LoveJoy destila garage rock e post punk a favor da diversidade sexual

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The LoveJoy

A união dos quatro elementos do LoveJoy aconteceu em 2015, unindo amigos que se esbarravam sempre, cada um originário de uma experiência musical: Larry Antha e Jhou Rocha (Sex Noise), Vladya Mendes (Verónica Decide Morrer) e Marcelo Renovato “Sanchito” (DooDooDoo). Um dia eles resolveram fazer um som juntos no Coletivo Machina e desta experiência saiu o garage rock misturado com post punk da banda, com muitas influências de Júpiter Maçã, Ty Segall, Placebo e The Gossip.

No final de 2016 foi lançado o primeiro EP da banda com as músicas ‘Superman’, ‘Ódio’, ‘Macaco Monkey Man’ e ‘Sad Eyes’, que ganhou um clipe em uma versão ao vivo. Eles prometem para este ano um clipe de animação para ‘Superman’, com direção de Luka Rebello. Além disso, a LoveJoy prepara um documentário e está finalizando novas músicas como ‘Deus Punk’, ‘Omelete’, ‘Ontem À Noite Lembrei de Você’ e ‘Gritar’, todas já incluídas no set de seus incansáveis e energéticos shows. 

Conversei com Larry Antha sobre a carreira da banda, suas letras, influências, cena independente e mais:

– Como a banda começou?
A LoveJoy começou no final de 2015. Vínhamos de várias experiências musicais anteriores: eu e Jhou Rocha, a baixista do Sex Noise, Vladya Mendes, a baterista do Verónica Decide Morrer (que é radicada em São Paulo) e Sanchito/Marcelo Renovato vindo do DooDooDoo. Nos falamos e nos reunimos no Coletivo Machina pra levar um som e nasceu a LoveJoy.

– E de onde surgiu o nome LoveJoy? Ele me lembra um personagem dos Simpsons…
O nome veio de um cometa que passou pela Terra em 2014 deixando um rastro de gás etílico e açúcar. A piração com o personagem dos Simpsons veio depois. Fizemos até uma camisa!

– Quais as principais influências da banda?
Ty Segall
, Placebo, Júpiter Maçã, The Gossip, Akira S e as Garotas que Erraram

– Como vocês definiriam o som da banda?
Foi meio mágico. A primeira vez que tocamos pareceu que já nos conhecíamos musicalmente. Fizemos música já no primeiro dia. Um mês depois estávamos estreando, abrindo pro Jonnata Doll e os Garotos Solventes em passagem pelo Rio. De lá pra cá, a LoveJoy nunca mais parou. Acho que o som já estava definido em nossas almas.

– Me falem um pouco mais sobre o trabalho que vocês já lançaram!
Lançamos há pouco um EP com quatro sons: “Macaco Monkey Man”, “Ódio”, “Sad Eyes” e “Superman”. Disponível no Soundcloud. Dessa leva fizemos o clipe de “Sad Eyes” ao vivo no Coletivo Machina. E estamos finalizando com a vídeo maker Luka Rebello um clipe de animação para “Superman”. Nele os outros integrantes da
LoveJoy viraram desenho animado. Nesse meio tempo já gravamos outros sons como “Deus Punk”, “Ontem à Noite Lembrei de Você”, “Gritar” e “Omelete”, que entraram no set dos shows junto com “Bomba no Odeon”, uma versão de um clássico undergroud de uma cult band chamada Sofia Pop.

– E quando vamos poder ouvir o registro dessas próximas músicas?
Estamos trabalhando na mixagem. Faltam só alguns ajustes de timbre e volume. Logo vamos subir estes sons novos.

– Vocês citaram que são uma banda a favor da diversidade sexual. Como vocês veem isso hoje em dia no meio musical?
É tipo a gente faz parte de uma nova geração que acredita que a liberdade de expressão, seja ela sexual ou artística, algo muito importante de ser debatido e quanto mais se falar no assunto melhor. Viva a diferença e o respeito ao próximo. O empoderamento de toda voz seja ela punk, gay, lésbica, trans, hetero e toda sigla LGBT muito nos interessa.

The LoveJoy

– Como você descreveria uma apresentação da LoveJoy para quem ainda não teve a oportunidade de assistir?
O som da LoveJoy é um espécie de beat dançante que vai causando uma catarse no público em que
todo mundo se joga numa jam louca junto com a LoveJoy.

– Qual a opinião de vocês sobre a cena independente brasileira hoje em dia?
Incrível como existem várias bandas e artistas fazendo coisas fantásticas e o público não conhece, assim como a grande mídia ignora ou nem sabe da existência. Hoje em dia as bandas se movimentam por nichos e dentro deles, felizmente se consegue viver e tocar nos centenas de festivais e eventos que correm paralelo ao grande público.

– Mas você acha que a grande mídia deveria investir mais nisso ou esse negócio da cena ficar em outro lugar é algo positivo, já que evita uma influência da grande mídia no som das bandas?
A grande mídia na verdade é acomodada como em todo mundo. Kurt Cobain foi uma voz que tentou difundir o conceito undergroud para tentar pelo menos equilibrar os lados. Acho que o que é bom precisa ser conhecido. Se é undergroud ou não. Felizmente hoje com as redes sociais se consegue viver a parte a grande mídia, como disse; o que é bom precisa ser conhecido, mas não podemos virar produto. É preciso que a cultura undergroud seja respeitada. Acredito numa frase da banda Sofia Pop que diz que a moda nasce nas ruas e morre nas vitrines.

The LoveJoy

– Quais são os próximos passos da banda?
Compor e gravar as novas músicas que estão saindo. Tocar em São Paulo novamente. Participamos do Volume Morto Festival no começo do ano. Em novembro a LoveJoy grava um Cine Doc dirigido pelo cineasta Kadu Burgos. Em outubro tocamos no Machina Festival que acontece dia 14/10. E ainda no dia 21/10 acontece a festa de lançamento do clipe de animação de ‘Superman’, com participação das bandas Gangue Morcego e Dinamite Panda (SP). Os dois show no Coletivo Machina.

– Recomendem bandas e artistas independentes que chamaram sua atenção nos últimos tempos!
Jonnata Doll e os Garotos Solventes
, Verónica Decide Morrer, Fla Mingo, Der Baum, Dinamite Panda, Nicolas Não Tem Banda, Groupies do Papa, Beach Combers, Comandante 22, Apicultores Clandestinos, A Batida Que Seu Coração Pulou, Blasfemme, Enio Berlota e A Noia, Vulcânicos, Os Estudantes, Palomares, Cidade Chumbo, Helga, Astro Venga, Tree, Aura e Lunares, Lê Almeida, Oruã….