Construindo LuvBugs: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo LuvBugs, do Rio de Janeiro, formado por Paloma Vasconcellos (bateria) e Rodrigo Pastore (guitarra e voz) Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Bikini Kill“Girl Soldier”
Paloma: Definitivamente, a Tobi Vail é uma grande baterista/musicista e a minha maior influência Riot Grrrl na LuvBugs e na vida. “Guess you didn’t notice. Why we were dying. I guess you didn’t give a fuck. After all, only women were dying”.

Breeders“No Aloha” (“Last Splash”, 1993).
Rodrigo: Melodia vocal açucarada mergulhada em guitarras distorcidas em amps valvulados, isso é praticamente a base de 80% dos sons da LuvBugs.

Babes In Toyland“Hello” (“Nemesisters”, 1995).
Paloma: Riot Grrrl até a alma, “Hello” introduz esse belo disco de punk rock, dessa banda linda que tenho como grande influência de que as mulheres podem sim fazer rock. Lori Barbero é uma grande referência de baterista.

Nirvana“School” (“Bleach”, 1989).
Rodrigo: Um dos riffs mais contagiantes da história do rock and roll, tem uns 3 riffs da LuvBugs que nasceram daí, Coração Vermelho, Verde Zen e algum outro que não estou lembrando.

Sonic Youth“Becuz” (“Washing Machine”, 1995).
Paloma: O timbre dessa guitarra e seu riff repetitivo somado ao essencial vocal da excêntrica Kim Gordon tornam essa introdução do “Washing Machine” algo que sempre está presente na minha mente.

Wavves“No Hope Kids” (“Wavves”, 2009).
Rodrigo: Um amigo voltou daquele cruzeiro do Weezer uma vez com um vinil do Wavves e disse que queria me mostrar um som de uma banda que ele tinha conhecido os caras na piscina do cruzeiro. Logo que ouvi me liguei que era o som que eu queria fazer e “No Hope Kids” é um punk rock de garagem perfeito, ouvi até entrar no sangue.
Influência nas composições e nas mixagens dos discos, esse som tem uma mix lo-fi referência pra mim.

Nirvana“Dumb” (“In Utero”, 1993).
Paloma: A simplicidade dessa letra consegue demonstrar toda a complexidade da vida em um perfeito paradoxo existencial. “I’m not like them but I can pretend”. As composições da LuvBugs são assim, mais simples possíveis.

Freud And The Suicidal Vampires “It’s Hard To Write A Good Song In 5 Minutes (When You’re So Difficult To Describe)”
Rodrigo: Outro som referência de mix lo-fi. Riff alucinante com uma guitarrinha fazendo um solo de tema. Daí eu percebi que o álbum “Dias em Lo-Fi” poderia ter isso também, som de duas guitarras e não apenas uma como nos outros, até que a gente tem se virado bem ao vivo.

Velvet Underground“Venus in Furs” (“The Velvet Underground and Nico”, 1967).
Paloma: Impactante até a alma, impossível não se afetar com a experiência que essa música passa. “I could sleep for a thousand years. A thousand dreams that would awake me. Different colors made of tears”.

Ronnie Von“Imagem” (“A Máquina Voadora”, 1970).
Rodrigo: Esse som escutei tanto em determinada época da minha vida, que sempre quando escuto novamente reencontro meu jeito de escrever as músicas da LuvBugs e até meu jeito de pensar sobre a vida. Outro dia um amigo me falou em alguma semelhança em alguma melodia de voz minha ou jeito de cantar e eu acabei dando
razão a ele.

John Frusciante“Look On” (“Inside Of Emptiness”, 2004).
Paloma: O John é surreal. Essa música, (e esse disco) é cativante do início ao fim. Melodia, letra e guitarra lindas e totalmente inspiradoras. “When I thought life was terrible, things were going fine… A paper and a pencil are the
best friends I’ve got. Look on”.

Dinosaur Jr“Drawerings” (“Where You Been”, 1993).
Rodrigo: Outro dia eu li “J.esus Mascis é meu pastor e nada me faltará”. Amém.

L7“One More Thing” (“Bricks Are Heavy”, 1992).
Paloma: Esse grunge anos 90 de melodia e guitarra arrastada é perfeito e uma das minhas maiores influências também.

Elliott Smith“Coast To Coast” (“From a Basement on the Hill”, 2004).
Rodrigo: Considero de alguma forma Elliott Smith uma grande influência pro “Dias em Lo-Fi”, sempre o escutei mas até então não considerava muito essa influência à LuvBugs. Nesse álbum a gente acabou deixando umas camadas um pouco mais tristes que nos anteriores e “Coast To Coast” foi grande referência pra canções como por
exemplo “Ela Sabe o que é Certo”, claro que não é uma cópia, assim como todas as influências, a gente acaba fazendo do nosso jeito.

My Bloody Valentine“Only Shallow“ (“Loveless”, 1991).
Paloma: Vocal calmo e delicado mas ao mesmo tempo forte e intenso. É uma das principais influências shoegaze da LuvBugs.

Elastica“Stutter” (“Elastica”, 1995).
Rodrigo: Composição contagiante, batida dançante, “ritmo de acadimia”, fuzz rasgando o refrão, vocal cantarolado, cabelo no rosto, ufa, tudo que eu preciso nessa vida. E tento levar pra LuvBugs.

Oasis“Live Forever” (“Definitely Maybe”, 1994).
Paloma: Oasis é uma banda que apesar de controversa é inspiradora e me influencia na hora de compôr, mesmo que inconscientemente. “Maybe I just want to fly. I want to live. I don’t want to die”.

Lou Reed“Hangin’ Round” (“Transformer”, 1972).
Rodrigo: Lou Reed fez as melhores canções que ouvi na minha vida, ele é a maior referência musical, pode crer. Inventou tudo que eu ouço hoje e se alguma banda do mundo não tem nenhuma influência do Lou ou Velvet Underground eu nem preciso escutar. Essa canção em especial, o jeito dele cantarolar a melodia ao mesmo tempo
que descreve a cena é mágico.

Courtney Barnett“Nobody Really Cares If You Don’t Go To The Party” (“Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”, 2015).
Paloma: Essa música fala de situações que são reais na vida das pessoas e traduz perfeitamente boa parte do meu cotidiano. É assim com a maioria das composições dessa australiana que veio pra ficar e conquistou o coração da LuvBugs. “I wanna go out but I wanna stay home”.

Titãs“Taxidermia” (“Titanomaquia”, 1993)
Rodrigo: “Se eu tivesse seus olhos não seria famoso, eu não quero ser útil, quero ser utilizado, inutilizado, inutilizado”. Acho que foi meu primeiro contato com poesia dentro do rock’n roll. Esse som é referência pra qualquer coisa que eu faça.

Construindo Luan Bates: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o seu som

Read More
Luan Bates

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje convidamos o Luan Bates, músico de Natal-RN do selo Nightbird Records.

Oasis“The Hindu Times” (2002)
Escolhi essa do Oasis por ter sido a primeira faixa que ouvi deles. Foi a primeira banda pela qual me apaixonei e que me tornou fanático por rock e por música. A partir disso, tudo na minha vida mudou e eu não tive outra obsessão a não ser me tornar um músico.

Black Crowes“Nonfiction” (1994)
Em termos de “música acústica”, é o som que sempre almejo. É provavelmente minha música favorita, de todos os tempos. A voz do Chris Robinson com a do Andy Sturmer (Jellyfish) harmonizam de uma forma tão bela… E gosto muito como a parte melódica é tão simples, mas ao mesmo tempo cheia de nuances. E o modo como a letra retrata uma paranoia romântica também é genial.

Jeff Buckley“Grace” (1994)
Ser sensível e ao mesmo tempo impor tanta intensidade em um som é algo que nunca vou esquecer. Foi mais ou menos por isso que escrevi “Listen Up, Mates”, é definitivamente influência do Jeff.

Laura Marling“Devil’s Spoke” (2010)
Outra influência para “Listen Up, Mates” e que relaciono com essa questão de identidade. É um folk que vem como avalanche aos seus ouvidos. É uma honra acompanhar uma compositora tão foda da nossa geração.

Ryan Adams“La Cienega Just Smiled” (2001)
Antes de conhecer o trabalho do Ryan Adams, eu nunca tinha usado um capotraste na vida. Eu sei que isso parece algo bem idiota, mas foi a partir da influência dele que decidi jogar um monte de coisa fora e escrever da melhor forma que podia; e isso também passou pelo fato de ter finalmente comprado um capotraste e ter começado a tocar em “afinações diferentes” (eu não sabia nada de teoria musical, por exemplo). Além disso, o Ryan me ensinou a ser, acima de tudo, honesto com o que digo ou canto, independente do quão brega uma letra pode soar.

Jamiroquai“Just Another Story” (1994)
Minha maior referência de bateria é essa música. Virtuosa, sólida e efetiva. Apenas ouçam e apreciem Derrick McKenzie.

The Verve“Sonnet” (1997)
Acho que o Verve é uma das poucas bandas que conseguem transmitir muita emoção em cada música. Escolhi “Sonnet” por talvez ser minha preferida deles, apenas para representar o peso que eles tem nas minhas composições.

Lemonheads“If I Could Talk I’d Tell You” (1996)
O Evan Dando é um maluco que admiro muito enquanto músico. Ele conseguia fazer melodias tão doces e letras ora clichês, ora estranhas se unirem perfeitamente. Eu sempre adorei como “If I Could Talk I’d Tell You” consegue ser implícita e explícita ao mesmo tempo, é outro aspecto que gosto de destacar enquanto compositor.

Transmissor“Eu e Você” (2008)
Acredito que esta música e a Transmissor me fizeram ter vontade de começar a escrever músicas em português. Era uma missão muito difícil pra mim, graças as influências internacionais que sempre tive; acho que antes não havia encontrado uma banda brasileira pela qual tivesse verdadeira identificação, e só fui encontrar isso quando me deparei com o clipe dessa música.

The Music“The People” (2002)
Tenho uma relação engraçada com essa banda: já tinha escutado uma música deles há muito tempo, em 2003, cujo clipe nunca se apagou da minha cabeça; o nome da faixa é “Getaway”. E aí, muito tempo depois, lá pra 2012, decidi procurar novamente a música e os sons da banda, e acabei pirando nos caras! Escolhi “The People” para esta lista, pois essa música me fez sentir o que era o rock and roll novamente: um chute no balde e uma confiança que te faz desfilar na calçada mesmo bêbado. OK, essa não foi boa, mas foi esse tom de “lad” que o The Music reavivou na minha vida.

Stone Temple Pilots“Trippin on a Hole in a Paper Heart” (1996)
Falando sobre sentir novamente o que era o rock, o Stone Temple Pilots me deu força pra pegar numa guitarra com tesão. O Dean DeLeo é um dos melhores guitarristas das últimas décadas: o estilo dele engloba o glam rock, rock alternativo, blues, bossa nova, jazz e hard rock, abordando tudo isso numa discografia linda que é a do STP.

Tears for Fears“Advice for the Young at Heart” (1989)
Estranhamente não é minha música favorita do Tears for Fears, mas tem o meu solo de guitarra favorito de todos os tempos, e isso é o suficiente. Eu tenho essa fixação por solos curtos e marcantes, essa é uma das “filosofias” que desejo seguir por muito tempo.

Massive Attack“Karmacoma” (1994)
Trip-hop virou minha cabeça ao avesso, especialmente com o modo como muitos “rimavam” balbuciando. “Karmacoma” é o melhor exemplo disso, gosto muito dos trabalhos do Massive Attack e do Tricky, e pretendo expor melhor essa influência nos próximos trabalhos.

Mahmed“Recreio dos Deuses” (2014)
Eu sei que os boys da Mahmed tem muita influência de John Frusciante, mas sempre os terei como referência de guitarra. É minha banda preferida do RN e me livrou de um preconceito com música instrumental, além de ter apresentado uma nova maneira de tocar, com a qual não havia me identificado antes. Sempre fui um cara que toca acordes e acordes – meu próprio EP tem essa “levada” -, sem inserir solos e riffs, e a Mahmed cativou isso em mim com sua sonoridade.

Lô Borges“Como o Machado” (1972)
Essa faixa e o disco do tênis foram minhas melhores companhias em tempos difíceis. “Como o Machado” comprime um estado doído e intenso em menos de dois segundos. Talvez não seja influência, mas um reflexo do que permeia minha mente. Mas enfim, o Lô Borges é meu compositor nacional favorito, e tenho a sensação de que ele antecipou em duas décadas o que o Elliott Smith faria (?). Fica a teoria aí pra vocês.

Blind Melon – “Change” (1992)
Tenho falado muito sobre como as músicas listadas trazem sentimentos à tona, mas nenhuma se compara a esta. É o som mais puro e sincero que já ouvi, ninguém retratou tão bem o quão difícil, o que se exige ao querer mudar quanto o Shannon Hoon.

Counting Crows“Perfect Blue Buildings” (1993)
Falando em sinceridade, ninguém supera o Adam Duritz nesse aspecto. Ele sempre aborda coisas muito íntimas nas músicas do Counting Crows, inserindo-as dentro de alguma história, oferecendo sempre essa ficção confessional. Essa banda está na minha vida desde sempre e o Adam inspirou muito o meu jeito de escrever, de colocar certos detalhes que só guardamos para si em canções.

New Radicals“Mother, We Just Can’t Enough” (1998)
Sem pensar, eu levaria o CD do New Radicals para uma ilha deserta (bem clichê, eu sei). É a minha coleção preferida de músicas pop e sempre quis captar a energia (e ironia) desta música.

OutKast“Ms. Jackson” (2000)
A maior dupla da história, tal qual Bebeto e Romário, ou Jairzinho e Pelé. Tem nem o que falar, é observar e tentar alcançar 1/5 da qualidade do trabalho deles.

Depeche Mode“Goodnight Lovers” (2001)
Martin Gore é deus, ponto.

Construindo HL Arguments: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Read More
Construindo HL Arguments

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda HL Arguments, que indica suas 20 canções indispensáveis.

George Harrison“Isn’t it A Pity”
Helio Lima: Essa música e todo o álbum da qual ela faz parte é referência máxima para várias das músicas e composições, como “I Dont’ Need To Go”, “New Direction” e “Fixing My Words”.

John Lennon“Jealous Guy”
Helio Lima: “Hook” nasceu dessa canção do Lennon. Absolutamente linda, absolutamente triste.

Radiohead“Fake Plastic Trees”
Helio Lima: Uma das músicas mais belas e sensíveis que eu já ouvi na vida. Radiohead compõe muito do meu estilo de escrita em letras e arranjos.

Queen“Spread Your Wings”
Helio Lima: Queen é minha banda de conceito. E “Spread Your Wings” (sobretudo a versão ao vivo do álbum “Live Killers” é sensivelmente linda e tocante. O lado mais emotivo da HL Arguments bebe muito nessa escola.

Dream Theater“Six Degrees of Inner Turbulence”
Wesley Lima: A busca pela técnica e perfeição dessa banda deveria empolgar a todo o músico que quer trazer o melhor ao seu público.

Metallica“(Anesthesia) Pulling Teeth”
Wesley Lima: Não há como negar a influência empolgante do Metallica em alguns dos nossos arranjos, sobretudo ao vivo.

U2“I Still Haven’t Found What I’m Looking For”
Wesley Lima: Essa é clássica! Acho que ninguém pode negar que trata-se de um clássico do rock. Melodia linda que inspira muito de minhas linhas na HL Arguments.

The Smiths“There is a Light That Never Goes Out”
Wesley Lima: Outra música e banda que não poderia faltar na lista. Eles são enigmáticos e isso nos inspira.

Oasis“Don’t Look Back In Anger”
Fernando Silvestre: Clássico britânico que constrói em si boa parte dos arranjos da HL Arguments, que tem no britpop uma enorme referência.

Travis“As You Are”
Fernando Silvestre: As melodias do Travis são lindíssimas. Essa música tem uma das melodias mais bonitas da banda. Enorme referência para a HL Arguments.

Beatles“While My Guitar Gently Weeps”
Fernando Silvestre: Eis a escola máxima para todo o guitarrista. Procuro trazer solos para as nossas canções que contenham certa magia. Não se trata apenas de técnica. Se trata de magia.

Foo Fighters“The Pretender”
Fernando Silvestre: Somos muito enérgicos ao vivo e essa canção e banda mostra muito disso. Tem a ver com o nosso lado mais enérgico.

Amy Winehouse“Tears Dry On Their Own”
Amanda Labruna: Amo soul e blues e trago isso para as nossas canções. Com toda certeza.

Cake“Never There”
Amanda Labruna: A HL Arguments é uma banda de temas sérios, densos, dançantes e divertidos. Temos algo de Cake em algumas de nossas canções.

Queen“Another One Bites The Dust”
Amanda Labruna: Outra música que mostra o nosso lado mais dançante e divertido. E eu amo essa parte no Queen.

Michael Jackson“Heal the World”
Amanda Labruna: Michael foi um dos vocalistas mais importantes da história do pop. Reconhecemos nele um artista completo, cheio de alegria em seu trabalho. Isso nos inspira.

Dream Theater“The Great Debate”
Marcos Cesar: O som cristalino das músicas do Dream Theater é algo que me agrada muito. Procuro trazer uma linha de riquezas e detalhes para as baterias que foi no Dream Theater que eu aprendi.

Metallica“Welcome Home Sanitarium”
Marcos Cesar: Explosão e força compõem as músicas do Metallica. Isso tem muito de nosso som.

Metallica“All Nightmare Long”
Marcos Cesar: Mais uma dessa banda que é a minha banda de conceito. Temos a nossa vertical mais roqueira “também” e eu vejo essa versatilidade nossa como algo muito positivo.

Porcupine Tree“Blackest Eyes”
Marcos Cesar: Música de variações e proposta versátil, componente muito presente em nosso trabalho.

Ouça a playlist e siga o Crush em Hi-Fi no Spotify:

Elogiados por Noel Gallagher, cariocas do The Outs lançam mini-álbum “Marmalade Land”

Read More
The Outs

O quarteto carioca The Outs já começou a carreira com uma proeza: arrancou elogios do ranzinza ex-guitarrista do Oasis Noel Gallagher para sua versão de “Bag It Up”. “Eles foram bem no coração da música”, disse. A partir daí, a banda só continuou evoluindo em sua mistura de neo-psicodelia, shoegaze e britpop que culminou em turnês por todo o Brasil.  Na sexta-feira, 04/09, o grupo se apresenta junto de Far From Alaska e Cachorro Grande no Circo Voador. “Certeza que será mais um grande momento da nossa história”, disse Dennis Guedes (guitarrista e baixista).

Formada também por Gabriel Politzer (bateria), Tiago Carneiro (vocais) e Vinícius Massolar (guitarra, teclados, baixo), The Outs está na ativa desde 2009 e tem os EPs “Maybe Pleasing” (2009), “Spiral Dreams” (2014), o web-ep “Converse Rubber Tracks” (2014) e acaba de lançar o mini-álbum “Marmalade Land” pelo seu selo próprio, o Novadema Records. A masterização foi realizada na Austrália com Rob Grant, que já trabalhou com grandes nomes como Tame Impala e POND.

Conversei com a banda sobre sua carreira, a participação no reality show Breakout Brasil, do Canal Sony, o show no Circo Voador e a cena do rock no Brasil.

– Como surgiu a banda?

Dennis: A banda surgiu comigo (guitarra, baixo) e o Tiago (vocalista), que é meu primo. Tocamos juntos desde criança, e “The Outs” sempre foi como costumamos chamar nosso projeto, independente do que ele fosse. Começamos fazendo covers de outras bandas que curtíamos, ganhamos um concurso do Oasis, escolhidos pelo próprio Noel Gallagher, e então resolvemos embarcar nas nossas composições próprias. Podemos dizer que achamos nossa própria identidade após a entrada do Vinícius (guitarra, teclados, baixo) e do Gabriel (bateria), em 2012.

– Quais são suas principais influências musicais?

The Outs: Ouvimos muitas coisas, de muitas épocas. Tudo o que chama nossa atenção musicalmente acaba virando uma influência pra nós. Estamos sempre buscando novas influências para reciclar cada vez mais nosso som sem perder a essência.

The Outs

– Me fale um pouco sobre o material que vocês já lançaram.

The Outs: Acabamos de soltar um novo mini-álbum, o “Marmalade Land”. Foi o primeiro lançamento pelo nosso selo próprio, o Novadema Records. Gravamos e produzimos sozinhos no Meristema, o homestudio do nosso baterista, e masterizamos na Austrália com o Rob Grant, que trabalhou com Tame Impala, POND e outra galera nervosa. O trabalho é uma continuidade do nosso EP anterior, o “Spiral Dreams” (2014). Foi um trabalho mais bem planejado, onde as músicas se comunicam melhor entre si, dando uma dinâmica legal de álbum conceito, mas sem ser tão longo. Além disso, aprendemos a produzir melhor, o que ajudou a alcançarmos as ideias que estavam só nas nossas cabeças. As novas composições também contribuíram pra um trabalho mais maduro que o anterior. Em 2014 também participamos do projeto Rubber Tracks, da Converse, o que resultou em um “web-EP” com 3 faixas (sendo uma delas um cover de “Helter Skelter”), que liberamos gratuitamente no nosso soundcloud. Antes disso também tivemos alguns lançamentos mais avulsos, como o single “Get Around”, a música “The Way Of The Sun” e o EP “Maybe Pleasing”, de 2009.

– Vocês acreditam que o rock psicodélico está voltando a ser difundido no Brasil?

The Outs: Não sabemos dizer se bem difundido, mas existem muitas ótimas bandas nacionais que embarcaram no embalo dessa nova onda psicodélica que explodiu no mundo. A grande vantagem da psicodelia é ser um gênero muito versátil e fortemente ligado com criatividade, mas não sei se “psicodélico” seria um rótulo correto. Acho que na real é só uma “desculpa” pra se deixar ir mais afundo em novas idéias e quebras de estereótipos, coisa que precisamos muito nos dias de hoje. Achamos saudável para a nossa música esse impulso.

– Como foi a passagem de vocês pelo Breakout Brasil?

The Outs: Foi uma grande experiência, talvez a mais intensa que enfrentamos como banda até hoje. Como o foco era em trabalhos autorais, tentamos usar a vitrine dele pra deixar bem clara a nossa proposta, sem se preocupar em “se vender”. Tivemos o apoio de muitas pessoas, fizemos grandes amigos e contatos, e tornamos o alcance do nosso trabalho, que é bem específico, maior. O saldo foi mega positivo, e saímos nos sentindo vitoriosos de qualquer forma.

– Quais bandas do Breakout Brasil chamaram mais a sua atenção?

The Outs: Tinha uma variedade grande de bandas lá dentro. Desde que entramos lá dentro rolou uma forte sintonia entre nós e o pessoal do Jéf, que venceu o programa, desde musicalmente até pessoalmente. Ajudamos bastante uns aos outros até a final. De cara também nos chamou muito a atenção o trabalho das Donna Duo e do Projeto Capela. Todos excelentes músicos e grandes amigos de estrada hoje em dia.

The Outs

– Qual a opinião de vocês sobre a proliferação de realities musicais que ocorre hoje em dia?

The Outs: Achamos que, se isso for uma forma de novas bandas independentes atingirem um maior público fazendo o próprio trabalho, seja válido. As pessoas em geral precisam saber que existem coisas novas de qualidade acontecendo na música independente, e algumas bandas estão tendo a oportunidade de fazer esse canal. Claro, existem muitas questões e polêmicas em realitys de maior alcance, como no caso do Superstar, mas achamos que tudo vai de como as bandas estão aproveitando essas oportunidades. A Scalene talvez seja um bom exemplo disso.

– O que você acha da música pop que atinge o topo das paradas hoje em dia no Brasil?

Dennis: A música pop no topo das paradas é apenas o reflexo da Indústria Fonográfica atualmente, após muitas crises e mudanças de hábitos das pessoas. A velocidade das coisas faz com que o consumo seja cada vez mais rápido e descartável, caindo em fórmulas. Isso não é um problema exclusivo do Brasil, mas da música mundial em geral.
Mas isso não impede que outros nichos e fortes movimentos existam para fazer um contra-peso nesse panorama. As coisas sempre aconteceram de forma parecida na história. Existem facilidades que o mundo moderno também nos oferece, e graças a isso músicos e bandas independentes têm espaço para se expressarem como bem entendem, abrindo novos horizontes para a música. Talvez o problema do Brasil esteja mais no hábito de quem consome música. Existem muitos festivais de expressão mundo afora que movimentam com bastante força a indústria criativa independente sem precisar estar no “topo das paradas”. Não acho que uma coisa interfira na outra necessariamente, são caminhos e conceitos diferentes.

– Quais são as principais dificuldades e vantagens de ser uma artista independente?

The Outs: É difícil se manter no meio musical hoje em dia, principalmente se tratando de bandas independentes. Cada pequena conquista é uma vitória, pois sabemos que estamos construindo nosso espaço com nosso próprio suor. Muitas vezes temos que abrir mão de desejos ou até mesmo de tocar em mais lugares por conta das dificuldades de manter a coisa funcionando. Mas a grande motivação e vantagem é exatamente a de ter a liberdade para criar e mostrar o que saiu de dentro das nossas cabeças e das vivências musicais. Para nós, que entramos nessa pelo prazer em compor, criar e tocar, é muito satisfatório ter essa liberdade artística e ver pessoas que alcançam aquilo que criamos.

– Vocês acham que as rádios e TV dão espaço para novos artistas?

The Outs: Existem algumas iniciativas de rádios, principalmente menores, para apresentar novos sons e bandas. Já participamos de alguns, inclusive. Algumas rádios maiores, como é o caso da Rádio Cidade no RJ, já têm alguns programas como o “A Vez do Brasil”, mas o espaço ainda é muito restrito.  Na televisão achamos que o espaço tem sido os realitys mesmo, mas ainda existe muita coisa em aberto quanto a isso. De resto, é tudo esquema pra quem pode.

– Quais bandas e artistas (de preferência independentes!) têm feito a sua cabeça?

Dennis: Como já disse antes, ouvimos bastante coisa, desde artistas mega independentes como nós até outros bem maiores (difícil estabelecer até que ponto uma banda é independente hoje em dia…), e também de várias épocas. Pra citar algumas coisas que temos ouvido bastante nas últimas semanas: Mac DeMarco, Tame Impala, Beach Boys, Melody’s Echo Chamber, Jacco Gardner, Connan Mockasin, Pond, Fleet Foxes, Kula Shaker, The Verve, Unknown Mortal Orchestra, White Denim, Lana Del Rey, Moses Gunn Colective, GUM,Syd Arthur, Kasabian, Doves, The Coral, Clube da Esquina, Secos e Molhados, Novos Baianos, Tagore, Catavento, Boogarins, Hell Oh, O Terno, The Muddy Brothers, Cafe Republica, The Baggios, Wado, Dônica, Sá, Rodrix e Guarabyra, …

– Vocês tocarão no Circo Voador com a Cachorro Grande e o Far From Alaska. A primeira foi uma das representantes da última onda roqueira brasileira que aconteceu. Você acredita que uma nova cena rock pode acontecer e atingir o topo das paradas?

Dennis: Uma nova cena rock já está acontecendo, e o Far From Alaska é um ótimo exemplo disso. O “topo das paradas” é um objetivo muito relativo e imprevisível, por vários motivos, mas acho que cada vez mais uma nova geração rockeira, mais atualizada e aberta a novas ideias, está tendo liberdade artística e abrindo espaço com bastante criatividade dentro de seus múltiplos nichos. Se essa nova cena vai ter força pra encarar esse novo formato da indústria e fazer um barulho grande, isso não sabemos… ainda. Estamos muito felizes pela oportunidade de tocar ao lado de duas grandes bandas que tanto admiramos. Certeza que será mais um grande momento da nossa história.

Ouça o mini-álbum “Marmalade Land” completo aqui:

Conheça os grandes casos de desinteligência, porradaria e tretas encarniçadas entre músicos e bandas

Não, o post não é um esquema Ratinho pra aumentar a audiência do blog. Não, não é um episódio musical de Casos de Família. Porém, há uma semelhança: brigas sem muito motivo, picuinhas e às vezes até voam uns sopapos. Hoje, uma pequena lista das inúmeras tretas que sempre rolam entre músicos e bandas.

Miley Cyrus vs. Sinéad O’Connor

sinead-miley-feud-650

Quem começou foi a popular rasgadora de fotos do Papa e cantora do hit “Nothing Compares 2 U”. Ela postou uma carta aberta em sua página do Facebook descendo a lenha em Cyrus, dizendo que a ex-Hannah Montana devia tomar cuidado pra não ser explorada pela indústria da música: “A indústria não dá a mínima para você, ou para qualquer uma de nós. Eles vão prostitui-la por tudo que você vale e facilmente vão fazer você pensar que isso era o que VOCÊ queria… e quando você acabar em uma clínica de reabilitação por ter sido prostituída, ‘eles’ vão estar em seus iates em Antígua, que eles compraram com a venda de seu corpo, e você vai se sentir muito sozinha”. Cyrus então ironizou o transtorno bipolar de O’Connor em mensagens do Twitter, e Sinéad respondeu com a frase “Quando você acabar na ala psiquiátrica ou reabilitação, eu vou ficar feliz em visitá-la”. Ouch.

Mariah Carey vs. Nicki Minaj

mariah-carey-nicki-minaj-music-feud-650-430

Em 2012, alguém teve a ideia de colocar Mariah Carey e Nicki Minaj como juradas do programa American Idol. No papel, parece inclusive uma boa ideia, certo? É, mas não deu. As duas se estranharam desde o começo, inclusive chegando a um momento em que Minaj saiu do estúdio puta da vida dizendo que não aguentava mais trabalhar com a “alteza”. Carey então contratou uma equipe de seguranças, pois se sentia “insegura” perto da rapper. Em 2013, a rapper continuou cutucando no Twitter: “Ela está triste porque eu conquistei o recorde dela no Hot 100 em apenas três anos de carreira. Sim, uma rapper feminina negra.  O que você precisa questionar é o motivo de uma mulher tão bem-sucedida na idade ela ainda é tão insegura e amarga”

Kurt Cobain vs. Axl Rose

kurtaxl

Tudo começou graças à encrenqueira grunge preferida pela garotada. No VMA de 1992, Courtney Love viu Rose passando enquanto ela segurava a filha dela e de Kurt, Frances Bean. Ela imediatamente começou a berrar para ele: “Ei, Axl! Axl! Olha aqui! Você é o padrinho!”. O frontman do Guns’n’Roses então parou e falou para Kurt Cobain: “Controle sua mulher, por favor”, o que Kurt respondeu repetindo a frase com ironia para Love. Após a apresentação do Nirvana tocando “Lithium” naquela noite, Dave Grohl foi ao microfone pra aumentar a cutucada. “Cadê o Axl? Axl, cadê você? Ah, ali! Oi Axl! Oi Axl! Oi Axl!”, repetia.

Justin Bieber vs. Patrick Carney

justin-bieber-patrick-carney-the-black-keys-beef-650-430

Tudo começou quando o TMZ foi atrás do baterista do Black Keys durante o Grammy de 2013 perguntando o que ele achava da falta de indicações de Justin Bieber na premiação. Sim, eles cutucaram porque querem ver sangue, todo mundo sabe. Carney deu o que eles queriam: “Bom, ele é rico, certo? Os Grammys são para, tipo, música, não por dinheiro… e ele está ganhando muito dinheiro. Ele deveria estar feliz, acho”. Bieber ficou putinho e no dia seguinte falou que o baterista deveria “levar uns tapas”. E seus fãs caíram matando em cima de Carney, lógico.

Kid Rock vs. Tommy Lee

2014209-tommy-lee-kid-rock-feud-617-409

Chegamos à primeira briga onde rolou porradaria, violência e vias de fato. Ambos já tiveram relacionamento com a ex-Baywatch Pamela Anderson, e pelo jeito a moça foi o motivo de toda a treta. Quando eles se trombaram no VMA de 2007, começaram a se xingar loucamente e Kid Rock desferiu o primeiro soco. Pelo que dizem, parecia briga de colégio e o negócio teve que ser separado pelos seguranças da Mtv. Tsc, tsc…

Gene Simmons vs. Carlos Santana

genesantana

E olha que quem começou dessa vez nem foi o encrenqueiro Simmons. Santana fez o comentário de que Gene “não é um músico, é um cara do entretenimento. Kiss é entretenimento de Las Vegas, então ele não sabe o que é música, de qualquer forma. É por isso que ele veste todas aquelas coisas lá”. No começo, o baixista do Kiss deixou quieto (“Nem todo mundo gosta da mesma refeição”), mas depois caiu de pau: “Estou cansado de bandas como a de Carlos Santana olhando para seus próprios sapatos e achando que aquilo é um show de rock”.

Blur vs. Oasis

2014179-oasis-blur-feud-617-409

Uma briga clássica dessas não poderia ficar de fora. As duas grandes bandas do britpop nunca se bicaram e quando ambos lançaram singles no mesmo dia (“Country House” do Blur e “Roll With It” do Oasis) a coisa foi ficando mais feia. Noel Gallagher sempre cutucava o Blur, que ironicamente dedicava seu prêmio do Brit Awards de 1995 ao Oasis. Noel respondeu com a fineza que lhe é peculiar: “Espero que Damon Albarn e Alex James peguem AIDS e morram”. Hoje em dia, incrivelmente, a briga mais popular da Inglaterra parece ter acabado com Noel Gallagher tendo inclusive feito uma participação junto com Damon Albarn em “Tender”, do Blur, em um evento de caridade.

Dave Grohl vs. Courtney Love

2014099-courtney-love-dave-grohl-feuds-617-409

Desde que Kurt Cobain morreu, Courtney Love não deu uma colher de chá para o ex-baterista da banda de seu marido. O líder do Foo Fighters já teve que ouvir Love clamar para que todo o público do seu show gritasse “os Foo Fighters são gays” (senão ela ia embora do show), disse que Grohl deu em cima de Frances Bean, filha dela e Kurt (o que Frances e Grohl negaram), entre muitas outras coisas que só a líder do Hole é capaz. Recentemente eles “fizeram as pazes” durante a cerimônia de indicação do Nirvana ao Rock and Roll Hall Of Fame.

Michael Jackson vs. Paul McCartney

MJPaul

Outra briguinha clássica. Sim, todo mundo concorda que o Jacko deu motivos pra Paul odiá-lo. Eles eram amigos, faziam parcerias e até clipes super-amiguinhos como “Say Say Say”. Pois aí McCartney deu a dica a Jackson: “compre direitos de músicas, é um puta negócio”, ele disse. Michael Jackson não é bobo nem nada e aproveitou para comprar os direitos de todas as músicas… dos Beatles. Dá pra entender porque Paul ficou chateado e as relações dos dois ficaram estremecidas desde então.

Vivian Campbell vs. Ronnie James Dio

VivianDio

Sim, até com o Dio o povo consegue implicar. O ex-guitarrista da banda Vivian Campbell disse que Dio era uma das pessoas mais vis da indústria musical, e Dio respondeu que Campbell, que foi para o Def Leppard, é um “fucking asshole, a fucking piece of shit”. Campbell diz que as declarações contra Dio são devido ao fato de que ele foi excluído da banda. Após a morte de Dio, Campbell se reuniu com a banda para tocar com outro vocalista. “Esses riffs são meus e eu quero continuar a tocá-los”.

Sammy Hagar vs. Dave Lee Roth

SammyDave

Uma briga digna de Celebrity Deathmatch. Os dois vocalistas do Van Halen (vamos fingir que a fase com Gary Cherone nunca existiu, assim como a banda faz) adoram trocar farpas desde que Sammy entrou em cena. Diamond Dave adorava falar que “Sammy é como o segundo Darrin de ‘A Feiticeira'” e que “Ao contrário dele, nunca preciso cantar músicas que não são minhas nos shows”. Já Hagar chamou Roth para a porrada. Seria interessante, já que Sammy é boxeador e Roth fã de artes marciais. Seria quase um MMA, vejam só.

Stephen Malkmus vs. Billy Corgan

StephenBilly

Stephen Malkmus fez a singela letra de “Range Life”, do clássico disco “Crooked Rain, Crooked Rain” do Pavement. “Out on tour with the Smashing Pumpkins / Nature’s kids, they don’t have no function / I don’t understand what they mean / And I really could really give a fuck”. Como Billy Corgan é irritadinho, não deixou quieto. “Acho que isso é inveja”, disse Corgan. “As pessoas não se apaixonam pelo Pavement. Elas gostam de Smashing Pumpkins, Hole ou Nirvana, porque essas bandas significam algo para eles”. Sim, Corgan ainda fica falando sobre o assunto até hoje.

Chorão vs. Marcelo Camelo

ChorãoCamelo

Chorão sempre foi reconhecido por ser esquentadinho e adorar dar uma de machão pra cima dos outros. Entre suas brigas, estavam Marcelo Falcão d’O Rappa e até Badauí do CPM22, a quem o Marginal Alado dirigiu a frase “Quem esse CPM22 pensa que é? É um bando de playboys. Badauí, se você cruzar no meu caminho, tá ferrado”. Mas o caso que mais repercutiu foi com Marcelo Camelo. O líder do Los Hermanos deu uma entrevista dizendo que “esse negócio de fazer comercial para Coca-Cola é um desdobramento da indústria, a gente rejeita esse negócio de vender atitude”, sendo que o Charlie Brown Jr. havia feito uma propaganda para o refrigerante. As duas bandas participaram do festial Piauí Pop em 2004 e Chorão foi tirar satisfações com Camelo no aeroporto, acertando-lhe um soco no olho. Segundo as matérias da época, o caso ainda teve Rodrigo Amarante correndo atrás de Chorão no aeroporto, uma cena hilária de se imaginar.

LSJack vs. Art Popular

LSArt

Ah, as tretas no aeroporto. Em 2003, o LSJack e o Art Popular já tinham inaugurado essa modalidade em uma briga generalizada no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Nada melhor pra explicar toda a briga do que deixar os depoimentos do empresário Edgar Santos para a Folha de S. Paulo falarem por si. “Eles achavam que o Leandro Lehart [vocalista] tinha feito críticas ao novo CD do LS Jack, mas ele estava comentando o novo CD do Ed Motta, e não o do LS Jack. Eles não quiseram trocar uma idéia. O Márcio [Art] tomou um soco na cara do vocalista do LS Jack [Marcus Menna], que chegou a quebrar seus óculos”. Fica a dúvida: quando o Ed Motta vai cobrar satisfações da banda que criou “Pimpolho”?

A sujeira ressurge em Manchester com The Hyena Kill, banda com os dois pés na cultura Do It Yourself

press-photo-1

A dupla The Hyena Kill não mede esforços pra mostrar que o rock continua vivo e tão sujo quanto o banheiro do CBGB’sSteven Dobb (vocal e guitarra) e Lorna Blundell (bateria) são especialistas em riffs ganchudos, grooves incríveis e batidas imundas.

Vindos de Manchester, cidade famosa por sua cena musical e berço de bandas como Oasis, The Stone Roses e The Smiths, a banda foi formada em 2011 e já lançou dois EPs: “Gush” em 2012 e “Scrape My Bones”, em 2013, ambos muito bem recebidos por fãs e críticos

Conversei com a dupla sobre sua trajetória, a falta de sujeira no rock atual, música pop e a popular “Madchester”:

– Como a banda começou?
Começamos como um trio, baixo bateria e guitarra. Éramos todos amigos na cena musical de Manchester. Estávamos todos em diferentes bandas e decidimos que seria divertido fazer uma jam e escrever algumas músicas e as coisas se desenvolveram muito naturalmente. Depois que lançamos o nosso primeiro EP, “Gush”, o baixista deixou a banda e nós decidimos continuar como dupla.

– De onde surgiu o nome “The Hyena Kill”?
Eu estava apenas colocando palavras juntas e depois de um monte de nomes estúpidos esse meio que ficou. Estávamos quase chamando Proudcow, graças a Deus esse não durou…

1262930_408333855961255_1471649885_o

– Quais são as suas principais influências musicais?
Bandas como Deftones, Helmet, Tool, Melvins. Mais recentemente Kill It Kid e The virginmarys.

– Vocês fazem um som sujo e barulhento. Você sente que tipo de som está em falta hoje em dia?
Na verdade não. É só de olhar para as bandas com que tocamos na cena DIY. Algumas dessas bandas são ainda mais sujas que nós, especialmente no departamento “riff”. Nos últimos dois anos, tem havido uma insurgência maciça de de bandas sujas e barulhentas realmente impressionantes. É um grande momento para a cena do rock no Reino Unido.

– Como você se sente sobre a música que está sendo lançada hoje em dia?
Depende do gênero a que você refere. Em termos de rock e música com guitarras é a melhor dos últimos anos. Mais e mais promotores DIY estão surgindo e organizando grandes shows e isso está ajudando bandas menos conhecidas a ganhar uma base de fãs. Parece que mais bandas estão recebendo exposição comercial também, mas eu ainda acho que as estações de rádio maiores poderiam estar fazendo muito mais para ajudar bandas independentes. Com relação ao que está nas paradas de sucesso que eu tô cagando, já que 90% é merda pura.

– A banda diz no release que é “qualquer coisa, menos indie”. Uma cutucada no cenário do rock atual?
(Risos) Na verdade queremos dizer que não somos nada parecidos com o estilo de música pelo qual Manchester é tão famosa. Manchester está estourando de bandas talentosas de todos os gêneros, mas a cena do rock está realmente viva no momento, especialmente a cena rock pesado.

– Vocês são da popular “Madchester”. Manchester pode ser considerada um grande ninho de novas bandas e música?
Sem dúvidas, Manchester sempre foi e continua a ser uma cidade fantástica para bandas e músicos. Ela tem uma das melhores heranças musicais no país (se não do mundo) e tem uma abundância de bons espaços e casas noturnas para novas bandas tocarem.

– Vocês já lançaram dois EPs. Planejam lançar um álbum completo?
Estamos voltando ao estúdio em junho para gravar material novo, seria bom fazer um álbum, mas nós não conseguimos ter o orçamento para isso. No entanto, vamos ver como será a próxima sessão de estúdio e partiremos daí.

10731078_604926582968647_5561310781199102188_n

– A cultura do “álbum” está morta? As pessoas só querem ouvir singles hoje em dia?
Eu acho que depende do indivíduo. Eu, pessoalmente, ainda amo a experiência de um álbum, aproveitar a viagem de tudo.

– Eu li que vocês lançarão algo em março.
Sim, um double A-Side “Still Sick”/”Blisters”, a ser lançado dia 21 de março!

– Por que o formato “power duo” é tão alardeado nos dias de hoje?
Há um monte de duos de rock surgindo, o tempo todo. Eu acho que é um grande formato e quando bem feito pode ser realmente eficaz e poderoso. Pessoalmente, para nós, era apenas mais prático ficar como uma dupla. Nós decidimos que não seríamos capaz de substituir facilmente nosso ex-baixista e gostamos da dinâmica que tivemos juntos. Eu acho que se duas pessoas têm uma ligação musical e química e não sente a necessidade de adicionar um outro membro, isso é legal, desde que a música seja pura e de coração. Porém, baixo é um puta instrumento fodão, tocaremos com um baixista novamente se a pessoa certa aparecer.

– Quais novas bandas chamaram a atenção de vocês recentemente?
Estamos curtindo muito Kill it kid, FALLS e Alpha Male Tea Part no momento. The New Hawk Eyes também é uma banda do caralho!

Ouça os EPs “Gush” e “Scrape My Bones” do The Hyena Kill aqui:

Algumas das frases mais imbecis já proferidas por músicos

197

Não é porque você gosta da música de um cara que deve ignorar que ele é, antes de tudo, humano. Ou seja: provavelmente ele também fala muita besteira às vezes, assim como aquele seu tio que manda uma piadinha machista no churrasco de família ou quando sua mãe defende a pena de morte com unhas e dentes.

É lógico que não é porque um artista falou uma bobagem tremenda que você precisa parar de ouvir sua música (a menos que as músicas comecem a conter bobagens tremendas, é claro). Afinal, eu ainda gosto de Ultraje a Rigor mesmo com seu vocalista desferindo pesadas bobagens nas redes sociais.

Confira algumas das maiores baboseiras já ditas por músicos e use todo seu poder de facepalm. Ah, controle-se pra não chorar ou quebrar a tela do computador.

morrissey

“Madonna está mais próxima da prostituição organizada do que de qualquer coisa” – Morrissey

 

tumblr_lvcojhEB931qdgg3xo1_500

 

 

“Vote em Enoch Powell … Eu acho que Enoch está certo, acho que devemos mandá-los todos de volta. Impeça que a Grã-Bretanha se torne uma colônia negra. Expulse os estrangeiros. Mande os australianos embora. Mande os negros embora. Mantenha a Grã-Bretanha branca.” – Eric Clapton

 

Noel Gallagher “Eu odeio Alex James e Damon Albarn (do Blur). Eu espero que eles peguem AIDS e morram” – Noel Gallagher

 

50_Cent

 

“Se você é um homem de mais de 25 anos e não come várias bucetas, apenas se mate. O mundo será um lugar melhor” – 50 Cent

 

Vida de músico Lobão será filmada

“Torturadores arrancaram umas unhazinhas” – Lobão, sobre a ditadura

 

article-0-0BDFEAD900000578-533_468x463

 

 “Vou te contar, os caras que fazem sexo com os orifícios anais – como podemos ofender caras que realmente fazem sexo anal? Você não acha que eles que podem ofender alguns de nós que acham que é desprezível?” – Ted Nugent 

 

john-mayer-battle-studies-album-cover-031

“Meu pau é como uma supremacia branca” – John Mayer, falando que só namorava com brancas

 

cee-lo-green-ringtones-e1311401175250 “Se alguém está desmaiado, não está com você conscientemente! Assim, isso mostra consentimento. Pessoas que realmente foram estupradas se lembram!” – Cee Lo Green

 

Johnny+Cash

“Eu não dou a mínima para seus urubus amarelos” – Johnny Cash, após quase extinguir uma espécie de pássaro quando deixou seu carro pegando fogo

 

Donna-Summer-donna-summer-30862832-753-1044

 “Eu vi o mal da homossexualidade sair de vocês… A AIDS é o resultado de seus pecados. Mas não me interpretem mal, Deus ama você, mas não do jeito que você é agora” – Donna Summer

 

Gene-Simmons-Piracy “Eu amo todas as mulheres, eu nunca vou parar, quero cada menina que já viveu. Eu fodo tudo que se move e se não se mover… a gente dá um jeito” – Gene Simmons

 

roger-ultraje

“E tem mais, seu bosta: minha família não foi perseguida pela ditadura. Porque não estava fazendo merda” – Roger Rocha Moreira, em resposta à Marcelo Rubens Paiva

 

geri halliwell8e “Para mim, o feminismo é um lesbianismo com queima de sutiã. É muito pouco gloriosa. Eu gostaria de vê-lo renomeado. Precisamos ver uma celebração da nossa feminilidade e suavidade” – Geri Halliwell, das Spice Girls, a banda do “Girl Power”

 

hollywood1

“Estive estudando a lavagem cerebral comunista e sei que os Beatles são uma força poderosa contra o espírito americano” – Elvis Presley, para Richard Nixon

Músicas para embalar os seus domingos e esquecer das segundas

4264487946_02befdf542

Domingo. Um dos dias mais odiados da semana. Não pelo domingo em si, mas por preceder o primeiro dia útil, ele é até mais triste que a inevitável segunda. E por este motivo, é um dos dias com grandes músicas dedicadas a ele. E já que os sentimentos destinados ao primeiro dia da semana não são dos melhores, o mesmo não se pode dizer das canções.

E se seu domingo está sem graça e precisando de uma trilha sonora, deixa comigo.


Faith No More – Easy

Sim, a versão original dos Commodores é incrível, mas a trupe de Mike Patton fez uma versão que me diz muito mais e passa melhor aquele sensação “dominical” que é a intenção aqui. Segundo Lionel Richie, que escreveu a música, ela “se aplica a qualquer pessoa que vive em uma pequena cidade do Sul dos EUA. Pequenas cidades do sul ficam mortas à partir das 23:30 de sábado. Então eu meio que tive que pensar em minhas próprias experiências – de Lionel Richie de Tuskegee, Alabama, onde não há coisas como festas que vão até às 4 da manhã.


 Titãs – Domingo

Acho que, pra mim, esta é a música que mais simboliza este dia tão preguicento. Paulo Miklos fala sobre tradições do domingo brasileiro, como a presença inevitável de Sílvio Santos com sua risada característica na TV (o que acabou atrapalhando sua veiculação via Rede Globo, que não queria citações ao rival) e quase tudo fechado. A música deu nome ao oitavo disco dos Titãs, lançado em 1995.


Queen – Lazy On A Sunday Afternoon

Esta ode à preguiça saiu no disco “A Night At The Opera”, de 1975, e fala basicamente de como o interlocutor ama a preguiça de um domingo à tarde. Curtinha.


David Bowie – Sunday

A faixa que abre o disco “Heathen”, de 2002, marca o retorno de Tony Visconti, que produziu muitos dos discos clássicos dos anos 70. Como o Bowie nunca tentou explicar esta letra, fica difícil querer definí-la. Dê uma ouvida e tente descobrir o que o camaleão quis dizer.


Sonic Youth – Sunday

O primeiro e único single do disco “A Thousand Leaves” trazia Macaulay Culkin em seu clipe. O ator andava meio sumido depois do sucesso de “Esqueceram de Mim”. Segundo o próprio Thurston Moore, o riff principal foi “emprestado” da música “Skeleton” da banda Helium, uma de suas preferidas.


Stone Temple Pilots – Naked Sunday

Sim, domingo é um bom dia pra ficar peladão em casa, porém a música não fala sobre isso. A faixa do disco “Core” fala sobre fé e espiritualidade, perguntando a Deus porque deveríamos confiar nele quando o fim chegar depois de tudo que passamos aqui na Terra. É, uma bad trip pesada do Scott Weiland.


Velvet Underground – Sunday Morning

Esta foi escrita por Lou Reed num domingão por volta das 6 horas da matina. Andy Warhol sugeriu que ele escrevesse sobre a sensação que rola quando o efeito do coquetel de drogas que o rapaz tomava estava passando. Reed não deixou que Nico cantasse essa: ele mesmo cantou, imitando ela.


Oasis – Sunday Morning Call

A primeira música com Noel Gallagher nos vocais desde “Don’t Look Back In Anger” saiu no disco “Standing In The Shoulder Of Giants” e é, novamente, uma balada. A música é sobre pessoas (que Noel não quis citar, mas se desconfia que ele fala de Kate Moss) que apareciam em sua porta de manhã, bem loucas. O clipe é inspirado no filme “Um Estranho No Ninho”.


Jefferson Airplane – Young Girl Sunday Blues

Do terceiro disco do Jefferson Airplane, “After Bathing at Baxter’s”, saiu esta pérola psicodélica dançante. Uma música um pouco mais alegrinha para o seu domingo.


Video Hits – Silvia 20 Horas Domingo

A versão da banda gaúcha Video Hits para a música da fase psicodélica de Ronnie Von é incrível. Diego Medina e sua trupe imprimem uma felicidade próxima à do B-52’s à canção, deixando-a com cara de domingão feliz. Tio Ronnie deve ter ficado orgulhoso dos pupilos. Pena que a banda durou tão pouco…


Tim Maia – Um Dia de Domingo

O vozeirão do rei do soul brasileiro vai bem com qualquer domingo. Faz de conta que ainda é cedo.


Ângelo Máximo – Domingo Feliz

Uma pérola do brega que eu adoro. Essa é pra deixar qualquer domingo feliz. Deixe o preconceito de lado e cante com o Ângelo Máximo que hoje é, sim, o seu dia.