Construindo Psychotria: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Psychotria, que está lançando seu primeiro EP, “Citrus”, e indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!
Novos Baianos“A Menina Dança”
Jean Paz: Por mim, colocava todas dos Novos Baianos.  Aliás, o que eu mais queria na vida era ser um “Novo Baiano”. E o projeto nasceu disso. Dessa vontade de sair da cidade e ir morar em um sítio com uma galera massa, passar o dia todo fazendo um som e jogando bola, sem se preocupar com trânsito, Wi-Fi que não funciona ou ter dinheiro para a condução. Mas já que é uma música, vamos de “A Menina Dança”.  Porque a Baby tem a voz mais linda do mundo.
Planet Hemp“021”
Jean Paz: Essa letra tem a melhor descrição possível sobre a cidade do Rio de Janeiro.  E poucas bandas sabem colocar o dedo na ferida como o Planet Hemp faz. Essa voracidade está presente na segunda música do nosso EP, “Um Tucano Só Não Faz Verão”. Aproveito para confessar que compusemos essa música pensando no B.Negão.
(Se por acaso ele ler essa matéria um dia, é importante que saiba que está convidado a cantar conosco).
Mutantes“A Hora e a Vez do Cabelo Crescer”
Jean Paz: Essa música contém uma das minhas linhas de baixo preferidas. E Liminha é um Deus.  Ele e o Robinho Tavares são os professores que eu nunca tive. Nunca consegui executar nenhuma linha deles, mas aprendo muito. E essa música, em especial, abriu minha mente. Pois comecei ouvindo punk e grunge, e quando me deparei com esse baixo, em especial, foi um choque. E é uma referência nas nossas canções no momento em que o baixo assume o protagonismo.
Rage Against the Machine – “Zapatas Blood”
Jean Paz: Sim, o sangue de Zapata tem poder. E a questão colonização, regimes ditatoriais, latifúndio e distribuição de renda está muito presente na nossa obra. Devemos isso ao escritor uruguaio Eduardo Galeano. Inclusive, cogitamos chamar a banda de “Veias Abertas”, em homenagem a ele. Acabamos homenageando a sua obra, e a de Pedro Juan Gutierrez na canção “Trilogia Suja”. Isso sem falar na importância do Tim Commerford (ouçam Wakrat, outra banda dele que me desgraça as ideias) para meu trabalho e meus estudos (e minhas tentativas de cantar).
Body/Head – “Abstract”
Jean Paz: Body/Head é a banda que a Kim Gordon montou quando o Sonic Youth deixou de existir. A intro da música “Chacrona” é uma referência a esse som e ao Sonic Youth de um modo geral.  Meu primeiro contato com esse trabalho foi através dessa música. E a primeira vez que eu ouvi, pensei: “Bah, eu queria ter escrito isso”.
Zé Geraldo“Como diria Dylan”
Van Batuca: Essa música em especifica me permite sentir uma vitalidade que por sua vez endossa a ideia de que cada um de deve re-construir a própria história. Conhecendo a Banda Psychotria, e hoje fazendo parte da mesma, sinto que as diversas influencias, reunidas permitirá re-construir uma nova história escrita por cada.
Ramones“Blitzkrieg Bop”
Van Batuca: Uma das primeiras inspirações e inclinações internacionais para adentrar no mundo da música. Na minha opinião, essa música se tornou hino e uma das marcas da banda. Acredito que toda banda tem sua marca e sutilmente o seu hino. Desde o primeiro contato com a Banda Psychotria, compreendi que nosso hino e nossa marca
vêm sendo construído, o primeiro encontro foi inusitado, construir com o desconhecido criar a marca e se fazer conhecido.
Jean Paz: O punk está presente no nosso trabalho, seja na sonoridade, na atitude ou na estética.
Plebe Rude “Até Quando Esperar”
Van Batuca: Música que faz refletir e alimentar o pensamento crítico, que por sua vez reforça a ideia de que esperar não é o caminho. Sair da zona de conforto, fazer isso pulsar mais forte na vida de cada um, se encaixa em umas das propostas da banda.
Jean Paz: A Plebe é uma das bandas mais bacanas dessa geração que deixou Brasilia. E esse som é um hino.
“Maraka’anadê” (A festa dos nossos marakás) tradicional do povo Ka’apor – Adaptação Djuena Tikuna
Van Batuca: Ao passo que os povos originários seguem suas vidas com o espirito de luta, tal musica me soa com enorme vitalidade e assim a mesmo propõe a união entre os povos. Assim, acredito que á musica tem esse poder de unir os diversos povos, independente de gênero, raça, credo, com estilos variados, tudo isso e mais um pouco.
A música indígena me inspira, energiza e alimenta o meu espirito criativo.
Van Batuca: Maracatu Ilê Aláfia, Cia Caracaxá, Mucambos Raiz de Nagô e os diversos grupos e nações de Maracatu, que continuam fortalecendo a cultura tradicional de Recife, que ampliou meu olhar e permitiu misturar outros componentes dentro da proposta de musicalidade trazida pela Banda Psycotria.
Captain Beyond – “Myopic Void”

Felipe Nunes: Influenciou a bateria de duas de nossas músicas “mais soltas” (“Chacrona” e “Celofane”), em que conduzo a bateria de uma forma mais livre, sem perder a marcação.

Led Zeppelin – “In The Evening”
Jean Paz: Na verdade, tudo começou com o Led Zeppelin. No início tudo era escuridão… Ai apareceu o Felipe, fã de Led e se juntou comigo, que também sou fã, e nasceu a cozinha da Psychotria. 

Black Sabbath – “Spiral Architect”
Felipe Nunes: Essa música me dá uma brisa e ajuda a aflorar a criatividade.
Raimundos – “Mas Vó” e Zeca Baleiro – “Babylon”
Felipe Santos: Me dão o ímpeto da pegada mais reativa e “raivosa” pra tocar musicas como “Um Tucano Só não Faz Verão” e “On the Road”.
Walter Cruz: Particularmente são exemplos de sons que me influenciam e inspiram em diversos processos criativos devido a suas altas cargas e características históricas de inovação, confluência de elementos étnicos, experimentalismos e psicanálise humano-social. O produto da fusão conceitual desses e outros sons são bases fundamentais para construção do nosso som psychotríaco.
Chico Science e Nação Zumbi“Da Lama Ao Caos”
Walter Cruz: Uma das maiores influências, com certeza. Pesado, Psicodélico. Necessário.
Talking Heads – “Psycho Killer”
Walter Cruz: Outro hino de outra banda que começou tocando no CBGB.
Einstürzende Neubauten – “Sehensucht”
Walter Cruz: Para não dizer que não citamos Pistols, segue uma versão alemã dos garotos do Malcolm McLaren. Com mais ruído e sujeira. E todo o experimentalismo que desejamos para nossas canções.
Gong – “How to Stay Alive”
Walter Cruz: Essa música tem um dos clipes mais inspiradores de todos os tempos. E isso vai de encontro à nossa proposta de estimular a Multisensorialidade e sinestesia durante nossas apresentações.
Fela Kuti – “Sorrow, Tears and Blood”
Walter Cruz: Para fechar a lista e a miscelânea sonora que nos influencia, segue esse som do rei do Afro Beat. Swing na medida certa e uma letra pesada.

Construindo Molodoys: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Contruindo Molodoys
Molodoys

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Molodoys, que indica suas 20 canções indispensáveis. ” São músicas que me influenciam bastante no modo como são criadas e no que elas conseguem atingir na questão de criatividade e inovação seja em letra ou em melodia”, explicou Leo Fazio, guitarrista e vocalista. “Eu não uso músicas em especifico para me influenciar na hora de compor pra Molodoys, mas ultimamente quando to compondo to tentando pensar nessas, mais na questão de como se é feita a música do que na sonoridade em si”, esclareceu Vitor Marsula, tecladista .Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Cartola“Preciso Me Encontrar”
Leonardo: Música do Candeia gravada por Cartola em seu segundo disco. Eu a considero uma das músicas mais belas já feitas, seja em arranjo, progressão, letra ou melodia. A primeira vez que a ouvi fiquei completamente obcecado, seu lirismo e todo o sentimento que a letra passa em conjunto com a música já me serviram muito de inspiração quando ela está em falta, minha meta de vida é fazer algo comparável a essa música, (que é algo quase impossível, eu sei).

Pink Floyd“Take Up Thy Stethoscope And Walk”
Leonardo: Talvez minha preferida do Pink Floyd, já bebi muito dessa fonte e acho que dá pra perceber em algumas músicas do “Tropicaos”, nosso primeiro disco. Todo o peso e toda a visceralidade que essa música carrega me influenciam bastante dependendo do que eu estou criando, essas são características que eu gosto muito de trabalhar. E eu também sou apaixonado pela guitarrada do Syd Barrett, acho um estilo único e muito subestimado.

Bob Dylan“It’s Alright Ma (I’m Only Bleeding)”
Leonardo: Uma obra prima, seu lirismo é algo que me influencia profundamente, me inspiro muito em como o Dylan desenvolve a poesia das suas músicas, em como ele consegue usar de temas e fonemas pra te tranportar pra outro lugar enquanto a musica toca.

Chico Buarque“Construção”
Leonardo: O modo como a música vai crescendo e se desenvolvendo envolta dela mesma é genial, ando bebendo muito dessa fonte na hora de criar, atualmente tenho escrito bastante e essa é uma música que sempre me vem à cabeça quando procuro inspiração, tanto em letra quanto em arranjos.

The Velvet Underground“Heroin”
Leonardo: Acho que a Molodoys busca muito por uma boa ambientação nas músicas e a gente tenta trabalhar bastante no modo como elas transmitem as sensações ao ouvinte, e, pelo menos da minha parte, isso tem muita influência desse som do Velvet, totalmente visceral e criativo.

Arctic Monkeys“Still Take You Home”
Jairo: Acho a bateria do Matt Helders incrível, todo o peso e técnica que ela carrega me inspiram muito, e principalmente o fato de ele saber o que usar em diferentes partes da música para passar diferentes sensações, procuro muito isso em minhas baterias.

Queen“Melancholy Blues”
Jairo: Queen tem uma forte influência em mim há anos, acho que em toda bateria que eu crio tem um pouco deles. E esse som mais especificamente mostra como um drama pode ser perfeitamente passado à uma música. Essa em específico me inspira em todo o drama que ela carrega, acho sensacional como ela é trabalhada, é uma grande referência pra mim.

Beatles“A Day In The Life”
Jairo: Eu aprendi a tocar bateria acompanhando os discos dos Beatles, assim como o Queen, acho que é algo que está dentro de mim e das baterias que crio pra Molodoys, Ringo é um dos bateristas mais subestimados que existem, mas pra mim ele é inigualável. Além de que os Beatles servem de inspiração para eu criar em vários campos da música, eles são mestres em diversidade de estilo e sonoridades, foram pioneiros em muita coisa.

Miles Davis“All Blues”
Jairo: Uma das baterias mais lindas e suaves na minha opinião, e ao mesmo tempo carrega um peso tremendo, mas de outra forma, a bateria caminha e dança junto com outros os instrumentos, e isso é algo que eu procuro fazer em minhas composições pra bateria.

Muse“Uprising”
Jairo: Ouvi-la remete a algo importante pra mim, saber compor uma música forte e marcante sem perder a qualidade, acho que é uma grande preocupação pra mim na hora de compor pra Molodoys.

Chico Science e Nação Zumbi“Coco Dub”
Camilla: Eu e Léo somos muito fãs de Nação Zumbi e por isso essa referência partiu de nós, ficamos meses pirando horrores na grande maior parte da discografia, mas a “Coco Dub” tem uma essência experimental e livre. Foi a música que tínhamos como referência para a música “Tropicaos”. Lembro de ter ouvido ela a viagem toda repetidamente, quando fomos gravar em Amparo (interior de São Paulo).

Jupiter Maçã“Act Not Surprised”
Camilla: O baixo dessa musica é uma das minhas maiores referências de arranjo da vida. Eu gosto do jeito que ele é executado, é muito peculiar e até meio bruto, com um groove único. A psicodelia do Júpiter num geral também foi uma referência muito forte para nossas musicas, principalmente as do disco.

Som Imaginário“A3”
Camilla: Baita música dessa banda maravilhosa! Som imaginário é uma baita referência pra nós em questão de misturas de ritmos. Nessa musica, eles criam uma atmosfera tão brasileira mas de uma sonoridade tão futurista e cheia de groove e elementos não convencionais, é uma mistura de elementos muito bonita ❤

Tom Zé“Menina Jesus”
Camilla: Eu e Leo ficamos viciados nela pouco antes de gravarmos nosso segundo single. Acredito que ele se inspirou na letra e no fluxo dela para escrever a letra de “Ácido”. E Tom Zé continuará sendo o maior roqueiro da historia do MPB e maravilhoso.

Mutantes“Ave, Lucifer”
Camilla: Além de Pink Floyd, a mixagem dos Mutantes influenciou muuuito a mixagem do “Tropicaos”, uma pegada mais stereo. A “Ave Lucifer” é um belo exemplo de uma mix que fica perambulando sua cabeça (risos). PS: Use fones de ouvido para uma experiência mais completa!

Moving Gelatine Plates“Breakdown”
Vitor: Do álbum “Removing”, ela consegue ter tudo que uma música completa precisa, tanto na questão da estrutura, do começo, meio e fim, clímax e essas coisas, quanto pela questão do arranjo instrumental e de como eles conseguem conversar com o vocal e com os outros instrumentos.

Vangelis“Movement 1”
Vitor: Pois é uma das músicas que acho que chegou ao ápice do que é necessário para uma ambientação, que é algo que prezo muito.

Los Jaivas“La Poderosa Muerte”
Vitor: Pelo “feeling” que ela passa e por conseguir apresentar uma série de mudanças sem perder a característica principal.

Pink Floyd“Echoes”
Vitor: Por motivos de forças maiores agindo sobre mim.

Nine Feet Underground“Caravan”
Vitor: Pois ela é outra música que considero que tem tudo que uma música precisa.

Ouça a playlist aqui e siga o Crush em Hi-Fi no Spotify:

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Joyce Guillarducci, do Cansei do Mainstream

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Joyce Guillarducci, do Cansei do Mainstream
Joyce Guillarducci, do Cansei do Mainstream

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é Joyce Guillarducci, que faz o blog e programa de rádio na Solid State Radio Cansei do Mainstream!

Strawberry Alarm Clock‘Rainy Day Mushroom Pillow’ (1966)

“A SAC foi uma das precursoras do acid rock da Califórnia, quando esse termo ainda nem existia. O legal é saber que eles ainda estão na ativa, hoje são um grupo de senhorzinhos fazendo música psicodélica e se divertindo muito com isso (depois assistam o vídeo de “Mr Farmer). Também é legal saber que nos 50 anos de estrada dessa banda, a primeira entrevista para uma mídia brasileira foi para o CdM. Fiquei muito honrada e emocionada até, porque realmente curto o som deles a anos. Escolhi aqui um som do álbum de estréia que é muito especial”.

Tamam Shud‘Lady Sunshine’ (1969)

“Quem me apresentou a psicodelia/surf music/rock progressivo dos australianos da Tamam Shud foi o Greg Smee, que é um querido e tem uma banda foda chamada wwoman – que também bebe em fontes sessentistas. Ouvi dizer que depois de idas e vindas, hoje a Tamam Shud também está na ativa, e eu adoraria ver a belíssima ‘Lady Sunshine’ sendo executada ao vivo”

Shocking Blue ‘Send Me a Postcard’ (1968)

“Liderada pela frontwoman diva e mega babe Mariska Veres, a Shocking Blue foi uma das representantes do movimento Nederbeat, uma verdadeira explosão de bandas de rock’n roll da Holanda que aconteceu lá nos sixties. O ótimo single ‘Send Me a Postcard’ nunca entrou para um álbum da banda. Escolhi esse vídeo especificamente por conta do vestido de plaquinhas. Esse vestido de plaquinhas é meu sonho de consumo <3″

Blossom Toes‘Look at Me I’m You’ (1967)

‘We Are Ever So Clean’, álbum de estréia dos ingleses da Blossom Toes, é para mim uma das coisas mais maravilhosas que aconteceram nos anos 60. O álbum foi lançado pelo selo do empresário Giorgio Gomelsky, e na época fico conhecido como “Giorgio Gomelsky’s Lonely Hearts Club Band”. Uma pena a carreira da banda ter sido curtinha, e o debut álbum permaneceu sua obra-prima. Uma vez Brian Godding, vocalista da banda, falou comigo e eu quase morri do coração”.

O’Seis‘Lindo’ (1966)

“E antes de Os Mutantes existiram O’Seis, e os seis eram os irmãos Arnaldo e Sérgio (Dias) Baptista, Rita Lee, Raphael Villardi, Mogguy (Maria Olga Malheiros) e Luiz Pastura – que não aparece na foto do vídeo. Esse som é, literalmente, LINDO!”

T-Shirtaholic – Mutantes, Pearl Jam e a conexão Arctic Monkeys/Agustinho Carrara

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Camiseta Arctic Monkeys Vandal

Vamos voltar a falar de camisetas aqui. Camisetas sobre bandas, artistas, músicos, música e etc. Afinal, quem não curte uma bela estampa?

Pra começar, uma bela estampa dos Mutantes da Amply remete à arte de “Jardim Elétrico” e “Mutantes e Seus Cometas No País dos Baurets”, mas mostra a formação mais clássica do grupo: Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Baptista.

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Camiseta Mutantes Amply 450xN

Aqui, um belo exemplar de camiseta do Pearl Jam da holyshirt, com o ídolo Eddie Vedder descabelado no clima musa do verão com calor no coração, bradando o refrão de “Alive”.

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Camiseta Pearl Jam holyshirt

E, finalmente, uma conexão que eu nunca havia feito: será que o novo visual sexy de Alex Turner do Arctic Monkeys foi inspirado em um certo sex symbol brasileiro, que sempre é visto em seu táxi esbanjando boa forma?

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Camiseta Arctic Monkeys Vandal

Camiseta Arctic Monkeys Vandal

A mistura de MPB, rock psicodélico e jazz dos anos 40 dos mineiros do Mordomo

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Mordomo

“A nossa proposta é de servir as pessoas com a nossa música, assim como fomos e somos servidos pelas músicas de outros artistas”. Esta é a explicação do nome Mordomo, banda formada pelos mineiros Bernardo Dias (guitarra e vocais) e Fernando Persiano (baixo e vocais) em colaboração com compositores e músicos da atual cena belo-horizontina.

A banda lançou em outubro deste ano seu primeiro disco, “Mordomo”, gravado no estúdio Pato Multimídia, em Belo Horizonte, um belo começo para sua carreira: composições cheias de personalidade que alternam momentos mais puxados para  MPB, o rock psicodélico, toques de tropicália e até um pouco de jazz dos anos 40. Em 2016, a banda pretende lançar um novo EP, com duas músicas novas.

Conversei com a banda sobre sua carreira, a cena independente do Brasil e as músicas que habitam as paradas de sucesso hoje em dia:

– Quando e como a banda começou?

A ideia de criar o Mordomo surgiu há dois anos, quando a banda Vitrolas, da qual eu e Bernardo fazemos parte, deu uma pausa após treze anos de trabalho. No momento tínhamos algumas canções feitas e muitas ideais. Entramos no estúdio e registramos tudo, ainda no formato de dupla, neste que foi o período de pré-produção. Depois das ideias visualizadas, partimos para a gravação do álbum, fase que chamamos alguns amigos para participar com a gente.

– Porque o nome “Mordomo”?

Enviamos algumas prévias das gravações para alguns amigos no intuito de recebermos sugestões de nome; Mordomo estava lá. Adoramos a sonoridade do nome e no decorrer da gravação fomos percebendo a ligação com a proposta sonora. O fato do mordomo ser uma figura que serve vai de encontro com a nossa proposta de servir as pessoas com a nossa música, assim como fomos e somos servidos pelas músicas de outros artistas.

– Como vocês definiriam o som da banda?

Tem um toque de humor e uma maneira de ver o mundo buscando a leveza. É um som dançante, pra cima, que brinca com os aspectos circense e lúdico.

– Quais são suas principais influências musicais?

Beatles, Mutantes, Beach Boys, Tom Jobim, Tropicália, Jazz dançante anos 40.

– Como vocês veem a cena independente musical do Brasil hoje em dia?

Muita gente legal fazendo grandes trabalhos. Não por acaso, 2015 teve muito lançamento bacana. A grande luta vem sendo a criação de público e a circulação de shows pelo país. Mas a boa notícia é que há muita gente trabalhando pelo cenário. Esse ano foi muito profícuo para a cena de Belo horizonte, onde me parece ter tido uma abertura maior para a música autoral. Cito, por exemplo, a casa de shows A Autêntica, o apoio da rádio EloFM, ambos com ações interessantes em prol dos artistas independentes. Enfim, o momento é bom.

– Porque a MPB e o rock autorais estão em baixa nas paradas de sucesso?

Imagino que sejam vários os fatores, desde o desinteresse da grande mídia, gerando com isso a dificuldade desses novos trabalhos chegarem a grande massa, até o próprio momento histórico de ciclos que a música vive.

– O melhor da música brasileira hoje em dia está fadado a permanecer no underground, graças ao investimento da mídia em músicas pop de fácil assimilação?

Acho muito difícil uma afirmação nesse sentido. As tecnologias e as maneiras de consumir música estão mudando muito rápido e não dá pra prever qual será o próximo passo e como será o futuro da música. Espero que essa boa música chegue ao grande público e seja consumida, acredito nisso.

Mordomo
foto: Rodrigo Valente

– Quais os planos do Mordomo para 2016?

Tocar bastante, colocar a banda na estrada mesmo. Já estamos articulando turnês pelo Brasil e planejando tocar fora do país. Estamos atentos aos recursos audiovisuais, por isso, produzindo videoclipes. Está nos planos também o lançamento de um EP com duas músicas já no segundo semestre de 2016.

– Recomendem bandas ou artistas (de preferência independentes) que chamaram sua atenção nos últimos tempos e todo mundo deveria conhecer.

Felizmente, tem muito artista bacana ao nosso redor. Aqui em BH esse ano tivemos lançamentos de grandes discos. Nobat, Aldan e Valsa Binária são alguns deles. Tenho notado muita originalidade nesses novos trabalhos, sem repetição de fórmulas ou conceitos. Tem muito músico experimentando e se libertando de paradigmas.

T-Shirtaholic: Adoniran Barbosa, Mutantes e “With Or Without You”

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A camiseta perfeita para batucar na caixinha de fósforo em qualquer roda de samba que se preze. Seja na casa do Arnesto ou não, Adoniran Barbosa sempre merece estampar seu peito. Nóis não semo tatu.Imagem1 Imagem2

Quanto? R$ 52,90
Onde? http://www.otorso.com/produto-2059-camiseta+adoniran+barbosa
Onde tem mais disso? O Torso


Arnaldo, Rita e Sérgio não eram discípulos de Charles Xavier ou batiam aquele papo com Scott Summers e Jean Grey, mas apesar de não serem X-Men, também eram Mutantes. Aliás, eles eram Os Mutantes. A brincadeira com “Tecnicolor” merece palmas, inclusive.

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Quanto? R$ 49,90
Onde? https://www.useverso.com/camiseta/22/camiseta-mutantes
Onde tem mais disso? Verso


“I can’t live with or without you”. Pronto, expliquei a piada. Mas se você não tinha se ligado, precisa estudar um pouquinho mais de música pop, né?

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Quanto? US$ 20,00
Onde? http://www.snorgtees.com/bono-can-t-live-here
Onde tem mais disso? Snorg Tees