Crush em Hi-Fi apresenta disco tributo ao Guilherme Arantes “Das Verdades Que Eu Sabia”

Read More
arte por Leo Buccia

Desde 1973, Guilherme Arantes é o responsável por muitas canções inesquecíveis do rock, pop, MPB e até do rock progressivo. Seja compondo refrões ganchudos e inesquecíveis como “Meu Mundo e Nada Mais” e “Cheia de Charme” em sua carreira solo ou criando músicas sem igual como “Aprendendo a Jogar” (famosa na voz da pimentinha Elis Regina), o cantor e pianista é um hitmaker de mão cheia, chegando a bater o recorde de arrecadação de direitos autorais nos anos 80, superando grandes nomes da música brasileira. Ele é responsável por ter colocado nada menos que 12 músicas em primeiro lugar nas paradas de sucesso.

foto: Divulgação

Organizado por João Pedro Ramos, do blog Crush em Hi-Fi, o disco “Das Verdades Que Eu Sabia” traz um tributo em homenagem a Guilherme Arantes e sua obra, com 22 bandas e artistas independentes interpretando canções lançadas em diversos períodos da carreira do músico paulistano. Cada um deles deu seu toque pessoal e autoral à música interpretada, transformando a obra original em algo novo. A arte da capa é do designer Leo Buccia.

Participam do tributo Bemti, The Ash Tre, Geo, S.E.T.I., Wagner Bernardes, André Whoong, Monte Hill, Primos Distantes, Lerina, FITA (com participação de Ciça Bracale, do Gomalakka), Divina Supernova, BIKE, Cachalote Fuzz, Berg Menezes, Mopho, Siso, Os Chás, Murilo Sá, Lucas Adon, Aloízio e a Rede, Renata Peixoto e Zé Bigode Orquestra.

Ouça o disco “Das Verdades Que Eu Sabia”:

Também está disponível no Soundcloud:

Construindo Lucas Adon: conheça as 20 músicas que mais influenciaram seu som

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o cantor e compositor Lucas Adon, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Nirvana“Marigold”
Melodia com altas deprês, que são sempre desencadeadoras do processo criativo de composição.

PJ Harvey“The Desperate Kingdom of Love”
Altas depress número 2! A volt do amor sofrido inspirando melodias e letras.

Jethro Tull“My God”
Um puta som! A começar pela bela introdução de cordas (tenho algumas músicas ainda não lançadas com introduções instrumentais longas, nessa pegada).

Lenine“O Atirador”
Rock e Brasil se completam no meu som e essa música é pura grooveria a la violão brasileiro.

Dani Black“Ganhar Dinheiro”
Para além do talento do cantor, a sagacidade da letra é maravilhosa. Aliás, me identifico.

Peter Gabriel“My Body is A Cage”
Viciado nesse som. Tenso e cheio de nuances.

Air“Playground Love”
Viciado na linha de sax dessa canção. Sempre fiz o sax com a boca, principalmente em shows. Neste novo trabalho, tenho explorado bastante as linhas do querido parceiro Buga. O primeiro resultado oficial saiu com a música “Desencadeou”, que tem clipe já rolando no Youtube. Gostei tanto que estamos testando leva-lo também aos shows para improvisar em outras músicas do set.

Arcade Fire“Laika”
Como vocês podem ver, Arcade Fire está no ranking das minhas mais ouvidas. Essa música, especificamente, é o tipo de som que me teletransporta para algum lugar incrível.

Biônica“São Paulo Saloon”
Além do trabalho solo, que sempre teve uma veia mais rock, tenho uma banda chamada Imigrantes Italianos do Século XXI, que segue bem a linha do rock de garagem paulistano que essa faixa do Biônica traz. É minha alma.

Venom“Countess Bathory”
A adolescência acaba trazendo muitas referências para o som que a gente faz, né? E eu ouvia muito essa.

Brujeria“El Patron”
Minhas letras abordam coisas do coração, mas também trazem muito dos meus questionamentos enquanto cidadão e pessoa que quer ver uma sociedade modificada. Viva la revolución!

Regina Spektor“Chemo Limo”
Essa faixa fala sobre decidir entre uma quimioterapia e viver incansavelmente os últimos dias de vida. Foi minha primeira descoberta pelo Facebook e a temática marcou bastante.

Saravah Soul “Mestiço”
Tenho explorado nas minhas novas músicas muitas brasilidades, sem perder a essência do rock. Também toco baixo e sou filho de baixista e as grooverias acabam me chamando atenção e interferem na composição. Descoberta cabulosa, baita ginga e ótima letra.

Raul Seixas“Super Herois”
Pra muito além do bordão “toca Raul”, Raulzito é uma escola de rock tupiniquim e essa música é uma viagem forte.

Carol Naine“Amanhã”
Gosto da maneira como ela faz as letras, de maneira sagaz. Esse é um som de representatividade da nova MPB.

Legião Urbana“Metal Contra as Nuvens”
Quantas músicas existem nessa mesma faixa? Uma obra de arte secular.

Beethoven – “Moonlight Sonata”
Um dos contatos que tive com a música logo cedo foi justamente com o piano, apesar de ter acabado nos vocais, violão e baixo. Essa faixa é praticamente Deus fazendo música.

Queens Of The Stone Age“My God Is the Sun”
Clássico alternativo.

Lucas Adon“Vez e Voz”
Apesar dessa música ser minha mesmo, é importante para todo o restante do meu trabalho, pois foi a primeira parceria entre meu pai e eu.

Gritando HC“Terra da Garoa”
Ainda falando de toda intensidade adolescente e o quanto ela age no processo criativo, essa música embalou muito rolê juvenil.

Tributo ao Pato Fu “O Mundo Ainda Não Está Pronto” traz 30 versões de bandas independentes

Read More

Em 2017 a banda mineira Pato Fu completa 25 anos trazendo na bagagem 10 discos de estúdio, 2 discos ao vivo, 5 DVDS e 34 singles. Pensando nisso, João Pedro Ramos (Crush em Hi-Fi) e Rafael Chioccarello (Hits Perdidos) decidiram criar seu segundo tributo em parceria, “O Mundo Ainda Não Está Pronto”, homenageando a criativa e divertida banda mineira. Nada como seguir o exemplo dos Patos e criar versões desconstruídas e inovadoras, assim como fizeram em repaginações de hits como “Eu Sei” do Legião Urbana, “Qualquer Bobagem” dos Mutantes e “Eu”, da Graforréia Xilarmônica. O disco duplo pode ser ouvido no www.omundoaindanaoestapronto.com.br

Em 1992, Fernanda Takai (vocal e guitarra) frequentava uma loja de instrumentos musicais e lá fez amizade com dois funcionários, John Ulhoa (vocal e guitarras) e Ricardo Koctus (vocal e baixo). Surgia o Pato Fu, trio que abusava do experimentalismo pop com influências que iam da psicodelia ao punk rock, passando pela new wave, bossa nova e rock and roll. “Fazemos muitos sons diferentes, mas, no fim, podemos dizer que somos uma banda do universo pop, que vai de Beatles a Sepultura. Tudo isso vale”, explicou John Ulhoa. Desde então, a banda só cresceu, lançando os discos “Rotomusic de Liquidificapum” (1993), “Gol de Quem?” (1995), “Tem Mas Acabou” (1996), “Televisão de Cachorro” (1998), “Isopor” (1999), “Ruído Rosa” (2001), “Toda Cura Para Todo Mal” (2005), “Daqui Pro Futuro” (2007), “Música de Brinquedo” (2010) e “Não Pare Pra Pensar” (2014) e colecionando hits como “Sobre O Tempo”, “Perdendo Dentes”, “Canção Pra Você Viver Mais”, “Pinga” e muitas outras. Hoje, a banda conta também em sua formação com Glauco Mendes na bateria e Richards Neves nos teclados.

A coletânea reúne diversos artistas do cenário independente nacional dando seu toque em versões para as canções do Pato Fu, as recriando em passeios por estilos como rock, tecnobrega, forró, rap, MPB, folk, stoner rock, psicodelia, experimentalismo…

Participam do tributo Antiprisma (São Paulo/SP), Berg Menezes (Recife/PE), Capotes Pretos na Terra Marfim (Fortaleza/CE), Der Baum (Santo André/SP) , Djamblê (Limeira/SP), Eden (Salvador/BA), Dum Brothers (São Paulo/SP), Estranhos Românticos (Rio de Janeiro/RJ), FELAPPI e Marcelo Callado (Rio de Janeiro/RJ), Floreosso (São Paulo/SP), Gabriel Coelho e Renan Devoll (São Bernardo do Campo/SP), Gilber T e os Latinos Dançantes (Rio de Janeiro/RJ), Horror Deluxe (Pouso Alegre/MG), João Perreka e os Alambiques (Guarulhos/SP), Lucas Adon (São Paulo/SP), Lerina (Santo André/SP), Mel Azul (São Paulo/SP), Molodoys (São Paulo/SP), Paula Cavalciuk (Sorocaba/SP), Pedroluts (São Paulo/SP), Serapicos (São Paulo/SP), Silvia Sant’anna (São Paulo/SP), Subcelebs (Fortaleza/CE), The Cabin Fever Club (São Paulo/SP), The Outs (Rio de Janeiro/RJ), Theuzitz (Jandira/SP), TucA e Thaís Sanchez (Campina Grande/PB), Valciãn Calixto (Teresina/PI), Venus Café (Volta Redonda/RJ) e Yannick com Camila Brumatti (São Paulo/SP).

A arte da capa, inspirada nos robôs gigantes do clipe de “Made In Japan”, foi feita pelo designer Pedro Gesualdi, que também é músico e atualmente toca nas bandas DERCY, Japanese Bondage e Danger City.

“Gênesis de Gênios – #mostreseumelhor” chega à sua décima edição amanhã (10) na Sensorial Discos

Read More
Lucas Adon, o "Gênio da Vez"
Lucas Adon, o "Gênio da Vez"

O projeto “Gênesis de Gênios – #mostreseumelhor” está de volta e chega à sua décima edição amanhã. O projeto, que investe em novos talentos, rola a partir das 18hs na loja de discos e cervejas artesanais Sensorial Discos (localizada na Rua Augusta, 2389, na região dos Jardins, zona sul de São Paulo).

12342329_1033096190076449_1945366020177474391_n
Lucas Adon, o “Gênio da Vez”

O “Genesis de Gênios” busca descobrir e lapidar novos talentos e desenvolver suas trajetórias musicais. O projeto é desenvolvido pela produtora Plectro, que atua há cerca de seis meses no circuito cultural e musical da capital paulista, inspirado na cultura open-mic de cantores e compositores de Londres e Nova York. No evento, rolam sorteios de vitrola e kit de cerveja (um copo promocional e duas deliciosas cervejas). Como nas edições anteriores, o autor da melhor performance da noite (escolhido pelo público presente e pela equipe da Plectro) será eleito “O Gênio da Vez” e contratado para apresentar um pocket show na edição seguinte. Nesta edição, a apresentação será de Lucas Adon, vencedor da nona edição do evento.

Para participar, basta chegar e se inscrever (são 15 espaços para inscrição). Aqueles que se apresentarem não pagam entrada. São, no máximo, duas obras por artista, podendo ser cover, autoral e até mesmo performances como poemas, esquetes de teatro e etc. As apresentações são filmadas e fotografadas profissionalmente e o melhor material será publicado nos canais da Plectro e de todos os seus parceiros.

Para saber mais sobre o evento, acesse: https://www.facebook.com/plectrop/