Construindo Zava: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda ZAVA, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Yuck“Rubber”
“Essa música é um bom retrato do shoegaze moderno. O som, com a sua estética de massa sonora, foi influência na construção de ‘Vidas Secas’.”

Ian Ramil“Coquetel Molotov”
“O Ian é um cara que escreve com muita crueza, é muito honesto nas suas composições. Esse jeito duro de escrever influenciou na composição de ‘¡Adiós!’, em específico”.

Cícero“Tempo de Pipa”
“Cícero é cara com um lirismo impressionante nas suas composições. A doçura e a leveza da arte dele inspiraram as nuances mais delicadas do disco. É quase que um contraponto ao Ian Ramil”.

Verdena “Luna”
Verdena é uma banda de rock italiana que se reinventa a cada disco. A maior influência diz respeito à construção dramática dessa obra-prima deles.”

Chico Buarque“Construção/Deus Lhe Pague”
Chico Buarque escreve sobre questões sociopolíticas com sofisticação, gênio que é. Essa(s) música(s) prescinde(m) de apresentação. Influenciou no desenvolvimento de ‘Vidas Secas’.”

The Mars Volta“Cicatriz ESP”
“Essa música faz parte do indefectível álbum “De-Loused in the Comatorium”. The Mars Volta é uma das principais influências da banda. Esse som vai e volta entre cadências diferentes. Esplêndido.”

Closure in Moscow“A Night At The Spleen”
“O álbum ‘First Temple’, do Closure, aproximou a ZAVA de sons menos redondos e mais ‘angulados’, como gostamos de falar. É uma das bandas de Math Rock que nos chama mais atenção. Os integrantes são exímios músicos e a perfeição da produção/gravação desse disco chega a incomodar.”

The Fall of Troy“A Man. A Plan. A Canal. Panama”
“Outra grande influência de Math Rock da banda. Esse som é uma entropia, com divisões de tempo completamente fora de padrão. Prato cheio pra quem se entedia com o 4/4 de sempre.”

Nirvana“Heart-Shaped Box”
“Não bastasse terem conquistado o mundo com o “Nevermind” em 1991 – e nos salvado da cafonice do ‘hair metal’ -, o Nirvana lançou esse hino do grunge, uma porrada melancólica, por mais paradoxal que isso soe. A admiração pelo Nirvana acompanha a banda desde o princípio. Queríamos ter sido eles (quem não?).”

Queens Of The Stone Age“Song for the Dead”
“Outra banda que é unanimidade no quesito admiração dentro da banda. Esse som é uma explosão dentro de uma ogiva nuclear, no caso, do álbum “Songs for the Deaf”. Uma curiosidade: a bateria do som é uma referência a ‘Slip it In’ do Black Flag.”

Led Zeppelin“No Quarter”
“Essa música tem uma evolução incrível. Para além da energia habitual do Led, ela é bastante experimental e tem muita dimensão. Ah, sim, o timbre de bateria é perfeito.”

Arctic Monkeys“Arabella”
“O álbum “AM” meio que fez a banda entrar na onda do Arctic Monkeys. Foi tipo: ‘Bah, esse álbum tá muito foda’. Seguidamente nos pegamos tocando alguns sons desse disco no ensaio, especialmente esse som, que tem um groove simples mas elaborado (sim, é isso mesmo).”

Muse“Uprising”
“O Muse é uma banda que se propõe ir além dentro do rock, e sempre foi referência pra ZAVA. Esse som tem toda a experimentação de timbres e sintetizadores habitual do Muse, mas com uma pegada pop pegajosa. Baita música!”

At the Drive-In“One Armed Scissor”
“Conhecer At the Drive-In foi um choque. Os shows dos caras eram frenéticos e extremamente performáticos, e assistir os vídeos deles sem ter vontade de dançar e bater cabeça é desafiador. A energia dos caras influencia diretamente a verve da ZAVA.”

Deftones“Be Quiet and Drive (Far Away)”
Deftones sempre nos deixou boquiabertos por ser uma pedrada. A combinação das melodias doces do Chino com os riffs de guitarra de 8 cordas casa muito bem. Som pra sentir e balançar a cabeça.”

NOFX“The Decline”
‘The Decline’ é uma ópera hardcore de 18 minutos. Eu, João, sempre digo que, se fosse pra tatuar algo tatuaria a letra dessa música nas costas. É uma crítica social muito inteligente, dividida em várias seções. E não é só a letra que impressiona. Com uma construção rítmica e harmônica riquíssima, pode-se dizer que é um dos maiores marcos dentro do hardcore e uma contribuição gigante pro mundo, quiçá pro universo. NOFX é outra unanimidade dentro da ZAVA, influenciando musicalmente e no que diz respeito ao nosso posicionamento como banda.”

Dead Fish“Sonho Médio”
“O tempo passa e os caras continuam no topo e, como um bom vinho, amadurecem a cada álbum. “Sonho Médio” é o hino do hardcore brasileiro, e Rodrigo o melhor letrista dentro do gênero. O Dead Fish influencia a ZAVA por sua integridade e inteligência criativa. E, como já dito, os caras só melhoram, o que é o maior desafio pra uma banda.”

Foo Fighters“Bridge Burning”
Foo Fighters ajudou uma galera na transição do rock dos anos 90 pro rock do atual milênio. E conosco não foi diferente. Manteve a chama do rock acesa quando ficamos órfãos do Nirvana. Ver o cinquentão Dave Grohl empolgadíssimo com o que faz no palco é uma injeção de ânimo.”

Rage Against The Machine“Bulls on Parade”
“O Rage nos influencia de forma semelhante ao Dead Fish e o NOFX em relação à seriedade com que tratamos à temática dos nossos sons. O diferencial, e que aparece como principal referência nos sons da ZAVA, são os riffs de guitarra e baixo como unidade, característica bastante presente na obra do RATM.”

Green Day“American Idiot”
“O Green Day é outra banda que nos manteve amantes de rock. Da mesma forma que com o Nirvana, víamos os clipes e shows dos caras e o fato de ter uma banda fazia todo o sentido. O álbum ‘American Idiot’ foi a nossa principal referência utilizada para mix e master”.

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Obituary
Obituary

Allah-Las“Could Be You”

Tem clipe novo do Allah-Lahs na área! “Could Be You” fará parte do disco “Calico Review”, que sai no dia 09 de setembro pela gravadora Mexican Summer.

Red Wine Hangover“Rose Colored Mind”

A banda do Tennessee se inspira na melodia do back beat do Mod inglês dos anos 60. O clipe novo do trio foi dirigido por Jason Green e vai te levar numa viagem psicodélica pela mente da sociedade cansada de si mesma.

Eu Sou o Gabe“100% Triste”

O humorista Gabe Cielici tem um EP “Músicas Para Ex-Namoradas” e músicas de humor-deprê, como “100% Triste”, que ganhou um clipe editado por Luan Rentes com imagens do metrô de SP vazio, quase um milagre.

NOFX“Six Years on Dope”

A primeira música do novo disco do NOFX, “First Ditch Effort”, que será lançado dia 7 de outubro!

Fingertips“Kiss Me”

O electropop do duo português Fingertips mostra seu poder no clipe “Kiss Me”, música produzida por Mark Needham (The Killers, Imagine Dragons) junto com a banda e gravada no The Ballroom Studios e East West Studios em Los Angeles. O diretor do clipe foi Vasco Mendes.

Iara Rennó“Mama-me”

“Mama-me” é a música que abre o disco “Arco”, gravado pelo trio Iara Rennó (guitarra e voz), Mariá Portugal (bateria e programação) e Maria Beraldo Bastos (clarone). Dirigido por Milena Correia (Rústica Produções), o clipe traz “mulheres de peito”: artistas como a poeta Alice Ruiz, as cantoras e instrumentistas Bárbara Eugênia, Juliana Perdigão, Assussena Assussena, Natália Ferro, Ana Karina Sebastião, Mariá Portugal e Maria Beraldo Bastos, as dançarinas Julia Rocha, Mariza Virgolino e Danielle Mendes, a jornalista Carola Gonzales, a figurinista e cenógrafa Hayge Mercúrio, a artista visual Karen Ka e a atriz Manoela Rangel, entre outras. Lógico que o público conservador ficou ofendidinho e reclamou. Azar o deles.

Big Eyes“Stake My Claim”

Sinta-se no melhor momento musical dos anos 90 com a música que dá nome ao disco de Big Eyes, “Stake My Claim”, lançado pela Don Giovanni Records.

Lei Di Dai“Chega na Dança”

Um rap ragga com com um belo clipe feito pela Alcateia Filmes e dirigido por Ricardo Guidara. Vale a pena chegar na dança com a Lei Di Dai.

Violent Soho“Blanket”

Tirada do disco “WACO” do Violent Soho, o clipe mostra a banda mandando ver seu indie rock bem estruturado.

BRVNKS“Don’t”

Faixa do EP “Lanches”, “Don’t” foi mixada por Braz Torres e ganhou um vídeo produzido por Moment, com imagens e edição de Diogo Fleury, Rodrigo Cunha e Victor Souza.

White Night“Al”

O clipe DIY (bem com a cara da Burger Records) para “Al” foi dirigido pela banda e faz parte de “Weird Night”, disco lançado este ano.

Blubell“Vida em Vermelho”

“Vida em Vermelho” é o primeiro single no novo disco da Blubell, “Confissões de Camarim”, com um clipe filmado com smartphone, o primeiro de uma série de clipes artesanais que a artista pretende fazer para as canções do disco, com lançamento internacional programado para 19 de agosto. Câmera, direção e edição de Celso Reeks.

Mama Feet“Fogo de Palha”

Clipe de animação, e dos bons! Conheça, em primeira mão, o personagem que inaugura o disco “Brazilian Democracy” do Mama Feet: “O Caipira”, protagonista de “Fogo de Palha”. O ilustrador é Raphael Candela.

Rapha Moraes & The Mentes“Arritmia”

Dirigido por Fernando Hideki Films, “Arritmia” é uma homenagem de Rapha à sua falecida irmã. Não tive como não publicar a carta que ele publica junto do clipe da música. Segue:

“À ANA CAROLINA,
COM AMOR.

Demorei para decidir se assumiria que essa música “Arritmia” e seu clipe são uma homenagem a minha irmã Ana Carolina, que faleceu em 15 de dezembro de 2015 com 28 anos, de uma doença congênita no coração, o que causou uma arritmia cardíaca.
Demorei porque pensar neste assunto ainda me tira o ar, me deixando sem saber como agir ou pensar. Sentimento que me levou a seguir em frente dessa forma, simplesmente evitando o assunto.
Mas há alguns dias desabei novamente. E me enxerguei. Vi alguém tentando se esconder da dor de perder quem se ama. Alguém fugindo do fato de não ter mais a presença física dela no mundo em que eu faço parte.
Precisei desse tempo para digerir que chegou a hora de assumir que já não sou mais o mesmo. Que minha vida, a dos meus pais e a da nossa família nunca serão mais as mesmas. Conviver diariamente em silêncio com tudo isso é destruidor.
Creio que enfrentar, amar, chorar, sofrer e amar mais, é o caminho para conseguir seguir em frente. O que não significa esquecer.
Por isso, este aqui é o primeiro passo para assumir essa realidade: abrir ao mundo o que sinto.
Quando o Hideki voltou de Nova Iorque com imagens para o clipe de Arritmia, me contou que relatou aos participantes que aquilo se tratava de uma homenagem à minha irmã.
Uma grande ideia que me comoveu. Algo que talvez comova vocês também, onde figurantes passaram a ser protagonistas de um verdadeiro ato de amor.
Essa presença de humanidade me fez enxergar uma beleza no mundo que há tempos não via. Respirei fundo e senti, com essas imagens, que valia a pena estar vivo.
Esse sentimento de que pertencemos a algo maior. E que só a morte, o nascimento e o amor podem nos fazer lembrar.
Fatos que trouxeram luz. E que me fizeram escrever estar palavras e transformar essa homenagem em realidade.
A Ana viveu e foi exatamente o que ela quis ser. E foi linda.
Essa homenagem é pela vida da minha irmã. E por tudo o que deixou por aqui.
Uma história marcante e grandiosa ao olhar da sensibilidade e da humanidade.
Ana, você me ensinou que nada é mais valioso que aproveitar cada segundo. Que viver é ser quem a gente quer ser.
Coloco esse pedaço de mim no mundo por mim, pelos meus pais, por você e por acreditar na humanidade.
Te amo
Rapha”

Islander“Think It Over” (com HR of Bad Brains)

Com um clipe ao vivo, “Think It Over” faz parte do disco “Power Under Control”, a ser lançado no dia 5 de agosto.

Obituary“Violence”

Se este clipe para a faixa do disco “Inked In Blood” tivesse sido lançado no auge da Mtv Brasil, teria sido um belo hit. Com uma divertida animação gory de Balázs Gróf, lembra um pouco Fudêncio e Seus Amigos.