Construindo Zé Bigode: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda Zé Bigode, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Criolo“subirusdoistiozin”
Primeira musica que ouvi do Criolo, logo de cara achei o nome bem diferente, quando conferi o som ouvi uma base bem orgânica com uma pegada jazz, com aquele som de Fender Rhodes curti de cara e depois fui baixar o disco nó na orelha que foi bem importante pra mudar minha visão musical

Gil Scott Heron“Lady Day and John Coltrane”
Uma das minhas musicas favoritas do disco “Pieces of a Man”, clássico do Gill Scott Heron, essa musica toda vez que me sinto meio pra baixo serve de estímulo, assim como na letra ouvir “Lady Day and John Coltrane” levam os problemas pra longe, Gill Scott também o faz muito bem.

Oasis“Live Forever”
Ouvi muito Oasis na minha vida, e essa música sem duvida é uma das que mais escutei deles, lançada em 1994 no disco de estreia, o “Definitely Maybe”, escrita por Noel Gallagher, é uma homenagem a estar vivo.

John Coltrane“Acknowledgement”
Uma das músicas mais perfeitas da história da humanidade. É só isso que consigo dizer quando a ouço, muitos sentimentos nesse som aí! Sem contar que faz parte de um dos maiores discos da história, o “A Love Supreme”.

BaianaSystem“Playsom”
Só quem já foi num show do Baiana sabe a energia que é, e essa música pra mim é a que melhor define o som deles. Pedrada pura!

Nina Simone“I Put a Spell on You”
Nina Simone, né? Dispensa comentários, rainha!

Gilberto Gil“Drão”
Já era fã da musica desde sempre, quando descobri que era uma musica falando da separação dele com a Sandra Gadelha, um pedido de desculpas, tem vários jogos de palavras geniais.

Céu“Lenda”
Essa tem um groove que pega de primeira ouvida, lembro que quando descobri esse som e o disco de estréia dela, ouvi sem parar.

Elton John“Razor Face”
Eu podia indicar qualquer faixa do disco “Madman Across The Water”, que é um dos meus discos favoritos, mas vai “Razor Face”. Acho que é a que melhor representa essa fase do Elton John, quando ele tinha o timbre de voz bem agudo e lançava um clássico atrás do outro.

Gal Costa“Tuareg”
Se não me engano essa musica é do Jorge Ben. “Tuareg” mostra quanto o Brasil estava num ótimo momento musical no fim da década de 60, experimentando sonoridades de várias regiões do mundo e mesclando com a nossa musica tradicional. Os anos 60 foram bem intensos pra musica popular, apesar de politicamente estarmos em um dos piores momentos de nossa história.

Belchior“Alucinação”
Faz parte do álbum de mesmo nome, eu citaria o disco todo, mas escolho essa, que mostra o Belchior na sua melhor forma poética, dando o papo reto numa crítica ácida e certeira. “A minha alucinação é suportar o dia a dia”.

Chico Science e Nação Zumbi“Manguetown”
Chico Science talvez seja uma das minhas maiores influências, a sensacional analogia da parabólica fincada na lama… A música é isso, é universal, é um pouco de tudo que já escutamos nessa vida independente de território. Poucos souberam mesclar o tradicional com a vanguarda como Chico Science fez, um verdadeiro alquimista.

Jorge Ben“5 Minutos”
Falando em alquimista musical, aqui temos outro. “5 Minutos” chama minha atenção pela harmonia dela, diferente de quase tudo que ele fez. É torta mas tem groove, vê se pode?

Metá Metá“Oyá”
Metá Metá é uma das melhores coisas que a musica brasileira nos proporcionou nesse novo século. É punk? É samba? Música de terreiro? Escolhi “Oyá” por ter uma dinâmica entre a porrada e a calmaria.

Planet Hemp“Stab”
Nunca tive uma formatura, mas se tivesse certamente entraria com essa música. Escutei bastante quando andava de skate, me dá uma motivação enorme pra enfrentar as dificuldades.

Fela Kuti“Army Arrangement”
Essa música é quase um disco (risos). Com quase meia hora de duração, algo muito comum pro Fela Kuti, icone negro de resistência contra as opressões do governo e do imperialismo eurocêntrico.

Herbie Hancock“Dolphin Dance”
Uma mistura entre musica modal e musica tonal, um tema bem complexo de se improvisar, mostrando a verstatilidade harmônica do Herbie, uma lenda do jazz.

Miles Davis“So What”
Faz parte do essencial “Kind Of Blue”. Recomendo escutar esse disco a todos que querem saber mais sobre jazz. Ou melhor: a todos que gostam de ouvir música, recomendo a audição. Uma guinada que mudou o jazz, quebrando o virtuosismo técnico e cheio de progressões do bebop, inserindo o modalismo.

Led Zeppelin“Going To California”
Essa musica faz parte do clássico disco “IV”, amo todas desse disco, mas essa me marcou positivamente por bons momentos que tive embalados por esse som.

Milton Nascimento“Travessia”
Escolher uma do Milton é complicado, poderia fazer essa lista só com musicas dele que ainda faltariam mais 20! Mas “Travessia” é a minha favorita, desde a letra do Fernando Brant, que é uma das coisas mais lindas já musicadas, quanto a harmonia e arranjo. O trompete nessa faixa é algo de outro mundo.

Construindo I Buried Paul: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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I Buried Paul

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o projeto I Buried Paul, de Pedro Oliveira. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Angelo Badalamenti“Twin Peaks Theme”

É talvez a melhor trilha de todos os tempos; o clima e a instrumentação dessa música é a tradução perfeita da série, e constrói um determinado universo que pra mim é uma das coisas mais importantes na música. O universo aqui é estático, quase amorfo, nublado, e, principalmente, levemente fora do “normal.”

Portishead“Humming”

Eu não consigo descrever direito o que foi ouvir essa música pela primeira vez, numa madrugada passada em claro lá pelos idos de 2004, mas é daquelas que eu queria muito poder ouvir pela primeira vez de novo. A mistura de jazz com eletrônico com film noir é a essência do Portishead, e essa música engloba tudo isso. “Humming” moldou meu gosto musical pós-2004 e não poderia fazer uma lista sem ela.

Julee Cruise“Rockin’ Back Inside my Heart”

Mais uma relacionada com o Twin Peaks, mas aqui eu vejo o trabalho de voz dela como mais uma camada da atmosfera que a música cria, mais do que como algo que flutua por sobre os instrumentos. Inclusive a instrumentação e a leve estranheza dentro de uma fórmula “pop” é pra mim uma aula de como construir um momento estático no tempo e no espaço da música.

Earth“Old Black”

Essa música me mostrou que era possível compor em círculos. Fora isso: o arranjo, o timbre, o andamento, tudo nessa música é perfeito. Fundamental aqui, tanto quanto a guitarra, é a maneira que a Adrienne Davis toca bateria. É daquelas músicas que gostaria de ter escrito, e o Earth é talvez a maior influência direta do IBP junto com a trilha do Twin Peaks e o Coltrane.

John Coltrane“Psalm”

Eu costumo a dizer que o “A Love Supreme” é a minha Bíblia. Essa música, por exemplo, é uma oração escrita pelo Coltrane e lida não pela voz mas sim pelo saxofone. Ela faz parte de um disco que, na minha opinião, é mais do que um projeto musical e sim um projeto de vida. Diferente das outras em “A Love Supreme”, aqui em “Psalm” parece que tudo é aberto, espaçado, e principalmente permanentemente incompleto – três das coisas que eu mantenho na cabeça como guias quando/enquanto toco.

Miles Davis“Shh/Peaceful”

Em contraste ao Coltrane, aqui o espaçamento e a abertura é mais uma técnica de estúdio do que qualquer outra coisa. Essa maneira de trabalhar a improvisação no estúdio, o corta-e-cola de longas sessões de improvisação e, principalmente, a utilização do estúdio enquanto força de expressão pra moldar a improvisação é o que mais me influencia aqui. Esse disco todo, na verdade, é meu “holy grail.” É a tradução perfeita do que eu espero um dia chegar pelo menos perto com a minha música (e eu sei o tamanho dessa empreitada).

Hanna Hartman“Att Fälla Grova Träd Är Förknippat Med Risker”

O trabalho da Hanna Hartman é quase que cirúrgico. O jeito que ela manipula gravações de campo nessa peça é por vezes mais nítido do que a realidade. As sobreposições e a distribuição dos sons no espaço, assim como essa ultra-proximidade desconfortável é uma coisa que marcou muito minha trajetória musical/sonora. Foi por conta desta peça que eu decidi comprar um gravador e começar a coletar sons por aí, coisa que faço até hoje e que é uma peça importante no IBP.

Fennesz“Saffron Revolution”

A música do Fennesz apareceu na minha vida num momento em que eu me encontrava completamente frustrado com tocar guitarra. Ouvir as manipulações estranhas dele me levaram a reconsiderar tocar um instrumento “tradicional” e expandi-lo de alguma maneira. Foi a maior influência do meu segundo disco “in schwarzen Tönen, in lauten Farben” (de 2012), principalmente porque eu entrei na loucura de programar todos os sons eletrônicos na unha. Tanto que só fiz isso nesse disco (mas deveria fazer de novo).

Alice Coltrane and Carlos Santana“Angel of Sunlight”

Esse disco da Alice Coltrane com o Santana caiu na minha mão por conta da segunda música do lado A, que o Cinematic Orchestra sampleou em um dos discos e criou “All that You Give”, que é uma música tão linda quanto essa. Mas nada supera a original e esse disco é o ápice da pira orientalista dos anos setenta. Fora todo o talento absurdo da Alice Coltrane, a guitarra do Santana é algo formativo na minha vida, desde timbre a como ele era capaz de traduzir o pensar do jazz pro rock psicodélico sem soar virtuosamente chato. Esse disco todo é uma obra-prima.

The Dillinger Escape Plan“Panasonic Youth”

Depois que eu ouvi o DEP minha vida nunca mais foi a mesma. Eu gosto especialmente das músicas que abrem os discos porque eles sempre escolhem a mais brutal e chocante que é pra já avisar o ouvinte o que está por vir. O “Miss Machine” é meu disco preferido deles (e olha que sou fã de carteirinha da banda), e “Panasonic Youth” é um clássico absoluto do caos controlado, da agressividade, e do rompimento de qualquer barreira musical ou o que o valha. Na edição que eu tenho desse disco tem um sticker com um review que diz “this is the sound of the future” – e eu concordo plenamente: ainda acho que nenhuma banda chegou no nível deles.

Fantômas“Delirivm Cordia”

Mike Patton é talvez o músico que mais me influencia diretamente – por conta do ecletismo e da falta de vergonha na cara (com o primeiro eu me identifico, já o segundo eu admiro de longe). Fantômas é uma das bandas da vida pra mim, mas acho que o “Delirivm Cordia” é uma aula de composição em formato mais longo que funciona como uma narrativa em si própria. Assim como quase tudo que coloquei nessa lista, esse som constrói um universo próprio e deixa o ouvinte livre pra explorá-lo, porque dá espaço e dá material suficiente pra quem ouve poder se situar dentro desse espaço. É genial.

Menace Ruine“Not Only A Break In The Clouds But A Permanent Clearing Of The Sky”

Eu poderia botar muita coisa de metal aqui – muita mesmo, – mas acho que o Menace acaba sendo uma influência mais direta por conta da maneira com que eles trabalham com a distorção, o barulho, camadas, e melodias. É, de novo, aquela coisa entre o sujo e o entendível, o harmônico e o desconfortável que mais me fascina aqui. É metal sem ser necessariamente metal, sem apelar praquela coisa hipermasculina. Tem muita influência da Nico na voz da Geneviève, o que também é um ponto positivo.

Morphine“Empty Box”

A melancolia do Morphine e essa transposição do jazz prum contexto de bar pé-sujo com sinuca numa tarde nublada de quinta-feira é o que me pega no Morphine. Tem algo na maneira que o Mark Sandman compunha que eu ainda tou tentando entender como funciona, e o niilismo sutil da letra dessa música me intriga demais. É uma música que respira, se desenvolve sozinha e não chega a lugar algum. Do jeito que eu mais gosto.

Nico“Frozen Warnings”

O que me pega nessa música é o contraste: é uma peça quase de drone, mas a voz da Nico aqui tem uma urgência profética e apocalíptica. É como se o mundo tivesse ruindo e ela tivesse te avisando pra procurar abrigo, mas no fundo você sabe que vai ser inútil e que já era. Como não amar?

Steve Reich “Electric Counterpoint”

O pulso dessa peça do Reich é hipnotizante. Claro que influenciou metade do que se tem por “rock experimental” até hoje (alô Radiohead), mas eu ainda acho uma das melhores peças do Reich e uma das melhores composições minimalistas pra guitarra já pensadas.

Ulver“Hallways of Always”

O “Perdition City” foi um disco que me fez rever meus conceitos sobre música eletrônica. A complexidade dos arranjos e como ele passeia por gêneros é uma grande influência pra mim até hoje. A parte “central” do meu primeiro EP (“633”, de 2009), que é fundamentalmente diferente do que eu faço hoje com o IBP, é toda baseada nesse disco. Sonoramente eu deixei de tentar copiar (ahem) o Ulver, mas conceitualmente eu sempre volto nesse disco como referência de precisão e arranjo.

Satanique Samba Trio“Gafieira Bad Vibe”

O SS3 é daquelas bandas que está sempre no fundo da minha cabeça quando eu componho. Eu me lembro da fascinação que foi ouvir o “Misantropicália” pela primeira vez, e tentar sacar tudo o que tava acontecendo ali em tão pouco tempo. É uma parada muito profana em muitos níveis, mas principalmente pela pachorra que os caras tiveram de mexer com coisas “tradicionais” e “canônicas” no Brasil como o samba, e fazer isso sem o menor escrúpulo. O SS3 sempre me faz pensar “como eu posso deixar isso mais torto?” quando estou tocando. Nem sempre dá certo.

65daysofstatic“Radio Protector”

Essa banda me influenciou de uma maneira muito curiosa; foi bem numa época em que eu estava tentando entender o que é que me fascinava tanto em música eletrônica. O 65dos faz essa ponte entre o que, na época, ainda eram dois mundos distintos – post-rock e glitch –, e o trabalho deles com melodias “assobiáveis” é assustador. Eles me influenciam tanto que eu tenho uma série de gravações minhas que eu chamo de “clichês de pós-roque,” porque vez ou outra eu me pego tocando uma melodia que parece um plágio deles. Talvez um dia eu ponha isso no mundo, ou não.

Nine Inch Nails“4 Ghosts IV”

Eu poderia colocar o “Ghosts” inteiro, na verdade. O Trent Reznor é talvez um dos músicos mais importantes dos últimos 20+ anos, e apesar dele ter criado quase que um “blueprint” do próprio som, aqui no “Ghosts” é onde o NIN se desconstrói totalmente. A parte mais legal é como o disco é todo um projeto audiovisual, onde as músicas respondem às fotos que respondem às músicas, num processo cíclico.

Almir Sater“Vinheta do Capeta”

Eu cresci no interiorzão de SP, então a música dita “caipira” é um marcador muito nostálgico pra mim. O som do Almir sempre se destacou dos demais na minha cabeça – eu tenho pra mim que ele toca a viola como se fosse guitarrista, mesmo nas músicas com voz. Mas esse disco instrumental dele é inteiro bom, do início ao fim. É ótimo pra quebrar pré-conceitos (os meus inclusos) e perceber que há todo um contínuo entre a viola caipira e o blues, ou o que se veio a chamar de “american primitive”, por exemplo.

Construindo Felappi: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Felappi

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo Felappi, do Rio de Janeiro.

Nirvana“In Bloom”
Victor Cumplido: Lembro de ouvir essa música repetidamente no máximo em um discman no Natal da família, devia ter uns 11 anos.

Paulinho da Viola“Os 5 Companheiros”
Victor Cumplido: Foi a música que me fez começar a estudar bandolim e passar uma época escutando basicamente choro.

Charley Patton – “The Prayer of Death”
Victor Cumplido: Me vejo no barco seguindo para a margem oposta, um remo de duas mãos, remando na água tranquila da morte.

Miles Davis“On the Corner/New York Girl/Thinkin One Thing and Doin Another/Vote for Miles”
Victor Cumplido: Vote for Miles! Me sugou pro jazz.

Binário“Contrapartida”
Victor Cumplido: Ia todo domingo assistir esses caras tocarem, gosto de quase todos os outros projetos dos integrantes.

Portishead“Humming”
Victor Cumplido: Bruxaria forte!

Adoniran Barbosa“Vide Verso Meu Endereço”
Victor Cumplido: Essa música me lacrimeja, choro por dentro.

Cat Power“Colors and the Kids”
Victor Cumplido: Esse disco todo parece que você está dentro dele, um convite de alguém para se sentar na sala, olhar a janela…

Luiz Gonzaga“Súplica Cearense”
Victor Cumplido: Luiz Gonzaga é gigante, tal qual o Nordeste e seus ramos.

Mozart“Rex Tremendae Majestatis”
Victor Cumplido: É uma das músicas em que sempre fico arrepiado na mesma parte, de uma gravação específica.

Tom Waits“God Away From Business”
Fela Montparnasse: Amo a forma rústica que o Tom Waits trabalho o vocal dele nessa música. A impressão que eu tenho é que ele perdeu a voz com o passar dos anos, e tentou adaptar o timbre dele à sua nova realidade artistica. Talvez essa seja a canção mais percussiva que o Waits produziu, por causa desse timbre errático.

Pin Ups“Loneliness”
Fela Montparnasse: Talvez seja a canção mais cosmopolita que eu ja tenha ouvido. Quando eu era adolescente, e morava em Niterói, o mais próximo da cidade grande que eu cheguei até então, foi ouvindo esse álbum. Eu realizei o meu sonho platônico, de me tornar um cidadão do mundo, ouvindo esse álbum.

Jair Naves“Araguari”
Fela Montparnasse: O Jair Naves vem de um background bem pesado e errático. O cara começou a carreira como músico do Okotô, que foi uma das bandas mais pesadas de SP. Achei justo ele se submeter a
gravar uma música “rancheira”, meio caipira, pra expressar a saudade. Acho que essa canção é sobre envelhecer.

Can“Vitamin C”
Fela Montparnasse: uma das canções mais modernas que eu já ouvi. Pra mim, essa canção tem o refrão dos mais sinceros: “Ei você, você está perdendo a sua vitamina”;

De Leve“Pra Bombar no seu Estéreo”
Fela Montparnasse: Essa canção é um verdadeiro suicidio comercial. Em apenas 3 minutos, o De Leve consegue detonar o Djavan, DJ Patife, Max de Castro, Sandy, KLB, e proclama: Carlinhos Brown manda mal e o Zeca Baleiro é presepeito; Não sei se concordo com ele, porém, começar o primeiro disco da carreira, já tacando merda no ventilador dessa forma…

Suicide“Ghost Rider”
Fela Montparnasse: Eu poderia morar nessa música. Não tem guitarra, nem bateria, e mesmo assim, consegue expressar uma violência inclassificável. Conhecia essa canção quando me separei de minha primeira esposa. Belo trauma, né não?!

Cibelle “Lightworks”
Fela Montparnasse: Outra artista cosmopolita. Acho incrível a forma em que a Cibelle trabalha a voz dela nessa versão, tem muito de Gal Costa aí, mas tem muito de artista que mete o pé na estrada, caçando vivência.

Serge Gainsbourg“New York U.S.A.”
Fela Montparnasse: Gainsbourg é meu herói musical e esse som remete a Babatunde Olatunji (sim, ele chupou o disco inteiro do Babatunde), porém é esse cinismo que me interessa do Gainsbourg.

Walter Franco“Feito Gente”
Fela Montparnasse: Mais hip-hop do que hip-hop. É sério, eu acho essa canção, uma grande música de rap psicodélico, composto em 1970 e blau.

Arrigo Barnabé“Clara Crocodilo”
Fela Montparnasse: A única vez que eu chorei assistindo a um show na minha vida. Nunca vou entender como o Arrigo teve essa iluminação (e visivelmente, nem ele)…

Construindo Molodoys: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Contruindo Molodoys
Molodoys

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o quarteto paulistano Molodoys, que indica suas 20 canções indispensáveis. ” São músicas que me influenciam bastante no modo como são criadas e no que elas conseguem atingir na questão de criatividade e inovação seja em letra ou em melodia”, explicou Leo Fazio, guitarrista e vocalista. “Eu não uso músicas em especifico para me influenciar na hora de compor pra Molodoys, mas ultimamente quando to compondo to tentando pensar nessas, mais na questão de como se é feita a música do que na sonoridade em si”, esclareceu Vitor Marsula, tecladista .Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Cartola“Preciso Me Encontrar”
Leonardo: Música do Candeia gravada por Cartola em seu segundo disco. Eu a considero uma das músicas mais belas já feitas, seja em arranjo, progressão, letra ou melodia. A primeira vez que a ouvi fiquei completamente obcecado, seu lirismo e todo o sentimento que a letra passa em conjunto com a música já me serviram muito de inspiração quando ela está em falta, minha meta de vida é fazer algo comparável a essa música, (que é algo quase impossível, eu sei).

Pink Floyd“Take Up Thy Stethoscope And Walk”
Leonardo: Talvez minha preferida do Pink Floyd, já bebi muito dessa fonte e acho que dá pra perceber em algumas músicas do “Tropicaos”, nosso primeiro disco. Todo o peso e toda a visceralidade que essa música carrega me influenciam bastante dependendo do que eu estou criando, essas são características que eu gosto muito de trabalhar. E eu também sou apaixonado pela guitarrada do Syd Barrett, acho um estilo único e muito subestimado.

Bob Dylan“It’s Alright Ma (I’m Only Bleeding)”
Leonardo: Uma obra prima, seu lirismo é algo que me influencia profundamente, me inspiro muito em como o Dylan desenvolve a poesia das suas músicas, em como ele consegue usar de temas e fonemas pra te tranportar pra outro lugar enquanto a musica toca.

Chico Buarque“Construção”
Leonardo: O modo como a música vai crescendo e se desenvolvendo envolta dela mesma é genial, ando bebendo muito dessa fonte na hora de criar, atualmente tenho escrito bastante e essa é uma música que sempre me vem à cabeça quando procuro inspiração, tanto em letra quanto em arranjos.

The Velvet Underground“Heroin”
Leonardo: Acho que a Molodoys busca muito por uma boa ambientação nas músicas e a gente tenta trabalhar bastante no modo como elas transmitem as sensações ao ouvinte, e, pelo menos da minha parte, isso tem muita influência desse som do Velvet, totalmente visceral e criativo.

Arctic Monkeys“Still Take You Home”
Jairo: Acho a bateria do Matt Helders incrível, todo o peso e técnica que ela carrega me inspiram muito, e principalmente o fato de ele saber o que usar em diferentes partes da música para passar diferentes sensações, procuro muito isso em minhas baterias.

Queen“Melancholy Blues”
Jairo: Queen tem uma forte influência em mim há anos, acho que em toda bateria que eu crio tem um pouco deles. E esse som mais especificamente mostra como um drama pode ser perfeitamente passado à uma música. Essa em específico me inspira em todo o drama que ela carrega, acho sensacional como ela é trabalhada, é uma grande referência pra mim.

Beatles“A Day In The Life”
Jairo: Eu aprendi a tocar bateria acompanhando os discos dos Beatles, assim como o Queen, acho que é algo que está dentro de mim e das baterias que crio pra Molodoys, Ringo é um dos bateristas mais subestimados que existem, mas pra mim ele é inigualável. Além de que os Beatles servem de inspiração para eu criar em vários campos da música, eles são mestres em diversidade de estilo e sonoridades, foram pioneiros em muita coisa.

Miles Davis“All Blues”
Jairo: Uma das baterias mais lindas e suaves na minha opinião, e ao mesmo tempo carrega um peso tremendo, mas de outra forma, a bateria caminha e dança junto com outros os instrumentos, e isso é algo que eu procuro fazer em minhas composições pra bateria.

Muse“Uprising”
Jairo: Ouvi-la remete a algo importante pra mim, saber compor uma música forte e marcante sem perder a qualidade, acho que é uma grande preocupação pra mim na hora de compor pra Molodoys.

Chico Science e Nação Zumbi“Coco Dub”
Camilla: Eu e Léo somos muito fãs de Nação Zumbi e por isso essa referência partiu de nós, ficamos meses pirando horrores na grande maior parte da discografia, mas a “Coco Dub” tem uma essência experimental e livre. Foi a música que tínhamos como referência para a música “Tropicaos”. Lembro de ter ouvido ela a viagem toda repetidamente, quando fomos gravar em Amparo (interior de São Paulo).

Jupiter Maçã“Act Not Surprised”
Camilla: O baixo dessa musica é uma das minhas maiores referências de arranjo da vida. Eu gosto do jeito que ele é executado, é muito peculiar e até meio bruto, com um groove único. A psicodelia do Júpiter num geral também foi uma referência muito forte para nossas musicas, principalmente as do disco.

Som Imaginário“A3”
Camilla: Baita música dessa banda maravilhosa! Som imaginário é uma baita referência pra nós em questão de misturas de ritmos. Nessa musica, eles criam uma atmosfera tão brasileira mas de uma sonoridade tão futurista e cheia de groove e elementos não convencionais, é uma mistura de elementos muito bonita ❤

Tom Zé“Menina Jesus”
Camilla: Eu e Leo ficamos viciados nela pouco antes de gravarmos nosso segundo single. Acredito que ele se inspirou na letra e no fluxo dela para escrever a letra de “Ácido”. E Tom Zé continuará sendo o maior roqueiro da historia do MPB e maravilhoso.

Mutantes“Ave, Lucifer”
Camilla: Além de Pink Floyd, a mixagem dos Mutantes influenciou muuuito a mixagem do “Tropicaos”, uma pegada mais stereo. A “Ave Lucifer” é um belo exemplo de uma mix que fica perambulando sua cabeça (risos). PS: Use fones de ouvido para uma experiência mais completa!

Moving Gelatine Plates“Breakdown”
Vitor: Do álbum “Removing”, ela consegue ter tudo que uma música completa precisa, tanto na questão da estrutura, do começo, meio e fim, clímax e essas coisas, quanto pela questão do arranjo instrumental e de como eles conseguem conversar com o vocal e com os outros instrumentos.

Vangelis“Movement 1”
Vitor: Pois é uma das músicas que acho que chegou ao ápice do que é necessário para uma ambientação, que é algo que prezo muito.

Los Jaivas“La Poderosa Muerte”
Vitor: Pelo “feeling” que ela passa e por conseguir apresentar uma série de mudanças sem perder a característica principal.

Pink Floyd“Echoes”
Vitor: Por motivos de forças maiores agindo sobre mim.

Nine Feet Underground“Caravan”
Vitor: Pois ela é outra música que considero que tem tudo que uma música precisa.

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Lloyd Kaufman, cabeça da produtora trash Troma Entertainment, fala sobre música, musicais de terror e rasga seda para o Paramore

Lloyd Kaufman portrait Asbury Park New Jersey 4-22-2011

40 anos fugindo do padrão da mídia. Isso é Troma Entertainment, considerada a mais antiga produtora independente em operação do mundo. Tudo saiu da cabeça abilolada de Lloyd Kaufman, que junto com Michael Herz fundou a Troma em 1974, e desde então já distribuiu mais de mil filmes para todo o mundo. A Troma começou fazendo “comédias eróticas” (algo próximo de nossas populares pornochanchadas) e depois enveredou por algo que os fez crescer e dominar o mundo: os filmes de terror trash.

A fórmula de sucesso da Troma que os levou para o topo das referências em cinema independente não poderia ser mais Do It Yourself: Kaufman reunia atores baratos, efeitos “especiais” de segunda categoria, maquiadores inexperientes e criava seus filmes, todos divertidíssimos em seus defeitos, algo que a trupe do Hermes e Renato soube emular muito bem aqui no Brasil. O primeiro grande sucesso da produtora foi “Toxic Avenger” (aqui no Brasil, lançado como “O Vingador Tòxico”), de 1985, personagem que acabou virando símbolo da empresa.

A Troma virou ícone do cinema underground, já tendo em seus filmes nomes como Kevin Costner, Marisa Tomei, Samuel L. Jackson e o consagrado animador Hayao Miyazaki (“Princesa Mononoke”, “A Viagem de Chihiro”) e Matt Stone e Trey Parker (as mentes perturbadas que criaram South Park), que produziram o inacreditável “Cannibal, The Musical”.

A Troma sempre teve muita música em seu mundo. Desde os inacreditáveis temas dos filmes (a canção “Toxic Avenger é antológica) até participações de músicos como Lemmy Kilmister, do Motörhead, em diversos filmes (sendo inclusive o narrador da versão Troma de Romeu e Julieta, “Tromeo & Juliet”), a Troma sempre teve em sua trajetória uma trilha sonora à altura. Quem mais teria coragem de criar musicais como o já citado “Cannibal, The Musical”, “Rockabilly Vampire: Burnin’ Love”, “Frostbiter: Legend of the Wendigo” (estrelando Ron Asheton, dos Stooges!) e “Poultrygeist: Night of the Chicken Dead”?

(Com alguns toques do Raphael Fernandes, editor da Revista Mad) conversei com Lloyd Kaufman sobre suas músicas preferidas, as trilhas sonoras da Troma, bandas independentes e a ideologia punk que a produtora tem desde seu nascimento (e ele até tirou uma com a minha cara):

– Quais são suas bandas preferidas?

The Tiger Lillies, Rape Door, Bella Morte, Entombed, Municipal Waste, The Killers, Motörhead, Benny Goodman, Muse, Green Day… Apenas para citar algumas. Sia, apesar de não ser uma banda, também é uma grande artista. Recentemente apareci em um clipe do New Found Glory com a Hayley Williams do Paramore. Essas são minhas favoritas hoje em dia. Amanhã, nunca se sabe. Eu posso de repente revolver virar um amante de um tocador de xilofone qualquer do metrô de Nova York. Meus gostos são muito ecléticos!

– A Troma começou antes do movimento do punk e já era uma produtora de filmes “punk” desde seu nascimento. Qual a relação entre a ideologia punk e a Troma?

“Quebra de regras” e “Inovação” são o nome do meio da Troma. É por isso que a Troma Entertainment tem sido descrita como “punk” por muitos anos. Mantemos uma ética de trabalho DIY enquanto resistimos às mentalidades dominantes. Também celebramos o lixo e a sujeira!

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– Que bandas possuem o “estilo Troma”, em sua opinião?

Motörhead, Paramore, New Found Glory, Covered In Bees… e todas que eu listei acima. Todos eles fazem o que está em seus corações e respeitam e adoram seus fãs. O estilo Troma realmente se aplica a qualquer banda que apareceu nas nossas trilhas sonoras. Todos eles possuem este especial aroma de Troma.

– Como vocês escolhem quais bandas farão parte de uma trilha sonora de um filme da Troma?

Aqui na sede da Troma, recebemos todos os tipos de músicas de todo o mundo. Às vezes as usamos! Outras vezes, pedimos a artistas que escrevam músicas específicas para os nossos filmes. Nossos fãs sempre foram muito úteis ao recomendar bandas via Twitter, (@lloydkaufman) e minha página oficial do Facebook (https://www.facebook.com/lloyd.kaufman). Rape Door, Mystery e The Tiger Lillies foram todas bandas recomendadas por fãs!

– As Lunachicks fizeram uma “versão Troma” do clipe de “Say What You Mean”. Você já dirigiu algum clipe?

Eu dirigi vários clipes para bandas que eu amo, normalmente de graça. Você pode encontrá-los no Youtube! https://www.youtube.com/Tromamovies

– “Class Of Nuke’Em High” me lembrou em alguns aspectos de “Rock and Roll High School”, o filme dos Ramones. Tô viajando?

Sim, Putin deve ter invadido seu cérebro. Aliás, o Dee Dee Ramone está em um de nossos programas para a TV, o Tromamercial feito para o Comedy Central.

– Você pode me falar um pouco mais sobre o filme cheio de Motörhead “Mr. Bricks: A Heavy Metal Murder Musical”?

“Mr, Bricks: A Heavy Metal Murder Musical” foi escrito e dirigido por Travis Campbell. Ele também escreveu todas as músicas não-Motörhead do filme! Na minha opinião, Mr. Bricks é o melhor musical desde “Poultrygeist: Night of the Chicken Dead” e “Cannibal, The Musical”.

– Você acompanhou a produção de “Tromeo & Juliet”? Lemmy Kilmister se comportou enquanto gravava a narração da história?

Lemmy é o melhor. Ele trabalhou em muitos filmes da Troma de graça. Eu amo tanto o Lemmy que criei um tributo especial pra ele:

Em 1996, ano em que “Tromeo & Juliet” foi lançado, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas deveria ter inventado uma nova categoria chamada “Melhor Narração em Filme Longa Metragem”. Lemmy merecia esse Oscar. E teria feito um puta agradecimento!

– Qual a melhor trilha sonora original da história do cinema?

Eu amo a trilha de Vincente Minnelli para “The Band Wagon”. Outra que eu amo é a trilha de Sergio Leone para “The Good, the Bad and the Ugly”, por Ennio Morricone. Críticos às vezes chamam os filmes da Troma de Marricone and cheese.

– Qual é a melhor trilha sonora de filme da Troma, em sua opinião?

“Poultrygeist”, “The Toxic Avenger”, “Class of Nuke ‘Em High”, “Tromeo & Juliet”… Existem tantas.

– Se você pudesse fazer a cinebiografia de algum artista no estilo Troma, qual seria?

Miles Davis: On Ice!” O gelo é branco, saca, por isso serviria como uma puta metáfora fria para a luta do Sr. Davis contra seus opressores brancos. Além disso, eu acho que o público ia simplesmente adorar assistir um ator andando de patins no gelo enquanto toca jazz no trompete.

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– Como diabos alguém pensou em fazer um musical do Toxic Avenger? É a melhor coisa que aconteceu desde que Wagner colocou uma moça loira gorda para cantar ópera.

Eu concord! O musical do Toxic Avenger tem música e letras de David Bryan (tecladista e membro fundador do Bon Jovi), roteiro e letras de Joe DiPietro (“I Love You, You’re Perfect, Now Change”) e foi dirigido pelo ganhador do Tony Award John Rando (“Urinetown”). Abriu off-Broadway, em Nova York, com críticas positivas, e então foi apresentado por todos os Estados Unidos, Coreia do Sul, Canadá, etc.

– Escolha um disco que você levaria para uma ilha deserta após um ataque nuclear que transformou a todo o mundo em zumbis nudistas comedores de Nutella.

Um disco chamado “I Wanna Live in Tromaville”, do Killer Barbies. E “Pal Joey” de Richard Rodgers e Lorenz Hart (mas precise ser a versão original da Broadway, não a versão de merda do filme).

– Quais são os próximos passos musicais da Troma Entertainment?

Ship to Shore Phonograph Company acabou de lançar uma linda versão em vinil da trilha sonora do primeiro “Class of Nuke ‘Em High”. Teremos bastante música em “Return to Nuke ‘Em High Vol. 2”, filme que será lançado ainda este ano! Além disso, estamos desenvolvendo um talk show para nosso canal Troma Movies no YouTube. Se chama “Kabukiman’s Cocktail Corner” e terá performances ao vivo de artistas underground como twelve am flowers, Unicorn Smack, Dave Hill, Doug Gillard e muitos outros!

P.S. – Você pode assistir muitos filmes da Troma online no canal TromaMovies do Youtube. Vai lá e assiste! O primeiro que eu vi na vida foi “Space Zombie Bingo”, que passou no incrível programa da Mtv “Contos de Thunder”. Recomendo! (Aliás, a música-tema é incrível)