Cantarolando “Novo Tempo” (1980), o bilhete premiado perdido de Ivan Lins

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Ivan Lins Novo Tempo

Já começo o Cantarolando de hoje esclarecendo que, pessoalmente, eu não consigo gostar de Ivan Lins, talvez por influência do meu pai, que sempre demonstrou antipatia e certa irritação por ele.

Mesmo sabendo que ele é um dos grandes compositores brasileiros, autor de diversos hits da MPB, trilhas de novelas e de reconhecimento internacional. Além dos artistas brasileiros, teve suas músicas interpretadas por grandes nomes gringos como Sarah Vaughan e Ella Fitzgerald – aliás, não tem nada que a Ella Fitzgerald cante que não fique bom, até em português esquisito.

A canção “Novo Tempo” bombou nas rádios brasileiras no ano de seu lançamento, em 1980. Com uma letra daquelas da leva de possíveis trilhas sonoras para o movimento pró-democracia, no contexto da cada vez mais decadente – mas ainda presente – ditadura militar, “Novo Tempo” dá um tom esperançoso para os jovens ouvintes.

Porém, independentemente da letra, a canção tem um tremendo apelo pop. Tanto que chamou a atenção dos ouvidos de Quincy Jones, o então produtor do Michael Jackson. Jones, ao se deparar com as linhas melódicas, sentimentais e grudentas de “Novo Tempo”, entrou em contato com Ivan Lins para que sua composição pudesse fazer parte do repertório do novo disco solo do Michael Jackson. No caso, para fazer parte do álbum que viria a ser, até hoje, o disco mais vendido de toda a história da humanidade, “Thriller (1982)”.

A partir daí, travou-se meses de negociações jurídicas. Como acontece muito comumente em contratos de cessão de direitos autorais, a proposta era leonina – abusiva, exageradamente desproporcional. Coisa de 90% para eles e 10% para o autor. Hoje sabemos, até que não seria nada mal, financeiramente, embolsar 10% dos royalties de uma faixa do “Thriller”, sem contar a visibilidade que daria para Ivan como compositor. Mas, em 1980, Michael Jackson apesar de já ser grande, ainda não era MICHAEL JACKSON, o ícone, o rei do pop, o artista em escala estratosférica em termos de sucesso e popularidade.

Como sabemos, a canção acabou não entrando para o “Thriller”, que acabou sendo lançado antes mesmo de as longas negociações terem sido encerradas.

A parceria entre Quincy Jones e Michael Jackson rendeu três discos brilhantes – e talvez os mais importantes – da carreira solo de Michael Jackson, “Off The Wall (1979)”, “Thriller” e “Bad (1987)”. Porém, Jones sempre foi um grande admirador da música brasileira, e acabou ajudando Ivan Lins a ingressar no mercado internacional de qualquer forma, quando gravou as canções “Dinorah Dinorah” e “Love Dance” no disco do cantor e guitarrista de soul George Benson, o qual estava produzindo, chamado “Give Me The Night (1980)”. Esse disco alcançou bastante sucesso nos EUA.

Enfim, gostando ou não, tenho que reconhecer a qualidade das composições do Ivan Lins, inclusive do seu vocal. Mas agora só resta a curiosidade eterna de como teria sido a versão de Novo Tempo no Thriller – acredito eu, muito mais interessante do que a original. O próprio Ivan Lins admite que, caso tivesse aceitado o contrato, possivelmente ele estaria morando em algum paraíso como as Ilhas Fiji, desfrutando de sua fortuna. Termino com uma citação de meu pai sobre o assunto: “Se ele tivesse aceitado, todos ficariam felizes: ele, o Michael Jackson e eu, que não teria que aguentar tanto Ivan Lins no rádio”.

Construindo HL Arguments: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

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Construindo HL Arguments

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda HL Arguments, que indica suas 20 canções indispensáveis.

George Harrison“Isn’t it A Pity”
Helio Lima: Essa música e todo o álbum da qual ela faz parte é referência máxima para várias das músicas e composições, como “I Dont’ Need To Go”, “New Direction” e “Fixing My Words”.

John Lennon“Jealous Guy”
Helio Lima: “Hook” nasceu dessa canção do Lennon. Absolutamente linda, absolutamente triste.

Radiohead“Fake Plastic Trees”
Helio Lima: Uma das músicas mais belas e sensíveis que eu já ouvi na vida. Radiohead compõe muito do meu estilo de escrita em letras e arranjos.

Queen“Spread Your Wings”
Helio Lima: Queen é minha banda de conceito. E “Spread Your Wings” (sobretudo a versão ao vivo do álbum “Live Killers” é sensivelmente linda e tocante. O lado mais emotivo da HL Arguments bebe muito nessa escola.

Dream Theater“Six Degrees of Inner Turbulence”
Wesley Lima: A busca pela técnica e perfeição dessa banda deveria empolgar a todo o músico que quer trazer o melhor ao seu público.

Metallica“(Anesthesia) Pulling Teeth”
Wesley Lima: Não há como negar a influência empolgante do Metallica em alguns dos nossos arranjos, sobretudo ao vivo.

U2“I Still Haven’t Found What I’m Looking For”
Wesley Lima: Essa é clássica! Acho que ninguém pode negar que trata-se de um clássico do rock. Melodia linda que inspira muito de minhas linhas na HL Arguments.

The Smiths“There is a Light That Never Goes Out”
Wesley Lima: Outra música e banda que não poderia faltar na lista. Eles são enigmáticos e isso nos inspira.

Oasis“Don’t Look Back In Anger”
Fernando Silvestre: Clássico britânico que constrói em si boa parte dos arranjos da HL Arguments, que tem no britpop uma enorme referência.

Travis“As You Are”
Fernando Silvestre: As melodias do Travis são lindíssimas. Essa música tem uma das melodias mais bonitas da banda. Enorme referência para a HL Arguments.

Beatles“While My Guitar Gently Weeps”
Fernando Silvestre: Eis a escola máxima para todo o guitarrista. Procuro trazer solos para as nossas canções que contenham certa magia. Não se trata apenas de técnica. Se trata de magia.

Foo Fighters“The Pretender”
Fernando Silvestre: Somos muito enérgicos ao vivo e essa canção e banda mostra muito disso. Tem a ver com o nosso lado mais enérgico.

Amy Winehouse“Tears Dry On Their Own”
Amanda Labruna: Amo soul e blues e trago isso para as nossas canções. Com toda certeza.

Cake“Never There”
Amanda Labruna: A HL Arguments é uma banda de temas sérios, densos, dançantes e divertidos. Temos algo de Cake em algumas de nossas canções.

Queen“Another One Bites The Dust”
Amanda Labruna: Outra música que mostra o nosso lado mais dançante e divertido. E eu amo essa parte no Queen.

Michael Jackson“Heal the World”
Amanda Labruna: Michael foi um dos vocalistas mais importantes da história do pop. Reconhecemos nele um artista completo, cheio de alegria em seu trabalho. Isso nos inspira.

Dream Theater“The Great Debate”
Marcos Cesar: O som cristalino das músicas do Dream Theater é algo que me agrada muito. Procuro trazer uma linha de riquezas e detalhes para as baterias que foi no Dream Theater que eu aprendi.

Metallica“Welcome Home Sanitarium”
Marcos Cesar: Explosão e força compõem as músicas do Metallica. Isso tem muito de nosso som.

Metallica“All Nightmare Long”
Marcos Cesar: Mais uma dessa banda que é a minha banda de conceito. Temos a nossa vertical mais roqueira “também” e eu vejo essa versatilidade nossa como algo muito positivo.

Porcupine Tree“Blackest Eyes”
Marcos Cesar: Música de variações e proposta versátil, componente muito presente em nosso trabalho.

Ouça a playlist e siga o Crush em Hi-Fi no Spotify:

Garimpo Sonoro #5 – 5th of November: 5 músicas que inspiram revolução

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fawkes

Quinto Garimpo, numa quinta, no dia 5… Mais coincidência ainda é ter um tema tão bom para falar hoje. Não vou entrar nos méritos históricos, mas hoje é o dia do Guy Fawkes, para alguns um personagem real, para outros apenas um anti-herói fodástico. O fato é que ele ainda inspira muita gente e não poderia ser diferente aqui, certo?

Portanto, eis cinco músicas que inspiram a revolução, cada uma a sua maneira.

1) Bob Dylan – When The Ship Comes In

Bob Dylan usou como base “Pirate Jenny”, de Brecht, para falar de uma revolução iminente, que se vinga de quem sempre esteve no controle. Direta e poética ao mesmo tempo. Típico de Dylan.

2) Tom Waits – What Keeps Mankind Alive

Uma argumentação forte e embasada: o que mantem a humanidade viva são os inúmeros atos bestiais, e não a comida ou, HAHAHA que inocência, a moral.

3) Nina Simone – I Wish How Would Feel To Be Free

Apesar de muitas vezes espumar raiva e incitar a violência, Nina também soube abordar a revolução com certa doçura, mesmo que rara. Este é um ótimo exemplo, com uma introdução clássica e jazzy, ela não indica o caminho, mas te sugere pensar: e se não houvesse essa diferença imposta? Como seria ser livre das amarras?

4) Chico Buarque e Gilberto Gil – Cálice

Apesar da liberdade ser linda quando desenhada, pouco se sabe como ela é na vida real. E alguns arriscam experimentá-la nas horas mais oportunas – e malandras. Chico e Gil, em 1973, combinam de apenas balbuciar as palavras ácidas de “Cálice”. Chico, contudo, decide mudar o caminho e passa a cantar com todas as letras. O resultado? É cortado seu microfone, simples assim. Mais instigante, impossível.

5) Michael Jackson – Man In the Mirror

Sim, é isso mesmo. Michael Jackson fechará esta lista, que poderia perdurar por muito mais tempo (e, quem sabe, ela não perdure em breve?). Michael fala o óbvio, mas que às vezes precisamos nos lembrar: se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si mesmo e faça uma mudança.

Quer sugerir mais canções assim? Manda pra cá!

“Baby One More Time” pelo TLC? Conheça 20 hits que foram originalmente escritos para outros artistas

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TLC Britney Spears

Nem sempre o primeiro artista que recebe uma música de um letrista ou compositor acha que ela será boa o suficiente para ser gravada. E, às vezes, outro artista tem uma opinião diferente e acaba registrando o som. E quando esse som acaba virando um megahit e atingindo o topo das paradas?

Conheça 20 músicas que foram escritas com o artista A em mente mas acabaram virando hits gravadas pelo artista B (ou C):

“Telephone”
Escrita para: Britney Spears
Quem gravou: Lady Gaga & Beyoncé

A música foi escrita por Lady Gaga para Britney Spears gravar em seu disco “Circus”. A princesinha do pop não aceitou pois a canção “não tinha seu estilo” e a própria Gaga acabou gravando em seu disco “The Fame Monster”, chamando Beyoncé pra participar. Britney chegou a registrar uma demo que apareceu pela internet.

“Malandragem”
Escrita para: Ângela Rô Rô
Quem gravou: Cássia Eller

O primeiro grande hit de Cássia Eller foi escrito por ninguém menos que Cazuza, mas o cantor tinha outra artista com um vozeirão potente em vista quando criou a canção: Ângela Rô Rô. Como ela tinha acabado de gravar um disco, não aceitou o presente e isso acabou fazendo toda a diferença na carreira de Cássia. Ainda bem!

“Total Eclipse Of The Heart”
Escrita para: Meat Loaf
Quem gravou: Bonnie Tyler

Jim Steinman criou esta canção para Meat Loaf, mas quem a deixou popular e a transformou em um dos singles mais vendidos de todos os tempos (e um dos melhores episódios do Piores Clipes do Mundo com Marcos Mion) foi Bonnie Tyler!

“I Don’t Want To Miss A Thing”
Escrita para: Celine Dion
Quem gravou: Aerosmith

A música foi escrita pela compositora Diane Warren e na verdade era destinada à cantora Celine Dion, que acabou recusando a canção (afinal, ela já tinha gravado “My Heart Will Go On”, e duas baladas tema de filme já é demais!) Steven Tyler ouviu a música e o Aerosmith acabou registrando a balada tema de “Armageddon”.

“Don’t You Forget About Me”
Escrita para: Billy Idol
Passada para: Bryan Ferry
Gravada por: Simple Minds

HEY HEY HEY HEY! Escrito por Keith Forsey e Steve Schiff, guitarrista e compositor que trabalhava com Nina Hagen na época, o eterno tema do Clube dos Cinco chegou a ser oferecida para Billy Idol e Bryan Ferry antes de ser gravada pelos Simple Minds e virar hit. Idol chegou a fazer uma cover da música em seu Greatest Hits de 2001.

“Since U Been Gone”
Escrita para: Pink
Passada para: Hilary Duff
Gravada por: Kelly Clarkson

Max Martin e Lukasz “Dr. Luke” Gottwald escreveram essa com Pink na cabeça. Quando ela negou, ofereceram para Hilary Duff, que acabou rejeitando já que ela não alcançava as notas mais altas da canção. Sorte da vencedora do American Idol Kelly Clarkson, que transformou a música num hit arrasa-quarteirão!

“La Isla Bonita”
Escrita para: Michael Jackson
Quem gravou: Madonna

Imaginem só Michael Jackson cantando “La Isla Bonita”. Bom, eu não consegui imaginar, mas isso poderia acontecer, já que a música foi oferecida para o finado Rei do Pop lá nos anos 90. Madonna pegou essa e combinou muito bem com ela.

“We Can’t Stop”
Escrita para: Rihanna
Gravada por: Miley Cyrus

O produtor Mike WiLL Made-It ofereceu a música para Rihanna quando ela estava preparando seu disco “Unapologetic”, mas ela nem chegou a ouvir. Aí mostraram para Miley, que ouviu, curtiu e acabou deixando pra trás de vez a Hanna Montana que havia nela.

“Rock Your Body”
Escrita para: Michael Jackson
Gravada por: Justin Timberlake

Essa aqui talvez pudesse salvar o fiasco que foi “Invincible”, último disco de Michael Jackson. Pois é, ela foi oferecida a Jacko e rejeitada, e acabou ficando com um cara que o idolatra: Justin Timberlake, que viria a participar do lançamento póstumo (e hit) “Love Never Felt So Good”.

“Hungry Heart”
Escrita para: Ramones
Gravada por: Bruce Springsteen

Joey Ramone encontrou Springsteen em Asbury Park, New Jersey, e lhe pediu para escrever uma canção para o Ramones. Springsteen compôs “Hungry Heart” naquela noite, mas quem acabou gravando a música foi ele mesmo…

“Umbrella”
Escrita para: Britney Spears
Gravada por: Rihanna

O compositor e produtor norte-americano Christopher “Tricky” Stewart, Terius “The-Dream” Nash e Kuk Harrell criaram a canção em 2007 com Britney Spears em mente, com quem Stewart já havia trabalhado em 2003 com o single “Me Against the Music”. Spears estava trabalhando em seu álbum “Blackout” e a gravadora nem deixou ela ouvir, dizendo que já tinha músicas suficientes. Isso foi ótimo para Rihanna, que a gravou em seu terceiro álbum, “Good Girl Gone Bad” e estourou nas paradas!

“Baby One More Time”
Escrita para: TLC
Gravada por: Britney Spears

E por falar em Britney Spears, seu primeiro hit foi originalmente oferecido para o TLC, que achou que a música não combinava com a postura “séria” do grupo. E até que estavam certas: o trio já estava mandando os homens catar coquinho em “No Scrubs”, não combinaria ficarem falando que “my lonelyness is killing me”. E foi assim que Britney foi lançada ao estrelato.

“Toxic”
Escrita para: Kylie Minogue
Gravada por: Britney Spears

Mais uma que Britney garfou: Cathy Dennis, Henrik Jonback, Christian Karlsson e Pontus Winnberg compuseram essa canção e ofereceram para a australina Kylie Minogue, que recusou e acabou indo para a princesinha do pop. Kylie não ficou chateada por perder o hit. “Eu não fiquei brava quando fez sucesso com Britney. É como quando um peixe escapa na pescaria: você apenas aceita”, disse.

“Holiday”
Escrita para: Mary Wilson
Gravada por: Madonna

A música foi primeiro oferecida para Mary Wilson, que recusou. Curiosidade: a capa do single não tinha a imagem de Madonna, pois os executivos achavam que a canção não combinava com sua imagem. Será?

“Call Me”
Escrita para: Stevie Nicks
Gravada por: Blondie

Você sabia que essa música foi composta por Giorgio Moroder? Primeiramente, ele foi atrás de Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, para ajudá-lo a terminar. Ela recusou, e ele mostrou uma demo chamada “Man Machine” para Debbie Harry, que ajudou a transformá-la em “Call Me” e virar a música-tema do filme American Gigolo, de 1980.

“Don’t Cha”
Escrita para: Paris Hilton
Gravada por: Pussycat Dolls

O single que colocou as Pussycat Dolls no mapa foi inicialmente oferecida para as Sugababes e Paris Hilton, e ambas recusaram. Em 2006, Hilton falou que não ficou impressionada com a faixa quando a ouviu, e disse. “Eu acho que ouvi uma outra versão, não essa que todos conhecemos e amamos. Se eu tivesse ouvido essa versão, com certeza não teria declinado”. Dor de cotovelo?

“Golden Years”
Escrita para: Elvis Presley
Gravada por: David Bowie

Bowie compôs essa no pico de seu vício em cocaína e tentou emular um som “da Broadway”, com Elvis Presley em mente para cantá-la. O Rei declinou a oferta e o próprio Bowie a gravou em “Station To Station”.

“Happy”
Escrita para: Cee Lo Green
Gravada por: Pharrell Williams

“Happy”, a música que tocou em todos os lugares do mundo nos últimos dois anos, chegou a ser gravada por Cee Lo Green. Mas a versão que foi lançada e fez sucesso foi a de seu compositor, Pharrell. Aliás, será que ele ainda aguenta cantar essa sem pensar “ai, que saco, vamos lá novamente”?

“My Humps”
Escrita para: Pussycat Dolls
Gravada por: Black Eyes Peas

A música com letra mais bizarra e escrota da face da Terra (tá, não é pra tanto, mas o próprio Will.I.Am prometeu que o Black Eyed Peas não cantaria mais ela) foi escrita originalmente para as Pussycat Dolls. Cá entre nós, até combinaria mais. Mas aí a composição do líder do BEP que foi pra elas acabou sendo “Beep” e ficou a cargo de Fergie ficar falando sobre suas “lovely lady lumps”.

“The Long And Winding Road”
Escrita para: Tom Jones
Gravada por: The Beatles

Em 2012, Tom Jones revelou que Paul McCartney escreveu a balada “The Long And Winding Road” para ele cantar. A condição de Paul era que a música fosse lançada como próximo single por Jones. Ele já tinha a música “Without Love” engatilhada pela gravadora, que negou a proposta e a balada acabou fazendo parte de “Let It Be”, último disco dos Beatles.

Prepara que agora é hora do show do Pop Donald! Sucessos pop na voz do pato da Disney? QUACK!

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Pop Donald Cool For The Summer Demi Lovato

O pato mais famoso do mundo entrou pro mundo da música pop. Você imaginaria ouvir o Pato Donald cantando sucessos de Rihanna, Britney Spears, Madonna, Miley Cyrus, Pharrell, Selena Gomez, One Direction, Michael Jackson e tantos outros que ocuparam o topo das paradas top 40 da Billboard? Pois o canal Pop Donald do Youtube entrega exatamente isso. QUACK!

Na ativa desde 2012, Pop Donald tem mais de 100 vídeos onde um imitador do pato zangado da Disney canta sobre o instrumental de sucessos. Ah, o pop brasileiro também não fica de fora: a versão de “Show das Poderosas”, de Anitta, é uma das mais hilárias versões do Donald. Confira essa e algumas outras pérolas da rouquice cantora de Patópolis:

E se aquele disco clássico virasse um livro? O designer gráfico Christopher Gowans mostra em “The Record Books”

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E se você pudesse ler os quadrinhos “Master of Puppets“, ou o livro “Brothers In Arms”, ou até a grande obra literária “The Dark Side of the Moon”? Foi isso que o designer gráfico Christopher Gowans imaginou, criando diversas capas para livros, revistas e publicações inspiradas em grandes clássicos da música em seu projeto “The Record Books”. Mesmo as capas mais icônicas, como “Abbey Road” foram “transformadas” para parecerem com capas de best sellers pelo artista.

O mais legal é que ele evita seguir o que você espera se já é conhecedor das obras. “Are You Experienced?”, do Jimi Hendrix Experience, vira um livro empresarial dos mais coxinhas, por exemplo. Já “How To Dismantle An Atomic Bomb”, do U2, vira uma apostila e “Horses”, da Patti Smith, um almanaque infantil sobre cavalos. Ah, em cada “livro” existe a sinopse ou uma pequena descrição de onde ele teria sido encontrado. Dá uma olhada no projeto:

"Arquivo encontrado em um tribunal recentemente em desuso na fronteira francesa/italiana perto de Ventimiglia. Ele estava sendo usado, aparentemente, para parar uma mesa de cozinha de balanço"
“Arquivo encontrado em um tribunal recentemente em desuso na fronteira francesa/italiana perto de Ventimiglia. Ele estava sendo usado, aparentemente, para aparar uma mesa de cozinha que estava balançando”
O trajeto de glória na autobiografia de Bruce Springsteen Reginald Grayson. A história de sua ascensão da miséria até o bronze nos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles e... bem, é um livro bastante chato."
O trajeto de glória na autobiografia de Bruce Springsteen Reginald Grayson. A história de sua ascensão da miséria até o bronze nos Jogos Olímpicos de 1932 em Los Angeles e… bem, é um livro bastante chato.”
"O polêmico pensador radical dos 60s Kenton 'Sonic' Youth fala sobre a recusa de abraçar a maré de filosofias da Costa Oeste em seu país natal, Papua Nova Guiné."
“O polêmico pensador radical dos 60s Kenton ‘Sonic’ Youth fala sobre a recusa de abraçar a maré de filosofias da Costa Oeste em seu país natal, Papua Nova Guiné.”
"Livro de referência completas e claras para crianças a respeito de todas as coisas sobre eqüinos. Infelizmente, muitas das ilustrações foram desfiguradas por rabiscos e desenhos infantis."
“Livro de referência completas e claras para crianças a respeito de todas as coisas sobre eqüinos. Infelizmente, muitas das ilustrações foram desfiguradas por rabiscos e desenhos infantis.”
"A história de duas irmãs católicas crescendo em uma Grã-Bretanha em transição do pós-guerra. Adivinhem? Ela não termina bem."
“A história de duas irmãs católicas crescendo em uma Grã-Bretanha em transição do pós-guerra. Adivinhem? Ela não termina bem.”
"O carismático whizkid de Harvard, Hendrix tem aqui uma bíblia de auto-ajuda. Um spin-off de seu reality show de sucesso fenomenal  'The Experience'."
“O carismático whizkid de Harvard, Hendrix tem aqui uma bíblia de auto-ajuda. Um spin-off de seu reality show de sucesso fenomenal ‘The Experience’.”
"Thriller rápido de 1958: um condutor sequestra um trem de metrô de Nova York para se vingar de seu rival e ameaçar a vida de sua ex-amante. As últimas 30 páginas estão faltando. Não sei se ela sobrevive."
“Thriller rápido de 1958: um condutor sequestra um trem de metrô de Nova York para se vingar de seu rival e ameaçar a vida de sua ex-amante. As últimas 30 páginas estão faltando. Não sei se ela sobrevive.”
Mais um thriller sangrendo do prolífico Jackson. Neste stalkerfest implacável, detetive particular Dwight Blackman persegue o assassino "Shamone" pela 3ª vez. Irá o psicopata escapar pelos dedos do detetive mais uma vez?"
Mais um thriller sangrendo do prolífico Jackson. Neste stalkerfest implacável, detetive particular Dwight Blackman persegue o assassino “Shamone” pela 3ª vez. Irá o psicopata escapar pelos dedos do detetive mais uma vez?”
"Um pequeno volume de encantamentos ocultistas. Nenhum deles funciona, no entanto."
“Um pequeno volume de encantamentos ocultistas. Nenhum deles funciona, no entanto.”
"Quando uma forma de chuva ácida, causada por um cometa em Urano, parece impedir o crescimento de todos os seres vivos na Terra, a própria existência da humanidade está no fio da navalha. Quando um grupo de pigmeus perceber que o pêssego é a única planta não afetada, eles encontraram uma nova sociedade, com o caroço de pêssego como a sua moeda."
“Quando uma forma de chuva ácida, causada por um cometa em Urano, parece impedir o crescimento de todos os seres vivos na Terra, a própria existência da humanidade está no fio da navalha. Quando um grupo de pigmeus perceber que o pêssego é a única planta não afetada, eles encontraram uma nova sociedade, com o caroço de pêssego como a sua moeda.”
"Mistério de assassinato. O detetive agorafóbico dinamarquês, Jörnn Angstmar, investiga uma série de mortes por veneno em um clube de  palavras cruzadas de Copenhagen."
“Mistério de assassinato. O detetive agorafóbico dinamarquês, Jörnn Angstmar, investiga uma série de mortes por veneno em um clube de palavras cruzadas de Copenhagen.”
"Destinado a crianças com idades entre 8-12, esta encantadora série americana seguiu Rosa em suas aventuras idiossincráticas de coelho. Em Surfer Rosa, ela consegue criar um novo truque que envolve o uso de sua cauda como leme. Outros livros da série mostram a coelhinha em dança de salão e mesmo sendo uma veterinária!"
“Destinado a crianças com idades entre 8-12, esta encantadora série americana seguiu Rosa em suas aventuras idiossincráticas de coelho. Em Surfer Rosa, ela consegue criar um novo truque que envolve o uso de sua cauda como leme. Outros livros da série mostram a coelhinha em dança de salão e mesmo sendo uma veterinária!”
"Manual de instruções para uma marca obscura de computador pessoal. Ligeiramente amarelada, mas completamente sem uso, como a máquina em si, que nunca funcionou. Na verdade, ao abrir-lo para consertá-lo, verificou-se que não têm partes de trabalho de qualquer tipo. Na verdade, continha um tijolo."
“Manual de instruções para uma marca obscura de computador pessoal. Ligeiramente amarelada, mas completamente sem uso, como a máquina em si, que nunca funcionou. Na verdade, ao abrir-lo para consertá-lo, verificou-se que não têm partes de trabalho de qualquer tipo. Na verdade, continha um tijolo.”
"Thriller policial no submundo de Birmingham. O enredo gira em torno de uma quantidade de Quaaludes escondidos em caramelos roubado. E strippers."
“Thriller policial no submundo de Birmingham. O enredo gira em torno de uma quantidade de Quaaludes escondidos em caramelos roubado. E strippers.”
"Dois livros do escritor de crime popular e prolífico May Mercury. Originalmente escritas na década de 1930, essas reedições foram impressas no final dos anos 60. O mordomo não é o culpado em nenhuma das histórias, aliás."
“Dois livros do escritor de crime popular e prolífico May Mercury. Originalmente escritas na década de 1930, essas reedições foram impressas no final dos anos 60. O mordomo não é o culpado em nenhuma das histórias, aliás.”
"Whodunnit sangrento feito por um autor prolífico francês do pano cuja predileção por gore obrigou-o a escrever sob um pseudônimo para que seus leitores - e, na verdade, seus superiores - perdessem a fé nele."
“Whodunnit sangrento feito por um autor prolífico francês do pano cuja predileção por gore obrigou-o a escrever sob um pseudônimo para que seus leitores – e, na verdade, seus superiores – perdessem a fé nele.”
"Manual científico alternativo dos anos 60. Professor californiano Floyd alcançou enorme sucesso com este estudo da influência da Lua sobre o ciclo menstrual. Na verdade, ele foi capaz de fundar sua própria faculdade, especializado no estudo de fertilidade das mulheres. A faculdade não existe mais. Ela foi fechada em 1972, tendo sido arrasada por uma multidão de maridos irritados."
“Manual científico alternativo dos anos 60. Professor californiano Floyd alcançou enorme sucesso com este estudo da influência da Lua sobre o ciclo menstrual. Na verdade, ele foi capaz de fundar sua própria faculdade, especializado no estudo de fertilidade das mulheres. A faculdade não existe mais. Ela foi fechada em 1972, tendo sido arrasada por uma multidão de maridos irritados.”
"Novela sedutora sobre a amizade entre um magnata da imprensa e um rapaz órfão que ele conhece enquanto engraxa seus sapatos. Não o magnata, o rapaz. O rapaz estava engraxando seus sapatos. Os sapatos do magnata. Não seus próprios sapatos, isso não faria sentido. O rapaz estava engraxando os sapatos do magnata. E ele fez amizade com ele. O magnata. Fez amizade com o menino, o rapaz."
“Novela sedutora sobre a amizade entre um magnata da imprensa e um rapaz órfão que ele conhece enquanto engraxa seus sapatos. Não o magnata, o rapaz. O rapaz estava engraxando seus sapatos. Os sapatos do magnata. Não seus próprios sapatos, isso não faria sentido. O rapaz estava engraxando os sapatos do magnata. E ele fez amizade com ele. O magnata. Fez amizade com o menino, o rapaz.”
"Terceira edição de título de curta duração da Elektra Comics. Mesmo para um gênero de fantasia, as histórias eram vistos como exageradas pelo público."
“Terceira edição de título de curta duração da Elektra Comics. Mesmo para um gênero de fantasia, as histórias eram vistos como exageradas pelo público.”
"Spin-off baseado no programa de TV de mesmo nome, onde concorrentes que têm de decidir se mentem sobre suas recentes atividades diárias, sem saber se eles tinham realmente estado sob observação secreta. Hilariante. O livro conta com a participação do mascote do programa, "Ozzy CC ', a câmera de segurança de circuito fechado."
“Spin-off baseado no programa de TV de mesmo nome, onde concorrentes que têm de decidir se mentem sobre suas recentes atividades diárias, sem saber se eles tinham realmente estado sob observação secreta. Hilariante. O livro conta com a participação do mascote do programa, “Ozzy CC ‘, a câmera de segurança de circuito fechado.”

Veja mais livros (ou discos) do artista aqui: http://ceegworld.com/the-record-books/

T-Shirtaholic: “Bichos Escrotos”, “MJ Division” e “Thug Life”

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A primeira camiseta de hoje é sobre a única música do clássico “Cabeça Dinossauro”, dos Titãs, que foi censurada e não podia ser reproduzida em rádios e TV. Se você não sacou a relação entre as imagens da camiseta e a música… poxa, ouve de novo. Você precisa. Agora.
bichosQuanto? R$ 65,00
Como comprar? http://www.soundandvision.com.br/produtos/bichos-escrotos
Onde tem mais disso? Sound and Vision

Esta camiseta mostra o jovem Michael Jackson na época do Jackson 5 como um fã de Joy Division. Ou um grande frequentador do Tumblr, sei lá.

Michael_branca_02

Michael_branca_01

Quanto? R$ 69,90
Onde comprar? http://www.sejafolk.com/mj-division/p
Onde tem mais disso? Seja Folk

Justin Bieber fez o que quase todas crianças prodígio da música fazem: virou um bad boy a la Axl Rose e tá quebrando tudo que encontra por aí. Fizeram uma camiseta em homenagem às peripécias do cantor de “Baby”.

big-bieber40 big-bieber80

Quanto? R$ 69
Como comprar? http://www.korova.com.br/top-sellers-korova/regatabieber.html
Onde tem mais disso? Korova

25 celebridades que (infelizmente) lançaram discos e (felizmente) você nunca ficou sabendo

Todo mundo acha que sabe cantar. Afinal, o chuveiro tá aí pra democratizar a cantoria, e lá todo mundo acha que é o novo Frank Sinatra ou a nova Etta James. É natural, divertido e todo mundo faz. Só que existe um porém: algumas pessoas são celebridades. E as celebridades possuem duas coisas que são receita para o desastre: dinheiro sobrando e puxa-sacos que vão dizer que tudo que elas fazem é lindo.

Combinando esses fatores, acontecem os famigerados discos lançados por celebridades. Alguns são aturáveis, outros são o mais puro chorume musical, algo que faz você querer enfiar uma agulha de tricô em cada ouvido para fugir de tal tortura. Lógico que os desastres musicais são mais frequentes que os acertos. Vamos a uma pequena lista de celebridades que lançaram discos (sendo que alguns deviam ser penalizados por isso). Prepare seus saquinhos de vômito: alguns momentos são nauseantes e não devem ser ouvidos por pessoas sensíveis:

Jackie_Chan_-_The_Boy's_LifeJackie Chan – Um dos mais famosos astros dos filmes de kung-fu do mundo, Chan começou a cantar nas músicas dos créditos de seus filmes em 1980, no filme The Young Master. Desde então, Jackie lançou mais de 20 discos e 100 músicas, tendo cantado em 5 línguas diferentes. E olha, se você curte música oriental, o som não é de todo mal, não. Aliás, é bem simpático.

cd-ana-maria-braga-sou-eu-13829-MLB3282779004_102012-OAna Maria Braga – Sim, Ana Maria Braga tem um disco! Sim, é tão ruim quanto você imagina. E SIM, tem a participação do Louro José em uma música, como manda o figurino. Lançado em 2003, o disco também conta com participações vergonhosas de Fábio Jr., Zezé di Camargo e Luciano, Leonardo e Xandy. Uma bomba nuclear musical pronta para destruir seus ouvidos sem dó.

cd-celso-portiolli-e-tempo-de-alegria_MLB-F-5115244411_092013Celso Portiolli – O apresentador do Domingo Legal pós-Gugu lançou “É Tempo de Alegria” em 1998, com músicas proféticas como “Que Bom Que o Domingo Chegou” (pois é, previu sua vida de sucessor de Gugu Liberato?) e o clássico “Amizades Virtuais”, que virou um clássico da internet por contar sobre como era a vida de um ~internauta~ lá no fim dos anos 90, “eu já conheço gente de todo lugar / já fui na França, no Japão, Madagascar / é só ligar na rede para viajar”.

Bruce-Willis-The-Return-Of-Bru-205504Bruce Willis – O disco “The Return of Bruno” (e a gente nem sabia que o tal Bruno tinha ido pra algum lugar) saiu em 1987 pela Motown (SIM, você leu direito) e traz Bruce Willis, o eterno John McClane, cantando R&B e  blues junto com artistas do cacife de Booker T. Jones, Ruth Pointer e The Temptations. Com companhia como essas, é lógico que o som não é de todo mal, até que dá pra ouvir sem reclamar. A versão oitentona pra “Secret Agent Man” é impagável:

511iwJ0umULJoe Pesci – Tá, o disco não é exatamente de Joe Pesci, mas a voz é dele, então é o que conta, certo? O álbum é assinado como Vincent LaGuardia Gambini, seu personagem no filme “My Cousin Vinny”, filme que rendeu um Oscar à Marisa Tomei. Bom, “Vincent LaGuardia Gambini Sings Just For You” é um disco com standards cheios de palavrões com a peculiar voz de Pesci. Aliás, antes de ser ator, Pesci era cantor. Sério!

cd-marilia-gabriela-perdida-de-amor-14391-MLB3127250164_092012-OMarília GabrielaMarília Gabriela tem três discos lançados: dois auto-intitulados (de 1982 e 1984, respectivamente) e “Perdida de Amor”, lançado em 2002. E olha, pra falar a verdade, é bem bacaninha. Ela sabe como controlar a voz pra não fugir da sua zona de conforto e aposta em músicas mais calmas que sustentam sua voz rouca. Até que rola, especialmente nas bossas novas.

6671042g1Roberto Justus – Algum amigo inconsequente de Roberto Justus o chamou para cantar como convidado em seu show. Aí, segundo o release, “a brincadeira virou coisa séria” (ai não) e Justus fez o CD “Just Between Us”, em tiragem limitada, que virou o “Só Entre Nós” em 2007, sendo vendido em grande escala. Justus quer pagar de crooner em versões de coisas como “Perhaps Love” e uma “Something” que com certeza fez George Harrison se revirar em piruetas sem fim dentro de seu caixão.

dado-pra-voce-W320Dado Dolabella – O disco que fez a grande treta encarniçada entre Dado Dolabella e João Gordo acontecer na Mtv e nos mostrou que Dolabella não batia bem da bolla. “Dado Pra Você” (que Gordo chamou de “Dando Pra Você”). “O repertório do disco apresenta algumas letras com boas doses de romantismo”, diz a Wikipedia. O maior sucesso é “Vem Ni Mim”, que entrou na trilha da novela “Senhora do Destino” e recentemente na estampa de camisetas infantis da marca de Luciano Huck. O disco? Bom, o que você espera de Dado Dolabella?

TheFuturist-DowneyRobert Downey Jr.“The Futurist” saiu em 2004, alguns anos antes de Downey Jr. ficar conhecido como o Homem de Ferro. O disco conta com músicas autorais e dois covers: “Smile”, de Charles Chaplin (que Downey interpretou no cinema, aliás) e “Your Move / Give Peace A Chance Medley”, primeira parte de “I’ve Seen All Good People” do Yes. Não é ruim não, pra falar a verdade. O cara sabe cantar e manda bem, sem ficar inventando firulas. Usa bem sua voz, especialmente nas músicas que escreveu.

418QSDCZN5LAmy Jo Johnson – Sim, a eterna Power Ranger cor de rosa e paixão platônica de muitos adolescentes da década de 90 lançou seu disquinho. Aliás, três disquinhos: The Trans-American Treatment (2001), Imperfect (2005) e Never Broken (2013).  O som da moça é algo entre o rock e o folk. Não é de todo ruim, é inclusive simpático, viu.

mefazumcarinhoGilberto Barros – O Leão que surgiu na TV aberta pra substituir Ratinho na Record tem vários discos. Sim, ele tem mais de um disco gravado, e todos são igualmente… bizarros. A capa de “Me Faz Um Carinho” é constrangedora. O rugir do líder do Sabadaço não é menos esdrúxulo. Uma das músicas que mais ficou famosa na ~internet~ é “Acorrentado Em Você”, que mostra bem o que o Leão faz em sua carreira musical.

David-Hasselhoff-Night-Rocker-384536David Hasselhoff – Além de correr por anos ao lado de mulheres peitudas de maiô vermelho em Baywatch (ou S.O.S. Malibu, se você assistia na Globo) e andar na Super Máquina, David Hasselhoff também canta. Bom, pelo menos ele tenta; o Hoff tem 17 discos lançados com músicas que chegaram a atingir o topo das paradas na Áustria, Alemanha e Suíça. É mole ou quer mais?

2013-1-21-william_shatner_the_transformed_manWilliam Shatner – O eterno Capitão Kirk de Star Trek tem uma carreira musical que… bem, é nada menos do que bizarra. Seus discos são algo entre o spoken word e a poesia, e mesmo as covers de músicas conhecidas são transformadas em atuação vocal por Shatner. Ele tem cinco discos e dois ao vivo, além de uma compilação de sucessos junto com Leonard Nimoy, o eterno Spock (que também lançou discos), falecido recentemente.

mzi.miawfndz.600x600-75Paris Hilton – É, a patricinha mais conhecida do mundo também enveredou pelo caminho da música e… bom, vou ter que confessar um guilty pleasure aqui: eu gosto muito de “Stars Are Blind”, música de seu disco “Paris”, de 2006. Tô nem aí: acho um reggaezinho muito simpático, divertido e bem produzido. Foda-se.

http://www.youtube.com/watch?v=zi-FIrmfw2E

aliMuhammad Ali – Existem dois discos de Muhammad Ali: um como Cassius Clay, “I Am The Greatest”, lançado em 1963, é um spoken word, com a curiosidade de quem em vez de as faixas aparecerem como “tracks” no disco, aparecem como “rounds”. E aí entramos no terreno bizarro do segundo disco, já como Ali: em 1976 saía “The Adventures Of Ali And His Gang Vs. Mr. Tooth Decay”, um disco que é quase uma ópera-rock sobre… escovar os dentes e o combate às cáries. É sério.

compacto-silvio-santos-13945-MLB161959209_2353-OSílvio Santos – Ma oe! Você já sabia que o patrão lançou muitos discos, vai. Segundo o site oficial, são 33 discos, entre compactos e discos completos, contendo as famosas marchinhas que todo mundo conhece, sempre exaltando a alegria e o duplo sentido que todo mundo gosta (como “Tem pipoca branca / Tem pipoca colorida / Pipoca bem pequena / E pipoca bem comprida / Vem cá meu bem / Que coisa louca / É colocar pipoca / Na sua boca!”) A pipa do vovô não sobe mais, mas as marchinhas continuam de pé.

Sergio Mallandro - (1986) Sergio MallandroSérgio Mallandro – RÁ! Esse aqui você conhece bem. Pois é, Serginho Mallandro gravou discos para crianças e adultos. Sua música “Vem Fazer Glu Glu” é uma pérola da música trash (eu, por exemplo, sei a letra inteirinha) e sua versão para “Farofa-fa” também é incrível. Foram por volta de 10 discos, sendo que Mallandro também gravou (PASMEM!) músicas sérias. Como… “Devolva-me”, com Aracy de Almeida. Tô falando sério:

Jennifer_Love_Hewitt_cd_coverJennifer Love Hewitt – A mocinha que foi a paixão adolescente de muito marmanjo por aí (sim, eu já falei isso da Amy Jo Johnson, mas se aplica aqui também) tem quatro discos lançados: “Love Songs”, em 1992, “Let’s Go Bang”, em 1995, “Jennifer Love Hewitt”, em 1996 e “Barenaked”, em 2002. O som é aquele pop padrão bem produzido com voz feminina. Nada genial, mas nada vergonhoso, também.

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Steven Seagal – Além de ser ator e mestre do aikido, Steven Seagal também toca guitarra. Ele mostra suas habilidades nos discos “Songs From the Crystal Cave” (com participações de Tony Rebel, Lt. Stichie, Lady SawStevie Wonder) e “Mojo Priest”, de 2006.

days-like-these-306x304Jeff Daniels – Você deve lembrar dele como o Harry de “Débi & Lóide”, fazendo uma dupla inesquecível com Jim Carrey. Ou talvez de seu premiado papel principal que lhe rendeu prêmios em “The Newsroom”. Bom, Jeff lançou seis discos em sua carreira, e surpreendentemente, não são nada a ruins. Me parece que ele lança de maneira despretensiosa e as músicas refletem isso.

Eddie-Murphy-Party-All-The-Time-Album-CoverEddie Murphy – Eddie Murphy conseguiu inclusive um certo sucesso com seus discos, sendo que rolou até uma parceria com Michael Jackson em “Whatzupwitu”, de 1993. Lógico que existem momentos escrotíferos, entre eles seu primeiro single, que carrega o famigerado nome “Boogie On Your Butt”.

91RqbaFk3ZL._SL1494_Clint Eastwood – Ele atua. Ele dirige. Ele ganha Oscars. E, aparentemente, ele também canta. Em 1962, Eastwood lançou “Clint Eastwood Sings Cowboy’s Favorites”, disco em que dá um tostão de sua voz à clássicos das trilhas sonoras de westerns.

7020431g1Maguila – Se Muhammad Ali pode fazer um disco inteiro sobre o combate às cáries, porque Maguila não pode lançar um de sambão? Tá certo que dicção não é um dos melhores atributos do boxeador, mas e daí? “Vida de Campeão” saiu em 2009 e contém covers de sambas de raiz e a música que dá título ao disco, baseada na vida do ex-boxeador brasileiro.

2937188024Susana Vieira – Não vou falar sobre esse pois não tenho paciência para quem está começando no mundo da música.

Azulao_cdAzulão – Vai dizer que você não lembra do Azulão? O ex-ajudante de palco do programa Ratinho Livre, da Record, tinha um hit trash chamado “Solta o Azulão”. Até aí, tudo bem, era uma brincadeira do programa, sem problemas. Mas aí lançaram um disco do senhor, com nada menos que DUAS versões da musiquinha. Haja saco.

Conheça os grandes casos de desinteligência, porradaria e tretas encarniçadas entre músicos e bandas

Não, o post não é um esquema Ratinho pra aumentar a audiência do blog. Não, não é um episódio musical de Casos de Família. Porém, há uma semelhança: brigas sem muito motivo, picuinhas e às vezes até voam uns sopapos. Hoje, uma pequena lista das inúmeras tretas que sempre rolam entre músicos e bandas.

Miley Cyrus vs. Sinéad O’Connor

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Quem começou foi a popular rasgadora de fotos do Papa e cantora do hit “Nothing Compares 2 U”. Ela postou uma carta aberta em sua página do Facebook descendo a lenha em Cyrus, dizendo que a ex-Hannah Montana devia tomar cuidado pra não ser explorada pela indústria da música: “A indústria não dá a mínima para você, ou para qualquer uma de nós. Eles vão prostitui-la por tudo que você vale e facilmente vão fazer você pensar que isso era o que VOCÊ queria… e quando você acabar em uma clínica de reabilitação por ter sido prostituída, ‘eles’ vão estar em seus iates em Antígua, que eles compraram com a venda de seu corpo, e você vai se sentir muito sozinha”. Cyrus então ironizou o transtorno bipolar de O’Connor em mensagens do Twitter, e Sinéad respondeu com a frase “Quando você acabar na ala psiquiátrica ou reabilitação, eu vou ficar feliz em visitá-la”. Ouch.

Mariah Carey vs. Nicki Minaj

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Em 2012, alguém teve a ideia de colocar Mariah Carey e Nicki Minaj como juradas do programa American Idol. No papel, parece inclusive uma boa ideia, certo? É, mas não deu. As duas se estranharam desde o começo, inclusive chegando a um momento em que Minaj saiu do estúdio puta da vida dizendo que não aguentava mais trabalhar com a “alteza”. Carey então contratou uma equipe de seguranças, pois se sentia “insegura” perto da rapper. Em 2013, a rapper continuou cutucando no Twitter: “Ela está triste porque eu conquistei o recorde dela no Hot 100 em apenas três anos de carreira. Sim, uma rapper feminina negra.  O que você precisa questionar é o motivo de uma mulher tão bem-sucedida na idade ela ainda é tão insegura e amarga”

Kurt Cobain vs. Axl Rose

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Tudo começou graças à encrenqueira grunge preferida pela garotada. No VMA de 1992, Courtney Love viu Rose passando enquanto ela segurava a filha dela e de Kurt, Frances Bean. Ela imediatamente começou a berrar para ele: “Ei, Axl! Axl! Olha aqui! Você é o padrinho!”. O frontman do Guns’n’Roses então parou e falou para Kurt Cobain: “Controle sua mulher, por favor”, o que Kurt respondeu repetindo a frase com ironia para Love. Após a apresentação do Nirvana tocando “Lithium” naquela noite, Dave Grohl foi ao microfone pra aumentar a cutucada. “Cadê o Axl? Axl, cadê você? Ah, ali! Oi Axl! Oi Axl! Oi Axl!”, repetia.

Justin Bieber vs. Patrick Carney

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Tudo começou quando o TMZ foi atrás do baterista do Black Keys durante o Grammy de 2013 perguntando o que ele achava da falta de indicações de Justin Bieber na premiação. Sim, eles cutucaram porque querem ver sangue, todo mundo sabe. Carney deu o que eles queriam: “Bom, ele é rico, certo? Os Grammys são para, tipo, música, não por dinheiro… e ele está ganhando muito dinheiro. Ele deveria estar feliz, acho”. Bieber ficou putinho e no dia seguinte falou que o baterista deveria “levar uns tapas”. E seus fãs caíram matando em cima de Carney, lógico.

Kid Rock vs. Tommy Lee

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Chegamos à primeira briga onde rolou porradaria, violência e vias de fato. Ambos já tiveram relacionamento com a ex-Baywatch Pamela Anderson, e pelo jeito a moça foi o motivo de toda a treta. Quando eles se trombaram no VMA de 2007, começaram a se xingar loucamente e Kid Rock desferiu o primeiro soco. Pelo que dizem, parecia briga de colégio e o negócio teve que ser separado pelos seguranças da Mtv. Tsc, tsc…

Gene Simmons vs. Carlos Santana

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E olha que quem começou dessa vez nem foi o encrenqueiro Simmons. Santana fez o comentário de que Gene “não é um músico, é um cara do entretenimento. Kiss é entretenimento de Las Vegas, então ele não sabe o que é música, de qualquer forma. É por isso que ele veste todas aquelas coisas lá”. No começo, o baixista do Kiss deixou quieto (“Nem todo mundo gosta da mesma refeição”), mas depois caiu de pau: “Estou cansado de bandas como a de Carlos Santana olhando para seus próprios sapatos e achando que aquilo é um show de rock”.

Blur vs. Oasis

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Uma briga clássica dessas não poderia ficar de fora. As duas grandes bandas do britpop nunca se bicaram e quando ambos lançaram singles no mesmo dia (“Country House” do Blur e “Roll With It” do Oasis) a coisa foi ficando mais feia. Noel Gallagher sempre cutucava o Blur, que ironicamente dedicava seu prêmio do Brit Awards de 1995 ao Oasis. Noel respondeu com a fineza que lhe é peculiar: “Espero que Damon Albarn e Alex James peguem AIDS e morram”. Hoje em dia, incrivelmente, a briga mais popular da Inglaterra parece ter acabado com Noel Gallagher tendo inclusive feito uma participação junto com Damon Albarn em “Tender”, do Blur, em um evento de caridade.

Dave Grohl vs. Courtney Love

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Desde que Kurt Cobain morreu, Courtney Love não deu uma colher de chá para o ex-baterista da banda de seu marido. O líder do Foo Fighters já teve que ouvir Love clamar para que todo o público do seu show gritasse “os Foo Fighters são gays” (senão ela ia embora do show), disse que Grohl deu em cima de Frances Bean, filha dela e Kurt (o que Frances e Grohl negaram), entre muitas outras coisas que só a líder do Hole é capaz. Recentemente eles “fizeram as pazes” durante a cerimônia de indicação do Nirvana ao Rock and Roll Hall Of Fame.

Michael Jackson vs. Paul McCartney

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Outra briguinha clássica. Sim, todo mundo concorda que o Jacko deu motivos pra Paul odiá-lo. Eles eram amigos, faziam parcerias e até clipes super-amiguinhos como “Say Say Say”. Pois aí McCartney deu a dica a Jackson: “compre direitos de músicas, é um puta negócio”, ele disse. Michael Jackson não é bobo nem nada e aproveitou para comprar os direitos de todas as músicas… dos Beatles. Dá pra entender porque Paul ficou chateado e as relações dos dois ficaram estremecidas desde então.

Vivian Campbell vs. Ronnie James Dio

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Sim, até com o Dio o povo consegue implicar. O ex-guitarrista da banda Vivian Campbell disse que Dio era uma das pessoas mais vis da indústria musical, e Dio respondeu que Campbell, que foi para o Def Leppard, é um “fucking asshole, a fucking piece of shit”. Campbell diz que as declarações contra Dio são devido ao fato de que ele foi excluído da banda. Após a morte de Dio, Campbell se reuniu com a banda para tocar com outro vocalista. “Esses riffs são meus e eu quero continuar a tocá-los”.

Sammy Hagar vs. Dave Lee Roth

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Uma briga digna de Celebrity Deathmatch. Os dois vocalistas do Van Halen (vamos fingir que a fase com Gary Cherone nunca existiu, assim como a banda faz) adoram trocar farpas desde que Sammy entrou em cena. Diamond Dave adorava falar que “Sammy é como o segundo Darrin de ‘A Feiticeira'” e que “Ao contrário dele, nunca preciso cantar músicas que não são minhas nos shows”. Já Hagar chamou Roth para a porrada. Seria interessante, já que Sammy é boxeador e Roth fã de artes marciais. Seria quase um MMA, vejam só.

Stephen Malkmus vs. Billy Corgan

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Stephen Malkmus fez a singela letra de “Range Life”, do clássico disco “Crooked Rain, Crooked Rain” do Pavement. “Out on tour with the Smashing Pumpkins / Nature’s kids, they don’t have no function / I don’t understand what they mean / And I really could really give a fuck”. Como Billy Corgan é irritadinho, não deixou quieto. “Acho que isso é inveja”, disse Corgan. “As pessoas não se apaixonam pelo Pavement. Elas gostam de Smashing Pumpkins, Hole ou Nirvana, porque essas bandas significam algo para eles”. Sim, Corgan ainda fica falando sobre o assunto até hoje.

Chorão vs. Marcelo Camelo

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Chorão sempre foi reconhecido por ser esquentadinho e adorar dar uma de machão pra cima dos outros. Entre suas brigas, estavam Marcelo Falcão d’O Rappa e até Badauí do CPM22, a quem o Marginal Alado dirigiu a frase “Quem esse CPM22 pensa que é? É um bando de playboys. Badauí, se você cruzar no meu caminho, tá ferrado”. Mas o caso que mais repercutiu foi com Marcelo Camelo. O líder do Los Hermanos deu uma entrevista dizendo que “esse negócio de fazer comercial para Coca-Cola é um desdobramento da indústria, a gente rejeita esse negócio de vender atitude”, sendo que o Charlie Brown Jr. havia feito uma propaganda para o refrigerante. As duas bandas participaram do festial Piauí Pop em 2004 e Chorão foi tirar satisfações com Camelo no aeroporto, acertando-lhe um soco no olho. Segundo as matérias da época, o caso ainda teve Rodrigo Amarante correndo atrás de Chorão no aeroporto, uma cena hilária de se imaginar.

LSJack vs. Art Popular

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Ah, as tretas no aeroporto. Em 2003, o LSJack e o Art Popular já tinham inaugurado essa modalidade em uma briga generalizada no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Nada melhor pra explicar toda a briga do que deixar os depoimentos do empresário Edgar Santos para a Folha de S. Paulo falarem por si. “Eles achavam que o Leandro Lehart [vocalista] tinha feito críticas ao novo CD do LS Jack, mas ele estava comentando o novo CD do Ed Motta, e não o do LS Jack. Eles não quiseram trocar uma idéia. O Márcio [Art] tomou um soco na cara do vocalista do LS Jack [Marcus Menna], que chegou a quebrar seus óculos”. Fica a dúvida: quando o Ed Motta vai cobrar satisfações da banda que criou “Pimpolho”?

Mini Kiss, as Ramonas e outras versões de bandas oriundas de outra dimensão

Lembra daquele vilão do Super-Homem, o Bizarro? O cara que é uma versão “negativa” do Azulão, vinda de um universo paralelo? Lembra daquele episódio do Seinfeld em que eles encontram o universo paralelo deles, com Bizarro Jerry e tudo? Pois é, hoje vamos conhecer algumas bandas vindas de universos paralelos. Calma, eu explico! As bandas a seguir são versões diferentes de bandas que você já está bem acostumado. Se elas vieram de universos paralelos, perpendiculares ou da puta que as pariu, não importa. Vale a pena ouvir, mesmo que seja só para dar risada.

The Ramonas

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E se os Ramones fossem ingleses e… meninas? Essa é a ideia principal das Ramonas. Formada por Cloey, Margy, Rohnny e Pee Pee Ramona, a banda começou em 2004, sendo apoiada por ninguém mais, ninguém menos que o próprio baterista dos Ramones, Marky Ramone (aquele que usa peruca e continua por aí até hoje). É um som divertido (afinal, é Ramones), e com o vocal feminino deixa o negócio meio parecido com The Donnas.

Dread Zeppelin

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Elvis Gordo + Led Zeppelin + Reggae. Misture tudo isso e você terá o Dread Zeppelin, uma das maiores bizarrices já registradas em vinil, CD e fita K7 (e olha que existe CD de ET e Rodolfo rodando por aí). Atualmente formado por Tortelvis (imitador de Elvis em sua fase plus size), Butt-Boy, SpiceZiggy KnarleyCharlie Haj, o Dread Zeppelin chegou a fazer certo sucesso nos anos 90. A banda continua na ativa e seu 16° disco, “Soso”, saiu em 2011. A ideia é a mesma: canções do classic rock (principalmente do Led Zep) em versões reggae com o vocal no estilo Presley de ser.

The Iron Maidens

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A banda preferida de 99% dos metaleiros do mundo agora formada apenas por garotas headbangers. As Iron Maidens são Linda McDonaldWanda OrtizCourtney Cox (não, não a de “Friends”), Kirsten RosenbergNita Strauss. Formada em 2001, a banda é muito  popular no sul da California. Como o Iron Maiden volta a cada 15 dias para visitar o Brasil, as Iron Maidens aproveitaram e também já vieram para cá em 2011, para a loucura dos marmanjos de camiseta preta. Ah, elas também usam alcunhas, pra ficar mais similar à banda original. As meninas no palco viram Bruce Chickinson, Mega Murray, Adriana Smith, Steph Harris e Nikki McBurrain. O Janick Gers ficou de fora dessa.

http://www.youtube.com/watch?v=vg24xfVtflc

The Misfats

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Sim, é isso mesmo que você está imaginando: uma versão gordinha dos Misfits. Com músicas como “I Turned Into a Lardass”, “Mommy, Can I Go Out and Grill Tonight” e “Diet, Diet, Diet, My Darling”, os Misfats fazem uma versão muito mais pesada das músicas dos Misfits (desculpem, meu espírito A Praça É Nossa falou mais alto). Veja um pouquinho dos Misfats tocando “Hungry Moments” e acompanhe o refrão: “Ooh baby, have a fry/ Our life is sedentary/ Don’t wipe your mouth with your shirt/ In hungry moments…Use a napkin..”

Mini Kiss

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Não, não é mais um merchandising do Kiss… eu acho. O Mini Kiss é uma versão do Kiss formada apenas por anões. Formada por Joey Fatale (o Mini Demon), a banda alcançou grande sucesso, chegando a fazer um comercial para o refrigerante Dr. Pepper junto com o Kiss original. “You’ve wanted the littlest, you’ve got the littlest!”. Infelizmente, Joey morreu em 2011, e foi substituído. A banda excursiona até hoje, inclusive organizando um  “MiniPalooza” com versões pequenas de Lady Gaga e Elvis.

Mini Britney

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It’s Mini Britney, bitch. Sim, a senhorita Britney Spears também ganhou uma cover anã. Elena Grant faz covers dos clássicos da cantora, incluindo aí suas trocas de roupa. Na foto acima, ela usa o figurino de “Oops, I Did It Again”. Curiosidade: em 2013, tanto a Britney original quanto sua versão mini estavam fazendo shows em Las Vegas. A diferença: enquanto a original pedia US$ 310.000 por show, a versão pequena ganhava US$ 310.

AC/DShe e ThundHERStruck

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A premissa das duas bandas é a mesma, então falarei delas juntas: o negócio é fazer o belo som do AC/DC, mas só com garotas na banda. Sim, é o mesmo esquema das Ramonas. Mas digamos que AC/DC tem tanto potencial de ser foda quanto os Ramones, certo? Pelo que percebi, no caso das australianas do AC/DShe, a vocalista Amy Ward tenta imitar mais o jeitão do Bon Scott, enquanto a vocal do ThundHERStruck, Dyna, vai mais pro lado Brian Johnson. Ah, e o ThundHerStruck tem um visual mais “fantasia da 25 de março de AC/DC sexy” do que o AC/DShe.

Easy Star All-Stars

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Talvez uma das mais famosas bandas que citarei aqui, o Easy Star All-Stars é conhecido por recriar álbuns clássicos completos em versão reggae/dub. E eles fazem tudo detalhadamente, transformando as músicas de forma tão perfeita que mesmo quem não gosta do ritmo jamaicano consegue se divertir ouvindo. Os álbuns já homenageados foram “Dark Side Of The Moon”, do Pink Floyd (“The Dub Side Of The Moon”), “Ok Computer”, do Radiohead (“RadioDread”), “Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band”, dos Beatles (“Easy Stars Lonely Hearts Dub Band”) e “Thrilla”, a versão jamaicana para “Thriller”, do Michael Jackson. Vale a pena conferir a versão THC destes clássicos.

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Você acha que só existem tributos com moças fazendo versões de bandas masculinas? Pois se enganou: chega a vocês os MANdonnas, homens barbados e feiosos fazendo apenas versões de músicas da rainha do pop Madonna. Formada por lvy “Alvydonna” Caby (guitarra), Jay “Jaydonna” Conners (baixo), Sean “Seandonna” Dallmeyer (teclados), e Dave “Davedonna” Hagerty (bateria), a banda manda suas versões arrotadas de hits como “Borderline,” “Like a Prayer,” “Material Girl,” “Open Your Heart,” “Papa Don’t Preach,” “True Blue” e “Live to Tell”.

GABBA

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Esta aqui é um mashup dos mais bizarros. Junte Ramones com ABBA e você tem o Gabba. Eu realmente ainda não entendi direito a proposta da banda, mas pela pesquisa vi que eles misturam bem as duas bandas, misturando letras e integrantes (como o Beatallica faz com Beatles e Metallica, mais ou menos). Não deixa de ser divertido ver o vocalista Bjöey, uma mistura de Björn Ulvaeus e Joey Ramone. Veja a mistura de “Dancing Queen” e “Sheena Is a Punk Rocker” do Gabba em “Hey Ho Disco”:

West End Girls

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Duas garotas suecas que fazer versões de músicas do Pet Shop Boys. No fim, fica divertido e bem parecido com o original. Dá até pra animar alguma festinha aí com a versão delas de “Domino Dancing”, por exemplo

The Zombeatles

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Os Beatles têm tantas bandas-tributo que fica difícil escolher alguma para colocar aqui. Vai do Beatallica, a mais popular (e por isso, fora da lista, já que quero cavar nas mais obscuras) até os Beatle Barkers, com versões feitas apenas de latidos dos clássicos do Fab Four. Mas eis que durante minha garimpagem, encontrei isso aqui: os Zombeatles. A banda lançou na internet o vídeo de “A Hard Day’s Night Of The Living Dead” em 2007, e Rob Zombie curtiu e divulgou, ajudando o grupo a estourar. Eles lançaram um disco, um filme no estilo mockumentary “All You Need Is Brains” e saíram em turnê. No filme, a história dos Beatles originais é transformada, trazendo nomes como The Fab Gore, the Dead Sullivan ShowThe Rolling Kidney Stones, The ZomMonkees, the Dead Clark Five, The ZomZombiesBoo MarleyElvis GrislyDead Zeppelin, the Beach Boils, e até Ewwyoko Ohno, the ZomRutlesFester Fangs e Bob Killin.

 (publicado originalmente no blog Contraversão)