Construindo The Scuba Divers: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda de Santos The Scuba Divers, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Daniel Teles (Guitarrista e Vocalista)

Coheed and Cambria“Time Consumer”
Não consigo parar de ouvir os discos deles desde que conheci a banda há pouco mais de um ano atrás e isso obviamente exerceu influência no meu jeito de tocar e cantar. Abri meus ouvidos para o universo do emo e post hardcore, me levando a escutar outras bandas que agora são inspiração para mim como o Tricot e o Tosite Ling Sigure. A faixa “Weather Repport”, que ainda não foi gravada mas sempre marca presença nos sets ao vivo, é o exemplo mais claro dessa influÍncia emo na banda.

A Flock Of Seagulls“Modern Love Is Automatic”
Representando minha veia new wave, incluo a faixa de abertura do disco homônimo de uma das bandas mais injustiçadas dos anos 80. Os timbres espaciais e melodias marcantes de Paul Reynold exerceram significante influência no meu jeito de tocar guitarra. Troque o sintetizador da faixa por barulho e você terá algo próximo de “Snowflake”.

The Smiths“Still Ill”
Essa é uma banda que eu tenho certeza que se eu não incluisse qualquer um dos outros integrantes poderia o ter feito. Forte influência nas guitarras limpas, linhas de baixo, vocais, letras. O The Smiths está cravado no DNA da banda, por mais que nossos trabalhos mais recentes tenham se distanciado um pouco da influência britânica muito presente no debut, Johnny Marr me ensinou que uma guitarra limpa fazendo acordes de jazz pode ser muito mais empolgante que solos de guitarra.

Sonic Youth“Chapel Hill”
Antes de qualquer influência musical, a postura de palco, o barulho, o senso de liberdade que a banda transmite ao vivo e nos clipes foi fundalmente pra formação da nossa própria ideologia como banda. As primeiras vezes que escutei Sonic Youth eu não entendi nada pra ser bem sincero, mas algo neles me chamou atenção e eu continuava voltando pra escutar mais. Existe algo belo em ver uma banda dando tudo de si e se divertindo no processo. Eu só espero isso de todo show da Scuba: terminar o show exausto porém feliz em estar ali naquele palco tocando pra 5 ou 5 mil pessoas. E “Chapel Hill” é muito foda por sinal!

Rush“Afterimage”
Alex Lifeson é outro dos meus guitarristas preferidos e eu precisava incluir algo do Rush. Sou apaixonado por rock/metal progressivo, mas a maioria das bandas está longe demais do nosso som para existir uma influência que não seja algo pontual ou conceitual. Mas aí você tem o Rush oitentista, uma mistura perfeita do drama e intensidade post punk com a musicalidade do rock progressivo. O que mais eu posso dizer? Rush é uma das combinações mais inacreditáveis de músicos talentosos dentro de uma única banda.

Maurício Teles (Baixista e Vocalista)

The Smiths“Hand In Glove”
Eu poderia escolher uma cacetada de músicas do Smiths, mas essa com certeza foi a que mais me marcou de primeira. O vocal de Morrissey é dramático e inspirado e eu sempre tento trazer um pouco disso nas canções da Scuba. Além disso, qualquer coisa que o Andy Rourke faz no baixo me deixa pirado.

Iron Maiden“Purgatory”
Iron Maiden foi o principal responsável na minha vida por eu me interessar realmente por música. A velocidade, a agressividade, é tudo bem intenso. Steve Harris sempre me inspirou para que eu tocasse baixo da forma mais energética possÌvel e nessa track ele demonstra exatamente isso.

Placebo“Every You Every Me”
Brian Molko tem um timbre sensual quase feminino e isso sempre foi um atrativo pra mim. Ao mesmo tempo que é leve, é profundo. Eu busco sempre experimentar na forma como irei cantar e esse estilo mais “foda-se”, menos preocupado com técnica, é algo que eu gosto de implementar em algumas músicas da Scuba.

U2“Sunday Bloody Sunday”
A voz de Bono Vox sempre me impressionou. Desde criança eu tento reproduzir a emoção e a força que ele passa com seus refrões. Quem sabe um dia eu chego lá (risos).

Tears For Fears“The Working Hour”
Se algum dia alguém sentir o que eu sinto ao ouvir esta música com alguma música da Scuba eu já posso morrer feliz.

Gabriel Ramacciotti (Baterista)

Sufjan Stevens“Come On! Feel The Illinoise!: The World’s Columbian Exposition / Carl Sandburg Visits Me In A Dream”
Uma música de enorme exercício de criatividade. Seu resultado sonoro é brilhante não só pelo seu ritmo em 5/4, mas também por sua instrumentação e arranjo sensacionais.

XTC“Senses Working Overtime”
Outra música que ouvi muito quando comecei a estudar música. Apesar de ser uma música simples, Andy Partridge (vocalista e compositor) consegue criar um arranjo típico de um new wave, porém tendo um resultado carismático e estonteante.

Weezer“No Other One”
“Pinkerton” é de longe o melhor álbum do Weezer (polêmica). Poderia colocar todas as tracks do álbum porém essa em especial me traz lembranças de quando comecei a tocar bateria, em meados de 2013, e como nunca conseguia tocar o começo da música.

American Football“Never Meant”
Apesar de sua temática não fazer jus à sua propriedade sonora. Os timbres de guitarra e pureza sonora tornam a música mais atrativa, fazendo-a fluir bem. As viradas e levadas de bateria são pontos importantes que absorvi, inclusive tocando o começo em alguns ensaios (risos).

Dave Matthews Band“The Stone”
Uma das poucas músicas que cultivo desde quando comecei a estudar música. As linhas melódicas e o groove da bateria são pontos que aprecio na música.

Iury Cascaes (Guitarrista e Vocalista)

Nirvana“Lithium”
Essa música eu escolho porque sem ela não existiria muito bem um Iury compositor, um Iury que trabalha em termos de música, um Iury numa banda. Já ouvi várias vezes que o Nirvana é uma daquelas bandas que fazem as pessoas criarem bandas, e atesto a veracidade desse rumor: a “Lithium” é a música deles que eu mais gosto, e facilmente a música mais importante da minha vida. A voz rasgada e ao mesmo tempo bela do Cobain, a bateria simples e poderosa do Grohl, o baixo na faixa do Krist – tudo isso junto com a letra genial, que retrata a indecisão de uma mente convulsiva, me atinge com um espanto musical absurdo que sempre acompanha a minha escuta desse som: “In a daze, I’ve found God” (deslumbrado, encontrei Deus) É simplesmente surreal! Se não fosse Cobain, eu não teria criado o gosto por dizer as coisas em formato de poesia, de música.

Tool“Eulogy”
Se o Nirvana me é a banda mais importante no sentido de que me introduziram ao barato de compor e se expressar, o Tool me é a banda mais foda e única do planeta porque através deles eu conheci uma expressão musical não só exatamente auditiva, mas integral, considerando a arte uma secreção que tem que vazar por todos os poros e de todas as maneiras possíveis: os caras do Tool tocam em tempos quebrados, têm uns clipes visual mente surreais, montam palcos incríveis, gigantes, com configurações que nunca são óbvias; o Maynard se veste com umas roupas bizarras, já tendo tocado até de lingerie – porra! Até o site dos caras foi artisticamente pensado! O Tool me trouxe essa coisa totalidade, da coerência de estilo, do alargamento das fronteiras da unidade estética, de uma integração artística entre tudo aquilo que diz respeito a uma banda. Eu poderia ficar falando horas do Tool – mas pra encurtar eu digo algo dessa música especÍfica: que vocal do caralho! Inspirador!

George Harrison“My Sweet Lord”
Se o Tool me ensinou isso da unidade, o George vem me ensinando (pois comecei a ouvi-lo recentemente) da preocupação de grandeza que tem que ter o artista na hora da composição, da escrita. Com preocupação de grandeza quero dizer uma preocupação de que o tema abordado pela música não seja raso, mas profundo; uma preocupação de que aquilo de que diz a música fale ao mesmo tempo de tudo, do infinito, e humildemente. Devemos botar tudo de nós em nossas composições – e botando tudo de nós, botamos tudo do mundo todo… O dever de dialogar com a seriedade da falta de fundo que é a existência. “My Sweet Lord” é uma música gospel hippie… Um hino àquilo que, por diversos motivos chamamos Deus, é independente de seu nome maior que nós e misterioso. Além do mais, estes violões estão entre os acordes mais pesados que já ouvi. E não é só nessa música, mas sim no CD todo! O George é foda, lendário, iluminado.

The Doors“The End”
Esse som do The Doors é épico demais. Talvez seja daí que vem meu gosto por músicas grandes e meio hipnóticas. Hoje conheço algumas coisas do Krautrock que muito me agradam mas o The Doors, que conheço já há muito, foi a primeira coisa psicodélica que eu pus na minha mente, e a coisa mais dionisíaca que eu já escutei. O Jim Morrison é um animal maluco. A “The End” me chama atenção porque quando você ouve ela parece que você tá chapado de LSD… Não precisa nem dropar! Possível sentir a loucura em cada acorde, subindo, subindo, ficando cada vez mais pesada. Essa porra é um ritual de índio, cara! A influência que tem em mim é justo essa duração estendida em que, por causa da batida e do acorde, você fica estendido, em transe. Ultimamente tenho buscado essa impressão com minhas composições.

Rancore“Mãe”
O Rancore é uma das bandas brasileiras que mais admiro. Os caras tem um som que eu não vi em outro lugar. Como o Tool, os julgo bem únicos. Mas o que amo do Rancore mesmo são os seus shows. Fui em um no Bujas no começo de 2017 ou final de 2016 (não me lembro) que era o último de sua turnê de despedida. Imagina? Eu nunca senti algo tão incrível: todo mundo ali se massacrando, agindo feito uma massa enfeitiçada por música, se debatendo, botando tudo o que fosse possível para fora, largando a goela ela mesma jogada no chão, em meio ao vapor que era o conjunto de todos os suores daquela galera. As paredes escorriam, o calor era imenso. E a energia era descomunal. Naqueles momentos me dei conta de que eu gostaria de fazer shows daqueles, antológicos, imperdíveis, memoráveis. Nessa música específica há a importância das guitarras do Candinho – me é uma inspiração o jeito que ele toca -, das letras e da voz do Teco, forte e cristalina. Vale conferir o clipe, que é muito bom!

Construindo Pata: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Pata, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Lúcia Vulcano:

Soundgarden“Fell On Black Days”
Eu sou completamente apaixonada com Soundgarden (ou alucicrazy, se preferirem citar Nazaré Tedesco). Escolhi essa música porque tem tudo o que eu mais gosto deles em uma música. A criatividade em compor do Chris, os compassos inusitados (essa é em 6/4), a melodia, letra, tudo é lindo demais. Soundgarden é sempre a minha principal referência e minha banda favorita.

L7“Monster”
Bom, nós temos também uma música que se chama monster, apesar de ser uma abordagem diferente. Acho meio óbvio que L7 seja uma grande influência para a pata. Tanto musicalmente – os riffs, a voz, timbres – quanto todo o resto. Uma banda com quatro musicistas mulheres incríveis. INCRÍVEIS.

Janis Joplin“Me and Bobby McGee”
Meu pai me apresentou a Janis quando eu tinha uns 11 anos. Foi a primeira vez na minha vida que eu senti que, como mulher, poderia fazer algo dentro da música. Temos também um pezinho nesse folk (é só escutar “Adulthood”), apesar de não ser o ponto principal da Pata.

Hole  – “Plump”
Assim como L7, uma das mais óbvias influências para mim. Acho que seria impossível contar quantas vezes eu já escutei o “Live Through This” (porque sou velha e não tinha Spotify e Last.fm na minha juventude). A Courtney sempre foi uma ótima compositora e muitas vezes foi descreditada de suas habilidades musicais por conta de seus relacionamentos amorosos. Eu sempre achei que ela influenciou muito mais o Kurt musicalmente do que ele influenciou ela.

Black Sabbath “The Wizard”
Riff maldoso, batera comendo solta, gaitinha loka, trevas & demônio, Geezer Butler em chamas. Melhor música. Bebemos demais nessa fonte e é sempre uma grande inspiração.

Alanis Morissette“All I Really Want”
O jeito que a Alanis tem de compor suas músicas, sempre com ótimas melodias e letras viscerais, é uma enorme influência para mim. Essa música tem tudo o que eu procuro na hora de compor. Uma artista completa com um legado muito forte. Tenho músicas escolhidas da Alanis para cada momento da minha vida.

Alice In Chains“Rain When I Die”
Olha, cês me desculpem, mas eu sou um clichê ambulante dos anos 90. Tá chovendo muito hoje e eu também espero que chova quando eu morrer.

Nirvana“You Know You’re Right”
Quando eu descobri o Nirvana, o Kurt já estava morto há um tempo. Essa foi a primeira novidade do Nirvana que eu peguei lançando. Para mim, o lançamento dessa música foi sensacional, pois eu já havia gastado todos os meus CDs deles de tanto escutar. Acho que é um ótimo ponto de contato entre o Nevermind e o In Utero: tem barulho, tem um refrão de fácil assimilação, riff de baixo super marcante, a dinâmica da música é certeira…

Hino do Clube Atlético Mineiro
Umas das primeiras músicas que eu aprendi a cantar na minha vida e uma das que mais me emociona. SEM CLUBISMO, uma das melodias mais bonitas já composta pela humanidade. Talvez o Galo seja a experiência mais próxima desse mito de deus que eu terei em vida e essa música tem esse peso para mim.

Bulimia“Nosso Corpo Não Nos Pertence”
Bulimia formou meu caráter e creio que de várias mulheres também. Ver mulheres fazendo um som desses, com essas letras de protesto contra o patriarcado, foi “O” empurrão para eu começar minha vida musical em bandas.

7 Year Bitch“Dead Man Don’t Rape”
Um hino riot grrrl dos anos 90.

Neil Young“The Needle and the Damage Done”
Como compositor e artista, uma grande inspiração. Por também seu ativismo e posicionamentos políticos, Neil estará eternamente em meu coração.

Radiohead“Paranoid Android”
A primeira vez que eu escutei essa música eu fiquei de queixo caído. Eu gosto de pensar que é uma “Bohemian Rhapsody” moderna. A textura, os movimentos da música, aquela paradinha com o coral. É uma música que mudou minha percepção de composição.

Chris Cornell“Through the Window”
Uma música do último disco solo dele. O Chris é o músico que mais me influenciou na minha vida. Quando saiu, eu escutei essa música umas 20 vezes no repeat… Era um jeito de tratar a canção que eu sempre esperei que ele fizesse, apesar de gostar muito dos trabalhos solo anteriores dele.

Sepultura“Inner Self”
Apesar de, esteticamente, estar bem longe da proposta da Pata, a essência do Sepultura de Max é muito presente na minha vida musical. Eu gosto de composições criativas, que tenha algo idiossincrático na música. “Inner Self” é genial, um ótimo hino ao ódio da existência.

Luís Friche (Lulu)

Titãs “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas”
Escuto Titãs por influência dos meus pais desde que estava ainda na barriga da minha mãe, passei minha infância inteira ouvindo sem parar e sou fã incondicional de discos como “Cabeça Dinossauro”, “Õ Blesq Blom” e outros. Essa música me chamava muito a atenção quando eu era criança pela letra, que só tem uma frase que se repete do começo ao fim da música.

King Crimson“The Great Deceiver”
É difícil juntar experimentalismo vanguardista com um som tão pesado.

Frank Zappa“Montana”
Já passei um período de mais de um ano em que eu precisava ouvir essa música no mínimo uma vez por dia senão ia à loucura. O arranjo, os solos, as quebras de compasso, o coro maluco, o humor non-sense… tudo me deixa meio hipnotizado.

Itamar Assumpção“Dor Elegante”
Uma música maravilhosa, com arranjo maravilhoso, sobre um poema maravilhoso do Leminski. Itamar é um dos compositores mais criativos que já conheci até hoje.

Maria McKee“If Love is a Red Dress”
É difícil conseguir imaginar uma música tão simples, só com voz e uma guitarrinha meios desafinada tocando acordes do livrinho de cifras, ficar tão bonita assim. Fico arrepiado sempre que ouço esses belos gritos.

Construindo Petit Mort: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda  mezzo-argentina mezzo brasileira Petit Mort, que conta suas influências. “Estamos sem computador, o HD morreu (Rest In Peace), então estamos aqui com o Juan numa Lan House comentando as 20 músicas. Foi muito massa fazer a seleção, lembramos de varias histórias. Foi bem difícil botar só 20 e ficamos nos ligando o quão velhos temos ficado! (risos)”, contou Michelle Mendez, vocalista e baixista da banda. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Rage Against the Machine“Killing In The Name”
Trilha da época do colégio que ainda hoje arrepia a gente. Admiração total pelos riffs poderosos. Banda e música que tem nos influenciado muito no jeito de nos posicionar ante o mundo através da música.

Pearl Jam“Porch”
Show ao vivo mais arrepiante que vimos na vida. O vocal do Eddie Vedder é o mais foda, o cara transmite o sentimento como ninguém. É uma das bandas que mais ouvimos na época em que estava nascendo o Petit Mort. As primeiras músicas tem bastante influência no jeito de compor e letras.

PJ Harvey“Rid Of Me”
Mulherão da porra. Admiração total, aprendi muito com ela no seu jeito de ocupar o espaço num mundo tão machista como é o do rock. Composições poderosas e criativas.

Tool“The Pot”
Música e clipe irado. A viagem deles na composição e estruturas das musicas são sensacionais. A gente ouviu muito na adolescência.

Primus“My Name is Mud”
O baixista do rock mais foda, doido e com presença de palco excepcional. Ter assistido ao vivo ele lá em Buenos Aires foi uma experiência inesquecível, baita festa. Conheci a banda quando ouvi essa música.

Melvins“Lizzy”
Asissti eles lá em Buenos Aires, no Niceto Club, uma casa de shows de pequeno/médio porte. Fui lá com meus brothers: dois deles desmaiaram no meio do show. A pressão da banda e esses graves foderosos com duas baterias no palco fizeram a gente ficar muito louco.

Nirvana“School”
A gente nunca fez covers, nem fomos banda de covers, mas fizemos algumas exceções pois tem música que vale muito a pena homenagear, como essa. Altos gritos de Kurt, das principais influências da banda.

Red Fang“Prehistoric Dog”
Os clipes mais engraçados que ja vimos duma banda de rock são deles. Estamos morrendo de vontade de assistir um show deles ao vivo agora que ficamos sabendo que vão vir pro Brasil.

Truckfighters “Gargarismo”
Escutamos pela primeira vez na primeira turnê na Europa, em 2010, na casa do vocalista holandês Sander, que insistiu muito pra gente ouvir essa banda. A energia deles ao vivo é das melhores, simplesmente quebram tudo e com certeza isso nos empolga pra deixar tudo no palco com cada show.

Incubus “Blood on the Ground”
Trilha das nossas turnês pelo sul da Argentina e Chile em 2008/2009. Chegamos a fazer essa música ao vivo junto ao conhecido guitarrista da Patagônia Pey Etura. A época dessa música do Incubus é das melhores, a gente ouvia muito. Baitas letras e atmosferas.

Macaco Bong“Shift”
Um dos motivos pelo qual a gente mora no Brasil. Melhor banda, admiramos muito. O jeito de compor do Bruno Kayapy com certeza influenciou no meu jeito de pensar a guitarra. Tivemos o grande prazer de compartilhar palco com eles, gente fina demais. Muito admirável a história, guerreiros.

Foo Fighters“Low”
Furamos a fita desse disco na turnê da Europa em 2010. Essa música foi a que mais ficou na nossa cabeça. Clipe engraçado, composição sensacional. Altas baterias e guitarras.

Red Hot Chili Peppers“Suck My Kiss”
Flea, te amamos. Banda que nunca vou cansar de ouvir, a mais foda de todas. Sempre conseguem nos encher de energia, mudar o humor dos nossos dias.

Soundgarden“Outshined”
Uma das primeiras músicas que aprendi tirar em guitarra, riff inesquecível. Sentimos muita tristeza com a morte do Cornell, voz única, cara talentosíssimo com uma baita sensibilidade nas suas letras .

John Frusciante“Going Inside”
É incrível como pode existir uma pessoa no mundo que saiba traduzir tão bem toda sua dor e loucura com suas composições, desde as baterias, samplers, guitarras até as letras profundas. Me faz sentir muita coisa cada música dele, em especial essa aí.

Deftones“My Own Summer”
Da época da MTV que te fazia conhecer novas bandas do caralho. Música que fizemos tributo num show na Amsterdam, Holanda na primeira turnê de Europa no 2010.

Arctic Monkeys“The View From the Afternoon”
A conexão que tem o Alex Turner com o batera é única, muito talentosos. Admiro muito as composições deles dois. Essa banda tem umas letras sensacionais.

Sumo“Mejor No Hablar de Ciertas Cosas”
Música cheia de significado pra nós argentinos, poesias do Luca Prodan que mexeram com nossa cabeça bem na adolescência. Foi muito bom aquela banda ter existido pra história do rock argentino.

Queens of the Stone Age“Go With the Flow”
Também vi pela primeira vez na MTV, fechou certinho música e clipe.

Die Antwoord“I Find U Freeky”
Uma das bandas que mais temos ouvido nestes últimos anos. Uma banda que foi além do que podia se esperar, energia irada no palco e criatividade em todas as áreas: musicais, visuais, clipes, comunicação, dialetos. Muito foda.

Construindo Lucas Adon: conheça as 20 músicas que mais influenciaram seu som

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o cantor e compositor Lucas Adon, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Nirvana“Marigold”
Melodia com altas deprês, que são sempre desencadeadoras do processo criativo de composição.

PJ Harvey“The Desperate Kingdom of Love”
Altas depress número 2! A volt do amor sofrido inspirando melodias e letras.

Jethro Tull“My God”
Um puta som! A começar pela bela introdução de cordas (tenho algumas músicas ainda não lançadas com introduções instrumentais longas, nessa pegada).

Lenine“O Atirador”
Rock e Brasil se completam no meu som e essa música é pura grooveria a la violão brasileiro.

Dani Black“Ganhar Dinheiro”
Para além do talento do cantor, a sagacidade da letra é maravilhosa. Aliás, me identifico.

Peter Gabriel“My Body is A Cage”
Viciado nesse som. Tenso e cheio de nuances.

Air“Playground Love”
Viciado na linha de sax dessa canção. Sempre fiz o sax com a boca, principalmente em shows. Neste novo trabalho, tenho explorado bastante as linhas do querido parceiro Buga. O primeiro resultado oficial saiu com a música “Desencadeou”, que tem clipe já rolando no Youtube. Gostei tanto que estamos testando leva-lo também aos shows para improvisar em outras músicas do set.

Arcade Fire“Laika”
Como vocês podem ver, Arcade Fire está no ranking das minhas mais ouvidas. Essa música, especificamente, é o tipo de som que me teletransporta para algum lugar incrível.

Biônica“São Paulo Saloon”
Além do trabalho solo, que sempre teve uma veia mais rock, tenho uma banda chamada Imigrantes Italianos do Século XXI, que segue bem a linha do rock de garagem paulistano que essa faixa do Biônica traz. É minha alma.

Venom“Countess Bathory”
A adolescência acaba trazendo muitas referências para o som que a gente faz, né? E eu ouvia muito essa.

Brujeria“El Patron”
Minhas letras abordam coisas do coração, mas também trazem muito dos meus questionamentos enquanto cidadão e pessoa que quer ver uma sociedade modificada. Viva la revolución!

Regina Spektor“Chemo Limo”
Essa faixa fala sobre decidir entre uma quimioterapia e viver incansavelmente os últimos dias de vida. Foi minha primeira descoberta pelo Facebook e a temática marcou bastante.

Saravah Soul “Mestiço”
Tenho explorado nas minhas novas músicas muitas brasilidades, sem perder a essência do rock. Também toco baixo e sou filho de baixista e as grooverias acabam me chamando atenção e interferem na composição. Descoberta cabulosa, baita ginga e ótima letra.

Raul Seixas“Super Herois”
Pra muito além do bordão “toca Raul”, Raulzito é uma escola de rock tupiniquim e essa música é uma viagem forte.

Carol Naine“Amanhã”
Gosto da maneira como ela faz as letras, de maneira sagaz. Esse é um som de representatividade da nova MPB.

Legião Urbana“Metal Contra as Nuvens”
Quantas músicas existem nessa mesma faixa? Uma obra de arte secular.

Beethoven – “Moonlight Sonata”
Um dos contatos que tive com a música logo cedo foi justamente com o piano, apesar de ter acabado nos vocais, violão e baixo. Essa faixa é praticamente Deus fazendo música.

Queens Of The Stone Age“My God Is the Sun”
Clássico alternativo.

Lucas Adon“Vez e Voz”
Apesar dessa música ser minha mesmo, é importante para todo o restante do meu trabalho, pois foi a primeira parceria entre meu pai e eu.

Gritando HC“Terra da Garoa”
Ainda falando de toda intensidade adolescente e o quanto ela age no processo criativo, essa música embalou muito rolê juvenil.

Construindo LuvBugs: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo LuvBugs, do Rio de Janeiro, formado por Paloma Vasconcellos (bateria) e Rodrigo Pastore (guitarra e voz) Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Bikini Kill“Girl Soldier”
Paloma: Definitivamente, a Tobi Vail é uma grande baterista/musicista e a minha maior influência Riot Grrrl na LuvBugs e na vida. “Guess you didn’t notice. Why we were dying. I guess you didn’t give a fuck. After all, only women were dying”.

Breeders“No Aloha” (“Last Splash”, 1993).
Rodrigo: Melodia vocal açucarada mergulhada em guitarras distorcidas em amps valvulados, isso é praticamente a base de 80% dos sons da LuvBugs.

Babes In Toyland“Hello” (“Nemesisters”, 1995).
Paloma: Riot Grrrl até a alma, “Hello” introduz esse belo disco de punk rock, dessa banda linda que tenho como grande influência de que as mulheres podem sim fazer rock. Lori Barbero é uma grande referência de baterista.

Nirvana“School” (“Bleach”, 1989).
Rodrigo: Um dos riffs mais contagiantes da história do rock and roll, tem uns 3 riffs da LuvBugs que nasceram daí, Coração Vermelho, Verde Zen e algum outro que não estou lembrando.

Sonic Youth“Becuz” (“Washing Machine”, 1995).
Paloma: O timbre dessa guitarra e seu riff repetitivo somado ao essencial vocal da excêntrica Kim Gordon tornam essa introdução do “Washing Machine” algo que sempre está presente na minha mente.

Wavves“No Hope Kids” (“Wavves”, 2009).
Rodrigo: Um amigo voltou daquele cruzeiro do Weezer uma vez com um vinil do Wavves e disse que queria me mostrar um som de uma banda que ele tinha conhecido os caras na piscina do cruzeiro. Logo que ouvi me liguei que era o som que eu queria fazer e “No Hope Kids” é um punk rock de garagem perfeito, ouvi até entrar no sangue.
Influência nas composições e nas mixagens dos discos, esse som tem uma mix lo-fi referência pra mim.

Nirvana“Dumb” (“In Utero”, 1993).
Paloma: A simplicidade dessa letra consegue demonstrar toda a complexidade da vida em um perfeito paradoxo existencial. “I’m not like them but I can pretend”. As composições da LuvBugs são assim, mais simples possíveis.

Freud And The Suicidal Vampires “It’s Hard To Write A Good Song In 5 Minutes (When You’re So Difficult To Describe)”
Rodrigo: Outro som referência de mix lo-fi. Riff alucinante com uma guitarrinha fazendo um solo de tema. Daí eu percebi que o álbum “Dias em Lo-Fi” poderia ter isso também, som de duas guitarras e não apenas uma como nos outros, até que a gente tem se virado bem ao vivo.

Velvet Underground“Venus in Furs” (“The Velvet Underground and Nico”, 1967).
Paloma: Impactante até a alma, impossível não se afetar com a experiência que essa música passa. “I could sleep for a thousand years. A thousand dreams that would awake me. Different colors made of tears”.

Ronnie Von“Imagem” (“A Máquina Voadora”, 1970).
Rodrigo: Esse som escutei tanto em determinada época da minha vida, que sempre quando escuto novamente reencontro meu jeito de escrever as músicas da LuvBugs e até meu jeito de pensar sobre a vida. Outro dia um amigo me falou em alguma semelhança em alguma melodia de voz minha ou jeito de cantar e eu acabei dando
razão a ele.

John Frusciante“Look On” (“Inside Of Emptiness”, 2004).
Paloma: O John é surreal. Essa música, (e esse disco) é cativante do início ao fim. Melodia, letra e guitarra lindas e totalmente inspiradoras. “When I thought life was terrible, things were going fine… A paper and a pencil are the
best friends I’ve got. Look on”.

Dinosaur Jr“Drawerings” (“Where You Been”, 1993).
Rodrigo: Outro dia eu li “J.esus Mascis é meu pastor e nada me faltará”. Amém.

L7“One More Thing” (“Bricks Are Heavy”, 1992).
Paloma: Esse grunge anos 90 de melodia e guitarra arrastada é perfeito e uma das minhas maiores influências também.

Elliott Smith“Coast To Coast” (“From a Basement on the Hill”, 2004).
Rodrigo: Considero de alguma forma Elliott Smith uma grande influência pro “Dias em Lo-Fi”, sempre o escutei mas até então não considerava muito essa influência à LuvBugs. Nesse álbum a gente acabou deixando umas camadas um pouco mais tristes que nos anteriores e “Coast To Coast” foi grande referência pra canções como por
exemplo “Ela Sabe o que é Certo”, claro que não é uma cópia, assim como todas as influências, a gente acaba fazendo do nosso jeito.

My Bloody Valentine“Only Shallow“ (“Loveless”, 1991).
Paloma: Vocal calmo e delicado mas ao mesmo tempo forte e intenso. É uma das principais influências shoegaze da LuvBugs.

Elastica“Stutter” (“Elastica”, 1995).
Rodrigo: Composição contagiante, batida dançante, “ritmo de acadimia”, fuzz rasgando o refrão, vocal cantarolado, cabelo no rosto, ufa, tudo que eu preciso nessa vida. E tento levar pra LuvBugs.

Oasis“Live Forever” (“Definitely Maybe”, 1994).
Paloma: Oasis é uma banda que apesar de controversa é inspiradora e me influencia na hora de compôr, mesmo que inconscientemente. “Maybe I just want to fly. I want to live. I don’t want to die”.

Lou Reed“Hangin’ Round” (“Transformer”, 1972).
Rodrigo: Lou Reed fez as melhores canções que ouvi na minha vida, ele é a maior referência musical, pode crer. Inventou tudo que eu ouço hoje e se alguma banda do mundo não tem nenhuma influência do Lou ou Velvet Underground eu nem preciso escutar. Essa canção em especial, o jeito dele cantarolar a melodia ao mesmo tempo
que descreve a cena é mágico.

Courtney Barnett“Nobody Really Cares If You Don’t Go To The Party” (“Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”, 2015).
Paloma: Essa música fala de situações que são reais na vida das pessoas e traduz perfeitamente boa parte do meu cotidiano. É assim com a maioria das composições dessa australiana que veio pra ficar e conquistou o coração da LuvBugs. “I wanna go out but I wanna stay home”.

Titãs“Taxidermia” (“Titanomaquia”, 1993)
Rodrigo: “Se eu tivesse seus olhos não seria famoso, eu não quero ser útil, quero ser utilizado, inutilizado, inutilizado”. Acho que foi meu primeiro contato com poesia dentro do rock’n roll. Esse som é referência pra qualquer coisa que eu faça.

Construindo Bikini Hunters: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto Bikini Hunters. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Ramones“Now I Wanna Sniff Some Glue”
A Bikini só existe por causa dos Ramones! Em 2006 eu e o Vini (ex-baterista) éramos dois adolescentes doidos para montar uma banda com o som bem bubblegum, semelhante aos primeiros álbuns dos Ramones. Durante muito tempo da banda essa música esteve presente nos shows, por ser a música mais curta que o Ramones já compôs ela refletia um pouco da nossa ansiedade de tocar rápido e sermos diretos.

Carbona“Garopaba Go”
No início da banda o Carbona era nossa maior referência nacional, até mesmo por ser uma das poucas bandas de bubblegum nacional e fazer um som bem semelhante ao que almejávamos fazer. “Garopaba Go” foi a primeira música que tocamos juntos, então ela é fundamental nessa lista.

The Queers“It’s Cold Outside”
The Queers são os mestres do bubblegum e acabaram vindo fazer um show em Veranópolis (inacreditável, mas real). O Vini (ex-baterista), era super fã dos caras, mas estava morando nos EUA na época que ocorreu o show, então, ele voltou pro Brasil de horror e quase que nos obrigou a fazer uma versão português dessa música (eu sempre achei meio “brega” esse lance de traduzir músicas). No fim, ficou super melosa, mas bem divertida de tocar.

Nirvana“You Know You’re Right”
A Bikini teve algumas fases bem grunge, onde nós sempre buscávamos colocar nas músicas próprias algumas situações onde o baixo e a bateria segurassem a música e a guitarra ficasse apenas fazendo algumas frasezinhas bem colocadas. Acho que dá pra perceber um climão parecido com “You Know You’re Right” no meio da nossa canção “Tudo o Que Eu Queria”.

Velvet Revolver“Let It Roll”
Com a entrada do Gui (Guitarrista) na banda o som ia mudar com absoluta certeza. As referências dele são muito mais rock and roll do que a dos antigos integrantes, que tinham como base o punk rock e o grunge. Depois de alguns ensaios o Gui falou “o que vocês acham de tirarmos ‘Let It Roll’ do Velvet Revolver?”; eu me assustei (parecia algo muito longe do que vínhamos tocando), mas respondi que por conhecer muito pouco de Velvet queria dar uma ouvida no som. Quando ouvi, pirei na hora. A música tem a pegada punk do Duff com os riffs e solos geniais do Slash. Let It Roll certamente define um pouco do estilo de som que a Bikini pretende seguir daqui pra frente.

Ultramen“Tubararãozinho”
Esse foi o primeiro som que a Bikini tocou com a nova formação e, hoje em dia, é o cover que eu mais gosto de tocar nos shows. A ideia foi do Lipe (baixista) e, mesmo que inusitada, entrou na cabeça da banda toda logo na primeira vez que tocamos ela. O riff de guitarra – presente em praticamente toda música – é muito rock and roll, mas lá pro meio da canção rola muito groove e mesmo com tanta mistura a música consegue ser um pop acessível para todo tipo de público. 

Titãs “Vossa Excelência”
Outro cover que temos tocado em quase todos os shows e, infelizmente, tem uma letra que condiz muito com o momento atual do nosso país. O Kelvin (baterista) sempre comenta, com toda razão, que essa música é uma aula de como a simplicidade pode ser genial.

Tequila Baby“Sexo HC”
Essa música tem toda a sacanagem que tanto gostamos de colocar nas nossas músicas. Além disso, a influência da Tequila Baby na Bikini Hunters é inegável, pois mesmo que cada integrante da banda tenha suas influências próprias, a Tequila é unanimidade por ter sido uma das primeiras bandas que todos nós ouvimos. 

Rolling Stones“Honky Tonk Women”
Estávamos bebendo ceva há uns dias atrás enquanto esse som rolava e começamos a discutir qual a melhor música dos Stones. Não conseguimos entrar em um consenso, mas, ok, foi uma discussão besta, afinal, os Stones são demais em todos os acordes e nós amamos eles! 

Forgotten Boys “Blá Blá Blá”
Mesmo com algumas mudanças de formações, o Forgotten sempre foi uma das principais, ou talvez, A PRINCIPAL, influência da banda. Acho que pela primeira vez estamos perto de fazer um som semelhante, do nosso jeito, claro, mas com esse lance de riffs pesados e bem marcantes.

AC/DC“The Jack”
É blues, é rock, é sensualidade, é AC/DC! Esse som faz a nossa cabeça em todos os sentidos e a gente jamais vai negar que curte um striptease (risos).

Acústicos e Valvulados “Sarjeta”
“…Eu quero a sarjeta, eu quero a sacanagem…o porre e a ressaca….o foda-se ligado”. Essa letra é muito Bikini Hunters! Abrimos alguns shows com essa música e teve uma galera que veio perguntar se era uma música nova nossa; até gostaríamos que fosse, mas é cover da Acústicos, banda que, para nós, está no seu melhor momento (mesmo com 26 anos de estrada). 

Green Day“Basket Case”
Um tanto quanto clichê, mas necessário. Boa parte da minha postura no palco é influência do Billie Joe. Acho ele um dos maiores frontmans da história da música! 

Beatles“Helter Skelter”
Os Beatles ajudaram a construir qualquer banda de rock! Difícil foi escolher só uma música deles, mas como amamos distorções e sujeira, “Helter Skelter” é a escolha perfeita, uma música que foge um pouco de tudo que o Beatles criou.

Foo Fighters“Walk”
A última música que estávamos criando para o próximo disco começa com um dedilhado e no meio das composições alguém comentou “Pow, tá lembrando um pouco a vibe de “Walk” do Foo Fighters, daria até para fazer uns acordes parecidos com o que eles utilizaram na base”;​ em outro caso também lembro que já rolou o pitaco “Pow essa batera tá muito reta, faz algo meio na vibe do Taylor do Foo Fighters”. Enfim, mesmo que não sejamos os maiores fãs, o Foo Fighters nos inspira de alguma forma.

Guns’N’Roses“Attitude”
Eu não sou muito ligado no Guns, mas o resto da banda são todos fãzaços, então, como já fui bastante fã de Misfits, eis a combinação perfeita, Guns fazendo um cover fodástico de Misfits. 

TNT“Me Dá o Cigarro”
TNT é tão clássico que passa dos limites de influência musical para uma forma de comunicação informal, afinal, durante todas as pausas dos ensaios da Bikini alguém cantarola “…me dá o cigarro, me dá o fogo…” (obviamente, pedindo um cigarro ou isqueiro emprestado).

Slash“Doctor Alibi”
Uma noite saímos (levemente desnorteados) de uma festa e viemos aqui pra minha casa assistir incessantemente (sério, assistimos umas 10 vezes seguidas e mais algumas vezes aleatórias entre uma música e outra) uma apresentação ao vivo dessa música. Acho que todos sentimos que essa é a linha de som que estamos buscando. Não tem muita frescura e é genial mesmo assim! Também não tinha como não ser uma canção pra lá de fodástica estando envolvidos o maior guitarrista da história do rock e a maior lenda do rock de todos os tempos.

Sublime With Rome“Take It Or Leave It”
Esse som tá sempre no pen drive do meu carro, então, volta e meia carregando amplis, baterias, guitarras ou coisas do tipo ele toca e a gente comenta “Putz, Sublime é foda né!? Olha que vibe gostosinha, baixo groovezadozudozaço, alta energia boa”. Então, de uma forma ou de outra ele faz parte de banda. Quem sabe a gente não lance um reggaezinho ou ska no próximo disco!? (Humm… pensando bem, é difícil (risos)).

Erasmo Carlos “Fama de Mau”
No fim das contas somos bons jovens! Até estamos tocando esse Erasmão para mostrar que no fundo é tudo marra, essa coisa de rock descarado e tudo mais, é só pra manter a nossa fama de mau (ou talvez não)…

Construindo Van Der Vous: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o Van Der Vous, banda de rock psicodélico de Salvador, Bahia, mostrando quais sons influenciaram suas composições.

The Doors“Break on Through (To The Otherside)” (1967)
A banda The Doors é uma grande influência para o disco “La Fuga”, principalmente pela vocalização. Influenciado especialmente pela poesia de Jim Morrison, as improvisações e em algumas baterias que foram criadas para o disco, como a questão da bateria latina com influências da bossa-nova, claramente exposta na música “Break On Through (To The Other Side)”.

The Doors“People Are Strange” (1964)
Entre as grandes músicas do Doors que influenciou nossas composições estão “The End”, “When the Music’s Over” e “People Are Strange”. No nosso disco enxerga-se essa influência marcante nas músicas: “What You Need”, “You Know”, “Cirque de Júlia”, “Back to Reality”.

Cream “Sunshine of Your Love” (1968)
O Cream, com as longas improvisações blueseiras e os louváveis solos de Eric Clapton, é maior influência com relação às improvisações de guitarra.

Cream“Strange Brew” (1968)
O Cream misturava a psicodelia com o blues e ao vivo transcendia os ouvintes com longas e magníficas improvisações.

The Beatles“I Want you (She’s So Heavy)” (1968)
Em algumas músicas percebe-se a nuance psicodélica do Beatles, principalmente na música “Cirque de Júlia” do nosso disco, na caída que lembra a música “I Want you (She’s So Heavy)”.

The Beatles“Being For The Benefit of Mr. Kite!” (1968)
Incríveis efeitos sonoros.

Pink Floyd“Bike” (1967)
O primeiro disco do Pink Floyd, “The Piper At The Gates of Dawn”, teve profunda influência na decisão de entrar na psicodelia de cabeça.

Pink Floyd“Astronomy Domine” (1997)
O disco mostra a criatividade de Syd Barrett em suas composições cósmicas e ácidas, como em “Astronomy Domine”. Ouvir a música “I Get High” do nosso disco.

Os Mutantes“Mágica” (1969)
A música mais viajante dos Mutantes.

Os Mutantes“A Hora e a Vez do Cabelo Nascer” (1972)
Incrível riff e solos.

Black Sabbath“Wicked World” (1973)
O peso do Black Sabbath é uma das nossas inspirações, não apenas nos improvisos (uma das influências do Black Sabbath é o Cream!), mas nas músicas também.

Black Sabbath“N.I.B” (1973)
O disco “Live At Last” teve profunda influência na minha forma de solar e de compor algumas músicas, como em “Behind The Wall Of Your Pain”, que apesar de ter o nome parecido com uma música do Sabbath, é totalmente original. Algo como se o The Doors e o Sabbath tivessem tido um filho.

Nirvana“Territorial Pissings” (1991)
Eu mesmo fiz a mixagem do disco “La Fuga” e fui influenciado pela compressão utilizada no “Nevermind”.

Nirvana “Breed” (1991)
Podemos perceber algumas influências como em “Come Alone and Play”, que traz uma pegada mais grunge ao nosso disco.

Tame Impala“Its Not Meant To Be” (2011)
Quando ouvi essa banda pela primeira vez eu pirei. Um rock psicodélico atual e ao mesmo tempo sessentista, com improvisações fodas, principalmente no disco “Innerspeaker” (o primeiro deles).

Tame Impala“Sundown Syndrome” (2010)
Ouvir a música “Mind Changes’ do nosso disco “La Fuga”.

Mac Demarco“Chamber Of Reflection” (2012)
Influencia para o novo disco da banda, dá para escutar no novo single “Poesia Lunática” lançado em 2016.

Caribou“Melody Day” (2007)
Buena sonoridade psicodélica com influenciou a música “Somehow” do disco “La Fuga”.

Dungen“Fredag” (2008)
Influencia direta do Tame Impala que acabei usando como influencia para música “Somehow” do disco “La Fuga”.

Lô Borges“Homem da Rua” (1972)
“Sonho no chão
E a festa não apaga
O estranho silêncio na rua.”

Ouça a playlist com as escolhas da banda:

Construindo Loyal Gun: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Loyal Gun

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o Loyal Gun, de São Paulo, que conta com Raffa Ap, no baixo, Bruno Duarte (Herod, Penhasco, O Apátrida e Attöm Dë) na bateria, Dija Dijones (O Apátrida, Penhasco, Odair José) na guitarra e voz e André Luiz (Fita e ex-Ronca) na guitarra.

Hum“Stars”
Hum é uma das maiores pérolas perdidas dos anos 90, sobretudo por conta de seus dois últimos discos, o sublime “You’d Prefere An Astronaut” e o irretocável “Downward Is Heavenward”. Talvez se dissermos que o som seja a mais perfeita simbiose entre Smashing Pumpkins e Sunny Day Real Estate não estaríamos mentindo. Se isso for algo difícil de acreditar, mais difícil para nós é acreditar que alguém não tenha ido ouvir Hum depois dessa referência. Nem que seja para nos desmentir.

Hüsker Dü“Chartered Trips”
“Zen Arcade” é, literalmente, uma grande viagem. A ideia é a seguinte: você é um jovem que se revolta (“Something I Learned Today”, “Broken Home, Broken Heart”, “Never Talking To You Again”) e, exatamente na quarta faixa, “Chartered Trips”, você, tomado por frustrações e esperanças, resolve pegar um ônibus e ir embora para um lugar onde você possa encontrar o seu verdadeiro eu e deixe de ser refém da opressão da qual acreditava ser vítima. Porém, a viagem é longa e ainda há muito para viver e aprender. Pode parecer algo muito ambicioso de se contar em um álbum, mas nada melhor do que a imaginação de quem está do lado de cá do falante para que grandes histórias sejam contadas.

The Posies“Solar Sister”
A melhor e mais nostálgica combinação que pode haver para nos levar de volta aos anos 90 é a de guitarras, cheias de feedback e distorção, poluindo belos acordes abertos que servem de sustentação para uma acachapante melodia vocal. E isso, Jon Auer e Ken Stringfellow (que também foi durante muito tempo músico de apoio do R.E.M.) fizeram com uma facilidade impressionante. E ainda continuam cometendo este tipo de canção até hoje, mal dá para acreditar nisso.

Swervedriver“Son Of A Mustang Ford”
Bandas de shoegaze como Ride, My Bloody Valentine, Catherine Wheel, Moose, Venus Beads e muitas outras são importantes na criação das nossas músicas, mas, talvez, a maior referência do estilo para nós seja o Swervedriver. Os acordes e riffs que saem da Jazzmaster de Adam Franklin saem dos discos e ficam permanentemente ressoando em nossos cerebelos, isso explica, por exemplo, alguns de nossos movimentos desengonçados no palco.

Dinosaur Jr.“Out There”
Faixa de abertura do antológico “Where You Been”. J. Mascis é uma referência tão forte para o Loyal Gun que cada um dos dois guitarristas possuíam uma Jazzmaster signature dele antes mesmo de se conhecerem. Não é por causa disso que algum deles venha a ter a destreza com instrumento que o inspirador do modelo tem, mas, sem dúvida alguma, fazem muitas coisas inspiradas no jeito de tocar deste guitarrista tão icônico e influente para os fãs de rock alternativo.

Thin Lizzy“For Those Who Love To Live”
Pode parecer estranho uma banda como esta na lista, mas a verdade é que com a primeira formação com 2 guitarristas (exatamente a que gravou este disco, o “Fighting”), o Thin Lizzy popularizou a ideia de se ter mais de um guitarrista solo numa banda. A ideia se popularizou e é possível notar como isso foi aplicado através dos tempos, de Iron Maiden a Hellacopters, de Judas Priest a A Wilhelm Scream. Adotamos isto ao nosso modo e buscamos aperfeiçoar algumas coisas de guitarra, como pensar em temas com melodias que nos soem interessantes e acordes que fujam um pouco do trivial.

Beezewax“Sign Of Relief”
Esta é uma banda norueguesa dos anos 90 com muita influência de Dinosaur Jr., Hüsker Dü e boa parte dos grupos dos anos 80 e 90 que militaram em favor das guitarras barulhentas e das melodias vocais cativantes. Tiveram um disco produzido pelo Ken Stringfellow (do Posies), para sermos mais precisos o segundo, o ótimo “South Of Boredom”, e seu vocalista, Kenneth Ishak, já esteve no Brasil por 2 vezes. Aliás, precisamos agradecer pelo disco de vinil que ele autografou e deu de presente: obrigado, Kenneth!

Placebo“Burger Queen”
Belíssima balada que encerra oficialmente (considerando que tem uma faixa escondida depois dela chamada “Evil Dildo”) um dos discos favoritos da casa, “Without You I’m Nothing”. O curioso sobre esta música é que, ao contrário do que o título pode expressar, não é sobre uma “rainha do hambúrguer”: é uma expressão para “gay que vive em Luxemburgo”, país onde o líder da banda, Brian Molko, morou na adolescência. No fim, é uma música sobre estar no lugar errado, na hora errada. Letras costumam ser uma preocupação comum para toda e qualquer banda, no entanto, é fascinante o número de formas que você pode empregar para dizer alguma coisa, expressar um sentimento ou contar uma história.

Buffalo Tom“Your Stripes”
Toda a banda tem um sonho, um tanto pueril de certa forma, de lançar discos bem produzidos, arrebanhar fãs, fazer turnês e tocar com seus ídolos. Se fossemos protagonistas de uma história assim, com certeza uma das bandas com a qual gostaríamos de tocar seria o Buffalo Tom, uma das nossas principais influências durante a fase da banda na qual éramos um trio. Uma informação interessante e que faz com que seja possível interligar uma referência em outra desta lista é que o Buffalo Tom, no início da carreira, foi produzido pelo J. Mascis, do Dinosaur Jr., o que rendeu ao trio de Boston o apelido de “Dinosaur Jr. Jr.”.

Superdrag“Do The Vampire”
Em alguns shows que fizemos algumas pessoas, fãs de rock alternativo como nós, costumam apontar 2 bandas como referências latentes nas nossas canções. Uma é o Placebo e a outra é este quarteto do Tennessee. De fato, as canções escritas por John Davis (seja no Superdrag, no Lees Of Memory, solo ou no Epic Ditch – onde toca com Nick Raskulinecz, produtor de bandas como Deftones, Mastodon, Rush e Foo Fighters, só para citar algumas) fazem muito a nossa cabeça, por mais que ele tenha tido uma estranha e inusitada fase que resultou em um disco inteiro dedicado a Jesus Cristo.

Sunny Day Real Estate“Guitar And Video Games”
Assumidamente, uma das nossas maiores influências nos primórdios da banda. Esta é uma das mais bonitas canções dos anos 90. Ela tem uma harmonia que traz uma certa melancolia, mas unida à uma sensibilidade impressionante e a performance vocal de Jeremy Enigk vai revelando uma intensidade no decorrer da música que acreditamos ser quase impossível não se render a tanta entrega e emoção na interpretação. A grande lição que fica aqui é a de que se a canção que você estiver tocando não tem a sua verdade como artista, pode desistir disso e ir fazer outra coisa.

Weezer“I Just Threw Out The Love Of My Dreams”
É bem difícil uma banda formada a partir dos anos 2000 que se dedique a tocar rock alternativo dos anos 90 não ser influenciada por Weezer. Esta é a única canção do Weezer com uma mulher no vocal principal, neste caso, a Rachel Haden (.that dog, Rentals, etc.). No começo do Loyal Gun, a ideia era ter uma vocalista e esta canção era uma das referências para a banda naqueles dias. Havia uma pessoa para tomar o posto, mas semanas antes de confirmarmos o primeiro ensaio com a primeira formação da banda, ela se mudou para a Alemanha. Ou seja, a banda mal começou e já tomou um 7 x 1.

Pin Ups“You Shouldn’t Go Away”
Já que o Spotify ainda não nos dá o prazer de poder ouvir Killing Chainsaw, Shed, Valv e outras bandas importantes que nos mostraram que era possível ter uma banda brasileira cantando em inglês, fazer trabalhos relevantes e ter um público, ainda que bem seleto, nada mais justo do que representar esta ideia e este ideal no Pin Ups. Acreditamos que cantar em outra língua é uma opção que toda e qualquer banda pode usar a seu favor e não há nisso razão para categorizá-la como uma banda menor e/ou desprezível. Para ilustrar isso, vale a pena mencionar que durante as gravações de “Dinner And Breakfast”, do The Hexx, os integrantes de Loyal Gun, Sky Down e Twinpine(s) que aparecem no vídeo estavam na verdade tocando esta música do Pin Ups. A ousadia de cantar em inglês prosperou e alcançou outras gerações.

Hateen“Mr. Oldman”
Ainda que o hardcore, assim como seus congêneres, não seja um estilo presente e/ou perceptível em nossas composições, bandas como Garage Fuzz, Street Bulldogs e Hateen foram importantes em nossa concepção sonora, pois, no começo dos anos 2000, há entre nós quem acompanhasse a fervilhante movimentação de bandas que levavam adolescentes a lotar as dependências do Hangar 110 todos os finais de semana naquele período, reforçando a ideia já perpetrada por Pin Ups, Second Come, Mickey Junkies, Killing Chainsaw, Dash, brincando de deus, Madeixas, Dead Billies, Úteros Em Fúria, Pinheads, Muzzarelas e tantas outras de que, se nós quiséssemos, inglês seria coisa nossa.

Superchunk“Cast Iron”
Patrimônio do rock alternativo dos anos 90, o Superchunk também é um exemplo mostrando um caminho, árduo mas possível, para quem não atende às exigências de mercado e nem quer atender, ao fundar seu próprio selo (a Merge Records) e lançar quase todos os seus discos do jeito que queria através dele. Obviamente, nossa realidade de país subdesenvolvido é diferente e é preciso compreender bem isso, mas sejamos honestos: se é praticamente certo que o rock não vai pagar nossas contas, porque então não tomar as rédeas de tudo e fazer o que der na telha do jeito que conseguimos lidar? Ganhar algum dinheiro é importante para pelo menos uma banda se custear, mas a prioridade tem que ser a música e o prazer que ela proporciona. Para ganhar dinheiro, o melhor é se dedicar paralelamente a outra coisa mesmo e conciliar na medida do possível.

Nada Surf“No Quick Fix”
Pode parecer uma receita um tanto cliché, mas ainda nos fascina esta tentativa de pegar uns 4 ou 5 acordes de guitarra, colocá-los em um compasso simples e tentar balbuciar uma boa melodia vocal para acompanha-los, enquanto se procura palavras que soem interessantes o suficiente para a ocasião. O Nada Surf é das bandas que investem no método e eles costumam se sair bem na esmagadora maioria das vezes.

Heatmiser“Christian Brothers”
Banda que teve Elliott Smith como vocalista. Tanto que a versão mais conhecida desta música é a que está presente em seu disco solo autointitulado, lançado em 1995. A versão solo (que apesar de ser gravada depois, foi lançada antes que a versão do Heatmiser) é tocada ao violão, acompanhada por uma discreta e contida bateria. É interessante ver como no formato com banda a canção muda e isso tem muito a ver com muitas canções que fizemos, pois elas muitas vezes partem de uma ideia feita ao violão e depois se tornam outras quando desenvolvidas com a banda toda.

Teenage Fanclub“Can’t Feel My Soul”
Powerpop é uma das grandes influências da banda, pois, na nossa concepção, um dos caminhos possíveis de se desbravar para se fazer uma boa canção é aquele no qual, entre um riff, um lick ou um acorde aberto cheio de overdrive, um baixo pulsante e uma bateria marcando bem o ritmo, você encontra uma melodia vocal que você, ao ouvir, também sente vontade de cantar. O Teenage Fanclub é um patrimônio do estilo que sabe muito bem como percorrer esta rota.

Wipers“Mystery”
Em um determinado período da banda, durante uma das diversas transições decorrentes de mudanças na formação, decidimos que escolheríamos algumas músicas que gostávamos para tocar em um ou outro show. Esta foi uma delas. Sua curta duração gerava uma dúvida sobre o que era melhor: improvisar e alongá-la ou apenas tocá-la inteira várias vezes seguidas. Acabamos optando pela segunda possibilidade. Mas é tão divertido tocar esta canção que, na verdade, tanto faz.

Nirvana“Sappy”
Foram os b-sides do Nirvana os responsáveis por mostrar uma outra faceta da banda (alguns deles, inclusive, são versões de canções do Wipers) e hoje, passados todos estes anos do furacão grunge e numa era na qual chega-se a falar sobre um revival do estilo, estes b-sides ainda se mostram preciosos. O que se extrai daí é a importância de se insistir procurando uma melhor disposição de acordes, uma linha de baixo mais interessante, uma melodia vocal mais cativante, pois, por mais que você não vá incluí-la em um álbum ou no seu repertório, é importante ter a convicção de que você fez o seu melhor e, mesmo que você consiga se superar em outras ocasiões em outras canções, em um dado momento o valor do que foi deixado para trás se fará perceptível de alguma maneira.

Construindo Old Books Room: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Old Books Room

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quinteto de Fortaleza Old Books Room indicando as músicas que mais influenciaram seu som.

Nirvana“Pennyroyal Tea”
Ricardo: Meu primeiro contato com o gênero rock and roll foi ainda criança botar para tocar um antigo disco de 94 do meu irmão mais velho. Pra sorte minha e ruína dos meus pais, ao ouvir pela primeira vez aqueles gritos derretendo pregos, foi paixão por aquele tipo de música que eu nunca tinha ouvido antes. Depois daí Nirvana se tornou influência pra uma vida, que logicamente é refletida nas nossas músicas.

Smashing Pumpkins“Soma”
Ricardo: Como não citar a música que leva meu solo favorito de guitarra. É impossível não se render a essa odisseia sonora que os Abóboras construíram e que culminam num dos solos mais incríveis de guitarra se puxamos pro feeling. Essa música mexe com a gente até hoje e com certeza SP também é parte fundamental no meu crescimento como apreciador de música.

Silverchair“Emotion Sickness”
Ricardo: Lembro de muuuitas tardes de sábado ou sexta que passei a tarde gastando e corroendo o mais foda disco do Silverchair, “Neon Ballroom”. Na época em que alugávamos discos pra piratear e ouvir, esse com certeza rendeu muita grana ao dono da locadora que tinha cadastro. E “Emotion Sickness” é o carro chefe forte pra sintetizar a beleza que esse disco mostrou ao mundo. Um dedilhado forte e comovente, teclados e synths incríveis, ele te transporta pra uma atmosfera sombria que descreveu muito bem aquela agonia que a gente não sabia descrever.

Placebo“Follow The Cops Back Home”
Ricardo: Conheci Placebo pelo último disco lançado por eles até aquele momento. Foi todo um caminho reverso onde só tive mais certeza que aquela voz blasé anasalada cheia de ironia e aqueles riffs de guitarras diferentões iriam marcar a minha maneira de escrever músicas e letras. A atmosfera mergulhada em delay que essa música traz te deixa paralisado e é uma das melhores pedidas para um pôr- do – sol e um suicídio coletivo, brincadeira sobre a parte do pôr-do- sol.

Ride “Dreams Burn Down”
Ricardo: Ride e My Bloody Valentine foram as bandas que nos introduziram ao shoegaze e “Dreams Burn Down” foi a primeira música do gênero que eu e o Reinaldo escutamos. Se nos nos intitulamos uma banda com o som puxado pro estilo, tenha certeza que “Dreams Burn Down” contribuiu pra isso.

My Bloody Valentine “Sometimes”
Ricardo: Depois de Ride veio My Bloody Valentine e como não cair de amores pela linda e incrível Bilinda Butcher e seus comparsas. Nós, virjões que éramos. Brincadeira, mas o violão maroto na frente dessa parede imensa de efeitos de guitarra acalma qualquer espírito.

Slowdive“Mellon Yellow”
Ricardo: Pra fechar a tríade shoegaziana não se podia deixar de fora Slowdive. “Mellon Yellow” também sintetiza o que a atmosfera barulhenta e melancólica pode causar se você não tomar cuidado e fugir. Caímos em um posso de melancolia que atinge nossa música até hoje.

Interpol“The New”
Ricardo: Interpol influenciou profundamente a nossa maneira de ouvir e entender música. Uma das nossas bandas favoritas sem dúvida alguma. “The New” traz poder e suavidade impossíveis de ser separados, onde no começo é um mar de calmaria, e no fim vem à tempestade. Paul Banks e cia escreveram músicas e letras que marcaram nossas vidas.

Verdena“Luna”
Ricardo: Graças a uma prima italiana que sempre passou as férias por aqui, tivemos acesso a essa fantástica banda de rock italiano. Me lembro da minha prima mostrando o videoclipe de “Luna” pra gente, um dedilhado que vai crescendo e ganhando força a medida que os pedais são pisados que posteriormente saberíamos que era marca registrada da banda. Foi um vício de meses, mesmo sem entendermos muito as letras. Mas música às vezes nem precisa de entendimento.

Jeff Buckley“I Woke Up In Strange Place”
Ricardo: Conhecemos o Jeff lá pras bandas de 2007 e desde lá o cara é presença marcante nas nossas playlists de cada dia. Com a voz incrível e um lirismo fodido o cara foi único e essa música é um hino pra galera que gostar de encher a cara e acordar em lugares desconhecidos.

Foals“Red Socks Pugie”
Ricardo: Foals é uma das maiores influências da Old Books Room. O domínio que essas caras têm e a construção das músicas é quase como lapidar um diamante. “Red Socks Pugie” não foge a dessa construção e o casamento perfeito que bateria, guitarradas delayzadas e baixo fazem tornam essa música incrível, um dia a gente chega lá, né…

Sonic Youth“JC”
Ricardo: “JC” é a valsa mais desafinada da história, e isso a torna diferente e barulhentamente linda. Acho que todos que valorizam um pouco de noise já viajaram bastante na voz envolvente da Kim, nós não somos exceção.

Queens Of the Stone Age“Make It Wit Chu”
Ricardo: Um vício que toda vez que toca faz o teu corpo mexer bastante. “Make It Wit Chu” traz uma das levadas mais sensuais da história com um puta solo que de jeito algum poderia ficar fora dessa lista.

Tame Impala“Apocalypse Dreams”
Ricardo: Tame Impala é uma das maiores bandas da atualidade e tem influenciado bastante nosso som, acho que dá pra dizer isso eles se tornaram um porto seguro pra muitas bandas que estão adentrando na nova psicodelia. Cito “Apocalypse Dreams” porque foi onde tudo começou pra gente.

Violins“Sinais de Trânsito”
Ricardo: Muito enganados aqueles que acham que nós não temos influências nacionais. Pra começar, cito a música que me fez conhecer uma das melhores bandas brasileiras. Com letras incríveis e bastante diferentes da maioria das letras clichês que vemos por aí, Violins é um dos principais motivos pra fazermos música em português (spoilers do próximo disco).

Red Run“Hard Shine”
Ricardo: Red Run talvez tenha sido a banda que me colocou no mundo do rock. Por quê? Foi um dos primeiros shows que presenciei e que curti tanto que tive certeza que também gostaria de fazer aquilo que aquele quarteto fazia. Talvez uma das maiores bandas que surgiram em Fortaleza, ficou sendo uma das minhas favoritas. “Hard Shine” é a música que cansei de berrar junto nos becos sujos e quentes da cidade.

2Fuzz“My Device”
Ricardo: Assim como Red Run, 2Fuzz era de Fortaleza City e também foi essencial para começarmos a colocar nossos projetos pra frente. Com uma forte influência de Soundgarden e das outras bandas de Seattle, 2Fuzz fazia shows incríveis. Fica o registro de “My Device” como primeiro e favorito hit que ouvi dos caras.

Bombay Bicycle Club“Always Like This”
Ricardo: Assim como Foals, BBC é uma das bandas prioriza gigantescamente a qualidade do instrumental, e isso nós mostrou bastante o esmero que se tem que ter ao compor os arranjos pra cada canção. Fica aí “Always Like This”, música que embalou muita vibe boa.

Dinosaur Jr. “Out There”
Ricardo: Uma das lendas dos anos 90 que tão nos corres até hoje, não tínhamos como deixar de lado a mágica que o J.(esus) Mascis faz com suas fenders. Que domínio de fuzz e wah wah meus amigos. “Out There” acelera loucamente o peito.

Nine Inch Nails“We’re In This Together”
Ricardo: Pra finalizar a “escuridão” envolvente desses caras é fundamental pra mostrar o caminho que nos synths planejam percorrer. Trent é um gênio que a gente curtiu demais. “We’re in This Together” traz uma energia que não consigo descrever, tente ouvir e ficar parada se puder.

Construindo Felappi: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Felappi

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo Felappi, do Rio de Janeiro.

Nirvana“In Bloom”
Victor Cumplido: Lembro de ouvir essa música repetidamente no máximo em um discman no Natal da família, devia ter uns 11 anos.

Paulinho da Viola“Os 5 Companheiros”
Victor Cumplido: Foi a música que me fez começar a estudar bandolim e passar uma época escutando basicamente choro.

Charley Patton – “The Prayer of Death”
Victor Cumplido: Me vejo no barco seguindo para a margem oposta, um remo de duas mãos, remando na água tranquila da morte.

Miles Davis“On the Corner/New York Girl/Thinkin One Thing and Doin Another/Vote for Miles”
Victor Cumplido: Vote for Miles! Me sugou pro jazz.

Binário“Contrapartida”
Victor Cumplido: Ia todo domingo assistir esses caras tocarem, gosto de quase todos os outros projetos dos integrantes.

Portishead“Humming”
Victor Cumplido: Bruxaria forte!

Adoniran Barbosa“Vide Verso Meu Endereço”
Victor Cumplido: Essa música me lacrimeja, choro por dentro.

Cat Power“Colors and the Kids”
Victor Cumplido: Esse disco todo parece que você está dentro dele, um convite de alguém para se sentar na sala, olhar a janela…

Luiz Gonzaga“Súplica Cearense”
Victor Cumplido: Luiz Gonzaga é gigante, tal qual o Nordeste e seus ramos.

Mozart“Rex Tremendae Majestatis”
Victor Cumplido: É uma das músicas em que sempre fico arrepiado na mesma parte, de uma gravação específica.

Tom Waits“God Away From Business”
Fela Montparnasse: Amo a forma rústica que o Tom Waits trabalho o vocal dele nessa música. A impressão que eu tenho é que ele perdeu a voz com o passar dos anos, e tentou adaptar o timbre dele à sua nova realidade artistica. Talvez essa seja a canção mais percussiva que o Waits produziu, por causa desse timbre errático.

Pin Ups“Loneliness”
Fela Montparnasse: Talvez seja a canção mais cosmopolita que eu ja tenha ouvido. Quando eu era adolescente, e morava em Niterói, o mais próximo da cidade grande que eu cheguei até então, foi ouvindo esse álbum. Eu realizei o meu sonho platônico, de me tornar um cidadão do mundo, ouvindo esse álbum.

Jair Naves“Araguari”
Fela Montparnasse: O Jair Naves vem de um background bem pesado e errático. O cara começou a carreira como músico do Okotô, que foi uma das bandas mais pesadas de SP. Achei justo ele se submeter a
gravar uma música “rancheira”, meio caipira, pra expressar a saudade. Acho que essa canção é sobre envelhecer.

Can“Vitamin C”
Fela Montparnasse: uma das canções mais modernas que eu já ouvi. Pra mim, essa canção tem o refrão dos mais sinceros: “Ei você, você está perdendo a sua vitamina”;

De Leve“Pra Bombar no seu Estéreo”
Fela Montparnasse: Essa canção é um verdadeiro suicidio comercial. Em apenas 3 minutos, o De Leve consegue detonar o Djavan, DJ Patife, Max de Castro, Sandy, KLB, e proclama: Carlinhos Brown manda mal e o Zeca Baleiro é presepeito; Não sei se concordo com ele, porém, começar o primeiro disco da carreira, já tacando merda no ventilador dessa forma…

Suicide“Ghost Rider”
Fela Montparnasse: Eu poderia morar nessa música. Não tem guitarra, nem bateria, e mesmo assim, consegue expressar uma violência inclassificável. Conhecia essa canção quando me separei de minha primeira esposa. Belo trauma, né não?!

Cibelle “Lightworks”
Fela Montparnasse: Outra artista cosmopolita. Acho incrível a forma em que a Cibelle trabalha a voz dela nessa versão, tem muito de Gal Costa aí, mas tem muito de artista que mete o pé na estrada, caçando vivência.

Serge Gainsbourg“New York U.S.A.”
Fela Montparnasse: Gainsbourg é meu herói musical e esse som remete a Babatunde Olatunji (sim, ele chupou o disco inteiro do Babatunde), porém é esse cinismo que me interessa do Gainsbourg.

Walter Franco“Feito Gente”
Fela Montparnasse: Mais hip-hop do que hip-hop. É sério, eu acho essa canção, uma grande música de rap psicodélico, composto em 1970 e blau.

Arrigo Barnabé“Clara Crocodilo”
Fela Montparnasse: A única vez que eu chorei assistindo a um show na minha vida. Nunca vou entender como o Arrigo teve essa iluminação (e visivelmente, nem ele)…