Construindo Naissius: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som do artista

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Construindo Naissius

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a participação do Naissius, que se apresentará nessa sexta-feira na Sensorial Discos com o repertório de seu disco de estreia, “Síndrome do Pânico”, além de músicas inéditas que estarão em seu próximo álbum. 

The Beatles“Hello Goodbye” (do disco “Magical Mistery Tour”, 1967)
Quando era criança, vi o clipe desta música e não entendi nada; foi a primeira que lembro ter sentido vontade de me tornar músico.

Jeff Buckley“Lover, You Should’ve Come Over” (do disco “Grace”, 1994)
O Jeff Buckley me mostrou que não havia problema algum em adorar Nina Simone e MC5 numa época em que eu ainda era um tanto ‘purista’.

Screamin’ Jay Hawkins“I Put a Spell On You” (do disco “I Put A Spell On You”, 1977)
Eu já adorava essa música quando criança, na versão do Creedence – meu pai tinha uma coletânea do Creedence e eu sempre escutava. Fui descobrir a versão original muitos anos depois e hoje tenho o estranho hábito de procurar versões dela na internet. São inúmeras, por diversos artistas, mas nenhuma supera a original.

Raul Seixas“A Maçã” (do disco “Novo Aeon”, 1975)
Aos 13 anos de idade interpretei o Raul Seixas no teatro e, para pegar o ‘sotaque’, fui ouvir toda a discografia dele. ‘A Maçã’ é sobre esse conceito de monogamia e traição que somos submetidos desde o nascimento e o qual nunca questionamos – além de ser uma das melhores músicas do Raul.

The Clash“Know Your Rights” (do disco “Combat Rock”, 1982)
O The Clash foi a primeira banda de punk rock que eu me apaixonei. O ‘Combat Rock’ foi um dos primeiros discos que eu comprei na vida e teve grande influência na minha formação.

Minor Threat“Guilty of Being White” (do disco “Complete Recordings”, 1988)
Eu já fui menosprezado por estar em lugares que não eram para ‘pessoas como eu’; o engraçado é que isso já aconteceu tanto por eu ser ‘muito branco’ quanto por ser ‘muito preto’.

Titãs“Desordem” (do disco “Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas”, 1987)
Ainda me pergunto como os Titãs conseguiram fazer músicas com letras tão fortes se tornarem hits nacionais.

Chemical X“What’s Your Problem?” (da demo “What Ever Happened?”, 2003)
Trio de irmãs que tocam um punk rock de primeiro nível. Na minha adolescência era um alívio vê-las tocando entre tantas bandas que soavam iguais. Através delas eu passei a me interessar por feminismo, o movimento riot grrl e bandas como o Bikini Kill.

Nirvana“Sappy” (do box “With The Lights Out”, 2004)
As primeiras vezes que vim para São Paulo foram de trem, descendo na Luz, para passar a tarde na Galeria do Rock atrás de bootlegs. Quando ouvi essa música do Nirvana num CD de raridades, percebi que ela fugia do padrão ao relatar a vivência de uma mulher que leva uma vida de abusos e não se dá conta disso.

MC5“Kick Out The Jams” (do disco “Kick Out The Jams”, 1969)
Provavelmente uma das melhores músicas já escritas até hoje.

The Monks“Monk Time” (do disco “Black Monk Time”, 1966)
São ‘os Beatles do mal’. Não vou resumir a história pois vale muito a pena ir atrás dessa banda e desse disco. É pop com caos numa medida que nunca havia sido feita e provavelmente nunca mais será.

John Lennon“God” (do disco “Plastic Ono Band”, 1971)
Lennon usou seu primeiro disco para lavar a roupa suja com todo mundo, inclusive com o todo-poderoso, que ele se refere como ‘um conceito pelo qual medimos nossa dor’. Sigo o conselho de um amigo e sempre que escuto esse disco o faço ‘com muito cuidado’.

Chico Buarque“Construção” (do disco “Construção”, 1971)
Meus pais sempre ouviram muito Chico e ainda criança lembro que essa música me assustava: a crescente dos arranjos; a letra; a ideia da morte inevitável e repentina… É uma música que me impactou muito.

Nick Drake“Saturday Sun” (do disco “Five Leaves Left”, 1969)
Quando estava escrevendo o ‘Síndrome do Pânico’ eu ouvi muito os discos do Nick Drake. São de uma simplicidade e beleza tão raros… Nada é forçado ou exagerado.

New York Dolls“Personality Crisis” (do disco homônimo, 1973)
O New York Dolls me deu um nó no cérebro: usar calças rasgadas não parecia nada audacioso depois de ver caras vestidos de mulher tocando um rock sujo e minimalista. Ao conhecer a banda eu finalmente passei a tentar (des)construir minha própria imagem.

Fagner“Canteiros” (do disco “Manera Fru Fru Manera”, 1973)
É a música que eu canto no karaokê.

Chris Bell“I Am The Cosmos” (do disco “I Am The Cosmos”, 1992)
Se a discografia do Big Star é desconhecida e subestimada, esse disco solo de um dos integrantes é um tesouro perdido (lançado 15 anos após sua gravação). A música é a que dá nome ao disco e é daquelas que sempre me pega pelo nervo.

Ryan Adams“Afraid Not Scared” (do disco “Love Is Hell”, 2004)
O ‘Love Is Hell’ é um disco maravilhoso e essa é uma das minhas favoritas desse disco e de toda a discografia do Ryan Adams.

Rodriguez“Sandrevan Lullaby Lifestyles” (do disco “Coming From Reality”, 1971)
Uma das minhas letras e música favoritas. Conheci o Rodriguez uns anos antes de sair o documentário sobre sua obra e desde então seus dois discos que servem como uma espécie de bússola.

Mark Lanegan Band“Bombed” (do disco “Bubblegun”, 2003)
Ouvi esse disco quando saiu. Me fez entender que não é necessário ter guitarras ou gritos para ser rock.

Kurt Cobain, 50 Anos de Música (Uma Eulogia)

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Kurt Cobain

Poptopia!, por Daniel Feltrin

Poptopia
Morre uma lenda.

Há exatos 50 anos nascia Kurt Donald Cobain na cidade de Aberdeen, Washington, no noroeste americano. Kurt cresceria nos arredores de Seattle para se tornar um dos expoentes do chamado Seattle Sound, também conhecido como grunge. Há menos de 23 anos, em 5 de abril de 1994, o frontman do Nirvana era encontrado sem vida em sua casa num bairro de Seattle. Morto aos 27 anos de idade, Cobain acabou se tornando uma das últimas lendas do rock.
A morte de Cobain, assim como sua vida, se traduz não só pela brusquidão da brevidade, mas sim pela longevidade do seu impacto. Uma época em que o rock cresceu se desenvolveu e morreu.

O grunge, encabeçado pelo Nirvana de Kurt foi uma retomada do hard rock dos anos 70, dos cabelos compridos e da filosofia humanista oprimida na violência das suas letras e raiva de suas guitarras. A banda de Seattle, com as letras amargas, muitas vezes sem sentido e o instrumental mais simplista beirando o punk rock denotavam uma espécie de deboche à tudo que o rock criou e exauriu.

Fede a espírito adolescente.

Exemplo de contracultura desde seu início nos anos 50, o rock tinha se tornado justamente o contrário do que pregava. Um estilo formatado e representante do status quo no final dos anos 80. O hard rock e o metal não traziam nada de novo e o punk dependia muito da cena política conservadora que já vinha soltando as amarras com a decadência das Thatchers e Reagans.

Nesse contexto, o grunge floresceu nas partes mais frias da América e com o Nirvana explodiu mundialmente. O já citado deboche e as canções com refrões nervosos e contagiantes conquistaram o público de uma forma inesperada. O sucesso foi imediato. O clipe de “Smells Like Teen Spirit” começou a passar continuamente na MTV e de um dia para o outro todo mundo conhecia o Nirvana e o grunge com seu estilo icônico de calças jeans rasgadas no joelho e camisas flanela.

Essa talvez tenha sido a perdição de Cobain, pois, nunca soube lidar com o status de celebridade e as exigências impostas pela viciada indústria musical inflada da indústria da qual fazia parte agora. O peso da sua própria persona o esmagava e seu vício em heroína, que usava para fugir de si mesmo, aumentava.

Muito se tenta explicar sua personalidade conturbada. Há documentários (entre os mais famosos o recente “Montage of Heck” e o clássico “Kurt & Courtney”) e biografias (a mais famosa “Heavier Than Heaven”), pois é claro que o sucesso e atenção teve um peso enorme na saúde mental do músico. Mas é sempre visível uma dualidade de trevas e luz na vida de Kurt.

Luz e Trevas

O ano de 1967 foi marcado como o ano da psicodelia na música. No lado iluminado da força “Sgt Peppers” dos Beatles. No lado negro da força, “Piper at the Gates of Dawn” do Pink Floyd. O mundo precisava dizer algo através da quebra de convenções, da liberdade da imaginação e do uso do rock e das drogas. Seja pelo lado otimista e inspirado da melhor fase de Paul McCartney ou pela já decadente genialidade de Syd Barrett, a contracultura que bateria forte no mundo no ano seguinte já se levantava pela voz jovem da cultura pop.

Essa dualidade é traduzida perfeitamente no primeiro disco de um cantor que se lançaria ao mundo nesse mesmo ano de 1967. David Bowie que, apenas três anos depois, lançaria um dos discos que mudariam a vida de Cobain exibindo suas longas madeixas da capa de “The Man Who Sold the World” cuja canção título seria gravada e imortalizada por Kurt no acústico do Nirvana em 1993.

A ambiguidade de Bowie sempre foi reconhecida na própria ambiguidade de Kurt. Pessoa gentil e que possuía tanto amor e compreensão do mundo ao mesmo tempo em que essa vontade enorme de abraçar o mundo o levou a autodestruição antes mesmo da fama.

Bowie seria o exemplo de artista perfeito para Kurt, decisivo e de personalidade forte, o cantor inglês demonstra sem medo toda a gama de criatividade refletida na sua ambiguidade sexual, musical e artística.

Há o mesmo tour de force criativo na personalidade de Cobain. Uma mistura de luz e trevas através do viés potente da música pop e distorcida do rock. De certa forma, Cobain é uma espécie de Bowie do fim dos tempos, com a mesma verve pela inquietude artística, mas oprimido pela sua própria limitação auto-sabotadora.

Terminal

Em 5 de abril de 1994 para muitos morreu o rock com Kurt. O grunge teve todo o seu poder, pois evocava tudo aquilo que o rock tinha sido até então num movimento poderoso, mas fadado ao fim. Estava tudo ali: punk, metal, progressivo, pop, gótico, folk, indie, etc. Como numa convulsão o grunge explodiu para o mundo e rapidamente esvaneceu após a morte de Cobain. Como o próprio diz em sua carta de despedida: “É melhor queimar do que desaparecer”.

O grunge explodiu com o Nirvana e morreu com ele, mas o que morreu de fato foi o rock no mainstream. O rock como estilo de massas, como grande lotador de estádios. Das cinzas restaram as bases mais fundadas com o rock alternativo que por si só é a contracultura em essência. As bandas que influenciaram Kurt como Sonic Youth, Pixies e Meat Puppets solidificaram-se ainda mais como representantes do que rock significava de verdade, e delas todo um conceito de música alternativa e independente (o famigerado indie) se consolidou e cresceu de forma multifacetada.
Seria muito fácil terminar esta eulogia reforçando a imagem de mártir de Kurt Cobain, porém, dificilmente essa seria sua vontade. Não consigo imaginar um Kurt de 50 anos se preocupando com mártires e ícones que são utilizados como capital ao vender uma imagem estacionária e irreal dos músicos que representam. Prefiro pensar num jovem senhor cuja vontade de se reinventar permaneceria, mesmo depois de crises e crises, assim como a contracultura que se fortalecia quando ele nasceu.

Prefiro celebrar os 50 anos de Kurt celebrando a contracultura de qual ele fez parte e se criou, celebrando 50 anos de música que fez de Cobain um dos maiores artistas dos nossos tempos.

1991: o ano em que o Nirvana (e “Nevermind”) mudou as leis da música

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No Walkman, por Luis Bortotti

Há 25 anos atrás, 1991 ficava marcado como o ano em que o rock mudou. O cenário musical passava por mudanças extremas, principalmente com a chegada do CD e a consolidação da MTV e sua promoção de artistas e videoclipes. Entretanto, o cenário rock’n’roll não apresentava sinais de que acompanharia essa evolução, vivendo uma fase tomada por artistas pop e por roqueiros cheios de laquê no cabelo que se arrastavam para permanecerem nas paradas. Tudo mudou em setembro daquele ano, quando Nevermind, o segundo disco de um trio desconhecido vindo de Seattle, foi lançado, e então, os Estados Unidos abraçaram o punk rock mais uma vez.

O Nirvana nunca foi a banda mais importante daquele movimento, denominado pela mídia como grunge. Aliás, era uma banda pequena e que ninguém apostava uma mísera camisa de flanela, afinal, bandas como Soundgarden, Alice In Chains e Mudhoney dominavam o cenário há anos e alguns até já possuíam contrato com gravadoras maiores. Entretanto, foi “Nevermind” quem colocou Seattle no mapa e junto, toda uma revolução grunge de adolescentes, talvez cansados da forma como o entretenimento e o “sonho americano noventista” caminhavam, recheados de sobras da década anterior.

Muito do sucesso do disco deve-se aos vários elementos do rock ali presentes. Temos o peso e a obscuridade vindos da influência do Black Sabbath, a simplicidade e a ira punk dos Sex Pistols, a melodia suave dos The Beatles e muito do lema “faça você mesmo”, vindo de bandas de rock alternativo dos anos 80, como Pixies e REM. O segundo disco do Nirvana tinha tudo para se tornar um clássico.

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Clássico desde a sua capa. Afinal, quem não conhece a imagem do bebê nadando pelado atrás da nota de um dólar? A gravadora logicamente tentou uma censura, mas Kurt Cobain falou que a única opção seria de inserir um adesivo escrito “se você se ofende com isso, é um pedófilo enrustido”. A gravadora voltou atrás e a imagem se tornou uma obra da arte contemporânea.

Em seguida, quatro acordes: F Bb G# C#, repetidos tristemente duas vezes até a explosão da bateria e a inclusão da distorção. “Smells Like Teen Spirit” abre com maestria o disco, nos injetando suavemente tudo o que teríamos pela frente. Muito da fórmula do Nirvana realmente está aí. Versos calmos e refrão pesado. O próprio Cobain citou que tentava soar como Pixies, mas ele foi muito além. Sua letra genial, tomada por passagens das dores de Cobain, atingiu o público, que ouvia ali o reflexo dos problemas adolescentes comuns no mundo inteiro.

Bom, não vou falar de todas as músicas aqui. Todas são boas, pode acreditar! O trabalho de Bucth Vig foi essencial, mas a genialidade de Cobain em suas composições, somada a desenvoltura do baixo de Krits Novoselic e a atitude hardcore agressiva de Dave Grohl (que definiu a formação clássica e ideal da banda), também foram essenciais para a composição desse clássico. Citarei então, as canções mais importantes de um ponto de vista para a banda e relativamente para a história do rock.

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“Lithium” é a quinta faixa do disco. Seus versos depressivos casam perfeitamente com o título, um antidepressivo utilizado em tratamentos psiquiátricos para controle de alternância de humor. E na letra essa alteração é visível. Kurt canta uma falsa felicidade de apoio de amigos e da religião, ele busca uma justificativa de seu fracasso (ele estava deprimido na época, graças ao caminho que a banda seguia e 2 relacionamentos amorosos falhos). Em seguida, volta à sanidade e diz que não irá enlouquecer. E na própria música temos isso, versos calmos, intercalados por refrões gritados e pesados. Uma perfeita alteração de musicalidade em uma das mais belas canções já compostas.

“Polly” é a canção seguinte. Engraçado como ela foi aclamada pela mídia e virou uma sensação das rodinhas de violão. Isso, pelos que se dizem fãs da banda, mas não tem o mínimo de esforço em analisar o trabalho de um artista e apenas acompanham a moda. A canção é baseada em um fato real, em que uma garota saiu de um clube punk rock em Seattle, foi sequestrada e estuprada, porém escapou, graças a um descuido do maníaco. Kurt ficou tão vidrado na história que compôs a canção após ler a matéria e, é claro, colocou suas opiniões em toda letra. Com total crítica ao machismo, a Polly da letra se mostra muito mais inteligente em relação ao molestador, enganando-o e escapando. Kurt mesmo viria a declarar: “se você é racista, sexista e homofóbico, por favor, não venham aos nossos shows, nem compre nossos discos, não queremos vocês como fãs!”, uma clara crítica aos falsos fãs modistas, muitos com os quais Cobain presenciou o estilo em toda a sua adolescência.

E para fechar, texto e disco, temos “Something In The Way”. Canção que retrata o abandono pelo qual Cobain sofreu de seus familiares. Calma, suave e perturbadora, a canção cita como é morar solitariamente debaixo de uma ponte (uma das histórias de Cobain inventadas para brincar com a mídia). Kurt só a apresentou aos companheiros de bandas dias antes das gravações do álbum. Um curinga em sua manga, afinal, ele já conhecia a incrível força dessa música. Durante as gravações, ela não soava como Kurt queria, e então, entrou na sala de Butch Vig e mostrou como ela deveria ser. Vig trancou as portas, desligou o telefone e gravou os tristes sussurros de Cobain. Em seguida, acrescentou todos os outros instrumentos que, com extrema dificuldade, conseguiram acompanhar o desafinado violão de cinco cordas de Cobain.

Volto a recomendar o álbum inteiro. Nevermind é uma jovem obra-prima, não só do rock’n’roll, mas de toda a música mundial. Item obrigatório em qualquer coleção de discos. Se você ainda não o conhece por inteiro, não perca tempo(!!), e veja como é possível fazer um rock simples, pesado e genial. O rock de três cabeludos sujos de Seattle que mudaram a cara do rock, ajudaram no reconhecimento de artistas alternativos e desbancaram Michael Jackson do primeiro lugar das paradas.

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Nirvana – Nevermind | #temqueouvir!

– O DISCO INTEIRO!

Nirvana – Nevermind | #singles

“Smells Like Teen Spirit” | 10 de Setembro de 1991

“Come as You Are” | 2 de Março de 1992

“Lithium” | 13 de Julho de 1992

“In Bloom” | 30 de Novembro de 1992

Nirvana – Nevermind | #ouçaagora!

A fita K7 com “No Alternative” e uma das melhores introduções ao rock alternativo

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No Walkman, por Luis Bortotti

“No Alternative” é uma compilação lançada em 1993 em prol da luta de combate à AIDS, da Red Hot Organization, pelo selo Arista. Idealizada por Paul Heck e Chris Mundy, que passaram 2 anos montando o projeto todo, a obra trouxe grandes nomes do rock alternativo que dominava as paradas mundiais no começo da década de 90.

Meu primeiro contato com o álbum foi totalmente inconsciente, afinal, emprestei de um amigo a fita K7 que tinha uma música inédita do Nirvana. Era apenas uma música que eu queria escutar (ainda mais porque na época eu praticamente só escutava o trio de Aberdeen), entretanto, acabei recebendo de bandeja uma dezena de músicas sensacionais de bandas e artistas que passaria a escutar nos anos seguintes.

A tal música do Nirvana, de fato, é uma das principais do disco. Não creditada na versão original da compilação, “Sappy” é uma sobra de estúdio do In Utero” (também de 1993). Entretanto, já era tocada pela banda desde 1989, tendo versões rejeitadas pré-Nevermind”. Na época do lançamento do disco, ela ficou conhecida pelos fãs como “Verse Chorus Verse”, que viria ser o nome dado a outra canção da banda.

Claro que escutei à exaustão a música, afinal, era uma música inédita da minha banda preferida. Ainda mais em uma época em que a internet ainda caminhava em downloads lentos e com poucas fontes de B-sides e raridades. Mas, com o tempo, arrisquei conhecer o que aquela pequena fita tinha a me oferecer. E foi amor à primeira ouvida de várias músicas.

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Entre faixas inéditas, sobras de estúdios e versões ao vivo, “No Alternative” se mostrou um disco incrível. Mesmo eu mal conhecendo quem estava ali.

Uma das primeiras que fez eu viciar o botão de rewind foi “Iris”, do The Breeders, em uma poderosa versão ao vivo. Com ela, os caminhos para se viciar em The Breeders e Pixies estavam mais do que abertos.

O mesmo com o Pavement, que aqui marca presença com “Unseen Power of The Picket Fence”, b-side do single, que ainda seria lançado, “Shady Lane”, em plena declaração ao REM. Mal havia parado de ouvir e logo ganhei o Wowee Zowee” (sem encarte ou caixinha) de um ex namorado da minha irmã.

“No Alternative” é realmente um passeio por grandes ápices dos anos 90. A fita K7, com ele gravado, me apresentou o mundo do The Smashing Pumpkins, de Billy Corgan, graças a “Glynis”, “Zero” e “Bullet with Butterfly Wings”, que também estavam gravadas com o disco, e reforçou as primeiras escutadas de Soundgarden, afinal, eu estava descobrindo o grunge. O baixista doidão, Ben Shepherd, assina “Show Me”.

Do rock ao hip hop alternativo, com “It’s The New Style” dos Beastie Boys, de quem eu sempre adorava os clipes e depois iria pirar com o punk hop (???) do Licensed to Ill”, indo até o folk canadense de Sarah McLachlan, que me lembrava muito Alanis.

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O disco ainda conta com um dos pais do rock alternativo, Bob Mould, com “Cant Fight It”, Buffalo Tom, com “For All To See” e até Goo Goo Dolls fazendo cover de “Bitch” do Rolling Stones.

No total, são 19 fantásticas faixas lançadas no dia 26 de outubro de 1993, ou seja, na explosão da cena alternativa. No ano seguinte foi lançado um VHS, em parceria com a MTV, com videoclipes e performances ao vivo de algumas canções da compilação e de apresentações de outras dos artistas participantes e apoiadores da causa. O home video também vinha com informações sobre o combate à AIDS.

E fica a minha oferta de você adentrar aos anos 90 ao som da excelente compilação “No Alternative”, da Red Hot AIDS Benefit Series, uma coleção de compilações dos mais diversos gêneros musicais que arrecada, anualmente, importantíssimos apoios aos portadores de AIDS, além de conscientizar toda uma sociedade através da cultura pop.

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NO ALTERNATIVE 1993 | CURIOSIDADES

– O disco possui duas versões de capas diferentes. A versão com o garoto censurado não possui a faixa do Nirvana listada, já algumas versões do CD com a garota censurada na capa, possuem o nome gravado como “Verse Chorus Verse”.

– No Record Store Day 2013, “No Alternative” foi relançada pela primeira vez em vinil, em uma edição especial comemorativa de 20 anos. Curiosamente, algumas dessas versões também saíram sem os créditos ao Nirvana, mantendo assim a arte das primeiras prensagens.

– A versão em K7 possui duas músicas adicionais: “Burning Spear”, do Sonic Youth, e “Hot Nights”(live), de Jonathan Richman.

NO ALTERNATIVE 1993 | #TEMQUEOUVIR

1. “Superdermormed” (Matthew Sweet)
2. “For All to See” (Buffalo Tom)
7. “Unseen Power of the Picket Fence” (Pavement)
8. “Glynis” (The Smashing Pumpkins)
9. “Can’t Fight It” (Bob Mould)
10. “Hold On” (Sarah McLachlan)
11. “Show Me” (Soundgarden)
16. “It’s The New Style” (Beastie Boys and DJ Hurricane)
17. “Iris” (The Breeders)
19. “Sappy” (Nirvana)

NO ALTERNATIVE | OUÇA AGORA!

Sub Pop 200: a compilação que deu o pontapé inicial do grunge

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No Walkman, por Luis Bortotti

Hoje, começo a assinar a coluna No Walkman aqui no Crush em Hi-Fi e nela irei comentar sobre os principais, os melhores e alguns desconhecidos discos de rock alternativo dos anos 90. Lembrando que essa década engloba final dos 80 e início dos 2000. E para inaugurar a coluna, trouxe a compilação Sub Pop 200.

O ano é 1988. O quê futuramente viria a ser conhecido como grunge dava os seus primeiros passos. Na verdade, uma fértil leva de bandas de rock alternativo já existia em Seattle, porém, sem apoio de grandes gravadoras e selos comerciais.

Com a visão da força daquele cena musical que se criava, Bruce Pavitt e Jonathan Ponemam transformaram seu fanzine, Subterranean Pop, na gravadora Sub Pop, sendo esse o selo que abraçaria todas as bandas da região e permitiria que elas lançassem os seus discos.

Um dos primeiros discos lançados pela Sub Pop foi o Sub Pop 200, uma compilação que reunia as principais bandas da gravadora. Na lista, nomes bem conhecidos da noite de Seattle, como: Beat Happening, Soundgarden, Green River, Mudhoney e TAD.

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O disco é um repertório de microfonias, fuzz e barulho ao melhor estilo grunge. Logo de cara temos a injeção do medo em forma de notas, com o peso do TAD em “Sex God Missy”. Em seguida, “Is It Day I’m Seeing”, do The Fluid, mostra o quanto diferente cada banda de Seattle soava, uma verdadeira mistura de punk rock e heavy metal com palhetadas de rock clássico e barulheiras do rock alternativo de 80.

A terceira faixa pode ser considerada a cereja do bolo, afinal, “Spank Thru” é considerada a primeira música do Nirvana. Na época em que Sub Pop 200 foi lançado, a banda de Kurt Cobain era o patinho feio da cena, porém, a situação iria mudar nos meses seguintes com as gravações de “Bleach”, o primeiro disco do Nirvana.

Os grandes nomes eram o Mudhoney e Soundgarden, que no disco marcam presença com “The Rose” e “Sub Pop Rock City”, respectivamente. A primeira, uma dose misturada de fuzz e esteira da caixa de bateria, a segunda, uma sátira ao clássico do Kiss “Detroit Rock City”, que tenta traduzir o que rolava em Seattle na época, principalmente, com a pequena Sub Pop.

O disco vai tocando e as boas faixas continuam. “Swallow My Pride”, talvez o primeiro hino grunge (original do Green River e que já foi tocada por Soundgarden e Pearl Jam), ganha uma versão menos agressiva com os longos vocais de Kim Warnick dos punks do The Fastbacks, um verdadeiro cruzamento da velha e nova geração de bandas de Seattle.

O Green River, considerada a primeira banda do movimento e que originou o Mudhoney e o Mother Love Bone, figuram com a hipnótica “Hangin’ Tree”, e o Screaming Trees, liderados por Mark Lanegan, dão rouquidão a “Love Or Confusion” de Jimi Hendrix, até então, um dos poucos ídolos da cidade de Seattle.

O disco, que no formato original foi lançado em 3 EP’s, é uma excelente terapia para quem deseja se aprofundar no estilo grunge. Bandas boas que pouca gente conhece estão ali, como por exemplo: Beat Happening, Blood Circus e Girl Trouble.

Sub Pop 200 é uma compilação obrigatória para fãs do bom rock alternativo e apresenta bandas que marcariam presença diária na MTV nos anos 90 em seus melhores momentos embrionários. Apenas, ESCUTE!

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SUB POP 200 | Curiosidades

– A ilustração da capa foi feita pelo cartunista Charles Burns, que frequentemente realizava trabalhos para a Sub Pop, como capas e posters.

– Apenas 5000 cópias foram feitas do set com 3 EP’s que ainda incluía um pequeno livro de 20 páginas.

– A versão de “Spank Thru” foi gravada no dia 11 de Julho de 1988 no Reciprocal Recordings, em Seattle, e conta com Chad Channing na bateria e os backing vocals do produtor Jack Endino.

SUB POP 200 | OUÇA AGORA!

Jack Daniel’s Saloon, ou Lynchburg a duas quadras do metrô Pinheiros

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Jack Daniel's Salloon
foto da página oficial do Jack Daniel's Salloon

Lemmy Kilmister, Keith Richards, Frank Sinatra. Os três apreciavam um bom gole de Jack Daniel’s, cada um a sua maneira. Além do gosto pelo legítimo whiskey de tennessee, o trio possuía em comum a sede pela essência, mesmo que em diferentes gerações e abordagens.

Pelo segundo ano em São Paulo, o Jack Daniel’s criou um bar temático, dessa vez instalado em frente ao Largo da Batata, em Pinheiros. Ao sair da estação Pinheiros de metrô e caminhar até o Jack Daniel’s Saloon, o trecho é um passeio turístico, talvez inusitado. Um bar com música voz e violão, outro com jukebox do melhor da música brega, enquanto uma lanchonete durante o dia vira uma boate ao anoitecer, com grupo formado por violão, bateria eletrônica e um vocalista que se apresenta como se estivesse em um estádio. Respeitável.

foto por Pedro Couto
foto por Pedro Couto

Ao adentrar no Jack Daniel’s Saloon, entra-se no universo de Jack Daniel’s, jarros de milho, centeio e cevada ganham foco de luz; frases de efeitos, típicas do Velho Jack, ficam expostas por todo o bar; pedaços de carvão – ingrediente para a filtragem que garante o selo de “tennessee whiskey” ao invés de bourbon – ganham a forma de cortina para que a imersão à marca seja tão precisa quanto sua receita.

O cardápio, obviamente, é centrado no Jack, com drinks clássicos como Jack & Cola até outros exclusivos. Além da linha padrão deles – Old Nº7, Honey, Gentleman… até o modelo em homenagem a Sinatra está à venda -, cervejas importadas e outras opções também estavam a disposição.

Até o momento, tudo parece fazer sentido: uma viagem direto para Lynchburg… a duas quadras do metrô. Mas…

A grande maioria do público não parecia querer estar lá pelo significado do local. A geração pós-‘Eu Fui!’ honrava a frase. Estava lá pelo registro de estar e não pela memória de viver. A banda, Leite Paterno, que infelizmente focou o show no “Nevermind” do Nirvana, fingia um rock que soava tão irônico quanto pasteurizado. O público gostava das radiofônicas, ignorando o significado da obra. O vocalista mencionou Krist Novoselic como “o baixista lá…”. Resumindo: o que o bar oferecia de imersão e significados se transformava em pasteurização de estilo harmonizado com um molho ralo de gente escrota.

O show do Leite Paterno talvez tenha ficado íntegro e honesto quando eles começaram a tocar as músicas próprias. Porém, neste momento, metade da pista já não via utilidade para estar lá. Relembrar, então, muito menos. Já estava tudo no Instagram.

Playlist do ódio: confira as músicas que os DJs não suportam mais tocar (mas as pessoas ainda pedem)

Quando você está na balada e as caixas de som começam a disparar aquele megahit que toca em todo lugar, o público pode estar gritando, falando ~é minha músicaaaaaaaa~, dançando e se descabelando. Mas do lado de lá da cabine do DJ, alguém pode estar contemplando um suicídio a la Didi Mocó mentalmente.

Os DJs, lógico, tocam as músicas que agradam o público. Mas será que eles gostam de tocá-las? A resposta é óbvia: muitas vezes, NÃO. Conheça agora algumas das músicas mais odiadas pelos DJs (Arctic Monkeys está em primeiro lugar disparado):

Leo Buccia Rock Bits (Tex Bar)/Combo Hits (Lab Club)
“Psycho Killer”, Talking Heads
Não aguento mais tocar/ouvir/lembrar que existe: “Psycho Killer” do Talking Heads. Porque tocou em todas as festas que fui nos últimos 7 anos. Mas o que não aguento mais ouvir pedido é outra música da mesma banda que está tocando.

Lorenna Santos LA (Mono Club)
“Psycho Killer”, Talking Heads
psycho killer, porque é uma música que há 5 anos já toco, em 80% dos meus sets rockers, e já ” abusei “. Amo a tal e sei que ela levanta qualquer pista, mas chega uma hora que você toca tanto uma musica que cria um abusinho. Mas logo passa e eu volto a tocar ela com todo prazer desse mundo.

Elijah Hatem #PartyHard/Trends (Blitz Haus)
“Turn Down For What”, DJ Snake feat. Lil Jon
“Porque JÁ DEU! (risos). Mas continuo tocando, porque a explosão da pista é incrivel”

Naty Monteiro Indie Party (Cine Joia)
“Do I Wanna Know”, Arctic Monkeys
“Gosto da banda e do álbum AM, mas pra pista ela é muito chata. E talvez seja a música do AM que a galera mais pede.
Gente, música boa pra dançar do Arctic Monkeys tem de monte. Mas as pessoas só lembram do AM…”

Marcos Paiola Bagaço da Laranja (Inferno)/Manda Nudes Party (Squat)
“Boys Don’t Cry”, The Cure
“Eu nunca fui fã dessa música, embora já tenha dançado muito, e na minha primeira discotecagem, pra não fazer feio, ela tava lá e se manteve por alguns meses. E sempre elogiavam ela, ou vinham me pedir. Eu tenho um certo trauma com essa música. E eu gosto muito dos indies farofas que não podem faltar nas festas, embora eu ache um saco ter que ter sempre “Somebody Told Me” e “Take Me Out”, acho que são músicas saturadas, mas eu ainda gosto e gosto do efeito que elas causam. Agora, “Boys Don’t Cry” eu não aguento mais, porque sempre pedem em 80% das festas e eu nunca quero tocar e sempre acabo tocando ou passando a bola pra outro DJ tocar… Aí eu acabo ouvindo ela msm sem ter tocado!”

Debbie Hell No FUN (Clube Outs)/Gimme Danger (Squat)
“R U Mine”, Arctic Monkeys
“Eu até gosto bastante, só me dá um bodinho a obrigação de ter que tocar. Mas sinceramente, nem levo no case coisas que não suporto mais”

Adan Stokinger Yank (Tex)
“Do I Wanna Know”, Arctic Monkeys
“Porque tem muita musica do Arctic Monkeys BEM MELHOR, mas a galera só conhece essa!”

Raphinha Lucchesi Tiger Robocop 90 (Lab Club)/Rock Bits (Tex)
Todas do Arctic Monkeys
“Eu acho que não é uma música específica, e que fique claro que eu gosto da banda, mas enche o saco toda hora pedirem pra tocar Arctic Monkeys. Sério, pedem quando você tá tocando música black, pedem quando você tá tocando pop, pedem até quando você já tá tocando Arctic Monkeys!”

Dani Cruz Sapatômica (Sambarylove)
“Show das Poderosas”, Anitta
“Não aguento mais, e olha que eu nem odeio a Anitta! Outro dia toquei a música nova dela e vieram pedir pra tocar “Show das Poderosas” TAMBÉM! Eu super rebolo, danço e tudo mais, mas só de ouvir aquela buzina do começo já me dá enjôo…não aguento mais!”

João Alberto Kolling Cucko/Anexo B – Porto Alegre
“Mr. Brightside”, The Killers
“Porque toda festa tem no mínimo 3 pessoas pedindo e no minimo 3 vezes é tocada. Eu até gosto da música”

Beto Artista Veneno e Crush (Casa da Matriz)/Wake Up! (Fosfobox)/Funfarra
“Mr. Brightside”, The Killers
“Quando eu comecei a tocar, a música mais pedida… ou melhor, a banda mais pedida era The Killers. Eu adorava! A pista explodia e muita gente ainda vinha perguntar o que era aquilo! Que som foda! Passou-se alguns anos, e eu percebi que mesmo depois do boom, a galera continuava pedindo a mesma música da mesma banda, ‘Mr. Brightside’ – The Killers. Outro dia aconteceu algo engraçado. Uma moça me pediu a música e respondi “Posso escolher outra música do Killers?” e a pessoa respondia “Aaaaa, tá bem. Mas toca The Killers”. Mandei um Spaceman, a menina me olhou no final da música e falou “É a próxima?” e eu fiquei sem respostas. Então, desde então eu evito tocar ‘Mr. Brightside’, mesmo sendo de longe a música que mais me pedem até hoje”

Julia Bueno Neon Party, Baby (Inferno)
“Smells Like Teen Spirit”, Nirvana e “Bitch Better Have My Money”, Rihanna
“No segmento de rock é uma batalha acirrada. Tem “Smells Like Teen Spirit”: nego não conhece nada do Nirvana que não seja essa e “Rape Me”. Você toca “In Bloom” e chega alguém e “Ow toca Nirvana”. E esse som é Gameshark de pista: tocou bombou, sadly. No segmento de trap/edm é “Bitch Better Have My Money”. Sou apaixonada por Rihanna, mas em 3 meses gastaram tanto nossos ouvidinhos com ela tocando 2, 3, 4 vezes na mesma noite que só de ouvir a intro já me dá vontade de arrancar os cabelos”

Elissa Cirino SuicideGirls Party Brasil
“Smells Like Teen Spirit”, Nirvana
“Não aguento mais tocar ‘Smells Like Teen Spirit’, porque a galera vira ~roqueirona~ do nada e quer fazer mosh onde não dá!”

Geovani Santos Lab Project (Lab Club)/ Please Come to Brazil (Inferno Club)
“I Love It”, Icona Pop
“I Love It” do Icona Pop foi um hit e tudo mais, só que todo lugar toca umas 10 vezes na mesma noite!”

Romani Tiger Robocop 90 e Combo Hits (Lab Club)
“Pretty Fly (For a White Guy), The Offspring e “Song 2”, Blur
“Ao contrário da maioria, eu ainda me divirto tocando uns clichês como “Psycho Killer”, “Killing In The Name” e “Mr. Brightside”, mas por fazer uma festa de anos 90 há quase 5 anos, eu não consigo mais ouvir “Pretty Fly” do Offspring e “Song 2” do Blur. As duas bandas tem muitas outras músicas bem melhores, mas essas são sempre as mais pedidas, e as que acabam agitando mais a pista.

Vanessa Porto Caos Augusta
“Losing My Religion”, R.E.M.
“‘Losing My Religion’ do R.E.M. O motivo é que não curto tanto, apesar da banda ser excelente. Muitos tocam por ser hit, mas tem muitas músicas mais agitadas e interessantes nos álbuns deles!”

Caio Neiva College (Blitz)/Tereza (Tex)
“Mr. Brightside”, The Killers e “R U Mine”, Arctic Monkeys
“Na College, por ser uma festa de indie, parece que a galera acha que vamos tocar todas as músicas do The Killers e Arctic Monkeys pelo menos 5 vezes na noite. (risos) NÃO AGUENTO QUANDO ME PEDEM ‘R U MINE’, SOCORRO”

T-Shirtaholic: De Falla, Rihanna e Johnny Cash

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Edu K passou por diversos estilos musicais à frente do De Falla, uma das bandas mais criativas que o Brasil já teve. Que tal ostentar uma bela camiseta da trupe responsável por clássicos como “Repelente” e “It’s Fucking Boring to Death”?

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Quanto? R$ 30
Como comprar? https://www.facebook.com/CoffinFangStore/
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Junte Rihanna com o logo clássico do Nirvana e você tem um mashup digno de João Brasil.

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Quanto? R$ 66,66
Como comprar? http://www.vandal.com.br/products/38959-ri-ri
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Usar camiseta do Johnny Cash é sinal de bom gosto. Não importa a estampa. Ah, e tem que ser preta. Camiseta do Johnny Cash que não seja preta perde automaticamente o direito de ser uma camiseta do Johnny Cash.

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Quanto? R$ 49.90
Como comprar? http://www.siamese.com.br/pd-10fc34-cash-feminina.html?ct=&p=1&s=1
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Banda Ghost of Matsubara enche as ruas do Japão de zumbis nipônicos em seu novo clipe “Dead Skin”

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Tom Fallon era arqueólogo nos Estados Unidos. O mercado andava muito ruim e ele percebeu que estava tendo que cortar grama e fazer serviços de jardinagem para juntar alguma grana. Eis que um amigo dele chegou e disse “Ei, porque você não vai para o Japão dar aulas de inglês?” Foi o que Tom fez e assim deu origem ao Ghost of Mastubara.

Em 2005, Tom se mudou para o Japão, e em 2011 começou a banda, que conta com Tom Fallon na voz e guitarra, Tak Kudo no baixo e backing vocals e Kota Toyoshima na bateria. Em 2012, lançaram “From The Ashes Not Yet Cold” e o EP “Live From a Coma”.

A banda tem um som influenciado por TooL, Fallout Boy, Panic! At The Disco, Twenty One Pilots, My Chemical Romance, Muse, Bright Eyes, Coheed & Cambria, Flogging Molly, NOFX, Green Day e Johnny Cash e está lançando o clipe “Dead Skin”, recheado de zumbis japoneses.

Conversei com Tom (e já era quase meia noite no Japão!) sobre a banda, a vida no Japão, a cena de rock por lá e como a internet ajuda a fazer bandas alcançarem público internacionalmente:

– Como surgiu o nome da banda?

Em 2010, eu morava no bairro de Mastubara. Sendo um estrangeiro, você se sente às vezes como se estivesse lá, mas não estivesse, sabe? Como um fantasma. Daí surgiu o nome Ghost of Matsubara, que é como eu me sentia. Aqui no Japão o pessoal achava que se tratava de alguma lenda ou mito. Na época, o baixista Tak era o único japonês da formação, então depois dos shows as pessoas vinham até ele e perguntavam “você é o filho de Matsubara? Você é o Matsubara?” (risos)

– Vocês estão fazendo turnê?

Adoraríamos tocar pelo mundo, mas no momento estamos tocando por aqui mesmo. Em Tóquio, Nagoya…

– Como você define o som do Ghost of Matsubara?

Progressive punk indie core. Temos influências de tudo isso, então… Por exemplo, “Dead Skin” é bem punk 90s, mas no próximo disco teremos algumas músicas com um clima bem diferente, com um jeito mais progressivo… mais na direção do que o Coheed and Cambria faz. No próximo disco, teremos também uma música country e uma faixa escondida chamada “Homesick”, só comigo tocando um violão, algo como uma valsa country.

– Você falou que a formação mudou, o que rolou?

Começamos a banda com apenas um japonês na formação, o Tak. O baterista também era americano, como eu. Mas aí rolou aquela briga de egos, ele saiu e a situação foi uma merda. Tentei fazer ele ficar, mas ele insistiu que queria sair. Quando conseguimos um novo baterista, ele ficou puto. Dá pra entender? Agora eu sou o único não-japonês da banda. (risos)

10349011_10152705922013961_4003044600992664299_n– E banda é mais bem aceita pelo público japonês agora, com dois membros nipônicos?

Podemos dizer que sim. É mais fácil de sermos aceitos por causa dos membros japoneses. Eu sou fluente em japonês, o baterista anterior não era, então hoje a banda se conecta melhor com o público.

– Como é o processo criativo de vocês?

As letras são todas minhas. Às vezes eu já penso em um riff de guitarra ou numa progressão de acordes. Aí levo para os ensaios, o Tak ouve e normalmente diz “hmmm… legal” (risos). Aí eles modificam ou ajudam a progredir tudo até que se transforme em uma canção. O Tak é um ótimo músico, então criamos tudo como um time.

– As letras são todas em inglês ou tem algumas em japonês?

Tem uma música chamada “Eclipsed” que tem um trecho em japonês. Eu escrevi ela sobre uma menina que me deu um pé na bunda e não entendia inglês. Como eu fiquei bem puto com o rompimento, fiz esse trecho em japonês pra que ela entendesse o que eu estava dizendo. (risos)

– O que você acha das músicas que estão sendo lançadas atualmente?

Eu vi algo engraçado sobre isso: um meme com o Geddy Lee, o baixista e vocalista do Rush, que dizia “Eu toco baixo, enquanto canto, toco teclado e piso nos pedais de distorção com os pés. Como esse povo que usa playback porque dança pode ser chamado de artista?” Mas existem coisas boas no pop, não dá pra negar. Eu adoro quando bateristas de rock colocam, por exemplo, uma levada de disco music no meio da música. Acho que tudo tem seu lado bom, musicalmente.

– Quais os maiores desafios de ser uma banda independente?

Como músico de rock, pelo menos você faz o que quer fazer. Eu adoraria ter mais auxílio, mas é bom não ter que responder para ninguém. Existe o exemplo da Avril Lavigne, que começou como rock e foi indo na direção do que os empresários pediram, virando uma marionete pop.

– E como anda a cena independente no Japão?

No Japão as pessoas querem que você pague para tocar, o que eu acho muito errado. Mesmo que seja uma proposta ruim, que pelo menos haja um retorno para a banda. Nos faça uma proposta e estaremos felizes por tocar, sabe?

10698576_10152705921988961_3040249923906755392_n– Aqui no Brasil também tem locais que exigem que as bandas vendam ingressos para tocar.

Sim, isso é horrível. Mesmo que a banda seja talentosa, ela está sendo roubada. Além disso, só seus amigos irão “assistir” você. Aqui no Japão, querem que vendamos ingressos por US$ 25!

– Falta um pouco de alma na música de hoje em dia?

Tem um lugar aqui em Nagoya onde jovens músicos independentes vão para tocar, normalmente com voz e violão, cantando com sua almas. Esses dias estava lá um cara com um computador e um microfone cantando. Era um tipo de karaokê, e as pessoas pensam que isso é música. Bom, eu realmente não respeito isso aí.

– Que bandas recentes fazem sua cabeça?

As duas principais são o Coheed and Cambria, que tem um trabalho de guitarra e letras incríveis, e Passenger, um músico folk com ótimas letras e que toca muito bem seu violão, um dedilhado incrível. Ah, e tem o 21 Pilots! Conheci essa nos vídeos relacionados do Youtube. Fui clicar sem muita expectativa e HOLY SHIT!

– Você disse que conheceu o 21 Pilots pelos vídeos relacionados do Youtube. O Youtube ajuda na divulgação de bandas para mais pessoas por todo o mundo?

Na verdade o Youtube é apenas uma plataforma, cabe às bandas fazerem com que os clipes ou vídeos fiquem conhecidos pelo grande público. O Youtube não faz nada pra nos ajudar. Existem canais que ajudam a divulgar bandas novas e a cena underground, como o BlankTV, que inclusive já passou clipe nosso.

– No Japão agora tem um movimento musical chamado Visual Kei, cheio de maquiagens, cabelos e etc. O que você acha disso?

O Japão pode ser cheio de artifícios, você precisa ter algo que chame a atenção no visual. Eu não gosto de usar esses artifícios visuais, eu cresci com Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden… cru, sem figurino. O Tak viveu 10 anos nos Estados Unidos e pensa como eu, então a banda segue nesse estilo.

– Quais são os próximos passos do Ghost of Matsubara?

Estamos arrecadando dinheiro para nosso próximo disco (no http://www.gofundme.com/gomnextcd) e depois de “Dead Skin”, queremos fazer clipes para mais músicas. “Dead Skin” foi sobre zumbis, queremos fazer mais alguns com temas de monstros, o próximo deve ser de alguma criativa saindo do oceano, algo como uma mistura de Godzilla e King Kong

– Vocês pretendem vir tocar no Brasil?

Adoraríamos ir para o Brasil, mas não temos contatos por aí. Se alguém quiser levar uma banda de rock diretamente do Japão para tocar aí, nós somos a banda que procuram! (risos)

– Onde podemos ouvir as música do Ghost of Matsubara?

No nosso site (http://ghostofmatsubara.com) tem tudo lá. Se você quiser comprar nossas músicas, peço que compre direto no próprio site (http://ghostofmatsubara.com/gomdirectbuymusicstore), apesar de elas estarem disponíveis no iTunes e CDBaby. Sabe como é, assim o dinheiro vem direto pra nós. Cortem os intermediários! (risos)

Conheça os grandes casos de desinteligência, porradaria e tretas encarniçadas entre músicos e bandas

Não, o post não é um esquema Ratinho pra aumentar a audiência do blog. Não, não é um episódio musical de Casos de Família. Porém, há uma semelhança: brigas sem muito motivo, picuinhas e às vezes até voam uns sopapos. Hoje, uma pequena lista das inúmeras tretas que sempre rolam entre músicos e bandas.

Miley Cyrus vs. Sinéad O’Connor

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Quem começou foi a popular rasgadora de fotos do Papa e cantora do hit “Nothing Compares 2 U”. Ela postou uma carta aberta em sua página do Facebook descendo a lenha em Cyrus, dizendo que a ex-Hannah Montana devia tomar cuidado pra não ser explorada pela indústria da música: “A indústria não dá a mínima para você, ou para qualquer uma de nós. Eles vão prostitui-la por tudo que você vale e facilmente vão fazer você pensar que isso era o que VOCÊ queria… e quando você acabar em uma clínica de reabilitação por ter sido prostituída, ‘eles’ vão estar em seus iates em Antígua, que eles compraram com a venda de seu corpo, e você vai se sentir muito sozinha”. Cyrus então ironizou o transtorno bipolar de O’Connor em mensagens do Twitter, e Sinéad respondeu com a frase “Quando você acabar na ala psiquiátrica ou reabilitação, eu vou ficar feliz em visitá-la”. Ouch.

Mariah Carey vs. Nicki Minaj

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Em 2012, alguém teve a ideia de colocar Mariah Carey e Nicki Minaj como juradas do programa American Idol. No papel, parece inclusive uma boa ideia, certo? É, mas não deu. As duas se estranharam desde o começo, inclusive chegando a um momento em que Minaj saiu do estúdio puta da vida dizendo que não aguentava mais trabalhar com a “alteza”. Carey então contratou uma equipe de seguranças, pois se sentia “insegura” perto da rapper. Em 2013, a rapper continuou cutucando no Twitter: “Ela está triste porque eu conquistei o recorde dela no Hot 100 em apenas três anos de carreira. Sim, uma rapper feminina negra.  O que você precisa questionar é o motivo de uma mulher tão bem-sucedida na idade ela ainda é tão insegura e amarga”

Kurt Cobain vs. Axl Rose

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Tudo começou graças à encrenqueira grunge preferida pela garotada. No VMA de 1992, Courtney Love viu Rose passando enquanto ela segurava a filha dela e de Kurt, Frances Bean. Ela imediatamente começou a berrar para ele: “Ei, Axl! Axl! Olha aqui! Você é o padrinho!”. O frontman do Guns’n’Roses então parou e falou para Kurt Cobain: “Controle sua mulher, por favor”, o que Kurt respondeu repetindo a frase com ironia para Love. Após a apresentação do Nirvana tocando “Lithium” naquela noite, Dave Grohl foi ao microfone pra aumentar a cutucada. “Cadê o Axl? Axl, cadê você? Ah, ali! Oi Axl! Oi Axl! Oi Axl!”, repetia.

Justin Bieber vs. Patrick Carney

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Tudo começou quando o TMZ foi atrás do baterista do Black Keys durante o Grammy de 2013 perguntando o que ele achava da falta de indicações de Justin Bieber na premiação. Sim, eles cutucaram porque querem ver sangue, todo mundo sabe. Carney deu o que eles queriam: “Bom, ele é rico, certo? Os Grammys são para, tipo, música, não por dinheiro… e ele está ganhando muito dinheiro. Ele deveria estar feliz, acho”. Bieber ficou putinho e no dia seguinte falou que o baterista deveria “levar uns tapas”. E seus fãs caíram matando em cima de Carney, lógico.

Kid Rock vs. Tommy Lee

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Chegamos à primeira briga onde rolou porradaria, violência e vias de fato. Ambos já tiveram relacionamento com a ex-Baywatch Pamela Anderson, e pelo jeito a moça foi o motivo de toda a treta. Quando eles se trombaram no VMA de 2007, começaram a se xingar loucamente e Kid Rock desferiu o primeiro soco. Pelo que dizem, parecia briga de colégio e o negócio teve que ser separado pelos seguranças da Mtv. Tsc, tsc…

Gene Simmons vs. Carlos Santana

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E olha que quem começou dessa vez nem foi o encrenqueiro Simmons. Santana fez o comentário de que Gene “não é um músico, é um cara do entretenimento. Kiss é entretenimento de Las Vegas, então ele não sabe o que é música, de qualquer forma. É por isso que ele veste todas aquelas coisas lá”. No começo, o baixista do Kiss deixou quieto (“Nem todo mundo gosta da mesma refeição”), mas depois caiu de pau: “Estou cansado de bandas como a de Carlos Santana olhando para seus próprios sapatos e achando que aquilo é um show de rock”.

Blur vs. Oasis

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Uma briga clássica dessas não poderia ficar de fora. As duas grandes bandas do britpop nunca se bicaram e quando ambos lançaram singles no mesmo dia (“Country House” do Blur e “Roll With It” do Oasis) a coisa foi ficando mais feia. Noel Gallagher sempre cutucava o Blur, que ironicamente dedicava seu prêmio do Brit Awards de 1995 ao Oasis. Noel respondeu com a fineza que lhe é peculiar: “Espero que Damon Albarn e Alex James peguem AIDS e morram”. Hoje em dia, incrivelmente, a briga mais popular da Inglaterra parece ter acabado com Noel Gallagher tendo inclusive feito uma participação junto com Damon Albarn em “Tender”, do Blur, em um evento de caridade.

Dave Grohl vs. Courtney Love

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Desde que Kurt Cobain morreu, Courtney Love não deu uma colher de chá para o ex-baterista da banda de seu marido. O líder do Foo Fighters já teve que ouvir Love clamar para que todo o público do seu show gritasse “os Foo Fighters são gays” (senão ela ia embora do show), disse que Grohl deu em cima de Frances Bean, filha dela e Kurt (o que Frances e Grohl negaram), entre muitas outras coisas que só a líder do Hole é capaz. Recentemente eles “fizeram as pazes” durante a cerimônia de indicação do Nirvana ao Rock and Roll Hall Of Fame.

Michael Jackson vs. Paul McCartney

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Outra briguinha clássica. Sim, todo mundo concorda que o Jacko deu motivos pra Paul odiá-lo. Eles eram amigos, faziam parcerias e até clipes super-amiguinhos como “Say Say Say”. Pois aí McCartney deu a dica a Jackson: “compre direitos de músicas, é um puta negócio”, ele disse. Michael Jackson não é bobo nem nada e aproveitou para comprar os direitos de todas as músicas… dos Beatles. Dá pra entender porque Paul ficou chateado e as relações dos dois ficaram estremecidas desde então.

Vivian Campbell vs. Ronnie James Dio

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Sim, até com o Dio o povo consegue implicar. O ex-guitarrista da banda Vivian Campbell disse que Dio era uma das pessoas mais vis da indústria musical, e Dio respondeu que Campbell, que foi para o Def Leppard, é um “fucking asshole, a fucking piece of shit”. Campbell diz que as declarações contra Dio são devido ao fato de que ele foi excluído da banda. Após a morte de Dio, Campbell se reuniu com a banda para tocar com outro vocalista. “Esses riffs são meus e eu quero continuar a tocá-los”.

Sammy Hagar vs. Dave Lee Roth

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Uma briga digna de Celebrity Deathmatch. Os dois vocalistas do Van Halen (vamos fingir que a fase com Gary Cherone nunca existiu, assim como a banda faz) adoram trocar farpas desde que Sammy entrou em cena. Diamond Dave adorava falar que “Sammy é como o segundo Darrin de ‘A Feiticeira'” e que “Ao contrário dele, nunca preciso cantar músicas que não são minhas nos shows”. Já Hagar chamou Roth para a porrada. Seria interessante, já que Sammy é boxeador e Roth fã de artes marciais. Seria quase um MMA, vejam só.

Stephen Malkmus vs. Billy Corgan

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Stephen Malkmus fez a singela letra de “Range Life”, do clássico disco “Crooked Rain, Crooked Rain” do Pavement. “Out on tour with the Smashing Pumpkins / Nature’s kids, they don’t have no function / I don’t understand what they mean / And I really could really give a fuck”. Como Billy Corgan é irritadinho, não deixou quieto. “Acho que isso é inveja”, disse Corgan. “As pessoas não se apaixonam pelo Pavement. Elas gostam de Smashing Pumpkins, Hole ou Nirvana, porque essas bandas significam algo para eles”. Sim, Corgan ainda fica falando sobre o assunto até hoje.

Chorão vs. Marcelo Camelo

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Chorão sempre foi reconhecido por ser esquentadinho e adorar dar uma de machão pra cima dos outros. Entre suas brigas, estavam Marcelo Falcão d’O Rappa e até Badauí do CPM22, a quem o Marginal Alado dirigiu a frase “Quem esse CPM22 pensa que é? É um bando de playboys. Badauí, se você cruzar no meu caminho, tá ferrado”. Mas o caso que mais repercutiu foi com Marcelo Camelo. O líder do Los Hermanos deu uma entrevista dizendo que “esse negócio de fazer comercial para Coca-Cola é um desdobramento da indústria, a gente rejeita esse negócio de vender atitude”, sendo que o Charlie Brown Jr. havia feito uma propaganda para o refrigerante. As duas bandas participaram do festial Piauí Pop em 2004 e Chorão foi tirar satisfações com Camelo no aeroporto, acertando-lhe um soco no olho. Segundo as matérias da época, o caso ainda teve Rodrigo Amarante correndo atrás de Chorão no aeroporto, uma cena hilária de se imaginar.

LSJack vs. Art Popular

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Ah, as tretas no aeroporto. Em 2003, o LSJack e o Art Popular já tinham inaugurado essa modalidade em uma briga generalizada no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Nada melhor pra explicar toda a briga do que deixar os depoimentos do empresário Edgar Santos para a Folha de S. Paulo falarem por si. “Eles achavam que o Leandro Lehart [vocalista] tinha feito críticas ao novo CD do LS Jack, mas ele estava comentando o novo CD do Ed Motta, e não o do LS Jack. Eles não quiseram trocar uma idéia. O Márcio [Art] tomou um soco na cara do vocalista do LS Jack [Marcus Menna], que chegou a quebrar seus óculos”. Fica a dúvida: quando o Ed Motta vai cobrar satisfações da banda que criou “Pimpolho”?