Construindo Zava: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda ZAVA, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Yuck“Rubber”
“Essa música é um bom retrato do shoegaze moderno. O som, com a sua estética de massa sonora, foi influência na construção de ‘Vidas Secas’.”

Ian Ramil“Coquetel Molotov”
“O Ian é um cara que escreve com muita crueza, é muito honesto nas suas composições. Esse jeito duro de escrever influenciou na composição de ‘¡Adiós!’, em específico”.

Cícero“Tempo de Pipa”
“Cícero é cara com um lirismo impressionante nas suas composições. A doçura e a leveza da arte dele inspiraram as nuances mais delicadas do disco. É quase que um contraponto ao Ian Ramil”.

Verdena “Luna”
Verdena é uma banda de rock italiana que se reinventa a cada disco. A maior influência diz respeito à construção dramática dessa obra-prima deles.”

Chico Buarque“Construção/Deus Lhe Pague”
Chico Buarque escreve sobre questões sociopolíticas com sofisticação, gênio que é. Essa(s) música(s) prescinde(m) de apresentação. Influenciou no desenvolvimento de ‘Vidas Secas’.”

The Mars Volta“Cicatriz ESP”
“Essa música faz parte do indefectível álbum “De-Loused in the Comatorium”. The Mars Volta é uma das principais influências da banda. Esse som vai e volta entre cadências diferentes. Esplêndido.”

Closure in Moscow“A Night At The Spleen”
“O álbum ‘First Temple’, do Closure, aproximou a ZAVA de sons menos redondos e mais ‘angulados’, como gostamos de falar. É uma das bandas de Math Rock que nos chama mais atenção. Os integrantes são exímios músicos e a perfeição da produção/gravação desse disco chega a incomodar.”

The Fall of Troy“A Man. A Plan. A Canal. Panama”
“Outra grande influência de Math Rock da banda. Esse som é uma entropia, com divisões de tempo completamente fora de padrão. Prato cheio pra quem se entedia com o 4/4 de sempre.”

Nirvana“Heart-Shaped Box”
“Não bastasse terem conquistado o mundo com o “Nevermind” em 1991 – e nos salvado da cafonice do ‘hair metal’ -, o Nirvana lançou esse hino do grunge, uma porrada melancólica, por mais paradoxal que isso soe. A admiração pelo Nirvana acompanha a banda desde o princípio. Queríamos ter sido eles (quem não?).”

Queens Of The Stone Age“Song for the Dead”
“Outra banda que é unanimidade no quesito admiração dentro da banda. Esse som é uma explosão dentro de uma ogiva nuclear, no caso, do álbum “Songs for the Deaf”. Uma curiosidade: a bateria do som é uma referência a ‘Slip it In’ do Black Flag.”

Led Zeppelin“No Quarter”
“Essa música tem uma evolução incrível. Para além da energia habitual do Led, ela é bastante experimental e tem muita dimensão. Ah, sim, o timbre de bateria é perfeito.”

Arctic Monkeys“Arabella”
“O álbum “AM” meio que fez a banda entrar na onda do Arctic Monkeys. Foi tipo: ‘Bah, esse álbum tá muito foda’. Seguidamente nos pegamos tocando alguns sons desse disco no ensaio, especialmente esse som, que tem um groove simples mas elaborado (sim, é isso mesmo).”

Muse“Uprising”
“O Muse é uma banda que se propõe ir além dentro do rock, e sempre foi referência pra ZAVA. Esse som tem toda a experimentação de timbres e sintetizadores habitual do Muse, mas com uma pegada pop pegajosa. Baita música!”

At the Drive-In“One Armed Scissor”
“Conhecer At the Drive-In foi um choque. Os shows dos caras eram frenéticos e extremamente performáticos, e assistir os vídeos deles sem ter vontade de dançar e bater cabeça é desafiador. A energia dos caras influencia diretamente a verve da ZAVA.”

Deftones“Be Quiet and Drive (Far Away)”
Deftones sempre nos deixou boquiabertos por ser uma pedrada. A combinação das melodias doces do Chino com os riffs de guitarra de 8 cordas casa muito bem. Som pra sentir e balançar a cabeça.”

NOFX“The Decline”
‘The Decline’ é uma ópera hardcore de 18 minutos. Eu, João, sempre digo que, se fosse pra tatuar algo tatuaria a letra dessa música nas costas. É uma crítica social muito inteligente, dividida em várias seções. E não é só a letra que impressiona. Com uma construção rítmica e harmônica riquíssima, pode-se dizer que é um dos maiores marcos dentro do hardcore e uma contribuição gigante pro mundo, quiçá pro universo. NOFX é outra unanimidade dentro da ZAVA, influenciando musicalmente e no que diz respeito ao nosso posicionamento como banda.”

Dead Fish“Sonho Médio”
“O tempo passa e os caras continuam no topo e, como um bom vinho, amadurecem a cada álbum. “Sonho Médio” é o hino do hardcore brasileiro, e Rodrigo o melhor letrista dentro do gênero. O Dead Fish influencia a ZAVA por sua integridade e inteligência criativa. E, como já dito, os caras só melhoram, o que é o maior desafio pra uma banda.”

Foo Fighters“Bridge Burning”
Foo Fighters ajudou uma galera na transição do rock dos anos 90 pro rock do atual milênio. E conosco não foi diferente. Manteve a chama do rock acesa quando ficamos órfãos do Nirvana. Ver o cinquentão Dave Grohl empolgadíssimo com o que faz no palco é uma injeção de ânimo.”

Rage Against The Machine“Bulls on Parade”
“O Rage nos influencia de forma semelhante ao Dead Fish e o NOFX em relação à seriedade com que tratamos à temática dos nossos sons. O diferencial, e que aparece como principal referência nos sons da ZAVA, são os riffs de guitarra e baixo como unidade, característica bastante presente na obra do RATM.”

Green Day“American Idiot”
“O Green Day é outra banda que nos manteve amantes de rock. Da mesma forma que com o Nirvana, víamos os clipes e shows dos caras e o fato de ter uma banda fazia todo o sentido. O álbum ‘American Idiot’ foi a nossa principal referência utilizada para mix e master”.

Construindo The Ed Sons: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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The Ed Sons

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda The Ed Sons, que traz uma intersecção entre o indie, o stoner e o garage rock. A banda é composta de integrantes de várias cidades de SP e formou-se em Araraquara em 2010. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

The Strokes“Juicebox”
Fernando: Desde a primeira audição dessa música o timbre do baixo nunca mais saiu da minha cabeça, é bem característico e com uma sonoridade saturada com muito médio, é uma das músicas mais legais do “First
Impressions of Earth” e talvez a mais agressiva do Strokes com muitos berros do Julian.

Interpol“C’mere”
Fernando: O Interpol nos tempos em que Carlos Dengler ainda fazia parte da formação da banda tinha a melhor ‘cozinha’ do indie dos anos 2000, criando linhas de baixo que honravam o legado deixado por Peter Hook (Joy Division/New Order). Além disso, é sensacional o clima cinzento e sensações soturnas em cada uma das músicas dos primeiros discos da banda, que eram claramente inspirados nas bandas de pós punk dos anos 80.

Television“Marquee Moon”
Fernando: Guitarras limpas e trabalhadas com riffs simples e melódicos sempre nos chamaram a atenção nas músicas que costumávamos ouvir. É muito legal notar que as bandas que adorávamos tiveram como referência o Television, sobretudo em “Marquee Moon”, um disco de 1977. Os riffs em círculos e a sonoridade crua dessa músicas fazem parte das coisas mais legais rock do final dos anos 70.

Tame Impala“The Less I Know the Better”
Fernando: Por falar em dançar, é quase impossível passar imune a essa charmosa linha de baixo do Tame Impala. Ainda está bem fresco na minha memória o tamanho do hype que o lançamento do “Currents” causou em toda essa cena indie, neopsicodélica. Confesso até que isso foi motivo da minha resistência inicial com essa banda do ‘senhor faz tudo’ e tido como geniozinho Kevin Parker, mas essa música me ganhou e hoje consigo entender e concordar totalmente com o tal hype, tanto que foi uma das músicas que mais bebemos da fonte para criar uma de nossas músicas do EP “The Chase”.

Arctic Monkeys“Brianstorm”
Renato: Explosão, velocidade e simplicidade: essas foram as primeiras impressões ao ouvir esta música. Elementos que reúnem o que o indie rock tem de melhor, tudo isso junto à descomunal habilidade do vocalista Alex Turner em encaixar frases complexas e metafóricas nas estrofes e fazer a canção possuir um ritmo único.

The Hives“Main Offender”
Renato e Diego: O que chama atenção no The Hives é a capacidade de trazer a simplicidade dos riffs ao melhor estilo punk rock e transformá-los em músicas dançantes e cheias de energia que dão vontade de sair pulando. “Main Offender” resume tudo isso e um pouco mais. Antigamente a gente costumava usar figurino social para tocar muito por causa do The Hives. Rolava aquela certa ironia: os caras todos engomadinhos quebrando tudo no palco e enlouquecendo (vide a embasbacante presença de palco do vocalista Pelle Almqvist).

Bloc Party“Banquet”
Renato: A primeira fase do Bloc Party traz tudo que uma pista de dança precisa. “Banquet” traz uma influência do pop festivo, as guitarras no contratempo, a levada no chimbal da bateria e as linhas de baixo tornam a música uma ótima escolha para agitar a noite.

Far from Alaska“The New Heal”
Renato: Uma das melhores bandas nacionais da atualidade, eles trazem diversas influências que abrangem todo o peso do stoner rock, riffs simples e criativos do blues, elementos eletrônicos e até um interlúdio progressivo que preparam o campo para o vocal único e marcante de Emmily Barreto, que certamente é um dos destaques da banda.

White Lies“Farewell to the Fairgrounds”
Diego: Essa música tem uma mistura muito interessante de indie rock, pós punk e funk rock. Esse tipo de fusão na minha opinião enriquece muito as composições, e tentamos aplicar um pouco desse conceito nas nossas músicas. Particularmente gosto muito dessa banda e vez ou outra acaba rolando uma inspiração dela quando estou compondo ou fazendo uma jam.

Franz Ferdinand“This Fire”
Diego: Esse som tem guitarras frenéticas e bateria pulsante, tudo que a gente espera do indie rock: ambos os
elementos estão presentes também muito fortemente no nosso primeiro EP “The Last Cigarette”. Essa música transita entre uma festa dançante e uma quebradeira pesada, e é exatamente esse espaço que queremos ocupar. Hora você está dançando e hora você está batendo cabeça. Gosto dos dois.

The Killers“Jenny Was a Friend of Mine”
Diego: Provavelmente o primeiro contato mais pessoal que tive com o que viria a ser chamado de “indie rock”. Claro que com certeza já tinha ouvido “Take Me Out” do Franz Ferdinand aqui e acolá, mas me lembro perfeitamente que quando coloquei para tocar o lendário “Hot Fuss”, o baixão da intro dessa primeira faixa me acertou em cheio direto como um soco. Foi uma das experiências mais legais que tive com música. Além disso, o baterista Ronnie Vannucci é hoje uma das referências em bateria pra mim nesse estilo, com suas levadas contagiantes, grooves de chimbal e viradas.

Aeromoças e Tenistas Russas“2036”
Diego: O “The Chase” foi produzido, mixado e masterizado pelo guitarrista Gustavo Koshikumo, e na época da pré-produção ouvíamos muito o excelente disco “Positrônico”. Claro que essa interação tão forte e próxima influenciaria na forma como realizamos a composição e produção das músicas, e 2036 é a minha favorita desse disco. É muito dançante e criativa, e também tem seus trechos mais rock’n’roll.

Black Drawing Chalks“Red Love”
Victor: Com uma performance impecável ao vivo, certamente Black Drawing Chalks é minha maior
inspiração dentro do cenário nacional. Diretamente do “Live in Goiânia”, “Red Love” é, do começo ao fim, um rolo compressor. O instrumental acelerado e potente, as guitarras “sujas” e muito bem executadas do stoner rock e o vocal inconfundível de Victor Rocha, são as tônicas presentes em todos os trabalhos dos caras e que me inspiram grandemente no palco.

Death From Above“Crystal Ball”
Victor: Desde seu começo com o groove do baixo e a bateria bem marcada, passando pela entrada do vocal característico levemente rasgado do vocalista/baterista Sebastien Grainger até o refrão bem preenchido com
efeitos de synth, é impossível não se contagiar com “Crystal Ball”. A banda, de volta com o álbum “The Physical World” e já com novo single (“Freeze Me”), após hiato que durou de 2006 até 2011, é composta apenas por dois integrantes, mostrando que não é preciso muito para se fazer algo realmente fantástico. Por esses e outros motivos, DFA é sem dúvida uma das maiores referências para nós.

Placebo“The Bitter End”
Victor: A melancolia é o tema central da banda, mas isso jamais pode se sobrepor ao excelente trabalho que fazem com os instrumentos nas mãos. “The Bitter End” transcende qualquer barreira temporal, com um instrumental simples, mas que, como em todo o trabalho da banda, o vocalista Brian Molko consegue transformar em obra prima. Sua potência vocal e seus agudos nos levam a fechar os olhos e nos transportam para dentro de nossos mais profundos sentimentos.

Queens of the Stone Age“Feel Good Hit of the Summer”
Victor: Com poucas notas, poucas palavras, mas muita distorção e feeling de sobra, “Feel Good Hit of the Summer” mostra porque, ao lado de “Lullabies To Paralyze”, “Rated R” é provavelmente um dos mais fenomenais e arrebatadores discos da banda. Josh Homme, que dispensa apresentações, acerta em cheio com esse trabalho e mostra porque é um dos maiores músicos da atualidade. Sua extensão vocal e timbre moldam um som ao mesmo tempo dançante e para bater cabeça e que, com qualquer outro vocalista, seria apenas mais um som. Eu como vocalista, não podia deixar de curtir e citar o cara. Long live Queens of the Stone Age!

The Raconteurs“Steady As She Goes”
Igor: O jeito com que o Raconteurs acelera e desacelera a levada e a forma com que eles timbram as distorções das guitarras casa muito com as nossas composições. Nós sempre buscamos essa alternância como uma forma de manter o som da The Ed Sons como “som de pista”.

Muse“Hysteria”
Igor – O timbre do baixo e o riff bem presente tem tudo a ver com o tipo de música que nós mais gostamos de fazer. Baixo marcante e riff bom é um ponto de convergência nosso. Além disso, a guitarra com uma distorção com bastante brilho me agrada pessoalmente.

Royal Blood“Ten Tonne Skeleton”
Igor: O que me chama mais a atenção nesse duo é que o que eles fazem é de uma simplicidade incrível. Esse som em especial tem uma levada mascada que é demais e, ao vivo, funciona melhor ainda.

Foals“What Went Down”
Igor: Quer mais pegada que isso? A forma com que eles criam um clima de tensão nessa música é absurda e o som da The Ed Sons, que na minha opinião tem muito a ver com ansiedade e inquietude, tem muita influência disso. Além do que a performance ao vivo deles também transmite uma coisa de você não conseguir tirar o olho por querer ver o que eles vão fazer em seguida.

Construindo Molodoys: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Contruindo Molodoys
Molodoys

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Molodoys, que indica suas 20 canções indispensáveis. ” São músicas que me influenciam bastante no modo como são criadas e no que elas conseguem atingir na questão de criatividade e inovação seja em letra ou em melodia”, explicou Leo Fazio, guitarrista e vocalista. “Eu não uso músicas em especifico para me influenciar na hora de compor pra Molodoys, mas ultimamente quando to compondo to tentando pensar nessas, mais na questão de como se é feita a música do que na sonoridade em si”, esclareceu Vitor Marsula, tecladista .Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Cartola“Preciso Me Encontrar”
Leonardo: Música do Candeia gravada por Cartola em seu segundo disco. Eu a considero uma das músicas mais belas já feitas, seja em arranjo, progressão, letra ou melodia. A primeira vez que a ouvi fiquei completamente obcecado, seu lirismo e todo o sentimento que a letra passa em conjunto com a música já me serviram muito de inspiração quando ela está em falta, minha meta de vida é fazer algo comparável a essa música, (que é algo quase impossível, eu sei).

Pink Floyd“Take Up Thy Stethoscope And Walk”
Leonardo: Talvez minha preferida do Pink Floyd, já bebi muito dessa fonte e acho que dá pra perceber em algumas músicas do “Tropicaos”, nosso primeiro disco. Todo o peso e toda a visceralidade que essa música carrega me influenciam bastante dependendo do que eu estou criando, essas são características que eu gosto muito de trabalhar. E eu também sou apaixonado pela guitarrada do Syd Barrett, acho um estilo único e muito subestimado.

Bob Dylan“It’s Alright Ma (I’m Only Bleeding)”
Leonardo: Uma obra prima, seu lirismo é algo que me influencia profundamente, me inspiro muito em como o Dylan desenvolve a poesia das suas músicas, em como ele consegue usar de temas e fonemas pra te tranportar pra outro lugar enquanto a musica toca.

Chico Buarque“Construção”
Leonardo: O modo como a música vai crescendo e se desenvolvendo envolta dela mesma é genial, ando bebendo muito dessa fonte na hora de criar, atualmente tenho escrito bastante e essa é uma música que sempre me vem à cabeça quando procuro inspiração, tanto em letra quanto em arranjos.

The Velvet Underground“Heroin”
Leonardo: Acho que a Molodoys busca muito por uma boa ambientação nas músicas e a gente tenta trabalhar bastante no modo como elas transmitem as sensações ao ouvinte, e, pelo menos da minha parte, isso tem muita influência desse som do Velvet, totalmente visceral e criativo.

Arctic Monkeys“Still Take You Home”
Jairo: Acho a bateria do Matt Helders incrível, todo o peso e técnica que ela carrega me inspiram muito, e principalmente o fato de ele saber o que usar em diferentes partes da música para passar diferentes sensações, procuro muito isso em minhas baterias.

Queen“Melancholy Blues”
Jairo: Queen tem uma forte influência em mim há anos, acho que em toda bateria que eu crio tem um pouco deles. E esse som mais especificamente mostra como um drama pode ser perfeitamente passado à uma música. Essa em específico me inspira em todo o drama que ela carrega, acho sensacional como ela é trabalhada, é uma grande referência pra mim.

Beatles“A Day In The Life”
Jairo: Eu aprendi a tocar bateria acompanhando os discos dos Beatles, assim como o Queen, acho que é algo que está dentro de mim e das baterias que crio pra Molodoys, Ringo é um dos bateristas mais subestimados que existem, mas pra mim ele é inigualável. Além de que os Beatles servem de inspiração para eu criar em vários campos da música, eles são mestres em diversidade de estilo e sonoridades, foram pioneiros em muita coisa.

Miles Davis“All Blues”
Jairo: Uma das baterias mais lindas e suaves na minha opinião, e ao mesmo tempo carrega um peso tremendo, mas de outra forma, a bateria caminha e dança junto com outros os instrumentos, e isso é algo que eu procuro fazer em minhas composições pra bateria.

Muse“Uprising”
Jairo: Ouvi-la remete a algo importante pra mim, saber compor uma música forte e marcante sem perder a qualidade, acho que é uma grande preocupação pra mim na hora de compor pra Molodoys.

Chico Science e Nação Zumbi“Coco Dub”
Camilla: Eu e Léo somos muito fãs de Nação Zumbi e por isso essa referência partiu de nós, ficamos meses pirando horrores na grande maior parte da discografia, mas a “Coco Dub” tem uma essência experimental e livre. Foi a música que tínhamos como referência para a música “Tropicaos”. Lembro de ter ouvido ela a viagem toda repetidamente, quando fomos gravar em Amparo (interior de São Paulo).

Jupiter Maçã“Act Not Surprised”
Camilla: O baixo dessa musica é uma das minhas maiores referências de arranjo da vida. Eu gosto do jeito que ele é executado, é muito peculiar e até meio bruto, com um groove único. A psicodelia do Júpiter num geral também foi uma referência muito forte para nossas musicas, principalmente as do disco.

Som Imaginário“A3”
Camilla: Baita música dessa banda maravilhosa! Som imaginário é uma baita referência pra nós em questão de misturas de ritmos. Nessa musica, eles criam uma atmosfera tão brasileira mas de uma sonoridade tão futurista e cheia de groove e elementos não convencionais, é uma mistura de elementos muito bonita ❤

Tom Zé“Menina Jesus”
Camilla: Eu e Leo ficamos viciados nela pouco antes de gravarmos nosso segundo single. Acredito que ele se inspirou na letra e no fluxo dela para escrever a letra de “Ácido”. E Tom Zé continuará sendo o maior roqueiro da historia do MPB e maravilhoso.

Mutantes“Ave, Lucifer”
Camilla: Além de Pink Floyd, a mixagem dos Mutantes influenciou muuuito a mixagem do “Tropicaos”, uma pegada mais stereo. A “Ave Lucifer” é um belo exemplo de uma mix que fica perambulando sua cabeça (risos). PS: Use fones de ouvido para uma experiência mais completa!

Moving Gelatine Plates“Breakdown”
Vitor: Do álbum “Removing”, ela consegue ter tudo que uma música completa precisa, tanto na questão da estrutura, do começo, meio e fim, clímax e essas coisas, quanto pela questão do arranjo instrumental e de como eles conseguem conversar com o vocal e com os outros instrumentos.

Vangelis“Movement 1”
Vitor: Pois é uma das músicas que acho que chegou ao ápice do que é necessário para uma ambientação, que é algo que prezo muito.

Los Jaivas“La Poderosa Muerte”
Vitor: Pelo “feeling” que ela passa e por conseguir apresentar uma série de mudanças sem perder a característica principal.

Pink Floyd“Echoes”
Vitor: Por motivos de forças maiores agindo sobre mim.

Nine Feet Underground“Caravan”
Vitor: Pois ela é outra música que considero que tem tudo que uma música precisa.

Ouça a playlist aqui e siga o Crush em Hi-Fi no Spotify:

Moriaty, o duo de Devon que se inspira em Sherlock Holmes, serial killers e teoria de cordas para criar seu “filthy indie blues”

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“Eu vou quebrar você, Holmes. Eu vou trazer para bem debaixo do seu nariz o mais incrível crime do século, e você nunca vai suspeitar até que seja tarde demais. Esse será o fim de você, Sr. Sherlock Holmes. E quando eu o tiver derrotado e arruinado, poderei me aposentar em paz. Eu gostaria de me aposentar, o crime já não me diverte. Eu gostaria de dedicar meus anos restantes para a ciência abstrata”. O lado sombrio e nonsense de Professor Moriarty, um dos grandes inimigos de Sherlock Holmes, é a inspiração para o nome do duo Moriaty. “Percebemos que nossa música era pesada e sombria liricamente… essa combinação de escuridão e intelecto gritava Moriarty – além disso, soa muito bem!” diz Jordan West, vocalista e guitarrista da dupla, que também conta com Matthew Partridge na bateria, vocais e “ruivice”, segundo a página deles no Facebook.

A energia bruta da dupla tem atraído a atenção de grandes festivais, organizadores de shows e, claro, muitos fãs. “Se eu fosse de uma banda, que fosse o Moriaty”, disse James Santer, da BBC. Já o resenha da Revista 247 para o disco “The Devil’s Child”, de 2014, diz que a dupla “não está aqui para agradar estereótipos. A dupla está claramente se divertindo, desprovida de agenda e pura de propósito. Bravo!”

O Moriaty acabou de lançar seu novo single, “Bones” e já planeja outros singles, um EP, disco ao vivo e documentário ainda em 2015. Conversei com Jordan sobre a carreira da dupla, suas inspirações e como o Professor Moriarty entra no som do Moriaty:

– Como a banda começou?

Fomos juntos a um festival na Escócia alguns anos atrás. Nos conhecíamos de algumas bandas em que tocamos e apenas decidimos fazer barulho… antes que pudéssemos perceber, as coisas já estavam começando a decolar.

– O nome da banda veio do Professor Moriarty, um personagem das histórias de Sherlock Holmes. Como o personagem e o universo de Holmes influenciou vocês?

Eu amo Sherlock, acho que Moriarty é o perfeito inimigo dele. Quando começamos a escrever música, percebemos que era pesada e sombria liricamente. Eu gosto de escrever sobre coisas que acho interessantes, como serial killers, teoria das cordas, literatura… então essa combinação de escuridão e intelecto gritava Moriarty – além disso, soa muito bem!

– Quais são suas maiores influências musicais?

Blues, todos de Son House a Chuck Berry. Rage Against the Machine. Muse. Black Sabbath. Supergrass. Oasis. Led Zeppelin. Hendrix. Johnny Cash. Dylan… Esse tipo de coisa…

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– Vocês fazem um som alto e sujo. Acham que esse tipo de música está em falta hoje em dia?

Acho que está voltando. A energia que toda a indústria musical está colocando no Royal Blood atualmente prova isso.

– O que você acha das músicas que estão sendo lançadas hoje em dia?

A música de hoje é ótima. Há uma infinidade de músicos criando coisas incríveis por todo o mundo. A internet fez do mundo inteiro uma loja de discos e tem muita coisa por aí. As paradas pop não são um indicativo do que está rolando, e pessoas estão ganhando dinheiro com música sem terem um “contrato”. É uma nova era.

– Vocês são um power duo. Porque o baixista é tão “desnecessário” no mundo do rock hoje em dia?

O baixo sempre tem seu espaço. O motivo de tantas duplas de rock estarem começando é que é mais fácil. Todo mundo está sempre ocupado… Bandas com duas pessoas precisam de menos equipamento, menos organização, têm mais liberdade e ganham mais dinheiro – faz sentido!

– Chris Wolstenholme, do Muse, é seu baixista “não-oficial”. Ele dá apenas uma ajuda ou você pretendem incorporá-lo de vez no Moriaty?

Na verdade ele apenas gostou das faixas que pariticipou. Ele se ofereceu pra ajudar e nós agradecemos muito por isso. Sempre vai haver um lugar no Moriaty se ele quiser, mas ele nos ajudou porque é um cara bacana, um amigo e um fã da banda. Ele na verdade não é nosso baixista “não oficial” ou algo assim, ele é do Muse!

– Você disse que já trabalharam com vários rappers, cantores, poetas, baixistas… Pode me contar um pouco dessas colaborações?

Fizemos algumas coisas com a banda The Scribes. Eles são um grupo incrível de hip hop do sudoeste da Inglaterra. Estamos planejando gravar um EP com eles este ano, o que vai ser bem legal. Nosso disco tem participações de Kelly Naish e Mark Tam cantando e em algumas falas. Esperamos fazer muito mais no futuro.

– Você pode me contar um pouco mais sobre sua discografia? Adorei o que ouvi no EP “Esperanza” e em “The Devil’s Child”.

Nós também lançamos alguns outros EP’s, “The Lord Blackwood EP” foi o nosso primeiro e “Never Too Heavy” o segundo, além de dois singles, “Mindsweeper” e, claro, “Bones”. Também temos o “Jealous MF” 7”, uma música que saiu apenas em vinil que gravamos com Chris Wolstenholme.

– A cultura do álbum está morta? As pessoas preferem ouvir apenas os singles atualmente?

Os discos não estão mortos nem nunca morrerão. Mas têm diminuído e continuam diminuindo. Spotify, iTunes, Youtube e afins estão tirando a necessidade de se ouvir a obra inteira para ter o que se quer. Então as crianças idiotas de hoje que escutam música idiota e repetitiva sobre sexo sem pratos podem baixar ou ouvir por streaming músicas soltas. Agora, as crianças que que realmente gostam de música vão comprar o disco de suas bandas preferidas e ouví-lo repetidamente. Sempre o farão… são apenas menos pessoas, agora!

– O site da banda diz que vocês “se inspiram na história, não em babacas com óculos falsos”. Esse cutucão é pra quem?

Sim, para as pessoas de Londres aproximadamente 5 anos atrás… hoje em dia eles têm skates, barbas e tatuagens também!

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– Vocês acabaram de lançar o single “Bones”. Quais são os próximos passos do Moriaty?

O próximo single está quase sendo finalizado e depois teremos mais alguns singles, um EP com The Scribes, algo ao vivo e outro documentário.

– Que bandas chamaram a sua atenção atualmente?

Patrons!

– Podemos esperar a visita do Moriaty no Brasil em breve?

Nós adoraríamos, nunca se sabe o que vai acontecer a seguir…

Ouça o EP “Esperanza” completo aqui:

Lloyd Kaufman, cabeça da produtora trash Troma Entertainment, fala sobre música, musicais de terror e rasga seda para o Paramore

Lloyd Kaufman portrait Asbury Park New Jersey 4-22-2011

40 anos fugindo do padrão da mídia. Isso é Troma Entertainment, considerada a mais antiga produtora independente em operação do mundo. Tudo saiu da cabeça abilolada de Lloyd Kaufman, que junto com Michael Herz fundou a Troma em 1974, e desde então já distribuiu mais de mil filmes para todo o mundo. A Troma começou fazendo “comédias eróticas” (algo próximo de nossas populares pornochanchadas) e depois enveredou por algo que os fez crescer e dominar o mundo: os filmes de terror trash.

A fórmula de sucesso da Troma que os levou para o topo das referências em cinema independente não poderia ser mais Do It Yourself: Kaufman reunia atores baratos, efeitos “especiais” de segunda categoria, maquiadores inexperientes e criava seus filmes, todos divertidíssimos em seus defeitos, algo que a trupe do Hermes e Renato soube emular muito bem aqui no Brasil. O primeiro grande sucesso da produtora foi “Toxic Avenger” (aqui no Brasil, lançado como “O Vingador Tòxico”), de 1985, personagem que acabou virando símbolo da empresa.

A Troma virou ícone do cinema underground, já tendo em seus filmes nomes como Kevin Costner, Marisa Tomei, Samuel L. Jackson e o consagrado animador Hayao Miyazaki (“Princesa Mononoke”, “A Viagem de Chihiro”) e Matt Stone e Trey Parker (as mentes perturbadas que criaram South Park), que produziram o inacreditável “Cannibal, The Musical”.

A Troma sempre teve muita música em seu mundo. Desde os inacreditáveis temas dos filmes (a canção “Toxic Avenger é antológica) até participações de músicos como Lemmy Kilmister, do Motörhead, em diversos filmes (sendo inclusive o narrador da versão Troma de Romeu e Julieta, “Tromeo & Juliet”), a Troma sempre teve em sua trajetória uma trilha sonora à altura. Quem mais teria coragem de criar musicais como o já citado “Cannibal, The Musical”, “Rockabilly Vampire: Burnin’ Love”, “Frostbiter: Legend of the Wendigo” (estrelando Ron Asheton, dos Stooges!) e “Poultrygeist: Night of the Chicken Dead”?

(Com alguns toques do Raphael Fernandes, editor da Revista Mad) conversei com Lloyd Kaufman sobre suas músicas preferidas, as trilhas sonoras da Troma, bandas independentes e a ideologia punk que a produtora tem desde seu nascimento (e ele até tirou uma com a minha cara):

– Quais são suas bandas preferidas?

The Tiger Lillies, Rape Door, Bella Morte, Entombed, Municipal Waste, The Killers, Motörhead, Benny Goodman, Muse, Green Day… Apenas para citar algumas. Sia, apesar de não ser uma banda, também é uma grande artista. Recentemente apareci em um clipe do New Found Glory com a Hayley Williams do Paramore. Essas são minhas favoritas hoje em dia. Amanhã, nunca se sabe. Eu posso de repente revolver virar um amante de um tocador de xilofone qualquer do metrô de Nova York. Meus gostos são muito ecléticos!

– A Troma começou antes do movimento do punk e já era uma produtora de filmes “punk” desde seu nascimento. Qual a relação entre a ideologia punk e a Troma?

“Quebra de regras” e “Inovação” são o nome do meio da Troma. É por isso que a Troma Entertainment tem sido descrita como “punk” por muitos anos. Mantemos uma ética de trabalho DIY enquanto resistimos às mentalidades dominantes. Também celebramos o lixo e a sujeira!

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– Que bandas possuem o “estilo Troma”, em sua opinião?

Motörhead, Paramore, New Found Glory, Covered In Bees… e todas que eu listei acima. Todos eles fazem o que está em seus corações e respeitam e adoram seus fãs. O estilo Troma realmente se aplica a qualquer banda que apareceu nas nossas trilhas sonoras. Todos eles possuem este especial aroma de Troma.

– Como vocês escolhem quais bandas farão parte de uma trilha sonora de um filme da Troma?

Aqui na sede da Troma, recebemos todos os tipos de músicas de todo o mundo. Às vezes as usamos! Outras vezes, pedimos a artistas que escrevam músicas específicas para os nossos filmes. Nossos fãs sempre foram muito úteis ao recomendar bandas via Twitter, (@lloydkaufman) e minha página oficial do Facebook (https://www.facebook.com/lloyd.kaufman). Rape Door, Mystery e The Tiger Lillies foram todas bandas recomendadas por fãs!

– As Lunachicks fizeram uma “versão Troma” do clipe de “Say What You Mean”. Você já dirigiu algum clipe?

Eu dirigi vários clipes para bandas que eu amo, normalmente de graça. Você pode encontrá-los no Youtube! https://www.youtube.com/Tromamovies

– “Class Of Nuke’Em High” me lembrou em alguns aspectos de “Rock and Roll High School”, o filme dos Ramones. Tô viajando?

Sim, Putin deve ter invadido seu cérebro. Aliás, o Dee Dee Ramone está em um de nossos programas para a TV, o Tromamercial feito para o Comedy Central.

– Você pode me falar um pouco mais sobre o filme cheio de Motörhead “Mr. Bricks: A Heavy Metal Murder Musical”?

“Mr, Bricks: A Heavy Metal Murder Musical” foi escrito e dirigido por Travis Campbell. Ele também escreveu todas as músicas não-Motörhead do filme! Na minha opinião, Mr. Bricks é o melhor musical desde “Poultrygeist: Night of the Chicken Dead” e “Cannibal, The Musical”.

– Você acompanhou a produção de “Tromeo & Juliet”? Lemmy Kilmister se comportou enquanto gravava a narração da história?

Lemmy é o melhor. Ele trabalhou em muitos filmes da Troma de graça. Eu amo tanto o Lemmy que criei um tributo especial pra ele:

Em 1996, ano em que “Tromeo & Juliet” foi lançado, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas deveria ter inventado uma nova categoria chamada “Melhor Narração em Filme Longa Metragem”. Lemmy merecia esse Oscar. E teria feito um puta agradecimento!

– Qual a melhor trilha sonora original da história do cinema?

Eu amo a trilha de Vincente Minnelli para “The Band Wagon”. Outra que eu amo é a trilha de Sergio Leone para “The Good, the Bad and the Ugly”, por Ennio Morricone. Críticos às vezes chamam os filmes da Troma de Marricone and cheese.

– Qual é a melhor trilha sonora de filme da Troma, em sua opinião?

“Poultrygeist”, “The Toxic Avenger”, “Class of Nuke ‘Em High”, “Tromeo & Juliet”… Existem tantas.

– Se você pudesse fazer a cinebiografia de algum artista no estilo Troma, qual seria?

Miles Davis: On Ice!” O gelo é branco, saca, por isso serviria como uma puta metáfora fria para a luta do Sr. Davis contra seus opressores brancos. Além disso, eu acho que o público ia simplesmente adorar assistir um ator andando de patins no gelo enquanto toca jazz no trompete.

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– Como diabos alguém pensou em fazer um musical do Toxic Avenger? É a melhor coisa que aconteceu desde que Wagner colocou uma moça loira gorda para cantar ópera.

Eu concord! O musical do Toxic Avenger tem música e letras de David Bryan (tecladista e membro fundador do Bon Jovi), roteiro e letras de Joe DiPietro (“I Love You, You’re Perfect, Now Change”) e foi dirigido pelo ganhador do Tony Award John Rando (“Urinetown”). Abriu off-Broadway, em Nova York, com críticas positivas, e então foi apresentado por todos os Estados Unidos, Coreia do Sul, Canadá, etc.

– Escolha um disco que você levaria para uma ilha deserta após um ataque nuclear que transformou a todo o mundo em zumbis nudistas comedores de Nutella.

Um disco chamado “I Wanna Live in Tromaville”, do Killer Barbies. E “Pal Joey” de Richard Rodgers e Lorenz Hart (mas precise ser a versão original da Broadway, não a versão de merda do filme).

– Quais são os próximos passos musicais da Troma Entertainment?

Ship to Shore Phonograph Company acabou de lançar uma linda versão em vinil da trilha sonora do primeiro “Class of Nuke ‘Em High”. Teremos bastante música em “Return to Nuke ‘Em High Vol. 2”, filme que será lançado ainda este ano! Além disso, estamos desenvolvendo um talk show para nosso canal Troma Movies no YouTube. Se chama “Kabukiman’s Cocktail Corner” e terá performances ao vivo de artistas underground como twelve am flowers, Unicorn Smack, Dave Hill, Doug Gillard e muitos outros!

P.S. – Você pode assistir muitos filmes da Troma online no canal TromaMovies do Youtube. Vai lá e assiste! O primeiro que eu vi na vida foi “Space Zombie Bingo”, que passou no incrível programa da Mtv “Contos de Thunder”. Recomendo! (Aliás, a música-tema é incrível)

Músicas que podiam ser temas de Bond, James Bond… mas não são

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Você nem precisa ser fã das aventuras do agente 007 pra gostar muito das músicas que são lançadas a cada novo filme de James Bond. Aliás, o lançamento da nova música-tema da série é tão aguardada quanto o filme em si. Afinal, normalmente fazer o tema para Bond é quase que garantia de sucesso, além de ganhar uma enorme exposição imediata.

O que faz de uma música um típico tema digno de James Bond? Bom, se formos seguir o que a maioria dos filmes possui, três coisas são muito importantes: orquestra, uma guitarra quase surf music e um certo clima de mistério/ação. O som não necessariamente precisa compilar os três elementos, mas pelo menos dois deles precisam estar presentes para que exista um “clima” Bond. Neste caso, um nítido escorregão foi o de Madonna, com a música eletrônica “Die Another Day”, que não tinha nada a ver com o que se espera de um tema para o bem vestido espião. Escorregada esta que fez a música ficar bem longe da lista dos grandes sucessos musicais da cinessérie.

Pois bem: as “músicas Bond” já fazem parte da cultura pop tanto quando o número 007 e as Bond Girls. Graças a isso, muitas bandas e artistas criam canções explicitamente inspiradas no clima e no formato típico do personagem de Ian Fleming. Listei aqui algumas que não fariam feio abrindo um filme do inglês (principalmente no lugar de “Die Another Day”, que desperdício de música…)


Muse – Supremacy

“Supremacy” foi muito comparada aos temas de Bond, sendo que muitos fãs inclusive queriam que a música fosse a abertura de “Skyfall”. Rumores dizem que a canção foi escrita pensando em fazer parte do filme de 2013, mas nada foi confirmado. O baterista Dominic Howard comentou sobre as comparações, dizendo que “’Supremacy’ tem aquela vibe Bond – um pouco na linha de ‘Live and Let Die’”.


The Rubens – My Gun

Esta tem todo um clima que se encaixaria perfeitamente na abertura de Bond. A guitarra calcada em surf music, o crescendo no meio da música, e até a letra. Inclusive o clipe de “My Gun” alude à obra de Ian Fleming, o que leva a crer que a canção foi criada com 007 em mente. Uma bela homenagem, aliás.


Green Day – Espionage

O Green Day compôs “Espionage” para a trilha do primeiro filme do espião inglês com os dentes peculiares Austin Powers, de Mike Myers. Como a película é uma bela tiração de sarro em cima do personagem inglês, a música não poderia ser diferente. A guitarrinha surf music de Billie Joe Armstrong com a orquestra comendo solta revelam a influência dos temas clássicos de Bond.


Janelle Monáe – BaBopByeYa

Sintam a orquestra. O ritmo cadenciado. O clima de mistério e sensualidade. Sim, parece muito com as clássicas músicas-tema de Bond de Shirley Bassey, “Goldfinger”, “Diamonds Are Forever” e “Moonraker”. Se realmente fosse um tema de 007, provavelmente seria o mais longo, com quase 9 minutos de duração. Se Monáe disser que não se inspirou em “Bond music” pra criar essa, ela está mentindo.


Johnny Cash – Thunderball

Essa aqui não foi tema de Bond por um triz. Cash criou esta pérola para o tema de “Thunderball”, que acabou ficando com Tom Jones. O homem de preto teve sua música substituída aos 45 minutos do segundo tempo. “Mr. Kiss Kiss Bang Bang”, cantada por Dionne Warwick, também foi considerada para tema do filme, o que indica que escolher a versão de Tom Jones não foi uma escolha unânime. Imagina só um filme de Bond com trilha do Cash. Só imagina.


Blondie – For Your Eyes Only

O mesmo caso que rolou com Cash: a canção do Blondie foi limada do filme lá no meio da produção. Os produtores preferiram a canção interpretada por Sheena Easton (sim, eu também me perguntei ‘quem?’) no lugar da música da banda new wave. É isso mesmo: preferiram Sheena Easton (quem?) à Debbie Harry. Ah, esses produtores…


Madonna – Frozen

Esta aqui é mais uma bronca do que uma candidata. Porra, Madonna. “Frozen” se encaixaria perfeitamente como tema de Bond. A orquestra, o mistério, a batida… Seria lindo. Aí te dão a oportunidade de criar uma música pro 007 e você aparece com “Die Another Day”? Sério? Você pode mais que isso, Madge. De verdade. “Frozen” abrindo um filme da série seria muito mais bonito de se ver.


Florence and the Machine – Seven Devils

Feche os olhos. Imagine aquele comecinho de um filme novo de James Bond. Imaginou? Agora dá play na música. Combinou? Sim, eu te falei que combinava. A voz de Florence Welch e a batida desta música do disco “Ceremonials” casam direitinho com a série. Até o nome fica bom como nome do filme. “007 and the Seven Devils”, imagina só.


 Michael Bublé – Cry Me a River

A versão de Michael Bublé para “Cry Me A River” tem tanta cara de Bond que você pode encontrar diversas montagens colocando a canção na abertura de “Quantum of Solace”. E não fica nada mal, viu. A orquestra dominando e a guitarra cheia de slides, além da grande voz do rapaz, casam direitinho do que se espera do espião.


 

Duffy – Rain On Your Parade

Uma grande canção “retro-soul-pop” de Duffy que originalmente seria tema de “Quantum of Solace”. No fim, acabaram escolhendo “Another Way to Die”, com Jack White e Alicia Keys. Não importa: a música de Duffy continua incrível e merece ser ouvida. As cordas dão todo o clima misterioso que um filme do personagem exige.


 

Você, fã do personagem de Ian Fleming, lembra de alguma outra música que a cairia como uma luva na trilha sonora de um filme de James Bond? Deixe sua sugestão aí nos comentários!