Construindo Cachalote Fuzz: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos a banda mineira Cachalote Fuzz, que indica suas 20 canções indispensáveis. Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Sonic Youth“Within You Without You”
Arthur: Música lançada numa coletânea chamada “Sgt Pepper Knew My Father”, de 1988 que tinha o Sonic Youth e outros grandes nomes. Conheci o Guilherme (guitarrista) a uns seis anos atrás e resolvemos formar a banda. Eu como fã de Sonic Youth, ele fã de Beatles, essa música foi o encontro sonoro que fez tudo fluir.

Jupiter Apple“As Tortas e As Cucas”
Arthur: Hino dentro da Cachalote Fuzz. A gente discute mil coisas, mas quando o assunto é Jupiter na banda, ninguém discorda de nada. Amamos esse maluco e concordamos que ele é um dos maiores da psicodelia brasileira, sem mais.

Velvet Underground“I Can’t Stand It”
Arthur: A gente já fez frituras e frituras com esse som bicho, desde o começo da banda, até hoje. Velvet Underground é escola pra todos nós e uma grande influência no nosso jeito de tocar.

Caetano Veloso“Mora Na Filosofia”
Arthur: O “Transa” é um dos maiores discos da música brasileira. Caetano Veloso tava em sua melhor fase e o Jards Macalé arrebentou nos arranjos. Tocamos essa música no primeiro ensaio da banda.

Brian Jonestown Massacre“Anemone”
Iuri: O estilo de composicão, a textura dos timbres e as performances desses caras, sempre foram influências pra gente. Anemone é uma canção de apenas dois acordes que te levam longe, de vez enquanto apresentamos ela nos nossos shows e é sempre uma viagem.

Tame Impala“Elephant”
Iuri: Tanto “Elephant” quanto o disco inteiro “Lonerism” do Tame Impala, deu um boom no cenário neo psicodélico e abriu novas portas para outras bandas que vieram numa onda parecida. A pegada firme na batera e o baixo marcante de “Elephant”, forma o ápice da música, além também de todos aqueles synths e guitarras ardidas, é foda demais.

CAN“Vitamin C”
Iuri: Indo mais atrás no tempo agora, a banda Can sempre pirou a gente com aquela fritura setentista na parte instrumental e também nos vocais excêntricos do japonês Damo Suzuki. “Vitamin C” cria uma atmosfera tão estranha e peculiar, que a gente não poderia deixá-la de fora dessa lista.

Erasmo Carlos“É Preciso Dar Um Jeito Meu Amigo”
Guilherme: Continuando nos anos 70, que é uma época realmente influente no nosso som, a sonzeira brazuca fervia demais também. Essa canção do Erasmo de 1971, permanece atual até hoje, tanto na poesia contestadora e direta, como nos belos arranjos.

The Stooges“No Fun”
Guilherme: Entre as referências de rock’n’roll, The Stooges e Velvet Underground sempre foi as mais presentes. Essa música representa uma grande influencia na construção da sonoridade da banda, principalmente nas nossas primeiras gravações. Acredito que a banda toda curte trabalhar com riffs simples.

Black Sabbath“Planet Caravan”
Guilherme: Foi o Vini que me aplicou esse som. Black Sabbath psicodélico! A estrutura e a atmosfera da música favorece alguns trechos de jam e improviso, que nos ajudava a trabalhar nossa comunicação e entrosamento. Foi um destaque no show de lançamento da revista Paralela.

Tagore“Pineal”
Arthur: O som do Tagore chegou na gente bem na época que a gente tava começando a pirar nas psicodelias do nordeste, principalmente nas bandas do chamado movimento Udigrudi (Alceu, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, etc). O choque foi momentâneo, piramos. E depois quando eles foram lançar o “Pineal”, fizemos uma miniturnê juntos. E acabou que hoje todo mundo da banda é de casa: Tagore, Caramuru, Julião, Xandão, João Felipe. Rolou a parada sensacional de participarem do nosso disco e produzirem também. A gente é fã desses caras.

Porcas Borboletas“Menos”
Arthur: Esses são nossos professores da cena independente do Triângulo Mineiro, por vários fatores. Lembro ver o show deles no lançamento do disco (A Passeio), numa época que nem frequentava tanto shows de bandas independentes. Essa música mudou tudo, virei frequentador assíduo dos eventos locais e quis trabalhar com música independente desde então.

Radiohead “Everything In Its Right Place”
Arthur: Eu sou grande fã, mas nem todo mundo da banda gosta, mas concordamos que não tem como ignorar essa gigantesca banda. O Radiohead revolucionou a música pós anos 90, acreditamos ser uma das maiores bandas da nossa geração. E essa música em si é um hit das festinhas depois dos shows.

Cachorro Grande“Que Loucura!”
Arthur: Tivemos vários shows memoráveis que fizemos na nossa cidade, mas alguns são foda. Um deles foi com o Cachorro Grande. Que um noite sensacional. A festa no camarim, as loucuras, várias conversas malucas. Acho que são uma grande influência pra todo mundo no rock’n’roll brasileiro. Esses caras são foda.

Lou Reed“Vicious”
Arthur: Já falamos de Velvet, eu sei. Mas essa música é praticamente um hino pra todos nós. Descreve muita coisa de cada um da banda, em vários aspectos. Loucura pura, bicho.

Almirante Shiva“Ziggy”
Arthur: Acho que nem dá pra expressar em palavras a admiração que todos nós temos por estes caras. Foram uma das primeiras bandas que trouxemos pra nossa cena, demos altos rolês juntos aqui por Minas Gerais, mais de uma vez. E a gente sempre pirou no jeito dos caras tocarem, no som que cada um faz, neles no palco. Uma banda especial pra gente, sem dúvidas. E mais uma coisa: PEDRO VIVE!

Alceu Valença“Veneno”
Arthur: Se o Brasil alguma vez teve um rei na música, jamais foi Roberto Carlos, e sim Alceu Valença. Bicho, não tem nem como querer falar da obra deste maluco aqui, pelas inúmeras fases nos 50 anos de carreira, e admiramos todas. Mas dois dos maiores discos da psicodelia brasileira, são sem dúvidas “Espelho Cristalino” e “Vivo”, ambos de 1976.

Stealers Wheel“Stuck in the Middle of You”
Iuri: Essa banda escocesa com essa canção principalmente, representa a nata do rock setentista e da cena underground que rolava na época. Somos admiradores do folk e da música caipira, Stealers Wheel é uma mistura de tudo que é bom e criativo.

Holy Wave“Do You Feel It”
Iuri: Uma mescla de instrumentais neo-psicodélicos com a levada marcante do rock 4×4 formam o diferencial dessa banda Texana. “Do You Feel it” abre o álbum “RELAX” que é um dos melhores discos da banda, que é relativamente nova ainda.

The Cure“The Lovecats”
Iuri: Fãs dos anos 80 também que somos, The Cure pra representar essa turma boa. “The Lovecats” une jazz, 80’s, teatro, e gera uma atmosfera peculiar do som “geral” do Cure. Fecha com chave de ouro nossa lista!

A Tribe Called Quest convocou Lou Reed em “Can I Kick It?” (1990)

Read More
A Tribe Called Quest
A Tribe Called Quest

Esta semana faz 4 anos que Lou Reed nos deixou. Um dos rockstars mais controversos, em 1975 lançou o primeiro disco de heavy metal “de verdade” da história, chamado “Metal Machine Music”. O álbum duplo tinha, em seus 4 lados, o mais puro barulho de metal sendo raspado, e vendeu 100 mil cópias nas primeiras semanas. Devido ao alto número de devoluções, porque as pessoas achavam que o disco estava com problema, ele foi tirado das lojas após 3 semanas. Até este ponto da carreira, ele já tinha uma das músicas mais conhecidas da sua carreira chamada “Walk on the Wild Side”. A música, inspirada pelo livro homônimo do escritor americano Nelson Algren, foi sampleada por muitos artistas. Um deles foi o grupo pioneiro do hip-hop alternativo A Tribe Called Quest.

Formado em 1985 por Q-Tip, Ali Shaheed Muhammad e Phife Dawg, o grupo tem, entre suas maiores músicas, “Jazz (We’ve Got)”, “Check The Rhyme”, “Eletric Relaxation” e “Can I Kick It?”

“Can I Kick It?” está presente no álbum “People’s Instinctive Travels and the Paths of Rhythm”, foi seu terceiro single, e é composta de elementos de 3 músicas diferentes. A batida veio de “Spinning Wheel”, do jazzista Lonnie Smith. O slide de guitarra foi pego do álbum de estréia do Dr. Buzzard’s Original Savannah Band.

Porém, o que realmente marca é o baixo de “Walk on the Wild Side”. Aparecendo logo após o slide, o baixo fica repetindo enquanto Q-Tip e companhia rimam love com above, shove, glove, love, dove…

“Walk on the Wild Side” também foi sampleada por Marky Mark and the Funky Bunch em “Wildside” (1991). Caso você não saiba, Marky Mark é conhecido hoje como Mark Wahlberg, famoso ator que participou de filmes como “Os Infiltrados”, “Três Reis” e “Uma Saída de Mestre”.

Construindo LuvBugs: conheça as 20 músicas que mais influenciaram o som da banda

Read More

Quando uma banda se forma, as influências de cada um dos integrantes são inúmeras e variadíssimas. Essa mistura de músicas, artistas, discos e sons entra em um imenso caldeirão musical e traz algo totalmente novo e cheio de identidade. É nessa construção de identidade que a coluna Construindo vai focar: aqui, traremos 20 músicas que foram essenciais para que uma banda ou artista criasse seu som, falando um pouquinho sobre elas. Hoje temos o duo LuvBugs, do Rio de Janeiro, formado por Paloma Vasconcellos (bateria) e Rodrigo Pastore (guitarra e voz) Não deixe de seguir o perfil do Crush em Hi-Fi no Spotify e ouvir a playlist desta semana, disponível no final do post!

Bikini Kill“Girl Soldier”
Paloma: Definitivamente, a Tobi Vail é uma grande baterista/musicista e a minha maior influência Riot Grrrl na LuvBugs e na vida. “Guess you didn’t notice. Why we were dying. I guess you didn’t give a fuck. After all, only women were dying”.

Breeders“No Aloha” (“Last Splash”, 1993).
Rodrigo: Melodia vocal açucarada mergulhada em guitarras distorcidas em amps valvulados, isso é praticamente a base de 80% dos sons da LuvBugs.

Babes In Toyland“Hello” (“Nemesisters”, 1995).
Paloma: Riot Grrrl até a alma, “Hello” introduz esse belo disco de punk rock, dessa banda linda que tenho como grande influência de que as mulheres podem sim fazer rock. Lori Barbero é uma grande referência de baterista.

Nirvana“School” (“Bleach”, 1989).
Rodrigo: Um dos riffs mais contagiantes da história do rock and roll, tem uns 3 riffs da LuvBugs que nasceram daí, Coração Vermelho, Verde Zen e algum outro que não estou lembrando.

Sonic Youth“Becuz” (“Washing Machine”, 1995).
Paloma: O timbre dessa guitarra e seu riff repetitivo somado ao essencial vocal da excêntrica Kim Gordon tornam essa introdução do “Washing Machine” algo que sempre está presente na minha mente.

Wavves“No Hope Kids” (“Wavves”, 2009).
Rodrigo: Um amigo voltou daquele cruzeiro do Weezer uma vez com um vinil do Wavves e disse que queria me mostrar um som de uma banda que ele tinha conhecido os caras na piscina do cruzeiro. Logo que ouvi me liguei que era o som que eu queria fazer e “No Hope Kids” é um punk rock de garagem perfeito, ouvi até entrar no sangue.
Influência nas composições e nas mixagens dos discos, esse som tem uma mix lo-fi referência pra mim.

Nirvana“Dumb” (“In Utero”, 1993).
Paloma: A simplicidade dessa letra consegue demonstrar toda a complexidade da vida em um perfeito paradoxo existencial. “I’m not like them but I can pretend”. As composições da LuvBugs são assim, mais simples possíveis.

Freud And The Suicidal Vampires “It’s Hard To Write A Good Song In 5 Minutes (When You’re So Difficult To Describe)”
Rodrigo: Outro som referência de mix lo-fi. Riff alucinante com uma guitarrinha fazendo um solo de tema. Daí eu percebi que o álbum “Dias em Lo-Fi” poderia ter isso também, som de duas guitarras e não apenas uma como nos outros, até que a gente tem se virado bem ao vivo.

Velvet Underground“Venus in Furs” (“The Velvet Underground and Nico”, 1967).
Paloma: Impactante até a alma, impossível não se afetar com a experiência que essa música passa. “I could sleep for a thousand years. A thousand dreams that would awake me. Different colors made of tears”.

Ronnie Von“Imagem” (“A Máquina Voadora”, 1970).
Rodrigo: Esse som escutei tanto em determinada época da minha vida, que sempre quando escuto novamente reencontro meu jeito de escrever as músicas da LuvBugs e até meu jeito de pensar sobre a vida. Outro dia um amigo me falou em alguma semelhança em alguma melodia de voz minha ou jeito de cantar e eu acabei dando
razão a ele.

John Frusciante“Look On” (“Inside Of Emptiness”, 2004).
Paloma: O John é surreal. Essa música, (e esse disco) é cativante do início ao fim. Melodia, letra e guitarra lindas e totalmente inspiradoras. “When I thought life was terrible, things were going fine… A paper and a pencil are the
best friends I’ve got. Look on”.

Dinosaur Jr“Drawerings” (“Where You Been”, 1993).
Rodrigo: Outro dia eu li “J.esus Mascis é meu pastor e nada me faltará”. Amém.

L7“One More Thing” (“Bricks Are Heavy”, 1992).
Paloma: Esse grunge anos 90 de melodia e guitarra arrastada é perfeito e uma das minhas maiores influências também.

Elliott Smith“Coast To Coast” (“From a Basement on the Hill”, 2004).
Rodrigo: Considero de alguma forma Elliott Smith uma grande influência pro “Dias em Lo-Fi”, sempre o escutei mas até então não considerava muito essa influência à LuvBugs. Nesse álbum a gente acabou deixando umas camadas um pouco mais tristes que nos anteriores e “Coast To Coast” foi grande referência pra canções como por
exemplo “Ela Sabe o que é Certo”, claro que não é uma cópia, assim como todas as influências, a gente acaba fazendo do nosso jeito.

My Bloody Valentine“Only Shallow“ (“Loveless”, 1991).
Paloma: Vocal calmo e delicado mas ao mesmo tempo forte e intenso. É uma das principais influências shoegaze da LuvBugs.

Elastica“Stutter” (“Elastica”, 1995).
Rodrigo: Composição contagiante, batida dançante, “ritmo de acadimia”, fuzz rasgando o refrão, vocal cantarolado, cabelo no rosto, ufa, tudo que eu preciso nessa vida. E tento levar pra LuvBugs.

Oasis“Live Forever” (“Definitely Maybe”, 1994).
Paloma: Oasis é uma banda que apesar de controversa é inspiradora e me influencia na hora de compôr, mesmo que inconscientemente. “Maybe I just want to fly. I want to live. I don’t want to die”.

Lou Reed“Hangin’ Round” (“Transformer”, 1972).
Rodrigo: Lou Reed fez as melhores canções que ouvi na minha vida, ele é a maior referência musical, pode crer. Inventou tudo que eu ouço hoje e se alguma banda do mundo não tem nenhuma influência do Lou ou Velvet Underground eu nem preciso escutar. Essa canção em especial, o jeito dele cantarolar a melodia ao mesmo tempo
que descreve a cena é mágico.

Courtney Barnett“Nobody Really Cares If You Don’t Go To The Party” (“Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”, 2015).
Paloma: Essa música fala de situações que são reais na vida das pessoas e traduz perfeitamente boa parte do meu cotidiano. É assim com a maioria das composições dessa australiana que veio pra ficar e conquistou o coração da LuvBugs. “I wanna go out but I wanna stay home”.

Titãs“Taxidermia” (“Titanomaquia”, 1993)
Rodrigo: “Se eu tivesse seus olhos não seria famoso, eu não quero ser útil, quero ser utilizado, inutilizado, inutilizado”. Acho que foi meu primeiro contato com poesia dentro do rock’n roll. Esse som é referência pra qualquer coisa que eu faça.

“Get Crazy” – Uma comédia idiota dos anos 80 com um Lou Reed de óculos escuros

Read More

Get Crazy (Get Crazy – Na Zorra do Rock)
Lançamento: 1983
Direção: Alan Arkush
Roteiro: Danny Opatoshu
Elenco Principal: Malcolm McDowell, Daniel Stern e Allen Garfield

Get crazy and get high…

 

Curte um um bagaço idiota? Então “Get Crazy” é pra tu!

Curte Lou Reed? É pra tu também então!

A sinopse de “Get Crazy”, que aqui ganhou o bizarro subtítulo “Na Zorra do Rock”, é bem simples: Num teatro de sucesso que passa por dificuldades financeiras, os funcionários trabalham no dia 31 de dezembro de 1981 preparando o show de Ano Novo. Um babaca escroto podre de rico que já trabalhou na tal casa de shows, quer comprar o lugar pra construir um tipo de shopping meio estranho, mas o dono se recusa a vender, mesmo depois duma oferta absurda. O filho do dono contudo, se interessa pela oferta absurda e entra num esquema com o escroto podre de rico pra destruir o lugar com uma bomba.

Ao longo do dia, os funcionários vão recebendo os músicos que vão se apresentar durante o show da virada (tirando um sarro de todas as “tribos” da cultura urbana novaiorquina dos anos 80), enquanto o dono do teatro, se recuperando dum infarto que tivera mais cedo após briga com o escroto podre de rico, contata um músico famoso que vivia recluso sem se apresentar há muito tempo e explica que poderia ser o último show que ele assistiria, que tinha tido um infarto e que qualquer hora podia “bater as botas”. O cantor recluso, interpretado pelo grande, querido e sempre de óculos escuros Lou Reed, lembra a figura do Dylan em alguns momentos da sua carreira (a homenagem chega ao ponto duma cena reproduzir a capa dum disco do anasalado), e aceita na hora o convite. Sai de casa com a guitarra em mãos, compondo a música dentro dum táxi que dá voltas e voltas por uns lugares bastante aleatórios pra chegar no teatro. Ainda há tempo da última cena, com os créditos passando junto com isso aqui:

 

Só digo uma coisa, não digo nada, e digo mais, só digo isso…

Os músicos que fazem parte do show são em alguma medida referências á ídolos pop da época: um sex-symbol arrogantão que lembra o Jagger, uma vocalista de banda que mistura Debbie Harry e Pat Benatar, um punk louco que fica acorrentado pra não quebrar nada, que é uma mistura de Iggy Pop e Sid Vicious, e um bluseiro que lembra o icônico Muddy Waters (por sinal, no filme aparecem na voz desse cara uns sons do Muddy).

O filme, com uma linguagem humorística meio típica dos anos 80 (lembra pacas o “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu”), se apropria ainda de alguns recursos metalinguísticos, criando uma espécie de tiração de sarro de si próprio, com letreiros como “boy meets girl” que parecem fazer uma referência ao esqueleto das comédias românticas (e poxa, em alguma medida, esse aqui não deixa de ser uma).

Sobre as músicas, além da faixa do Lou Reed, acho legal de destacar o ramônico “Chop Suey”, no filme interpretado pela girl-band da mina que é a mistura da Debbie e da Benatar, que lembra, por sua vez, a banda pop the Go-Gos.

Galera, é isso, quem curte uma comédia oitentista, assiste lá!

Segue como sempre, link pro filme e pra trilha!

Filme:

Trilha sonora (em playlist) (a playlist não contém todas as músicas, juro que tentei, mas não consegui achar tudo…):

Ah! E um agradecimento especial ao amigo Frank Nabeta que me mostrou o filme e com quem discuti sobre, possibilitando minha análise num nível mais profundo!

5 Pérolas Musicais escolhidas a dedo por Mariângela Carvalho, do Distúrbio Feminino

Read More
Mariângela Caravalho
Mariângela Caravalho

Todo mundo tem seus gostos, preferências e, é claro, seus garimpos no mundo da música. Com certeza tem alguma banda ou artista que só você conhece e faz de tudo para espalhar o som entre seus amigos e conhecidos. “Todo mundo precisa conhecer isso, é genial!” Se você é aficionado por música, provavelmente tem uma pequena coleção pessoal de singles e discos que não fizeram sucesso e a mídia não descobriu (ou ainda vai descobrir, quem sabe) que gostaria que todo o planeta estivesse cantando.

Pois bem: já que temos tantos amantes da música querendo recomendar, o Crush em Hi-Fi resolveu abrir esse espaço. Na coluna “5 Pérolas Musicais”, artistas, músicos, blogueiros, jornalistas, DJs, VJs e todos que têm um coração batendo no ritmo da música recomendarão 5 músicas que todo o planeta PRECISA conhecer. Hoje, a convidada é Mariângela Carvalho, do zine Distúrbio Feminino. “Pra essas 5 pérolas, escolhi ir pro lado da non-music e peguei artistas declamando spoken words em cima de alguma base musical (ou não) ou vice-versa. Muito barulho e poesia fragmentada”.

William Burroughs e Kurt Cobain – “The Priest” They Call Him”

William Burroughs e Kurt Cobain tinham muito além do vício em heroína em comum, eram ambos fragmentados e o lado sujo da vida era levado amplamente a sério. Trabalharam com imagem, texto, música e acreditavam no poder da pirâmide de orgônio. A admiração mútua rendeu um encontro célebre em 1993, mas, um ano antes, Cobain se ofereceu para fazer uma colaboração com Burroughs, o que resultou neste obscuro episódio na vida de ambos, “The Priest” They Call Him”. O texto é parte de um ensaio de 1973 do escritor e narrado por Burroughs/The Priest ele mesmo. Cobain, após receber a gravação, criou bases de guitarra completamente noise para trilhar a narrativa e o resultado é meio perturbador. Quando lançada, a colaboração ganhou edição em vinil e mais tarde em CD. Esta, com certeza, é uma das parcerias mais junkies da história”.

Lou Reed – “Romeo Had Juliette”

“Uma das minhas letras/canções preferidas de Lou Reed é “Romeo Had Juliette” porque parece ser uma música delicada, romântica, mas na verdade é uma história absurda que pouco tem a ver com a ideia de Romeu e Julieta. Ouvir Lou recitando essa poesia sob base minimalista e em tom de narrativa não deixa nada a desejar à versão original”.

Yoko Ono, Kim Gordon e Thurston Moore – “I Never Told You, Did I?”

“Muito há para se dizer de uma colaboração que reúne Yoko Ono, Kim Gordon e Thurston Moore. “YOKOKIMTHURSTON” (2012), é, no mínimo, uma peça de arte no sentido literal – “contundente”, “sem igual”, “inovador”. Este compilado de seis faixas tem as poesias e pensamentos de Yoko em forma livre, entre sussurros, gritos e interpretação peculiar. Ela já havia experimentado com isso há muitas décadas, mas a parceria somou um caos cacofônico ao repertório. Em vários momentos, a co-criação se torna bem esquizóide. Vale dizer que esta foi a primeira vez que Kim e Thurston lançaram algo juntos após se separarem”.

Lydia Lunch – “Conspiracy of Women”

“Lydia Lunch sempre teve o tom e desprendimento necessários para proporcionar inúmeras incursões pelo estilo spoken-word. Em suas bandas e trabalho solo, em vários momentos ela apenas recitava algo em cima de uma trilha, porém, em 1990, ela lançou um título apenas seguindo este formato. Conspiracy of Women é um tratado feminista libertário entoado com fúria e lirismo”.

Pujol – “Political Errors at The End of the 20th Century”

“Daniel Pujol é um ilustre pouco conhecido. Seus álbuns e EPs não são incríveis apenas pela audácia instrumental ou por sua guitarra supersônica, mas principalmente porque sua música é um diário cantado. Sua facilidade linguística (endossada por um Phd na mesma área) ganha destaque em meio à composição sonora pois é o diferencial – e também o norte das canções. Em 2015, no EP Kisses, ele fez um híbrido entre canções convencionais e spoken-word. No ano seguinte, lançou “Stinky Toy”, primeiro single apenas como spoken-word e, em abril deste ano, saiu o lado A de seu novo trabalho (com esta linguagem), Political Errors at The End of the 20th Century, com tema baseado na transição dos séculos e na mudança das tradições”.

“Almost Famous”: o espírito sexo, drogas e rock’n’roll à flor da pele

Read More
Almost Famous, Quase Famosos

Depois de duas longas semanas sem posts por aqui, quem volta com tudo é a Sinestesia. Tem sido tudo muito louco desde que O Pulso Ainda Pulsa, um projeto elaborado pelo Hits Perdidos e o Crush em Hi-Fi, ganhou vida. Mas voltemos ao que interessa nesta coluna!

Nada como um filme que tenta – e consegue – nos levar direto para os anos 70, mais precisamente no “boom” da indústria fonográfica. Cheio de rock stars, jornalistas e chairmans de gravadoras nadando literalmente em dinheiro.

O funk ostentação é troco de pinga perto do que estes junkies, rockers e groupies viveram 24/7 durante aqueles anos de ouro. “Almost Famous” (“Quase Famosos”, de 2000tem o papel de retratar toda essa loucura rock’n’roll e todo seu entorno de maneira criativa e envolvente.

ALMOST BUS

“Um fã ávido por rock’n’roll consegue um trabalho na revista americana Rolling Stone para acompanhar a banda Stillwater em sua primeira excursão pelos Estados Unidos. Porém, quanto mais ele vai se envolvendo com a banda, mais vai perdendo a objetividade de seu trabalho e logo estará fazendo parte do cenário rock dos anos 70″ – Sinopse por Adoro Cinema

O que as pessoas muitas vezes deixam de saber são curiosidades sobre este filme que chegou a ganhar até Oscar. Primeiramente, o filme é praticamente autobiográfico – com uma dose de fantasia, claro – sobre as histórias e experiências pessoais como jornalista juvenil na revista Rolling Stone do diretor, Cameron Crowe, que contou para o site The Uncool sobre nomes terríveis que ele pensou antes de chegar ao “Almost Famous”“My Back Pages” foi o primeiro e convenhamos seria um título um quanto óbvio. “The Uncool” foi outro um pouco melhorzinho, mas ainda fraco, baseado numa fala de Lester Bangs – lendário crítico da revista. Alguns outros já caíram no contexto musical, como “Tangerine”, uma canção do Led Zeppelin – que inclusive toca nos letreiros finais do filme – e “A Thousand Words”: título do primeiro artigo escrito pelo protagonista, William Miller, em resenha feita sobre um show do Black Sabbath.

Guita

Mas vamos à trilha sonora – e que baita trilha, diga-se de passagem.

O pontapé inicial da soundtrack lançada no dia 12 de setembro de 2000 via Dream Works é com “America” do Simon & Garfunkel. A canção foi composta para o álbum Brokends” (1968) e produzida pelo duo e Rory Halee. Assim como o livro “On The Road”, a canção fala sobre dois jovens apaixonados cruzando os Estados Unidos à procura da “América” nos sentidos literal e figurativo.  A inspiração é genuína, visto que em 1964, Simon fez esta viagem com sua namorada, Kathy Chitty. O amor é lindo, não é mesmo?

TOMMY

Logo na segunda faixa já vem um petardo com selo Tommy” (1969) de qualidade. Sim, The Who para ninguém botar defeito com um dos maiores discos de ópera rock de todos os tempos. A densidade de “Sparks” te faz viajar por outras dimensões e poderia ter entrado até na trilha de “Stranger Things”.

A próxima canção é uma das queridinhas do pessoal da Rolling Stone: Todd Rundgren com It Wouldn’t Have Made Any Difference”, faixa título do álbum duplo lançado em 1972. As ondas do rock progressivo a la Yes dão o tom da batida. Este som foi gravado no ano anterior em Los Angeles, Nova Iorque e em Woodstock. Todd toca as guitarras e os teclados no álbum. Sucesso na crítica e aclamado pela Billboard, além de conseguir posição 173 entre os 500 melhores álbuns de todos os tempos na lista da Rolling Stone.

E já que falamos em Yes, adivinhem quem aparece na próxima faixa? Eles mesmo com “I’ve See All Good People: Your Move”. Sua primeira aparição foi no The Yes Album” (1971) e originalmente foi lançada apenas a segunda parte da canção como “single”, o que fez alcançar um número significativo no top 40 da Billboard. A canção usa a metáfora de comparar os relacionamentos com jogos de xadrez, tendo seu destaque nas harmonias de um rock progressivo viajante e sem freios. Em 1991, quando todos integrantes originais se reuniram para o DVD da turnê “The Union”, a canção não ficou de fora do set!

Saindo do progressivo e encontrando as ondas da praia temos uma das maiores bandas injustiçadas do rock sessentista – sim, pelo episódio The Pet Sounds” (1966) x Beatles – os Beach Boys com uma canção lançada para o disco Surf’s Up” (1971), “Feel Flows”. A música flerta com a surf music, psicodelia e flautinhas folclóricas.

A próxima canção é simplesmente genial por um fator ímpar: é de uma banda ficcional feita especialmente para o filme. A Stillwater, banda com quem o protagonista viaja e realiza suas desaventuras rock’n’roll – e serve como mote – consegue imprimir em sua faixa “Fever Dog” uma energia similar a do Led Zeppelin. E sinceramente eu acredito que se o Led estivesse na ativa, o diretor teria convidado eles para se auto-interpretar.

Inclusive em sua história original, o jornalista acompanhou o Led, The Allman Brothers Band, Lynyrd Skynyrd, Poco The Eagles em turnês. Eu imagino que por impasse de “ficar em cima do muro” e facilitar as gravações ele optou por montar uma banda especialmente para o longa – como registro de um tempo rock’n’roll que não volta mais.

O single “Every Picture Tells A Story” do inglês Rod Steward não fica de fora da trilha. Gravada em 1971 para um álbum de mesmo nome em parceria com Ron Wood, a canção foi lançada como single na Espanha tendo como lado B “Reason To Believe”.

Em sua letra, “Every Picture Tells A Story” conta suas aventuras com mulheres ao redor do mundo – tão rock’n’roll este lado mulherengo – e fala sobre o retorno para casa após aprender diversas lições de moral.

A próxima banda deveria ter mais atenção porque é APAIXONANTE. The Seeds é mais uma daquelas que vieram para chacoalhar tudo, destruir os quartos de hotel e sair após atear fogo. O espírito rock’n’roll mais destruidor vive em sua essência de uma maneira que a música que entrou na soundtrack  tem até polêmica envolvida em sua história.

DRUGS

Enquanto o mundo tava naquele clima paz e amor dos Beatles, eles estavam sendo BANIDOS da rádio com o single “Mr. Farmer”. Muito mais garageiro e sujo que os meninos de Liverpool. Lançada em 1967, a razão pela repressão foram as menções à drogas nas letras. Alguns interpretam o nome como “apologia aos fazendeiros plantadores de maconha”.

A canção foi escrita por Sonny Boy Williamson II e outra lenda do R&B, Elmore James, e foi lançada originalmente abaixo do nome G.L. Crockett. Porém quem fez esta pérola da música mundial ganhar a atenção que merecia foi o The Allman Brothers Band.

Uma banda que não poderia ficar de fora da trilha do filme é o Lynyrd Skynyrd. Tanto por Crowe ter se atirado na estrada com eles na década de 70, como por sua importância no cenário pós-Woodstock no contexto da história do rock americano.

A canção escolhida para a trilha foi “Simple Man”, uma das preferidas dos fãs. Tanto que não é de se surpreender que ela foi escolhida para entrar no jogo “Rock Band”, na série “Supernatural” e ter ganhado versões do Deftones e do Shinedown.

A próxima é uma pedrada na cara, afinal se trata de um hit do Led Zeppelin. Escrita por duas lendas do rock, Jimmy Page e Robert Plant, ela entrou no clássico “Led Zeppelin III” (1970). Com uma levada mais folk/rock, violão e voz é uma das mais melosas da carreira da banda.

Segundo Page a canção foi escrita no País de Gales naqueles dias após uma longa caminhada de volta para casa vindo do campo. “Tínhamos uma guitarra conosco, estávamos cansados da caminhada, e paramos para nos sentar. Eu toquei um acorde e Robert cantou o primeiro verso ‘na lata’. Nós tínhamos um gravador de fita conosco, e gravamos aquele esboço ali mesmo.”

O mestre do piano vermelho, Elton John, também não fica de fora de “Almost Famous”. A canção escolhida desta vez inicialmente não era um single inicialmente, porém depois de ganhar certa popularidade se tornou um.

tiny

“Tiny Dancer”, que viria a se tornar um dos maiores clássicos do Elton John, foi escrita por Bernie Taupin. Nela, Bernie captou o espírito dos anos 70 na Califórnia no qual ele conheceu muitas mulheres bonitas. Nos créditos do álbum Madman Across The Water” (1971), Bernie dedicou a música a sua primeira mulher, Maxine Feibelman.

Dave Grohl e Red Hot Chilli Peppers já fizeram versões deste clássico. No vídeo abaixo, Dave Grohl inclusive conta que conheceu a canção através da trilha sonora de “Almost Famous” e agradece ao diretor Cameron Crowe por isto. Além de comentar algumas cenas no vídeo, vale a pena ver o vídeo inteiro.

Nancy Wilson, que também foi a compositora das canções da Stillwater – banda de mentirinha do filme – também tem uma canção própria na trilha sonora: “Lucky Trumble”, composição instrumental de violão flertando com teclados.

Para quem viu o filme sabe que David Bowie aparece “fugindo dos jornalistas”, e claro que ia ter Bowie na trilha sonora do filme de uma forma ou de outra. A “sacada” genial foi a escolha de uma canção escrita por Lou Reed (Velvet Underground), “Waiting For The Man” para a trilha.

A versão que toca no filme é ao vivo em Santa Mônica (Califórnia) em 1972.  “Por coincidência”, naquele ano Lou Reed lançava um dos seus discos solos mais aclamados: Transformer”.

A próxima canção é de Cat Stevens, mais precisamente do álbum Teaser And The Firecat” (1971). Mas erra quem pensa que a canção está entre os três considerados hits do disco. Porém o crítico da Rolling Stone Timothy Crouse gostou do aspecto distinto e introspectivo de “The Wind”. Uma outra curiosidade é que o álbum foi lançado juntamente com um livro infantil escrito e ilustrado pelo próprio Cat Stevens.

Quem vem em seguida é Clarence Carter com “Slip Away” (1968), um dos grandes sucessos da carreira do artista que se destaca dentro do blues/soul. O músico de 80 anos – que lançou seu primeiro disco em 1968 – ainda está na ativa tendo lançado o álbum Dance To The Blues” no ano passado.

Para fechar com chave de ouro essa incrível trilha sonora nada como um pouco mais de Pete Townshend. Mas não estamos falando de uma canção do The Who, e sim de seu outro projeto “One Hit Wonder”, Thunderclap Newman.

O projeto ainda conta em sua formação o “manager” do The Who, Kit Lambert, e Jimmy McCulloch, músico do projeto The Wings do Paul McCartneyJohn David Percy “Speedy” Keen, que ficou mais conhecido por este projeto paralelo do líder do Who.

O sucesso da faixa “Something in the Air” (1969) foi tão enorme que a faixa além de alcançar o primeiro lugar das paradas no UK, recheou diversas coletâneas, comerciais e trilhas sonoras. Quem canta a faixa não é Pete Townshend e sim Speedy Keen. O grupo lançou apenas um álbum em sua curta carreira: Holllywood Dream” (1969).

Jimmy veio a falecer em 1979 através de uma overdose de heroína aos 26 anos de idade. Nada mais sexo, drogas e rock’n’roll do que esse desfecho, não é mesmo?

Song and Dance Men lança “Nouvelle Vague”, primeiro single de seu novo disco “When I Still Smoked”

Read More
Song and Dance Men

Vinda diretamente de São Carlos, interior de São Paulo, a banda Song and Dance Men lançou nesta semana “Nouvelle Vague”, o primeiro single de seu novo disco, “When I Still Smoked”, a ser lançado no dia 2 de outubro. Produzido por Marky Wildstone, baterista do grupo, o disco mistura indie rock, o rock alternativo dos anos 90 e um pouco de shoegaze. O quarteto conta também com Henry da Rocha (vocal e guitarra), Rafael Palma (baixo e backing) e Saulo Santil (guitarra e backing).

‘Nouvelle Vague’ é o primeiro single do disco, escolhemos ela porque me parece conter as características mais marcantes da banda: aquela energia jovem das bandas de rock alternativo, um tom triste e singelo nas melodias e um refrão que dá pra assoviar”, disse Marky. “O tema, desde a primeira vez que eu ouvi me lembrou algumas coisas do Weezer, Pixies e Superchunk que foram bandas que curti bastante nos anos 90, mas ao mesmo tempo me trazia algo fresco e novo.”

“O disco ‘When I Still Smoked’ tem 11 faixas bem diferentes uma das outras, gravamos ao vivo, durante 3 dias num casa de campo aqui na região de São Carlos, foram dias de trabalho intenso e muita concentração. Dias mágicos e cheios de emoção”, continuou Wildstone. “As influencias são uma mistura de tudo que já ouvimos na vida, muitos cantores dos anos 40 e 50, Bob Dylan, Lou Reed e bandas mais novas como Vampire Weekend. É o meu segundo disco como produtor e baterista e estamos bem felizes com o resultado. O disco sai no dia 02 de outubro e os CDs devem chegar no meio do mesmo mês com parceria da Wildstone Records e a estampa gaúcha Selo 180.”

Confira “Nouvelle Vague” aqui:

Está de saco bem cheio de seu emprego? Temos 10 músicas especialmente pra você.

Read More

broken-computer

Tem dias em que você chega no trabalho e já quer dar um chute na mesa e mandar seu patrão chupar um prego até virar parafuso. Tem dias em que o filme “Um Dia de Fúria” faz muito sentido pra você. Dias em que a hora extra é como uma tortura medieval e cada minuto é como uma farpa enfiada debaixo das unhas. Se seu emprego já não te satisfaz profissionalmente e ainda acaba atrapalhando (ou até tirando) sua vida pessoal, a coisa tá feia.

Para você, que a toda semana está pensando no dia em que estará de folga, ou você que está pensando seriamente em levantar de sua cadeira, falar que vai comprar um cigarro e nunca mais dar as caras na empresa, criei uma listinha com 10 músicas que talvez falem direitinho como você está se sentindo.

(Ah, uma dica: comece já a mandar currículos. Ou peça demissão de uma vez!)

Thundamentals“Quit Your Job”
Pra quem está na dúvida se pede ou não demissão e continua empurrando o emprego com a barriga até que apareça algo melhor.

Yo I couldn’t give a toss, about my shitty job
Wrote a letter to my boss “Man you really are a slob”
Definition of a dog, wishing I was gone
Kicking back with a six-pack, sitting on the lawn
But I’m not, ‘stead I’m here feeling overtired
Cos I don’t get no shine for my overtime
I got no desire to be busting for the loop
You’re lucky I don’t hustle for industrial dispute
For now I’m in the backroom, puffing on a doob
While you’re bludging in your office, scuffing muffins by computs
Thinking who the fuck are you, to tell me what to do
I want to say it to your face but I’m afraid I’ll get the boot

Ramones“The Job That Ate My Brain”
Pra quem está ficando maluco e sente diariamente o emprego derretendo seu cérebro pouco a pouco.

I can’t take this crazy pace
I’ve become a mental case
Yeah, this is the job that ate my brain
Go to work, it’s such a drag
Face the boss, he’s such a nag
In a suit and in a tie
I look so late I wanna die

Patife Band“Tô Tenso”
Pra quem tá fazendo hora extra todo santo dia e está quase indo até o banheiro se enforcar com a gravata.

Escureceu,
É noite de um dia duro
Alguém gemeu
A barra tava pesada
O dia inteiro
Trabalhando pra cachorro
Nó de gravata
Deixa qualquer um maluco
Tô tenso, tô tenso, tô tenso
Tô cansado
Propenso, propenso, propenso
Ao suicídio

Lou Reed“Don’t Talk To Me About Work”
Pra quem gosta mais do caminho até o trabalho do que do emprego em si.

Don’t talk to me about work
please don’t talk to me about work
I’m up to my eyeballs in dirt
with work, with work
How many dollars, how many sales
how many liars, how many tales
How many insults must you take in this one life

Tim Maia“Sossego”
Pra quem só quer um pouco de sombra e água fresca (pelo menos por um tempo).

Ora bolas, não me amole
Com esse papo, de emprego
Não está vendo, não estou nessa
O que eu quero?
Sossego

Tom Waits“I Can’t Wait To Get Off Work”
Pra quem mal consegue ver seu namorado/namorada/marido/esposa por causa do emprego.

And I can’t wait to get off work and see my baby,
She said she’d leave the porch light on for me.
I’m disheveled and I’m disdainful and I’m distracted and it’s painful,
But this job sweeping up here is gainfully employing me tonight.

Dead Kennedys“Take This Job And Shove It”
Pra quem já decidiu mandar o chefe ir lamber sabão e procurar um emprego melhor (ou tirar uns dias em casa, quem sabe).

Take this job and shove it
I ain’t working here no more
My woman done left and took all the reasons
I was working for
You better not try to stand in my way
‘Cause I’m walkin’ out the door
Take this job and shove it
I ain’t working here no more

Legião Urbana“Fábrica”
Pra quem cansou de se sentir escravo no emprego e tá afim de arranjar um trabalhinho mais honesto.

Nosso dia vai chegar
Teremos nossa vez
Não é pedir demais
Quero justiça
Quero trabalhar em paz
Não é muito o que lhe peço
Eu quero um trabalho honesto
Em vez de escravidão
Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance

Butthole Surfers“I Hate My Job”
Essa vai pura e simplesmente pra quem ODEIA seu emprego atual. Calma, vai dar tudo certo.

While walking to work most every day
I don’t know what to do than fuck all day

And I’m at a fucking desk and I fucking had it at it ‘n’ all the rest
I hate my job! I hate my job! I hate my job!
I hate it
While walkin’ to work and then fucking seeing ‘em
I don’t give a god damn or apology
You gonna fuck with me?
you’re fucking arrogant
Gonna shoot my boss, god damn

Os Mutantes“Senhor F”
Pra quem já passou de seus limites e tá doido pra dar um chute (literal) no patrão.

Você também
Quer ser alguém
– abandonar
Mas tem medo de esquecer
O lenço e o documento outra vez
Dê um chute no patrão
Dê um chute no patrão
Dê um chute no patrão

Supersuckers“Paid”
Pra quem se submete a coisa horríveis pois as contas não param de chegar… e precisamos de grana.

So I just put my heart on ice
Thaw it out when I’m home
Cause it just might need the rest
So it don’t break when I’m alone
On a trip and when I think
I can’t take another day
But I have to press on
Cause there’s no other way
I gotta work and I gotta get paid