Santos para a Folha de S. Paulo falarem por si. “Eles achavam que o Leandro Lehart [vocalista] tinha feito críticas ao novo CD do LS Jack, mas ele estava comentando o novo CD do Ed Motta, e não o do LS Jack. Eles não quiseram trocar uma idéia. O Márcio [Art] tomou um soco na cara do vocalista do LS Jack [Marcus Menna], que chegou a quebrar seus óculos”. Fica a dúvida: quando o Ed Motta vai cobrar satisfações da banda que criou “Pimpolho”?

Músicas animadas que na real são bem deprê ou violentas e você dançou sem saber

Às vezes a gente se deixa levar pelo ritmo da música e deixa passar batido o que ela está dizendo. Às vezes uma música que parece romântica na verdade é assustadora. Às vezes uma música dançante tem uma letra tão sinistra quanto um filme de terror. E você nem repara: tá lá, dançando que nem doido, balançando a cabeça, enquando o vocalista tá se abrindo falando sobre suicídio ou coisa assim.

Sim, você já passou por isso, pode ter certeza. Duvida?

The Police – Every Breath You Take

O próprio Sting disse que acha estranho as pessoas acharem este hit romântico, já que ele descreve um comportamento obsessivo de assustar qualquer um. De um stalker clássico, que segue seus passos e te vê mesmo quando você não está olhando. “Oh, can’t you see / You belong to me?” Yikes!

Third Eye Blind – Semi Charmed Life

Não se deixe levar pelos “doo doo doo doop doo”: essa música fala da queda no fundo do poço do mundo das drogas, especificamente crystal meth (antes de Walter White e Breaking Bad colocarem a droga na boca do povo). “The sky was gold, it was rose / I was taking sips of it through my nose / And I wish I could get back there, someplace back there  / Smiling in the pictures you would take / Doing crystal myth will lift you up until you break.

Foster The People – Pumped Up Kicks

Parece um indiezinho dançável que faz a galera gritar “uuuuuh, minha música” na balada. Mas as letras de Mark Foster vão um pouquinho mais pro lado escuro: “Pumped Up Kicks” fala de um adolescente armado que sai atirando em todo mundo, com a ideia de levar para discussão do público este assunto tão comum e assustador, especialmente nos Estados Unidos. O baixista Cubbie Fink tem um primo que sobreviveu ao massacre da Columbine High School em 1999, então a banda tem uma proximidade com esse assunto obscuro. “All the other kids with the pumped up kicks / You’d better run, better run, outrun my gun / All the other kids with the pumped up kicks / You’d better run, better run, faster than my bullet”

Ira! – Flores Em Você

Uma música do Ira! que aparece constantemente em casamentos e declarações de amor e foi até tema romântico de novela… bem, pois não deveria. Se você pensar um pouco, quando você vê a pessoa coberta de flores? Vai, usa um pouquinho a cabeça. Isso mesmo: no velório!

Sublime – Date Rape

Um skazinho agradável pra dançar com os amigos que fala de estupro. Conta a história de um rapaz que leva uma garota para um encontro e no fim estupra a moça. Ele acaba indo preso e sendo sodomizado pelos colegas de cela na cadeia. “She didnt want to, he had his way / she said ‘Let’s go’, He said ‘No way’ / ‘Come on babe, it’s your lucky day / Shut your mouth, we’re gonna do it my way / Come on baby dont be afraid / if it wasn’t for date rape, I’d never get laid'”

Lily Allen – LDN

Ah, uma música bonitinha da Lily Allen, falando sobre Londres, que fofo. NOT. A moça fala das partes pobres de Londres e como quase ninguém vê ou liga pra esse pessoal que passa por poucas e boas pra sobreviver por lá. “Everything seems to look as it should / But I wonder what goes on behind doors / A fella looking dapper, but he’s sittin with a slapper / Then I see it’s a pimp and his crack whore”

Kiss – Detroit Rock City

Você já deve ter reparado que um dos grandes clássicos do Kiss termina com o narrador morrendo horrivelmente em um terrível acidente de carro, né? Pois é. Mas pelo menos ele morre sorrindo. “There’s a truck ahead, lights starin’ at my eyes / Oh, my God, no time to turn / I got to laugh, ‘cause I know I’m gonna’ die! / Why?”

Van Halen – Jump

Lembra quando o Van Halen usou um tecladinho oitentista e fez a música mais feliz deles até o momento? Então… bom, a inspiração não foi nada feliz. Segundo David Lee Roth, a letra da música foi inspirada em uma notícia que passava na TV mostrando um homem prestes a pular de um prédio para cometer suicídio. Pois é.

The Beatles – Maxwell’s Silver Hammer

A música é dos Beatles, aqueles bons moços de Liverpool. Quem canta é o Paul McCartney, o mais bom moço dos bons moços. A música é super felizinha e até infantil. E a letra fala sobre… um rapaz que mata pessoas com marteladas de aço na cabeça, esmagando seus crânios, algo digno de um Cannibal Corpse.

Michael Jackson: o rei do pop e seus amigos

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Não me incomoda o título que Michael Jackson criou para si mesmo. Não dá pra discutir muito que o cara foi, realmente, o “rei do pop”. Aliás, um dos criadores do pop como o conhecemos hoje (para bem e para mal). Mas além de sua discografia quase impecável (pelo menos até “Dangerous”), Michael também realizou ótimas parcerias com seus muitos amigos artistas. Conheça algumas das melhores (e algumas inexplicáveis). Sham’on:

State of Shock (com Mick Jagger)

Esta aqui na verdade não é solo do Jacko, sendo uma parceria dos Jacksons (ex-Jackson 5) com Mick Jagger, dos Rolling Stones. Originalmente, essa música foi uma das que Jackson gravou com Freddie Mercury (junto com “Victory” e “There Must Be More To Life Than This”, que veremos em breve). O motivo de terem regravado com Jagger no lugar de Mercury nunca foi revelado.

Say Say Say (com Paul McCartney)

A duplinha já havia gravado “The Girl Is Mine” em “Thriller” de Jackson, e fizeram esse dueto para “Pipes Of Peace”, de McCartney. A música ficou em primeiro lugar por seis semanas nas paradas americanas e o clipe é um clássico oitentista (e seu enredo foi zoado devidamente no Piores Clipes do Mundo, quando o Marcos Mion ainda tinha graça) com a participação da eterna companheira de Paul, Linda McCartney, segurando vela para o dueto.

All In Your Name (com Barry Gibb)

A parceria de Michael Jackson com um terço dos Bee Gees é uma baladinha meio mixuruca, se formos considerar os dois talentos unidos aqui. Apesar de ter sido gravada em 2002 e lançada em 2011, a música poderia muito bem fazer parte de qualquer coletânea de baladinhas oitentistas das mais babadas. Vale ouvir pela curiosidade, apenas, o que é uma pena.

Get It (com Stevie Wonder)

Apesar de ter dois gênios em ação, “Get It” não é uma das melhores parcerias desta lista. Dançante (e bem oitentona), a música saiu em 1987 no disco “Characters” de Wonder. Como eram os anos 80, tudo é muito cheio de sintetizadores 80s e o piano matador de Stevie mal é ouvido.

There Must Be More To Life Than This (com Queen)

O dueto de Michael e Freddie pode não parecer bacana nas primeiras audições, mas ele meio que cresce em você. Aí o refrão fica na cabeça. Lógico que não é nada inesquecível como “Thriller” ou “Bohemian Rhapsody”, mas é uma baladinha até que simpática.

Watzapwitu (com Eddie Murphy)

É estranho o que eu vou dizer, mas é verdade: a improvável parceria com Eddie Murphy é um dos melhores duetos desta lista. “Watzapwitu” foi lançada em 1993 no terceiro disco do Tira da Pesada, “Love’s Alright”. Sim, é um R&B genérico dos anos 90, mas emula bem o que estava sendo produzido naquela época e tem um refrão fácil e chicletudo.

Somebody’s Watching Me (com Rockwell)

Acho que esta é a minha preferida de todas as parcerias que Michael Jackson já fez (rivalizando, talvez, com as ótimas participações de Eddie Van Halen e Slash em algumas de suas músicas). Lançado pela Motown em 1984, “Somebody’s Watching Me” é o single de estreia de Rockwell. É um one hit wonder sensacional com o refrão cantado por ninguém menos que Jacko, falando sobre o sentimento de paranoia. Nota 10.

This Time Around (com Notorious B.I.G.)

Esta aqui faz parte do disco HIStory, a auto-homenagem de Jackson a si mesmo. A curiosidade é a participação de Notorious B.I.G., que faz um pequeno verso no meio da música. No mais, é um daqueles R&B típicos de Jacko nos anos 90 e poderia muito bem estar no meio de Dangerous, de 1991.

What More Can I Give (com Beyonce, Celine Dion, Hanson, Ricky Martin, Usher, Nick Carter, *NSync, Mariah Carey, Santana, Gloria Estefan, Shakira, Maya, Tom Petty e mais)

A tentativa pós-11 de setembro de reproduzir “We Are The World” de Michael não foi das mais bem sucedidas, mas vale a curiosidade de ver MJ junto com artistas pop mais atuais, como Beyoncé, Backstreet Boys, Mariah Carey e Usher em uma daquelas músicas cheias de participações buscando ajudar a uma causa qualquer. Foi lançada em 2001 e ganhou uma versão diferentes, com artistas latinos, chamada “Todo Para Ti”.

We Are The World (com Cindy Lauper, Billy Joel, Bob Dylan, Bruce Springsteen, Willy Nelson, Tina Turner, Ray Charles, Stevie Wonder, Steve Perry, Lionel Richie e mais)

Preciso realmente falar dessa aqui? Lançada em 1985 com o intuito de angariar doações para a África, “We Are The World” juntava muitos dos grandes artistas dos 80s (só não sei onde foi parar a Madonna, que Cindy Lauper substituiu com louvor) em 7:14 minutos de melodia que gruda na cabeça que ganhou três Grammys e muitos outros prêmios.